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Nas primeiras horas desta sexta-feira (25), os motoristas de transportes alternativos do Sertão de Alagoas iniciaram mais um dia de manifestação contra o aumento dos combustíveis no país. A rodovia AL 130 foi interditada pela segunda vez, porém desta feita, o trecho foi nas imediações do Campo da Aviação próximo a Santana do Ipanema. Na tarde de quinta-feira (24), os motoristas deram ínicio a manifestação interditando a mesma rodovia em um trecho próximo a entrada de Olivença.

A rodovia BR 316 também havia sido interditada na quinta e nesta sexta voltou a ser interditada novamente. Nesta rodovia estão interditando dois trechos, um que liga ao município de Poço das Trincheiras e o outro o Povoado Areias, município de Santana do Ipanema. Apenas veículos de pequeno porte ou de emergência estão passando por esses trechos interditados.

 
 
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Greve dos caminhoneiros entra no 4º dia e deixa governo acuado

 

O jornalista Altamiro Borges afirmou em artigo publicado que a greve nacional dos caminhoneiros iniciada na segunda-feira (21) poderia “representar uma baita dor de cabeça para o já desgastado Michel Temer”. A sua avaliação se confirmou nesta quinta (24), quando o movimento entrou no 4º dia de paralisação, provocando desabastecimento de produtos básicos em supermercados, falta de combustível para abastecer aviões em pelo menos cinco aeroportos e ônibus em várias cidades do país.

Marcos Corrêa/PR
  
Assessores do Planalto afirmam que o governo não contava com o potencial de mobilização dos caminhoneiros e foi surpreendido pelos efeitos da paralisação num prazo muito curto. Acuado, o governo federal, que já havia se comprometido a zerar a alíquota da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), de 1,12%, esperava que o presidente da Petrobras, Pedro Parente, cedesse para tentar dar garantias para negociar com os caminhoneiros.

O grau de subordinação à cartilha do mercado é tanta, que mesmo diante de uma situação de impacto negativo em toda a cadeia da economia do país, o presidente ainda aguardava uma decisão de Pedro Parente e, ao ser informado sobre o recuo parcial, o ilegítimo disse se sentir aliviado.

Esta é a sinalização que o governo dá ao mercado. Considera que a Petrobras e todo o peso que ela tem sobre a economia brasileira são comandados pelos grandes cartéis internacionais do petróleo.

Parente anunciou na quarta (23) a redução de 10% do preço do óleo diesel nas refinarias, mas por um período de apenas 15 dias, com o objetivo de encerrar a paralisação. Sem sucesso. O governo terminou a reunião com representantes dos caminhoneiros sem acordo e a greve continua pelo menos até sexta-feira, segundo as lideranças do movimento.

Isso porque a proposta de redução por apenas 15 dias não foi bem recebida pelos caminhoneiros, já que o impacto da redução do preço do diesel nas refinarias é uma incógnita. 

Caso seja repassada pelos donos dos postos, a diminuição poderá chegar a R$ 0,23 por litro, já que o valor cobrado pela empresa cai de R$ 2,3351 para R$ 2,1016. No entanto, os empresários têm liberdade para definir o preço final cobrado nas bombas.

“Não vamos aceitar uma redução por 15 dias. E também não basta 10%”, disse um representante dos caminhoneiros. Para a Petrobras, o impacto estimado no caixa é de cerca de R$ 350 milhões, dinheiro que não será recuperado. Mas um cálculo da empresa mostrava que, se os protestos continuarem e, no limite, as refinarias tiverem de ser paralisadas, as perdas chegariam a R$ 90 milhões por dia.

Líderes das entidades grevistas voltarão a se reunir com o governo nesta quinta, na Casa Civil, entre a Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e o ministro dos Transportes, Valter Casemiro e o ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun.

O presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva, reafirmou a disposição em manter o movimento. “Daqui para frente não vamos abrir não. Tem que mudar. Eles viram que, com o país parado, não é brincadeira. Tem pessoas que estão aqui [em Brasília] e foram viajar, mas estão voltando para o hotel porque no aeroporto não tem querosene para os aviões, pois os caminhões [transportadores] estão parados lá em Goiânia, não conseguem passar. O governo entendeu que não tem para onde correr. O que estamos percebendo é que a sociedade também vai entrar nessa história”, declarou o dirigente ao Congresso em Foco.

