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Greve dos caminhoneiros chega ao fim após nove dias de manifestações

Para presidente do sindicato, Valdir Kummer, manifestação “perdeu sentido”

↑ Em Alagoas, agropecuária e serviços públicos foram os setores que mais sofreram com a paralisação de nove dias dos caminhoneiros (Foto: Gerenciamento de Crise / Cortesia)

Após nove dias de manifestações, a greve dos caminhoneiros chegou ao fim em Alagoas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Alagoas (Sindicam), Valdir Kummer.

“Já acabou. Tem uns caminhões lá, mas todo mundo deve sair de hoje para amanhã de lá”.

Kummer avalia que o movimento não conseguiu alcançar o objetivo. “Eu acredito que não. Na verdade o combustível continua alto, mesmo com os R$ 0,46 de desconto, não foi exatamente o que a gente queria porque na verdade se misturou muita coisa. Faixa de intervenção militar, outros querendo derrubar presidente, um pessoal muito radical. Para mim ficou difícil até ficar lá por último. Ninguém aceita decisão de ninguém, ficou muito perturbado o negócio”, lamenta.

Ele criticou os posicionamentos políticos no movimento, o que segundo ele fez com que o protesto perdesse o foco.

“Perdeu o foco, perdeu o sentido. O que faixa de intervenção militar tem a ver com o nosso protesto? Não tem nada a ver! Nosso objetivo é a situação financeira da categoria que está com o rendimento abaixo da condição de trabalho, o foco era esse, o problema era esse”, afirma.

O sindicalista diz ainda que a mobilização popular foi fundamental para a manutenção do movimento durante tantos dias.

“Graças ao apoio da população principalmente ajudando em mantimentos. Para se ter uma ideia, teve dias que no Posto Reforço a gente serviu em torno de 400, 500 almoços por dia, tinha café da manhã, janta. Em torno de oito pessoas trabalhando na cozinha, um trabalho contínuo o dia inteiro. E isso graças a população que deu suporte em gêneros alimentícios. E a gente não tinha condições de manter isso, caminhoneiros parados tendo que pagar refeição todo dia, sem dinheiro, sem recurso, é complicado. O apoio da população foi essencial. As manifestações nas ruas também foram uma forma de apoio, mas não interfere muito naquilo que a gente estava fazendo lá”.

Dentre as propostas do acordo com o Governo Federal, o caminhoneiro acredita que a pauta mínima do frete é a única que pode gerar impactos positivos para as condições de trabalho da categoria.

“A pauta mínima de frete sobre eixos na verdade não é uma tabela, e se o caminhoneiro exigir que se cumpra e lei e carrega em cima do valor acho que foi uma conquista grande. Essa realmente vai ser importante, porque evita que se pegue um frete daqui para São Paulo só pelo combustível, que acontece direto. Então fica difícil”, acrescenta.

Impactos podem durar até dois meses

Com o encerramento da greve dos caminhoneiros em Alagoas, que durou nove dias, é o momento de calcular os impactos. Para as prefeituras é preciso o “retorno à normalidade”. Segundo o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL), Felippe Rocha pode levar até dois meses para que o mercado alagoano se estabilize.

“A volta da normalidade vai depender muito do tipo de produto que está sendo comercializado. Por exemplo, os postos de combustíveis, produtos industrializados, aqueles que vão para as gôndolas dos supermercados, os preços deverão se normalizar dentro de duas semanas. Agora outros tipos de produtos como os agrícolas, por conta da safra e sazonalidade, hortifrutigranjeiros, as granjas… Aí vai demorar uns dois meses para que o produtos volte a custar aquilo que era antes da greve e a oferta se normalizar”.

O economista afirma que o prejuízo efetivo em Alagoas chega a R$ 230 milhões. A Fecomércio havia divulgado que o prejuízo poderia chegar a R$ 640 milhões, mas esse valor é uma estimativa baseada na paralisação de toda a cadeia produtiva local, garante Rocha.

“R$ 640 milhões seria o valor se todos os setores produtivos estivessem parados. Então o prejuízo estimada, efetivo, é de pelo menos R$ 230 milhões em Alagoas, por adiamento de vendas ou por ter perdido o produto”.

