Libertas quae sera tamen

Topo

M Municípios

Nacional

Nacional (530)

Previdência: veja 10 pontos da reforma que podem ser barrados no STF

 

É inevitável que a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL), apresentada na forma de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), sofra contestação no Judiciário. Conforme especialistas no tema, há pelo menos dez pontos da reforma que podem ser questionados e até mesmo barrados no Supremo Tribunal Federal (STF). É o caso da idade mínima para aposentadoria e também da regra de transição dos servidores públicos.

Aroeira
STF pode questionar idade mínima para aposentadoria, regra de transição dos servidores públicos e outros dispositivos da reformaSTF pode questionar idade mínima para aposentadoria, regra de transição dos servidores públicos e outros dispositivos da reforma
Segundo o jornal Valor Econômico, o governo já sabe que terá contra si uma série de ações judiciais se o texto da PEC for aprovado como está. Essas ações podem apontar inconstitucionalidades, por exemplo, no possível fim da isenção previdenciária sobre receitas de exportação, entre outros. Ministros do Supremo já indicaram aguardar processos contra a proposta em discussão. Até hoje, todas as reformas da Previdência foram parar no STF. 

Além disso, esses pontos devem ser usados por quem é contrário à PEC para tentar derrubar a reforma no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a primeira comissão a analisar uma PEC é a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Se os integrantes concluem que alguma medida é inconstitucional, barram sua tramitação. 

A idade mínima é um dos aspectos que pode ser questionado, apesar de ser recorrente em reformas previdenciárias. A imposição de uma idade única sem considerar as diferentes expectativas de vida nas várias regiões do país viola o princípio da isonomia.

Para Jorge Boucinhas, professor de direito do trabalho (FGV/Eaesp), a aplicação das regras de transição é um dos pontos com maiores chances de serem contestados. Trabalhadores que ficarem de fora das regras que constam no texto em debate, segundo ele, podem alegar direito adquirido à regra intermediária. “Os que me parecem mais atingidos em termos de regra de transição e são potenciais autores em demanda judicial futura são os servidores públicos, que ingressaram no regime de 2003 a 2013”, diz.

Pelas mudanças propostas, eles teriam regras mais próximas às dos trabalhadores do setor privado. O cálculo do benefício será sobre todos os salários recebidos e não mais sobre 80% (com o descarte de 20% dos mais baixos). Além disso, há previsão de alíquota maior de contribuição previdenciária.

No entanto, o professor afirma que a tese do direito adquirido está superada no Judiciário. “Existe uma regra consagrada na jurisprudência de que não há direito adquirido a regime jurídico”, afirma o professor. Isso significa que, para o Judiciário, o trabalhador não teria direito ao regime que estava em vigor quando começou a trabalhar, apenas ao do momento em que cumpriu os requisitos para se aposentar.

Os servidores podem alegar ainda “confisco”, se tiverem que passar a pagar altas taxas (22%) de contribuição previdenciária. Esse foi um dos pontos levantados pelo escritório LBCA Advogados do texto da PEC. Sócio da banca, o advogado Yun Ki Lee destaca que, como se trata de PEC, se ficar claro que o dispositivo mexe com cláusulas pétreas da Constituição Federal, vale brigar na Justiça. 

“Por exemplo, um dispositivo da PEC permite a transferência de causas sobre acidente de trabalho da Justiça Federal para a Estadual. “Nesse caso, é possível alegar desequilíbrio das partes ou a hipossuficiência do trabalhador, que são cláusulas pétreas”, afirma.

O desrespeito às cláusulas pétreas também pode ser alegado para contestar no Supremo um dispositivo da reforma que, segundo Lee, poderá afastar a imunidade das receitas de exportação. “Hoje, a Constituição afasta a incidência de contribuições sociais e Cide sobre essas receitas – o que chamamos de imunidade”, diz o advogado.

Mesmo o novo regime de capitalização criado pelo governo pode ser questionado no STF, de acordo com o levantamento do LBCA. “Seria uma espécie de previdência individual. Por isso, pode-se contestar argumentando que a Previdência Social tem que ser solidária”, diz Lee. A Constituição elenca entre os objetivos fundamentais da República construir uma sociedade solidária e assegura aos servidores regime de previdência de caráter “contributivo e solidário”.

Outro ponto discutível, segundo Lee, é o que exige fonte de custeio para qualquer ato do Executivo, Legislativo ou Judiciário que crie, majore ou estenda benefício. “Pode caracterizar violação à independência entre os Poderes. O artigo 2º da Constituição deixa claro que os três Poderes são independentes e harmônicos entre si. E o único que sabe e pode falar de onde vem o dinheiro é o Executivo”, afirma.

