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Empréstimo consignado: como fica a situação da dívida com a demissão do trabalhador?

Dívida deverá ser paga mesmo com o desligamento do empregado, segundo a lei trabalhista

↑ Foto: Divulgação/Assessoria

Com o grande volume de demissões em razão da pandemia da Covid-19, muitas são as dúvidas em relação aos direitos trabalhistas no caso de desligamento de funcionários que contraíram empréstimos consignados.

Essa modalidade de crédito é muito utilizada por pessoas com carteira assinada, já que o desconto da prestação é direto na folha de pagamento, sem falar dos juros, que são bem menores. Mas quando há o desligamento do funcionário, o que acontece, como fica essa situação?

De acordo com as leis trabalhistas, a dívida continua existindo e deverá ser paga pelo trabalhador, mesmo que ele não esteja mais na referida empresa. “O consignado é um empréstimo atrativo, já que o desconto é em folha e o valor das mensalidades não podem comprometer mais de 30% do salário. Quando há o desligamento dessa pessoa da empresa, a dívida continua e esses mesmos 30% serão descontados sobre as verbas rescisórias”, destaca Gustavo de Macedo Veras, professor de Direito Trabalhista da Unit Alagoas.

Esses detalhes referentes aos percentuais de descontos em caso de rescisão de contrato de trabalho, devem estar presentes, inclusive, no contrato do consignado firmado com a instituição financeira.

“É imprescindível que o trabalhador esteja atento a esses detalhes ao realizar a assinatura do contrato do empréstimo consignado mesmo porque, ao ser demitido ou pedir demissão, essa dívida continuará existindo. Afinal, a depender do valor da dívida e da quantidade de parcelas restantes, mesmo que haja o desconto de 30% no cálculo de rescisão, até que haja a quitação do restante, essas parcelas continuarão tendo que ser pagas pelo trabalhador”, orienta.

Nada muda no caso de desligamento por justa causa. “A dívida não será extinta mesmo em caso de justa causa. Sendo assim, tanto para o trabalhador, quanto para o banco que ofertou o crédito, a relação continua a mesma, ou seja, as parcelas seguem até que a dívida seja quitada”, ressalta o professor.

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Fonte: Assessoria

STF cria jurisprudência em favor de jornalistas atacados pelo Estado

A decisão do STF deverá ser aplicada em todo o país, em situações nas quais jornalistas estiverem cobrindo manifestações

↑ STF (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
O Supremo Tribunal Federal aprovou nesta quinta-feira, 10, a indenização de jornalistas que forem feridos por representantes do Estado durante cobertura de manifestações. A decisão foi tomada a partir do caso envolvendo o fotojornalista Alexandro Wagner Oliveira da Silveira e deverá ser aplicada em julgamentos de casos similares por todo o país.

Silveira foi ferido com uma bala de borracha no olho enquanto cobria uma manifestação de professores em São Paulo, em 2000, para o jornal Agora SP, e perdeu mais de 80% da visão. Até então, o processo envolvendo o jornalista e o Estado tinha como resultado a culpa atribuída totalmente à vítima. Por isso, ele não teve direito a indenização.

Na Corte, após análise desse caso, o julgamento foi favorável à proteção dos jornalistas enquanto estiverem exercendo sua função. A votação final foi de 10 x 1, com voto contrário apenas do ministro Kássio Nunes Marques, que se posicionou contrário à proteção da categoria de forma generalizada.

Em geral, a votação cerceada pelo entendimento de que os jornalistas realizam coberturas como forma de serviço à sociedade e, por este motivo, não participariam de situações de risco por motivação própria. “Quando um jornalista cobre um evento, documenta uma manifestação, mesmo que ela, eventualmente, degenere em tumulto, mais do que um direito próprio, ele está exercendo um direito da coletividade”, afirma o ministro Luís Roberto Barroso.

O argumento foi seguido por outros juristas ao longo da votação, que também alegaram que a falta de proteção poderia ser um impeditivo do trabalho e ressaltaram a necessidade de liberdade de imprensa. “É muito importante a presença da imprensa nesses eventos, porquanto ele representa um dos pilares da democracia”, pondera o ministro Luiz Fux.

