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Sexta, 18 Mai 2018 17:40

ALERTA PROFESSORES DE GEOGRAFIA

ALERTA PROFESSORES DE GEOGRAFIA
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.904
 
A ZONA RURAL SERÁ ESQUADRINHADA. Foto: (B. Chagas).
Com os livros “230”, “Ipanema um rio macho”, “Negros em Santana”, Geografia de Santana”, O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”, “Conhecimentos gerais de Santana do Ipanema”, resgatamos quase tudo o que a nossa terra tinha direito. E mesmo com nove livros prontos para publicações, estamos mexendo ainda na inquietação. Iniciamos até como lazer, um trabalho de Geografia que resgatará também a zona rural do nosso município. Trata-se de uma tarefa inédita para e com os professores de Geografia direcionada às escolas, população em geral, autoconhecimento/estágio em que todos os mais de cem sítios serão visitados, mostrados e valorizados. Um documentário que terá assinatura de todos os professores de Geografia participantes. Não temos conhecimento do que o que planejamos tenha sido realizado em nenhum município do Brasil.
Já estamos trabalhando nas pesquisas de gabinete e estaremos no campo, após as chuvas invernais. É um pequeno grupo disposto a passar vários domingos percorrendo as 11 regiões rurais, classificadas por nós e que serão estudadas: Um geógrafo, um historiador, um guia, um motorista e talvez um fotógrafo. Após essa segunda fase, entrariam todos os professores de Geografia de Santana, que quisessem nos acompanhar. Não vamos apresentar ainda o pulo do gato. Mas é preciso transporte, gasolina, alimentação, GPS, máquina fotográficas, filmadoras e mais. Dificilmente se arranja essas coisas com as autoridades. Nesse caso, os professores reunidos dirão como fazer.
Enquanto caem as chuvas, vamos trabalhando, preenchendo o corpo do projeto até onde for possível. Deveremos ganhar o apoio da Escola Professora Helena Braga das Chagas, onde a maioria trabalha e, fora de expediente comanda as ações. Brevemente estaremos convidando os professores de Geografia para conhecer as nossas ideias. Mesmo assim, estamos todos os dias na referida escola no turno matutino onde poderemos ouvir e fornecer sugestões.
Ontem mesmo durante uma entrevista, recebemos importantes informações de um dos mais de cem lugares rurais: Lagoa do João Gomes e do próprio riacho João Gomes. VEM CONOSCO!

Mulher que permitia abusos sexuais contra a própria filha é detida

Criança era abusada pelo padrasto desde os nove anos; crime foi praticado durante seis anos

↑ (Foto: Ilustração)

Policiais civis da 6ª Delegacia Regional de Polícia (6ªDRP) de São Miguel dos Campos, sob a coordenação do delegado João Marcello Almeida, prenderam nesta sexta-feira (18) uma mulher suspeita de omissão em abuso sexual da própria filha.

Maria Welida Roze Ferreira da Silva, de 35 anos, foi presa em cumprimento a mandado de prisão, expedido pela 4ª Vara Criminal de São Miguel dos Campos. Ela foi detida no conjunto Bela Vista II.

Segundo a autoridade policial, Maria Weilda sempre teve ciência que sua filha era abusada sexualmente por seu companheiro, padrasto da menina, Geovanio Ferreira da Silva, de 37 anos.

Os abusos iniciaram quando a menina tinha apenas nove anos de idade, e eram praticados com regularidade. Aos 15 a jovem engravidou e teve uma filha do padrasto.

Maria Weilda permitia que a filha fosse abusada sexualmente pelo seu companheiro, sendo totalmente omissa, não tomando nenhuma providência. Inclusive procedeu ao registro de nascimento de sua neta em nome do seu esposo.

Geovanio Ferreira encontra-se detido desde novembro de 2015, quando foi preso em flagrante delito por estupro de vulnerável. Na época Maria Weilda também havia sido presa, no entanto foi posta em liberdade em junho de 2016.

O delegado informou ainda que com o trânsito em julgado da condenação, Maria Weilda retornará para a prisão, onde cumprirá pena de 17 anos e 8 meses de reclusão.

