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Segunda, 21 Junho 2021 22:16

Intérpretes do Brasil – Darcy Ribeiro

Intérpretes do Brasil – Darcy Ribeiro

  • Blog do Eduardo Bomfim
  • 21/06/2021 19:49
  • Blog do Eduardo Bomfim
Foto: Reprodução/ Internet
Darci Ribeiro

Darcy Ribeiro (Montes Claros-MG, 1922 – Brasília-DF, 1997) foi um dos mais importantes e prestigiados antropólogos, romancistas e políticos do Brasil.

Além da sua vasta e abrangente contribuição para o pensamento social brasileiro, foi responsável, enquanto funcionário do Serviço de Proteção ao Índio, presidido pelo Marechal Cândido Rondon, pela criação do Museu do Índio (1953) e pela elaboração do projeto de criação do Parque Indígena do Xingu, efetivada em 1961. Como ministro da Educação do governo João Goulart, criou a Universidade de Brasília (UnB), sendo, inclusive, seu primeiro reitor. Como secretário de Educação do governo Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, esteve à frente da criação dos CIEPs, um dos mais arrojados projetos de educação pública no Brasil. Também estruturou a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), durante o segundo governo Brizola (1991-1994). Enquanto Senador pelo estado do Rio de Janeiro (1991-1997), foi relator da criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), também conhecida como Lei Darcy Ribeiro.

A sua teoria de Brasil insere-se no quadro maior da sua teoria do processo civilizatório, isto é, da evolução sociocultural-tecnológica, caracterizada pela sucessão progressista, entremeada de períodos regressistas, de etapas históricas dos modos coletivos de existência.

O Brasil surge, então, da expansão atlântica da etapa evolutiva que Darcy chama de Império Mercantil-Salvacionista, mais especificamente em sua versão ibérica. Oriunda da aliança entre a Coroa e o Papado nos albores da modernidade, essa formação era voltada para o atendimento tanto dos desígnios comerciais dos Estados ibéricos no contexto histórico do mercantilismo, quanto dos de conversão de nativos e ampliação da base de fiéis por parte da Igreja, reforçados após o rompimento da unidade espiritual na Europa ocidental pela Reforma Protestante.

O Brasil nasce, pois, do ponto de vista das relações materiais, como um empreendimento agromercantil-escravista heterônomo, comandado de além-mar, e, do ponto de vista espiritual, como um dos principais núcleos de irradiação da fé cristã e do poderio da Igreja Católica Apostólica Romana.

O Brasil desponta no panorama histórico, então, como filho ibero-americano da civilização ocidental-mediterrânea, herdeira da romanidade salvaguardada pela Igreja e berço do capitalismo mercantil, cujo prolongamento mundial por meio das Grandes Navegações resultou na incorporação histórica do continente americano à modernidade. O pioneirismo mercantil-salvacionista ibérico deu, assim, início a circuitos comerciais, militares e religiosos interoceânicos que criariam um verdadeiro sistema-mundo do qual o Brasil seria uma das mais ricas e disputadas províncias de exploração mercantilista.

O Brasil não seria, contudo, uma transplantação da Península Ibérica ou uma simples empresa comercial no interesse português. Na tipologia, elaborada por Darcy, de configurações histórico-sociais advindas da expansão marítima moderna, o Brasil foi incluído na categoria dos “povos novos”, originados da fusão de diferentes matrizes étnico-culturais atualizadas em novas sínteses, derivadas de forte e generalizado processo de miscigenação.

O Povo Brasileiro é a obra síntese da visão épica e otimista de Darcy Ribeiro sobre a civilização brasileira.

Nos termos de Darcy, o Brasil, então, não seria apenas um “moedor de gente” para a realização de atividades interessantes aos comandos ultramarinos, mas, também, um “criatório de gente”, capaz de abrigar a gênese de um povo original no sangue e na alma.

O Brasil diferiria, desse modo, dos povos transplantados (Estados Unidos, Austrália, Argentina e Uruguai, por exemplo), meros enxertos imigratórios de povos e nações já constituídos, dos povos testemunho (México, Peru e Bolívia), remanescentes de civilizações pré-colombianas derrotadas pelo expansionismo mercantil-salvacionista espanhol, e dos povos emergentes, surgidos na África e na Ásia com o processo de descolonização.

Nas palavras de Darcy:

“Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos. Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo, num novo modelo de estruturação societária” (Ribeiro, 2006 [1995], p. 17).

A mestiçagem e o sincretismo possibilitaram a organização histórica dos brasileiros em uma única etnia nacional em todo o território, uma façanha não apenas pelo ineditismo social, mas, também, pela coesão em toda a vastidão geográfica entremeada de variadas condições climato-botânicas.

A unidade étnico-cultural brasileira não significaria, todavia, homogeneidade. Diferentes tipos sócio-regionais brasileiros, originados de condições formativas diversas, coexistiriam na mesma nacionalidade. Na classificação de Darcy, haveria o Brasil crioulo, desenvolvido a partir da cultura escravista-açucareira da zona da mata do Nordeste; o Brasil sertanejo, organizado em torno do pastoreio desde o interior árido do Nordeste até o Centro-Oeste; o Brasil caboclo, formado por esparsos contingentes demográficos amazônicos, mormente ocupados em atividades extrativistas; o Brasil caipira, de matriz bandeirante-mameluca, espraiado pelo oeste brasileiro inicialmente em busca de ouro e diamantes e, posteriormente, engajado na cultura do café e na industrialização subsequente; o Brasil gaúcho, tanto o matuto-açoriano quanto o gringo-caipira das áreas colonizadas por imigrantes italianos e alemães, modelado pelo pastoreio nas campinas sulistas.

