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Músicas e fraternidade marcam ação de Páscoa no HGE

Ideia partiu da vontade da gestão do hospital público em incitar reflexão e espalhar amor

↑ Bandeira da humanização é defendida pela gestão do HGE, encabeçada pela Secretaria de Estado da Saúde (Foto: Reprodução)

Nessa quinta-feira (29), no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, os servidores levaram amor, sorrisos e músicas, cantadas pelo coral Vida & Arte, do Hospital do Açúcar que é uma das unidades que oferece leitos de retaguarda aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), para os pacientes do hospital.

A pequena Giciely da Silva Vicente, de 7 anos, ficou animada e encantada com a surpresa preparada pela gestão do maior hospital público de Alagoas. “Foi muito bom, quando vi o chocolate peguei logo o meu. Depois comi. Queria todo dia”, disse arrancando sorrisos de sua mãe, Jucelia Barbosa da Silva, de 27 anos.

A jovem Vanessa Ferreira de Lima, de 18 anos, também fez questão de estar presente no momento de páscoa. Seu filho, com apenas 1 mês de vida, sofre de hidrocefalia e está sob a atenção da equipe multiprofissional da pediatria, também composta por clínicos médicos, nefrologistas, reumatologistas, cardiologistas e neurologistas especializados no atendimento infantil.

“Fiz questão que ele [o filho] sentisse a animação de todos que estavam presentes no momento. Que escutasse as músicas que estavam sendo apresentadas pelo coral. Eram músicas lindas, algumas religiosas, mas grande maioria popular e cantada na minha infância. Foi lindo, precisamos mais disso, pois nos traz nostalgia, motivação e contagia com bons sentimentos”, defendeu Vanessa.

Se o objetivo do coral foi integrar e socializar os pacientes e seus acompanhantes, o êxito foi certo. “Não só isso, queríamos também recordar o sacrifício de Jesus, incitar a reflexão para que busquemos ser cada vez melhores e dignos de tanto amor. O coral existe há 23 anos no objetivo de levar bem estar ao corpo e a mente de quem nos ouve”, explicou o coordenador do Vida & Arte, Wandeberg Santos.

Para a gerente do HGE, Marta Mesquita, o serviço gratuito e desinteressado com o próximo é fonte da verdadeira felicidade. “Ouvir música não é só um entretenimento, ela tem o poder de acalmar e relaxar. Também pode aliviar dores, melhorar a memória e até mesmo estimular a movimentação da musculatura. E, nesse caso, o chocolate foi uma forma que encontramos para transmitir que nossos pacientes não estão esquecidos e estão incluídos dentro de nossas prioridades”, justificou.

A bandeira da humanização é defendida pela gestão do HGE, encabeçada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “Nosso ponto de vista está naquele que mais precisa: o doente. Assim sendo, estamos empenhados em dispor o melhor atendimento, os melhores serviços em saúde. O HGE hoje é reconhecido pelo seu alto poder de resolubilidade 100% SUS, mas a sensibilidade, o contato humano com os pacientes e familiares é insubstituível”, avaliou o titular da pasta, Christian Teixeira.

Fonte: Tribuna Hoje com Agência Alagoas

Sábado, 31 Março 2018 07:43

Inimigo trabalha ao lado

 

Inimigo trabalha ao lado

Assédio moral e sexual: risco para a saúde ocupacional

Ameaçada de morte. Essa foi a rotina de medo que rondou Jaqueline Guedes* por cerca de três meses em seu ambiente de trabalho. Um colega de serviço cismou que ela deveria ficar com ele de qualquer jeito. E o pior é que nem ela mesma sabia de quem se tratava, até porque os bilhetes deixados no armário dela eram feitos com recortes de jornal e revista.

Os recados eram sempre de admiração e apreço pela vítima e em tom autoritário. “Ele me queria a todo custo, dizia que se eu não ficasse com ele iria me matar. Eu fiquei com muito medo, comecei a suspeitar de todos, mas foi difícil identificar de quem estavam partindo aqueles bilhetes anônimos. Foi quando pedi ajuda para o meu gerente e ele começou a investigar entradas e saídas no setor onde ficavam os armários”, contou Jaqueline.

Foram quase 90 dias de angústia. “Mudei de horário, mas vivia assombrada, andava olhando para os lados, não dormia direito; meu namorado não soube, eu dependia do meu emprego e pensava também na minha filha, só que os dias iam passando e além das ameaças vinham também as palavras pejorativas para uma mulher, ele me esculhambava”, relembrou.

“Mas graças a Deus, antes mesmo do meu chefe saber quem era, consegui notar o agressor. Imediatamente fiz um bilhete também de próprio punho dizendo que iria o denunciar na Delegacia da Mulher, processá-lo e avisar ao meu namorado. Informei ao gerente sobre o colega de trabalho e ele foi transferido, um santo remédio”, detalhou a vítima.

Jaqueline disse também que sempre foi curiosa e que lê muito sobre os direitos, ela contou que o apoio do gerente foi fundamental na situação. “Eu sabia que naquele momento não deveria fazer alarde porque seria pior, estava ciente que podia contar com o meu chefe mesmo ele sendo homem; ele sempre foi muito respeitador, tinha certeza de que iria me ajudar”, ressaltou.

