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Terça, 03 Julho 2018 20:33

OLHOS VERMELHOS

OLHOS VERMELHOS

 

Por: Fábio Soares Campos

 
 
A moça precisava casar, pelo menos era o que pretendia. Os padrinhos pacientemente aguardavam na calçada da igreja. Coisas rememorava de quando ainda era menina. De quando naquela mesma igreja batizaram-na, mesmo altar, mesmo padre. Mais velho estava agora. O noivo ainda em casa trocava-se, no quarto. Os tanques de guerra lentos avançavam. Não entendia porque não produziam som algum. Apenas avançavam esmagando um céu, que um dia fora preto e branco, agora cinzento. Uma falta de ar, a encher-lhe os pulmões sufocando. Isso chegava a arder-lhe os olhos. Olhos vermelhos. À boca, gosto de nada, como se mastigasse cortiça. Gosto de vinho velho que vinha, inebriar o pensar. De longe àquela tarde antiga, de mais de quarenta. Tarde amarela de sol, voando fugindo, na velocidade que passava. E ter que descarregar tijolos de um velho caminhão. A carroceria tinha lastro quebrado. Dava pra ver pelo buraco a estrada passando ligeira. O pó da argila nas narinas, na pele, no cabelo. Só quando tomasse banho no açude se livraria da fantasia aborígene.
 
O pai estava na sala. A luz intensa quase cegava. Agora ia ficando cada vez mais sem visão, cada vez mais, a ver cada vez menos. Caso piorasse, e sabia que ia piorar, pediria a filha que o levasse, assim mesmo, pra feira. Se contentaria em sentir o cheiro dos bagos de jaca. O bambão leitoso, por certo jogado, ali por perto, na sarjeta. O cheiro de tempero moído, o fumo de rolo picado, os gritos do vendedor de picolé, a algazarra, uma alegria, de tantos outros significados. A carta que foi para a emissora de rádio, entre linhas de folhas de caderno, e caneta de tinta que azulava incertezas e desertos de almas e medos. Declaração magra, de amor, fraca de desejos. O maio que ficou pregado no tempo voltou, sujando o céu com suas nuvens cor de chumbo, pela manhã. E feito carneirinhos de Deus na vespertina. À nona, hora da oração da misericórdia. A igreja quase deserta. Vento nos ombros, soprando atrás das orelhas. Eu estou aqui. Não se esqueça de mim. Estarei contigo todos os dias. Te vigiando, para te guardar do mal. O mal que sempre estará em você mesmo. Guardado, grudado a sua alma, dormindo. 
 
Quando era criança, menina ainda, não pensava em nada disso. O pai, sentado na primeira fila de bancas da igreja. A cara de Madalena arrependida. Olhava fixo pro piso. O padre dava-lhes conselhos, que estavam pelo menos dez anos atrasados. O padre disse bem assim: Não, não é que agora seja tarde. Sempre, é tempo pra se arrepender. Ele também se confessara. Não havia sentido no que pensava. O que contara na confissão não devia ter contado ao noivo. Sem a menor intenção de fazer sentido. O noivo ficou indiferente a tudo, desde que ouviu a confissão. 
 
O sangue na louça branca, no apoio da pia. O espelho do toucador também ficou tinto, a torneira pingando metalicamente, bem dentro do ralo, produzindo um ruído que era como dissesse: “Foi”, “Foi”! Foi o quê? A mão direita - o corpo estirado no chão – estático, ainda segurava a navalha. O fio inoxidável calado, mesmo assim dizendo que quase não tinha sangue. Tudo parecia dizer: não sinto-me culpado de nada. Se havia culpa era somente de ser. O caminho para a serra cheio de buracos, fendas provocadas pelas chuvas. O homem da capa preta, chapéu preto, andar preto, como quem provocava poesia, ao cair da tarde. E ia sentar-se no banco de ferro e madeira, a praça dali a pouco escuro, tudo ficaria. Quase indiferente as nuvens carregadas de sofrimento, e angústia indo pra bem longe. Enquanto um balão vermelho vinha voltando quarenta e poucos anos depois, como se tivesse acabado de escapulir das cordas mal amarradas, ainda agora mesmo. A desenhar uma trajetória que dava um frio na coluna. E descia até o final da espinha dorsal. Um sentimento de leveza, de quase não existência. De apenas ficar pensado. Como se também quisesse alçar voo junto com o balão imaginário. Mas que fora de verdade fora, um dia. Os pés e a gravidade impunham sua dura lei. Agora somente os sonhos conseguiam voar, com a promessa que um dia voltaria. Sem sequer saber se um dia voltaria. E não é que voltou? 
 
