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Após conquistar prêmio no Paraguai, alunos do IFAL Santana apresentam projeto no México

Em menos de dois anos, projeto de extensão alcançou várias conquistas
Por: por Diego Alves  
 
 Foto: IFAL

Unir teoria e prática é ingrediente decisivo na receita de sucesso do processo educacional. Para além do certificado de monitor ou do auxílio financeiro que eles recebem, há resultados muito mais relevantes na vida desses alunos, como o ganho intelectual e a contribuição dada aos monitorados. Mas o que mais pesa nesse processo talvez seja a troca de experiências e conhecimentos oriunda dessa trinca entre professor, monitor e monitorados.

Desde 2016 um projeto de extensão do Campus Santana centra sua ação nesse tema, buscando avaliar os impactos do processo da monitoria na formação de sujeitos ativos na aprendizagem. Com a orientação da docente Kathia Leite, que hoje atua no Campus São Miguel dos Campos, o projeto "“O aluno monitor: o desafio de constituir sujeitos ativos na sala de aula de Língua Portuguesa” vem colhendo sucessivas premiações em eventos nacionais e internacionais. Nele, os alunos Vinicius Teodósio e Jordana Vieira, do Curso Técnico em Agropecuária, investigam como a prática da monitoria eleva o índice de aprendizagem e diminui os impactos da má qualidade na formação dos alunos oriundos do Ensino Fundamental nas escolas públicas dos municípios de Poço das Trincheiras e Santana do Ipanema. 

No ano em que foi criada, a ação conquistou a primeira colocação na 12º FENECIT, no Recife, e com a premiação veio também a participação na IX FECITEC, em agosto de 2017, na cidade de Encarnación, sudeste do Paraguai. No país vizinho os meninos fizeram história e garantiram a medalha de ouro na categoria Ciências Sociais, que elegia a a ideia mais inovadora da competição, que contou com a participação de projetos de países como Turquia, México e Peru.

Passaporte México

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Quando o feito histórico dos alunos já havia alegrado toda comunidade acadêmica, mais uma surpresa tornou a trajetória ainda mais vitoriosa: o projeto recebeu credencial para participação na Expociências Zamá, realizada no centro escolar de mesmo nome, na Cidade do México, América do Norte. Em meio a um cenário de cortes, a gestão do Ifal garantiu a participação dos discentes na feira, realizada no final de maio. "Não nos restam dúvidas sobre a importância da conquista dos alunos e de quanto isso é positivo para o campus, que vive um momento de reconhecimento internacional", destacou o Diretor Gilberto Gouveia Neto.

Ao lado do coordenador de extensão, Rafael Balbino, Vinicius e Jordana receberam a atenção dos mexicanos com os resultados do projeto, além do carinho com a equipe brasileira. Durantes cinco dias, tiveram a oportunidade de conhecer um outra cultura, de trocar conhecimentos com os mexicanos e, principalmente, de levar ao conhecimento deles o consistente trabalho realizado pelo Campus Santana. "Estamos muito contentes e emocionados com a visita do Ifal, que teve uma participação extraordinária na nossa feira, com arte, cultura e ciência. Ficamos muito agradecidos com a participação  brasileira, que enriqueceu os trabalhos da nossa festa", destacou Gérman Gomes Montoya, Diretor do Centro Escolar Zamá.

Na semana passada, a turma desembarcou em terras santanenses com certificados de reconhecimento da relevância do trabalho desenvolvido, mas o maior legado é o conhecimento trocado e aprendido durante os intensos dias no México. Concluintes do Curso Técnico em Agropecuária, os alunos acabam tendo essa passagem coroada com mais esse êxito, cujo reconhecimento transpôs, novamente, os limites brasileiros.