Outra vítima de assédio sexual no trabalho foi Maria Aline Silva*, casada e mãe de dois filhos. Ela não aguentou os assédios do dono da loja de roupas da qual era vendedora. Ele, além das cantadas e piadas de mau gosto, chegou ao ponto de passar a mão ‘boba’ na perna dela que, por esta razão, pediu demissão. “Eu precisava muito daquele emprego, mas a minha honra está acima de qualquer coisa. A vontade que tive foi de meter a mão na cara dele, mas me segurei. Confesso que tive medo de denunciar”, relatou.

O assédio moral também faz vítimas e possui um poder tão devastador que o medo é capaz de paralisar o assediado de tal modo, que ele não tem forças para denunciá-lo por temer represálias e perseguições ainda maiores.

Na Polícia Civil do Estado de Alagoas (PC/AL) há vários relatos de assédio moral e sexual, porém, nenhuma denúncia foi oficialmente formalizada, foi o que revelou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Ricardo Nazário.

“A dificuldade de provar o assédio é um dos principais implicadores para a vítima e, mesmo com a tecnologia disponível, nem sempre ela consegue gravar ou filmar o crime. Além disso, o colega que presencia o assédio tem medo de testemunhar e com isso se expor e também passar a sofrer perseguições”, relatou o presidente do Sindpol, acrescentando que outro fator que dificulta a oficialização da denúncia é a questão da hierarquia uma vez que, na maioria dos casos, é o superior quem comete o assédio. “É preciso ter provas para a vítima poder ingressar com uma ação judicial, para não ficar a palavra dela contra a palavra do acusado. Mas o assédio moral existe dentro da Polícia Civil”.

Com medo de perseguições ainda maiores, os próprios policiais civis vítimas de assédio moral tomam a iniciativa de pedir transferência do local de trabalho para fugir do agressor e assim, evitar problemas maiores, como um confronto corporal, o que pode acabar em morte. Situação temida pelo Sindpol, uma vez que tanto o assediador quanto a vítima portam armas de fogo. “Quando alguém sofre um assédio na delegacia, ele próprio pede transferência para outro lugar, porque a permanência naquele ambiente de trabalho opressor pode acabar em uma tragédia, tendo em vista que ambos andam armados”, alerta Nazário.

Preocupado com os relatos de assédio, no início deste ano, o Sindpol lançou a cartilha “Assédio Moral Dentro da Polícia Civil é Crime”. A publicação traz orientações aos policiais civis de como agir diante de um possível assédio moral ou sexual, e ainda lista atitudes que podem caracterizar o assédio.

Para conscientizar sobre a importância de denunciar os crimes de assédio moral e sexual, o Sindpol faz visitas às delegacias da capital e do interior, para orientar os policiais em como agir diante do assédio, além de distribuir a cartilha. “A gente sai em visita pelas delegacias com o número maior de policiais, orienta, conversa e distribui a cartilha, mas ainda estamos caminhando. A própria categoria é conservadora. As polícias Civil e Militar são instituições conservadoras”, pontua Ricardo Nazário.

O Sindpol acompanha alguns processos referentes à transferência de policiais sem cumprir as devidas formalidades exigidas, o que caracteriza assédio moral, porém não estão sendo tratados como tal. O diretor jurídico do sindicato, José Carlos Fernandes, explicou que no Direito Administrativo todo ato deve ser realizado por meio de processo, inclusive o de transferência de servidor.

“O Estado deve abrir um processo de transferência e cumprir as formalidades, mas na Polícia Civil acontece de forma errada, o policial é surpreendido com uma transferência sem ter sido comunicado antes, o que não deixa de ser um assédio moral”, frisou Fernandes.

ASSÉDIO SEXUAL

Segundo o presidente do Sindpol, também há relatos de assédio sexual dentro da Polícia Civil de Alagoas, inclusive com vítimas do sexo masculino. “A gente ouve relatos de cantadas exageradas, que caracterizam o assédio sexual cometido também por mulheres”, disse.

Não são só os policiais civis que deixam de denunciar os assédios moral e sexual por causa do medo. Servidores da educação de Alagoas também se calam diante dos fatos. A reportagem buscou dados oficiais referentes ao quantitativo de casos de assédios no ambiente de trabalho, mas o Sinteal (Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas) informou não ter recebido nenhuma denúncia formal desse tipo.

“As pessoas relatam os casos, mas não conseguem comprovar o assédio e, com isso, temem uma perseguição e o problema começa a afetar o campo emocional”, lembrou a diretora do Sinteal, integrante do Coletivo Saúde do Trabalhador, Patrícia David, acrescentando que há um trâmite para poder comprovar o assédio.

Nem mesmo a Comissão de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB/AL), tem registro de casos recentes de assédio moral e sexual ocorridos no ambiente de trabalho. O presidente Ricardo Moraes informou que a vítima não tem o costume de procurar a Comissão para relatar casos de assédio.

“Não recebemos esse tipo de denúncia, acredito que as pessoas têm receio de se expor e temem que a denúncia possa prejudicar de alguma forma na obtenção de um novo emprego”, opinou Ricardo Moraes.