Decisão da tese

Os ministros do STF elegeram a tese apresentada por Alexandre de Moraes, na qual reconhece a responsabilidade objetiva do Estado, ou seja, na qual não há necessidade de busca pela existência da culpa.

Com a decisão, em casos similares ao do fotojornalista Alexandro Wagner Oliveira da Silveira, é examinada a situação objetivamente e, se houver alguma relação de causa e efeito entre o comportamento do agente e o dano, a vítima tem direito de ser indenizada. “Cabe a excludente de responsabilidade da culpa exclusiva da vítima nas hipóteses em que o profissional de imprensa descumprir ostensiva e clara advertência sobre acesso a áreas delimitadas em que haja grave risco a sua integridade física”, ressalva a tese.

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Fonte: Comunique-se Portal

CPI ouve médica considerada peça-chave de ‘ministério paralelo’ da Saúde

Nise Yamaguchi é próxima ao governo Bolsonaro. Segundo o presidente da Anvisa, médica discutiu no Planalto eventual mudança na bula da cloroquina para prever tratamento contra Covid.

↑ Nise Yamaguchi, médica que prestará depoimento nesta terça à CPI da Covid — Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

A CPI da Covid ouvirá nesta terça-feira (1º) a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi, uma das principais defensoras do tratamento precoce no combate ao coronavírus. Também defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, a medida é cientificamente comprovada ineficaz contra a Covid-19.

Nise Yamaguchi será a 11ª pessoa a ser ouvida pela comissão. O depoimento inaugura a fase de oitiva de profissionais da área e pesquisadores.

Diferentemente das pessoas já ouvidas, Nise Yamaguchi foi convidada, não convocada. Assim, não é obrigada a comparecer à CPI nem a falar a verdade, como acontece no caso de convocação, no qual o depoente fala como testemunha e se compromete a dizer a verdade.

A médica é considerada pelos senadores como peça-chave para a apuração sobre a suposta existência de um “ministério paralelo” da Saúde, um dos focos de investigação da comissão.

Senadores querem saber se havia algum aconselhamento ao governo que definia diretrizes sobre a pandemia à margem das regras científicas e das recomendações oficiais do Ministério da Saúde.

Ministério ‘paralelo’

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta relatou à CPI a existência de um “assessoramento paralelo” de Bolsonaro.

Disse ainda ter participado de uma reunião no Palácio do Planalto na qual havia um papel não timbrado de uma minuta de decreto presidencial para alterar a bula da cloroquina e incluir que o remédio poderia ser usado contra a Covid.

O remédio, contudo, é ineficaz contra a doença. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) condenam o uso do medicamento contra o coronavírus.

Também em depoimento à CPI, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, confirmou a reunião no Planalto mencionada por Mandetta. Segundo ele, Nise Yamaguchi era uma das participantes e defensoras da proposta.

O chefe da Anvisa foi questionado sobre a autoria da minuta. “Eu não tenho a informação de quem é o autor, quem foi que criou, quem teve a ideia. A doutora, de fato, perguntou dessa possibilidade e pareceu estar, digamos, mobilizada com essa possibilidade”, respondeu.

Em uma rede social, a médica publicou: “Bulas por decreto não existem. Existe, sim, evidência científica acumulada e de credibilidade sustentando condutas de médicos maravilhosos no mundo todo que cuidam da vida.”

Convite

O convite a Nise Yamaguchi foi aprovado no dia 13 de maio. A oitiva da médica vinha sendo defendida por senadores governistas, entre eles Eduardo Girão (Podemos-CE) e Luis Carlos Heinze (PP-RS) – os dois já usaram a comissão para propagandear a adoção do tratamento precoce.

Os requerimentos que pediam a convocação de Nise, depois transformados em convite, foram apresentados pelos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Girão.