Se Darcy celebra a diversidade sócio-regional na unidade nacional brasileira, por outro lado, deplora que essa unidade ainda não tivesse ensejado uma relação menos hierárquica e desigual entre as minorias oligárquicas e as maiorias populares. Na estratificação social definida pelo autor, as primeiras, compostas pelo patronato tradicional (latifundiários) e moderno (grandes empresários) e pelo patriciado estatal (político, militar e tecnoburocrático) e civil (eminências e celebridades), associados de maneira auxiliar ao capital estrangeiro, arrematariam, frequentemente de forma violenta e com a conivência dos setores intermediários, a parte do leão das riquezas produzidas pelo suor das classes subalternas (campesinato e operariado) e da vasta massa marginal alheia às relações formais de trabalho características do moderno industrialismo (Ribeiro, 2006 [1995], p. 193).

Darcy Ribeiro considerava o Brasil uma espécie de nova Roma, tropical e mestiça, por ele denominada a mais bela e luminosa província da Terra.

Darcy, entretanto, não escamoteia o fato de, em momentos de crise das estruturas tradicionais de poder, despontar, do âmago das oligarquias, segmentos não alinhados a elas, verdadeiras “antielites” capazes de aliar-se às camadas populares, elevando-as ao primeiro plano político pela remodelação das instituições num sentido nacionalista e progressista. Tais regimes, alcunhados por Darcy de nacionalistas-modernizadores, seriam representados no Brasil, segundo ele, pelos governos de Getúlio Vargas e João Goulart. Apesar disso, o nacionalismo modernizador encontraria estreitos limites para a sua ação reformista, dificilmente abolindo as persistentes desigualdades sócio-político-econômicas, particularmente graves no caso brasileiro.

Essas desigualdades, ao sustentarem a permanência, em nosso País, dos aspectos mais espoliativos herdados da ordem mercantil-escravista, obstavam o fortalecimento de laços genuínos de solidariedade social, degradavam o sentimento de pertencimento comum à Nação, mantinham os vínculos (neo)coloniais de subordinação aos centros metropolitanos exteriores e impediam a formação de um projeto nacional de soberania e desenvolvimento autônomo para erguer o Brasil e fazê-lo andar sobre os próprios pés.

A análise lúgubre das assimetrias de poder no Brasil não transige, todavia, com o pessimismo paralisante. Darcy vê o Brasil como problema, como um País imerso em contradições que obstaculizam o prosseguimento de sua construção inacabada. Mas, sobretudo, e justamente em razão dessas dificuldades, entende nosso País como solução, como portador de uma elevada e generosa missão no plano da humanidade.

Sendo o Brasil a maior nação neolatina do mundo e o principal herdeiro de Roma, dotado de uma capacidade inigualável de assimilação dos mais variados povos e culturas sem perda da sua identidade, bem como de encontrar a alegria e a vitalidade em meio às agruras do subdesenvolvimento, estaria destinado a ser a Nova Roma, um Império mestiço, tropical e verdadeiramente universal, ainda melhor que a antiga Roma por incorporar as humanidades negras e ameríndias.

Mais ainda, caberia ao Brasil liderar a integração ibero-americana contra o antagonista comum, a América anglo-saxônica, de modo a fazer prevalecer o humanismo ocidental, originado na latinidade romano-católica mediterrânea da qual seríamos os principais rebentos, em detrimento do imperialismo anglo-saxão, baseado nos valores individualistas da Reforma Protestante e do Iluminismo, estranhos e até mesmo opostos à nossa matriz histórica romana.  

O Brasil, reconciliado consigo próprio, seria, dessa forma, não apenas mais um País no concerto mundial de nações, mas o expoente da civilização ocidental, capaz de orientar o mundo em valores nobres e generosos de convivência pacífica e miscível com todas as raças e culturas. Representaria, assim, a antítese a todo imperialismo, racismo e desrespeito à autodeterminação dos povos e das civilizações. O Brasil, a “mais bela e luminosa província da Terra” (Ribeiro, 2006 [1995], p. 411), seria a solução não só para os nossos compatriotas, mas para toda a humanidade, erigindo-se em farol de toda a raça humana. A brasilidade, por conseguinte, erigir-se-ia no cume do processo civilizatório mundial, como fator de integração, harmonia e compartilhamento de técnicas e saberes entre todos os povos e culturas.

Como afirmou Darcy: “Faz falta ao mundo um Brasil realizado em suas potencialidades de civilização tropical, mestiça e solidária, que não pede nada a ninguém, mas muito pode dar. Temos tudo para isso” (Ribeiro, 1995, p. 14).

Referências:

RIBEIRO,       Darcy. Propuestas acerca del Subdesarrollo – Brasil como Problema. Montevidéu: Libros de la Pupila, 1969.

