Com o objetivo de prender envolvidos em crimes na região da Zona da Mata a Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira, dia 10, uma operação policial nos municípios de Murici e Branquinha.
A ação resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de participação em assaltos, e na apreensão de nove armas de fogo, sendo duas pistolas, quatro revólveres, um rifle e duas espingardas.
De acordo com o delegado Cayo, a operação se deu após 45 dias de investigação e a prioridade foi identificar os envolvidos nas práticas delituosas nesses municípios.
A ação contou com o total de sete equipes da Polícia Civil, participando policiais da Gerencia de Polícia Judiciária da Região 2 (GPJ2), dos 116º e 117º Distritos Policial, agentes do Tático Integrado de Grupamentos de Resgates Especiais (Tigre) e da Asfixia.
Os policiais também conseguiram recuperar vários aparelhos de celular, dois coletes balísticos, uma moto, uma caixa de som e um CD player de carro, todos os objetos oriundos de roubos.
O delegado informou ainda que a operação continua em andamento e que outras prisões poderão ocorrer até o fim do dia.
A Justiça Federal em Brasília aceitou hoje (9) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no inquérito que investiga uma suposta organização criminosa formada por ex-deputados do MDB (antigo PMDB) da Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada pelor juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal.
Com a decisão, se tornaram réus nas investigações os ex-deputados Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures e Henrique Eduardo Alves. A referida organização criminosa seria responsável por negociar com empresas vantagens indevidas na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e na própria Câmara, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os quatro já estão presos em decorrência de outras investigações – apenas Rocha Loures está em prisão domiciliar.
Inicialmente, os parlamentares foram denunciados pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o presidente Michel Temer. No entanto, no ano passado, a tramitação da denúncia contra Temer foi suspensa por decisão da Câmara dos Deputados. Depois disso, o ministro Edson Fachin decidiu desmembrar o processo, enviando para a primeira instância as investigações contra os acusados sem foro privilegiado na Corte.
FNDC promove seminário sobre Internet e direitos digitais
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Evento é aberto ao público e será realizado em São Paulo (SP) nos dias 13 e 14 de abril. Fake news, liberdade de expressão na rede e universalização da banda larga são alguns dos temas
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) vai realizar, nos dia 13 e 14 de abril, em São Paulo, o seminário: “Internet, liberdade de expressão e democracia: desafios regulatórios para a garantia de direitos”. A discussão, inédita na organização, conta com apoio do do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e coincidirá com a 21ª Plenária Nacional da entidade, que acontece de 13 a 15 de abril, também na capital paulista. A participação no seminário é gratuita e aberta ao público.
Segundo a coordenadora-geral do Fórum, Renata Mielli, o seminário “foi pensado como forma de pautar o tema de internet de forma mais organizada junto à militância que atua pela democratização da comunicação e nivelar as informações sobre as agendas estratégicas do setor no país”. Entre as questões envolvidas estão, por exemplo, a elaboração e a implementação de políticas públicas para a universalização do acesso à Internet, com garantia da neutralidade de rede, bem como para a preservação e a promoção da diversidade e da pluralidade na rede.
Além disso, está em pauta uma série de medidas legislativas e regulatórias que podem coibir o exercício da liberdade de expressão online, como projetos de lei para proibição de “fake news”, remoção de conteúdos sem ordem judicial das plataformas digitais ou, em outro sentido, garantia da proteção dos dados pessoais dos cidadãos e cidadãs.
A proposta do evento é, portanto, apresentar a um conjunto de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, ainda não envolvidos em profundidade com o debate dos direitos digitais, as principais discussões relacionadas à garantia da liberdade de expressão na Internet nos tempos atuais. Não é à toa que a rede será mote central da própria Plenária do FNDC, que tem como tema “Mídia e Internet: liberdade de expressão para a garantia de direitos”. Saiba mais sobre a Plenária clicando aqui.
“A Internet se transformou em espaço central do exercício da liberdade de expressão e disputa por uma comunicação contra hegemônica. É na Internet que você ainda encontra maior diversidade de ideias e fontes de informação, quando se compara com o sistema midiático brasileiro no geral, mas há uma série de ameaças em curso", adverte a secretária-geral do FNDC, Bia Barbosa.
“O primeiro desafio é a questão do acesso: como é que a gente vai entender a Internet como espaço importante do exercício dessa liberdade de expressão enquanto mais de 40% da população brasileira não pode ser considerada usuária de internet, porque justamente não tem acesso ao serviço? É fundamental a luta do Fórum em defesa da universalização da Internet, o que significa nesse momento lutar contra a privatização da infraestrutura pública de conexão que leva o acesso à rede a grande parte da população”, acrescenta.
O seminário será realizado em dois locais diferentes. No primeiro dia (13), as atividades ocorrerão no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rêgo Freitas, 454 – 8º andar). No dia seguinte (14), recomeça no auditório da Apeoesp (Praça da República, 282). As atividades começam a partir das 9h30 em cada dia.