“A referida médica é conhecida por ser defensora do uso da hidroxicloroquina e cloroquina como tratamento de pacientes infectados com o vírus causador da pandemia. Da mesma forma, foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro a integrar o comitê de crise ainda na gestão do ex-ministro, Luiz Henrique Mandetta, no Ministério da Saúde”, escreveu Girão no requerimento.

Disposta a falar à comissão, a própria Nise bateu à porta do gabinete do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), pedindo para ser ouvida.

Conversas com o governo

Em julho do ano passado, Nise Yamaguchi concedeu entrevista à TV Brasil em que foi apresentada como integrante de “um grupo de médicos para discutir um tratamento para o coronavírus”.

À emissora pública, ela relatou conversas com o presidente Jair Bolsonaro, com o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e com o embaixador do Brasil em Paris sobre a pandemia.

Ela também classificou o tratamento precoce como “fundamental” para o coronavírus e relatou que médicos estavam tomando hidroxicloroquina e ivermectina preventivamente – ambos os remédios não são indicados para a doença.

 
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Fonte: G1

 
 
 

CPI tem provas de que Bolsonaro se reunia diariamente com ‘gabinete paralelo’, diz Renan

“Temos muita coisa comprovada. Já temos até o número de reuniões que eles tiveram”, afirmou o relator da CPI do Genocídio

↑ Renan Calheiros (Foto: Edilson Omena/Arquivo)

Orelator da CPI do Genocídio, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a comissão já tem provas de que integrantes de um “gabinete paralelo” da saúde se reuniam diariamente com Jair Bolsonaro. A declaração foi dada neste domingo (30), durante entrevista à GloboNews.

Segundo o senador, esse “gabinete” indicou as diretrizes para o combate à pandemia do coronavírus. Entre as medidas, a adoção do chamado “tratamento precoce”, que é comprovadamente ineficaz contra a Covid-19.

“Acho que já temos muita coisa comprovada com relação à existência do ‘gabinete paralelo’. Já temos até o número de reuniões que eles tiveram. Estamos com vários integrantes dessa consultoria paralela, especialíssima, porque despachava todos os dias com o presidente da República”, afirmou Renan.

O relator da comissão defendeu a convocação do médico, deputado e ex-ministro de Bolsonaro, Osmar Terra (MDB-RS), considerado “peça-chave” do gabinete.

Terra sempre se posicionou contrário às medidas de isolamento como protocolo de segurança contra a Covid. O ex-ministro foi uma das primeiras autoridades a lançar a tese da chamada “imunidade de rebanho”, ou seja, a contaminação geral da população como maneira de se alcançar a imunização coletiva.

“Ele é deputado, exerce mandato pelo MDB, o meu partido, mas eu sou uma das pessoas que defendem sua convocação, porque ele funcionou o tempo todo como uma espécie de alter ego do governo e como alguém que iria ocupar o ministério da Saúde exatamente para fazer tudo aquilo que o presidente da República imaginava fazer”, ressaltou Renan.

“Ele, mais do que qualquer um, como integrante desse governo paralelo, ele precisa depor à CPI, sim. Acho muito importante o depoimento dele”, acrescentou o senador.

PROTESTOS

Renan se posicionou favoravelmente às manifestações de sábado (29), contra Bolsonaro.

“As pessoas fizeram essas manifestações no Brasil todo, sobretudo pelo clamor, pela indignação, pela maneira como contrariam essa pulsão do presidente da República de morte. As pessoas não aguentam mais”, avaliou.

“Acho que ela [a manifestação] não foi feita para aglomerar, ela tem outro significado, é uma passeata a favor da vida, contra a morte, diferentemente do que aquelas que são levadas pelo presidente da República e seus adeptos”, disse Renan.

NÚMERO DE MORTES

O relator afirmou, ainda, que a CPI vai receber um estudo que pretende quantificar o número de mortes que poderiam ter sido evitadas, caso o governo Bolsonaro tivesse tomado medidas efetivas para combater o vírus.

