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Lenine e Chico César num Baião de Dois de muitos Brasis

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Lenine e Chico César num Baião de Dois de muitos Brasis

 

O show no Festival Vermelho não foi um espetáculo do repertório de nenhum dos dois, apesar da grande afinidade e afetividade que une a ambos. Foi singular

 

Foto: Fernando Udo

Não foi algo trivial o encontro entre o pernambuco Lenine e o paraibano Chico César, na noite de encerramento da segunda edição do Festival Vermelho na Cidade da Bahia. Quem viveu viu, e pode assistir com qualidade e tranquilidade a uma apresentação carregada de simbolismo e dimensão histórica, reunindo dois gigantes da música brasileira.

Lenine & Chico César não é um show que está em cartaz ou circulando pelo país, como foi a recente e excelente turnê Violivoz, que reuniu Chico César e Geraldo Azevedo. Não é um espetáculo que esteja no repertório de nenhum dos dois artistas, apesar da grande afinidade e afetividade que une a ambos, expoentes de uma mesma geração de artistas e compositores que ganhou impulso nos anos 90 , e que reúne nomes como Zeca Baleiro, Fernanda Takai, Paulinho Moska, Victor Ramil, Pedro Luis, entre outros.

Já na passagem de som à tarde ficou claro que seria uma apresentação histórica. O show trazia, além de grandes sucessos que marcaram a carreira de cada um dos artistas, canções apropriadas ao contexto de um festival político e cultural da esquerda brasileira. Chico César, ativista sempre presentes em momentos e causas fundamentais, chegou com seu engajamento suave, soltando labaredas e pondo fogo nos fascistas. Lenine invocando Lampião, Mestre Vitalino, Galdino, Juruna e Raoni. Lembrou de seu pai comunista, que lhe deu o nome do célebre revolucionário russo, o que lhe valeu na infância apelidos como “Vermelhinho”, ou para os mais íntimos, “Moscouzinho”.

Ambos estavam em casa no Vermelho, e encerraram com brilhantismo a última noite do Festival que congregou a militância comunista de todo o país mas também a população de Salvador que compareceu em peso, não só na Chácara Baluarte, mas também no Largo de Santo Antônio, convertida em uma autêntica “Praça Vermelha”, com artesanato, economia solidária, culinária, e expressões da cultura popular, do Samba Chula ao Forró, do Reggae à MPB. Com o Axé, a magia e energia da Bahia, com a cara e a coragem do Brasil.

Até o próximo Festival Vermelho, em algum lugar deste imenso e diverso Brasil!

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