Confira a programação geral (nomes de convidados/as serão anunciados em breve):
Sexta-feira, 13 de abril
09h30 – Abertura: Renata Mielli – Coordenadora-geral do FNDC
10h/12h – Universalização do acesso à banda larga como direito fundamental da livre expressão
14h/17h – Ameaças ao Marco Civil da Internet: liberdade de expressão em jogo
Local: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rêgo Freitas, 454 – 8º andar)
Sábado, 14 de abril
09h30/11h30 – Os novos monopólio da internet e regulação democrática para a garantia de pluralidade e diversidade
11h30/13h – Oficinas de capacitação
1. Advocacy
2. Fiscalização dos serviços de telecomunicações
3. Proteção à privacidade
13h – Debate de propostas para a Plenária Nacional do FNDC
13h30 - Encerramento
Local: Auditório da Apeoesp (Praça da República, 282)
O programa, que além de combater a fome tem impactos comprovados na redução da desigualdade social, na queda da mortalidade infantil, no aumento da matrícula escolar e na redução da repetência escolar, tem um custo baixo: 0,45% do PIB. O Bolsa Família é um programa que deu certo.
Derivado da junção de uma miríade de outros programas de transferência anteriores, o PBF buscou uma unificação de transferências estatais não contributivas e uma unificação dos diversos objetivos sociais. Assim o fez, formulado e aplicado em um alargamento sem precedentes do alcance das populações mais vulneráveis.
A regulamentação do PBF previu três eixos de ação:
1 – Complemento de renda: objetiva o alívio imediato da pobreza, combate à fome e promoção de segurança alimentar a partir de transferências monetárias diretas.
2 – Acesso a direitos: representado pelas condicionalidades do PBF, objetiva garantir o acesso aos direitos básicos de educação, saúde e assistência social.
3 – Articulação com outras políticas sociais: objetiva estimular o desenvolvimento das famílias, contribuindo para elas superarem a situação de vulnerabilidade e de pobreza.
E o Programa entrega o que promete. A um custo baixo, cerca de 0,45% do PIB brasileiro.
A transferência monetária é um mecanismo de garantia de renda à população mais pobre que não está inserida em outros meios de proteção contra a vulnerabilidade social – cuja importância já foi discutida aqui. O “dar dinheiro” assegura vários direitos básicos, entre eles, a garantia da segurança de renda e alimentar. Como dizia Betinho, “Quem tem fome, tem pressa”.
E, como resultado, em 2014 o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU – 16 anos antes do prazo estabelecido pela organização. Ainda, o Programa teve impactos comprovados na redução da desigualdade social: entre 2001 e 2008 13% da queda na desigualdade de renda foi causada pelas transferências do Bolsa Família.
O acompanhamento das condicionalidades é efetivo. Cerca de 13,5 milhões de beneficiários entre 6 e 17 anos tiveram a frequência escolar acompanhada mensalmente em 2017, e cerca de 5,4 milhões de crianças beneficiárias tiveram a agenda de saúde acompanhada. Esse acompanhamento ocorre por meio de uma grande operação, internacionalmente reconhecida e estudada, que envolve, além do Ministério do Desenvolvimento Social, os Ministérios da Educação e Saúde, estados, municípios, CRAS, escolas e centros de saúde.
Os efeitos das condicionalidades foram comprovados por estudos nacionais e internacionais, que mostraram ser o PBF responsável por diversos efeitos positivos, dentre os quais queda na mortalidade infantil, aumento da matrícula escolar e redução da repetência escolar.
Em junção, transferência de renda e acesso a serviços básicos possibilita ao beneficiário buscar oportunidades de saída da sua condição de vulnerabilidade social. Somente com a segurança alimentar e a segurança de que são detentores de direitos sociais básicos (saúde, educação e assistência social), a população pobre consegue acessar políticas que objetivam seu desenvolvimento social completo. Afinal, quem consegue aprender com fome? Quem concorre a um emprego com perspectiva de crescimento se precisa estar o dia na rua em busca de comida para a família?
Oportunidades de educação e trabalho passam, então, a ser possíveis para uma população que por tanto tempo as teve negadas. Políticas como o Pronatec, Acessuas Trabalho, ProUni, cotas em universidades públicas para população de baixa renda e outras foram desenvolvidas e fomentadas nos últimos anos, objetivando um desenvolvimento social inclusivo, coordenado ao PBF. No entanto, há uma contínua desconsideração de suas existências por alguns críticos ao PBF. A famigerada “porta de saída” do Programa é sempre invisibilizada pelos opositores.
A luta contra a pobreza é multidisciplinar, não é trivial e demanda tempo. Não é possível resolver esse problema em um tempo inferior a uma geração. É necessário que uma população receba investimentos educacionais, de saúde, de oportunidades para que enfim consiga se livrar da vulnerabilidade de renda. A “simples” transferência de renda traz desenvolvimento social no médio prazo, pois significa comida, roupas, itens de higiene e conta de luz paga no curto prazo, para ser possível, então, se ocupar das novas oportunidades: da educação, do emprego, da renda estável e por fim, o da saída da pobreza.