_________________. O Processo Civilizatório. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

_________________. O Dilema da América Latina – Estruturas de Poder e Forças Insurgentes. Petrópolis: Vozes, 1978.

_________________. O Brasil como problema. 2ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.

_________________. O Povo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006[1995].

Prefeita Christiane Bulhões distribui 300 mudas em parceria com a Chesf

Por Redação/ASCOM-PMSI

21/06/2021 -

07:30h

A prefeita de Santana do Ipanema, Christiane Bulhões (MDB), realizou a entrega de 300 mudas de plantas nativas e frutíferas, em parceria com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), por meio do Viveiro Florestal de Xingó.

As entregas aconteceram na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente durante a Feira da Agricultura Familiar. Na ocasião, Christiane Bulhões ressaltou a importância de preservar o meio ambiente. “Uma missão de todos nós”.

A chefe do executivo santanense ainda visitou as barracas que comercializam produtos orgânicos, artesanato, potencialidades da terra, dentre outros, e reafirmou o compromisso com a Agricultura Familiar.

Participaram o vice-prefeito Iury, o presidente da Câmara de Vereadores, Moacir Júnior, o chefe de Gabinete, Cleudson Nobre, os secretários de Meio Ambiente, Jorge Santana, de Governo, Renilde Bulhões, de Infraestrutura, Marcelo Melo, de Educação, Andréa Brandão, de Gestão de Pessoas, Antônio de Pádua e de Assistência e Desenvolvimento Social, Vera Araújo. Também estiveram presentes os vereadores Mário Siqueira, Roberto Oliveira, Tanilla Almeida, Josefa Eliana, Elielson Motorista, Devá do Óleo, Junior Meirica e o ex-vereador Zé Del, a diretora do Hospital Regional de Santana do Ipanema, Lúcia de Fátima e o presidente da Associação Comercial de Santana do Ipanema, Josinaldo Soares.

Bailarinas do Faustão serão dispensadas e não voltam após Leifert assumir programa

Elas não são a única baixa que o público vai sentir neste domingo quando as tardes da Globo vão passar por mudanças

↑ Foto: Reprodução/TV Globo

Quem ligar a televisão no próximo domingo vai ter uma surpresa. É que Fausto Silva, o Faustão, não será a única ausência na atração.

Além de trocar o nome Domingão do Faustão por Super Dança dos Famosos, a atração comandada por Tiago Leifert vai eliminar tudo o que lembra o apresentador.

Segundo o Na Telinha, as bailarinas e as videocassetadas não serão exibidas. As profissionais que acompanham o programa há décadas devem ser dispensadas.

 

Até o momento, a TV Globo não se pronunciou sobre o tema.

Nesta quinta-feira (17), Faustão encerrou antes do previsto seu contrato com a Globo

“O apresentador Tiago Leifert estará à frente das tardes de domingo da TV Globo, até a estreia do novo projeto em desenvolvimento com Luciano Huck. Por razões estratégicas e internas, a Globo tomou a decisão de antecipar a saída de Fausto Silva do programa, e juntos decidiram formalizar o distrato”, disse a direção do canal em uma mensagem enviada à imprensa.

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Fonte: Contigo!

STF cria jurisprudência em favor de jornalistas atacados pelo Estado

A decisão do STF deverá ser aplicada em todo o país, em situações nas quais jornalistas estiverem cobrindo manifestações

↑ STF (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
O Supremo Tribunal Federal aprovou nesta quinta-feira, 10, a indenização de jornalistas que forem feridos por representantes do Estado durante cobertura de manifestações. A decisão foi tomada a partir do caso envolvendo o fotojornalista Alexandro Wagner Oliveira da Silveira e deverá ser aplicada em julgamentos de casos similares por todo o país.

Silveira foi ferido com uma bala de borracha no olho enquanto cobria uma manifestação de professores em São Paulo, em 2000, para o jornal Agora SP, e perdeu mais de 80% da visão. Até então, o processo envolvendo o jornalista e o Estado tinha como resultado a culpa atribuída totalmente à vítima. Por isso, ele não teve direito a indenização.

Na Corte, após análise desse caso, o julgamento foi favorável à proteção dos jornalistas enquanto estiverem exercendo sua função. A votação final foi de 10 x 1, com voto contrário apenas do ministro Kássio Nunes Marques, que se posicionou contrário à proteção da categoria de forma generalizada.

Em geral, a votação cerceada pelo entendimento de que os jornalistas realizam coberturas como forma de serviço à sociedade e, por este motivo, não participariam de situações de risco por motivação própria. “Quando um jornalista cobre um evento, documenta uma manifestação, mesmo que ela, eventualmente, degenere em tumulto, mais do que um direito próprio, ele está exercendo um direito da coletividade”, afirma o ministro Luís Roberto Barroso.

O argumento foi seguido por outros juristas ao longo da votação, que também alegaram que a falta de proteção poderia ser um impeditivo do trabalho e ressaltaram a necessidade de liberdade de imprensa. “É muito importante a presença da imprensa nesses eventos, porquanto ele representa um dos pilares da democracia”, pondera o ministro Luiz Fux.

Decisão da tese

Os ministros do STF elegeram a tese apresentada por Alexandre de Moraes, na qual reconhece a responsabilidade objetiva do Estado, ou seja, na qual não há necessidade de busca pela existência da culpa.