A prisão se dá no mesmo dia dedicado ao Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em todo país.

Fonte: Assessoria da Polícia Civil de Alagoas / Texto: Larissa Wilson

 

Boeing 737 com 113 pessoas a bordo cai logo após decolar de Havana

Presidente cubano cita 'grande número de vítimas'

↑ Avião cai logo após decolar de Havana nesta sexta (18) (Foto: Adalberto Roque / AFP)

Um Boeing 737 caiu logo após decolar do Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, informou a imprensa cubana nesta sexta-feira (18). Os bombeiros estão no local. O presidente Miguel Díaz-Canel disse que havia 113 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação.

“Houve um acidente de aviação lamentável. De acordo com o pessoal da Cubana, há 104 passageiros e 9 tripulantes. As notícias não são muito promissoras, parece que há um grande número de vítimas”, disse Díaz-Canel após chegar ao local do acidente.

O jornal “Granma” diz que há três sobreviventes em estado crítico já hospitalizados.

A emissora CubaTV divulgou imagens do resgate logo após o acidente:

A emissora CubaTV afirmou que o voo, que ia para Holguín, no leste do país, era da companhia Cubana de Aviación, mas a aeronave era arrendada de outra empresa.

A rede americana CNN noticia que uma enorme bola de fogo foi vista depois que o avião caiu. Relatos citados pela emissora também indicam que há uma espessa nuvem de fumaça visível ao redor do aeroporto, o principal do país.

 

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Presidente Miguel Diaz-Canel chega ao local do acidente aéreo em Havana nesta sexta (18). (Foto: Yamil LAGE / AFP)

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Equipes de resgate estão no local que o avião caiu em Havana. (Foto: Yamil LAGE / AFP)

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Perímetro do local onde o avião caiu foi isolado para trabalho dos bombeiros em Havana (Foto: Andrea Rodriguez/AP)

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Equipes de resgate trabalham no local onde um avião com 113 pessoas a bordo caiu logo após decolagem em Havana, Cuba (Foto: Adalberto Roque/AFP)

Fonte: G1

PROFESSORES – RELEVO – PROFESSORES
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.902
RELEVO SANTANENSE. FOTO: (B. CHAGAS).
 
Tivemos três importantes fases de classificação do Relevo Brasileiro. A primeira com o professor Aroldo de Azevedo (década de 1940), falecido em 1969. A segunda classificação do Relevo Brasileiro, surgiu com o extraordinário geógrafo, Aziz Ab’Saber, em 1962, que ampliou a classificação primeira de Aroldo Azevedo. A terceira classificação do Relevo Brasileiro é a chamada Classificação de Jurandy Ross, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, com uma proposta em 1989. Essa proposta foi baseada no Projeto Radam e Radam Brasil, que teve a participação do ilustre professor. Podemos dizer que a sequência foi um aperfeiçoamento quando usamos atualmente a Classificação de Jurandy Ross em nossos livros de Geografia.
Aroldo Azevedo estabeleceu as formas de planície e planalto com o critério altimetria, estabelecendo o limite de 200 metros para diferenciar uma forma de outra. Já Aziz Ab’Saber, usou o critério morfoclimático, que explica as formas de relevo pela ação do clima. Aziz ampliou a classificação de Azevedo, acrescentando novas unidades ao relevo brasileiro.  Para ele, planalto é onde predomina agentes de erosão. Planície seria a superfície com maior deposição de que a erosão. Reunindo as principais características do relevo e do clima mais vegetação e hidrografia chamou de “Domínios Morfológicos Brasileiros”.
Com o solo brasileiro detalhado pelo Projeto Radam e Radambrasil, a classificação do professor Jurandy Ross se fez necessária na proposta de 1989, com muito mais detalhes. Por ela, temos no Brasil, 11 planaltos de quatro tipos; 6 planícies de dois tipos  e 11 depressões de três tipos;  sendo ao todos 28 unidades.
Nós, do Sertão alagoano, estamos na “Depressão sertaneja e do São Francisco”.
Os detalhes de cada uma dessas unidades, não cabem em apenas um crônica.
 