 

 

Corte de bolsa do MEC prejudicará 236 estudantes indígenas e quilombolas na UFAL

  
Foto: Arquivo / Cada MinutoF546101c dd76 404f 99fc 7539d0786554Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

O anúncio de corte das bolsas mantidas pelo Ministério de Educação (MEC), através do Programa de Bolsa Permanência (PBP) irá prejudicar 236 estudantes indígenas e quilombolas, além dos acadêmicos de baixa renda que contam com esse recurso para manter suas despesas dentro da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 

O valor mensal repassado aos alunos era de R$ 900,00 para manutenção de despesas básicas como alimentação, hospedagem e estudos. A Bolsa Permanência é uma ação do Governo Federal, lançada em 2013, de concessão de auxílio financeiro aos alunos de instituições federais de ensino superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica e matriculados em cursos de graduação com carga horária média superior ou igual a cinco horas diárias e para indígenas e quilombolas. 

“Para estudantes indígenas e quilombolas, é garantido um valor diferenciado, igual a pelo menos o dobro da bolsa paga aos demais estudantes, em razão de suas especificidades com relação à organização social de suas comunidades, condição geográfica, costumes, línguas, crenças e tradições, amparadas pela Constituição Federal”, explica o pedagogo da Proest,  Edivan Soares.

A pró-reitora Estudantil, Silvana Medeiros alerta que os programas sofrem cortes justamente quando a demanda é crescente. “A descontinuidade da Bolsa Permanência do MEC compromete a permanência de estudantes que tiveram garantido o acesso na educação superior, sobretudo os de baixa renda de cursos com carga horária acima de cinco horas, indígenas e quilombolas que ingressaram em 2018 na Ufal”, disse. 

“Vale ressaltar que, o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) que destina recursos para assistência estudantil, não poderá contemplar sozinho o atendimento do conjunto de demandas estudantis, como restaurantes, moradia, transporte, apoio pedagógico entre outras. Por sua vez, estes recursos precisam, urgentemente, de atualização para estar compatíveis com o perfil socioeconômico dos estudantes”, complementa Silvana. 

A pró-reitora destaca ainda que o propósito da expansão das universidades converge para reduzir desigualdades e promover inclusão pelo acesso à educação. “Neste momento, as universidades e os movimentos em defesa da sua democratização mobilizam-se em torno da pauta da assistência estudantil. O Fórum Nacional de Pró-reitores Estudantis (Fonaprace) aprovou no último encontro nacional uma nota explicando o impacto deste corte que atinge em cheio os anseios estudantis”, conta. 

Os estudantes, representantes dos quilombolas e povos indígenas, com o apoio de entidades da sociedade civil e de movimentos sociais preparam uma mobilização em Brasília, entre os dias 18 e 22 de junho. O objetivo é defender a permanência das bolsas de estudo. Os reitores de algumas universidades também vão apoiar. 

“Considero importante a mobilização nacional para retomar as bolsas para indígenas e quilombolas. Temos uma dívida histórica com esses povos. Esse recorte étnico é importante no processo de inclusão na universidade, especialmente em Alagoas, onde temos muitas comunidades quilombolas e indígenas”, ponderou a reitora Valéria Correia. 

Com 110 estudantes indígenas e 126 quilombolas matriculados este ano, a Ufal pretende avançar na inclusão e não recuar. “Tivemos um declínio dos recursos destinados à assistência estudantil. Essas bolsas precisam continuar existindo. O programa destina a cada quilombola ou indígena um valor mensal de R$ 900 que é justo para que esses estudantes se mantenham estudando”, destaca a reitora. 

*Com informações da Assessoria UFAL 

TRF-5 recebe denúncia contra prefeito de Carneiros

Geraldo Filho deveria ter aplicado recursos federais em melhorias para alunos com necessidades especiais em escolas

↑ Geraldo Filho é o prefeito de Carneiros e atribui denúncia à oposição no município localizado no Sertão (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Por unanimidade, o Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF-5 – recebeu parcialmente na semana passada, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o atual prefeito do município de Carneiros, Geraldo Novais Agra Filho (MDB), por crimes de responsabilidade.