Com ele trouxe homens, de chapéus engraçados, chapéu coco, cartolas, e mulheres de vestidos longos e sombrinhas deliciosamente delicadas. Diziam-se convidados para o casamento. As prostitutas maquiadas, com certa extravagância, de perfumes muito afetados. Os homens do departamento de saúde vistoriavam seus convites, pediam os cartões de vacina, e faziam anotações. Atestando para todas que, após a cerimônia, poderiam vender amor para quem quisesse. Um homem de baixa estatura, gorducho, de nariz redondo e bochechas avermelhadas, num canto do salão produzia uma pintura à óleo, retratava aquele momento, solene. Vez outra, fazia algumas exigências. Um copo de conhaque que nunca estava vazio. Um cinzeiro fumava e fumava. A vitrola cantava uma canção que falava de um homem perdidamente apaixonado por Dolores Sierra lá de Barcelona à beira do cais. 
 
Ao cair da tarde o menino foi à casa da vó. No caminho levou uns pingos de chuva. Adoeceu. Foi ficando cansado, cansado. Seu peito subia e descia descompassado. A tosse seca. A face em fogo. Os olhos vermelhos. E teve sonho com cavalos que disparavam num prado instigante. A oração apressada de quase noite, assoprava o candeeiro. O telhado chorando lacrimosamente, nostálgico. Choro de chuva, e frio. Onde estaria o gato àquela hora? Talvez no cesto de roupas sujas, se esquivando da noite molhada. O soldado, rosto de bronze e lama não podia demonstrar que sentia medo. A mãe dormia um sono leve subitamente interrompido pela chuva. Os cavalos bravios endoidecidos invadiram o cemitério. De repente uma granada explodiu quase no rosto do rapaz, atirando pra longe os dois braços que continuava segurando o fuzil. 
 
Não haveria casamento, o noivo travara uma luta insana, uma guerra, contra ele mesmo, e perdeu. Perdeu para a morte. O tio do menino, não mais casaria, suicidara-se. Como alguém escolhe tirar a própria vida às vésperas do casamento? As flores na jarra se cansaram de esperar. Enfadados os quitutes, o ponche. A moça vestida de noiva, uma bailarina de porcelana. Mas como isso foi acontecer? As coisas não carecem de explicação pra acontecer. Independente de agradar a uns e desagradar outros. Nem só de borboletas de asas vistosas vivem os jardins, mas também de lodo, espinhos e lama. E ficaram debruçados sobre os comentários. O gato não se animava perseguir o cassaco que viera revirar o lixo a cata de comida. A água descia pela calha levando pra sarjeta uma terra preta trazidas das telhas. Quem dera levasse os pensamentos maus. O menino sonhava que o criado mudo transformara-se num grande peixe. E mesmo virado em peixe continuava o móvel da cabeceira de sua cama. E falava pra ele ficar calmo, que tudo aquilo ia passar. O tio estava bem, apenas dormia. 
 
Os óculos do senhor feitor vencidos, ou seriam os seus pobres olhos? O pior é que mal conseguia enxergar as letras do grande livro. Palavras, letras, frases se desaprumavam da página amarelada. Ameaçavam desabar, vertiginosamente sobre seus sapatos bolorentos. Letras, ora obesas, ora desnutridas iam e vinham cirandeando nas folhas alvas avançando pra sua face. Um baile dantesco de grafos zumbis zumbindo. Olhos vermelhos. Fechava o olho esquerdo, e tinha a impressão de melhorar, mas não muito. Não haveria casamento. 
 