Máfia da arbitragem paraibana tentou subornar profissional alagoano

  
Foto: PB Esportes3336f9ca 4745 4127 99b0 cf99fad2615bChicão comandou o primeiro jogo da decisão paraibana

O escândalo de manipulação de resultados envolvendo dirigentes de clubes, membros da comissão de arbitragem e árbitros da Paraíba, por muito pouco não ultrapassou as fronteiras do Estado. Isso porque, envolvidos tentaram subornar o árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento, o “Chicão”, que comandou o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paraibano entre Campinense e Botafogo-PB.

O escândalo já vinha acontecendo há algum tempo e vinha sendo monitorado pelas Polícias Civil e Federal, além do Ministério Público da Paraíba, que conseguiram junto à justiça a autorização para quebrar o sigilo telefônico dos suspeitos.

Estavam no “Olho do Furacão”, o presidente do Campinense, William Simões, o vice-presidente de futebol do Botafogo da Paraíba, Breno Morais e o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf-PB), José Renato.

A manipulação de jogos vinha acontecendo com frequência durante estadual, incluindo árbitros locais. Na grande final, os clubes temiam perder o controle e por isso, solicitaram arbitragem de fora. Aproveitaram que havia um intercâmbio de árbitros e assistentes de Alagoas, Paraíba e Sergipe.

Foto: Divulgação

 

Por isso, Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, foi o selecionado para a partida e um dia antes do jogo, recebeu uma ligação de um dirigente, que foi grampeada. Na oportunidade, o presidente do Campinense, William Simões contou com a ajuda de um massagista para falar com o alagoano e passou a insinuar algum tipo de ajuda ao profissional, que explicou ao MinutoEsportes a situação.

“Sempre que fomos à Paraíba, o massagista (Danilo), que está envolvido nesse esquema, nos atendeu muito bem e cuidava dos árbitros e assistentes. No dia do jogo, ele falou que iria lugar para uma pessoa de federação e pediu que eu falasse que ele estava nos atendendo bem. Não vi problema. Quando a pessoa atendeu, imaginei que fosse alguém da federação, dizendo que o dinheiro do hotel já havia sido transferido, que se precisasse de mais alguma coisa era só avisar. Eu achei estranho, porque normalmente a gente paga com a diária. Mas, em alguns casos cordiais, a federação paga. Então, imaginei que qualquer coisa, a gente seria ressarcido. Eu apenas fui respondendo as afirmações dele e pronto. Comandei o jogo, graças a Deus deu tudo certo, recebemos o cheque da federação e pronto”, afirmou Chicão que comandou a partida, vencida pelo Campinense por 1 a 0.

O árbitro alagoano acredita que as demais gravações e o depoimento do massagista irá provar que não há envolvimento da arbitragem alagoana no esquema.

“Mesmo que esse Danilo faça parte do esquema, acredito que no depoimento dele e qualquer outro, vai deixar claro que não houve nenhum impedimento. Construí uma história bonita na arbitragem e não iria me envolver com esse tipo de coisa”, explicou o profissional que já chegou ao quadro da FIFA.

O MinutoEsportes também ouviu o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Alagoana de Futebol (CA-FAF), Charles Hebert, que confirmou o apoio da entidade ao profissional.

“Assim que soubemos do problema, chamamos o Francisco Carlos na federação para que ele fizesse alguns esclarecimentos. Recebemos com muita tranquilidade, confiamos no profissional e vamos enviar primeiro para a corregedoria da FAF e posteriormente para a CBF”, afirmou.

 
 
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Durante os dias 5 e 6 de maio, os atletas Kainan Roberto e Aylson Aguiar foram à capital Potiguar disputar o Troféu Norte-Nordeste Caixa de Atletismo Sub-18 nos saltos em distância e triplo, lançamento de dardo e nos 100 metros livres.

Promovido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o evento serviu de seletiva para o Campeonato Brasileiro de Atletismo Sub-18, que acontecerá entre os dias 18 e 20 de maio na cidade do Recife, em Pernambuco.