PREJUÍZOS

Segundo Felippe Rocha, a agropecuária foi o setor mais prejudicado com o protesto dos caminhoneiros.

“A gente tem uma estimativa, alguns dados de alguns setores, principalmente o de granjas, que demonstram que cerca de alguns milhões de frangos e pintinhos já morreram de fome, porque não tinha ração; suínos também foram prejudicados, bananas por exemplo. Um comprador perdeu 30 toneladas de banana que veio da Bahia, teve que jogar fora. Então é uma questão de tempo”

De acordo com o presidente de Associação de Criadores de Alagoas (ACA), Domício Silva, dois tipos de efeitos foram percebidos: os diretos como morte de animais e perda de produção e os indiretos como dificuldade de escoamento e chegada de insumos.

“Primeiro teve o impacto indireto que prejudica o escoamento de produção, chegada de insumos, produtos da industrialização. E o impacto direto, como na avicultura com mortandade de pintos e frangos em Alagoas por conta da falta de ração nas granjas. Outro setor muito prejudicado é o de suínos que é outro muito dependente de ração, as não se tem notícia de morte de animais, de frangos sim. A Associação de Avicultores relatou que estava sem ração e com aves morrendo”, diz.

Domício explica ainda que outros impactos, de menor proporção são percebidos na atividade leiteira do estado.

“Na questão da pecuária de leite há prejuízos porque algumas indústrias já estão sem embalagens sem insumos para a produção e você acaba tendo problemas na captação do leite. E alguma indústrias de outros estados que compram leite aqui acabaram suspendendo a captação. Você tem um prejuízo imediato seja porque o produtor teve que descartar o leite seja porque teve que vender mais barato. Fora o prejuízo que a gente não tem como dimensionar em valor, que é a falta de concentrado para a pecuária. Muitas indústrias estão sem o farelo de trigo e de soja necessários para o concentrado. Coringa está desde quinta-feira da semana passada sem produzir nada e sem produzir os produtos deles, eles param de produzir o subproduto que é o farelo.

Retorno à normalidade é gradativo, diz Associação

A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) informou que apenas os serviços essenciais têm sido mantidos na maioria dos municípios. No entanto, nos municípios de Campestre, Canapi, Estrela de Alagoas, Joaquim Gomes e Mata Grande há paralisação da oferta de serviços públicos por falta de combustíveis e insumos.

“Com o início da desmobilização do movimento grevista, algumas cidades começam a receber combustível e normalizar a situação, como Água Branca, Japaratinga e São Sebastião. A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) emitiu ontem (30) uma nota para as prefeituras orientando a decretação de ponto facultativo na sexta-feira, dia 1, após o feriado de Corpus Christi, resguardando os serviços essenciais”

Em Quebrangulo, por exemplo, a prefeitura estima que pode levar até quinze dias para normalizar a oferta dos serviços públicos. Já em Boca da Mata a prefeitura está buscando combustível em outros municípios. Em outras cidades, a maioria dos serviços foi afetada, apenas os essenciais como saúde e coleta do lixo continuam. União dos Palmares, Porto de Pedras, Olho d’Água das Flores, Passo de Camaragibe, Pindoba, Delmiro Gouveia, Campo Alegre, Batalha e Barra de Santo Antônio, enfrentam problemas no abastecimento de combustíveis e dificuldade em serviços.

Em outros falta combustível, mas não há informações se os serviços continuam, como Minador do Negrão e Monteirópolis.