Um jovem talentoso cantor da cidade de Olho d´Água das Flores, Sertão de Alagoas, foi escolhido junto a mais 47 nomes com suas composições para participar do III Festival Em Cantos de Alagoas. O festival visa descobrir novos talentos, valorizar os artistas locais, promover um intercâmbio artístico-cultural e oferecer ao público um evento de referência musical para Alagoas. Os inscritos foram julgados e escolhidos por uma comissão, por meio de uma soma aritmética simples das notas dos três responsáveis pela avaliação das inscrições. Ao todo, 48 músicas foram selecionadas.
Jonas Rodrigues, sertanejo de Olho d´Água das Flores que tem se destacado em sua cidade como cantor foi escolhido com a sua música: ''Ser um Passarinho''. A informação foi repassada no final da tarde desta quinta-feira (05) pela Secretaria de Cultura de Alagoas. Familiares, fãs e amigos de Jonas ficaram muito felizes com o nome do jovem ter sido escolhido para participar do festival musical e prometem organizar uma grande caravana para prestigiar a apresentação dele. Durante o festival todos os escolhidos irão se apresentar com suas canções e disputar classificações e serem premiados do 1° ao 3° lugar.
O certame premiará as melhores canções nas categorias de melhor letra, melhor intérprete, voto popular, melhor arranjo e classificação técnica em 1º, 2º e 3º lugar. No total, serão R$ 16,5 mil investidos nas premiações. A etapa eliminatória do Festival acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de maio. No dia 11 de maio será realizada a etapa final, no Teatro Gustavo Leite. Confira a relação com todos os nomes que estarão participando do festival: Clique Aqui!
A exatos seis meses da eleição presidencial deste ano, pelo menos 14 nomes já se colocaram publicamente na disputa. Mais uma pré-candidatura deve ser oficializada nas próximas semanas, a do PSB, e outros dois grandes partidos, PT e MDB, ainda não definiram seus quadros, apesar de prometerem apresentar um candidato nos próximos meses aos eleitores. A decisão final deve ser tomada até o início de agosto, quando termina o prazo para cada partido definir as candidaturas nas convenções.
Dentre os concorrentes ao pleito, há ex-presidentes, senadores, deputados, ex-ministros e até um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.
Álvaro Dias - Podemos
O senador Álvaro Dias será o candidato do Podemos. Eleito senador em 2014, pelo PSDB, Álvaro Dias migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN. Com a candidatura do senador, a legenda quer imprimir a bandeira da renovação da política e da participação direta do povo nas decisões do país por meio de plataformas digitais.
“Nós temos que rediscutir a representação parlamentar. Não somos senadores demais, deputados e vereadores demais? Está na hora de reduzirmos o tamanho do Legislativo no país, tornando-o mais enxuto, econômico, ágil e competente”, afirmou Dias, em entrevista concedida esta semana no Congresso Nacional.
O político, de 73 anos, está no quarto mandato de senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paraná, à época pelo PMDB. Na década de 1970, foi deputado federal por três legislaturas e, antes, foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paraná. Álvaro Dias é formado em História.
Ciro Gomes - PDT
Pela terceira vez concorrendo ao posto mais alto do Executivo, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes vai representar o PDT na disputa presidencial. Ao anunciar o seu nome como pré-candidato na última quinta-feira (8), o pedetista adotou um discurso contra as desigualdades e propondo um “projeto de desenvolvimento” para o país.
“Não dá para falar sério em educação que emancipe, não dá para falar sério em segurança que proteja e restaure a paz da família brasileira sem ter compromisso sério para dizer de onde vem o dinheiro”, disse, no ato de lançamento da pré-candidatura.
Ciro Ferreira Gomes tem 60 anos e é formado em Direito. Ele foi governador do Ceará por dois mandatos, ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e da Integração Nacional no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, ocupou a prefeitura de Fortaleza e o cargo de deputado estadual. Em 1998 e 2002, ele foi candidato à Presidência, tendo ficado em terceiro e quarto colocado, respectivamente.
Fernando Collor - PTC
O senador e ex-presidente da República Fernando Collor vai concorrer pelo PTC. Ele foi presidente da República entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment e foi substituído pelo então vice-presidente Itamar Franco. Foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após o regime militar (1964-1985).
Depois de ter os direitos políticos cassados, ele se candidatou ao Senado em 2006, tendo sido eleito, e reconduzido ao cargo em 2014. Antes de ocupar a Presidência, o jornalista e bacharel em Ciências Econômicas, formado pela Universidade Federal de Alagoas, foi governador de Alagoas (1986) e deputado federal (1982).