Para o MPF, no final de sua segunda gestão, em 2012, o gestor e o então secretário de Educação, José Ronaldo Araújo de Siqueira, desviaram a quantia de R$ 40 mil, referente a um contrato celebrado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O valor deveria ter sido destinado à execução de obras de acessibilidade para estudantes com necessidades especiais, mas de acordo com o Ministério Público, o montante retornava para o gestor municipal, bem como o seu secretário.

De acordo com a denúncia, o prefeito e o então secretário receberam recursos do FNDE, destinados à construção de rampas e corrimãos para melhorar a acessibilidade em escolas de alunos com deficiência. A verba, à época no valor de R$ 40 mil, deveria ter sido aplicada nas escolas municipais Genivaldo Novais Agra, Rui Barbosa, Vereador Abdon Francisco de Lima e Djalma Novais Agra.

No entanto, as investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) constataram que os recursos não foram utilizados adequadamente. Após inspeções nas unidades de ensino, agentes da PF teriam verificado que as rampas de acesso e os corrimãos das escolas Rui Barbosa de Genivaldo Novais Agra não foram construídas. Nas demais escolas, uma das rampas foi feita no período das chuvas, razão pela qual o serviço não foi satisfatório, e, na outra, a rampa dava acesso apenas à sala de informática.

De acordo com o TRF-5, consta nos autos, em depoimentos prestados por diretores de escolas do município, que a responsabilidade de administrar a quantia repassada com o convênio era do então secretário de Educação, José de Siqueira bem como a remessa das folhas de cheque em branco para a assinatura dos diretores.

“OPOSIÇÃO”

Para a reportagem da Tribuna Independente, o prefeito Geraldo Filho disse estar com a consciência tranquila e negou participação nos desvios. Ele acrescentou que foi uma denúncia feita pela oposição, a qual classificou como inimiga.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

Gás natural veicular é opção para quem quer economizar no São João

Motoristas que utilizam o GNV têm autonomia na hora de viajar para aproveitar as festas juninas em outras cidades

↑ Com um cilindro médio cheio, é possível rodar até 213 km (Foto: Thiago Sampaio)

O mês de junho chegou e trouxe com ele uma das festas mais tradicionais do Nordeste: o São João. As comemorações típicas e shows de forró se espalham por toda a região, principalmente nas cidades de Campina Grande (PB), Caruaru (PE) e Piranhas (AL). Muita gente se organiza financeiramente durante o ano inteiro só para poder aproveitar esta época. Mas e se fosse possível economizar ainda mais?

O cinegrafista Valdemir Albuquerque gosta de aproveitar suas férias viajando de carro com a esposa e desde 2003, quando adaptou o seu veículo para o gás natural, só tem boas experiências com o uso do combustível para contar. Ele conta que nunca teve problemas com abastecimento.

“Este ano ficaremos em Maceió, porque estou trabalhando, mas já fomos para a festa em Caruaru. Como a gente economiza pelo menos metade do dinheiro ao abastecer com GNV, o orçamento que seria gasto em gasolina foi todo para o lazer”, conta.

Ele também se lembra de outras viagens que fez com a esposa. “Da última vez, fizemos a Rota do Sertão, passando por Delmiro Gouveia, Piranhas e Canindé do São Francisco. No percurso, reabasteci em Arapiraca e depois em Penedo, de onde fui até Maragogi. Rodamos bastante por lá e depois partimos para Porto de Galinhas. Se fosse com gasolina, não teria como a gente fazer isso, sairia caro demais”, aponta.

O engenheiro comercial da distribuidora de gás natural de Alagoas, a Algás, Lhesley Macêdo, explica que a economia chega a mais de 50% para quem utiliza o GNV. “Considerando o preço da gasolina em R$ 4,69, o do etanol R$ 3,62 e o GNV a R$ 2,73, quem sai de Maceió para Piranhas, Campina Grande ou Caruaru economiza 52% em relação à gasolina e 57% ao etanol”.

