Operação “Última Fatia” desarticula esquema de tráfico com pizzaria usada como fachada em Maceió
Ação da FICCO/AL prendeu suspeitos e revelou uso de delivery para distribuir drogas em condomínios da capital

Uma operação integrada das forças de segurança revelou um esquema de tráfico de drogas que utilizava uma pizzaria como fachada em Maceió. Batizada de “Última Fatia”, a ação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) e resultou na prisão em flagrante de dois suspeitos.
A investigação apontou que o grupo criminoso usava o estabelecimento comercial para armazenar e distribuir entorpecentes, principalmente em condomínios residenciais da capital. O esquema incluía um serviço de “delivery”, no qual motociclistas transportavam drogas em mochilas térmicas, simulando entregas comuns para evitar suspeitas.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, além da quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados. As diligências se concentraram na região metropolitana de Maceió e fazem parte de uma ofensiva nacional realizada simultaneamente em 15 estados.
Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e substâncias com características de drogas. De acordo com a polícia, há indícios de que a organização criminosa contava com um braço armado para garantir a segurança dos pontos de venda.
A ação contou com o apoio de equipes especializadas, incluindo o Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal, o Batalhão de Polícia de Choque, o BOPE e o Canil da Polícia Militar, com uso de cães farejadores nas buscas, inclusive no estabelecimento apontado como base do esquema.
Segundo a FICCO/AL, a estratégia de integração entre forças federais e estaduais é essencial para o enfrentamento ao crime organizado e à atuação de facções. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 25 anos de prisão.
O nome da operação faz referência à interrupção da estrutura logística e financeira do grupo criminoso, que utilizava a atividade comercial como disfarce para expandir a distribuição de drogas na capital alagoana.