“A CPI encomendou um estudo ao Movimento Alerta, que é um movimento composto por entidades respeitadas na vida nacional, que irão, provavelmente, no dia 24 à CPI, apresentar esse estudo, um estudo criterioso, quantificando quantas mortes poderiam ter sido evitadas, quantas vidas poderiam ter sido salvas”, declarou.

“Essa é a grande pergunta que a sociedade nos faz. Os parentes das vítimas, os milhões de pessoas que já tiveram a Covid-19, que sobreviveram, mas que ficaram sequelados, têm direito de saber o que aconteceu”, completou Renan.

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Fonte: Revista Fórum / Lucas Vasques

 
 

Comentários

Dois homens atingidos pela PM com balas de borracha nos olhos perdem parte da visão

Daniel Campelo da Silva, de 51 anos, e Jonas Correia de França, de 29 anos, foram socorridos. Governo disse que vai acompanhar 'a assistência médica aos dois homens feridos no rosto' e acionou a Procuradoria Geral do Estado para 'iniciar o processo de indenização aos atingidos'.

↑ Daniel da Silva perdeu parte da visão após ser atingido no olho por bala de borracha atirada pela PM em protesto contra Bolsonaro — Foto: Hugo Muniz

Os dois homens atingidos nos olhos por balas de borracha atiradas pela Polícia Militar, durante o protesto contra o presidente Bolsonaro (sem partido) no Recife, perderam parte da visão. A operação truculenta dos policiais ocorreu na manhã do sábado (29), no Centro do Recife. Segundo parentes, as duas vítimas foram ao Centro da cidade para trabalhar, e não participavam do ato.

Um dos feridos foi o adesivador de táxis Daniel Campelo da Silva, de 51 anos, que perdeu o globo ocular e foi atingido, também, nas costas.

Ele mora no bairro dos Torrões, na Zona Oeste do Recife, e foi ao Centro da cidade buscar material de trabalho. Precisou descer do ônibus na Rua Sete de Setembro, devido à interdição da Avenida Conde da Boa Vista. Na Ponte Duarte Coelho, foi surpreendido pela repressão da PM.

“Ele não estava nem no protesto. Tinha encomendado material para adesivar os táxis, porque, para ele, não tem feriado nem fim de semana. Ele trabalha todos os dias. Tem uma filha recém-nascida e um filho autista que dependem dele. Só tem essa renda, dos táxis, para tudo”, afirmou o filho de Daniel, o vigilante Júlio Campelo.

“O dano que o estado fez com meu pai é irreversível. Ele está sentindo muita dor”, disse o filho de Daniel.

Daniel foi socorrido por um amigo taxista ao Hospital da Restauração, no Centro do Recife. No local, foi transferido para a Fundação Altino Ventura, unidade de saúde referência em tratamentos oftalmológicos. No entanto, devido ao inchaço do olho, os médicos não puderam fazer nenhum procedimento.

“Ele voltou para a Restauração. Não tem muito mais o que fazer, mas o médico disse que é preciso fazer uma limpeza, para não infeccionar. Ele disse que, na manifestação, não tinha nenhum tipo de truculência e, do nada, os PMs começaram a atirar”, declarou o filho da vítima.

‘Não tem desculpa’

Além de Daniel, outras duas pessoas foram socorridas ao Hospital da Restauração devido à ação da PM. Uma foi Ednaldo Pereira de Lima, de 58 anos, atingido por bala de borracha na perna esquerda.

A outra foi o arrumador Jonas Correia de França, de 29 anos. Ele foi atingido no olho esquerdo e, segundo a esposa, a dona de casa Daniela Barreto de Oliveira, a situação é irreversível. Vídeos enviados ao WhatsApp da TV Globo mostram o arrumador no chão da Ponte Duarte Coelho, chorando, depois de ser atingido no olho (veja vídeo acima).

“Há 99% de chances de que ele perca totalmente a visão. Ele saiu do trabalho, passou no Mercado de São José, comprou a carne que eu pedi e estava voltando para casa, de bicicleta. Ele me ligou para dizer que ia demorar, porque estava esperando o protesto passar. Quando desligou o telefone, os policiais fizeram isso com ele. Não deram assistência nem socorreram e queriam impedir que eu e meu cunhado passássemos de carro para levar ele ao hospital”, afirmou Daniela.