Com um cilindro médio cheio, é possível rodar até 213 km. Quem deseja aproveitar o Forrogaço em Piranhas, por exemplo, pode reabastecer em Arapiraca, mas também tem as opções de Penedo e Palmeira dos Índios. “No caso de quem vai para Caruaru ou Campina Grande, as opções de cidades para reabastecer o cilindro são diversas e elas mesmas já possuem postos com GNV. É só traçar a melhor rota”, conclui.

 

Fonte: Agência Alagoas

 

  
Adalto Medrade da Rádio Macena F.MBc877c77 1989 4e87 8c58 d5107ab0348bJailsa, com seus filhos

Em São José da Tapera, Sertão de Alagoas, uma família vive em condições precárias morando num barraco. A família é composta por 7 pessoas, dentre elas crianças, residentes no povoado Serrinha, zona rural. Sem condições financeiras para construir uma moradia digna, a família improvisou o lar em um barraco suscetível a um desmoronamento a qualquer momento com a chegada do inverno.

O repórter da emissora de rádio do município, Macena FM, Adalto Medrade, gravou um vídeo na quinta-feira (08), mostrando o lar e as condições extremamente precárias da família que evidenciam a extrema pobreza. O Barraco onde reside a família é coberta por telhas, panos e lonas de plástico. 

Jailsa e seus seis filhos se desdobram para dividir o pequeno espaço, sem água encanada e nem energia elétrica. Alguns móveis e eletrodomésticos. As vezes falta comida e roupas para as crianças irem a escola. Apesar das dificuldades, Jailza admiravelmente ainda consegue sorrir, nos dando o exemplo de que é possíve ser feliz diante das dificuldades.

No perfil no Facebook do repórter Adalto Medrade, a Assistente Social da Prefeitura de São José da Tapera, Sabrina Daniella, informou por meio de um comentário abaixo do vídeo publicado pelo repórter que na próxima semana profissionais da secretaria de assistência social do município farão uma visita a família e serão tomadas medidas necessárias no sentido de ajudá-la. Caso alguém deseje ajudar a família basta entrar em contato pelo número: 99732-8694

Confira o vídeo abaixo:

 

Coleta seletiva de plástico é iniciada nas escolas da rede pública municipal de Santana do Ipanema

EDUCAÇÃO

Por Redação com Ariselmo de Melo  0

 

Teve início nesta quarta-feira (06) a coleta seletiva do plástico nas escolas públicas de Santana do Ipanema, por meio de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação com parceria com as escolas.

A coleta será em todas as escolas, mas no primeiro momento participaram as escolas municipais São Cristóvão, Santa Sofia e Maria Nepomuceno Marques (Povoado Areia Branca).

As unidades escolares envolvidas desenvolveram um projeto com o objetivo de diminuir o impacto prejudicial do plástico no meio ambiente e geração de renda para ser utilizado nas escolas para os alunos. 

Além de desenvolver palestras, com parcerias da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos e outras secretarias, a comunidade ficará informada e orientada para a coleta seletiva que brevemente acontecerá no município. 

A cada ano será expostos os dados de todas as escolas do volume de plásticos recolhidos e quanto foi arrecadado. 

Nesta quarta-feira (06) estiveram presentes nas escolas, o prefeito Isnaldo Bulhões, a primeira-dama Dor. Renilde Bulhões, secretário Jorge Santana e o professor Ariselmo de Melo, presidente da AGRIPA e Coordenador de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Educação.

Durante a visita, as autoridades puderam ver o que foi coletado pelos alunos. Na oportunidade o material foi recolhido para que a campanha continue.

Desejo agradecer pelo convite e parceria, lembrando que a AGRIPA vem promovendo palestras enfatizando sobre poluição, e um dos problemas era o descarte dos resíduos sólidos descartados no meio ambiente e consequentemente no rio Ipanema. E hoje com essa ação, estamos felizes, pois sabemos que uma grande parte do plástico descartado em Santana terá um destino ecologicamente correto. Com isso, ganha toda comunidade Santanense e principalmente e o nosso rio Ipanema. Temos muitos problemas ambientais! Mas essa ação já é um grande passo.