O Sindicombustíveis-AL informou à reportagem da Tribuna Independenteque não há estimativa de quanto tempo levará para que os 520 postos do estado tenham seus estoques abastecidos. Segundo a entidade, cabe às distribuidoras elaborar o cronograma de abastecimento. “O sindicato, juntamente aos órgãos e empresas distribuidoras está fazendo o maior esforço possível para que o abastecimento seja reestabelecido o mais breve possível”, afirma a entidade.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

Petroleiros iniciam greve mesmo com intimidação da PM e TST

 

A política de reajuste dos combustíveis comandada pelo atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, é um dos alvos da greve de advertência de 72 horas dos petroleiros, iniciada à meia-noite desta quarta-feira (30). Às vésperas do início do protesto algumas refinarias receberam a presença da tropa de choque da Polícia Militar, como a Replan, em São Paulo. Decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou na terça-feira (29) à noite a greve ilegal. 

reprodução
Manifestação na manhã desta quarta-feira (30) na Refinaria de Duque de Caxias (RJ)Manifestação na manhã desta quarta-feira (30) na Refinaria de Duque de Caxias (RJ)
Os petroleiros mantiveram o movimento, que atingiu nesta manhã a troca de turno de 10 refinarias. O protesto dos petroleiros, que se encerrará no dia 1º de junho, reivindica a redução dos preços do gás de cozinha, da gasolina e do diesel, a retomada da produção de combustíveis nas refinarias brasileiras e o fim das importações de derivados de petróleo. “É Uma greve contra o desmonte da empresa que é estratégica para a nação”, diz convocação da FUP.

TST e multa de diária de 500 mil aos petroleiros

José Maria Rangel, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que o TST não ouviu o lado dos trabalhadores. “O principal ponto que eles colocam é o fato da greve ser política. A primeira coisa que os ministros do TST tinham que se perguntar é como que eles chegaram ao Tribunal. Foi através de indicação política. O fim da Justiça do Trabalho, imposta pelo golpe, também é uma decisão política. O fato de Pedro Parente estar destruindo a Petrobras é uma decisão política. Tudo em nossa vida gira em torno da política”, ressaltou o coordenador da FUP. 

“Nós sabemos o que está em jogo neste país. Nós não vamos ter que impedir os petroleiros de entrarem para trabalhar porque eles não vão trabalhar, pois sabem o que está acontecendo dentro da Petrobras. Eles sabem que está em curso um processo de entrega do patrimônio público”, explicou José Maria, ao comentar as multas diárias de R$ 500 mil que o TST determinou por medida de paralisação que os sindicatos realizarem, inclusive piquetes.

Intimidação com Polícia Militar

Em Paulínia (SP), os petroleiros da Replan foram surpreendidos com a presença de uma tropa de militares dentro da refinaria a poucas horas da deflagração da greve. Segundo o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) estiveram no local cerca de 10 viaturas, um helicóptero água da PM e um caminhão da tropa de choque. 

“Não se trata de escolta, porque os policiais entraram dentro da refinaria e por lá ficaram, à vista de quem quisesse vê-los. A ação nos pareceu uma tática de intimidação da empresa, de ameaça aos trabalhadores, diante da greve prestes a começar”, afirmou o diretor do sindicato Gustavo Marsaioli.

A presença dos policiais militares não intimidou o sindicato que manteve a greve. “Essa não é a primeira vez na história que os petroleiros enfrentam tentativas de se provocar medo e pavor na categoria. Mais uma vez vamos resistir. Ninguém vai nos intimidar”, completou Marsaioli.

Adesão à greve

De acordo com informações da Federação Única dos Petroleiros, a greve neste primeiro dia atingiu Reman (AM), Lubnor (CE), Abreu e Lima (PE), Rlam (BA), Reduc (Duque de Caxias), Regap (MG), Replan (SP), Recap (SP), Repar (PR) e Refap (RS). Também estão parados os trabalhadores da SIX, Superintendência de Industrialização de Xisto (PR), e das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) do Paraná e da Bahia.

Na Transpetro, a greve segue nos terminais do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo, do Amazonas, do Ceará, de Pernambuco, de Campos Elíseos (Duque de Caxias) e de Cabiúnas (Macaé).

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores dos campos de produção terrestre do Alto do Rodrigues e de Mossoró também aderiram à greve, assim como os petroleiros do Ativo Industrial de Guamaré e da Estação Coletora do Canto do Amaro.