Jonas Correia de França, que mora no bairro de Santo Amaro, no Centro da cidade, foi levado ao Hospital da Restauração pelos familiares e transferido à Fundação Altino Ventura. Ele precisou retornar ao HR para esperar que o olho desinchasse.

“Um policial, ontem, foi até o hospital pedir desculpas. Ele disse ‘não tem desculpa para o que vocês fizeram comigo, eu sou um pai de família’. Agora, Pedro Eurico [Secretário de Justiça e Direitos Humanos] disse que vai me buscar amanhã [segunda-feira, 31 de maio] para conversar comigo, em nome do governador”, afirmou Daniela.

“O estado fez isso com meu marido e, no hospital, nem remédio tinha para dar para ele. Meu sogro teve que comprar. Meu filho de 9 anos está arrasado. Nós dependemos dele para tudo, porque só ele trabalha e traz o ganha-pão”, declarou a esposa.

G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) para saber sobre a falta de remédios para atender o paciente, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Resposta do governo

Por meio de nota divulgada neste domingo (30), o governo de Pernambuco se manifestou sobre as duas vítimas atingidas no olho.

No texto, disse que o governador Paulo Câmara (PSB) determinou que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) “acompanhe a assistência médica aos dois homens feridos no rosto” e acionou a Procuradoria Geral do Estado para “iniciar o processo de indenização aos atingidos”.

“Assim como estamos acompanhando a investigação que está sendo realizada pela Corregedoria, também vamos seguir de perto a assistência às pessoas que resultaram feridas”, disse o governador.

Ainda na nota, disse que a Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social começou a ouvir depoimentos sobre a ação truculenta da polícia.

No sábado (29), o governador afastou o comandante da operação da PM no protesto e quatro policiais militares envolvidos na agressão à vereadora do Recife Liana Cirne (PT), que foi atingida com spray de pimenta no rosto por policiais.

Antes, a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB) postou um vídeo no Twitter em que afirmou que a ação policial não foi autorizada pelo estado.

Manifestação era pacífica

Organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, o ato realizado no sábado (29), no Recife, era contra Bolsonaro e a favor da aceleração de medidas de prevenção à Covid-19, como a campanha de vacinação e auxílio emergencial de, ao menos, R$ 600. A manifestação fez parte de uma mobilização nacional.

O grupo de pessoas se reuniu na Praça do Derby, no Centro do Recife. Também houve, durante a concentração para a manifestação, distribuição de máscaras do tipo PFF2, nomenclatura brasileira que é equivalente à americana N95, cujo potencial de filtragem é maior que máscaras de pano.

Com faixas compostas de mensagens como “estou na rua porque Bolsonaro recusou mais de 150 milhões de vacinas” e “fora Bolsonaro genocida”, os manifestantes seguiram em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, na mesma região da capital. Eles se organizaram em filas, para tentar respeitar um distanciamento social mínimo e prevenir o contágio pela Covid.

Por volta das 11h30, a manifestação chegou à Ponte Duarte Coelho. No local, a Polícia Militar começou a dispersar os manifestantes. Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram atiradas contra os participantes do ato,

Houve correria e gritaria e, ao menos, três pessoas foram socorridas para o Hospital da Restauração. O cantor Afroito foi arrastado e detido por policiais militares durante o protesto, sendo liberado após pagar fiança de R$ 350.

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Fonte: G1

Salas do Empreendedor auxiliam MEIs na entrega da Declaração Anual de Faturamento

Prazo de entrega da DASN-SIMEI referente a 2020 termina no dia 31 de maio

↑ (Foto: Ascom Semec)

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) de Maceió devem ficar atentos ao prazo de entrega da Declaração Anual de Faturamento do Simples Nacional (DASN-SIMEI) referente a 2020, que termina no dia 31 de maio. A declaração é obrigatória a todo MEI e pode ser enviada com o auxílio das Salas do Empreendedor, de forma remota ou presencial.