Os convivas se puseram a servir-se por conta própria. Quando se fartassem iriam embora. As prostitutas sorriam sorrisos líquidos, cintilantes, de baton e ruge carmim, de lábios lânguidos a beijar e marcar, tulipas de champanhe, cálices de vinho. O pó de arroz, o espelho do toalete. A mão enorme, tapou-lhe a boca. Enquanto a outra buscava seu sexo. Tornando púrpura a flor de menina. Não tinha forças para reagir a seu pai, um monte de músculos, o sexo rijo. O homem tão familiar, entrando com força dentro de seu corpo virginal, infante. Por certo não seria um homem mau. O pai não é homem mau. 
 
Não mais haveria casamento. Pobre rapaz, duro demais suportar tal confissão, vinte anos depois. Quem sabe uma missa, um velório. Qualquer coisa que precisasse daquelas flores brancas. Rosas, cegas de sono amparadas pela luz das velas. Bêbadas do cheiro náuseo de alfazema, e cítrico de casca de laranja. O choro arrendado as carpideiras, pagamento antecipado. As ruínas causadas pela guerra, além dos campos de batalha. Verdades escondidas por muito tempo, destruíam lares que sequer começaram, destroçavam almas de gente que ninguém, nunca, jamais falaria. O carro preto parado na porta. O menino não iria ao sepultamento do tio, ainda estava muito debilitado pela asma.
 
O gato ficou olhando de longe. O movimento demasiado nos cômodos da casa acabaria por expulsá-lo da rotina, de brincar com o novelo de lã, de deitar no sofá, espreguiçando-se nas almofadas que esquentavam ao sol da janela. A barricada de sacos de areia continuava lá. Intrépida, inexorável, cruel. Os soldados de ferro e fogo. Bom seria se nada daquilo fosse real. Ao invés disso preferia o muro de arrimo, da praça alegre. As muretas amorcegadas de meninos. Encostadas suas bicicletas velhas, descoloridas, de selim e pneus estragados. A rua descia com sua algazarra. Os soldados que retornaram desfilariam garbosamente levantariam a bandeira, bem alto ao mastro. Tocariam com orgulho os clarins, as fanfarras, garbo hino estatal. 
 
O menino sentado no sofá, vindo de um domingo diferente, que ficaria pra sempre, amarrando os cadarços dos sapatos gastos, eternamente gastos. A fotografia em preto e branco, de calças curtas. As pernas nem alcançavam o chão. O quadro do sagrado coração de Jesus, na parede da sala, que ia ficando cada vez mais estreita, desagigantando-se, amofinando, na velhice, do menino velho. Empurrando os sonhos pra bem longe. Pra onde o dirigível pudesse levar E que só daria pra alcançar se voasse no balão vermelho. 
 
As cartas que foram lidas na rádio. Como conseguiram sobreviver tanto tempo? Cartas a desmorrer gente e sentimentos de outros tempos. As cidades subterrâneas Emergidas das profundas, para onde a guerra haviam-nas empurrado, que julgavam perdidas para sempre. O choro contido da noiva do soldado. Olhos vermelhos. O retrato da amada, amarrotado ficou na carteira, resquício de humano no meio da guerra. O menino, se sabia, não demonstrava o quão achava bom ir pelo caminho de criança. E sonhava. Enquanto não vinha o sono de pedra, a acabar com o sonho.
 

Indústria chinesa deve gerar 400 empregos em Alagoas

  
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Com geração de 400 empregos e investimento de cerca de R$ 100 milhões, a indústria GsPak vai se instalar em Alagoas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (02), pelo presidente do Conselho da Indústria, Shandong Li, em reunião com o governador Renan Filho e o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

 

Especializada na fabricação de embalagens acartonadas para alimentos, e concorrente direta da Tetra Pak, a indústria chegará a Alagoas focada em exportar para a América do Sul.

 

A GsPak solicitou ao Governo do Estado o incentivo locacional, aquele em que um terreno é cedido a preço simbólico para instalação da fábrica, como explicou o governador Renan Filho, ao final da reunião.

 

"Tivemos aqui a grande notícia de que há solicitação por parte de uma grande companhia chinesa de um terreno em Alagoas para construir uma indústria. Os chineses têm hoje, no mundo inteiro, a maior capacidade de investimento. Eles, inclusive, já têm uma fábrica no Estado que é a ZTT, no polo industrial de Marechal Deodoro, e que produz fibra ótica. A ideia é criar uma grande comunidade chinesa em Alagoas", disse Renan Filho.