Com os resultados obtidos pela dupla durante o Troféu Norte-Nordeste, os atletas se credenciaram para disputar e representar Arapiraca na competição nacional no próximo final de semana na capital pernambucana.

Kainan e Aylson são crias do Projeto Correndo para o Futuro, que tem a coordenação e orientação da professora de Educação Física Karlla Emanuelle e equipe.

“A classificação deles para o brasileiro foi fruto de muito trabalho e dedicação. Eles se esforçam muito durante os treinamentos e a recompensa tem sido essa, medalhas e pódios nas competições que disputam”, destacou a professora.

Sindicatos assinam convenções que desafiam reforma trabalhista

 

Na contramão da reforma trabalhista, o sindicato dos metroviários de São Paulo assegurou a preservação dos direitos dos trabalhadores na assinatura, em abril, da Convenção Coletiva da categoria. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas (Sinpro-MG) também contrariou a reforma trabalhista e assinou nesta segunda-feira (14) a Convenção Coletiva de Trabalho sem perda de direitos.

Por Railídia Carvalho

Paulo Iannone/Sindicato
 Metroviários aprovam em Assembleia Acordo Coletivo 2018/2019 Metroviários aprovam em Assembleia Acordo Coletivo 2018/2019
Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista ou Lei 13.467/2017, os sindicatos tem enfrentado a resistência dos empregadores que na hora da negociação querem flexibilizar ou alterar a forma de contrato rebaixando direitos mínimos do trabalhador com base na nova lei. Sancionada por Michel Temer, a lei alterou mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho em prejuízo ao trabalhador. 

Em Minas, o Sinpro liderou 10 dias de greve para evitar a perda de, entre outros direitos históricos, do adicional extra-classe, adicional por tempo de serviço e também da extinção dos 15 minutos de descanso que o professor tem direito no recreio. Em São Paulo, os metroviários anteciparam a campanha e conseguiram assinar a Convenção antes da data-base, prazo em que expira a convenção atual, que teria sido no 1º de maio.

“Os acordos coletivos em geral garantem direitos que vão além do que prevê a lei para o trabalhador”, observou Wagner Fajardo, diretor do Sindicato dos Metroviários. A Convenção Coletiva dos Metroviários traz vários itens que aumentam direitos em relação à lei e poderia ser desfigurada se adotados os termos da reforma trabalhista. 

“O nosso percentual do adicional noturno é de 50% enquanto a lei prevê 20%. A hora extra é 100% e a lei determina 50%. No adicional de férias, a legislação prevê 1/3 de adicional e o nosso dá quase 90% em algumas faixas salariais. Preservamos este acordo utilizando o negociado sobre o legislado a favor do trabalhador”, afirmou Fajardo ao Portal Vermelho.

O Sinpro assinou o acordo após 20 horas de Audiência de Mediação e Conciliação Pré-processual no Tribunal Regional do Trabalho. “É a coroação da vitória da resistência dos professores e professoras na garantia dos seus direitos. Conseguimos fechar a Convenção com Nenhum Direito a Menos, como foi nosso mote da campanha reivindicatória. E o que havíamos perdido com a lei da Reforma Trabalhista, que era a homologação no sindicato, conseguimos garantir também nesta Convenção”, comemorou Valéria Morato (foto), presidenta do Sinpro em entrevista ao portal Sinpro-MG.

Segundo Valéria, os professores deram “uma aula de resistência e de unidade – um exemplo e esperança para todas as classes trabalhadoras no Brasil”. A dirigente destacou o diálogo que foi estabelecido entre os trabalhadores, estudantes e pais, que se convenceram de que as más condições de trabalho dos professores implica na qualidade da educação. ”Professores e professoras reconheceram a importância da luta e da união e responderam ao chamado do sindicato. Temos diretoria, representatividade, mas a força está na categoria”, ressaltou a sindicalista.