*Os nomes usados são fictícios para não expor as vítimas

Casos são julgados diariamente

Apesar das entidades de classe não terem registros oficiais de denúncias de assédio moral durante a atividade laboral, não faltam casos tramitando na Justiça do Trabalho. Diariamente, todos os magistrados julgam, pelo menos, um caso de assédio moral em Alagoas, foi o que revelou o juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Júnior. “O assédio moral é mais comum, são casos diários, rotineiros, e se caracterizam por cobranças excessivas pelo cumprimento de metas, exposições de rankings que colocam o trabalhador numa condição inferior ao colega, além de pagamento de prendas, dentre tantas outras formas de assédio”.

A discrepância entre os dados das entidades de classe, onde se subentende, deveria ser a porta de entrada para uma denúncia de assédio, já que atuam na proteção dos trabalhadores de uma mesma categoria e do Judiciário, se dá pelo fato de que, na maioria dos casos, a vítima só procurar a Justiça do Trabalho após a demissão ou quando o problema já afetou sua saúde psicológica.

“O problema é que o assédio moral, na maioria das vezes, acontece de forma individualizada. Quando é cometido contra um grupo de trabalhadores fica mais fácil da categoria se mobilizar, procurar o sindicato, o Ministério Público, e adotar as medidas cabíveis. Mas se o caso é mais individualizado, quando a vítima procura o Judiciário é porque foi demitida, está buscando uma rescisão, ou está sufocada, com uma crise forte de depressão, ou ainda com transtornos psiquiátricos”, explicou o magistrado acrescentando que as vítimas têm o emprego como a sua condição de existência e se um caso de assédio vem à tona, traz repercussões muito grandes, inclusive com situações vexatórias.

Nilton Beltrão contou ainda que o gerente de uma loja de departamento açoitava um funcionário por ele ser homossexual, e quando o rapaz procurou a Justiça já estava num quadro de depressão gravíssimo. O juiz disse também que em muitos casos, o trabalhador precisa se afastar por um período longo para tratamento, sendo necessário fazer isso perante a Previdência Social, uma vez que não tem condições psicológicas de seguir trabalhando.

O juiz explicou que o assédio moral por si só não constitui um crime, ao contrário do assédio sexual, cuja pena varia de um a dois anos de detenção. Mas o assédio moral associado a outros delitos como injúria, calúnia e difamação, pode ser considerado crime e, a depender do caso, o agressor pode pegar de um mês a dois anos de detenção, além do pagamento de multa por danos morais, conforme o Código Penal. Mas as penalidades podem ser mais graves, já que vários Projetos de Lei que tramitam na Câmara Federal visam tipificar o assédio moral como crime.

O juiz do trabalho explica que casos de assédio moral são mais frequentes em instituições financeiras, que abusam da pressão por metas; na construção civil, são mais praticados em forma de apelidos; nos ambientes hospitalares; supermercados; e em empresas de telemarketing, que têm restrição até de uso do banheiro.

MEDO

Muitas pessoas não denunciam o assédio com medo de não conseguir emprego em outra empresa porque “ficou marcado”. O magistrado esclareceu que é normal que o empregador busque informações do trabalhador no emprego anterior, mas uma denúncia legal, verídica, não pode influenciar numa não contratação. De acordo com o juiz, o sistema de informações da Justiça trabalhista já evita exposições.

“Se o empregado comprovar que não foi admitido porque usou do seu direito constitucional e ingressou na Justiça para denunciar um caso de assédio moral, ele poderá ajuizar uma ação de danos morais contra esse pretenso contratante. O Código Civil já permite danos morais contra pré e pós empregador”, destacou Nilton Beltrão.

APLICATIVO COMO ARMA DE PROVA

Muito se fala na dificuldade de denunciar casos de assédio moral por falta de provas contra o agressor. Nilton Beltrão destacou a importância da vítima se cercar de provas robustas, não necessariamente vídeos. A prova testemunhal já é capaz de comprovar o assédio.

“O assédio é um conjunto de atos repetitivos e não uma ofensa única. Hoje, temos casos em que a vítima conseguiu provar o assédio por mensagens enviadas por WhatsApp. A grande maioria das empresas têm grupos de WhatsApp formados pelos funcionários, aí o chefe fala: hoje todos vão participar da viagem, menos o ‘Joãozinho’ que não conseguiu bater a meta. Isso é característica de um assédio e ficou registrado no aplicativo de mensagens”, exemplificou o magistrado, frisando ser muito comum que o assédio aconteça com o objetivo do empregado pedir demissão. “São ameaças veladas que constituem o assédio. Não é necessário um tipo de prova, mas elas corroboram e ajudam o magistrado na condenação do acusado”.

ASSÉDIO SEXUAL

Apesar dos muitos relatos, casos de assédio sexual são raríssimos de serem julgados na Justiça do Trabalho. Há uma demanda reprimida, porém a exposição é gigantesca, principalmente se a vítima for uma mulher. “Além do emprego que tem um peso grande, tem a exposição que, processualmente falando, são raras as ocorrências”, pontuou Nilton Beltrão.

MPT lista setores investigados

Empresas do ramo de vestuário, alimentício, hospitais, faculdades/instituições educacionais, postos de combustíveis, empresa de transporte de valores, concessionárias de veículos, microempresas e hotéis, fazem parte da lista dos setores mais denunciados pelas vítimas de assédio moral em Alagoas. Já por assédio sexual as empresas que aparecem com uma maior reincidência são as de telemarketing, concessionárias de veículos e instituição de ensino.

