Libertas quae sera tamen

Topo

M Municípios

Nacional

Nacional (530)

"Vai faltar gás de cozinha no Brasil", alertam petroleiros

 

Em texto publicado no seu site nesta segunda (25), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) chama a atenção para a possibilidade de faltar gás de cozinha em algumas regiões do país. Segundo a entidade, a decisão da Petrobras de reduzir a produção em suas refinarias pode levar ao desabastecimento. 

Arquivo/Agência Brasil
  
No texto, a FUP lembra que, em 2014, a produção das refinarias do país bateu recorde, o que gerou um aumento no processamento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha. Ao contrário do que faz a política atual, a estratégia era a de reduzir as importações de derivados através da gestão integrada do sistema de abastecimento. 

"Na gestão do entreguista Mishell Temer, a partir de 2016, a lógica foi invertida. Agora a ordem é reduzir o processamento das cargas das refinarias para comprar do mercado estrangeiro o que o país tem tecnologia e capacidade para produzir nacionalmente", critica a nota.

Segundo a FUP, esta nova política já tem reflexos negativos dentro das casas dos brasileiros. Nas últimas semanas, sites regionais têm anunciado o desabastecimento de gás na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. O tema, contudo, não ganhou espaço no noticiário nacional. 

Em matéria na Tribuna do Norte, no último dia 20, o presidente do Sindicato dos Revendedores de GLP do RN, Francisco Alessandro Correia dos Santos, afirmou que 95% dos revendedores estavam sem gás. 

Ele propôs como solução aumentar a produção de GLP na Refinaria Potiguar Clara Camarão, da Petrobras, mas a estatal respondeu que o volume de vendas estaria dentro do contratado. O resultado da falta de abastecimento é sentido na pele pelos trabalhadores das revendedoras. No RN, pelos menos 40 deles já haviam sido demitidos. 

De acordo com o Instituto de Estudo Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP), apesar da demanda do GLP ter aumentado, a produção nas refinarias vem diminuindo nessas regiões. 

“Pode-se supor que, mantendo a curva de produção com uma trajetória declinante, a diferença entre a demanda e a produção de GLP nessas regiões deve aumentar no próximo trimestre. Ou seja, a atual situação de desabastecimento observada em estados como Rio Grande do Norte, Recife, Paraíba e Santa Catarina tendem a se agravar no curto prazo, caso a Petrobras não retome a sua produção nessas localidades”, diz o instituto.

Para denunciar e combater a redução da operação das refinarias, os petroleiros estão organizando uma greve nacional. 

“Nossa greve não é para desabastecer o país, como está fazendo o governo Temer com essa política de desmonte que reduziu a carga das refinarias e elevou os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, obrigando milhões de brasileiros a voltarem a cozinhar com lenha e carvão. Nossa greve é para que as refinarias voltem a operar com carga máxima e a Petrobras possa voltar a cumprir a sua missão, que é abastecer o povo brasileiro, de norte a sul do país”, disse o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi.

Dados do IBGE divulgados em maio indicaram que mais 1,2 milhão de brasileiros deixaram de utilizar o gás de cozinha no ano passado. 

Leia a íntegra do comunicado divulgado no site da FUP:

Vai faltar gás de cozinha no Brasil

Um dos itens do programa de desinvestimento privatização da Petrobrás é a redução das cargas nas refinarias, o que influencia diretamente o abastecimento do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha.

Em 2014, a produção das Refinarias do país bateu recorde, chegando a refinar uma carga de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia de acordo com o portal da Petrobrás. O que, consequentemente, gerou um aumento no processamento do GLP.

Ao contrário desta política do governo Dilma, em 2014, que visava a redução das importações de derivados através da gestão integrada do sistema de abastecimento, na gestão do entreguista Mishell Temer, a partir de 2016, a lógica foi invertida. Agora a ordem é reduzir o processamento das cargas das refinarias para comprar do mercado estrangeiro o que o país tem tecnologia e capacidade para produzir nacionalmente.

E esta nova política está refletindo principalmente dentro das casas dos nordestinos, como foi denunciado pelo INEEP na última quinta-feira, 21. De acordo como Instituto, a pesar da demanda do GLP na região ter aumentado, a produção nas refinarias vem diminuindo. "Portanto, pode-se supor que, mantendo a curva de produção com uma trajetória declinante, a diferença entre a demanda e a produção de GLP nessas regiões deve aumentar no próximo trimestre. Ou seja, a atual situação de desabastecimento observada em estados como Rio Grande do Norte, Recife, Paraíba e Santa Catarina tendem a se agravar no curto prazo, caso a Petrobrás não retome a sua produção nessas localidades" (Leia aqui).