Participam ainda da greve os trabalhadores da Usina Termoelétrica Leonel Brizola, em Duque de Caxias, e os petroleiros das unidades de tratamento e processamento de gás natural (UPGNs e UTGCs) do Espírito Santo, onde os petroleiros da sede da Petrobras, em Vitória, também se somaram ao movimento.

Clique aqui para acompanhar a greve 


Do Portal Vermelho, com informações da FUP

Servidores fazem manifestação e anunciam greve geral em Santana do Ipanema

Servidores se reuniram, deliberaram e depois foram as ruas (Foto: Cortesia / Sinteal-Sindprev)

Servidores públicos municipais de Santana do Ipanema marcharam nesta quarta-feira (30) pelas ruas da cidade em protesto pela falta de proposta de reajustes salarial por parte do prefeito Isnaldo Bulhões (MDB).

O ato aconteceu no final da manhã, logo após uma assembleia conjunta convocada pelo Sinteal (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) e o Sindiprev (Sind. dos Trab. Saúde, Assistência e Previdência).

 

Os trabalhadores de todas as categorias decidiram deliberar para uma greve geral a partir do dia 5 de junho, caso o gestor continue sem sinalizar ou ofertar proposta, diante das reivindicações levantadas.

“A gente espera que essa deliberação gere resultado, pois o prefeito sinalizou que vai sentar com a categoria, e até terça (dia 5) nos dá uma resposta. Se ele responder, pontuando a valorização dos servidores, ótimo, pois a greve é suspensa”, destacou a presidente do Sinteal, Cristina Alves.

Reivindicações

A pauta principal e conjunta levantada pelos dois sindicatos é o reajuste salarial, compensando ao menos a inflação, para de todos os trabalhadores da Educação, Saúde, Assistência Social e Previdência. Eles alegam que estão a três anos sem nenhuma reposição e que por isso seus salários estão defasados.

Entre outras reivindicações, esta por parte do Sinteal, está que a gestão cumpra o piso salarial para a categoria, bem como faça o devido avanço na carreira de alguns profissionais, com a chamada mudança de letra.

Por Lucas Malta / Da Redação/Fonte: Alagoasnanet.com.br

Pilotos de parapente fazem treino em Santana do Ipanema

ESPORTES

Por José Malta Fontes - Jornalista MTE/AL 1740 0

Momento de saida do solo.

Os pilotos de parapente Ederlan Cunha e Danilo Araújo, ambos filiados à Associação Brasileira de Parapente, realizam no último domingo (27) treino no Campo de Pouso em Santana do Ipanema.

Os treinos fazem parte da preparação dos pilotos no manuseio do equipamento em solo com vistas a voos perfeitos.

Piloto Ederlan Cunha (Freed Adveture) e sua preparação para inflar a vela


Durante duas horas, aproveitando o melhor momento dos ventos, das 16h às 17h40min, os pilotos treinaram muito o controle de vela.

Piloro Danilo em sua preparação para inflar a vela


Considerando que no local não havia altura suficiente para uma possível decolagem, os pilotos ajudaram a simular possível situações de voo. Nas imagens podemos ver que as ajudas proporcionaram a retirada do solo.

Eu e Danilo estamos treinando controle de vela no interior, porque o vento é totalmente diferente dos do litoral, onde iniciamos nossos treinamentos. Os ventos aqui tem muito rotor, muda muito a velocidade e isso nos proporciona um treinamento específico para as nossas futuras atividades que serão voltadas para o interior.

EDERLAN CUNHA – FREED ADVENTURE

 

Conta de água vai ficar mais cara para os alagoanos a partir de julho deste ano

  
Foto: AssessoriaB61c552b d3e2 4236 94ff 1c647997e7d4Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal)

A partir de 1º de julho, os alagoanos vão pagar mais caro na conta de água. Segundo a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (30), está autorizado o reajuste das tarifas de abastecimento de água, de forma linear, no percentual de 5,88% para todas as categorias de consumo. 

O reajuste foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal). A medida levou em conta um estudo realizado pela Companhia e encaminhado à Arsal, que apontou elevação de custos operacionais e de investimentos nos últimos 12 meses.