ASISELMO DE MELO – PRESIDENTE DA AGRIPA

 

Agricultor produz biogás com fezes de porco

Camponês de Coité do Nóia constrói biodigestor no quintal de casa com apoio de especialista para substituir gás de cozinha

↑ : Agricultor José Costa mostra o biodigestor (acima); ele diz que gás produzido é limpo e não possui odor (Foto: Davi Salsa)

Em tempos de greve de caminhoneiros e constantes aumentos de combustíveis e do gás de cozinha, um agricultor da cidade de Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas, decidiu criar um biodigestor com a utilização de fezes de porco.

Casado e pais de três filhos, José Costa Albuquerque, de 39 anos, tem uma criação de suínos em sua propriedade rural, localizada na periferia da cidade.

Devido à grande quantidade de dejetos produzidos pelos animais, o agricultor teve a ideia de criar o biodigestor para transformar as fezes dos porcos em gás de cozinha.

No sistema usado pelo camponês, o esterco é colocado em uma caixa com capacidade de armazenar seis mil litros de dejetos.

José Costa revela que construiu o biodigestor com o apoio de um especialista, após orientação de um amigo.

No quintal da casa ele cavou um buraco com mais de um metro e meio de profundidade e 1,20 cm de diâmetro.

Dentro do espaço foi erguido o tanque principal com cimento, uma placa de metal e areia.

O biodigestor tem dois reservatórios para o abastecimento, onde serão colocados esterco e água, e o de descarga, num nível mais baixo do que o de entrada dos dejetos, por onde sai o biofertilizante.

No tanque principal, a caixa armazena o biogás que segue direto por um cano até a cozinha da residência.

O agricultor explica que no sistema também foram instalados filtros com canos PVC.

Todo o processo de fermentação das fezes e dejetos dura alguns dias. Os resíduos orgânicos produzem bactérias e, em seguida, é gerado o gás metano.

José Costa diz que o gás produzido em sua propriedade rural é limpo e não tem odor.

Um passo importante na construção do biodigestor foi a instalação de tubos até a parte interna da residência.

Na cozinha, o gás está interligado com o fogão para a família cozinhar os alimentos.

Da boca do fogão sai um fogo azul, uma chama forte, sem cheiro e sem o uso do botijão de GLP.

Para a construção de todo o sistema, em sua propriedade rural, José Costa explica que investiu cerca de R$ 2 mil.

O camponês lembra que, na semana em que aconteceu a greve dos caminhoneiros, o botijão de gás chegou a ser vendido até R$ 80 o botijão de 13 quilos.

“Agora, com a criação do biodigestor, não tenho mais esse problema. Minha família está economizando dinheiro e tem gás a hora que precisar”, afirma.

Além de produzir gás de cozinha, o biodigestor ajuda na limpeza da pocilga e na preservação do meio ambiente.

Devido ao sucesso na produção do biogás, José Costa revela que seu próximo projeto será a compra de um gerador para transformar o gás metano em energia elétrica.

Atualmente, o agricultor tem uma criação com 23 suínos. Ele esclarece que as fezes dos animais já produzem o gás metano em sua pequena propriedade rural.

“Meu próximo passo será aumentar a granja, adquirir um gerador e produzir energia elétrica com o gás para uso doméstico e também das atividades na fazenda”, completou o camponês.

Fonte: Tribuna Independente / Davi Salsa – Sucursal Arapiraca

Ifal Santana conquista prêmio no maior evento de marketing do Nordeste

  
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Quem encontra Ingrid Pereira, Ericka Cristina e Rafael Prudente, transitando pelas ruas dificilmente terá noção da importância do trabalho desenvolvido por esses jovens alunos do Ifal Campus Santana do Ipanema para o desenvolvimento da agropecuária local. À primeira vista, a expressão de leveza, típica da adolescência, não deixa transparecer a incrível responsabilidade que os alunos tiveram, ao desenvolverem o projeto "Efficient Water", que traz novas perspectivas para a melhor produtividade agrícola em regiões de clima semiárido. 