 

Ele revelou, ainda, que após outubro deste ano fará uma visita técnica à China para conhecer outras corporações e discutir novas possibilidades de investimentos para Alagoas.

 

 

Além das questões estruturantes, os incentivos fiscais têm colocado Alagoas na vanguarda das atrações de investimentos, mesmo diante do cenário econômico desfavorável. O Programa do Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin) reduz em 92% o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída dos produtos industrializados em todo território alagoano, além do diferimento do ICMS sobre os bens destinados ao ativo fixo, sobre a matéria-prima utilizada na fabricação de produtos e na aquisição interna de energia elétrica e gás natural.

 

Para se ter uma ideia, o benefício fiscal na região metropolitana de Pernambuco é de 75%, oferecendo um desconto maior do que Alagoas (95%) apenas na região do Sertão, um território ainda sem infraestrutura adequada para a instalação de indústrias.

 

*Com Agência Alagoas

Cosems-AL apoia discussão sobre Plano Estadual de Alerta contra Sarampo

↑ Assessoria

As apoiadoras técnicas do Conselho de Secretarias Municipais de Turismo de Alagoas (Cosems), Ana Porto e Kathleen Moura, participam nesta terça-feira (3) da reunião preparatória para o fortalecimento da Vigilância do Sarampo em Alagoas. Na ocasião está sendo discutido o Plano Estadual de Alerta contra o Sarampo 2018.

A discussão promovida pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) – por meio da Gerência de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis (GEDT) – é direcionada aos coordenadores de Vigilância; e representantes da rede de atendimento pré-hospitalar (Samu e mini pronto-socorros) e hospitalar.

O objetivo é apresentar estratégias de vigilância para casos suspeitos de Sarampo. Vale ressaltar que no Brasil estão ocorrendo surtos de sarampo em Roraima, Amazonas e Porto Alegre e que por Alagoas ser destino turístico é imprescindível que os setores envolvidos com a questão estejam preparados para desenvolver as condutas necessárias diante de um caso suspeito da doença.

Fonte: Assessoria

Parecer da LDO veta renúncia fiscal, reduz custeio e congela salários

Comissão Mista de Orçamento pode votar o relatório na quarta-feira

↑ Imagem ilustrativa

Deputados e senadores apresentaram 1.910 sugestões de alteração ao texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. O parecer foi entregue na noite deste domingo (1º) pelo relator, senador Dalirio Beber (PSDB-SC), e pode ser votado a partir de quarta-feira (4), na Comissão Mista de Orçamento.

O parecer de Beber prevê o déficit primário de R$ 132 bilhões (1,75% do Produto Interno Bruto, o PIB) proposto pelo governo federal para o conjunto do setor público, que inclui os governos federal, estaduais e municipais, e suas estatais. O texto estabelece déficits de R$ 139 bilhões para o Orçamento federal e de R$ 3,5 bilhões para as empresas estatais federais e superávit de R$ 10,5 bilhões para os entes federados. O déficit das estatais não inclui Petrobras e Eletrobras.

O relatório proíbe a concessão de reajustes para servidores em 2019 e também elimina a criação de novos cargos no funcionalismo público. “Não somos contrários, em nenhuma hipótese, ao reajustamento dos salários, seja na iniciativa privada, seja no setor público. Até porque, em muitos casos, visam à mera recomposição de perdas decorrentes da desvalorização monetária ao longo dos anos”, afirma o senador.

“No entanto, temos por princípio de que somente se pode dar o que se tem a oferecer. Pensando nesse aspecto, fizemos excluir da proposta original toda e qualquer possibilidade de concessão de reajuste a agentes públicos em 2019, ainda que escalonados em exercícios posteriores”, explica.

Pelo texto, a contratação de novos servidores fica limitada a situações específicas: os concursos com prazo de nomeação vencendo em 2019, servidores nas áreas de educação, saúde, segurança pública e defesa, desde que vagas estejam desocupadas, e a contratação de servidores para as instituições federais de ensino criadas nos últimos cinco anos.