Em discurso em fevereiro na tribuna do Senado, Fernando Collor de Mello disse que sua pré-candidatura é a retomada de uma missão pelo país. E afirmou que pretende alavancar novamente o país, mediante um novo acordo com a sociedade. “Isso só será possível com planejamento e com sólido programa social que seja tecnicamente recomendável, politicamente viável e socialmente aceito”, destacou.
Geraldo Alckmin - PSDB
Após a desistência de outros quadros da sigla, o PSDB oficializou, no último dia 20, a pré-candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esta será a segunda vez que ele disputará a vaga. Em dezembro do ano passado, em uma movimentação para unir os demais quadros tucanos em torno de sua candidatura, Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB.
Na entrevista coletiva em que anunciou a pré-candidatura, Alckmin afirmou que irá destravar a economia e colocou como prioridades a desburocratização, uma reforma tributária, retomar a agenda da reforma da Previdência e reduzir os juros.
Geraldo Alckmin tem 65 anos, é formado em medicina e é um quadro histórico do PSDB em São Paulo. Ele começou a carreira como vereador em Pindamonhangaba, no interior do estado. Foi prefeito da cidade, deputado estadual e deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte. Vice-governador de 1995 a 2001, ele assumiu a administração paulista após a morte de Mário Covas, sendo reeleito em 2002. Disputou o Planalto em 2006, quando foi derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno. Eleito em 2010 para mais um mandato à frente do governo de São Paulo, Alckmin foi reeleito em 2014.
Guilherme Boulos - PSOL
Depois de uma consulta interna que contou com outros três nomes, o PSOL decidiu lançar a pré-candidatura de Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), após ele se filiar à sigla no início do mês de março. Repetindo a estratégia das últimas eleições de apresentar uma opção mais à esquerda que os demais partidos, o PSOL participará com candidato próprio à corrida presidencial, que em 2010 e 2014 teve os nomes de Plínio de Arruda Sampaio e Luciana Genro na disputa.
Segundo Boulos, é preciso levar a indignação dos cidadãos para dentro da política. Como bandeiras de campanha, ele elencou o combate aos privilégios do “andar de cima” da economia e a promoção de plebiscitos e referendos de consulta à população sobre temas fundamentais. “Nós queremos disputar o projeto de país. Não teremos uma candidatura apenas para demarcar espaço dentro da esquerda brasileira. Vamos apresentar uma alternativa real de projeto para o Brasil”, afirmou.
Um dos líderes do movimento pelo direito à moradia no Brasil, Boulos ficou conhecido nacionalmente após as mobilizações contra a realização da Copa do Mundo no país, em 2014. Como liderança do MTST, ele organizou a ocupação de áreas urbanas, em especial no estado de São Paulo. Formado em Filosofia e Psicologia, Boulos tem 35 anos.
Jair Bolsonaro - PSL
Deputado federal na sétima legislatura, Bolsonaro se filiou ao PSL na última quarta-feira (7). Considerado polêmico por suas bandeiras, Jair Bolsonaro defende a ampliação do acesso a armas e um Estado cristão, além de criticar modelos de família, segundo ele, "não tradicionais”, como casamento homossexual.
“Nós temos propósitos, projeto e tudo para começar a mudar o Brasil. Nós somos de direita, respeitamos a família brasileira. Está na Constituição que o casamento é entre homem e mulher e ponto final. Esse pessoal é o atraso, uma comprovação de que eles não têm propostas e que a igualdade que eles pregam é na miséria”, afirmou, durante o ato de filiação ao PSL. De acordo com o partido, ainda não há uma data de lançamento oficial da pré-candidatura.
Nascido em Campinas, Jair Messias Bolsonaro tem 62 anos. Ele é formado em Educação Física e militar de carreira. Ele foi para a reserva das Forças Armadas em 1988, após se envolver em atos de indisciplina e ser eleito vereador pelo Rio de Janeiro. Desde 1991, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado em 2014 pelo PP, mas migrou para o PSC.
João Amoêdo - Novo
Com 55 anos, João Amoêdo é o candidato pelo partido Novo, que ajudou a fundar. Formado em engenharia e administração de empresas, fez carreira como executivo do mercado financeiro.
Amoêdo foi um dos fundadores do Partido Novo, que teve seu registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015. A disputa presidencial em 2018 será a primeira experiência política dele.
Entre as principais bandeiras de Amoêdo, assim como do Partido Novo, estão a maior autonomia e liberdade do indivíduo, a redução das áreas de atuação do Estado, a diminuição da carga tributária e a melhoria na qualidade dos serviços essenciais, como saúde, segurança e educação. "É fácil acabar com a desigualdade, basta tornar todo mundo pobre. Ao combater a desigualdade você não está preocupado em criar riqueza e crescer, você só está preocupado em tornar todo mundo igual. O importante é acabar com a pobreza e concentrar na educação básica de qualidade para todos", diz o candidato em sua página oficial na internet.
José Maria Eymael - PSDC
Já o PSDC confirmou no último dia 15 de março a pré-candidatura do seu presidente nacional, José Maria Eymael, que vai concorrer pela quinta vez.