Entendendo que o Brasil passa por um período de golpe contra os direitos dos trabalhadores e a população mais empobrecida, os petroleiros estão organizando uma greve nacional para abastecer o país. De acordo com o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, a intenção é fazer com que as refinarias, que estão operando com menos da metade da capacidade, voltem a operar com carga máxima. "Nossa greve não é para desabastecer o país, como está fazendo o governo Temer com essa política de desmonte que reduziu a carga das refinarias e elevou os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, obrigando milhões de brasileiros a voltarem a cozinhar com lenha e carvão. Nossa greve é para que as refinarias voltem a operar com carga máxima e a Petrobrás possa voltar a cumprir a sua missão, que é abastecer o povo brasileiro, de norte a sul do país".


 Do Portal Vermelho

 
  • IMPRIMIR

A cada três dias uma mulher entrega recém-nascido para adoção

 

De acordo com um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo, a cada três dias uma mulher vai à Justiça para entregar um bebê a adoção e os principais motivos para essa decisão são: gravidez após estupro e sem acesso a aborto legal, ausência ou abandono do pai da criança e a falta de suporte familiar e de condições financeiras. 

Por Verônica Lugarini

Agência Brasil
Os principais motivos para a entrega do bebê para adoção são: gravidez após estupro e sem acesso a aborto legal, ausência ou abandono do pai da criança e a falta de suporte familiar e de condições financeiras.Os principais motivos para a entrega do bebê para adoção são: gravidez após estupro e sem acesso a aborto legal, ausência ou abandono do pai da criança e a falta de suporte familiar e de condições financeiras.
Toda mulher brasileira tem o direito a chamada entrega legal ou voluntária, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas pouco divulgada. A partir dela a mãe tem a alternativa de colocar o bebê para adoção em caso de incapacidade de criá-lo. 

No Brasil, essa entrega acontece a cada três dias por uma mãe que se sente desamparada e busca apoio da Justiça para entregar seu bebê ainda em gestação ou já nascido para adoção, foi o que apontou um levantamento feito pela Folha a partir de consulta a tribunais. 

Desde janeiro de 2017 até maio deste ano foram ao menos 203 casos no país —um a cada 2,5 dias. Todavia, o número de entrega para adoção pode ser ainda maior, já que de 27 tribunais consultados, apenas 11 enviaram informações ao jornal. 

Mas o que chama ainda mais atenção nesta situação são os motivos pelos quais as mães decidem entregar os recém-nascidos, principalmente gravidez após estupro e sem acesso a aborto legal, ausência ou abandono do pai da criança e falta de suporte familiar e de condições financeiras. Além da gravidez não planejada e falta de desejo de exercer a maternidade.
É notório que esse cenário poderia ser revertido se houvesse a maior proteção das mulheres por parte do Estado brasileiro. Muitas delas são abandonadas pelo pai da criança e ficam com toda a responsabilidade de criar sozinha um recém-nascido. 

A falta de suporte do Estado já uma realidade e, novamente, dados comprovam tal fato. De acordo com informações consolidadas pela Fundação Abrinq, a mortalidade infantil cresceu 11% entre 2015 e 2016. Esse número é reflexo da ausência ou da deterioração de programas de proteção ao recém-nascido e da política econômica brasileira que opta por cortar investimentos essenciais, como na área da saúde, em prol de um controle de gastos que impacta diretamente nos avanços sociais conquistados. 

Essa austeridade econômica se intensificou durante o governo Michel Temer com a aprovação do teto dos gastos – que congela os investimentos públicos até 2036. Lembrando que estudos já indicam que com teto dos gastos, o Brasil deve ter 20 mil mortes a mais de crianças.

Todo esse quadro é agravado por uma política e por parlamentares conservadores. Enquanto outros países, inclusive vizinhos como a Argentina, avançam na legalização do aborto, no Brasil projetos de lei tentam restringir ainda mais o direito ao aborto legal. É o caso de dois Projetos de Lei, um que propõe tornar a prática crime hediondo (PL 7.443/2006) e outro conhecido como o Estatuto do Nascituro que tornaria o aborto em caso de estupro ilegal.