Fontes dão conta de que outras categorias vão iniciar suas próprias greves. Os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), iniciaram uma paralisação contra o aumento dos combustíveis e, em assembleia realizada nesta quinta-feira (24), decidiram cruzar os braços e interromper as atividades da unidade por um período de oito horas.

“Os petroleiros não estão lutando por melhores salários, nem por benefícios ou privilégios. Estamos lutando para que o gás de cozinha volte a ter o preço que tinha antes, pela baixa da gasolina, pela baixa do preço do diesel”, disse o coordenador do Sindpetro de Minas Gerais, Anselmo Braga.

A avalanche acendeu o sinal vermelho no Planalto e Temer convocou reunião de emergência de seus ministros, ocorrida na manhã desta quinta (24). Foram convocados os ministros Eduardo Guardia (Fazenda), Moreira Franco (Minas e Energia), Valter Casemiro (Transportes, Portos e Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

Com uma impopularidade recorde, Temer está preocupado com o desgaste provocado pela paralisação. Segundo fontes, Temer considerava que a situação estava chegando num ponto de gravidade elevada, por conta do desabastecimento em vários setores da economia, podendo parar a produção de algumas empresas.

Uma informação publicada no G1 demonstra que o caos se instalou no governo foi a informação de que um auxiliar de Temer teria dito que “o governo demorou a perceber que o preço do diesel estava subindo numa escala preocupante, prejudicando o setor de transportes no país” e que isso seria “resultado de uma reta final de mandato muito pior do que imaginava a equipe presidencial”. 

Do Portal Vermelho

IFAL, CESB e CMDCA realizam a culminância do projeto “Meu Mundo em Versos – O resgate da Literatura de Cordel”

EDUCAÇÃO

Por Redação  0

Cordelistas integrantes do Projeto Girassol

No fim da tarde da última quinta-feira (17) na sede do Centro Espírita Santa Bárbara aconteceu a culminância do projeto Meu Mundo em Versos – O resgate da Literatura de Cordel”. Atividade essa ligada ao Projeto Girassol que contou com o apoio do Instituto Federal de Alagoas IFAL – Campus Santana do Ipanema e a parceria permanente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - CMDCA

A culminância foi marcada pela certificação das crianças atendidas pelo projeto, feita pelo professor Gilberto Neto – diretor do IFAL, contando também com a presença de integrantes dos Conselhos Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Tutelar.

Antes da entrega dos certificados aconteceu uma apresentação musical com flautas doce sob a regência do professor Cristiano.

A coordenadora do projeto e líder daquela comunidade Cristóvia Vieira fez uma explanação sobre o projeto, saudou os pais presentes, demonstrado a sua alegria em ver o sonho realizado que foi a produção de cordéis, pelas crianças, com apoio da professora Larissa, monitora na atividade e estudante do IFAL.

É gratificante ver esse trabalho dos nossos meninos, eles usaram os temas locais para a produção dos cordéis. Agradeço ao professor Gilberto pelo apoio e a todos que hoje estão aqui. Também meus agradecimentos aos conselheiros do CMDCA e Tutelar que nos prestigiam neste momento. Ao gestor do município, aqui representado pelo servidor Mailson, nosso agradecimento também.

CRISTÓVIA VIEIRA

O professor Gilberto Neto também fez uso da palavra para ressaltar a importância do projeto para a comunidade e para o IFAL que assim cumpri a sua missão de educar nas diversas formas. Falou sobre as ações do Campus Santana do Ipanema e dos inúmeros trabalhos reconhecidos no Brasil e até no exterior.

Também falaram na oportunidade o conselheiro tutelar Doca que chamou atenção para os casos de abuso sexual a crianças e adolescentes que são muitos em Santana do Ipanema, pediu a participação maior das famílias no acompanhamento dos filhos. 

Ainda usaram da palavra a professora Larissa que fez os seus agradecimentos e mais algumas considerações sobre o trabalho e o jornalista e educador José Malta que enalteceu a parceria do IFAL/CESB.