Com a decisão, em casos similares ao do fotojornalista Alexandro Wagner Oliveira da Silveira, é examinada a situação objetivamente e, se houver alguma relação de causa e efeito entre o comportamento do agente e o dano, a vítima tem direito de ser indenizada. “Cabe a excludente de responsabilidade da culpa exclusiva da vítima nas hipóteses em que o profissional de imprensa descumprir ostensiva e clara advertência sobre acesso a áreas delimitadas em que haja grave risco a sua integridade física”, ressalva a tese.

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Fonte: Comunique-se Portal

Políticos alagoanos reforçam a vacinação como único meio de vencer a Covid-19 no dia que o país registra mais de 500 mil mortes

  • Redação 
  • 20/06/2021 08:33
  • Política

Um ano e três meses após o primeiro registro de morte pelo novo coronavírus no Brasil, o país atingiu a marca de 500 mil mortos pela covid-19. Segundo dados do consórcio de veículos da imprensa, o Brasil confirmou mais 1.401 novos óbitos de sexta (18/6) para sábado (19/6) e com isso ultrapassou a triste marca de meio milhão de vidas perdidas para a doença. 

Pelas redes sociais, diversas pessoas lamentaram o número, que levou o Brasil a ser o segundo país com maior número de mortes do mundo. Em Alagoas, alguns políticos comentaram a marca e elencaram algumas fatores que podem ter contribuído para o avanço no número de mortes, assim com reforçaram a necessidade da vacina para controlar a doença. 

Veja o que disse os políticos alagoanos: 

Senador Renan Calheiros: “O negacionismo chegou a tal ponto, mas a tal ponto, que um bilionário como Carlos Wizard se nega a cumprir uma liminar do STF e uma convocação feita há dois meses pela CPI. É com isso que estamos lidando”. 

Governador Renan Filho:  “500 mil mortos no Brasil nessa pandemia de Covid-19. Que tragédia para tantas famílias. Apresento meus sentimentos a todas elas. Reafirmo meu compromisso de lutar pela vida, mesmo que incompreendido por alguns. Evite aglomeração, use máscara, vacine-se quando sua vez” 

Deputado Marx Beltrão: Hoje foi divulgado que meio milhão de brasileiros já foram mortos pelo coronavírus no Brasil.  Para nós alagoanos, uma comparação revela o tamanho desse horror: é como se metade da população de Maceió tivesse morrido. Não é humanamente possível ficar indiferente à  essa tragédia"

Deputada Tereza Nelma: “O Brasil ultrapassou, neste sábado (19), a marca de 500 mil mortos pela Covid-19. Segundo país no mundo com maior número de vítimas da Covid-19. É muita dor. Precisamos de um caminho, um caminho com mais respeito à vida, à  ciência e aos brasileiros. Não são número, são pessoas”

Senador Fernando Collor: O Brasil alcançou a triste marca de 500 mil mortos com Covid-19. Meu sentimento de pesar as famílias enlutadas no país. Que a vacina avance! Esse é único caminho para combater o vírus. Essa tempestade vai passar ”

Fechamento de agências do Banco do Brasil gera prejuízos em Alagoas

Municípios alagoanos terão a oportunidade de tratar e apresentar dados sobre o fechamento dos bancos em 10 localidades

↑ BB é um das principais locais para pagamento nos municípios alagoanos e suas agências estão sob risco (Foto: Edilson Omena)

Após a intervenção da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), membros da comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados estarão em Alagoas até o final deste mês para realizar visita técnica às agências do Banco do Brasil que foram fechadas em algumas cidades do estado.

A Comissão também já aprovou a realização de audiência pública para debater o fechamento de agências do Banco em diversos municípios do país. Em Alagoas, pelo menos 10 municípios terão suas agências ou postos de atendimento do Banco do Brasil fechados.

“Eles [deputados da Comissão] visitarão alguns municípios e também realizarão audiência pública com a presença do superintendente do Banco do Brasil em Alagoas e outras instituições relacionadas ao Banco. Agradeço a bancada alagoana e a Confederação Nacional dos Municípios [CNM] que abraçaram essa luta que foi iniciada pela AMA e hoje tomou proporções nacionais. Vamos continuar trabalhando para evitar novos fechamentos, como também reabrir as agências que foram fechadas”, destacou o presidente da entidade alagoana, prefeito Hugo Wanderley (MDB).

A diretoria nacional do Banco do Brasil ainda não comunicou oficialmente quais serão as agências e postos fechados, mas um levantamento da AMA com os prefeitos identificou que as agências de alguns municípios já haviam sido rebaixadas para Postos de Atendimento, já outros municípios terão os serviços completamente fechados nos próximos dias. Dentre os municípios estão Coité do Nóia e Pão de Açúcar.

Para o prefeito de Coité, Bueno Higino (PP), o fechamento da agência do município acarreta um problema econômico, visto que o cidadão precisa se deslocar para a cidade de Arapiraca, que é o maior centro econômico que existe próximo ao município para que se retire, faça seu saque, pague as suas contas.