Um dos insumos mais utilizados pela Casal e que mais sofreu reajuste foi a energia elétrica, que teve aumento de aproximadamente 25% de 2017 até agora. A empresa possui centenas de conjuntos motobombas em seus sistemas que são responsáveis por conduzir a água dos mananciais para as estações de tratamento e, destas, para as estações elevatórias, reservatórios e rede de distribuição.

Há ainda os conjuntos motobombas dos sistemas de esgotamento sanitário, que funcionam 24 horas por dia. Em todos eles, o consumo de energia elétrica é elevado. Os produtos químicos utilizados no tratamento da água, por sua vez, tiveram aumento médio de 7,92%.

O reajuste tarifário autorizado pela Arsal para os serviços da Companhia atende ao que estabelecem a Lei Nacional de Saneamento (11.445/2007) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que determina a publicação do aumento com pelo menos 30 dias de antecedência.

A medida passa a valer a partir do dia 1º de julho e terá validade de pelo menos 12 meses, ou seja, até junho de 2019. O reajuste contempla todas as categorias de consumidores da Casal – residenciais, comerciais, industriais e públicos.

*com informações da assessoria

TSE evita prejudicar candidaturas de Lula e de Bolsonaro

Ministros rejeitaram analisar o questionamento se réus em ações penais podem ou não concorrer e assumir um mandato

↑ TSE optou por não analisar questionamentos sobre candidaturas(Foto: Reprodução)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não interferir, agora, na possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de se candidatar à Presidência da República nas eleições 2018. Na noite desta terça-feira (29), todos os ministros rejeitaram analisar o questionamento se réus em ações penais podem ou não concorrer e assumir um mandato.

Foram menos de cinco minutos para o TSE arquivar o pedido do deputado federal Marcos Rogério (DEM-RO), que fazia quatro perguntas ao Tribunal Eleitoral: se um réu em ação penal na Justiça Federal, ou seja, primeira instância, pode se candidatar à Presidência; se sim, caso eleito, se o candidato poderá assumir o mandato; o mesmo questionamento para casos de supostos crimes cometidos no exercício da Presidência da República em mandato anterior; e se também neste caso, se eleito, poderá assumir o posto.

Julgar estas quatro perguntas poderia impedir a candidatura de Lula, que foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro, da primeira instância de Curitiba, e também pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), e de Jair Bolsonaro, alvo de outras ações penais em andamento no STF.

Mas foi justamente pelo poder de interferir em “casos concretos” e não se tratar de um julgamento generalizado, como havia defendido a Procuradoria-Geral da República, é que os ministros negaram colocar o tema para votação.

Antes mesmo de o TSE iniciar as falas sobre o caso, na noite de ontem, a área técnica do Tribunal já havia defendido que os questionamentos não fossem analisados, porque poderiam antecipar “ilação sobre situação concreta que somente poderá ser aferida na data ou após a realização do pleito eleitoral”.

“O pronunciamento do tribunal poderia incidir sobre casos concretos, antecipando entendimento em matéria a ser debatida apenas na apreciação de eventual pedido de candidatura”, afirmou, no início, o relator Napoleão Nunes. “Não convém responder a esse tipo de consulta porque estaríamos engessando a nossa própria atividade jurisdicional no momento próprio”, concordou Tarcísio Vieira.

Fonte: Jornal GGN

Professores defendem partilha dos recursos dos precatórios do Fundef

MPF já advertiu que dinheiro deve ser usado apenas na educação

 
 
↑ Professores prometem mobilização maior pelo pagamento (Foto: Sandro Lima)

A história do pagamento dos precatórios oriundos do Fundef, sobretudo para os professores dos municípios alagoanos, vem causando muita polêmica entre prefeito e a categoria. É que ainda existem 33 prefeituras que estão prestes a receber os milionários repasses do governo federal. No entanto, os gestores já foram advertidos por meio do Ministério Público Federal (MPF), inclusive assinaram um pacto de compromisso com o órgão, a fim de  investir os recursos somente na Educação, e não repassar 60% do bolo financeiro para ser dividido entre os professores, assim como fizeram muitas prefeituras recentemente no Estado.