O projeto

Ela aparece nas fraldas descartáveis, nos produtos de higiene, nas esponjas cirúrgicas e até em alguns combustíveis: o poliacrilato de sódio, uma fórmula química superabsorvente, foi o pontapé inicial para a criação do projeto dos grupo de alunos do Campus Santana. Sabe aquela técnica científica que permite a superabsorvição das fraldas descartáveis dos bebês, que criam uma camada que impede a passagem do xixi? Ela vem da substância química em questão. O projeto "Efficient Water" propõe a criação de  uma cápsula de poliacrilato de sódio, capaz de melhorar a perfomance da umidade do solo em regiões de clima semiárido, como a do sertão alagoano. O composto químico tem a capacidade de absorver água em uma proporção entre 200 a 300 vezes o valor de sua massa e não prejudica o desenvolvimento das plantas tampouco do solo. As cápsulas, nesse caso, retêm a água numa proporção gigantesca e a libera lentamente sobre o solo, garantindo a umidade essencial para o desenvolvimento das lavouras. O processo, além de eficiente, passa a ser simples, prático e barato.

A iniciativa inovadora foi apresentada na primeira edição do AVANT IF Agro, ocorrida em abril, no Campus Santana do Ipanema, quando o grupo de alunos conquistou o segundo lugar na categoria "tecnológica". Ali a ideia começava a sair do papel  para despontar como uma ferramenta decisiva no mercado agro. Mentor da equipe na competição, o professor Fábio Sales, do Campus Santana da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), se juntou ao time para desenvolver o projeto, que com a conquista recebeu o convite para apresentação do pitch no Trakto mkt Show 2018, o maior encontro sobre empreendedorismo e marketing do Nordeste.

Começam trâmites para concurso público do Detran/AL

  
Foto: Lays Peixoto / Agência AlagoasE7681ab0 a26c 4805 b75d 0e89b2eb62deSede do Detran, em Maceió

Uma antiga pauta dos integrantes do Sindicato dos Servidores do Detran de Alagoas (Sinsdal) parece estar mais próxima. Na edição da segunda-feira, dia 04, do Diário Oficial do Estado foi publicado o início da transação documental para a realização de concurso público para a autarquia.

Ainda não há especificação de cargos, nem o número de vagas que serão ofertadas. Para Roberto Martins, presidente do Sinsdal “esse é um passo muito importante que irá suprir a carência de pessoal, fato sempre defendido e pedido nas paralisações da categoria”.

Martins lembrou ainda que um dos pontos de reivindicação na paralisação do início do ano, que durou mais de 42 dias,  foi a realização de concurso público para o preenchimento de 140 vagas além da revisão do Plano de Cargos e Carreiras.

O trâmite enviado ao Gabinete Civil para a realização do certame está na fase inicial e deve passar por diversas instâncias até que se definam o quantitativo de vagas, cargos e níveis.

Nordestino gostaria de reciclar, mas ainda tem dúvidas, aponta pesquisa

Pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Cervejaria Ambev mostra que 70% dos habitantes do Nordeste sabem pouco ou nada a respeito de coleta seletiva; 27% não sabem citar quais são as cores das lixeiras para coleta do material

↑ Resultados da pesquisa mostram que, para 97% das pessoas ouvidas, a reciclagem é importante para o futuro do planeta (Foto: Divulgação)

De acordo com pesquisa feita pelo IBOPE Inteligência a pedido da Cervejaria Ambev, os nordestinos sabem da importância da reciclagem para o meio ambiente e acreditam que seja uma prática correta, mas isso ainda não virou rotina. Os resultados da pesquisa mostram que, para 97% das pessoas ouvidas, a reciclagem é importante para o futuro do planeta e 93% concordam que o jeito correto de descartar os resíduos é separando cada um em um saquinho. Por outro lado, 84% das pessoas não separam os materiais recicláveis individualmente nos lixos que geram em casa, e, destes, 54% não separam sequer o lixo orgânico do inorgânico.