Enquanto essas pautas avançam no Congresso, a realidade brasileira comprova estatisticamente que as mulheres são vítimas da continuidade da legalização do aborto, principalmente as mais pobres. A cada dois dias o aborto inseguro mata uma brasileira e é a quinta causa de morte materna.

Tudo isso contribui para um quadro de desalento entre as mães brasileiras, que diante de um futuro incerto com o aumento da pobreza, abandono do pai da criança e da impossibilidade de realizar um aborto legal, opta por entregar o bebê para adoção. 

E o que deveria ser realizado com segurança e sigilo, já que a entrega para adoção é assegurada como um direito, não acontece. Muitas dessas mulheres sofrem um forte preconceito ao manifestarem o desejo da entrega, inclusive dos próprios profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento. Isso foi o que apontou Walter Gomes, supervisor de adoção da Vara de Infância e Juventude de Brasília ao jornal.

Frequentemente elas são tratadas como indignas ou merecedoras de cadeia. Já dentro do ambiente hospitalar, muitas mães não têm o sigilo garantido, explicou Walter Gomes.


Do Portal Vermelho

Feminicídio cresce no país, apesar de aumento de ações no Judiciário

 

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado na semana passada que avaliou a questão do feminicídio a partir do tratamento dado pelo Judiciário a estes crimes constatou que os casos de assassinatos de mulheres aumentaram 8,8% durante um período de 10 anos (de 2003 a 2013).

PIXABAY
Casos de feminicídio aumentaram 15,5% em uma década, passando de 4030 ocorrências em 2006 para 4645 em 2016Casos de feminicídio aumentaram 15,5% em uma década, passando de 4030 ocorrências em 2006 para 4645 em 2016
O número tem se mantido alto, mesmo com a criação de novas varas especializadas na aplicação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340). Conforme avaliação da maior parte destes processos, o principal perfil das vítimas continua sendo o mesmo: de mulheres negras, com idade entre 18 a 30 anos.

Mas a pior constatação do trabalho, intitulado O Poder Judiciário na Aplicação da Lei Maria da Penha é de que os tribunais não estão dando conta de atender toda a demanda relacionada a estes casos. Dos 10,7 mil processos em tramitação sobre o tema no ano passado, os magistrados só chegaram a dar perto de 5 mil sentenças.

O número é bem maior que o de 2016, que foi de cerca de 2 mil sentenças. Mesmo assim, mostra que mais da metade das ações continuam sem ter chegado ao fim.

Quando o recorte é feito a partir de números do ano passado, o percentual de crimes contra mulheres é ainda maior. Segundo o último Atlas da Violência – estudo elaborado conjuntamente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) –, os casos de feminicídio aumentaram 15,5% em uma década, passando de 4030 ocorrências em 2006 para 4645, em 2016.

Para a socióloga Adriana Mota, integrante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e da Organização e Defesa dos Direitos e Bens Comuns (Abong) os dados não surpreendem, sobretudo, em relação ao perfil que envolve a mulher negra, infelizmente um dado antigo na sociedade brasileira.

“Temos uma hipótese de que quanto mais grave é a violência, mais preta é a cor da pele dessa mulher. Os principais casos observados de lesão dolosa e estupro, por exemplo, têm como vítimas em todo o Brasil, em sua maior parte, mulheres negras”, afirma. De acordo com ela, “existe uma interseção, no país, entre machismo e racismo”.

Na avaliação de Adriana, em geral a Justiça não é um lugar de conforto para as mulheres. E os julgamentos de crimes, a seu ver, têm tradição de demorarem anos para acontecer, como evidenciam os casos mais famosos, como o da socialite Ângela Diniz, na década de 1970.

Apesar de reconhecer os esforços dos tribunais e do Judiciário como um todo para melhorar a situação, a representante da AMB e da Abong acredita que parte dessa estrutura se dá porque, nos judiciários estaduais há, ainda, “um espaço racista, machista e classista, mesmo tentando melhorar”.

O trabalho do CNJ, elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do órgão, apresenta uma análise do quadro a partir de informações dos tribunais de Justiça. E constata que o volume de processos em tramitação é maior que a capacidade da Justiça de julgar os responsáveis por estes crimes.