Por conta dessa situação, na manhã desta segunda-feira (28), a capital recebeu centenas de professores procedentes de mais de 20 municípios. Eles fizeram um grande manifestação a pé, com carro de som, faixa e cartazes, entre a Praça Centenário no bairro do Farol, até a sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), onde um grupo de 15 representantes foi recebido por uma equipe técnica do órgão, cuja reunião chegou a render cerca de duas horas, mas sem prosperar nada para os manifestantes.

“Foi uma reunião que praticamente não resultou em nada, pois o único proveito  que tivemos foi a ideia da gente mesmo ligar para o deputado JHC, a fim de que esse nos represente nessa tão polêmica questão, já que o deputado é membro da Comissão Parlamentar que acompanha a liberação dos repasses dos Precatórios do Fundef”, disse a professora Elzenir Torres, representante da Barra de São Miguel, afirmando que  assessoria de JHC ficou de agendar uma data dentro do mais breve possível.

“Estamos brigando amparadas numa lei federal, que garante aos professores da rede municipal de ensino, sobretudo os que efetivamente estão nas salas de aulas, entre o período de 1998 a 2016, o repasse de 60% a ser distribuído com a categoria;  e os 40% restante para investir na estrutura física das unidades de ensino” comentou ansiosa a professora Maria Núbia Vitor de Sousa, do município de Atalaia.

“O nosso maior inimigo é o poder, pois nos coloca às margens da sociedade”, desabafou no microfone Fábio Cirilo, de Atalaia, afirmando que essa foi a primeira vez que os municípios envolvidos se uniram em um só grupo, e que de agora em diante a situação tende a se unificar.

“Iremos acionar nossos jurídicos para que os professores tenham direito. Precisamos também alertar à população sobre os nossos pleitos”, destacou.

Fonte: Tribuna Independente / Edmilson Teixeira

TJ decide que acusado de tentativa de homicídio na ‘Festa da Juventude’ deve ir a júri

Caso ocorreu em Santana do Ipanema; Carlos Alberto Schinke teria efetuado disparo após discussão

↑ Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (Foto: Caio Loureiro / Dicom do Tribunal de Justiça de Alagoas - Arquivo)

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) manteve a decisão que determina a realização de júri popular do réu Carlos Alberto Schinke de Albuquerque Melo, por lesão corporal de natureza grave e tentativa de homicídio qualificado contra Jane Keylla Vilar Alcântara e Sarlynton Harysson Barbosa da Silva, respectivamente. O caso ocorreu no município de Santana do Ipanema, no dia 19 de julho de 2009, durante as comemorações alusivas à Festa da Juventude.

Segundo a denúncia, Carlos cometeu os crimes ao ser repreendido pelas vítimas diante da forma imprudente com que manobrava o seu veículo em via pública. Ele teria sacado uma arma de fogo e efetuado um disparo, que atingiu o casal de namorados.

Jane Keylla foi liberada no mesmo dia, enquanto que o seu companheiro ficou hospitalizado por 25 dias. Sarlynton Harysson Barbosa faleceu três anos após o fato, vítima de assalto.

Carlos Alberto Schinke alegou que uma das vítimas correu em sua direção com uma pedra na mão, após ser atingida pelo retrovisor do carro. Ele disse ainda que a arma disparou acidentalmente em direção ao chão.

A defesa do réu ingressou com recurso contra a decisão de pronúncia alegando não haver, nos autos, indícios suficientes de que Carlos Alberto Schinke teve intenção de matar, razão pela qual requereu a desclassificação da tentativa de homicídio para lesão corporal. O pedido, no entanto, foi negado pela Câmara Criminal.

Segundo o relator do processo, desembargador José Carlos Malta Marques, há incertezas acerca das teses trazidas pela acusação e pela defesa. “Na dúvida quanto à autoria do crime doloso contra a vida, deve-se pronunciar o acusado em favor da sociedade, remetendo-o ao julgamento do Tribunal do Júri”, afirmou.

A sessão da Câmara Criminal ocorreu no dia 16 de maio. Ainda não há data prevista para o júri popular.