A proposta de Beber congela ainda os benefícios concedidos aos servidores, como o auxílio-alimentação ou refeição, auxílio-moradia e assistência pré-escola, que deverão permanecer nos mesmos valores aplicados em 2018. Segundo Dalirio Beber, o relatório apresentado para 2019 é caracterizado como um “rearranjo das prioridades públicas no campo orçamentário”.

O parecer também propõe a redução de 10% das despesas com custeio administrativo. O senador incluiu um dispositivo que proíbe reajuste das verbas destinadas aos gabinetes de deputados e senadores, que são utilizadas para pagar, por exemplo, pessoal, material de divulgação e combustível. O texto também impede a destinação de verbas para compra de automóveis de representação e para reforma ou compra de imóveis funcionais.

Pelo parecer do senador, nenhuma nova renúncia fiscal poderá ser criada em 2019. Além disso, o governo deve enviar ao Congresso Nacional um plano de revisão de despesas e receitas, para o período de 2019 a 2022, com um cronograma de redução dos benefícios tributários, de modo que a renúncia total da receita, no prazo de dez anos, não ultrapasse 2% do PIB, metade da participação atual.

Déficit público

Segundo Beber, entre 2014 e 2017, a União teve déficit primário de aproximadamente R$ 415 bilhões (sem levar em conta os juros sobre a dívida pública). As projeções do parlamentar apontam que a situação de déficit nas contas vai durar até, pelo menos, 2021.

“No período de 2018 a 2021, estima-se oficialmente déficit primário da ordem de mais R$ 478,0 bilhões de reais (média anual de R$ 115,5 bilhões). Portanto, no período de oito anos (2014 a 2021), projetam-se despesas primárias sem cobertura adequada da ordem de R$ 893,0 bilhões (11,8% do PIB projetado para 2019), as quais, por isso, elevam o estoque da dívida na mesma proporção. Essa sangria é definitivamente insustentável”, afirmou.

Votação

O texto da LDO precisa ser votado pelos parlamentares até o dia 17 de julho em sessão do plenário do Congresso Nacional. Caso não seja votado até essa data, pode inviabilizar o recesso parlamentar, que vai de 17 de julho a 1º de agosto. A data de recesso está prevista na Constituição, que determina ainda que o Congresso Nacional não pode parar enquanto não aprovar a nova LDO.

Fonte: Agência Brasil

Policial militar de Alagoas vence competição nacional no Distrito Federal

XXXIII Concurso Nacional de Saltos Coronel Rabelo foi realizado durante comemorações dos 209 anos da PM brasiliense

↑ Equipe alagoana vencedora do 33° Concurso de Saltos Coronel Rabelo (Foto: Divulgação)

Mais uma vez a Polícia Militar de Alagoas é destaque em competições de nível nacional. Em Brasília, nesse domingo (1), o soldado Marcos Dias conseguiu o primeiro lugar na Categoria Preliminar — 90 cm do 33° Concurso de Saltos Coronel Rabelo, promovido pela Coirmã do Distrito Federal.

Militares do Exército Brasileiro e de várias polícias do País participaram no fim de semana do evento realizado dentro das comemorações alusivas ao 209° aniversário da PM do DF, bem como aos 36 anos de criação do 1º Regimento de Polícia Montada da Corporação.

A delegação alagoana, composta por militares do Regimento de Polícia Montada Dom Pedro I e do Pelotão Montado do 3° Batalhão de Polícia Militar, foi coordenada pelo tenente-coronel Ramon de Oliveira.

De acordo com o soldado Marcos, que integra a Cavalaria do 3° BPM, a premiação é o “reconhecimento dos esforços durante os treinamentos e um incentivo a mais para que os objetivos de representar nosso estado sejam alcançados cada vez mais”.

“Mostrar aqui em Brasília que Alagoas possui competidores esforçados e competentes é muito especial principalmente pela grande relevância no mundo equestre que o evento possui”, afirmou o militar que também foi o campeão geral da prova.