“Parabéns professor Gilberto Neto em apoiar esse projeto de uma comunidade próxima ao Instituto, parabéns esses extensivos aos que fazem ao Centro Espírita Santa Bárbara nas pessoas de Cristóvia e sua genitora D. Cristina que cuida tão bem dos seus assistidos, crianças e pais que entendem a importância das atividades desenvolvidas nesse espaço.”

JOSÉ MALTA FONTES NETO - JORNALISTA

A professora Larissa fez a leitura de um cordel produzido pelo jovem Kayky Vasconcelos e depois todos os alunos leram mais um cordel por eles feitos em homenagem ao 13 de maio.

Finalizadas as falas aconteceu a entrega dos certificados. Uma apresentação com uma coreografia em som da música Trem Bala (Ana Vilela) e um momento de confraternização com o lanche.


A atividade no Centro Espírita Santa Bárbara marcou o encerramento das ações da Semana Nacional de Combate ao Abuso e exploração Sexual de crianças e adolescentes em Santana do Ipanema.

O Projeto Girassol

É um projeto desenvolvido pelo CESB- Centro Espírita Santa Bárbara, desde 2014. Tendo como público, crianças e adolescentes do município de Santana do Ipanema, especialmente da comunidade Santa Luzia, onde se encontra a sede do CESB. 

Com aula de percussão, violão, flauta doce, literatura de cordel, artesanato e reciclagem, educação ambiental. O resultado é notório pois além de aumentar a auto estima das crianças e adolescentes, em relação a aprendizagem;é perceptível a evolução dos mesmos no tocante ensino-aprendizagem.

O comportamento dos participantes também tem sido diferenciado na comunidade pois assim se percebem como participantes dessa construção social e comunitária.

O trabalho desenvolvido nas atividades além de levá-los ao conhecimento técnico-cultural, também integra os mesmos respeitando os limites e diferenças de cada um.

 

Dia Mundial da Esquizofrenia terá ação de conscientização

Evento aconteu hoje e discutiu alternativas de superação da doença

Dia Mundial da Esquizofrenia terá ação de conscientização

Hoje dia 24 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Esquizofrenia. A data já faz parte do calendário de diversos países e busca conscientizar a sociedade sobre o desafio de tratar a doença, colocando o paciente em destaque. Terapias inovadoras, parceria com terapeutas e pacientes e tratamento multiprofissional, vêm tornando cada vez mais obsoletos os conceitos de que a esquizofrenia é uma doença incapacitante. Termos como “devastadora”, “debilitante”, “irreversível” e “progressiva” não se adequam para definir um transtorno que pode apresentar múltiplos desfechos. Estudos recentes vêm demonstrando que a implementação de estratégias modificadoras da doença é capaz de alterar o curso da esquizofrenia para resultados favoráveis.

Pensando nisso, uma aliança entre a Janssen, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio do Programa de Esquizofrenia (Proesq), a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) e o grupo Mãos de Mães reúne no Dia pela Conscientização ou Atenção à Esquizofrenia, médicos, especialistas, cuidadores, enfermeiros e familiares de pacientes para discutirem a doença que tanto desafia a medicina.

Com o mote “O que eu posso fazer?”, o objetivo da iniciativa é conhecer as principais dificuldades e as diferentes opiniões e apontar possíveis propostas de novas ações, unindo as pessoas pela causa. Além disso, a ação pretende entender e discutir a redução das barreiras do estigma e criar oportunidades de superação e aumento da esperança sobre o desfecho dessa doença.

O psiquiatra Bruno Ortiz, da Universidade Federal de São Paulo e coordenador de pesquisa do Proesq, explica que nas últimas décadas, houve grande avanço no tratamento da esquizofrenia. “O tratamento de longa duração controla a crise na fase aguda da doença e ajuda a prevenir recaídas. Além disso, os estudos recentes mostram que o tratamento da esquizofrenia deve ser conduzido para a remissão sustentada dos sintomas. Garantir a ausência de recaídas, mesmo que leves, contribui e muito para a recuperação do paciente. A recuperação se dá por ganhos progressivos na funcionalidade. Por essa razão é fundamental que o paciente esteja continuamente estável dos sintomas”, diz Ortiz.