De acordo com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL), Rafael Gazzaneo, cerca de 200 denúncias de assédio moral foram contabilizadas pelo órgão entre 2016 e 2017, e apenas 10 denúncias de assédio sexual no mesmo período. De 2010 a 2017, foram recebidas 20 denúncias de assédio sexual e o medo é um dos principais motivos do quantitativo tão baixo.

DENÚNCIA ANÔNIMA

O procurador-chefe do MPT/AL, Rafael Gazzaneo, frisa que a denúncia pode ser feita de forma anônima no órgão, sem precisar, necessariamente, de identificação. Qualquer pessoa pode procurar o site, telefone, redes sociais e até mesmo o aplicativo do Ministério Público do Trabalho [MPT Pardal], ou, se sentir mais à vontade, procurar o MPT pessoalmente e relatar o caso com o máximo de detalhes possíveis.

Gazzaneo ressalta ainda a importância de a vítima reunir provas para evitar que a acusação seja desacreditada pelo assediador, durante o confronto de versões: “Hoje a tecnologia facilitou esse trabalho. Tornou-se mais simples gravar ou filmar uma conversa. Já atuei em alguns inquéritos civis no qual o material que nos foi oferecido era gravado, então ficou muito fácil, porque não tinha como o empregador negar as circunstâncias em que ocorreu o chamado assédio”.

Além do MPT, a vítima pode denunciar o assédio sexual nas ouvidorias internas, sindicatos, associações, Ministério do Trabalho e Delegacia da Mulher, caso a vítima seja mulher.

Neste ano, o MPT lançou uma campanha nas redes sociais para incentivar a população a denunciar os casos de assédio sexual no trabalho. A ideia do órgão é disponibilizar materiais de apoio em empresas e instituições, como forma de conscientização.

O tema tem sido muito reforçado. No Carnaval deste ano a campanha “Não é Não” ganhou uma maior divulgação. A indústria cinematográfica também tornou o crime evidente por meio das atrizes de Hollywood: Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Cara Delevingne, Lea Seydoux, Rosanna Arquette, Mira Sorvino, que denunciaram o empresário Harvey Weinstein de assédio e até estupro. Os relatos dão conta de um histórico de abusos ocorridos no decorrer das últimas três décadas, e que tinham como alvo mulheres jovens que almejavam uma carreira de sucesso.

O ator José Mayer também não escapou. Ele foi denunciado por uma figurinista da TV Globo que o acusou de assédio sexual. Susllem Meneguzzi Tonani enfatizou que a história iniciou com um simples: “Como você é bonita, até o ponto dele dizer: fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho’, ‘você nunca vai dar para mim?”.

O procurador do Trabalho Rafael Gazzaneo diz que a campanha do MPT é um incentivo para que o crime não fique impune. “Denunciem, sobretudo as mulheres, principais vítimas dos assediadores. Há uma dificuldade de a vítima denunciar, porque comumente, não raro, elas têm companheiro, namorado e na medida em que o problema se torna público, certamente se cria um constrangimento dentro do ambiente familiar e no trabalho, que engloba o sexismo, machismo, e é por isso que a campanha veio à tona para se tentar esclarecer e estimular as pessoas sobre a conscientização do problema para que denunciem aos órgãos competentes”, explicou.

Perseguição e insistência geram repercussão psicológica drástica

Depressão, síndrome do pânico, crises de ansiedade, estresse agudo e até um quadro de extrema ruptura como um surto psicótico. Essa é a repercussão psicológica drástica das vítimas de assédio moral e sexual. De acordo com o psicólogo do trabalho Gabriel Anderson, humilhações e constrangimentos iniciam de forma sutil, muitas vezes pelo assediador perceber a dependência do emprego na garantia da sobrevivência da vítima.

Embora não haja dados epidemiológicos concretos em Alagoas, possivelmente no Estado muitas pessoas passam neste momento por assédios moral e sexual. Uma pesquisa elaborada pelo site vagas.com indicou que 52% dos profissionais já sofreram com assédio. O estudo mostrou ainda que a maioria das vítimas não denuncia o agressor por medo de perder o emprego.

84% desses assédios são praticados pelos chefes diretos das vítimas ou por alguém que tenha um cargo mais alto dentro da hierarquia das empresas. Por incrível que pareça, 74,6% dos entrevistados pelo levantamento afirmaram que o agressor permaneceu na empresa mesmo após a denúncia. O que acaba servindo de alerta para que as empresas tenham um olhar diferenciado para o problema e estruturem um canal de comunicação para dar suporte às vítimas.

Ainda de acordo com o estudo, o assédio moral é caracterizado por piadas, chacotas, agressões verbais ou gritos constantes. 47,3% das pessoas ouvidas na pesquisa declararam já ter sofrido este tipo de agressão. As mulheres respondem por 51,9% dos casos.

Já quando se trata de assédio sexual, 79,9% das mulheres são as mais afetadas e declararam que já sofreram por algum tipo de comportamento abusivo no trabalho, como cantadas, propostas indecorosas ou olhares abusivos. 20,1% dos homens ouvidos na amostra disseram ter passado por assédio sexual.

O psicólogo do trabalho, Gabriel Anderson, destacou que na realização de muitas mediações entre funcionários de empresas do setor público e privado em Alagoas, as vítimas comumente silenciaram por medo de serem demitidas, confirmando o que o estudo do vagas.com mencionou. “Essas vítimas vivem numa situação tácita, isto é, onde o silêncio impera”, acrescentou o especialista.

