Eleitor se afasta da polÃtica e expõe ruptura no diálogo com os partidos
Cansaço com promessas repetidas e práticas mantidas ao longo das eleições amplia a apatia e desafia o modelo polÃtico atual

O afastamento de parte expressiva do eleitorado do debate polÃtico tem se consolidado como um dos principais desafios da democracia brasileira. Em artigo público no site CPINews, o jornalista Antonio Fernando da Silva, o Fernando CPI, destacou que o cenário não decorre da falta de partidos, discursos ou alianças, mas da dificuldade de conexão com cidadãos que deixaram de se sentir representados pelo sistema polÃtico.
Para ele, a desistência não está associada à desinformação. "O eleitor que se afastou aponta a repetição de promessas, a permanência dos mesmos grupos no poder e a ausência de resultados concretos como fatores centrais para o rompimento. Ao longo das eleições, o voto passou a ser tratado como número, e não como compromisso contÃnuo com a população".
Em Alagoas, segundo o artigo, esse distanciamento se manifesta de forma mais intensa. Grupos polÃticos concentram esforços em disputas internas, narrativas e cargos, enquanto cresce o contingente de eleitores que não se reconhecem nessas estruturas e optam por não participar do debate público.
Eleitor independente e desgaste do modelo polÃtico
De acordo com o jornalista, entre os que se afastaram estão eleitores independentes, que não seguem lideranças fixas nem aderem a discursos ideológicos rÃgidos. São trabalhadores, jovens, aposentados e famÃlias que rejeitam o que classificam como encenação polÃtica e cobram coerência entre discurso e prática, além de ações efetivas em áreas como emprego, serviços públicos e gestão de recursos.
"A manutenção de métodos tradicionais, com mudanças restritas à comunicação eleitoral, contribuiu para o descrédito institucional. A apatia resultante desse processo não representa neutralidade. A ausência de participação enfraquece o debate democrático e amplia riscos de retrocessos", salientou.
Fernando CPI ressaltou que apesar do distanciamento, esse eleitor segue observando. A reaproximação depende da capacidade de romper com práticas consolidadas e estabelecer uma relação baseada em transparência, responsabilidade e enfrentamento de problemas cotidianos.