O médico ressalta ainda que o desfecho a longo prazo da esquizofrenia pode tomar diferentes direções. “Não há nenhum tipo de exame de laboratório que permita confirmar o diagnóstico de esquizofrenia, e a melhora dos sintomas pode ocorrer em qualquer fase, sendo a mais favorável o primeiro episódio. Atualmente as medicações de longa duração acabam sendo restritas aos pacientes que apresentaram múltiplas recaídas como se fosse a última alternativa. Contudo, medicações de longa duração também podem ser indicadas para pacientes em primeiro episódio que retornam às suas atividades funcionais ”.

Fonte: Assessoria

Quarta, 23 Mai 2018 18:24

LIVROS, FEIJÃO E FARINHA

LIVROS, FEIJÃO E FARINHA
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.906
 
CANTADORES. ILUSTRAÇÃO (DILA).
Foi durante uma peleja entre os dois grandes cantadores, João Cabeleira e Manoel Pedro Clemente, conhecido como “o cego Manoel Pedro Clemente”. Em determinada altura da cantoria, o poeta João falou mal de mulher, dizendo mais ou menos que ela era ruim e fuxiqueira. O repentista Pedro Clemente aproveitou a deixa para ganhar a plateia:
 
Amigo João Cabeleira
Não diga palavra à toa
Não existe mulher ruim
Só existe mulher boa
Se não prestar pra o marido
Mas serve prou’tra pessoa.
 
O brasileiro, em geral, não gosta de ler (tirando os que não sabem). Sempre observamos isso, mas agora com a tal Internet, cabra velho, no modo de dizer: ninguém parte para a leitura de mais de cinco linhas. Toda a leitura nos dias de hoje se resume no: clique na foto. Kkkkkkkkk, é a nova linguagem do riso. E se a coisa já estava preocupante, chegamos à geração figura. Mesmo assim os “doidos” continuam produzindo livros, quase sempre vendendo geladeira a Antártida. E diante dos novos caminhos, livros vão resistindo pelo modo impresso, diante da ameaça virtual.
O mundo livresco tem de tudo: livro de santos, de safadeza, documentário, bruxaria, jogos, novelas... E assim por diante. Têm livros excelentes, bons, médios, tronchos e os livros abóboras de lixo. Mas assim como afirma o povo: “não falta chinelo velho para pé doente”, procura-se o que se almeja. Seguindo, então, a filosofia do segundo cantador, não existe livro ruim, porque “o que não presta para o marido, mas serve para outra pessoa”.
Vivendo nesse mundo onde todo sujeito é sábio, melhor é não achar de maneira alguma, mulher feia e ruim. O corujão dela precisa. E se o corujão precisa, indica que se deve também comer o livro com feijão e farinha.
 
 

Vitória do Brasil: MP de privatização da Eletrobras é enterrada

 

Anúncio sobre suspensão da tramitação da Medida Provisória (MP) 814/17 foi feito pelo presidente da Câmara na tarde desta terça-feira (22).

  
Uma luz em meio a tantos retrocessos. Depois de muita luta e articulação de parlamentares, sindicatos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil, a Medida Provisória (MP) 814/17, que previa alterações no sistema elétrico brasileiro e incentivava a privatização da Eletrobras, foi enterrada.

A resolução foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após uma reunião de pauta de trabalho com Eunício Oliveira (MDB-CE), que preside o Senado. Maia afirmou que o governo ainda enviará um projeto de lei sobre o tema ao Legislativo. 

Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (SP), esta é uma grande vitória da luta dos trabalhadores, dos eletricitários, dos partidos de oposição, mas, acima de tudo, do povo.

“Enterramos a matéria com a pressão do povo brasileiro, dos sindicatos, da nossa luta. Eles queriam privatizar a Eletrobras, destruir um patrimônio fundamental para o desenvolvimento do nosso país. A base governista se viu incapaz de aprovar a MP. Eles estavam divididos, não teriam votos. Tremeram com a derrota às vistas”, disse.