Conforme o levantamento, a responsabilização criminal dos assassinos produziu 1.287 novos processos em 2016 e mais que o dobro no ano passado: 2.643 casos. Já em relação ao número de processos em tramitação, estes foram mais de 1,4 milhão no ano passado (ou 1.448.716 processos no total, referentes à violência doméstica e familiar). O que equivale, proporcionalmente, a 13,8 mil processos abertos a cada mil brasileiras.

Medidas protetivas

Dentro da Lei 11.340 (Lei Maria da Penha, de combate à violência doméstica e familiar de todo o tipo contra as mulheres, não apenas o feminicídio) varas diversas concederam, no ano passado, 236.641 medidas protetivas, número maior do que o de 2016, quando foram concedidas 194 mil medidas.

Os estados que registraram maior crescimento de medidas foram Goiás, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. 

Entre as medidas protetivas de urgência previstas na legislação estão a suspensão de porte de armas do agressor, proibição de se aproximar ou manter contato com a vítima de agressão e, ainda, restrição judicial a visitas aos filhos.

“A resposta do Poder Judiciário aos casos de violência doméstica contra a mulher tem sido mais eficaz”, afirma a presidenta do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, apesar de o estudo mostrar o volume de casos pendentes. 

“O Estado, que assumiu a responsabilidade de fazer a justiça no sentido humano, no plano do Estado-Juiz, tem que dar espaço para que essas pessoas falem, para que possamos dar a oportunidade da sociedade contribuir com as mudanças e também mudar a estrutura estatal que garanta que haja punição”, observa a magistrada.

Crime hediondo

O feminicídio passou a ser tipificado como crime hediondo em 2015, quando a Lei 13.104 normatizou o tema. “Apesar dos números altos, temos de nos perguntar se estes índices não estão sendo altos pelo fato de na última década ter havido maior preocupação no combate à violência contra a mulher do que nas anteriores, o que por si só já é bastante positivo”, ressalta a socióloga Betina Vasquez, que elabora estudo sobre o tema para a Universidade de Brasília (UnB).

“Se por um lado há um grande número de ações nos tribunais, temos que lembrar que antes a grande maioria destas mulheres nem sequer tinha coragem de ir até uma delegacia denunciar seus agressores. Contar que foi agredida, acima de tudo, era vergonhoso para muitas delas”, diz Betina.

“A medida protetiva é muito importante para impedir mortes. A celeridade das ações é um fator de respaldo para que outras mulheres possam fazer denúncias e se sintam encorajadas a isso. A mulher precisa estar empoderada, segura”, afirma a assistente social Conceição Santos. Conceição atua no Instituto Maria da Penha, criado pela farmacêutica cearense que ficou paraplégica em razão de agressões sofridas do marido e deu nome à legislação.

Embora a agressão física praticada no ambiente doméstico seja a mais conhecida, a Lei 13.104 define violência doméstica e familiar como qualquer prática de violência contra a mulher, seja esta física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, tais como ameaçar, constranger, humilhar, perseguir, insultar, chantagear e ridicularizar. Obrigar a companheira à relação sexual, por meio de intimidação ou uso da força, também está contido no mesmo artigo da lei.

A diretora da União Brasileira de Mulheres (UBM), Natália Gonçalves, também avalia o resultado do trabalho do CNJ como uma percepção do que há anos se vê na vida real das cidades, mesmo diante das muitas redes de proteção e política social implantadas na última década.

“Ainda temos a mulher pobre, que tem filhos, depende do marido para viver, não tem para onde ir se deixá-lo e vive uma série de outras situações que a impedem de procurar uma prevenção ou fazer uma denúncia por ter sido vítima de violência”, conta.

De acordo com Natália, apesar de toda a melhoria dos últimos anos, continua sendo tortuoso o caminho das mulheres com piores condições socioeconômicas para registrar ocorrência contra seus agressores. “Ela vai numa delegacia, de lá precisa ir no Instituto Médico Legal (IML) e aguardar para ser aberto o processo. A não ser que esteja correndo risco de morte, tem que esperar todos os trâmites para ter a devida proteção em caráter imediato”, ressalta.

“E estamos falando de mulheres que em sua maior parte não têm empregos, dependem dos maridos, não possuem apoio por parte de famílias. Há toda uma conjuntura por parte desse perfil de mulheres e negras, que no final das contas é só a ponta do iceberg”, revela.

Natália destaca que a Lei Maria da Penha até tem buscado uma rede integrada de proteção que passa pelas áreas de saúde, segurança pública, assistência social e Justiça, mas acha que é preciso atuar mais na prevenção. “Porque se deixarmos para atuar só no combate, ninguém vai dar conta”,alerta. Os números do Judiciário já mostram isso.