Gabriel Anderson frisou ainda o papel das empresas que, segundo ele, não oferecem a devida atenção nas questões organizacionais, quanto ao respeito, honestidade, entre outros aspectos relacionados aos Direitos Humanos. “As empresas estão preocupadas com o lucro apenas, e falar de princípios básicos da ética nos dias atuais é bem complicado, há liquidez em tudo, a conquista deve ser imediata, o que acaba sendo visível no contexto de trabalho. O ambiente, a sociedade e a pessoa acabam contribuindo para que ocorram os assédios”, observou.

COMO IDENTIFICAR A SITUAÇÃO?

O psicólogo ressalta que se você é a vítima, o primeiro passo é falar e posteriormente denunciar com provas: vídeos, áudios, fotos e testemunhas. “Por mais que a pessoa esteja no emprego para defender a sua ‘bolacha’, nada justifica que a saúde mental seja comprometida no sentido de não encontrar nenhum outro trabalho por conta das sequelas deixadas pelo assédio. A prevenção é fundamental para que as pessoas percebam que precisam criar algum tipo de estratégia para barrar a situação, impedindo da melhor maneira um possível assédio”, defendeu.

FREQUÊNCIA

O contexto do mundo do trabalho que provoca assédio moral e sexual é distinto. Gabriel Anderson explica que nem tudo no trabalho é assédio, o que o caracteriza é a frequência do agressor, ou seja, a constância em que ocorre o comportamento do assediador.

Por exemplo, um chefe percebe uma mulher x e começa insistentemente a assediá-la com certa conotação dos ganhos que a vítima possa ter, seja alguma promoção ou viagem. “Esse agressor começará a trabalhar com barganhas num processo de sedução libidinosa não escancarada e tácita, atacando pelas beiradas fazendo elogios até partir para algo mais forte como agarrar a vítima”, observou o psicólogo.

Colegas por vezes nem conseguem perceber o assédio dentro da empresa. O psicólogo revelou que numa mediação realizada por ele, um caso considerado seríssimo aconteceu entre um grupo de professores. “Todos foram influenciados pelo chefe assediador e começaram a adotar o mesmo perfil perverso dele. O professor vítima era chamado de incompetente pelo grupo que insistia em dizer que o docente não tinha condições de estar naquele ambiente de trabalho. Ninguém pode dizer a uma pessoa que ela não é digna de executar a sua tarefa”, frisou.

Outra situação de mediação citada pelo psicólogo foi a de um subordinado assediando o chefe, inclusive com palavras de baixo calão. O agressor tinha um comportamento ambicioso e o líder com a emocionalidade mais frágil lhe pediu ajuda. Houve um remanejamento até o desligamento do funcionário assediador.

Além das formas de assédio: injúria, calúnia e difamação, dentre outras, existem três tipos de assédio moral na relação trabalhista:

Vertical, aquele cometido pelo superior hierárquico;

Horizontal, que ocorre de colega para colega;

e Externo, quando é registrado entre o cliente e o empregado, a exemplo dos atendentes de telemarketing, quando até a sua regionalidade, por exemplo, pode ser fator desencadeante para um assédio moral.

Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena e Andrezza Tavares

Oliveira F.C sagra-se campeã da 15ª Copa Ribeira do Ipanema de Futebol Soçaite

(Fotos: José Malta Fontes)
Por José Malta Fontes - Jornalista MTE/AL 1740

 

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Finais da competição foram realizadas neste domingo (25)Após 68 jogos foi conhecida no último domingo a equipe campeã da 15ª edição da Copa Ribeira do Ipanema de Futebol Soçaite.

Os jogos aconteceram no Ribeira do Ipanema Centro de Esportes e Lazer com a participação de um excelente público como era de se esperar.

No primeiro jogo prevaleceu a experiência e a força do futebol de São José da Tapera. S.E. Vikings venceu os estreantes na competição Só Pra Nós F.C/Sítio Gato/O.A.Flores-AL, pelo placar de 3 x 1, conquistanto a terceira colocação. A equipe olhodaguense ficou na quarta posição e o registro de uma boa competição, pois de estreia já está entre os melhores e sinal que foi muito bom o desempenho. 

No jogo principal, valendo o título jogaram BIU/JB/Santana do Ipanema X Oliveira F.C/Olho d´Água das Flores. Um jogo muito movimentado e tenso. A equipe Oliveira F.C soube administrar a partida concentrando-se na defesa e atacando com classe. 

Já a equipe BIU/JB mostrou um futebol de muita garra, mas sem muita objetividade. O jogo foi até os três últimos minutos com cara de empate e uma possível prorrogação, mas num descuido da defesa a equipe BIU JB tomou o primeiro gol. Bola alçada desda a intermediária para o atacante Silvio que muito oportunista cabeceou para trás. O goleiro da equipe BIU JB que passou o tempo todo com certo nervosismo não conseguiu segurar a bola que sobrou nos pés novamente de Silvio que, como oportunista que é marcou o primeiro gol.

Se já existia nervosismo, com o gol a equipe BIU JB se desequilibrou e em jogada continua mais um gol, em nova bobeira da defesa. Com o resultado garantido e faltando apenas os acréscimos, a equipe Oliveira segurou o placar e levou o título da copa da Olho d´ Água das Flores.