“Toda essa logística fará a população já gastar o dinheiro que for sacar, devido ao deslocamento e outros gastos. Isso é um problema econômico, gera social. Durante a pandemia isso se agrava bastante, porque se aglomera filas e filas na frente dos bancos para buscar o benefício de um saque, né? Algo que é simples e que deveria ser de direito da população. Na administração do meu pai a gente conseguiu o benefício da agência para o nosso município e doze anos se passaram e a gente hoje vê o município retroceder nessa questão e perder a única agência que possuía”.

Já o prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (PSDB), disse que a informação que tem é de que a agência do município não vai fechar e vai servir de referência para municípios que fazem divisa, como por exemplo Porto da Folha e Glória, que ficam em Sergipe.

“Então, a informação é essa, que a agência não fecha, não é? A não ser que haja um posicionamento novo, mas se fechar é um desastre para a cidade, com certeza”.

Um dos parlamentares federais que estão à frente na luta para que as agências do Banco do Brasil não fechem nos municípios alagoanos é o deputado Marx Beltrão (PSD). Ele esteve recentemente em reunião com a presidência da AMA e membros da diretoria nacional do Banco do Brasil (BB).

“Sou contra e vou lutar contra este fechamento de agências do Banco do Brasil, especialmente em Alagoas e no interior do estado, que já é muito carente de atendimento bancário. A realidade hoje é de filas quilométricas, agências lotadas, pessoas passando horas na espera pelo atendimento. Banco do Brasil, e também a Caixa Econômica, são bancos que cumprem uma importante missão social. Se 15 agências do BB forem fechadas em nosso estado, são menos 15 postos de atendimento na linha de frente para solucionar problemas da população, de empresários, de agricultores. O governo federal não pode permitir isso e a bancada está articulada contra este fechamento”, disse Marx Beltrão.

Mudanças fazem parte de plano de reorganização

A coordenadora da bancada federal, deputada Tereza Nelma (PSDB), informou que fez reunião em abril com o gerente executivo do Banco do Brasil, Gustavo Berti, que disse que a mudança faz parte do plano de reorganização do Banco do Brasil para mais eficiência e otimização.

Segundo ele, a preocupação social do Banco permanece e por isso serão abertas, no lugar das agências, as lojas Mais BB.  A deputada Tereza Nelma destaca que essa medida pode prejudicar a questão social.

“Me preocupa a questão social, o impacto que isso pode gerar para a agricultura familiar, por exemplo. O Banco do Brasil é responsável por 79,2% do financiamento rural na região Nordeste. Eu acredito que podemos modificar essa decisão. A bancada alagoana está abrindo uma frente de mobilização para comprovar que esse não é o momento para o fechamento das agências” argumenta a líder da bancada federal alagoana.

O presidente do sindicato dos Bancários e Financiários de Alagoas, Márcio dos Anjos, ressaltou, em entrevista à reportagem da Tribuna Independente que a entidade fez o que pode para evitar esses fechamentos e essas transformações meses antes do fato se consumar.

“Batemos em várias portas e buscamos conscientizar a população do fato que seria ela mais afetada. O governo federal está promovendo um verdadeiro desmonte da coisa pública como um todo, entre elas os bancos públicos e é óbvio que as alegações não são procedentes, mas infelizmente esse projeto que aí está é lamentavelmente fortalecido pelo silêncio também da grande mídia que se omite. Os trabalhadores bancários têm acesso às suas carreiras através de concurso público, portanto, não ficarão sem emprego e todos aqueles afetados pela desestruturação imposta ao Banco do Brasil já foram remanejados”.

ABRANGÊNCIA

De acordo com o Banco do Brasil, 95,5% dos Municípios do país contam com algum tipo de serviço do banco.

O Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) destacou que é por meio do Banco do Brasil que os servidores locais recebem seus salários, além de ser por meio da instituição financeira que são repassados recursos, com destaque, por exemplo, para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“Nesses municípios em que as agências do Banco do Brasil serão fechadas, temos uma população envelhecida, que frequenta igreja e que gosta de ter contato com o banco. Os nossos gestores locais estão sofrendo uma pressão absurda por parte da sua população”, destaca a CNM ao receber informações das entidades que defendem o municipalismo.

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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Carlos Victor Costa

Vasco vence o CRB em São Januário e alivia a pressão

A vitória sobre o CRB, neste sábado, por 3 a 0, em São Januário, pela quinta rodada da Série B, pelo menos afasta um pouco o cenário de crise do Gigante da Colina

↑ Fotos: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br

OVasco aliviou a pressão, mas ainda sem convencer, mesmo com um placar “largo”. A vitória sobre o CRB, neste sábado, por 3 a 0, em São Januário, pela quinta rodada da Série B, pelo menos afasta um pouco o cenário de crise do Gigante da Colina.

Foi a primeira vitória do Vasco em São Januário na Série B, depois de duas derrotas (para Operário e Avaí). A atuação não convenceu, apesar do placar. O Gigante da Colina apresentou dificuldades ofensivas e até mesmo de lentidão para atacar, com pouco volume, e ainda levou duas bolas na trave. Mas deslanchou no fim.

Agora, o Vasco tem sete pontos e está na sétima colocação, no momento. O CRB também tem sete pontos e está em sexto lugar. Na próxima rodada, o Gigante da Colina tem um duelo de peso na Série B e visita o Cruzeiro, nesta quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Mineirão. Já o CRB recebe o Brasil de Pelotas, nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), no Rei Pelé.