“O envio da DASN é um momento onde os empresários do município precisam do nosso suporte para atender aos critérios exigidos na elaboração deste documento. Com todos os cuidados, garantimos a oferta desse serviço de forma gratuita’’, destacou o secretário municipal de Economia (Semec), João Felipe Borges.

Atendimento remoto e presencial (com agendamento)

O atendimento remoto é feito em todas as filiais por telefone e WhatsApp, de segunda a sexta, das 8h às 17h, basta falar com um dos postos por meio de um dos números disponibilizados.

As Salas do Pátio, Parque Shopping e Maceió Shopping funcionam presencialmente das 11h às 17h, apenas com agendamento, que deve ser feito no agendamento.seplag.al.gov.br. O MEI seleciona a Unidade do Já! que deseja, depois ‘Sala do Empreendedor’ e a data e o horário do atendimento. É recomendado que ele chegue ao local entre 5 e 10 minutos antes do horário marcado.

A filial do Centro, que fica na sede da Semec, atende apenas por telefone e Whatsapp, das 8h às 17h, também por agendamento. Basta ir em www.online.maceio.al.gov.br, ‘Atendimento e Agendamento’, ‘Agendamento’, ‘Unidade Semec’, ‘Sala do Empreendedor’ e preencher o formulário com uma data e hora. No dia escolhido, um dos atendentes entrará em contato com o MEI por telefone.

O diretor de Empreendedorismo da Semec, Emerson Amâncio, alerta aos MEIs que não deixem para enviar a declaração em cima da hora para evitar multas. “Nossos postos estão preparados para ajudá-lo durante todo o processo. Quanto antes ele concluir e enviar a DASN, melhor”, disse.

O MEI que não declarar será multado com o valor de R$ 50,00 reais ou de 2% ao mês-calendário, sobre o montante dos tributos decorrentes das informações prestadas na DASN.

O envio também pode ser feito pelo próprio empreendedor no www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor/servicos-para-mei, em Declaração Anual de Faturamento.

As Salas do Empreendedor são um convênio entre a Prefeitura de Maceió, o Sebrae e a Associação Comercial e oferecem, de forma gratuita, serviços de orientação empresarial, abertura e formalização de empresas, parcelamento de débitos, entre outros.

Confira abaixo os contatos das Salas do Empreendedor

Sala Centro
Telefone/WhatsApp: (82) 99801-0031
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Sala Shopping Pátio Maceió
Telefone/WhatsApp: (82) 99801-0021
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Sala Maceió Shopping
Telefone/WhatsApp: (82) 9.9801-0033
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Sala Parque Shopping Maceió
Telefone/WhatsApp: (82) 99626-0032
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Fonte: Ascom Semec

Saiba como identificar mensagens com informações falsas

Conteúdos falsos compartilhados nas redes sociais costumam apresentar características semelhantes

↑ (Imagem: Agência Alagoas)

Circulam todos os dias nas redes sociais informações falsas que são compartilhadas instantaneamente pelos usuários. Batizados de “fake news”, os conteúdos falsos são criados e propagados por diversos motivos. Muitas vezes é possível identificar mensagens falsas sem precisar ir muito longe nas investigações, pois elas apresentam diversas características semelhantes.

Desde o fim de 2019, o principal alvo das informações falsas é a pandemia da Covid-19. “Álcool em gel não tem eficácia, mas vinagre tem”, “máscaras causam problemas de saúde” e “médicos recebem acréscimo de mil reais por atestado para Covid-19” são alguns títulos de conteúdos falsos já desmentidos por várias agências de checagens de fatos e, inclusive, por esta editoria.

Apenas nos últimos dois meses a editoria Alagoas Sem Fake já identificou e desmentiu mais de 40 mensagens falsas que circularam no estado. Para ajudar os leitores a identificar possíveis fakes esta editoria lista abaixo algumas dicas para desmascarar mensagens falsas.