Após os jogos aconteceu a solenidade de premiação. Estamos aguardando a publicação do boletim oficial da competição para relacionarmos a premiação individual. A seguir apresentamos a classificação e premiação coletiva.

Campeã: Oliveira F.C/Olho d´Água das Flores 
Vice-campeã: BIU/JB/Santana do Ipanema
Terceira Colocada: S.E. Vikings/São José da Tapera-AL
Quarta Colocada: Só Pra Nós F.C/Sítio Gato/O.A.Flores-AL

 

Colunistas: Qual o sobrenome de Jesus? - por Fábio Campos

(Fotos: Arquivo Pessoal)

Por Redação

 

Ao limiar de vivermos mais uma Páscoa, o mundo faz caminhadas pela paz, pedindo o fim da violência. Na América, na Europa, na Ásia, em Fortaleza [capital do Ceará], ou no Rio de Janeiro, só alcançaremos esta paz tão desejada, se formos ao encontro d’Ele: Jesus Cristo. Como diz o Lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Pois Jesus disse que “somos todos irmãos (Mt 23,8).”

Então, se temos todos, nome e sobrenome. Qual seria o sobrenome de Jesus? Curiosidade ativada, fomos à internet, em busca de resposta para o título da nossa crônica de hoje.
“NÃO, CRISTO NÃO É O SOBRENOME DE JESUS: Por todo o Novo Testamento, nós encontramos muitos títulos para Jesus de Nazaré: “Filho de Deus”, “Filho do Homem”, “Senhor” [“O Messias”, “Mestre”, “Rabi”] entre outros. No entanto o que é mais frequentemente dado a Jesus, no Novo Testamento, é o título de “Cristo”. É utilizado tantas vezes, que temos a tendência de pensar que esse seria seu sobrenome. “Cristo” não é sobrenome para Jesus. Ele teria sido conhecido como “Jesus Bar-José” que significa: “Jesus filho de José”.

Clique aqui e veja a crônica completa

Mudança no Farmácia Popular é nova ameaça a continuidade do programa

  


Apenas alguns dias antes da troca do atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governo Temer altera a sistemática do programa Farmácia Popular. Antes da mudança, farmácias recebem um reembolso do governo a cada produto dispensado, com base em uma tabela de valores de referência pré-definidos para cada um deles. 

Já o novo modelo prevê que esses repasses ocorram com base em um sistema que monitora os preços cobrados pelas indústrias na venda dos remédios às farmácias. O valor detectado no sistema deve ser acrescido de 40% de margem, além de impostos. Com isso, ao menos 22 remédios deverão terão os valores redefinidos.

As entidades se mostram contrária a mudança. Em nota, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), o Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e de Capital Nacional (GrupofarmaBrasil), a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Progenéricos) e o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) informaram preocupação com o destino do programa.

Hoje, o Farmácia Popular atende a 10 milhões de brasileiros por mês com medicamentos gratuitos ou com 90% de desconto. Para elas, as mudanças colocam em risco a sobrevivência do programa Aqui Tem Farmácia Popular e a falta de debates sobre a apressada medida também é alvo de críticas.

“Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. Queremos que o novo ministro da Saúde institua o Grupo de Trabalho que analisará o programa. O setor privado quer essa discussão. Mas quer garantir que a população brasileira não será gravemente afetada por equívocos que podem inviabilizar o programa que vem dando certo”, afirmam as entidades.

As organizações ainda destacam que houve inúmeras reuniões sobre o risco de promover mudanças radicais no programa e que diante do atual cenário, o setor farmacêutico entende que o programa pode ser aperfeiçoado e exatamente por esse motivo propôs discutir medidas nesse sentido por meio de um Grupo de Trabalho criado em janeiro. Porém ele jamais foi reunido e agora o Ministério da Saúde quer fazer alterações sem qualquer debate.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o diretor do Sindusfarma, Nelson Mussolini, destaca que no ano passado o governo Michel Temer fechou as unidades próprias do programa Farmácia Popular, alegando o alto custo de logística, que chegaria a 80%, contra o custo do próprio medicamento, que seria de apenas 20%.

"Ele dizia que o custo era 80%. Como ele quer que as farmácias do mercado façam por metade do custo logístico que ele dizia que tinha nas farmácias dele? As informações não fecham com a realidade dos fatos", disse Mussolini à reportagem.


 

 

Do Portal Vermelho

Emicida: "O Brasil carece de histórias de pretos bem sucedidos'

Divulgação
Emicida ao lado de seu irmão e empresário Evandro Fióti e o produtor Rodrigo TeixeiraEmicida ao lado de seu irmão e empresário Evandro Fióti e o produtor Rodrigo Teixeira


Ainda sem título definido, as filmagens da cinebiografia de Emicida devem começar no segundo semestre de 2018, sob a direção do cineasta baiano Aly Muritiba, que fez Para Minha Amada Morta, A Gente, Ferrugem, entre outros. O roteiro, que já está sendo desenvolvido em parceria com o rapper, deve debruçar nos momentos-chave da vida de Emicida, como a vitória na maior batalha de rimas do Brasil, aos 21 anos de idade, a reprovação da mãe, Dona Jacira, que não queria o filho envolvido com a música, a relação com o irmão mais novo, Evandro Fióti, também rapper e dono da Laboratório Fantasma, e seus dias como atendente na rede de fast food McDonald’s.

