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Procura por chips de internet para acompanhar aulas na Ufal é baixa

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Procura por chips de internet para acompanhar aulas na Ufal é baixa

Serviço foi destinado para que alunos em vulnerabilidade social possam assistir ao conteúdo on-line durante pandemia

↑ Campus da Universidade Federal de Alagoas em Maceió (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

Mais de 1.500 estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foram contemplados no Programa Alunos Conectados, do Ministério da Educação (MEC), e já podem pegar o chip de internet para assistir às aulas online até o mês de dezembro deste ano. A maioria dos interessados pelo serviço tem sido do interior do estado e da zona rural, e estão tendo dificuldades de acesso. A procura pelo serviço de forma geral ainda é baixa.

O pró-reitor Alexandre Lima explicou que este cenário já era esperado, em decorrência da limitação natural da cobertura de internet em vários municípios e localidades do Estado de Alagoas.

“O Programa Alunos Conectados possui a cobertura de duas operadoras. Em alguns municípios do interior existe dificuldade de acesso à internet em certas localidades, principalmente as mais afastadas (zona rural). Neste caso, existe o provimento de um auxílio-financeiro para que o estudante possa contratar um plano de internet”, avisou.

Estudantes da Graduação, Escola Técnica de Artes e da Pós-Graduação em perfil de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio têm direito ao pacote de internet.

De acordo com o pró-reitor, considerando que desde outubro de 2020, as atividades de ensino da graduação estão sendo desenvolvidas de forma remota e, considerando que a Ufal poderia distribuir até 11.313 chips, “a procura pelo chip de acesso à internet poderia ser melhor”, frisou.

Alexandre Lima informou que cerca de 1,5 mil estudantes foram selecionados nos quatro editais abertos pelo projeto. O edital 03/2021 se encontra em processo de análise documental e o resultado final ainda não foi publicado. “Importante destacar que vários estudantes selecionados nestes primeiros editais ainda não retiraram os chips. Foi apresentado um cronograma limite de retirada destes chips. Caso os mesmos não sejam retirados, os chips serão devolvidos ao MEC”, avisou.

De acordo com Lima, o semestre letivo 2020.1, que foi iniciado em fevereiro de 2021, está sendo realizado de forma remota. Ele mencionou que, no entanto, existem as atividades de estágio obrigatório dos cursos da área de saúde e algumas disciplinas práticas que estão sendo desenvolvidas de forma presencial, com observância e atendimento dos respectivos protocolos de biossegurança que foram aprovados nas unidades acadêmicas.

ADESÃO

A universidade recebeu mais de 11 mil chips, mas a participação dos alunos aptos a participar do programa não tem sido expressiva. De acordo com o pró-reitor Alexandre Lima, há possibilidade de abrir novo edital ainda no primeiro semestre. Mesmo com a baixa procura dos estudantes, o quantitativo está mantido.

Em função desta baixa procura, a Pró-Reitoria Estudantil já lançou cinco editais deste Programa. “A prorrogação do projeto até o final do ano de 2021 é fundamental, uma vez que possibilita prover aos estudantes em perfil de vulnerabilidade socioeconômica, internet gratuita durante o ensino remoto”, comentou Alexandre, lembrando também que os chips dos editais 04 e 05/2020 estão disponíveis desde dezembro do ano passado para quem ainda não foi retirar.

O MEC explicou que a validade estendida do benefício é justificada, entre outros aspectos, considerando os vários calendários acadêmicos das Instituições Federais de Ensino (Ifes); o potencial aumento do quantitativo de alunos em condições de vulnerabilidade socioeconômica; e o crescimento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como meios didáticos.

A Ufal tem 24 mil alunos com 11.284 chips disponibilizados para atender discentes que estão em vulnerabilidade social.

DCE reconhece problemática de alunos do interior

 

Gabriel Cunha, Coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes – DCE/Ufal, destacou acerca do recebimento e utilização dos chips, que o Diretório reconhece uma problemática, sobretudo referente aos estudantes que vivem nos interiores, principalmente os das zonas rurais, onde o sinal das operadoras são ruins ou simplesmente não funcionam.

“Sabemos da pluralidade regional que a Universidade contempla, e é indispensável dar acesso a essas pessoas, inclusive levando em consideração que o ensino remoto tem caráter obrigatório, ainda que grande parcela da comunidade discente tenha se oposto a isso”, disse.

“Vários estudantes que chegam até nós avaliam que a gestão visa somente os estudantes das zonas urbanas, uma vez que não há meios para que vários alunos dos interiores façam a retirada, ainda mais em tempos de pandemia, quando esses estudantes sequer têm condições de pagar pelo transporte intermunicipal”, ressaltou Gabriel Cunha.

Para ele, forçar a obrigatoriedade de um ensino remoto, sem as garantias de acessibilidade, equivale a reprovar os estudantes, sem lhes dar a chance de tentar aprovação. “Um projeto de ensino que não é inclusivo, já nasce morto”, observou.

ORÇAMENTO

Indagado sobre se o orçamento da Ufal poderia afetar o programa, Alexandre lima foi enfático ao afirmar que este programa que objetiva distribuir chips para promover o acesso à internet aos estudantes em perfil de vulnerabilidade socioeconômica é uma ação do MEC/RNP e não tem relação direta com o orçamento da Ufal, que neste ano de 2021 sofreu um corte extremamente significativo do Governo Federal, prejudicando e limitando diversas ações direcionadas à sua comunidade acadêmica.

No caso da Ufal, quem vai atender à demanda é a operadora Claro, e a Oi fará a cobertura complementar.

De acordo com Reinaldo Cabral, diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), já foi desenvolvido um sistema próprio para os alunos fazerem adesão.

“Os alunos aderem ao sistema que desenvolvemos no NTI, que trata da gestão do pacote de dados da Ufal. Esse sistema se integra ao sistema da RNP, que também ajudamos ativamente no desenvolvimento, com testagem, requisitos, sugerindo correções e validando o sistema como um todo”, detalhou.

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Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

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