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Consórcio Nordeste faz contato com China e Rússia para ter vacinas contra a Covid-19

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Consórcio Nordeste faz contato com China e Rússia para ter vacinas contra a Covid-19

  • Redação*
  • 03/08/2020 20:46
  • Geral
Foto: Reprodução
O presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa.

O presidente do Consórcio Nordeste, o governador da Bahia, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (3) que fez contato com as embaixadas da russa e chinesa para garantir o interesse da região Nordeste nas vacinas que estão sendo produzidas pelos dois países.

De acordo com Costa, o Consórcio Nordeste se reuniu na semana passada, de forma virtual, com o embaixador da Rússia, onde demostrou o interesse dos estados nordestinos em ter uma parceria, tanto para ajudar na realização de testes das vacinas, como para participar, eventualmente, do processo de vacinação.

“Nós não temos convicção aqui das datas, mas formalizamos isso na sexta-feira através de uma correspondência na Embaixada Russa, demonstrando todo o nosso interesse", disse Rui Costa em entrevista à TV Bahia”.

Segundo o presidente do CN, também houve contato com a Embaixada da China onde foram explícitos os mesmos pontos discutidos com a Rússia, mas desta vez, sobre a vacina chinesa.

Durante a entrevista, Rui Costa afirmou que a Bahia já participa dos testes da empresa americana Pfizer, por meio da Instituição Irmã Dulce. Ele também destacou que os estados devem estar em contato e “inseridos nos diversos fabricantes”, para que se tenha, em breve, a disponibilidade dessas vacinas no Nordeste. 

Sobre os boatos divulgados nas redes sociais, de que a vacina russa não seria segura por causa da rapidez de produção, o presidente do Consórcio Nordeste foi categórico ao afirmar que todas as instituições que estão produzindo a vacina estão seguindo normas severas de controle, que não permitiriam a aplicação de uma vacina que não fosse segura.

"Tem uma norma rígida internacional, organismos internacionais que controlam de forma muito rígida os testes de vacinas. Então, todas as instituições, sejam elas privadas ou públicas, de qualquer nacionalidade, têm que estar submetida a esse organismo internacional. Nós temos crença nas organizações internacionais e nessa forma de fiscalização. O rigor é muito grande, tem softwares, tem sistemas, tem fiscalização internacional, desse processo de elaboração de vacina, porque toda a humanidade usará e, portanto, poderá ter os benefícios", ponderou Rui Costa

Rui reiterou que ainda não há prazo para o início da aplicação das vacinas contra a Covid-19, mas demonstrou confiança para 2021.

"É uma corrida para ver quem chega primeiro e, evidentemente, com toda a segurança, nós queremos participar desses testes. Nós não estamos fixando um prazo. Cada anúncio que sai, parece que daqui a um mês teremos a vacina. Não tem em nosso horizonte nenhuma produção de curto prazo. Acho que todas as vacinas que chegarem primeiro só estarão disponíveis, na melhor das hipóteses, na virada do ano", pontuou.

 

 

*Com G1/ BA

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