“Eu já tinha a ambição de invadir os cinemas, acho que construímos uma trajetória que, de alguma maneira, desaguaria nisso. A Laboratório Fantasma tem se aproximado lentamente do entretenimento e estendido seus tentáculos para além da música há algum tempo, tanto que participamos da SPFW (São Paulo Fashion Week), por exemplo. Estamos no meio de uma pesquisa bastante profunda para batermos o martelo em qual recorte usaremos, pois tem bastante assunto, fizemos muitas coisas, ano que vem completa 10 anos de nossa primeira mixtape, é uma efeméride importantíssima. O Brasil carece de histórias de pretos bem sucedidos sendo contadas em grande escala e por nós mesmos, nesse sentido já nascemos revolucionários”, declara Emicida em nota oficial.

O longa-metragem será feito pela mesma produtora responsável pelos filmes nacionais O Abismo Prateado, Tim Maia, Alemão e O Silêncio do Céu, além de Frances Ha, Love Is Strange, Indignation, A Bruxa, Patti Cake$, A Ciambra e o premiado Me Chame pelo Seu Nome, produzidos no exterior. “Estou muito feliz e honrado em poder contar a história de um dos principais artistas da música da atualidade no Brasil. Levar a trajetória do Emicida para as telonas é de um orgulho e uma responsabilidade enormes. Mas, ao mesmo tempo, é muito prazeroso poder contar uma história de vida tão inspiradora quanto a dele”, afirma o fundador e diretor da RT Features, Rodrigo Teixeira, que prevê o lançamento do longa em 2019.
 
 

Fonte: RBA

TRF-4 nega por unanimidade embargos do ex-presidente Lula no caso do tríplex

Além do caso do tríplex, Lula é réu em outros seis processos ligados às operações Lava Jato, Janus e Zelotes

↑ Lula (Foto: AFP)

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou nesta segunda-feira por unanimidade os embargos de declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no processo sobre o tríplex no Guarujá (SP), mas a eventual prisão dele não poderá ocorrer ao menos até 4 de abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará pedido de habeas corpus do petista.

Num julgamento rápido —levou por volta de 15 minutos para que os três desembargadores votassem—, o relator do caso, João Gebran Neto, votou por negar o recurso e foi acompanhado na íntegra por Leandro Paulsen e Victor Laus.

Nos embargos, a defesa do petista tinha questionado 38 supostas omissões na condenação imposta a Lula pela 8ª Turma do TRF-4 a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pediram, também, a nulidade do processo e a absolvição de Lula.

Na prática, contudo, os embargos de declaração geralmente não têm qualquer efeito jurídico para reverter o mérito da sentença, apenas poderia deixar claro eventuais omissões, dúvidas e contradições do julgamento de janeiro.

O relator deu um voto em que rejeitou todos os pontos questionados pela defesa. A única mudança em relação à condenação anterior foi de redação, em que vai se corrigir as citações à OAS Empreendimentos para OAS Construtora.

Lula foi condenado por, de acordo com os desembargadores, ter recebido o tríplex como pagamento de propina pela empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras.

O petista nega ser o dono do imóvel, assim como quaisquer irregularidades. Afirma, ainda, ser alvo de uma perseguição política promovida por setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal.

A condenação de Lula por órgão colegiado de tribunal significa que o ex-presidente, atual líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto, deve ter sua eventual candidatura à Presidência barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

Em tese, a defesa do ex-presidente ainda poderá entrar com embargos dos embargos de declaração, mas o tribunal, de modo geral, não tem sequer admitido esse recurso por considerá-lo meramente protelatório.

O advogado Cristiano Zanin, da equipe de defesa de Lula, não quis antecipar se vai apresentar um novo recurso de embargos de declaração contra a decisão desta segunda. Disse que, “em princípio”, pode ser verificado algumas omissões, mas é preciso que os termos da decisão sejam publicados para definir o caminho.

“Não tenho como precisar neste momento qual o recurso cabível”, disse.

José Roberto Batochio, outro defensor de Lula, afirmou que a equipe foi a Porto Alegre, sede do TRF-4, para verificar que não haveria uma ordem de prisão contra Lula.

“Aqui viemos para verificar e constatar, para nos certificarmos, que não seria expedida qualquer ordem de prisão contra o ex-presidente Lula nos precisos e exatos termos do que decidiu o Supremo Tribunal Federal na semana passada, e não será expedido, foi cumprida a decisão do Supremo Tribunal Federal”, disse.

Os desembargadores não mencionaram a possibilidade da prisão do petista, que seria consequência imediata após esgotados os recursos na segunda instância. Contudo, essa decisão agora está com o Supremo, que vai analisar o pedido para Lula permanecer em liberdade até o fim de todos os recursos cabíveis pela defesa em todas as instâncias, o chamado trânsito em julgado.

Os advogados de Lula devem apresentar em breve um recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar rever a condenação de Lula no processo do tríplex, conforme indicou na sexta-feira o principal defensor de Lula, Sepúlveda Pertence, em entrevista à Reuters.