O primeiro passo é avaliar a fonte da possível notícia, pois muitos sites que publicam os conteúdos falsos tentam se passar por portais de notícias já conhecidos e confiáveis. Um dos pontos fracos desse tipo de mensagem é a formatação do texto, que apresenta erros de português, letras em caixa alta e uso exagerado de pontuação. Algumas informações são até verdadeiras, mas é preciso se atentar à data da publicação, pois o fato pode ter acontecido já há algum tempo e não representar entendimentos mais atuais, que surgem diante de novas circunstâncias.

Antes de compartilhar mensagens de conteúdo duvidoso, o leitor pode pesquisar se a informação foi divulgada por outros sites de notícias. Quando for compartilhado um link apenas com o título do texto, é recomendado que seja feita a leitura de todo conteúdo, pois em alguns casos o que está em destaque não condiz com a reportagem. Além disso, ainda há possibilidade de se tratar de alguma matéria de sites de humor com o objetivo de ironizar algum fato.

De maneira geral, os boatos têm sempre um tom alarmista ou soluções simplistas e milagrosas para problemas complexos. Além disso, normalmente não é informado o autor do texto. É preciso uma atenção especial a vídeos, fotos e áudios, porque podem ser editados e utilizados fora de contexto. Um exemplo é o vídeo de uma mulher dançando com um fuzil na mão que circulou nas redes sociais. A legenda informava que ela seria a mãe de um jovem morto em operação no Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, mas a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro negou o boato.

Como as informações falsas acabam sendo ainda mais compartilhadas do que as notícias reais, o próprio WhastApp já informa ao usuário quando uma mensagem é “encaminhada com frequência” e tem origem duvidosa. A ferramenta tem o objetivo de estimular o leitor a pesquisar e verificar a veracidade das informações antes de compartilhar. O aplicativo também limitou a quantidade de encaminhamentos de mensagens a cada vez.

Beto Macário, mestre em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas e especialista em Processos Midiáticos e Novas Formas de Sociabilidade, explica como as informações falsas se disseminam com tanta facilidade.

“Boa parte da estrutura de textos de fakes news não é centrada em dados reais, mas em valores morais, ataques pessoais e reforça sempre um código estruturante ou vigente, como ideologia ou pensamento, que representa uma fatia da sociedade que quer associar ou se manter no poder. Quando esse conteúdo é disseminado através de redes sociais, ele se alia a algum movimento da chamada pós-verdade e ganha apoio na reafirmação de certos valores que conduzem o nosso convívio em sociedade, ou seja, as pessoas compartilham porque se identificam com a mesma linha de pensamento que está por trás das informações falsas. Por isso, elas ganham visibilidade em todo segmento e classe social”, explica o especialista.

Lei contra fake news

Em Alagoas, quem divulga ou compartilha informação falsa sobre situações que envolvem o enfrentamento à Covid-19 pode ser punido com multa de até R$ 5.394. A Lei nº 8.266 foi sancionada em junho de 2020 e tem o objetivo de combater a divulgação de “fake news” sobre epidemias, endemias e pandemias no estado.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

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Fonte: Agência Alagoas

Manifestantes prós e contrários a Jair Bolsonaro se mobilizam em Maceió

Presidente visita capital alagoana pela primeira vez

↑ Visita de Jair Bolsonaro a Maceió também mobilizou opositores (Foto: Reprodução)

Achegada de Jair Bolsonaro (sem partido) a Maceió na manhã desta quinta-feira (13) mobilizou centenas de manifestantes, contrários e favoráveis ao presidente, já nas primeiras horas da manhã.

No local onde os opositores estavam, no caminho até o Aeroporto Zumbi dos Palmares, chegou a haver certa confusão, com relatos de disparos de balas de borracha, mas tudo se acalmou.

Já os apoiadores do presidente lotam o saguão do Aeroporto portanto bandeiras do Brasil e camisas da CBF. A administração do Aeroporto organizou o local com grades para manter a distância e permitir a passagem da comitiva presidencial.

Já entre os opositores, os cartazes e faixas acusam o presidente de “genocida”, em virtude de sua postura no combate à pandemia de covid-19.