O técnico Marcelo Cabo optou por um Vasco bem modificado. Riquelme, Leandro Castán, Ernando, Romulo, Bruno Gomes, MT e Morato foram as novidades em relação ao último jogo. O comandante ainda teve o desfalque de Vanderlei. O goleiro testou positivo para Covid-19 e foi substituído por Lucão.

O jogo era truncado e ruim tecnicamente. A grande chance, então, surgiu de um vacilo. Cano, aos 20 minutos, roubou a bola de Frazan e avançou. O centroavante tentou de cavadinha, mas viu Diogo Silva defender. Depois, o goleiro espalmou um chute de fora da área de MT.

Mesmo sem jogar bem, o Vasco conseguiu abrir o placar no fim do primeiro tempo. Após cobrança de falta, Marquinhos Gabriel ficou com rebote e deu um balão para área. Cano mostrou oportunismo e, de cabeça, colocou no canto: 1 a 0, aos 44 minutos. Foi o primeiro gol do Gigante da Colina em São Januário nesta Série B.

O CRB assustou logo no começo do segundo tempo. Hyuri acertou a trave de Lucão, aos cinco minutos. O Vasco viu o adversário crescer e pouco ameaçava, sem conseguir ficar muito tempo com a bola. A trave salvou o clube carioca de novo. Após lançamento, Ewandro carimbou o poste.

Marcelo Cabo, que já havia colocado Galarza no lugar de MT, fez mais três mudanças de uma vez. Michel, Juninho e Léo Jabá entraram. Saíram Romulo, Bruno Gomes e Morato.

A sorte sorriu para o Vasco mais uma vez. Após contra-ataque, Léo Jabá ficou com rebote, após tentativa de corte da zaga, e ficou cara a cara com Diogo Silva. Ele chutou e fez 2 a 0, aos 39 minutos.

Ainda deu tempo de Cano acertar a trave. Quem ampliou foi Marquinhos Gabriel. Após jogada de Léo Jabá, Galarza ajeitou e o meia emendou com força: 3 a 0, aos 49 minutos. O Vasco faz as pazes com São Januário e alivia a pressão.

FICHA TÉCNICA
VASCO 3X0 CRB

Local: São Januário, Rio de Janeiro
Data: 19/06/2021, domingo
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Alisson Sidnei Furtado (TO)
Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Fernando Gomes da Silva (TO)
Cartão amarelo: Leandro Castán, Morato e Galarza (Vasco) e Hyuri e Ewandro (CRB)
Gols:
Vasco: Cano, aos 44′ do 1ºT, Léo Jabá, aos 39′ do 2ºT, e Marquinhos Gabriel, aos 49′ do 2ºT

VASCO: Lucão; Zeca, Ernando, Leandro Castán e Riquelme (Andrey); Romulo (Michel), Bruno Gomes (Juninho), MT (Galarza) e Marquinhos Gabriel; Morato (Léo Jabá) e Cano.
Técnico: Marcelo Cabo.

CRB: Diogo Silva; Reginaldo Lopes, Gum, Frazan e Xandinho (Celsinho); Marthã (Renan Bressan), Jean Patrick, Diego Torres e Ewandro (Erik); Alisson Farias (Vitão) e Hyuri (Calyson).
Técnico: Allan Aal.

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Fonte: Gazeta Esportiva

Governo de Alagoas entrega Hospital Regional do Alto Sertão nesta segunda-feira (21)

SAÚDE

Por João Victor Barroso - Agência Alagoas  0

 

Com investimentos de R$ 35 milhões, unidade vai inicialmente reforçar rede pública nos casos de Covid-19 ao oferecer 10 leitos de UTI e 50 leitos clínicos

OPrograma de Regionalização da Saúde promovido pelo Governo do Estado avança mais uma importante etapa na estruturação da rede pública com a inauguração Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), que acontece na próxima segunda-feira (21), às 10h, na cidade de Delmiro Gouveia.

No primeiro momento, a unidade vai abrir com um total de 60 leitos para atender somente pacientes que precisam de tratamento para a Covid-19, sendo 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 50 Clínicos. Inicialmente, o HRAS também não será hospital de porta aberta, uma vez que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) serão transferidos exclusivamente de UnidadeS de Pronto Atendimento (UPA) ou de Unidades Básica de Saúde (UBS) por meio de encaminhamento realizado pela Central de Regulação de Leitos de Alagoas.

Ao fim da pandemia, quando estiver com todos os serviços liberados, o Hospital Regional do Alto Sertão será porta aberta e terá 153 leitos para receber os 160.254 alagoanos que residem em Delmiro Gouveia e em mais seis municípios vizinhos da região: Piranhas, Inhapi, Água Branca, Olho d’Água do Casado, Mata Grande e Pariconha.
 

 


Uma vez em pleno funcionamento, os sertanejos terão à disposição serviços de ortopedia, nefrologia, cardiologia, urologia, cirurgia geral e obstetrícia. O HRAS também será referência nos exames por imagem, com uma estimativa de que sejam realizados, mensalmente, sete mil exames de diagnóstico complementar. Para isso, serão disponibilizados exames de tomografia computadorizada, ultrassonografia, ecocardiograma, eletrocardiograma e raios-x.

