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Estado e União destinam R$ 63,6 mi a programas de segurança alimentar e acesso à água

Maior volume foi destinado ao PAA Alimentos, que também contempla o Programa do Leite; outros R$ 14 milhões serão utilizados para a construção de cisternas

↑ Secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, assinaram, nesta quinta-feira (17), o termo de autorização de recursos do Governo Federal, da ordem de R$ 63,6 milhões, destinados a programas de segurança alimentar e de universalização do acesso à água em AL (Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

Osecretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, assinaram, na manhã desta quinta-feira (17), o termo de autorização de recursos do Governo Federal, da ordem de R$ 63,6 milhões, destinados a programas de segurança alimentar e de universalização do acesso à água em Alagoas. A solenidade foi realizada no auditório Aqualtune do Palácio República dos Palmares e reuniu deputados federais e representantes de cooperativas e de entidades ligadas ao setor produtivo rural.

O maior volume de recursos (R$ 44,6 milhões) foi destinado ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Alimentos), que também contempla o Programa do Leite, cujos valores assegurados de R$ 24,6 milhões garantirão a execução do projeto até março de 2021, beneficiando diretamente 80 mil famílias e 2500 produtores. Deste montante, o Governo do Estado participa com R$ 5,2 milhões, em contrapartida.

Para o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), foram destinados R$ 14 milhões. A iniciativa garante a universalização do acesso à água em cerca de 220 escolas rurais e beneficia mais de 1.800 famílias.

O secretário Fábio Farias afirmou que a assinatura do termo assegura a continuidade de três programas importantes para Alagoas. Pela viabilização dos recursos, ele agradeceu ao ministro e aos deputados federais Marx Beltrão, Isnaldo Bulhões, Nivaldo Albuquerque e Tereza Nelma, presentes à solenidade.

“O que o ministro está garantindo hoje aqui é a continuidade dos projetos e mais recursos. Todos esses programas geram renda, combatem a fome e a pobreza, então são de fundamental importância para os alagoanos”, afirmou Fábio Farias, que representou o governador Renan Filho na solenidade. O chefe do Executivo viajou a São Paulo, onde participou do Prêmio Excelência em Competitividade.

Durante a solenidade, o ministro da Cidadania anunciou o aporte de mais R$ 5 milhões para Alagoas, que, segundo Lorenzoni, estarão disponíveis para o PAA em até 15 dias. “Será um recurso extra que nós conseguimos reunir no Ministério e que irá a todos os Estados brasileiros e o primeiro a ser noticiado é o de Alagoas”, revelou o ministro.

“Esses recursos são uma forma importante para permitir que a agricultura familiar siga produzindo e para que os alimentos de qualidade cheguem nas instituições e naqueles que mais precisam”, acrescentou o ministro.

O secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, João Lessa, ressaltou que pela primeira vez, em 18 anos de existência do PAA Leite, foi garantida a continuidade do programa, cuja gestão foi otimizada dando mais agilidade e transparência ao processo.

“A gente mantém as 80 mil famílias recebendo o leite, mantém os 2500 produtores entregando o produto e vai mais além: otimiza os processos para que as cooperativas e os produtores recebam (os recursos) no mais curto tempo possível”, afirmou João Lessa.

Participaram, ainda, da solenidade o secretário nacional de Inclusão Social e Produtiva Rural do Ministério da Cidadania, Ênio Marques; e o secretário de Estado da Comunicação, Enio Lins.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto; Severino Carvalho e Wellington Santos

Com dois gols de Nenê, Fluminense supera o Corinthians no Maracanã

Com vitória no Maracanã, Tricolor encerra sequência negativa

↑ (Foto: Lucas Mercon / Divulgação)

Encerrando uma sequência de três jogos de jejum de vitórias, o Fluminense derrotou, neste domingo (13), o Corinthians por 2 a 1 no estádio do Maracanã, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Com o triunfo, o tricolor das Laranjeiras voltou a se aproximar do G4. Já o Corinthians, dependendo dos resultados desta rodada, pode amargar a zona de rebaixamento.

 

O Timão contou à beira do campo com Dyego Coelho, técnico do time sub-20, que assumiu de forma interina o posto na equipe profissional após a demissão do técnico Tiago Nunes na última sexta (11). Do outro lado, o tricolor carioca não pôde contar com o atacante Fred. O jogador foi diagnosticado com o novo coronavírus (covid-19), em exame realizado na última quinta-feira (11).

No início da partida, aos 7 minutos, o Fluminense abriu o placar. Após cruzamento de Calegari pelo lado direito, Nenê bateu e foi travado pela zaga. Na segunda oportunidade, mesmo caído, de perna direita, Nenê abriu o placar. Com mais domínio, embora sem criar boas oportunidades, o tricolor voltou ao ataque com Nenê, aos 27, que bateu da entrada da grande área por cima da baliza adversária.

Os visitantes responderam com o venezuelano Otero, aos 37, em cobrança de falta, que obrigou o arqueiro Muriel a espalmar a bola. Foi a jogada mais perigosa dos corintianos na primeira etapa. Em seguida, a equipe comandada pelo técnico Odair Hellmann quase ampliou aos 48. Após uma cabeçada do lateral-esquerdo Danilo Barcelos, atento, o goleiro Cássio conseguiu dar um tapa na bola e evitar o gol.