O advogado ainda aponta outros dois dispositivos da PEC que podem ser contestados, por restringirem o acesso ao Poder Judiciário. Um deles acaba com a possibilidade de ações judiciais contra a União, com origem em qualquer Estado, serem propostas no Distrito Federal. O segundo estabelece que só a Justiça Federal pode decidir se causas de interesse da União podem ser julgadas pela Justiça Estadual. “Atualmente, se não há Justiça Federal em um Estado, a Justiça Estadual decide causas previdenciárias”, explica Lee.

A retirada da multa de 40% sobre o saldo do FGTS dos aposentados que continuarem trabalhando também poderá ser questionada no STF, segundo Lucas Ciappina, advogado do escritório Balera, Berbel e Mitne. Para o advogado, existe a interpretação de que o FGTS corresponde a uma garantia individual, protegida por cláusula pétrea pela Constituição.

STF pode barrar ao menos 10 pontos da reforma da Previdência

1) Idade mínima para aposentadoria

2) Regra de transição dos servidores públicos

3) Sobretaxa na contribuição previdenciária (“confisco”)

4) Transferência de causas sobre acidente de trabalho da Justiça Federal para a Estadual

5) Fim da isenção previdenciária sobre receitas de exportação

6) Novo regime de capitalização

7) Exigência de fonte de custeio para atos relacionados a benefício

8) Proibição de ações judiciais contra a União no Distrito Federal

9) Exigência de que a Justiça Federal decida se causas de interesse da União podem ser julgadas pela Justiça Estadual

10) Fim da multa de 40% do FGTS dos aposentados ativos

Com informações do Valor Econômico

Rene Vicente: Greve Geral será a maior da história 

 

Graças ao empenho e à unidade do movimento sindical, a Greve Geral prevista para sexta-feira (14/6) deve se tornar a maior paralisação na história do Brasil – e o mais contundente repúdio à reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). A plenária dos trabalhadores do transporte coletivo, realizada nesta segunda-feira (10), no Sindicato dos Condutores de São Paulo (SindMotoristas), foi mais uma demonstração de que a mobilização para o 14J continua a crescer.

Por Rene Vicente*

 Em São Paulo, os sindicatos filiados à CTB, como o Sintaema, também aderiram à Greve Geral Em São Paulo, os sindicatos filiados à CTB, como o Sintaema, também aderiram à Greve Geral
Na ocasião, os sindicalistas confirmaram que os principais modais de transporte público em São Paulo (SP) – como o Metrô, a CPTM e ônibus – não funcionarão por 24 horas no dia da Greve Geral. A adesão vai além de capital paulista, incluindo trabalhadores do transporte na região metropolitana e no interior.

Trata-se, provavelmente, do setor mais estratégico para o êxito do 14 de Junho. Só o Metrô de São Paulo, por exemplo, transporta cerca 5,2 milhões de pessoas por dia útil, ao longo de suas seis linhas e 85 estações, num total de 96 quilômetros de extensão. 

A exemplo das demais categorias, os metroviários aprovaram a paralisação por unanimidade, em assembleia na quinta-feira passada (6). Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, o Metrô não terá condições de pôr o sistema em operação. 

Em São Paulo, os sindicatos filiados à CTB também aderiram à Greve Geral. É o caso do Sintaema, que tem base estadual e representa os trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente. Desde o início do mês, o Sindicato tem feito assembleias regionais e mobilizado a categoria. Entre os trabalhadores da Sabesp, à defesa da aposentadoria e da Previdência Social, soma-se a luta contra a privatização do saneamento.

Em situação semelhante estão os trabalhadores dos Correios, também em luta contra a reforma e contra o risco de privatização de seus serviços. Sob a liderança do Sintect-SP, a categoria ecetista fará assembleia na quinta-feira (13), no CMTC Clube.

A Greve Geral conta ainda com o importante apoio dos estudantes brasileiros, que já promoveram duas grandes manifestações (em 15 e 30 de maio) contra os cortes na Educação. Ao atrelar a defesa do ensino público à necessária preservação da aposentadoria, os estudantes simbolizam a rejeição do povo brasileiro à reforma da Previdência e aos demais retrocessos do governo Bolsonaro.

Rene Vicente é diretor de Imprensa e Comunicação do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo) e presidente da CTB-SP (seção paulista da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Decretos de Bolsonaro são “ilegais, inconstitucionais e engordam”, diz Renan

Foto: ReproduçãoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueRenan Calheiros

Depois que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), o projeto de decreto legislativo (PDL) sustando os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibiliza o acesso às armas de fogo, o senador Renan Calheiros (MDB) usou as redes sociais para comemorar a notícia.

 “CCJ derrotou um item da agenda da morte de Bolsonaro que liberou o uso de armas. É o Senado exercendo seu papel e independência”, escreveu o senador em sua página no Twitter.