Assegurar atendimento de saúde de qualidade para mais perto da população tem sido um dos propósitos do Governo de Alagoas. “Enquanto o Brasil construiu hospitais de campanha nessa pandemia, aqui, nós construímos hospitais de verdade, que vão ficar para beneficiar o povo depois da pandemia, que vão gerar empregos – agora, quase 500 empregos e, quando o hospital estiver totalmente em funcionamento, cerca de 800 empregos”, comentou o governador Renan Filho, ao anunciar, no início da semana, a inauguração da unidade.

Desde a autorização para início das obras, em 3 de julho de 2018, foram investidos R$ 35 milhões na construção do centro hospitalar, com recursos provenientes do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (FECOEP) e também do Tesouro Estadual.

Regionalização

O Programa de Regionalização da Saúde teve início no Litoral Norte, com a inauguração do Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo. Posteriormente, foi a vez da Zona da Mata, com a abertura do Hospital Regional da Mata (HRM), em União dos Palmares. E agora, a terceira unidade entrará em funcionamento com o Hospital Regional do Alto Sertão.

11 municípios do Sertão de Alagoas aderem a convênio para universalizar água e esgotamento no interior

  • Redação com Agência Alagoas
  • 17/06/2021 12:00
  • Cidades
Thiago Sampaio

11 municípios de um total de 22 aderiram a convênio para universalizar água e esgotamento no interior. Assinaram, na tarde desta quarta-feira (16), o Convênio de Cooperação com o Governo do Estado para a regionalização do planejamento, organização, gestão, fiscalização e regulação dos serviços de fornecimento de água e esgotamento sanitário. A proposta, orçada em R$ 4,5 bilhões, conta com a intermediação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal).

O Convênio de Cooperação visa atender às diretrizes do Novo Marco Legal do Saneamento Básico e o seu intuito de viabilizar a universalização dos serviços até 31 de dezembro de 2033. As assinaturas de adesão ocorreram no Auditório Aqualtune, Palácio República dos Palmares, após a reunião da Unidade Regional de Saneamento Básico do Bloco B, formado por 49 municípios do Agreste e Sertão alagoanos.

Os secretários da Infraestrutura, Maurício Quintella; da Fazenda, George Santoro; e do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques, discorreram sobre o Marco Regulatório do Saneamento e apresentaram o Projeto de Saneamento de Alagoas. O governador Renan Filho participou da reunião.

“Estamos estruturando a concessão dos serviços de saneamento básico do interior de Alagoas, num diálogo entre o Estado e os municípios alagoanos a fim de viabilizarmos os investimentos e possibilidades para que essas obras de infraestrutura avancem”, disse Renan Filho.

De acordo com o governador, a proposta é semelhante à que foi estabelecida para a Região Metropolitana de Maceió com a concessão regionalizada dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que garantiu investimentos no setor estimados em R$ 2,6 bilhões.

“É bem parecido. A Região Metropolitana de Maceió integra o Bloco A. Agora estamos discutindo com os blocos B e C, o que vai garantir cerca de R$ 4,5 bilhões de investimentos diretos em saneamento básico em Alagoas. Trata-se, sem dúvidas, da maior transformação que o nosso estado verá, caso essas operações se concretizem”, acrescentou Renan Filho.

O primeiro município a aderir ao Convênio de Cooperação foi Cacimbinhas, por meio do prefeito Hugo Wanderley, que também é presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

“Essa proposta vai ser um grande marco para Alagoas porque, além de resolvermos um problema crônico que temos do abastecimento de água e também do esgotamento sanitário, ainda temos uma grande possibilidade de termos recursos, investimentos diretos nesses municípios. Alagoas vai virar um grande canteiro de obras e ainda vai ver a melhoria da qualidade de vida das pessoas mais vulneráveis”, avaliou Wanderley.

Na próxima segunda-feira (21), às 10h, será a vez dos gestores dos 40 municípios do Bloco C (Litoral e Zona da Mata) discutirem a proposta, em reunião que será realizada também no Auditório Aqualtune.

“Explicamos o modelo inovador que estamos propondo, que vai permitir a universalização do saneamento em Alagoas e garantir mais investimentos a critério dos prefeitos em suas cidades. O Estado vive um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e social”, pontuou George Santoro.

Lei - Alagoas criou, por meio de Lei Estadual, a Unidade Regional de Saneamento. Essa estrutura de regionalização foi concebida com o propósito de permitir que os entes federativos conjuguem esforços com vistas à universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

“Alagoas saiu na frente. Desde 2016, o Estado, em parceria com o BNDES, estuda esse modelo de concessão. Já o fizemos na Região Metropolitana com muito sucesso e agora estamos ofertando aos municípios a possibilidade de, aderindo a esse Bloco (B), garantir a universalização da água em três anos; em seis anos no restante dos municípios do Estado, e todo o esgotamento sanitário até o prazo da lei, que é 2033. Então, isso é um avanço civilizatório gigante que Alagoas vai, sem dúvidas nenhuma, experimentar”, afirmou o secretário Maurício Quintella.