Por Hylda Cavalcanti, na Rede Brasil Atual

Jandira: Desigualdade não se combate com tiros que tombam adolescentes

 

 

O último e desolador momento que restou à mãe do estudante Marcos Vinicius, de 14 anos, foi a pergunta do jovem ensanguentado no chão de terra da favela da Maré: “Eles não viram que eu estava com roupa da escola, mamãe?”

Por Jandira Feghali*, no Viomundo
 

 

MAURO PIMENTEL/AFP  

Baleado por um tiro de fuzil a caminho do CIEP na comunidade, Marcos teve finalizado sonhos e a chance de construir sua vida.

Foi enterrado em meio ao sofrimento e revolta de uma população vulnerável e cotidianamente presente nos noticiários policiais pelas frequentes perdas de seus filhos, mulheres e homens, meninas e meninos, em geral pretas e pretos jovens e transformados em números frios de uma estatística crescente no Rio de Janeiro.

Mas algumas mortes “da Maré” repercutem muito e fazem deste tema a violência, algo assustador.

A violência urbana ou a violência política.

Marcos e Marielle.

Vila Vintém agora grita por Guilherme.

Rocinha, Alemão, e tantas outras favelas gritam pelos seus e suas.

E continua o nosso ruidoso questionamento: Até quando?

Como uma ação conjunta da polícia civil e do Exército, com helicópteros em rasantes e dando disparos numa área escolar, podem deixar o Governo do Rio e suas corporações incólumes?

É preciso investigação séria e célere sobre a responsabilidade da morte do estudante.

Pois em plena intervenção federal, junto da gestão Pezão e do MDB para conter a violência no Rio de Janeiro, vemos a marca das ações: improviso, sem planejamento inteligente, desprezo pela vida dos civis inocentes.

A camisa de Marcos com o brasão da rede estadual manchada de seu sangue é a prova disso.

Não é de hoje que alertamos que a intervenção em andamento no Rio não é solução para a grave crise de segurança experimentada no estado.

E quem está pagando com a vida o preço disso tudo é principalmente a parcela de sempre do povo.

A já discriminada em todas as dimensões da vida.

Os considerados e tratados como sub-cidadãos e eliminados na guerra contra os pobres. Barbárie!

É preciso denunciar sistematicamente o desgoverno que só pensa em congelar investimentos, entregar nossas riquezas, sequestrar direitos e futuro e enterrar, sem dó, nossos jovens.

Nos palácios do Planalto e Guanabara, os responsáveis maiores!

De acordo com dados do último Atlas da Violência, publicação do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública , a taxa de homicídios no Brasil atingiu marca nunca antes vista.

Chegamos a 30 homicídios por 100 mil habitantes.

O texto sugere uma reflexão acerca do que chamam de “verdadeira crise civilizatória”.

Os dados falam por si.

Nosso estado e seus jovens clamam por políticas públicas de segurança há tempos.

Os remendos apresentados só têm agravado a situação e, se por um lado, parte da população apoiava a intervenção federal, a maioria já entendeu que não trará solução.

Seu planejamento, só agora, quatro meses depois, foi apresentado à sociedade.

Vários são os desafios nesta área, mas são necessários investimentos em políticas públicas e uma capacitação nos três níveis de governo que permita a integração dos sistemas de inteligência e investigação, para maior eficiência e menor risco das ações.

Mas não nos esqueçamos que a desigualdade é mãe fervorosa da violência que massacra nossos jovens e lhes nega a oportunidade de um desenvolvimento pleno ou mesmo de viver.

E desigualdade não se combate com tanques nas ruas ou tiros que tombam crianças e adolescentes. 

*Jandira Feghali é médica, deputada federal (PCdoB/RJ) e vice-líder da oposição

Redes SociaisA2371325 efc7 4db5 a569 caf8446f3d87

Faleceu na madrugada desta segunda-feira (25), o jovem Márcio Tavares, 20 anos, que estava internado em um hospital da capital Maceió. Márcio foi baleado com vários disparos de arma de fogo na porta de sua residência, no Povoado Areia Branca, município de Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas, quando estava usando seu aparelho celular, no dia 07 de junho, o individuo que efetuou os disparos não foi identificado e encontra-se foragido. 