Calheiros também divulgou um vídeo no qual defende que os decretos do Executivo não são intocáveis, até porque “são ilegais, inconstitucionais, engordam, desmerecem a vida, mudam regras de trânsito irresponsavelmente quer liberar armas, dar ordens para matar”.

“Nunca me imaginei aqui, em pleno século 21, lutando com vários senadores para proteger direitos inalienáveis”, reforçou.

Veja o vídeo.

Se Bolsonaro não entende de economia, entende de quê?

 

O capitão-presidente confessa "não entender" de economia, que compara a um transatlânco, e diz que leva o Brasil à uma posição de direita.

Por José Carlos Ruy*

 Bolsonaro e seu minstro "Posto Ipiranga" Bolsonaro e seu minstro "Posto Ipiranga"
O mantra dos economistas neoliberais compara a administração da economia de uma nação à atividade de uma dona de casa que controla a economia do lar. Este é um mite repetido à exaustão em ambientes conservaores.

Este mito é posto em xeque quando o presidente Jair Bolsonaro confessa, sem ruborizar, não entender de economia. 

"Já falei que não entendia de economia?", disse ele a jornalistas que o questionavam sobre o péssimo desempenho do PIB divulgado nesta quarta-feira (29) pelo IBGE, indicando que o Brasil entrou em recessão. O IBGE mostrou uma queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre de 2019.

Em sua desfaçatez o capitão-presidente foi adiante e, numa referência escusa tentou culpar os governos do PT, em especial p da presidenta Dilma Roussef, pela diminuição do PIB, e reafirmou seu apoio ao contestado Paulo Guedes, ministro da Economia. "Quem entendia afundou o Brasil, eu confio 100% na economia do Paulo Guedes", disse. E voltou a defender o caminho que vai aprofundar ainda mais a crise econômica, aumentar a pobreza e destruir o mercado interno: a reforma da Previdência que, no momento, figura como carro-chefe de sua atuação no comando do país. Em que se sente - como se conclui das declarações que fez ao jornal argentino "La Nacion" - como o capitão de um navio em dificuldades. Mudar o rumo da economia "é como um transatlântico", disse. E reconheu estar "levando nossa economia para a centro-direita” - um eufemismo para descrever a flexão que seu governo tenta fazer para a direita.

Há uma pergunta a fazer ao capitão-presidente: de que é que ele entende? Se não entende de economia, como é que se sente à vontade para propor e defender, enfaticamente, uma reforma da previdência que, se se tornar realidade, vai prejudicar a vida de milhões de brasileiros e favorece apenas um punhado de ricaços e de especuladores finaneiros? 

Não se espera de um presidente da República que entenda, em detalhe, os mistérios da economia. Não é tarefa dele.

O nome que os clássicos davam à ciência da produção e da distribuição dos bens era economia-política. Com razão - não era apenas o arremedo de matemática "distributiva" em que o conservadorismo transformou-a desde o final do século XIX. Incluia também as relações de poder - a política - entre os membros de uma sociedade, aplicadas na produção dos bens e na fixação da parte que cabe a cada um na distribuição. Continua sendo economia-política com este sentido que envolve a produção, a distribuição e a força da cada setor da sociedade para abocanhar um pedaço maior ou menor da riqueza produzida.

Assim, espera-se de um presidente da República que, pode-se dizer, atue para regular estas relações políticas entre as várias forças sociais, impedindo que a ganância dos muitos ricos espolie os mais pobres. 

Deste ponto de vista, se espera de um presidente que cumpra as leis e faça garantir os direios (sociais, políticos e econômicos) de todos. 

Não é o que Bolsonaro sinaliza - ao contrário, mesmo sem "entender" de economia, sua opção, como homem do governo, é favorecer os muito ricos, brasileiros e estrangeiros, mesmo que à custa do empobrecimento dos brasileiros. 

Na metáfora preferida dos neoliberais, é como se uma dona de casa desse mais comida e agasalhos para um filho, deixando os demais à míngua. 

 *José Carlos Ruy é jornalista, escritor e colunista do Portal Vermelho

Qual é saída para uma economia brasileira no fundo do poço?

 

O PIB caiu de forma drástica, o desemprego se elevou acentuadamente e os empresários perderam os parâmetros para realizar investimentos.

Por João Sicsú*

  
 Nas últimas semanas alguns economistas começaram a falar que a economia brasileira estaria em estado de depressão. Parece que a avaliação começa a se tornar mais realista. Quase todos abandonaram a ideia da recuperação lenta. Alguns falam de estagnação dando uma ideia difusa do que pensam. A turma que fala de estagnação confunde suas vontades com realidades.
Trimestre após trimestre, desde 2014, a economia vem mostrando fraquezas. A taxa média de crescimento de 3% do período 2011-2013 foi perdida. A economia mergulhou no fundo do poço após dois anos de agudas recessões (2015 e 2016). A partir de 2017, estacionou na depressão.