Além de fundador do PSDC, José Maria Eymael é advogado e nasceu em Porto Alegre. Sua trajetória política começou na capital gaúcha, onde foi um dos líderes da Juventude Operária Católica. Em 1962, filiou-se ao Partido Democrata Cristão (PDC) e atuou como líder jovem do partido.
Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo. Em 1990, conquistou o segundo mandato na Câmara dos Deputados. Como parlamentar federal, Eymael defendeu a manutenção da palavra Deus no preâmbulo da atual Constituição Federal durante a Assembleia Constituinte, considerado um marco em sua trajetória política.
Levy Fidelix - PRTB
Outro candidato recorrente ao pleito é o jornalista e publicitário Levy Fidelix, representando o partido do qual é fundador: PRTB. Abordando temas em defesa da família e dos “bons costumes”, ele buscará aproveitar o momento de insatisfação dos brasileiros com a corrupção para se dizer um candidato “ficha limpa”.
Fidelix concorreu ao cargo nas eleições de 2014, 2010 e de 1994.
Antes de criar o PRTB, Fidelix participou da fundação do Partido Liberal (PL), em 1986, quando se lançou na carreira política e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo. Depois, migrou para o Partido Trabalhista Renovador (PTR), quando também concorreu a um mandato de deputado federal, no início dos anos 90. Apresentador de televisão, professor universitário e publicitário, Fidelix já concorreu três vezes à prefeitura da capital paulista e duas vezes ao governo do estado.
Manuela D’Ávila - PCdoB
A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D'Ávila, será a candidata pelo PCdoB. A ex-deputada federal, por dois mandatos, teve a pré-candidatura lançada pelo partido comunista em novembro do ano passado. Esta é a primeira vez que o PCdoB lançará candidato próprio desde a redemocratização de 1988. Um dos motes da campanha será o combate à crise e à “ruptura democrática” que, segundo a legenda, o país vive.
“Trata-se de uma pré-candidatura que tem como algumas de suas linhas programáticas mais gerais a retomada do crescimento econômico e da industrialização; a defesa e ampliação dos direitos do povo, tão atacados pelo atual governo; a reforma do Estado, de forma a torná-lo mais democrático e capaz de induzir o desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho”, escreveu a presidente nacional do partido, Luciana Santos, ao lançar a candidatura de Manuela D'Ávila.
Manuela D'Ávila tem 37 anos e é formada em jornalismo. Ela é filiada ao PCdoB desde 2001, quando ainda era do movimento estudantil. Em 2004, foi eleita a vereadora mais jovem de Porto Alegre. Dois anos depois, se candidatou ao cargo de deputada federal pelo Rio Grande do Sul e se tornou a mais votada do estado. Em 2008 e 2012, disputou a prefeitura da capital gaúcha, mas ficou em terceiro e segundo lugar, respectivamente. Desde 2015, ocupa uma vaga na Assembleia Legislativa do estado.
Marina Silva – Rede Sustentabilidade
A ex-senadora Marina Silva vai disputar a Presidência pela terceira vez consecutiva. Integrante da sigla Rede Sustentabilidade, Marina tem como plataforma a defesa da ética, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
Ela é crítica do mecanismo da reeleição, que, segundo ela, se tornou um “atraso” no país. “Sou pré-candidata à Presidência para unir os brasileiros a favor do Brasil. Os governantes precisam fazer o que é melhor para o país e não o que é melhor para se perpetuar no poder. Chega de pensar apenas em interesses pessoais e partidários”, escreveu recentemente em seu perfil do Facebook.
Marina Silva militou ao lado do líder ambientalista Chico Mendes na década de 1980. Filiada ao PT, ela foi eleita vereadora de Rio Branco e deputada estadual, antes de ocupar dois mandatos de senadora representando o Acre. Por cinco anos, foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula e se desfiliou do PT um ano após deixar o cargo. Ela foi candidata ao Planalto em 2010 pelo PV e, em 2014, assumiu a candidatura do PSB à Presidência após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.
Paulo Rabello de Castro - PSC
Até a semana passada no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro deixou o cargo para confirmar a disposição de disputar à Presidência. Segundo o PSC, embora não tenha promovido um ato de lançamento, a legenda já trabalha com a pré-candidatura como oficial. Desde fevereiro, ele participa de eventos partidários pelo país junto ao presidente da sigla cristã, Pastor Everaldo, que concorreu à Presidência no pleito de 2014.
As principais bandeiras do PSC são contra a descriminalização das drogas e a legalização do aborto. “Temos uma sociedade cujos valores morais estão completamente invertidos. Onde a arma na mão do bandido é uma arma livre, mas a arma na sua mão é proibida. E eventualmente você vai preso por portá-la. Quando o bom comportamento da família é zombado pelas novelas pornográficas e toda pornografia é enaltecida, como preservar a família nacional", disse, durante recente ato.