Na quinta, a presidente do STF, Cármen Lúcia, havia informado formalmente o TRF-4 que o ex-presidente não pode ser preso até pelo menos o julgamento do habeas corpus pela corte no dia 4 de abril.

A defesa do petista ainda poderá recorrer ao STF, por meio de um recurso extraordinário.

Além do caso do tríplex, Lula é réu em outros seis processos ligados às operações Lava Jato, Janus e Zelotes.

Fonte: Reuters

MP-AL lança edital de concurso para cargos de analista e técnico da instituição

São 15 vagas disponíveis; inscrições abertas de 2 de abril até 23 de maio

↑ Ministério Público de Alagoas (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) publicou, na edição desta segunda-feira (26) do Diário Oficial do Estado (DOE), o edital do concurso público para provimento de cargos de analista e técnicos da instituição. Ao todo são ofertadas 15 vagas, inclusive com reservas de cotas. As inscrições estarão abertas a partir do dia 2 de abril e seguem até 23 de maio de 2018.

“O Ministério Público Alagoas tem a menor relação servidor/ membro do Brasil, e esperamos com esse concurso atenuar essa grande deficiência, que tanto dificulta o desenvolvimento de nossas ações em prol da sociedade”, declarou o procurador-geral de justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça.

De acordo com o edital, são ofertadas 12 vagas para analista do Ministério Público. Os cargos foram distribuídos nas áreas Jurídica (04), Comunicação Social (01), Administração/Gestão Pública (01), Assistente Social (01), Engenharia Civil (01), Psicologia (01), Biblioteconomia (cadastro de reserva), auditor do MP (01), contador do MP (cadastro de reserva), Administração de Rede (01), Desenvolvimento de Sistemas (01) e Administração de Banco de Dados (cadastro de reserva).

Para as quatro vagas da área Jurídica, houve reserva de uma vaga para candidatos com deficiência física e mais uma para candidatos negros.

Já para os cargos de técnico, estão sendo oferecidas uma vaga para área de Tecnologia da Informação e outros dois cargos para candidatos que concluíram o nível médio.

Com uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, os cargos de analista do Ministério Público oferecem um salário inicial de R$ 4.492,01. Já o rendimento salarial para o cargo de técnico são de R$ 2.576,29, também com uma carga horária de 40 horas semanais.

O certame será organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e as provas realizadas em Maceió, com data prevista para 8 de julho de 2018. Para os cargos de Analista, as provas serão realizadas das 8h às 12h. Já para os cargos de técnico, as provas acontecerão das 14h às 18h.

Fonte: Assessoria do Ministério Público de Alagoas

Cortesia para o Minuto SertãoD8887124 e899 4659 b573 40589430f30b

O ex-candidato a prefeito e ex-vereador de Olivença, Josimar Dionísio, conhecido popularmente como: ''Jó'' foi o único escolhido dentre todos os presidentes do partido dos diretórios municipais do estado de Alagoas a participar de um Congresso Nacional do Partido Popular Socialista (PPS) no Estado de São Paulo.

Jó, preside o PPS no município de Olivença, Sertão de Alagoas, recebeu o convite para representar o partido não só no âmbito municipal mais também estadual no Congresso Nacional que acontece neste final de semana em São Paulo. Grandes líderes políticos á nivel nacional que integram o partido estão presentes no congresso á exemplo do Deputado Federal por São Paulo e Presidente Nacional do PPS, Roberto Freire, Senador do Distrito Federal e ex-candidato a presidência da república, Cristovão Buarque, Ex-deputado federal por Alagoas e Presidente Estadual do Partido, Régis Cavalcante.

Durante o Congresso, Presidentes estaduais e municipais além de demais políticos de todos os estados e municípios do país que integram o PPS discutem idéias e diretrizes a serem aplicadas nas eleições deste ano. Com o tema ''A Nova Agenda do Brasil'', o congresso ou conferência deve reunir até este sábado (24) seus filiados.

 
 
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Viçosa: Prefeito e ex-prefeito são acusados de desviar R$ 12 milhões

  
Cortesia MPE/AL446fec13 e10c 4279 8052 55c0ee50e918José Carlos Castro

O atual prefeito do município de Viçosa, David Daniel Vasconcelos Brandão e o ex-prefeito, Manoel Passos Vilela, são acusados de desviar R$ 12 milhões do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Viçosa (IPASMV). O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da promotoria de justiça de Viçosa

Segundo a assessoria de Comunicação do MPE/AL, o promotor de justiça e coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio do MPE/AL, José Carlos Castro, foi designado pelo Ministério Público e atuará em conjunto com o promotor de justiça titular da promotoria de Viçosa, Anderson Claudio de Almeida, nas investigações.

O procedimento preparatório de investigação foi instaurado após o Ministério Público receber denúncia, enviada pelo também ex-prefeito de Viçosa, Flaubet Torres Filho.

De acordo com a portaria que instaura o procedimento preparatório de investigação, os promotores de justiça pedem à prefeitura de Viçosa o envio da documentação pertinente aos valores repassados ao IPASMV nos períodos apontados pela denúncia.

Além disso, com relação ao mesmo período, foi pedido ao diretor-presidente do instituto previdenciário os documentos comprobatórios dos repasses da parte patronal e dos servidores do Município. O gestor também deverá entregar informes que demonstrem que os repasses estão em dia.

*Com assessoria MPE/AL

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