A depressão é um estado da economia que tem algumas características específicas. O PIB caiu de forma drástica, o desemprego se elevou acentuadamente e os empresários perderam os parâmetros para realizar investimentos. Predomina a paralisia que é a melhor defesa diante de uma economia que é desconhecida. Estamos dentro da economia da depressão (PIB retraído e desemprego elevado por mais de 16 trimestres).

A depressão não é uma condição de curto termo que pode ser facilmente superada pela ação empresarial ou de consumidores. Empresários perderam a capacidade de formar expectativas sobre o futuro ou quando formam tais expectativas, elas são pessimistas. Ainda há o caso daqueles que formam expectativas otimistas, mas que não são capazes de colocar um centavo para apostar no seu otimismo.

A depressão tem características econômicas, mas tem acima de tudo características comportamentais. Consumidores perderam a capacidade de consumir seja devido ao desemprego seja devido à expectativa de desemprego. Empresários também tiveram perdas, mas além disso não têm esperanças porque não conseguem decifrar o mundo econômico novo que estão vivendo.

Esses comportamentos são capazes de explicar a situação em que se encontra a economia brasileira. Não são revelados indícios seja de um colapso total, seja de uma recuperação conectada com uma expansão. O que ocorre é que a economia revela a cada trimestre taxas pífias, para cima ou para baixo, de crescimento do PIB e do investimento. Os gráficos mostram a queda acentuada do investimento e do PIB (de 2014 a 2017) e depois evidencia subidas e quedas tênues até os dias de hoje.

Sem surpresas

As quedas do PIB (de -0,2) e do investimento (de -1,7%) do 1º trimestre de 2019 não foram surpresas. Mas se ocorressem subidas, isso também não deveria surpreender. Seria surpresa se as taxas fossem elevadas e positivas tanto para uma variável quanto para outra. Em estado de depressão isso não acontece, tais taxas precisariam estar correlacionadas com um comportamento empresarial arrojado.


Não é possível sair da depressão sem uma decisão política de governantes a favor de um plano grandioso de investimentos públicos. Foi assim nos 1930, quando Franklin Roosevelt aplicou o New Deal nos Estados Unidos. Mas como disse Paul Krugman: “Na Grande Depressão, os líderes tinham uma desculpa: ninguém realmente compreendia o que estava acontecendo nem sabia como resolver a situação. Os líderes de hoje não têm essa desculpa. Temos tanto o conhecimento quanto as ferramentas para acabar com esse sofrimento”.


O maior problema da economia brasileira talvez não seja a depressão, mas sim o diagnóstico que está errado e, ainda mais sério, mas em consequência, as ferramentas estão sendo utilizadas de forma incorreta.

Nos Estados Unidos, quando a economia entrou em depressão nos anos 1930, o presidente era Robert Hoover. As palavras de Joseph Stiglitz sobre aqueles anos são ilustrativas, parecem que foram ditas para o Brasil de hoje: “[Muitos] deram apoio a Andrew Mellon, o secretário do Tesouro do presidente Robert Hoover, e à sua tentativa de restaurar o equilíbrio fiscal: a recessão causara uma queda na arrecadação de impostos mais acelerada que a dos gastos. Para restaurar a ‘confiança’, segundo acreditavam os conservadores fiscais de Wall Street, era necessário cortar gastos, um após o outro.”

No lugar de gastar realizando investimentos públicos, o governo brasileiro somente anuncia novos cortes de gastos. O resultado alcançado será o mesmo de Hoover. A situação tende a permanecer por mais alguns anos. A sorte dos norte-americanos foi que Roosevelt sucedeu Hoover e soube compreender a gravidada da situação e aplicou as ferramentas corretas.

Gastos públicos são necessários e talvez sejam a única saída não porque são suficientes para fazer o PIB crescer de forma significativa, mas sim porque tem influência sobre o comportamento empresarial que passará a ter novos parâmetros de avaliação.

A máquina tem que ser religada pelo governo realizando investimentos. Em seguida, as outras peças entrarão em funcionamento. Empresários, então, passariam a formar expectativas otimistas e poderiam voltar a apostar em suas esperanças. Mas o governo tem que dar o exemplo. 

*Por Por João Sicsú é professor do Instituto de Economia da UFRJ, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011.