Doutor em economia pela Universidade de Chicago, Paulo Rabello de Castro foi fundador da primeira empresa brasileira de classificação de riscos de crédito, a SR Rating, criada em 1993. Autor de livros sobre a economia e a agricultura brasileiras, o pré-candidato foi presidente do Lide Economia, grupo de empresários que têm em comum a defesa da livre iniciativa. Ele também coordenou o movimento Brasil Eficiente. Em 2016, foi indicado para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e comandou a instituição de pesquisa por onze meses, até assumir a presidência do BNDES, em maio do ano passado.
Rodrigo Maia - DEM
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ) é o pré-candidato pelo DEM. Maia tem buscado ser uma alternativa de centro e, em suas próprias palavras, “sem radicalismos”. Ele assumiu o comando da Câmara após a queda de Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso pela Operação Lava Jato, e ganhou mais protagonismo político pelo cargo que ocupa, já que é o responsável por definir a pauta de projetos importantes, como a reforma da Previdência.
Segundo ele, a pauta da Câmara não será prejudicada devido à sua candidatura ao Planalto. “A gente tem responsabilidade com o Brasil, já deu demonstrações disso. O projeto político do DEM é legítimo e é feito em outro momento e local, não tem problema nenhum disso”, afirmou.
Filho do ex-prefeito do Rio, César Maia, o político está no quinto mandato como deputado federal. Em 2007, assumiu a presidência nacional do DEM, após a reformulação do antigo PFL. Rodrigo Maia ingressou, mas não chegou a concluir o curso de Economia. Foi secretário de Governo do município do Rio de Janeiro no final da década de 1990, na gestão de Luiz Paulo Conde, que à época era aliado de César Maia.
Vera Lúcia - PSTU
O PSTU, que nas últimas vezes concorreu com o candidato José Maria de Almeida (Zé Maria), lançará uma chapa tendo a sindicalista Vera Lúcia como candidata à Presidência.
Vera Lúcia, 50 anos, foi militante no PT e integrante do grupo fundador do PSTU.
O vice na chapa é Hertz Dias, 47 anos, militante do movimento negro.
MDB
Com a promessa de, pela primeira vez depois de 24 anos, apresentar ao país um candidato à Presidência da República, o MDB ainda não definiu oficialmente como formará a chapa para a disputa. Nesta semana, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se filiou à sigla.
No entanto, ao deixar o comando do Ministério da Fazenda na sexta-feira (6), Meirelles não informou a qual cargo pretende concorrer. Mas é cogitado como opção ao lado do presidente Michel Temer.
O presidente Michel Temer não descartou a possibilidade de concorrer à reeleição. Nos últimos meses, o partido tem feito movimentos de resgate à história da legenda, que tem mais de 50 anos. Foi com esse intuito que mudou a sigla de PMDB para MDB. A decisão sobre a candidatura, porém, ainda não está tomada.
PSB
Após a morte do ex-ministro e então presidente nacional do partido, Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral de 2014, o PSB passou por dificuldades de identificação e falta de lideranças nos últimos anos. Nessa sexta-feira (6), porém, a sigla recebeu a filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e tem nele a grande aposta de participar do pleito deste ano.
Como membro da Suprema Corte de 2003 a 2014, Joaquim Barbosa ganhou notoriedade durante o período em que foi relator do processo do mensalão, que condenou políticos de diversos partidos pela compra de apoio parlamentar nos primeiros anos de governo do PT. Antes, foi membro do Ministério Público Federal, funcionário do Ministério da Saúde e do Itamaraty.
De acordo com o líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado (MG), que tem participado das conversas com Barbosa, o nome dele fica eleitoralmente viabilizado, embora ainda seja necessário construir sua candidatura por todo o Brasil. “Ao se filiar, até pela viabilidade que já mostra, eu acho que o nome dele já fica irreversível. Acho que ele é o candidato capaz de unir o Brasil, tranquilizar, trazer a decência necessária contra essa divisão de lados [que o país vive]”, disse à Agência Brasil.
PT
Depois de ganhar as últimas quatro eleições, o PT anunciou a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas dificilmente conseguirá lançá-lo à disputa. Lula foi preso nesse sábado (7) para cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão.
Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Embora o cenário seja desfavorável, aliados defendem que Lula recorra ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em busca de uma autorização para se candidatar, já que a Lei da Ficha Limpa prevê a impugnação das candidaturas de políticos condenados em segundo grau da Justiça.
Outros nomes cotados dentro do partido são do ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, além de optar por apoiar a candidatura de outro partido da esquerda.
Prazos
De acordo com a legislação, os partidos políticos devem promover convenções nacionais com seus filiados entre 20 de julho e 5 de agosto para que oficializem as candidaturas. A data final para registro das candidaturas pelos partidos políticos na Justiça Eleitoral é 15 de agosto.