Gravemente ferida, a vítima deu entrada no Hospital Dr Clodolfo Rodrigues de Melo, em Santana do Ipanema, e posteriormente foi transferida para um hospital não revelado em Maceió. Internado praticamente há um mês, nesta segunda-feira, Márcio não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. 

Segunda, 25 Junho 2018 19:42

Sete municípios do país têm novos prefeitos

Escrito por

Sete municípios do país têm novos prefeitos

Eleitores voltaram à urnas nesse domingo (25)

↑ Novos prefeitos devem cumprir mandato até 2020 (Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil)

Os eleitores de sete municípios brasileiros voltaram às urnas nesse domingo (25) para escolher novos prefeitos, após os vencedores no pleito de 2016 terem seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

Em Minas Gerais, venceu as eleições suplementares, na cidade de Santa Luzia, o candidato Christiano Xavier (PSD), com 54,28%. No município de Timóteo, o eleito foi Douglas Willkys (PSB), com 48,28%, enquanto que em Itanhomi o novo prefeito será Raimundo Francisco Penaforte (MDB), após receber 42,98% dos votos válidos.

No Rio de Janeiro, os eleitores de Cabo Frio escolheram Dr. Adriano (Rede) como novo prefeito. Ele recebeu 68,58% dos votos, superando Rafael Peçanha (PDT). Em Rio das Ostras, o vencedor foi Marcelino da Farmácia (PV), com 50,24% dos votos válidos.

No Pará, foi eleita no município de Moju a candidata Maria Nilma (MDB), com 94,49% dos votos válidos. Já em São Paulo, 57,93% dos eleitores de Santa Cruz da Palmeira escolheram Zé da Farmácia (Patriota). Os eleitos devem cumprir mandato até o pleito de 2020.

TOCANTINS

O estado do Tocantins também teve eleições suplementares nesse domingo. O agropecuarista Mauro Carlesse, do PHS, foi eleito para continuar no cargo e cumprir mandato-tampão até o fim do ano. Ele superou, no segundo turno, o candidato Vicentinho Alves (PR), que recebeu 25% dos votos válidos. Segundo as regras da Justiça Eleitoral, o novo governador permanecerá no cargo até 31 de dezembro e poderá concorrer à reeleição no pleito de outubro. Carlesse deve ser empossado em 9 de julho.

Fonte: Agência Brasil

Defesa de Lula recorre de decisão do TRF que impediu envio do ‘caso tríplex’ ao Supremo

Lula é líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto

↑ Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou nesta segunda-feira com novo recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para determinar a remessa do processo do tríplex, pelo qual o petista foi condenado, para análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente – líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto – cumpre pena desde abril após ter tido a sua condenação no caso do tríplex confirmada pelo TRF-4.

Na sexta-feira, a vice-presidente do TRF-4, desembargadora federal Maria de Fátima Freitas Labarrère, havia rejeitado a admissão do chamado recurso extraordinário -tipo de recurso que alega matéria constitucional e seria apreciado pelo STF.

Foi a partir da posição do TRF-4 que o ministro Edson Fachin, do STF, decidiu retirar de pauta da 2ª Turma da corte, nesta terça-feira, um pedido de liberdade do ex-presidente.

Na mesma decisão, a desembargadora admitiu o chamado recurso especial da defesa do petista -que visa a analisar eventuais ofensas à legislação federal em uma decisão de segunda instância.

No recurso de 35 páginas, os advogados de Lula querem que a desembargadora reconsidere a decisão de não encaminhar o processo ao STF. Sustentam que há, sim, ofensa a princípios constitucionais, o que permitiria a remessa do caso ao Supremo.

Entre as alegações, citou a defesa no recurso, o desrespeito à garantia do juiz natural, presunção de inocência e às garantias do amplo direito ao contraditório.

“Vê-se, por todo o exposto, que o recurso extraordinário manejado pelo agravante preenche todos os requisitos de admissibilidade, não havendo qualquer óbice constitucional, legal ou sumular para o seu processamento, ao contrário do que consta na decisão agravada”, disse o documento.

Fonte: Reuters

InternetEe289b59 082d 4393 8f6e 5235fd91cc8aRonaldo Lessa e Rui Palmeira

Há aproximadamente quatro meses que antecedem as eleições, o grupo de oposição em Alagoas vem dialogando nos bastidores a fim de emplacar um nome forte para ir a disputa contra o governador Renan Filho (MDB). O prefeito de Maceió e presidente estadual do PSDB, Rui Palmeira, tenta convencer o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) a ser pré-candidato a governador de Alagoas.