Fonte: Dicom do Tribunal de Justiça de Alagoas / Texto: Guilherme Carvalho Filho

Arapiraca: preso grupo acusado de comandar tráfico e prostituição

Operação apreende droga e esclarece assassinato de garota de programa

 
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Policiais civis cumprem mandados em casa de prostituição, em Arapiraca (Foto: ASCOM/PC)

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (23) resultou na prisão de um grupo criminoso que comandava o tráfico de drogas e prostituição na cidade de Arapiraca.

A ação mobilizou cerca de 50 policiais civis lotados na 4ª Delegacia Regional de Arapiraca (4ª DRP), Asfixia e Grupamento Aéreo, da Secretaria de Segurança Pública.

Coordenado pelo delegado regional Thiago Prado, o trabalho foi concentrado na Rua 16 de Setembro, área de prostíbulos situada no centro da cidade, e teve o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, homicídios e casas de prostituição.

Foram presos: Ingrid Dayane da Silva Batista, de 25 anos; Givanilza Maria dos Santos Spinele, 49 anos; Jairo José Spinele, 51 anos; Talia dos Santos Alves, 19 anos; Wilson Gomes da Silva, 23 anos; Gabriel de Lima Silva, 22 anos, Jeymisson Jairo Santos Spinele, 29 anos, Isabela Maria dos Santos, 23 anos, e Cristiane Santos Nascimento, de 29 anos.

As investigações começaram há cerca de um mês, quando ocorreu um homicídio de uma garota de programa na cidade de Traipu.

A Polícia Civil desta cidade iniciou a apuração e chegou à autoria do crime, sendo esclarecido que uma família que comanda o tráfico e a prostituição na região da Rua 16 de Setembro, teria executado a jovem garota, por ela não querer mais comercializar drogas.

A polícia fez a representação, e os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira.

Nos prostíbulos, ali localizados, foram apreendidos 1 quilo de maconha, munições de calibre .38, e balança de precisão, sendo confirmada a denúncia de que no local era praticado o tráfico de drogas, além da exploração sexual.

Material apreendido durante a operação (Foto: ASCOM/PC)

 

 

Renan repercute “chantagem” do governo para reduzir combustíveis

  
Agência Senado/Arquivo68a78742 334f 488b 8540 43ac75458343Renan Calheiros

Em meio à disparada de preços dos combustíveis e à greve dos caminhoneiros, que já reflete no desabastecimento em vários pontos do País, o senador Renan Calheiros (MDB) repercutiu, durante sessão no Senado na terça-feira, 22, a informação de que o Governo Federal estaria “chantageando” o Congresso Nacional para trocar a redução do preço dos combustíveis por aumento de impostos.

 

Calheiros citou que leu na coluna do jornalista Valdo Cruz, do G1, que um dos itens relacionados à chantagem para abaixar o preço da gasolina é a reoneração da folha de pagamento.

 

“Nós já temos, no Brasil, 13,7 milhões de desempregados. Reonerar a folha das empresas, neste momento, significa ainda mais demissão; significa que esse desemprego ainda vai aumentar mais. Isso é um absurdo!”, criticou o senador, acerca da "ideia de jerico".

 

Calheiros também comentou sobre o anúncio de que o Congresso fará uma comissão geral para discutir com a Petrobras mecanismos para reduzir o preço da gasolina: “O Congresso Nacional tem que fazer uma intervenção no bom sentido; não pode esperar comissão geral, nada... Comissão geral é conversa fiada, não vai a lugar nenhum –, e não pode aceitar a chantagem do Governo de querer reduzir o preço da gasolina em troca do aumento de impostos, especialmente da reoneração da folha”.

 

Ele sugeriu que, ao invés de participar da tal comissão geral, o Senado vote, com urgência, um novo critério de preços para a Petrobras.

 

E, por fim, creditou à crise atual ao ex-ministro da Fazenda – e pré-candidato à presidência – Henrique Meirelles (MDB): “É o ministro da Fazenda o comandante de tudo que acontece nas estatais, principalmente na Petrobras”.

 

 

 
 
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