Dois homens armados invadiram um circo que se apresentava na noite de ontem, 07, no povoado Mangabeira, na Chã do Pilar, levando pânico ao público que estava no local. Segundo o Relatório de Ocorrências divulgado pelo Centro de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), um homem morreu e três ficaram feridos, entre eles um menor de 16 anos.
Conforme testemunhas, a vítima fatal, João Mateus Almeida de Oliveira, 18 anos, estava assistindo o espetáculo junto com dois amigos, quando a dupla chegou e iniciou uma perseguição ao grupo. João Mateus tentou fugir em direção à parte de trás do circo, mas foi alcançado e assassinado a pedradas e, provavelmente, tiros no rosto.
Ainda conforme a polícia, o rosto do jovem ficou desfigurado. No local, os policiais encontraram um pedaço de madeira com pregos e pedras com marcas de sangue.
As outras duas vítimas baleadas foram socorridas por populares. O homem, cuja identidade não foi informada, seguiu para o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Pilar, após ser atingido de raspão no cotovelo. Já o menor, baleado nas nádegas, foi levado para o Hospital Geral do Estado, em Maceió.
Outro espectador que estava no circo, Alonso Santos Melo, de 22 anos, se assustou com os disparos e caiu da arquibancada, batendo a cabeça. Ele recebeu atendimento médico e foi liberado.
Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local.
Pelo menos 16 órgãos públicos abrem as inscrições nesta segunda-feira (9) para 3,3 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Só na Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe são 1.997 vagas.
Os salários chegam a R$ 18.174,28 na Secretaria da Administração e da Previdência do Paraná.
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Veja abaixo os detalhes dos concursos:
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
Inscrições: até 09/05/18
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Salários de até R$ 5.769,42
Cargos de nível médio Veja o edital
Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap)
Inscrições: até 09/05/18
42 vagas
Salários de até R$ 8.586,00
Cargos de nível médio e superior Veja o edital
Marinha do Brasil
Inscrições: até 23/04/18
30 vagas
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Rio de Janeiro Veja a reportagem
Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Sergipe
Inscrições: até 08/05/18
542 vagas
Salários de até R$ 9.236,39
Cargos de nível médio e superior Veja o edital
Prefeitura de Aurilândia (GO)
Inscrições: até 10/05/18
47 vagas
Salários de até R$ 11.699,98
Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital
Prefeitura de Cascavel (PR)
Inscrições: até 23/04/18
71 vagas
Salários de até R$ 1.576,85
Cargos de nível fundamental e médio Veja o edital
Prefeitura de Neves Paulista (SP)
Inscrições: até 27/04/18
23 vagas
Salários de até R$ 3.478,60
Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital
Prefeitura de Olho d’Agua das Cunhãs (MA)
Inscrições: até 06/05/18
257 vagas
Salários de até R$ 5.622,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital
Prefeitura de Ribeirão Cascalheira (MT)
Inscrições: até 09/05/18
7 vagas
Salário de R$ 1.014,00
Cargos de nível médio Veja o edital
Prefeitura de Santa Rita de Trivelato (MT)
Inscrições: até 17/04/18
17 vagas
Salários de até R$ 2.596,09
Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital
Secretaria da Administração e da Previdência do Paraná
Inscrições: até 30/04/18
8 vagas
Salários de até R$ 18.174,28
Cargos de nível superior Veja o edital
Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado de Sergipe
Inscrições: até 08/05/18
19 vagas
Salários de até R$ 7.714,29
Cargos de nível superior Veja o edital
Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso
Inscrições: até 20/04/18
90 vagas
Salários de até R$ 3.500,00
Cargos de nível médio, técnico e superior Veja a reportagem
Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe
Inscrições: até 20/04/18
1.997 vagas
Salários de até R$ 7.270,44
Cargos de nível médio, técnico e superior Veja o edital
Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
Inscrições: até 20/04/18
61 vagas
Salários de até R$ 7.704,44
Cargos de médicos Veja o edital
Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul)
Inscrições: até 08/05/18
107 vagas
Cargo de juiz federal Veja a reportagem
O perigo da carambola: substância tóxica pode causar insuficiência renal e levar à morte
Originária da Índia e introduzida no Brasil em 1817, a carambola é excelente para a saúde humana. Rica em minerais, vitaminas e antioxidantes, a fruta possui papel importante no combate a diversas enfermidades. Por outro lado, ingerida em grande quantidade pode causar danos à saúde, principalmente em pacientes com problemas renais.
Em entrevista ao 7Segundos, a nutricionista Graciella Tenório relata que o consumo regular da carambola traz benefícios contra muitas enfermidades. “A carambola contém baixo teor energético, apenas 31 calorias em 100 gramas da fruta, é rica em sais minerais como o cálcio, fósforo e ferro. Também é fonte de vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C e contém diversos antioxidantes. Devido a toda riqueza de nutrientes, a carambola ajuda no processo da digestão, pode retardar o envelhecimento, possui efeitos anti-inflamatório e atua no sistema imunológico, protegendo contra gripes e resfriados”, conta.