Na opinião do procurador Arlélio de Carvalho Lage, representante do Ministério Público do Trabalho e que esteve presente na audiência de mediação, a greve dos professores em Minas foi necessária para compensar perdas trazidas pela reforma trabalhista. 

“Muita coisa na reforma trabalhista prejudica o trabalhador. Importante que os sindicatos, prejudicados com o fim das contribuições sindicais, tenham uma atividade importante junto aos associados para que se fortaleçam e nasçam novos direitos – mas coletivos, não legais, porque há a prevalência da CCT sobre o legislado. Agora, mais do que nunca, é importante que o trabalhador se filie ao sindicato da categoria, pois isso é que vai dar força para negociação, porque um sindicato que não tem como se manter não terá como conseguir lutar pela garantia de direitos do trabalhador”, avaliou Arlélio ao portal Sinpro-MG.

Fajardo reiterou que a reforma trabalhista teve um nítido caráter antissindical e que nesse cenário de resistência o resultado obtido na negociação da convenção é positivo. “A reforma tentou tirar do sindicato vários prerrogativas, tanto no processo de negociação quanto nos acordos coletivos como também na relação entre trabalhadores e sindicato”, afirmou o metroviário.

De acordo com ele, a defesa dos trabalhadores só obtêm resultados positivos quando há unidade entre os trabalhadores. “A diretoria do sindicato é plural, tem várias correntes de pensamento, mas a gente tem enfrentado o atual cenário com unidade na diretoria”, finalizou.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostram queda de 29% no número de acordos coletivos registrados no primeiro trimestre de 2018 pelo Ministério do Trabalho. Nesse período, o Departamento de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) registrou 2.802 acordos enquanto no mesmo período de 2017 foram 3.939. 



Do Portal Vermelho

 
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Falso discurso da Escola Sem Partido avança no Congresso

 

Na terça-feira (08), o deputado Flavinho (PSC) apresentou o projeto da Escola Sem Partido (PL 7180/14) prevendo que cada sala de aula tenha um cartaz com seis deveres dos professores, entre os quais o primeiro é a proibição de que os docentes “cooptem” os estudantes para correntes políticas, ideológicas ou partidárias.

Por João Batista da Silveira*

  
O projeto propõe, na verdade, a escola de partido único, porque proíbe o debate e a livre circulação de idéias nas salas de aula. Para muitos, trata-se de uma verdadeira “Lei da Mordaça”.

O programa obriga os professores a manter a suposta neutralidade em sala de aula ao lecionar várias disciplinas como, por exemplo,história e geografia. Claro que não se pode ser favorável a nenhuma espécie de doutrinação no ambiente escolar, mas os defensores do Escola sem Partido, como destacou a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) ao dizerem que “desconhecem solenemente o processo pedagógico, uma vez que educação pressupõe, em seu sentido pleno, o incentivo à capacidade reflexiva, ao diálogo, à construção da cidadania, sendo, portanto, uma atividade política por excelência, no aspecto etimológico da palavra”.

Qualquer proposta fora disso é defender uma escola acéfala, que formaria estudantes completamente alienados. Desnecessário dizer que esse é o mundo ideal para os maus políticos.

Como falar do Golpe Militar de 1964 sem lembrar as perseguições, prisões e assassinatos de civis promovidos pelo Estado brasileiro durante a Ditadura Militar? Como explicar o fim da União Soviética sem uma contextualização política e econômica?

Os apoiadores mais afoitos (e conservadores) dessa proposta já defendem até exclusão de disciplinas como Filosofia e Sociologia da grade curricular das escolas. Um absurdo total; ou seja, seria cômico se não fosse trágico, uma vez que, em caso de descumprimento dessas propostas de lei, professores estariam sujeitos a várias punições, que vão desde uma suspensão, demissão e até, acredite, prisão.

Apesar de não ter qualquer sustentação pedagógica e jurídica, as propostas do tal Escola sem Partido já tramitam em vários Estados brasileiros. Em 2017, o Partido Progressista, o Partido Social Cristão, Partido da Social Democracia Brasileira e MDB (Movimento Democrático do Brasil, ex-PMDB) foram os partidos que mais apresentaram PLs do ‘Escola sem Partido’ e contra ‘ideologia de gênero’ pelo país.