No último final de semana, Palmeira e Lessa teriam se reunido em Maceió para discutir sobre a capital e inevitavelmente se foi discutido sobre o cenário político de Alagoas especificamente da disputa ao governo de Alagoas que até o momento tem pré-candidatura única do atual governador a reeleição.

Ronaldo vive um dilema. Não sabe se aceita coordenar a campanha de reeleição do governador Renan Filho (MDB), repetindo 2014, ou se aceita disputar e tentar voltar ao cargo de governador de Alagoas pela terceira vez. Aliados mais próximos dizem que o deputado vai concorrer à reeleição e é peça importante nas campanhas de Renan Pai (ao Senado) e Renan Filho.

Com base em pesquisas internas, Ronaldo estaria bem pontuado e com inclusive chances de vencer Renan Filho na disputa ao executivo, o que mostrou o prefeito de Maceió, Rui palmeira (PSDB) que tenta convencer o ex-governador a ir a disputa. Outro que tambem tenta convencer Lessa a ir a disputa é o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, com argumento de que Alagoas teria palanque para o pré-candidato a presidente, Ciro Gomes.

Nas eleições de 2010, Lessa, disputa novamente o governo alagoano, onde alcança o segundo turno mas é derrotado por Teotônio Vilela Filho. Até o momento a oposição segue sem um nome a disputa, caso Lessa não aceite o convite fica improvável um nome páreo para enfrentar Renan Filho nas urnas.

Programa Jovem aprendiz reabre inscrições com vagas para Alagoas

Exigência é que o candidato tenha entre 14 e 22 anos completos, exceto se for pessoa com deficiência - nesse caso, não há limite de idade

↑ Programa está com inscrições aberta de 21 á 28 de junho (Foto: divulgação)

As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz dos Correios  foram reabertas e com vagas para Alagoas, o prazo para os interessados se inscrever é no período de 21 a 28 de junho.

O programa vai oferecer formação nas áreas de Assistente Administrativo e Assistente de Logística. E a oferta é de quase 5.000 vagas em todo o país, mais formação de cadastro reserva.

A exigência é que o candidato tenha entre 14 e 22 anos completos, exceto se for pessoa com deficiência – nesse caso, não há limite de idade – e estar matriculado na escola e cursando, no mínimo, o 9º ano do ensino fundamental.

37 vagas estão disponíveis em Alagoas: 34 para Maceió (divididas em 28 para ampla concorrência e seis para cotistas negros ou pardos), 01 vaga para Arapiraca, 01 vaga para Coruripe e 01 vaga para São Miguel dos Campos (estas últimas todas com ampla concorrência).

O Jovem Aprendiz, quando aprovado, cumprirá jornada de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, durante os 12 meses de contrato, conciliando a fase teórica do curso de aprendizagem de Assistente Administrativo no SENAI (de forma presencial ou na modalidade EAD, de acordo com a localidade pretendida) e a fase prática nos Correios

Os participantes do programa na empresa terão direito ao salário de R$ 448,46, vale transporte e vale refeição ou alimentação.

A seleção será simplificada e será realizada por meio de comprovação de requisitos referentes a renda familiar, aprovação escolar, série atual e participação em projetos sociais, a partir de pontuação detalhada no edital.

As informações sobre o programa Jovem Aprendiz podem ser conferidas aqui.

 

Fonte: Da redação com assessoria

Brasileiras exigem resposta do governo sobre assédio contra russa

 

Casos de violência de gênero, segundo a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, são uma “pandemia global” e precisa ser combatida por todas as nações. Entidades de defesa dos direitos femininos e lideranças políticas repudiam atitude de torcedores brasileiros que agrediram mulher na Rússia.

Por Iberê Lopes

Reprodução da internet
  
O assunto em todos os cantos do Brasil é a Copa do Mundo na Rússia. Mas no último final de semana não foi o debate sobre futebol que dominou as redes sociais. Um grupo de brasileiros foi protagonista de cenas de misoginia, que se espalharam rapidamente pela internet. 

Torcedores da seleção aparecem em um vídeo onde junto a uma estrangeira fazem referência à genitália dela. As imagens deixam claro que a mulher não entende a língua portuguesa e tenta repetir a frase pensando ser uma brincadeira. Eles repetiram as palavras "boceta rosa" várias vezes.

