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Diretor da Fifa renuncia após criticar plano de venda de participações da Copa

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Diretor da Fifa renuncia após criticar plano de venda de participações da Copa

 

Por g101/08/2026 12h13 - Atualizado em 01/08/2026 12h41
Diretor da Fifa renuncia após criticar plano de venda de participações da Copa
Gianni Infantino é presidente da Fifa desde 2016 - Foto: Reprodução / Fifa.com

Dois dirigentes do alto escalão da Fifa criticaram nessa sexta-feira (31) o plano do presidente Gianni Infantino de vender parte dos negócios ligados à Copa do Mundo para investidores privados. Carlos Cordeiro, o principal assessor da presidência da entidade e ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, pediu demissão em protesto.

"Não posso permanecer em silêncio enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", afirmou em comunicado.



Ele classificou a proposta como "um mau negócio para o futebol". Segundo ele, a medida colocaria em risco um dos ativos mais valiosos do esporte.

Outro dirigente da entidade, o diretor de operações Kevin Lamour, também fez duras críticas ao projeto. Em declaração à Associated Press, ele disse que os funcionários da Fifa foram "enganados" pela falta de transparência na condução da proposta.

"Esse é o projeto de uma única pessoa", escreveu Lamour, referindo-se a Infantino.

Apesar das críticas, Lamour não deixou o cargo. Ele afirmou, porém, que está disposto a enfrentar consequências por defender sua posição.

O plano de Infantino prevê a criação de uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões para administrar os principais negócios comerciais da Fifa. Entre eles estão a Copa do Mundo e os Mundiais de Clubes masculino e feminino.

A proposta prevê que 20% dessa nova empresa sejam vendidos a investidores privados.

Segundo a Fifa, o principal interessado é uma empresa de investimentos sediada em Nova York e fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.



Para Cordeiro, a venda não se justifica. Ele argumenta que a Fifa possui bilhões de dólares em caixa, não tem dívidas e arrecadou cerca de US$ 15 bilhões nos últimos quatro anos.

"É hipotecar o futuro do futebol sem uma justificativa convincente", afirmou.

Infantino está no comando da Fifa há mais de dez anos. Até as últimas semanas, ele era o favorito para buscar a reeleição no próximo pleito da entidade, marcado para o ano que vem. A Fifa definiu 18 de novembro como prazo para o registro de candidaturas.

 

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