Desde 2014, quando foi apresentado o primeiro projeto de lei, de autoria de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a média por ano de projetos idênticos ficava em torno de 20. Em 2017, chegou a 91, de acordo como estudo do grupo Professores Contra o Escola Sem Partido.

Melhor seria se esses políticos substituíssem os professores por robôs que poderiam, assim, transmitir o conteúdo para os alunos ou talvez simplificar tudo com uma simples consulta na internet.

É bom lembrar que o referido programa ainda contraria a Constituição Federal, que prevê a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. A Contee tem reiteradamente apontado — incluindo na campanha nacional contra a Lei da Mordaça e na vitoriosa Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada no Supremo Tribunal Federal — que a censura, a perseguição e a criminalização dos professores representam uma afronta à Constituição, à liberdade de aprender e ensinar e à concepção de uma educação crítica, democrática e cidadã.

No ano passado, a educação brasileira foi criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU) precisamente pela retirada dos termos “gênero” e “orientação sexual” do texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Lei da Mordaça afronta os principais tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, entre eles a Declaração Universal dos Direitos Humanos que, no seu artigo 18, destaca:

“Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”.

E no artigo 19: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão…”.

*É coordenador da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Contee

Banco do Brasil deve indenizar cliente vítima de saques fraudulentos em Maceió

Instituição terá que restituir R$ 12.261,73 e pagar indenização por danos morais no valor de R$ 4.770,00

↑ (Foto: Ilustração)

O Banco do Brasil deve restituir R$ 12.261,73 a um cliente que foi vítima de saques fraudulentos em sua conta-corrente. A instituição terá ainda que pagar indenização de R$ 4.770,00 a título de danos morais. A decisão é do 1º Juizado Especial de Maceió.

De acordo com os autos, no dia 25 de julho de 2016, o cliente teve dinheiro transferido da conta poupança para a conta-corrente. Em seguida, ocorreram diversos saques, totalizando a quantia de R$ 12.261,73. Alegando não ter realizado ou autorizado nenhuma das transações, o consumidor procurou o banco. O problema, no entanto, não foi resolvido pela instituição.

Na decisão, a juíza Maria Verônica Correia de Carvalho Souza destacou que o usuário foi vítima de estelionatários. Nessas situações, explicou a magistrada, o banco assume responsabilidade civil, por ter agido de forma negligente, sem se importar com a veracidade dos dados que lhe foram repassados.

A juíza citou o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, segundo o qual o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores, por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

“Tem razão a parte promovente em sua pretensão, vez que se encontram presentes todos os pressupostos da responsabilidade civil, visto que o dano impetrado não pode ser considerado mero aborrecimento cotidiano, de modo que o demandante faz jus à reparação que pleiteia, a título de dano moral”, afirmou a magistrada. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta terça-feira (15).

Fonte: Dicom do Tribunal de Justiça de Alagoas / Texto: Guilherme Carvalho Filho

Endometriose na adolescência: como diagnosticar?

Cólicas incapacitantes e fora do período menstrual são alertas para diagnosticar a condição em adolescentes e mulheres jovens antes que a doença piore

dor endometriose

A puberdade nem sempre é um período tranquilo na vida das adolescentes. As mudanças hormonais promovem o amadurecimento dos órgãos sexuais para as meninas, levando à primeira menstruação. Além do sangramento mensal e da acne a adolescente pode começar a ter cólicas, que, apesar de considerada pela maioria das mulheres como algo normal, pode ser um sinal da endometriose, doença que afeta até 7 milhões de brasileiras, conforme estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por ouvir de suas mães, amigas e inclusive dos médicos que ter cólica e desconfortos durante o período menstrual é natural, as jovens pode levar em torno de 7 anos para diagnosticar a doença. E o que é mais preocupante: quando os sintomas de cólica começam na adolescência esta demora para o diagnóstico pode durar 11 a 12 anos. Para a terapeuta ocupacional, Marília Gabriela Marques, foram mais ou menos 11 anos e 8 ginecologistas até o diagnóstico correto. “Na minha adolescência sempre tive cólicas e sempre ouvia das pessoas que era normal, que quando eu casasse ou tivesse filhos, passaria”, conta. “Muita gente me dizia inclusive que era frescura”.