AGENDA

Jair Bolsonaro irá para a entrega de unidades habitacionais no Conjunto Oiticica I, no Benedito Bentes; depois segue para o Viaduto da PRF e, de lá, num helicóptero, segue para o Sertão.

 

 

 

Em meio à crise gerada pela Anvisa de Bolsonaro, Lula se reúne com embaixador russo

Enquanto o governo Jair Bolsonaro sabota vacinas, o ex-presidente Lula terá uma reunião com o embaixador russo na próxima semana em Brasília, onde também deve encontrar lideranças políticas

↑ Lula (Foto: Stuckert)

Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá a Brasília na próxima semana e terá um encontro com o embaixador russo, Alexey Labetskiy,  na sede da Embaixada da Rússia. O encontro acontecerá no contexto da repercussão da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  de não recomendar a importação da vacina Sputnik V. A informação sobre a agenda do petista foi publicada pela coluna de Bela Magale.

Lula já teve no ano passado um encontro com Kirill Dmitriev, diretor Fundo Russo de Investimento Direto. O diálogo abriu negociação entre a entidade e o Consórcio do Nordeste, formado por nove estados da região, para a compra o imunizante desenvolvido pela Rússia.

Enquanto o ex-presidente faz sucessivos alertas para a necessidade de o governo Jair Bolsonaro não sabotar vacinas, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o Brasil foi pressionado pelos Estados Unidos a não recomendar a importação da vacina russa.

A mau gerenciamento da pandemia também repercutiu no exterior. Em entrevista à TV 247, o ex-primeiro-ministro de Portugal José Sócrates afirmou que “Bolsonaro deve ser o único presidente no mundo que não apenas negou a doença, mas desvalorizou a vacina”. Também fez elogiou ao ex-presidente. “Lula devolveu à esquerda sul-americana o prestígio e a imagem internacional de que a esquerda sabe governar”, afirmou Sócrates em sua análise.

Depois de tomar vacina contra a Covid-19 e ter a sua inocência reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Lula fará viagens pelo Brasil com o intuito de estreitar articulações com aliados e outros possíveis aliados para a eleição presidencial de 2022.

Pesquisa do Instituto Ideia encomendada pela revista Exame indicou, na semana passada, que somente Lula venceria Bolsonaro num eventual segundo turno na eleição presidencial – 40% x 38%.

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Fonte: Brasil 247

Covid-19: chegam ao Brasil 3,8 milhões de doses da vacina AstraZeneca

Doses chegaram em voos na madrugada e por volta das 16h20 de hoje

↑ (Foto: Ministério da Saúde)

Oministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, receberam hoje (2), em Guarulhos, São Paulo, mais um lote de doses da vacina AstraZeneca, adquiridas pelo governo brasileiro por meio do consórcio Covax Facility. No total, neste domingo, foram entregues 3,8 milhões de doses.

O Covax Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19 e garantir acesso igualitário à imunização.

Terceiro lote

O terceiro lote, contendo 2.025.600 doses de vacinas contra a covid-19, chegou hoje (2), por volta das 16h20, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em uma aeronave proveniente de Amsterdã.

As doses que foram encaminhadas ao Brasil são da vacina desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca. O imunizante foi fabricado pela empresa multinacional Catalent, na Coreia do Sul.

Esse foi o terceiro lote recebido pelo Brasil somente neste final de semana. Ontem (1º), o Brasil já havia recebido cerca de 220 mil doses. Já na madrugada de hoje (2), o país recebeu mais 1,735 milhão de doses. Com esses últimos desembarques, completam-se os 4 milhões de doses previstos para maio, anunciados pelo Ministério da Saúde. O Brasil tem direito a 10,5 milhões de doses do consórcio.

Em março, o governo brasileiro já havia recebido 1.022.400 doses da Covax/Facility.

No Aeroporto de Guarulhos, fica a Coordenação de Armazenagem e Distribuição Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde (Coadi) do Ministério da Saúde. De Guarulhos, essas doses serão distribuídas aos estados e municípios por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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