ERROS MÉDICOS
Pense numa profissão bonita, importantíssima e você encontra médicos e médicas que deveriam sempre ser os grandes guardiões da vida, os mais abnegados de todos os profissionais, os mais atentos, os mais, os mais, os mais...Infelizmente, no entanto, ainda bem que com poucas exceções ficamos sabendo de fatos que desonram o exercício da medicina por serem praticados de maneira errônea por alguns daqueles profissionais. Sejam os que cometem erros éticos, como é o caso de fatos que estamos vendo ultimamente em que médicos fazem importunações sexuais em clientes, muitas vezes em estado de passividade, sejam os que são éticos, mas cometem erros de atitudes profissionais que às vezes levam pacientes a problemas por toda uma vida ou até mesmo a óbitos.
A algum tempo a mídia se ocupou em mostrar uma paciente que chegou a um hospital com um problema de fratura em um dos tornozelos. Por mais simples que possa parecer até que pode não ser e merecer toda a atenção do médico que a atendeu em método de urgência. O fato é que, com análise ou sem análise, com apreciação de outros ou não, a decisão do tal médico foi amputar a perna da paciente, sem que nem pra que, deixando claro que a atitude tomada foi um erro crasso na sua importante especialidade. Ora gente, isto é um horror inaceitável. Relaxamento, incompetência, tudo junto, numa soma de irresponsabilidade que beira o crime. E o é. Um erro capaz de comprometer todo um hospital, todo um conjunto de médicos e médicas que por ali labutam e que, naturalmente, pela imbecilidade de um ficam apontados também e marcados por muito tempo.
E aí nos lembramos dos horrores praticados por aquele médico que atendia em seu consultório e, não sei como, levava suas clientes a praticarem atos libidinosos e a ficarem caladas com vergonha ou coisa que o valha. E, se mudarmos um pouco, vamos encontrar notícias de dentistas que, também acobertados pela profissão praticam abusos e importunações sexuais completamente incoerentes com o exercício de suas funções.
Se formos enumerar o total de casos que seguem por aí afora com erros profissionais e erros éticos acho que conseguiríamos escrever um livro. Mas o ponto que queremos abordar agora é o de que defendemos, sobretudo para a parte profissional, prestação de provas para obtenção do CRM, a exemplo do que ocorre com os advogados em relação à OAB. E vou mais: a obtenção da licença médica para trabalhar não isentaria o profissional de revisões periódicas sobretudo no que diz respeito a exames de ordem psicológica e psiquiátrica. Não podemos esquecer que são seres humanos que estão entregando suas vidas a esses importantíssimos profissionais e também o fato de que o inocente não pode pagar pelo pecador. Os profissionais da área que estão em desacordo com com os princípios da profissão são em número muito reduzido, mas criam desconfiança, o que não é saudável. Vejam, por exemplo, os inúmeros casos que acontecem nas cirurgias plásticas por inabilidade de alguns cirurgiões que não estavam formados para tal. Nas aberrações que vemos, nas mutilações a que são expostos alguns pacientes que, ingenuamente entregam-se às mãos desses cirurgiões sabemos lá de que formação.
Acho que o assunto merece reflexões de todos os setores da vida, inclusive do setor político e acho que o rigor deve acontecer, sim. Os Conselhos federais e regionais precisam ficar profundamente mais atentos na concessão e revisão dos Certificados porque são as vidas humanas que estão em jogo. E os erros podem acontecer porque são exatamente humanos, mas a displicência não. Está aí o programa “Mais médicos” novamente. Que seleção é feita? De que maneira são avaliados? Perguntas que ficam e que merecem respostas. O povo espera.




