SOCIEDADE ARTIFICIAL
É inteligência artificial o artifício do momento, do mundo, da humanidade. Um artifício que vagarosa ou rapidamente vem tirando das pessoas de qualquer nação ou credo o poder do raciocínio, a beleza da criação, do empenho da vontade de fazer porque a partir daí tem quem faça por elas. Vem tirando ou trocando a força das lideranças por uma totalmente artificial que obedecerá a comandos extraordinários com vistas a um progresso que não mais saberemos a quem pertence. Se ao suposto criador ou se ao nada translúcido instrumento novo e revolucionário de criação.
A partir daí, talvez o mundo ainda não esteja pensando assim, tudo será possível e os destinos do próprio mundo crescendo artificialmente de maneira assustadora e com menos interferência humana do que pode parecer ainda nos dias atuais. Possivelmente o leitor desavisado já esteja dizendo que estou louco, que não estou querendo acompanhar a revolução tecnológica, mas garanto que não é nada disso. Só estou preocupado com a artificialização da educação, dos costumes, das regras ainda expostas, com uma evolução que possivelmente ainda não estejamos preparados para receber. Desde os primórdios da minha infância venho acompanhando a velocidade da mudança na tecnologia, dos avanços que estão propiciando melhores condições de vida e sempre me preparando para novas e cada vez mais transformações. Só acho que desta vez a coisa está ocorrendo de maneira muito rápida e que as pessoas estão ávidas para passarem determinadas e importantes funções de vida para supostas criatividade e velocidade a que não estão acostumadas. Nossas crianças em breve entregarão às máquinas seus poderes de pensamento e de raciocínio tornando-se muito mais escravas delas do que se pode imaginar. Os cientistas estarão beneficiados por muita coisa da qual não teriam notícias. E por aí vai a transformação do mundo no que houver de mais artificial.
Imaginem-se em uma sociedade programada e dirigida pela inteligência que não lhe pertence? Alguns dirão que estou prevendo o impossível, mas não é. Estou prevendo uma preguiça mental substituída por uma atividade programada e de recursos infinitos. Mas também dirão que as informações contidas e que levam a Inteligência Artificial a produzir foi gerada pelo próprio homem. Não pelo homem em si, mas por muitos homens e mulheres abastecedores de informações as mais diversa o que levam à conjugação da máquina. O problema é que gera uma facilidade tão grande e tão praticamente exposta que formará novas gerações onde o cérebro e os neurônios não terão as mesmas e ativas funções. Novas gerações, não a nossa, verão que isso irá acontecer. A preguiça tomará conta do mundo inventivo de hoje e a Inteligência Artificial norteará as influências e as decisões mundiais em qualquer assunto e de qualquer natureza. As guerras, se ainda houverem serão norteadas por grandes e arrasadoras estratégias partindo sabe-se lá de quem ou de que máquina. Pode ser que o que escrevo hoje seja tão absurdo que podem estar me avaliando como senil, como visionário negativo ou qualquer outra definição que queiram dar. Não me importo. O que me importa é ter que ficar calado. É não expor o que penso aos meus assíduos leitores que talvez me sigam. Ou talvez, não. Mas pode ser que, no futuro, me deem razão. O fato é que a famosa Inteligência Artificial me assusta. E não poderia deixar de expor as razões do possível susto. Até espero estar profundamente enganado. Porque, na verdade, gostaria de assistir a um mundo inventivo, criativo e produtor de grandes nomes da ciência, da medicina, das ideias, como o é ainda hoje sem a criação desta nova sociedade artificial.