Fonte: CartaCapital

Lideranças de 10 partidos unem-se contra Bolsonaro no movimento ‘Direitos Já’

Entre as legendas estão PSDB, PDT, PT e Cidadania, cujas lideranças se encontraram para formar um grupo suprapartidário de oposição

↑ Encontro foi organizado pelo escritor Fernando Guimarães, do PSDB, e pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do PT; ideia é organizar uma frente em oposição a Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Lideranças de dez partidos, entre eles PSDB, PDT, PT e Cidadania, reuniram-se na noite desta segunda-feira (20), em São Paulo, para organizar o lançamento do movimento “Direitos Já, Fórum pela Democracia”. O objetivo é formatar um grupo suprapartidário de oposição ao governo Jair Bolsonaro (PSL). O encontro foi organizado pelo escritor Fernando Guimarães, do PSDB, e pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do PT.

O movimento começou como um grupo de WhatsApp que ultrapassou 200 integrantes de vários partidos. Segundo eles, a ideia agora é lançar um manifesto e organizar um ato no Tuca, o teatro mantido pela PUC em São Paulo. Ainda não existe uma data fechada para isso.

“A ideia é ver se a gente quebra o gelo e atua com uma plataforma comum”, disse o advogado Pedro Serrano, que cedeu seu apartamento para o encontro. Carvalho seguiu na mesma linha e defendeu a busca por uma “pauta comum”. “O que nos une é maior do que aquilo que nos divide”, disse ele.

‘DIRETAS-JÁ’

Reportagem dos jornalistas Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo ainda informa que Entre os cerca de 40 convidados, estavam políticos como o ex-ministro Aloizio Mercadante, o ex-prefeito Fernando Haddad e o vereador Eduardo Suplicy, todos do PT; o ex-ministro da Justiça José Gregori, o ex-senador José Aníbal e o vereador tucano Daniel Anneberg, pelo PSDB; o candidato derrotado do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, o presidente do PV, José Pena; José Gustavo, porta voz da Rede; além de lideranças do PDT, Cidadania, PSOL e PCdoB e dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), UNE e do movimento negro.

Fernando Haddad defendeu que o grupo se organize em torno de uma agenda mínima de temas como educação, relações exteriores, geração de empregos e direitos humanos, e busque a adesão do centro e do “centro- direita liberal”. “Não vou assinar um texto pró-establishment. A gente não pode jogar o jogo dele (Bolsonaro). Não tem establishment contra anti-establishment. O que tem é progresso contra atraso.”

Os participantes disseram que não foram representando seus partidos. Vários deles não têm cargo relevante de direção nas siglas. Mas se comprometeram a levar o que foi discutido para suas respectivas legendas.

O líder do PCdoB na Câmara, Orlando Silva, usou a palavra “degelo” para classificar o encontro. “Temos de lutar contra o sectarismo na política brasileira.” Entre os próximos passos do movimento, está tentar atrair adesões em outras regiões, como dos governadores do Nordeste.

“Uma mistura dessas só vi nas Diretas-Já”, disse Gregori, ao encontrar Suplicy no elevador. Os convidados que chegavam ao evento recebiam um broche onde se lia “Direitos Já”.

 

44

Fonte: Brasil 247

Polícia Federal desencadeia operação conjunta na capital e no interior de Alagoas

Homem apontado como peça-chefe do bando morreu em confronto com policiais. Uma mulher também foi presa.

↑ Sede da Polícia Federal em Maceió (Foto: Adailson Calheiros)

Uma operação conjunta, envolvendo as forças policiais de Alagoas e a Polícia Federal, foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça (21). De acordo com informações repassadas pela assessoria da PF no estado, os alvos são suspeitos de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e assalto a banco. Até o momento três pessoas haviam sido detidas.

Informações extraoficiais dão conta que estão sendo cumpridos 30 mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva em vários bairros da capital. Uma mulher, que estava hospedada em um hotel na Avenida João Davino, no bairro Mangabeiras, em Maceió, foi presa pelos policiais. O carro dela também foi apreendido.

Um suspeito, que não teve a identidade revelada, apontado como peça-chave no organograma do tráfico, foi ferido durante um confronto com agentes da Divisão de Investigação e Captura (Deic) e militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), chegou a ser socorrido, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Parte dos alvos está sendo conduzida para a sede da Deic e os demais para a Polícia Federal, em Jaraguá. A coordenação da operação é do delegado Cayo Rodrigues.

As cidades de Jaboatão/PE e Arapiraca/AL também são alvos da ação conjunta.

 

62

Fonte: Tribuna Hoje, com agências

Reforma da Previdência reduz valor de pensão por morte e aposentadoria por invalidez

Com a reforma, aposentado por invalidez que contribuir 20 anos só receberá 60% da média salarial

↑ Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal muda regras da aposentadoria (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A maquiadora Michelle Peres Gomes, 33 anos, moradora de Valparaíso de Goiás (GO), tem direito a pensão pela morte do marido, causada pela infecção por hantavírus em 2017. Ele trabalhava como vigilante e ela agora recebe R$ 1,9 mil para cobrir as despesas com os dois filhos do casal, de 12 e 8 anos. O dinheiro é usado principalmente no transporte deles para a escola e na compra de roupas, além de pagar as contas de luz, água e condomínio.