Fonte: Assessoria

Mais de 13 mil trabalhadores de Alagoas podem perder abono se não sacarem até sexta

No estado, ainda há R$ 10,4 milhões disponíveis para saque na Caixa e no Banco do Brasil
Por: Ascom  
 
 Foto: José Cruz/Agência Brasil

Falta menos de uma semana para acabar o prazo para sacar o Abono Salarial do PIS/Pasep ano base 2016, mas 13.821 trabalhadores de Alagoas ainda não retiraram o benefício. Cerca de R$ 10,4 milhões estão disponíveis para saque na Caixa e no Banco do Brasil em todo o estado. Quem tem direito ao benefício mas não procurar uma agência bancária até sexta-feira (29) vai perder o dinheiro.

O Abono Salarial ano-base 2016 começou a ser pago em 27 de julho de 2017. Desde então, foram pagos 60.070 trabalhadores no estado, o que representa 91,51% do total. Os valores sacados até 18 de junho de 2018 (última atualização) somam R$ 46,1 milhões.

O valor que cada trabalhador tem para sacar depende de quanto tempo ele trabalhou formalmente em 2016 na iniciativa privada ou no serviço público. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (RS 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80. “Se a pessoa trabalhou um mês, recebe 1/12 do valor, se trabalhou dois meses, 2/12, e assim sucessivamente”, explica o chefe de divisão do Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan.

O Abono Salarial do PIS/Pasep é um benefício pago anualmente a trabalhadores que se enquadram nos critérios da lei. Para ter direito a receber o dinheiro é necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos um mês durante o ano-base (nesse caso 2016), com remuneração média de até dois salários mínimos. Além disso, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O recurso é proveniente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é formado por depósitos feitos pelos empregadores do país. Além do Abono Salarial, o FAT custeia o Programa de Seguro-Desemprego e financia programas de desenvolvimento econômico. Por isso, os recursos do Abono que não são sacados pelos trabalhadores no calendário estabelecido todos os anos retornam para o Fundo para serem usados nos demais programas.

O ministro do Trabalho, Helton Yomura, aconselha os trabalhadores que se enquadram no perfil daqueles que podem receber o Abono Salarial a verificarem se não têm algum valor para receber. “Esse é um benefício importante para o trabalhador. Não custa nada entrar na internet ou procurar uma agência bancária para saber se não tem um dinheiro para receber”, recomenda o ministro.

Os trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa. A consulta pode ser pessoalmente, pela internet ou no telefone 0800-726 02 07. Para os servidores públicos, a referência é o banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet e pelo telefone 0800-729 00 01.

 

 

Fachin libera para plenário recurso de Lula para suspender prisão

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, liberou para julgamento o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender os efeitos de sua condenação.

Carlos Humberto/SCO/STF
  
Fachin aguardava a manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o tema, mas decidiu liberar antes da manifestação da procuradora Raquel Dodge.

Com isso, cabe à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, marcar a data do julgamento. A última sessão plenária do Supremo deste semestre, antes do recesso, ocorrerá nesta sexta-feira (29) e o retorno é somente em agosto, após o recesso Judiciário, que começa em julho.

Na última segunda-feira (25), Fachin decidiu submeter ao plenário da Corte um recurso da defesa de Lula para que o pedido de liberdade fosse analisado pelo plenário. Os advogados do ex-presidente pediram "reconsideração" do ministro em relação a essa decisão, para que o pedido fosse analisado pela Segunda Turma, onde são julgados os processos da Lava Jato.

Na última sexta (22), Fachin decidiu arquivar um pedido anterior de liberdade da defesa de Lula, depois que o TRF4 barrou que os recursos extraordinários do processo do triplex do Guarujá fossem analisados pelo Supremo.

Sobre o arquivamento, a defesa contestou por meio de uma reclamação à Segunda Turma na noite desta quarta sob a ótica da garantia constitucional do juiz natural e também porque o ministro não demonstrou a presença de quaisquer das hipóteses que o Regimento Interno do STF autoriza o relator a submeter o caso ao plenário. 

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Ifal abre consulta pública até 2 de julho; saiba como participar

EDUCAÇÃO

Por ASCOM IFAL  0

Reunião Reitoria - IFAL

Está aberta, até o dia 2 de julho, a primeira consulta pública sobre a revisão do PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) para os próximos cinco anos. A participação é aberta para servidores, estudantes e também para a comunidade externa.