Por outro lado, a nutricionista faz um alerta aos malefícios da fruta. “A carambola possui uma neurotoxina capaz de provocar alterações neurológicas em pacientes com doença renal crônica, envolvendo alterações como soluços e confusão mental, podendo evoluir para quadros mais graves, como convulsões e até levar à morte. Pessoas sadias devem ter cautela quanto ao seu consumo, mas está terminantemente proibido o consumo da carambola em indivíduos com problemas renais”, explica.
Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia mostram que 70% dos pacientes que fazem diálise — processo de filtração do sangue utilizado para eliminar o excesso de líquidos e as substâncias tóxicas — descobrem a doença tardiamente. Por isso, especialistas recomendam evitar o consumo da fruta.
Afinal, que substância é essa?
O primeiro relato no Brasil sobre os efeitos tóxicos da carambola foi registrado em 1992. Na ocasião, o nefrologista Miguel Moysés, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), em São Paulo, constatou a morte por intoxicação de pacientes com problemas renais, após ingestão da carambola.
Decididos a estudar a relação entre o consumo da fruta e a intoxicação em pacientes com insuficiência renal, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram isolar e caracterizar a toxina presente na carambola para entender como ela age no organismo. Os autores batizaram a molécula de caramboxina.
“Em pessoas sadias, a caramboxina é absorvida, filtrada nos rins e eliminada através da urina. Em pacientes renais isso não ocorre, pois essa neurotoxina não é devidamente excretada, ocorrendo elevação de seus níveis séricos, o que permite sua passagem pela barreira hematoencefálica e consequente ação sobre o sistema nervoso central”, explica a nutricionista.
Me intoxiquei, e agora?
Em caso de intoxicação, é necessário procurar o serviço de emergência mais próximo. “O diagnóstico de intoxicação pela caramboxina é fácil em pacientes com doença renal crônica, porém, em pessoas sadias, isso fica mais difícil. A maioria dos médicos pensa primeiramente em AVC ou em outros tipos de intoxicação. Cabe ao paciente ou à família relatar se houve consumo da fruta. A hemodiálise é o único tratamento efetivo em casos de intoxicação por carambola”, finaliza Graciella.
Lula pede ao povo que continue luta: "Milhões de Lulas vão nascer"
Ouvem-se cochichos, parece que Lula está para chegar. Todos querem vê-lo, tocá-lo, se aproximar do ex-presidente que tirou mais de 36 milhões de pessoas da pobreza. A presença do maior líder vivo da América Latina é magnética, por onde ele passa leva cordões atrás de si. Consciente desta força de mobilização, Lula anunciou na manhã deste sábado (7) que vai se apresentar à Justiça. “Quanto mais tempo eles me mantiverem preso, mais Lulas nascerão”, disse ao se retirar do ato.
Por Mariana Serafini
Sob gritos de "somos todos Lula” o ex-presidente saiu carregado pelos braços do povo para cumprir a ordem de prisão do juiz Sérgio Moro. Um misto de choro e coragem tomou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, palco da resistência. “Vou cumprir o mandato, e vocês vão ter que se transformar em Lulas e vão andar por este país fazendo o que precisa ser feito. Eles têm que saber que a morte de um combatente não para a revolução”.
Assim que Lula anunciou sua decisão, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, convocou a militância para se concentrar em Curitiba e dar início a uma vigília permanente em defesa do líder petista. “Vamos ocupar Curitiba, vamos ocupar a Praça dos Três Poderes, porque a luta está só começando", disse.
Lula não titubeou ao responsabilizar a grande imprensa pelo seu julgamento arbitrário. Denunciou as horas e horas de Jornal Nacional, e as incontáveis capas de revistas e jornais que o atacaram ao longo de sua trajetória. “Com isso, o juiz Sérgio Moro justificou que precisava me condenar porque estava ouvindo a opinião pública. Se quer ouvir a opinião pública que largue a toga".
“Quando se faz julgamento subordinado à imprensa, se destrói a pessoa perante a sociedade, mas quanto mais eles me detonam, mais aumenta minha relação com o povo brasileiro", disse o dirigente que encerrou o ato político extremamente emocionado. A decisão de Lula foi anunciada após uma celebração religiosa em homenagem à sua esposa, a ex-primeira-dama Marisa Letícia.
Convicto de que a decisão de Moro é arbitrária e injusta, Lula exigiu provas e afirmou que seu maior crime foi ter tirado milhões de pessoas da pobreza, ter acabado com a mortalidade infantil, ampliado as vagas nas universidades públicas e criado novos institutos de educação superior, entre outras políticas públicas implementadas ao longo de seus 8 anos de governo.
O cenário de tristeza e coragem que se instalou após o ato parece ter sido previsto pelo poeta russo Maiakovski, “Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado". Lula pode estar atrás das grades, mas do lado de cá, cabe a cada um que acredita num mundo mais justo enfrentar estar tormenta.