Para complementar a renda, Michelle passou a trabalhar fora e conta com a ajuda da avó das crianças em casa.

— A pensão é fundamental. Eu dependo dela para quase tudo, sem ela nem tinha como sobreviver. Só que até para a alimentação, ou para a escolinha de futebol dos meninos, eu tenho que pagar por fora, com o dinheiro do meu trabalho — explica.

Novas regras
Assim como Michelle, milhões de pessoas no Brasil dependem da pensão por morte para sustentar a família. Atualmente o valor do benefício equivale a 100% da aposentadoria recebida pelo segurado ou ao valor a que teria direito se fosse aposentado por invalidez. Se houver mais de um dependente, a pensão é dividida entre eles.

Se a reforma da Previdência proposta pelo governo federal (PEC 6/2019) for aprovada sem alterações no Congresso Nacional, haverá novas regras no pagamento do benefício para dependentes de servidores públicos, do Regime Próprio de Previdência Privada (RPPS), e trabalhadores da iniciativa privada, do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor da pensão passará a ser gradual, de acordo com o número de dependentes.

A regra geral para o cálculo da pensão será a seguinte: 50% do valor do benefício que o segurado recebia (parcela fixa) mais 10% por dependente (cota individual para o cônjuge ou o filho não emancipado menor de 21 anos), até atingir o máximo de 100%. O limite do RGPS é o valor do teto do INSS: R$ 5.839,45 em 2019.

O valor de 60% corresponde a 20 anos de contribuição previdenciária. Se os pagamentos ultrapassaram esse período, o valor será acrescido de 2% para cada ano.

O benefício será de 100% em caso de morte por acidente de trabalho e doenças profissionais.

As pensões concedidas antes da nova lei entrar em vigor não terão seus valores alterados.

Salário mínimo
Um questionamento de analistas da proposta é que não foi estipulado nenhum valor mínimo para o pagamento do benefício, abrindo a possibilidade de a pensão ficar abaixo de um salário mínimo, o que é proibido pela Constituição.

Na avaliação do economista Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a questão deve ser discutida pelo Congresso para solucionar o problema de vincular as políticas sociais ao salário mínimo.

— Vamos acabar então com a indexação? Não necessariamente. Você pode criar um indicador social para indexar os benefícios sociais. Você pode colocar valores que sejam um pouco abaixo para evitar essa correção automática. Então, há vários caminhos que podem ser escolhidos para que, inclusive, a política de salário mínimo tenha mais liberdade para ser corrigida — analisa.

Acúmulo de benefícios
Além disso, a proposta do governo é limitar o acúmulo da pensão por morte com a aposentadoria. Atualmente é permitida a soma desses benefícios de forma integral. Também é possível o acúmulo de aposentadorias de diferentes tipos de regimes (público e privado).

Pelo texto da PEC, o segurado escolherá o benefício de maior valor, mantido em 100%, e receberá um percentual adicional do segundo, que terá descontos em percentuais crescentes em função do valor, até quatro salários mínimos. Quanto maior a soma dos benefícios, maior será esse limite.

A nova regra não será aplicada nas exceções prevista em lei: caso dos médicos e professores ou no acúmulo das aposentadorias do INSS com as do serviço público.

Servidores
Caso a reforma seja aprovada, as mudanças serão mais sentidas pelos dependentes dos servidores falecidos com a redução dos valores pagos pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Quanto menor for a média do salário de contribuição. menor será o valor da pensão por morte, independentemente do valor da última remuneração do servidor falecido.

A projeção dos analistas é de que os atuais servidores e os que ingressaram no serviço público antes da criação da previdência complementar (pela Lei 12.618, de 2012) e não migraram para o novo regime, ou antes da promulgação da emenda constitucional, sejam bastante onerados.

Aposentadoria por invalidez
A proposta de reforma da Previdência também reduz o valor do benefício do segurado que precisa se afastar do trabalho por estar sem condição física ou mental de exercer a sua atividade profissional. O texto substitui o conceito de aposentadoria por invalidez permanente para o de “incapacidade permanente para o trabalho”, quando for impossível reabilitar ou reaproveitar o trabalhador em outra área.

Pelas regras atuais, um segurado incapaz de trabalhar, e que contribuiu para a Previdência por 20 anos, receberá 100% da sua média salarial calculada sobre as maiores remunerações.