O formulário da consulta online foi elaborado pela Comissão Central que organiza a revisão do Plano. O recurso é utilizado para receber contribuições na definição dos direcionadores estratégicos do Ifal para o período de 2019 a 2023: sua missão (razão de ser), sua visão (aonde quer chegar) e seus valores (princípios).

Para participar, basta preencher o formulário e informar se deseja manter ou alterar os textos do documento atual. Se optar por alterar, é necessário contribuir com sugestões. Acesse o formulário no site www.ifal.edu.br/pdi.

O presidente da Comissão Central, Álvaro José de Oliveira, explica que a participação da comunidade através das respostas dadas no questionário são essenciais na construção de um documento que contemple entendimentos e opiniões diversas. "Neste primeiro momento, a comissão central disponibilizou um formulário, que pode ser acessado na página do Ifal, para compilar as primeiras contribuições da comunidades interna e externa, sobre esses direcionadores estratégicos", explicou.

De acordo com Álvaro, o cronograma da Comissão Central prevê que, de julho a setembro, as comissões formadas nos campi do Ifal elaborarão suas ações, depois de serem preparadas para o trabalho em um encontro de formação, previsto para o dia 12 de julho. 

Além do trabalho interno, a Comissão continuará a oferecer instrumentos de participação social democrática. "A participação da comunidade acadêmica é fundamental para a construção deste PDI. Outros momentos também serão abertos para que a comunidade participe de forma mais efetiva. Serão contempladas questões relativas às ações do ensino, pesquisa, extensão e gestão, através das diversas mídias a serem disponibilizadas pela comissão central na página do Ifal", finalizou.

Quem desejar participar e contribuir na construção coletiva do PDI, além de participar da consulta pública, pode também procurar as comissões formadas nos campi para participar das discussões.

Comissão Central PDI 2019-2023
Instituto Federal de Alagoas - ​​
IFAL​​


Divulgada a programação artística da 56ª Festa da Juventude

 

CULTURA

Por Redação / Maltanet.com.br

  0

 

A divulgação da programação da maior festa jovem do Estado de Alagoas sempre foi motivo de muita especulação a cada ano.
 

Este ano não foi diferente!

 

Com o advento das redes sociais e a velocidade de informações, nesta quinta-feira (28) um banner com a programação foi amplamente divulgado principalmente no instagam.

A reportagem do Portal Maltanet entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Santana do Ipanema que confirmou a programação, embora até o fechamento desta matéria não havia publicação oficial no portal do município.

Apresentamos a seguir a programação artística, o que mais interessa a comunidade.

13/07 - sexta-feira

 

Mega City
Dany Carvalho
Dorgival Dantas
Deivinho Novaes

14/07 – Sábado

 

Wallison Maicon
Giselda do Arrocha
Claudio Rios
Jorge de Altinho
Xand Avião

15/07 – Domingo

 

Penha Melo
Kriativoz
João Neto
Bell Marques
Marcia Felipe


Logo oficial da 56ª Festa da Juventude 2018

Publicado no portal Santana do Ipanema em 27/06/2018 15:25:15

  Isnaldo Bulhões inaugura ampliação da Escola Sônia Pereira na zona rural de Santana do Ipanema


O prefeito de Santana do Ipanema, Isnaldo Bulhões inaugurou na última segunda-feira (25), a ampliação da infraestrutura escolar da Escola Municipal de Educação Básica Professora Sônia Pereira da Silva. A unidade de ensino fica localizada no Sítio Serrote do Amparo, zona rural de Santana.

Participaram da cerimônia a primeira-dama Renilde Bulhões, os vereadores Moacir Júnior e Maria Audilene, a secretária de Assistência Social Vera Araújo e membros da Secretaria Municipal de Educação.

Para Isnaldo Bulhões, a nova estrutura melhora a autoestima e o desempenho dos alunos da Escola.  "A nova estrutura trouxe um ensutiasmo para os estudantes".

Na cerimônia de entrega da nova escola, os diretores e professores promoveram um arraiá para comemorar a inauguração. Quadrilhas juninas formadas por alunos da escola levaram muita dança e forró, animando ainda mais a comunidade qiue compareceu para prestigiar a solenidade.

 

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