Para 88% dos nordestinos, o cuidado com o meio ambiente é uma das maiores preocupações atuais. Apesar da preocupação, de acordo com a pesquisa, 70% afirmam saber pouco ou nada a respeito de coleta seletiva e 27% não sabem citar quais são as cores das lixeiras para coleta do material.

“Só com um trabalho em conjunto entre todos nós, cidadãos, empresas, cooperativas e governos, para revertemos esse cenário e dar ao lixo o cuidado que ele deve ter”, afirma Filipe Barolo, gerente de sustentabilidade da Cervejaria Ambev.

Quais resíduos são recicláveis?

Dos entrevistados, 73% dizem estar atentos na compra de produtos com embalagens que sejam recicláveis. Mas apenas 2% das pessoas ouvidas sabem que embalagens longa vida são recicláveis, por exemplo. O índice melhora quando se fala em plástico (75%), vidro (57%), alumínio (41%) e papel (39%), mas ainda está distante do ideal. Apenas 43% dos entrevistados afirmam saber que garrafas PET podem ser recicladas e 29% sobre embalagens retornáveis de vidro, por exemplo.

“Reduzir as embalagens ou dar destinação correta para as produzidas é uma das nossas principais preocupações. Por isso, temos buscado reduzir a quantidade de embalagens no mercado, focando nossos esforços em aumentar a quantidade de envases retornáveis e reciclados. Uma de nossas metas socioambientais é que, até 2025, 100% de nossos produtos estejam em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de material reciclado”, afirma Barolo.

A Cervejaria Ambev, por exemplo, tirou mais de 12,4 milhões de toneladas de vidro de circulação em decorrência do aumento de representatividade das garrafas de vidro retornáveis disponíveis no mercado nos últimos anos. A companhia também deixou de produzir um volume superior a 1,9 bilhão de garrafas PET com resina virgem em decorrência da reciclagem do material, deixando de utilizar mais de 94 mil toneladas de plástico.

Afinal, para onde vai o lixo?

93% dos moradores da região Nordeste acreditam que aquilo que chama de lixo pode ter valor para outras pessoas e 68% discordam que o lixo deixa de ser sua responsabilidade quando jogado fora, mas a cadeia envolvida nesse processo ainda parece ser um mistério para a maior parte da população.

56% das pessoas afirmam não saber quem efetivamente recicla os materiais e os transforma em novos produtos no Brasil e 84% afirmam saber pouco ou nada sobre cooperativas de reciclagem. Além disso, 64% acreditam que o lixo vá para aterro sanitário ou lixão, apesar de 50% não concordarem que essa seja a destinação adequada.

Cervejaria Ambev e a reciclagem

A Cervejaria Ambev desenvolve uma série de iniciativas para contribuir com a mudança desse cenário, pois a sustentabilidade socioambiental é um pilar central de seu negócio. Nos últimos cinco anos, a cervejaria destinou mais de R$ 1 bilhão para projetos de impacto positivo no meio ambiente. O montante contribuiu para a superação de seis das sete metas anunciadas em 2013 para serem atingidas em 2017. Agora, a cervejaria anunciou mais um passo importante nesse trabalho, com novos compromissos, que têm previsão de atingimento até 2025. As metas, definidas pela AB InBev globalmente, são divididas em quatro pilares, sendo que um deles se refere especificamente à reciclagem:

  • Embalagem Circular: 100% dos produtos da Cervejaria Ambev devem estar em embalagens retornáveis ou que sejam majoritariamente feitas de conteúdo reciclado.
  • Ações Climáticas: 100% da eletricidade comprada pela Cervejaria Ambev deve ser advinda de fontes renováveis. Além disso, a cervejaria vai reduzir em 25% as emissões de carbono ao longo da nossa cadeia de valor.
  • Gestão de Água: melhorar de forma mensurável a disponibilidade e a qualidade da água para 100% das comunidades em áreas de alto estresse hídrico com as quais a cervejaria se relaciona.
  • Agricultura Inteligente: 100% dos agricultores parceiros da cervejaria devem estar treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável.