Com a reforma, esse mesmo segurado sem condições de voltar ao trabalho receberá valor equivalente a 60% da média salarial, contando todos os salários. Se ele tiver mais de 20 anos de contribuição terá direito a acréscimo de 2% para cada ano de recolhimentos da Previdência.

A exceção é a aposentadoria por acidente de trabalho ou doença profissional, em que o segurado receberá 100% da média de remunerações, independentemente do tempo de contribuição.

Em qualquer dos casos previstos, o valor de um salário mínimo ficaria garantido como benefício por invalidez.

Doenças
José Antonio Milet Freitas, representante do Grupo Vítimas da Invalidez (GVI), lembra que a aposentadoria integral é concedida somente aos que ingressaram no serviço público até 2003 e forem vítimas de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, como prevê a Constituição.

— Lei que contempla menos de uma dúzia de doenças. Aos demais é garantida somente a paridade. Ou seja, a grande maioria dos servidores públicos recebem [o benefício] proporcional com paridade. Muitos recebem valor abaixo do salário mínimo, pois não há lei que regulamente a questão — lamenta.

O grupo agora trabalha junto aos parlamentares para o oferecimento de uma emenda ao texto da reforma. A emenda é oriunda de outra proposta, a PEC 56/2014, da ex-deputada Andreia Zito, desarquivada a pedido do senador Paulo Paim (PT-RS).

A proposta concede proventos integrais ao servidor que ingressou no serviço público até 2003, e for aposentado por invalidez permanente, independentemente da circunstância que motivou a aposentadoria. Dessa forma, os benefícios já concedidos deverão ser recalculados.

— Mas o relator já se manifestou contrário ao pagamento dos proventos de aposentadoria integral com paridade aos aposentados da ativa que cumprirem o tempo exigido. Imagine a nós, aposentados por invalidez, que o governo tem como privilegiados — completou Milet.

Impacto
Com a reforma das pensões por morte e aposentadorias por invalidez, os cálculos da IFI apontam para um economia nas contas públicas em torno de R$ 175 bilhões em dez anos. Nas estimativas do governo, esse valor chega a R$ 190 bilhões.

— É um efeito muito relevante em dez anos, aliás, todo efeito, do ponto de vista da IFI, é relevante. Porque como nós temos um déficit público elevado, qualquer centavo é importante — ressalta Felipe Salto, da IFI.

Críticas
Para os críticos da reforma, como o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Paulo Paim, nestas como em outras alterações propostas no texto, o trabalhador de baixa renda e que sempre contribuiu para a Previdência é o mais prejudicado.

— Vai na mesma linha porque tanto os aposentados por invalidez quanto os pensionistas, como também os deficientes, todos serão prejudicados. O governo diz que vai combater os privilégios. Me diga, quais? Eu não consigo enxergar um privilégio que ele combata ali. O servidor, como já está no regime acima do teto do regime geral, como já está na capitalização, o governo paga metade e eles pagam a outra metade, também não são tão prejudicados. Os maiores prejudicados são os pobres. Porque hoje a aposentadoria por invalidez é integral, então como vai ser parcial todos perderão. Não tem ninguém que ganhe com essa reforma, o servidor não ganha, o trabalhador do regime geral não ganha e os tais dos privilégios de que eles falam, eles não atacam — avaliou Paim.

8

Fonte: Agência Senado

Candidatos aprovados cobram convocação do Estado

469 pessoas aptas a ingressar na Polícia Militar de Alagoas (PMAL) aguardam cumprimento de promessa feita durante campanha de reeleição do governador Renan Filho

↑ Durante etapa médica, era necessário que fossem realizados mais de 50 tipos de exames. Candidatos gastaram entre R$ 3 e R$ 5 mil com os exames (Foto: Assessoria)

Ser aprovado em um concurso público é o sonho de muitos brasileiros. E foi o que aconteceu com 469 candidatos no concurso da Polícia Militar de Alagoas no ano de 2017. No entanto, o sonho tem sido frustrado, pois apesar de terem sido aprovados em todas as etapas do concurso, o que inclui exames médicos e teste de aptidão física, eles não foram chamados. A convocação foi uma das promessas do governador Renan Filho durante a campanha de reeleição em 2018, mas até agora não foi cumprida.

Tudo começou em 2017, quando eles passaram na prova objetiva. Foram mais de 57 mil candidatos disputando as mil vagas do concurso. Contudo, o edital previa a classificação de 1800 pessoas para as demais etapas: avaliação das condições de saúde física e mental, teste de aptidão física (TAF), comprovação documental.e investigação social.

Durante a etapa médica, era necessário que fossem realizados mais de 50 tipos de exames. Os candidatos gastaram entre R$ 3 e 5 mil com os exames.