A comissão especial que tratava do tema já havia aprovado o texto no início deste mês de maio. Mas uma massiva obstrução vinha sendo conduzida pela oposição para evitar que a MP chegasse à apreciação do Plenário.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder da Minoria na Câmara, salientou que as alterações nas leis nº 12.111 e nº 10.438, previstas pela Medida Provisória 814, culminariam na privatização e na entrega do sistema elétrico brasileiro.

“Seria uma profunda agressão à soberania do país, na medida que ela facilitava, como demonstramos durante os debates na comissão especial, a privatização da Eletrobras, com impacto tarifário ao povo e ao setor produtivo nacional. Isso significaria uma remodelagem sem debate e sem discussão para facilitação do capital estrangeiro”, defendeu. 

Ana Luiza Bitencourt/PCdoB na Câmara

Educação só se constrói com democracia

 

As bandeiras da redemocratização do país e da defesa de educação pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada caminharam juntas no processo de derrota da ditadura civil-militar brasileira, nos anos 1980, após longos 21 anos de opressão, bem como na construção de um novo pacto social, com a Constituição de 1988.

Por Gilson Reis*, na Carta Educação

  
Tais bandeiras voltam agora, 30 anos após a promulgação da Carta Magna, cidadã, a ser hasteadas juntas, lado a lado, e é em nome delas que Belo Horizonte, em Minas Gerais, se transformará, nos dias 24, 25 e 26 de maio, na capital nacional da educação.

Na verdade, é possível dizer que a batalha pela redemocratização do Brasil englobava a redemocratização da própria educação. Nesse sentido, enquanto, na primeira metade da década de 1980, o regime ditatorial dava seus últimos suspiros, confrontado pela consolidação de espaços e sujeitos coletivos que o combatiam, esses mesmos espaços e sujeitos, no âmbito educacional, por meio das entidades representativas de educadores, pesquisadores e estudantes, esforçaram-se para que o restabelecimento da democracia se desse também na implementação de políticas públicas para o setor, que havia sido desfigurado durante a ditadura.

Assim, a década de 1980 e, posteriormente, a de 1990, visando a assegurar o cumprimento dos princípios conquistados na letra da Constituição — sobretudo o de que a educação é um dever do Estado e da família e direito de cada cidadão —, foram marcadas por intensas mobilizações do campo educacional.

Em 1980, foi realizada a primeira Conferência Brasileira de Educação (CBE), com o tema “A política educacional”. A ela se seguiram outras CBEs: em 1982, sobre “Educação: perspectiva na democratização da sociedade”; em 1984, “Da crítica às propostas de ação”; em 1986, “A educação e a Constituinte”; em 1988, “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação”; em 1991, a “Política Nacional de Educação”. Mais tarde vieram os Congressos Nacionais de Educação (Coneds).

O primeiro, em 1996, tratou da temática “Educação, democracia e qualidade social”. Em 1997, foi a vez de discutir a perspectiva de um “Plano Nacional de Educação”. Dois anos mais tarde, em 1999, o tema foi “Reafirmando a educação como direito de todos e dever do Estado”. Seguiram-se os de 2002, sobre “Garantir direitos, verbas públicas e vida digna: uma outra educação é possível”, e o de 2004, que afirmou que “Educação não é mercadoria”.

Como espaços inaugurais de participação popular e de apresentação e debate de propostas de políticas educacionais, mesmo sob a égide do neoliberalismo dos anos 1990, CBEs e Coneds lançaram a semente do que viriam a ser, em 2010 e 2014, a 1ª e a 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae). Do que viria a ser, também, a 3ª Conae, em 2018, não fosse o desmanche do Fórum Nacional de Educação (FNE) e o esvaziamento do diálogo com a sociedade civil promovidos pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer.

É nessa lacuna que a Conferência Nacional Popular de Educação terá início no dia 24 de maio. Primeiramente, na necessidade de se defender conquistas históricas, como o próprio Plano Nacional de Educação (PNE), inviabilizado pelo congelamento de investimentos públicos, e enfrentar os retrocessos que têm sido impostos, entre os quais a reforma do ensino médio e a desfiguração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Em segundo lugar, na importância de se debater demandas históricas que persistem desde a Constituinte, como aquela, cara à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee, em defesa da regulamentação da educação privada sob as mesmas exigências legais aplicadas à escola pública, bem como da própria instituição de um Sistema Nacional de Educação (SNE).