A cervejaria desenvolve uma série de projetos relativos à reciclagem e vem atingindo resultados importantes nos últimos anos. O trabalho atua em três pilares centrais: garrafas de vidro retornáveis, garrafas PET e fomento às cooperativas de reciclagem. Confira abaixo.

Garrafas de vidro retornáveis

Desde 2014, a companhia busca ampliar a presença das garrafas de vidro retornáveis no mercado, que podem ser reutilizadas cerca de 20 vezes. Para facilitar a troca do produto, a cervejaria investiu na instalação de mais de 1000 máquinas de coleta por todo o país, que, em 2017, coletaram mais de 115 milhões de vasilhames. Atualmente, cerca de 1 em cada 4 garrafas vendidas nos mercados já é retornável. Desde o início do projeto, a companhia retirou de circulação 12,4 milhões de toneladas de vidro, o equivalente a 32 estádios do Morumbi, localizado em São Paulo, cheios de resíduos sólidos. Além disso, a cervejaria mantém a Ambev Vidros no Rio de Janeiro, uma fábrica que produz garrafas de vidro a partir da reciclagem de cacos. fábrica é uma das maiores recicladoras de cacos de vidro na América Latina. Aproximadamente 50% da matéria-prima utilizada na unidade são cacos de vidro, ou seja, de cada dez garrafas produzidas pela Cervejaria Ambev, cinco são fabricadas totalmente com material reciclado

Garrafas PET

Em 2012, a Ambev lançou a primeira PET 100% reciclada do mercado brasileiro, com Guaraná Antárctica, e, desde então, já deixou de produzir 1,9 bilhão de garrafas PET. Esse esforço evitou a utilização de mais de 94 mil toneladas de material virgem, abrindo espaço para mais garrafas feitas de material reciclado. Esse montante equivale ao lixo gerado por mais de 245 mil pessoas em um ano. Atualmente, 56% das garrafas PET de Guaraná Antarctica produzidas pela companhia é envasada nesse tipo de embalagem. A produção da PET 100% traz diversos benefícios ao meio ambiente, como a liberação de 30m³ em aterro sanitário para cada cinco toneladas de PET que deixam de ser descartadas no lixo. Além disso, a fabricação dessa garrafa consome 70% menos energia e 20% menos água em relação à que utiliza resina virgem. O material reciclado também é utilizado em outras linhas. Na do energético Fusion, por exemplo, todas as embalagens já são produzidas com material reciclado. Em Soda Limonada, essa taxa chega a mais de 50%. Atualmente, cerca de 33% da produção total de PET da Cervejaria Ambev é feita a partir de material reciclado. Desde 2012, esse número cresceu 725%.

Reciclar pelo Brasil

Em outubro de 2017, a Ambev firmou parceria Coca-Cola Brasil e lançou um programa conjunto de reciclagem. Nomeada de Reciclar pelo Brasil, a plataforma unificada conta com a parceria da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT). Atualmente, o programa é integrado por 110 cooperativas e mais de 2500 cooperados. Destes, cerca de metade são mulheres (54%) e o trabalho se estende por 61 cidades do Brasil, triando 41 mil toneladas de material reciclado desde o início do projeto. Além de impulsionar os investimentos, o Reciclar Pelo Brasil tem como objetivos principais profissionalizar e regularizar cada vez mais o trabalho das organizações, aumentar o volume dos resíduos recolhidos, elevar a receita das cooperativas e aumentar a renda dos catadores.

Fonte: Assessoria

 
 

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