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Nomenclaturas e o direito à privacidade na sexualidade

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Nomenclaturas e o direito à privacidade na sexualidade

 

Alisson Barreto14 de junho de 2022
Nomenclaturas e o direito à privacidade na sexualidade
Nomenclaturas e o direito à privacidade na sexualidade - Foto: Alisson Barreto

Um dos desafios sociais dos tempos atuais é o abismo que há entre os que identificam os termos homem ou mulher em razão dos critérios biológicos e os que o fazem em razão de critérios subjetivos.


Esse desafio torna-se maior quando uma força ideológica quer forçar um dos grupos supracitados a aceitar incondicionalmente suas definições. Mas em que elas consistem?


Ora, em termos biológicos, o ser humano é do gênero “homo” e da espécie “homo sapiens”. Note que a palavra “homo” aí está no sentido latino, referente a homem; não no sentido grego, no qual se refere a igual. Por exemplo, a citação bíblia “eis o Homem!”, em latim é “Ecce Homo!”. É bem diferente, portanto, da palavra “homos” na palavra homossexual, onde se usa a palavra latina “sexus” com o termo “homos” tomado do grego, não significa homem, mas “igual”. Assim, homossexual é uma palavra híbrida onde há um termo grego e um latino (homo=igual + sexus=sexo) e, por conseguinte, refere-se à pessoa que afetivamente ou sexualmente se relaciona com pessoa do mesmo sexo.


Acontece, porém, que nos tempos atuais saber o significado já não é suficiente para bem comunicar-se com as concepções pluralistas de sexualidade. A singularidade dos seres humanos, tomada nos aspectos de sexualidades e potencializada por anseios ideológicos, levou a uma multiplicidade de termos e, para muitos grupos ou até para concepções mais globais, as palavras homossexual, bissexual e heterossexual deixaram de representar ou significar suficientemente as pessoas quanto a suas sexualidades.


O irônico é que a sexualidade é algo nato na humanidade, mas a multiplicação de denominações sexuais levou a uma concepção genérica de sexualidade que levou multidões a optar pelo termo gênero, em vez do sexo. Gênero para tais grupos não é um termo biológico, pois se assim o fosse estaria apenas colocando os “homo sapiens” (seres humanos) em comparação com os neandertais ou outros hominídeos, que nem vivem mais. Gênero, portanto, para tais pessoas é uma concepção subjetiva que, generalizando a sexualidade, ignora o sexo biológico para focar na sexualidade subjetiva do indivíduo.


Mas aí é que está a questão não indagada: os órgãos sexuais são importantes para acompanhamentos e tratamentos médicos, mas acaso é moral identificar uma pessoa por sua sexualidade?


Ironicamente, querendo dar direitos às revelações de sexualidades, a “época” atual tem levado a ignorar o sexo biológico para identificar as pessoas por suas sexualidades, quando, na verdade, faltou indagar: acaso o indivíduo não tem direito de ter sua sexualidade preservada? Se tem, por que os cadastros não voltam a registrar tão somente os sexos das pessoas?


A resposta é porque, economicamente, querem saber seus posicionamentos quanto à sexualidade, não se você é homem ou mulher. Para a economia atual, pouco interessa se uma pessoa é XX ou XY, mas se ela se comporta ou consome bens masculinos, femininos ou mistos.


Algumas perguntas são bem relevantes, nas sociedades atuais, como exemplo:


(1) Será que precisamos saber todos os grupos participantes da sigla LGBTQIA+? Aliás, esqueci algum caracter? Uma das respostas é que, cada vez mais, convém saber para melhor tratar as pessoas com as quais possamos conviver.
(2) Uma pessoa precisa dizer em um cadastro ou entrevista a sua sexualidade ou isso é uma invasão ao foro íntimo do indivíduo? Ora, se considerarmos que se trata de uma invasão à intimidade do indivíduo estamos diante de uma infração a um direito humano basilar.
(3) Uma pessoa que identifica seu sexo biológico com sua sexualidade tem o direito de responder conforme seu sexo? Dessa pergunta extrai-se outra: se uma pessoa quiser dizer apenas seu sexo biológico, sem entrar na esfera de sua sexualidade, acaso ela não tem direito a isso?

Ora, não convém delongas em responder no texto, pois é importante que o leitor tenha suas próprias conclusões sobre o tema. Aqui a questão não é a opinião do autor, mas a reflexão intrapessoal de quem lê.


Convenhamos, boa parte da população não quer responder na perspectiva da ideologia de gênero; mas em muitos cadastros — sobretudo nas redes sociais — inexiste alternativa para tal cadastramento. E isso ocorre, para quem ainda não percebeu, porque há um interesse econômico, estatístico e ideológico que se reflete em cada cadastragem dessa.


Por fim, ressalta-se a indagação, em meio às nomenclaturas relacionadas à sexualidade e diante do que foi refletido aqui, será que o direito à privacidade da sexualidade dos indivíduos não está sendo ameaçado, prejudicado ou infringido?


Aliás, para dar um pouco mais de pano às mangas, será que tal direito está sendo discutido nas universidades e escolas ou há uma massificação da ideologia de gênero sem espaço para debates? E se há espaço, esse espaço é ocupado ou oculto?

 

Autor: Alisson Francisco Rodrigues Barreto

Postado em Maceió, 14 de junho de 2022

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