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Morre em Maceió, aos 88 anos, o santanense professor, economista e escritor Silvio Hermano de Bulhões
GERALPor José Malta Fontes Neto - jornalista MTE/AL 1740 18/03/2024 - 08h 45min Cheops Araújo Malta0
Esta imagem faz parte do livro MEMÓRIAS E REFLEXÕES DE UM FILHO DOS CANGACEIROS CORISCI E DADÁ. Nela Sílvio está nas mãos com paninhos enviados junto com ele para o Padre Bulhões.
Morreu na manhã desta segunda-feira (18), no Hospital Arthur Ramos, em Maceió, o santanense, professor, economista e escritor Sílvio Hermano de Bulhões.
O velório será na capela 07 do Memorial Parque Maceió - Benedito Bentes, a partir das 16h desta segunda-feira, onde acontecera a cerimônia de cremação às 19:30
Atualizada em 18/03/2024 às 13h40.
'Ser doado a um padre me salvou', diz filho dos cangaceiros Dadá e Corisco
Meus pais foram fantásticos. Eles terem me doado ao padre Bulhões me salvou, só estou aqui por causa disso. Sinto-me muito orgulhoso de ser filho deles
Professor de matemática aposentado da rede estadual de Alagoas, ele detalha as conversas que teve com sua mãe, Dadá, após o reencontro deles em julho de 1954, em Salvador, onde a ex-cangaceira já estava casada novamente.
Minha mãe foi a única cangaceira que existiu. Maria Bonita, por exemplo, era a esposa de Lampião. Quando havia combate, só Dadá ia, as outras mulheres se retiravam. E ela era perita em tiro, papai que era péssimo atirador.

História
Corisco morreu em 1940, e Silvio não guarda qualquer lembrança. Já Dadá morreu em 1994, quando o cangaço era apenas um passado distante. Enquanto ela esteve viva, Silvio e Dadá conversaram sobre o cangaço e a vida deles.