Em terceiro, como resgate da participação popular, que o atual governo tentou eliminar, na reflexão e concepção de políticas educacionais. E, em quarto, mas não menos importante, como espaço de resistência contra o golpe que continua a se aprofundar e em favor da educação.

Não por acaso, a abertura da Conape, que tomará as ruas da capital mineira, será a marcha “Educação se constrói com democracia”. Poderíamos ainda acrescentar: democracia se (re)constrói com educação.

*É coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e vereador de Belo Horizonte pelo PCdoB.

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No ínicio da noite de segunda-feira (21), um menor acabou sendo detido pela polícia em Maravilha, Sertão de Alagoas. De acordo com informações obtidas pelo Minuto Sertão, por volta das 18h, policiais da cidade de Maravilha, teriam recebido um chamado a respeito de um roubo a uma residência. Os policiais ao chegarem até o local, deflagraram alguns disparos de arma de fogo para dispersar os suspeitos da residência.

Um menor de 16 anos, natural de Dois Riachos que reside atualmente em Maravilha, foi detido no local, ele é suspeito de integrar um grupo que tem realizado roubos a residências no município. Os outros suspeitos teriam conseguido fugir antes da chegada da polícia ao local.

Paralisação de caminhoneiros atinge rodovias de mais de 20 estados

Em São Paulo, protestos afetaram diversas rodovias

↑ Foto: Reprodução

Em seu segundo dia, a paralisação dos caminhoneiros contra o aumento no preço do diesel afetou diversos serviços em todo o país. Aeroportos, indústrias e agroindustrias tiveram suas atividades atingidas pelos protestos nas principais rodovias federais.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizava, até as 15h57, interrupções em rodovias federais de 22 estados por causa da paralisação. Já de acordo com a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa a categoria, havia paralisações de caminhoneiros em 23 Estados.

Em Brasília, a concessionária Inframerica, que administra o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, decidiu contingeciar o combustível estocado no aeroporto, por causa da possibilidade de falta de querosene para abastecer as aeronaves. Isto porque os veículos que transportam a querosene de aviação estão retidos em rodovias interditadas no entorno do Distrito Federal.

Em São Paulo, os protestos afetaram diversas rodovias. A Rodovia Régis Bittencourt foi interditada na altura do quilômetro 279, em Embu das Artes, segundo informou a Arteris, concessionária responsável pela via que liga São Paulo à Região Sul do país.

Também foi registrada interrupção em trechos da Rodovia Castello Branco devido aos protestos em sua pista expressa. Pouco depois das 20h, a CCR Via Oeste, que administra a via informava em sua página na internet que o tráfego tinha voltado ao normal.

Em Santos, no litoral paulista, as operações de recepção e entrega de mercadorias nos terminais do Porto de Santos também foram atingidas. De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), apesar de o bloqueio ter impedido o acesso de veículos de carga, reduzindo a recepção e entrega de mercadorias, as operações de atracação e carga e descarga de navios ocorrem normalmente. Segundo a Codesp, no momento, 25 navios estão atracados no porto público e 13 nos terminais.

No Rio Grande do Sul, a paralisação afetou a linha de produção da General Motors, devido a falta de abastecimento de componentes para a montagem de veículos. A empresa informou que suspendeu a produção na fábrica de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na tarde desta terça-feira. Além da paralisação, a GM disse também enfrentar “dificuldades na distribuição de veículos à rede de concessionárias.”

No Rio de Janeiro, foram identificadas ações do movimento em cinco rodovias federais que cortam o estado. Na BR-493, em Itaboraí, houve bloqueio da passagem de caminhões no quilômetro 0. Na BR-273, conhecida como Rodovia Presidente Dutra, a pista no sentido São Paulo teve duas faixas interrompidas na altura do quilômetro 204, em Seropédica. Também entre os quilômetros 274 e 276, em Barra Mansa, houve presença de caminhoneiros no acostamento, sem grande impacto no tráfego. Foram ainda registradas manifestações nas margens da BR-393, em Volta Redonda; da BR-465, em Nova Iguaçu; e da BR-101, em três pontos: nos municípios de Itaguaí, em Itaboraí e em Campos dos Goytacazes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Volta Redonda e Região Sul Fluminense (Sinditac-VR), Francisco Wild, além da alta do combustível, há outras três motivações para o movimento. Uma delas é a cobrança da votação do Projeto de Lei 528/2015, que cria uma tabela com valores mínimos para o frete cobrado no transporte rodoviário de cargas.