A União Brasileira de Mulheres (UBM) emitiu nota repudiando a atitude dos torcedores “que assediam russas e que exaltam frases repugnantes e repulsivas”. 

Segundo a entidade de defesa dos direitos das mulheres, a violência contra o sexo feminino está perigosamente naturalizada e cada vez mais crescente, “a ponto que é quase impossível passar um dia sem que se saiba de alguma humilhação, violando a integridade física ou tirando a vida um outro ser humano pelo simples fato de se tratar de uma mulher”.

Mesmo diante da agressão, o ministério das Relações Exteriores disse que não pode agir. Segundo informações, o órgão deve apenas orientar os visitantes brasileiros quanto sua conduta em outros países. 

Sobre o caso, a pré-candidata à presidência da República, Manuela D’Ávila, disse que o episódio revela duas questões que marcam o Brasil de 2018. “De um lado o machismo, o racismo, a misoginia, o assédio que é muito forte e naturalizado no país. É o tradicional é “brincadeira”, é “comum”. De outro lado, a força da luta das mulheres que não calam e não calarão”, afirmou em sua conta no twitter.

No início de junho, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, alertou sobre a escalada de violência contra as mulheres e meninas. Em Bruxelas, para o fórum Dias Europeus de Desenvolvimento, ela descreveu o tema como uma “pandemia global”. 

Amina cobrou que países ponham um fim aos abusos motivados por questões de gênero — quando uma mulher é agredida simplesmente por ser mulher.

“Ataques e discriminação estão profundamente encravados em normas, atitudes e práticas sociais”, afirmou a representante das Nações Unidas. “Transformar essas mentalidades exigirá investimentos significativos de tempo, recursos e vontade política”, disse.

Atualmente, segundo a ONU, uma em cada três mulheres é ou será vítima de violência de gênero no mundo. Em média, por ano, 17 milhões de meninas se casam quando ainda são menores de idade. Quase metade das mulheres assassinadas são mortas por um parceiro ou ex-parceiro. 

Relatora da Lei Maria da Penha na Câmara, principal instrumento legal de combate à violência de gênero no Brasil, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) pediu aos jogadores da seleção que se pronunciem contra o assédio sofrido pela russa. “Essa mensagem não pode ficar assim, sem resposta. A torcida brasileira tem milhões de mulheres. São filhas, mães, avós... respeito!”, reclamou.

Nas imagens, é possível identificar entre os agressores, o advogado e ex-secretário de Turismo de Ipojuca (PE), Diego Jatobá. Nesta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) fez um ato de repúdio ao machismo praticado por Jatobá. 

Em nota assinada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pernambuco, Ronnie Preuss Duarte, e pela presidente da Comissão da Mulher Advogada, Ana Luiza Mousinho, a entidade reafirmou o compromisso de proporcionar “às mulheres a garantia de exercício de suas liberdades individuais e sexuais, com igualdade de espaço, de oportunidades e, sobretudo, de tratamento".

No site do Itamaraty existe apenas um guia voltado aos torcedores, sem citar o assunto, que alerta para “materiais publicitários de qualquer tipo, panfletos com conteúdo religioso, político ou ofensivo, ou informações que atentem contra a ordem pública e/ou moral”. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não se pronunciou sobre o caso. 

Crimes contra a dignidade sexual estão em debate no Congresso Nacional

Projeto de lei que prevê aumento de pena para crimes contra a dignidade sexual estará em discussão nesta quarta-feira (20), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. O texto é um substitutivo da Câmara dos Deputados ao conteúdo de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). 

Depois que foi aprovada no Senado, os deputados propuseram novas causas de aumento de pena para os crimes desta natureza, além de indicarem mais três tipos penais: importunação sexual; induzimento ou instigação a crime contra a dignidade sexual e incitação ou apologia de crime contra a dignidade sexual.

De acordo com o relator da matéria, senador Humberto Costa (PT-PE), no mérito, as alterações da Câmara "são benéficas e oportunas, porquanto oferecem resposta a pleitos antigos da população feminina e aperfeiçoam a legislação penal, preenchendo alguns vácuos legislativos".




Com informações da ONU Mulheres e Agência Senado

Santana Oxente:: O MAIOR PORTAL DE NOTÍCIAS DO SERTÃO ALAGOANO

oxente_santana69@hotmail.com
www.santanaoxente.net

Newsletter

Receba noticias em primeira mão. Assine nossa Newsletter