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Eletrobras assumirá R$ 20 bi em dívidas de distribuidoras

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Eletrobras assumirá R$ 20 bi em dívidas de distribuidoras

 

 

 

Valor se refere a seis empresas cujos compradores terão que investir R$ 13 bilhões; entrega das unidades não trará retorno real à economia

foto 7 - Eletrobras assumirá R$ 20 bi em dívidas de distribuidoras
↑ Secretário-executivo Paulo Pedrosa (Foto Saulo Cruz / MME)
Durante audiência pública realizada nesta terça-feira (20) no Senado, para debater o plano de privatizações do governo, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Pedrosa, disse que os futuros compradores de energia da Eletrobras terão que investir R$ 13 bilhões nos próximos anos em seis distribuidoras que serão vendidas.
 
No último dia 8, a assembleia virtual da Eletrobras aprovou a privatização dessas empresas ligadas à companhia estatal pelo valor simbólico de R$ 50 mil: a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Boa Vista Energia, a Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal).
 
Pedrosa explicou que os “R$ 50 mil são capital a ser colocado”, entretanto, “as distribuidoras continuarão com o conjunto de dívidas da ordem de R$ 13 bilhões, mais o compromisso de investimento”.
 
Por outro lado, a Eletrobras assumirá as dívidas dessas seis empresas no valor de R$ 11,2 bilhões, e os encargos de R$ 8,5 bilhões (total de R$ 19,7 bi), reduzindo em muito o valor real que entrará no caixa da União. Esses valores são referentes a dívidas com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Em termos de retorno para a economia, as seis distribuidoras estão sendo entregues de graça pelo governo brasileiro.
 
Sobre a dívida que a Eletrobras irá assumir Pedrosa argumenta que “empresas que estão em extrema dificuldade, uma vez que não tiveram suas concessões renovadas no ano passado e entraram em um limbo”, deixando no ar uma importante pergunta: a privatização em um setor estratégico é a única forma de reestabelecer empresas públicas?
 
O plano de desestatização do governo federal inclui, além do setor elétrico, empresas do setor de petróleo e gás, de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. E o governo pretende, até o final do ano, privatizar a própria Eletrobras, controladora hoje de 50% dos reservatórios do país, um terço da geração e 48% das linhas de transmissão.

Fonte: Jornal GGN

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