Segundo um dos candidatos, Igor Leonardo, muitos precisaram vender bens e até móveis para garantir que os exames fossem realizados.
“Gastamos muito com esses exames acreditando que íamos ser chamados. Alguns venderam moto, móveis de dentro de casa, muitas pessoas pegaram emprestado e estão devendo até hoje para fazer esses exames”, explica.

Igor conta ainda que alguns candidatos são de fora do Estado e gastaram ainda mais com locomoção.

Depois de todas as etapas concluídas no início de 2018, faltava apenas a convocação. Cerca de mil candidatos foram chamados para o Curso de Formação de Praças (CFAP) e os demais considerados aptos, 469, aguardam o chamamento desde então.

Igor explica que por diversas vezes houve o comprometimento do Estado em chamar os 469 candidatos. Inclusive pelas redes sociais o governador Renan Filho se posicionou favorável a convocação.

Em uma das situações, numa transmissão ao vivo pelas redes, o governador anunciou um novo concurso – realizado em 2018 e que ainda está em andamento-, com 500 vagas, número superior aos candidatos aptos do concurso anterior.

“Estamos criando as condições financeiras para que os aptos sejam convocados. Isto deverá ser feito antes dos candidatos do novo concurso, senão perde o sentido” disse Renan Filho à época.
Mas segundo os candidatos, o edital de 2017 venceu no último dia 4 de maio e não há posicionamento concreto do governo quanto a convocação.

“Estamos cobrando um.direito que é nosso e da sociedade alagoana. Se ele não tinha interesse em nos chamar, isso teria que ter sido dito desde o início e não nos fazer passar por tudo o que passamos. Se não fosse chamar, nos seguiriamos nossas vidas. É uma.perda irreparável para toda a vida e quem é que vai arcar com essa perda?”

PROMESSAS

Durante a campanha de reeleição os candidatos foram convidados a partir de atos, inclusive houve um pedido pelo Instagram que se.confeccionasse uma.camia “Aptos com Renan Filho”.

Na semana passada os candidatos realizaram um protesto na porta do Palácio dos Martírios, no Centro de Maceió. Uma comissão foi convidada para uma reunião com representantes do governo e ficou acertado que o governador iria avaliar a prorrogação do edital.

“Aguardamos até a segunda-feira seguinte, mas não tivemos nenhum retorno o que nos provou que o governo não tem dado atenção para o caso” disse um dos candidatos.

NA JUSTIÇA

Em março deste ano a Defensoria Pública do Estado, por meio do defensor Othoniel Pinheiro, ingressou com uma ação cobrando a convocação.

O processo segue em tramitação, sob responsabilidade da juíza Maria Esther Manso. Cabe a Procuradoria Geral do Estado se manifestar sobre o assunto.

258

Fonte: Assessoria

Patrulha Maria da Penha acompanham 119 mulheres em Maceió

Proteção policial coíbe novas ameaças e violências contra as mulheres na capital

↑ Major Danielli Assunção, comandante da Patrulha (Foto: Caio Loureiro)

Atualmente com 119 mulheres recebendo acompanhamento e com 734 visitas já realizadas, a Patrulha Maria da Penha completou, nesta quinta-feira (02), um ano de atuação e serviços prestados. A reunião que apresentou os dados aconteceu no Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, em Maceió.

Para o juiz Paulo Zacarias, titular do Juizado, o trabalho tem sido muito importante para evitar novas ameaças e violências contra as mulheres. “Tem sido um instrumento valioso na rede de proteção das mulheres. Nos casos mais graves, elas são acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha e declaram que se sentem mais protegidas”, destacou.

A comandante da patrulha, Major Danielli Assunção, destacou a importância da integração entre as instituições componentes das atividades. “A patrulha não seria suficiente ou autônoma sozinha, ela nasce por meio de um termo de acordo firmado entre 5 instituições: PM, Polícia Civil na Polícia Judiciária, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Secretaria da Mulher”, afirmou.

Para Dilma Pinheiro, superintendente de Políticas para a mulher da Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos, esse atendimento traz impactos sociais relevantes. “A implantação da Patrulha Maria da Penha é um instrumento de enfrentamento e combate à violência doméstica. Comemoramos um ano e é um instrumento de proteção a essas mulheres, visto que contamos com números alarmantes com relação a violência contra a mulher”, comentou.

Além do balanço das atividades já realizadas, durante a reunião foram abordadas possibilidades de expansão do serviço prestado, como a interiorização da patrulha.

11

Fonte: Dicom/TJ / Lara Morais

Santana Oxente:: O MAIOR PORTAL DE NOTÍCIAS DO SERTÃO ALAGOANO

oxente_santana69@hotmail.com
www.santanaoxente.net

Newsletter

Receba noticias em primeira mão. Assine nossa Newsletter