Dos 32 prefeitos que participaram da reunião desta quarta-feira, 22 , assinaram os termos de adesão. Já integram o Convênio de Cooperação os municípios. Do Sertão, são eles: Belo Monte, Piranhas, Senador Rui Palmeira, Carneiros, Monteirópolis, Jacaré dos Homens, Dois Riachos, Poço das Trincheiras, Palestina, Mata Grande e Santana do Ipanema. Já os demais da região Agreste, são: São Brás, Palmeira dos Índios, Minador do Negrão, Quebrangulo,  Estrela de Alagoas, Junqueiro, Cacimbinhas, Campo Grande, Coité dos Nóia, São Sebastião e Lagoa da Canoa. 

“Os municípios têm prazo até o final do mês de junho para fazer a adesão. Queremos, ainda em julho, finalizar e cumprir a fase de audiência pública; depois temos as fases de publicação do edital, em outubro, e leilão no primeiro bimestre de 2022”, acrescentou Quintella.

Com Daniel Alves, seleção brasileira é convocada para as Olimpíadas de Tóquio

Veterano lateral do São Paulo liderará equipe na busca pelo ouro no Japão

↑ André Jardine comandará a Seleção em Tóquio (Foto: Reprodução)

Otécnico da seleção olímpica masculina de futebol, André Jardine, anunciou nesta quinta-feira os 18 convocados para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

O veterano Daniel Alves, de 38 anos, do São Paulo, está na lista. Ele está se recuperando de uma lesão no joelho que o tirou da disputa da Copa América. Além dele, Jardine também chamou o zagueiro Diego Carlos, de 28 anos, do Sevilla, e o goleiro Santos, de 31 anos, do Athletico, entre os jogadores com mais de 24 anos da lista.

Veja a lista completa:

GOLEIROS

Santos (Athletico-PR)
Brenno (Grêmio)

LATERAIS

Daniel Alves (São Paulo)
Gabriel Menino (Palmeiras)
Guilherme Arana (Atlético-MG)

ZAGUEIROS

Gabriel Magalhães (Arsenal)
Nino (Fluminense)
Diego Carlos (Sevilla)

MEIAS

Douglas Luiz (Aston Villa)
Bruno Guimarães (Lyon)
Gerson (Flamengo)
Claudinho (Red Bull Bragantino)
Matheus Henrique (Grêmio)

ATACANTES

Matheus Cunha (Hertha Berlim)
Malcom (Zenit)
Antony (Ajax)
Paulinho (Bayer Leverkusen)
Pedro (Flamengo)

Jardine comentou sobre a presença de Daniel Alves na lista:

– Há atletas que são referência para todos nós. O Dani é um jogador que não à toa tem o currículo que tem. Um dos mais vitoriosos da história, por onde passa é campeão. Quando ele ficou fora da Copa América, já ficamos de olho. É um jogador que vai agregar demais, experiência, sabedoria, liderança. O universo quis assim. Disse a ele que a Olimpíada falta no currículo.

O atacante Pedro foi convocado, apesar da manifestação do Flamengo de vetar a presença do jogador na lista. O clube chegou a enviar um ofício à CBF informando que não liberaria atletas – Gerson já está negociado com o Olympique, de Marselha.

O vice de futebol do Flamengo, Marcos Braz, e do diretor Bruno Spindel já haviam visitado Pedro, que está em quarentena após testar positivo para Covid, para comunicar e explicar a decisão do clube de não liberá-lo para as Olimpíadas por causa do longo período que ficaria ausente. Também foi usado como argumento o alto valor da compra de seus direitos econômicos – 14 milhões de euros.

– A gente trabalha e sempre trabalhou nesse projeto visando a questão técnica. O Flamengo tem uma posição e a gente tecnicamente tem outra. O Pedro é um jogador importante no processo olímpico. Jogador que nos últimos dois jogos fez 3 gols. Jogador espetacular. Tem vontade enorme de defender o Brasil – explicou o coordenador, Branco.

Alguns jogadores ficaram fora da lista por veto de suas equipes. Foi o caso de Neymar, que está com a seleção principal na Copa América e já tinha sido avisado pelo PSG que não seria liberado para os Jogos Olímpicos.

– Neymar é referência mundial, imagina pra gente. Grande líder da principal. Gostaríamos de contar com ele. Logicamente, se tornaria muito mais difícil, como se tornou, pensarmos em alguém que faria Copa América e Olimpíada. Gostaríamos muito de contar com o Ney, mas não deu por esse motivo. Que seja feliz e bicampeão da Copa América. Sorte pra ele, pro Tite, pra todo mundo. Estamos torcendo – disse Branco.

Em Tóquio, o Brasil tentará repetir o ouro conquistado pela primeira vez há quatro anos, nos Jogos do Rio, quando a Seleção bateu a Alemanha na final, disputada ano Maracanã.

Coincidentemente, os alemães serão os rivais da estreia da Seleção no torneio olímpico, em 22 de julho. No dia 25, a equipe enfrenta a Costa do Marfim e, no dia 28, fecha a fase de grupos contra a Arábia Saudita.

A programação da CBF é de que os convocados se apresentem no dia 1 de julho para uma semana de treinamentos em São Paulo, no CT do Palmeiras. A delegação viaja dia 8 de julho para Doha, no Catar, e fica lá até o dia 15, quando enfim vai ao Japão.

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Fonte: Globo Esporte

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