A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação no Senado. As outras duas razões da paralisação, segundo ele, são o repúdio à suposta corrupção nas balanças de pesagem e a falta de confiança na fiscalização das cargas.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa mais de 140 agroindústrias em todo o país, disse por meio de nota que “os bloqueios impedem o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas destinadas ao abastecimento das gôndolas no Brasil ou para exportações”.

Reações

Diante do impacto das paralisações, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou no início da noite que o governo vai eliminar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre o diesel. Em acordo feito com o Congresso Nacional, o governo se comprometeu a assinar um decreto eliminando o tributo sobre o diesel assim que o Congresso Nacional aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamento, para compensar as perdas.

A Petrobras também anunciou que a partir de amanhã (23), a gasolina e o óleo diesel ficarão mais baratos nas refinarias de todo o país. De acordo com a estatal, o preço da gasolina cairá 2,08% e o do diesel, 1,54%.

A queda no preço da gasolina ocorre depois de 11 aumentos consecutivos nos últimos 17 dias e de o preço do produto ter fechado os primeiros 21 dias do mês de maio com alta acumulada de 16,07%. Com a queda de 2,08% que entra em vigor amanhã, o preço da gasolina nas refinarias cairá para R$ 2,0433

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros, no entanto, reivindica a isenção de PIS, Cofins e Cide sobre o óleo diesel utilizado por transportadores autônomos e também propõe medidas de subsídio à aquisição de óleo diesel, que poderia se dar por meio de um sistema ou pela criação de um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo. “É imprescindível uma política de isenção dos impostos incidentes no oléo diesel e o controle dos aumentos do combustível”, disse o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes.

De acordo com a associação, a incidência tributária é responsável por 27% do preço final do diesel, dos quais, apenas 1% é da Cide, 12% referentes a Pis/Cofins e 14% ao ICMS. “A cobrança da Cide é de R$ 0,10 por litro de gasolina e de R$ 0,05 por litro de diesel. Até um posicionamento efetivo do Governo, a entidade pede firmeza nos protestos de todas as regiões do país”, disse a associação.

Fonte: Agência Brasil

Projeto de Kung Fu revela talentos em Alagoas

Estudantes se destacam em competição estadual

↑ Talentos de Alagoas estão mostrando qualidade no Kung Fu e sonham com conquista de medalhas (Foto: Divulgação)

Os estudantes alagoanos Marcos Brito, Lucas de Oliveira e Kauã de Araujo, os dois primeiros alunos do Bom Conselho e o último do Sesi Cambona, conquistaram medalhas importantes no Kung Fu Fighter Alagoas. Marcos e Lucas também conquistaram três medalhas em um campeonato no Ceará no início de maio.

O equilíbrio entre o corpo e a mente. Esta é uma das principais metas dos praticantes do kung fu, arte milenar chinesa que une movimentos elegantes e precisos com a adoção de um estilo de vida de promoção do bem ao próximo.

Na Escola Estadual Bom Conselho, em Bebedouro, a arte marcial é uma realidade no cotidiano dos alunos há quase dois anos graças a uma parceria entre a instituição e o Projeto Jovem Atleta Dakaru (Projade). O projeto é um sucesso desde o seu primeiro ano de existência e, recentemente, obteve novas conquistas. Os garotos celebram as conquistas.

“É uma alegria conquistar essas medalhas, treinamos na academia, na escola e na sede do Projade, que fica na Gruta de Lourdes”, comenta Marcos.  “Competi na modalidade armas duplas e levei um mês fazendo curso de leque”, fala Lucas, referindo-se a uma das armas do kung fu.

Apaixonado por esportes, Kauã sonha ser profissional da modalidade. “Gosto muito de esporte, já fazia judô e entrei no kung fu. Meu sonho é e viajar o mundo com o kung fu”.

Fonte: Tribuna Independente

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