O especialista Dr. Maurício Simões Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo Setor de Endometriose do Hospital das Clínicas, explica que o útero da mulher é revestido internamente por uma espécie de película chamada endométrio que, quando a mulher engravida, é responsável receber o óvulo fecundado. Durante o período menstrual, o endométrio é renovado e descama, sendo eliminado do corpo em forma de menstruação.

“A paciente com endometriose apresenta endométrio implantado fora do útero, ou seja, podendo infiltrar outras estruturas, como por exemplo, os ovários e os ligamentos ao redor do útero. Em casos graves, o endométrio pode aderir inclusive a outros órgãos, como a bexiga e o intestino”, reforça. O que causa a dor extrema característica da endometriose é que, assim como o endométrio, estes implantes também se inflamam durante o período menstrual, podendo causar dores e até infertilidade.

A relação de normalidade entre o período menstrual e as cólicas pode ser indicada como um motivo para 53% das brasileiras desconhecerem a doença, conforme aponta uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), em parceria com a Bayer. No entanto, é necessário estar atenta a sinais importantes da endometriose que se manifestam já na adolescência:

  • Dores incapacitantes e persistentes durante todo o período menstrual e fora dele;
  • Dor pélvica inclusive durante a relação sexual;
  • Dificuldade e dor para evacuar.
  • Dores para urinar durante a menstruação

Ao identificar esses sinais, o mais indicado é procurar um ginecologista e solicitar a investigação do quadro. Exames como o ultrassom transvaginal e de abdômen podem auxiliar no diagnóstico precoce e definição do tratamento ideal. “Quanto antes for detectada e tratada, melhor o controle sobre a endometriose, embora não tenha cura, a rapidez no diagnóstico evita as complicações da doença e inclusive que a paciente passe por tratamentos mais agressivos, além de preservar a fertilidade”, ressalta o especialista. Dr Abrão salienta ainda que no Brasil foram desenvolvidas formas de se fazer o diagnóstico da doença por Ultrassom com preparo intestinal, que tem sido muito útil para a definição do tratamento a ser realizado.

Marília relembra o longo caminho que percorreu antes de saber que tinha uma doença: “antes mesmo do diagnóstico, já tive que lidar com os efeitos da endometriose. Passei por 5 cirurgias e tive as duas trompas retiradas, passei 5 anos afastada do meu trabalho e da minha vida. Se eu tivesse a informação que eu tenho hoje, com certeza tudo teria sido diferente”. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, a doença pode afetar 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva, ou seja, dos 12 aos 50 anos.

Tenho endometriose, e agora?

Por se manifestar de diversas maneiras, cada quadro de endometriose deve ser estudado de forma individual para definir a melhor linha de tratamento. “Há pacientes que não apresentam focos de endométrio fora do sistema reprodutor, então nesses casos podemos pensar em controlar os sintomas com o uso de métodos contraceptivos como a pílula e o DIU Mirena e, inclusive, suspender a menstruação”, explica o especialista.

Em casos mais graves da doença, em que a mulher apresenta endométrio na cavidade abdominal ou outros órgãos, por exemplo, pode ser necessário realizar cirurgias, como explica Dr. Abrão: “Esses casos são especialmente delicados, porque o plano cirúrgico vai depender de onde está o foco de endometriose, por isso precisam ser estudados de perto”.

Embora a doença não tenha cura, é possível controlá-la. Para isso, é imprescindível realizar exames e visitas periódicas ao ginecologista para acompanhar a progressão da doença e a efetividade do tratamento. Uma das opções de tratamento disponíveis no Brasil é o Allurene® (dienogeste), primeiro tratamento clínico de longo prazo, ministrado por via oral com dose única diária, indicado especificamente para endometriose.

Fonte: Assessoria

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