No segundo tempo, com dificuldade na criação, o Corinthians chegou ataque aos 14, em um chute de Everaldo. Bem posicionado, Muriel encaixou. Dois minutos depois, Everaldo fez um gol de cabeça, mas o árbitro do jogo Braulio da Silva Machado (Fifa, SC) marcou impedimento. Este lance acabou servindo como banho de água fria para a equipe paulista.

Aos 23 foi a vez de o zagueiro Nino chutar, na grande área, por cima da meta de Cássio. Apesar dos donos da casa controlarem o jogo, não transformavam o domínio em gol. Porém, aos 40 minutos Luiz Henrique chutou e a bola explodiu na mão de Bruno Méndez. Neste lance, o juiz marcou pênalti. Nenê cobrou e converteu seu segundo gol do jogo.

 

Nos acréscimos, aos 46, Danilo Barcelos cometeu falta duríssima em Michel e deixou o Fluminense com um a menos. Após a superioridade numérica em campo, o Timão ainda descontou com Mateus Vital. Fluminense 2, Corinthians 1.

O próximo compromisso do Fluminense será pela quarta Fase da Copa do Brasil. Na quarta-feira (16), os tricolores encararam o Atlético-GO, no Maracanã, às 21h30, jogo que terá a transmissão da Rádio Nacional. Pelo Campeonato Brasileiro, o duelo na rodada seguinte será domingo (20), contra o Sport, na Ilha do Retiro, no Recife, às 20h30. Já o Corinthians volta a campo na quarta-feira (16), às 21h30. A equipe paulista vai encarar o Bahia, na Neo Química Arena.

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Fonte: Agência Brasil / Texto: Rafael Monteiro

Ceará derrota o Flamengo no Castelão e impede adversário de assumir primeiro lugar

Luiz Otávio e Charles fizeram os gols do Vozão que garantiram o clube entre os 10 primeiros do Brasileirão

↑ Flamengo perde e desperdiça chance de assumir a liderança com tropeço do Internacional (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

OFlamengo viu sua sequência de vitórias no Campeonato Brasileiro acabar neste domingo ao ser derrotado por 2 a 0 pelo Ceará, no Castelão. Com o resultado, os rubro-negros seguem com 17 pontos e desperdiçam a chance de colar na liderança. Já os cearenses chegaram a 11 e se afastam da zona de rebaixamento.

O Flamengo foi melhor no primeiro tempo, mas criou poucas chances de gol. Na etapa final, o Ceará voltou melhor e marcou dois gols no início, com Luiz Otávio e Charles.

O Flamengo só volta a campo pelo Brasileiro no dia 27, contra o Palmeiras, em São Paulo. O Ceará vai jogar no sábado, quando encara o Bragantino, em Bragança Paulista.

O jogo

O Ceará começou bem a partida e criou a primeira boa chance, com Charles. O volante arriscou de fora da área e assustou César. Só que a partir dai, o Flamengo passou a dominar o jogo. A resposta veio aos 11, quando Isla cruzou para Gabigol, que cabeceou pela linha de fundo.

Os rubro-negros criaram boas chances com Gabigol e Michael, mas em ambos, os atacantes mandaram para fora. O Ceará tentava avançar, mas não conseguia levar perigo.

Na parte final, o jogo caiu de rendimento. As duas equipes marcaram melhor e impediram o adversário de criar boas chances. Assim, Ceará e Flamengo foram para o intervalo com a igualdade no placar no Castelão.

No segundo tempo, o Ceará voltou pressionando a saída de bola do Flamengo. A postura fez logo efeito e os donos da casa abriram o placar aos quatro minutos. Após cobrança de escanteio, Luiz Otávio subiu sozinho para cabecear para a rede.

O Flamengo não teve nem tempo para buscar uma reação. O Ceará ampliou a vantagem aos dez minutos. Charles aproveitou cruzamento por baixo e finalizou para a rede.

Após o novo revés, os rubro-negros buscaram pressionar o Ceará, mas erravam muitos passes no setor ofensivo. Somente aos 32 minutos, Vitinho chutou da entrada da área, Fernando Prass deu rebote e Diego, de cabeça, mandou pela linha de fundo.

Depois disso, o Flamengo continuou com problemas no setor ofensivo e facilitou ao Ceará manter a vantagem. Com isso, os rubro-negros tiveram que amargar sua terceira derrota no Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
CEARÁ 2 X 0 FLAMENGO

Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: Domingo, 13 de setembro de 2020
Horário: 18h (de Brasília)
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Jucimar dos Santos Dias (BA)
VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)
Cartões amarelos: Ricardinho (Ceará)
GOLS
CEARÁ: Luiz Otávio, aos 4min do segundo tempo; Charles, aos 1omin do segundo tempo

CEARÁ: Fernando Prass, Samuel Xavier, Tiago, Luiz Otávio e Bruno Pacheco; Charles, Ricardinho (Marthã), Fernando Sobral e Vinícius Vina (Lima); Leandro Carvalho (Matheus Gonçalves) e Cléber (Bergson)
Técnico: Guto Ferreira

FLAMENGO: Cesar, Isla (Matheuzinho), Gustavo Henrique, Léo Pereira e Renê; Willian Arão, Thiago Maia (Diego) e Everton Ribeiro; Michael (Pedro), Vitinho (Lincoln) e Gabigol
Técnico: Domènec Torrent.

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Fonte: Gazeta Esportiva

Endividamento do consumidor de Maceió recua pela primeira vez em 2020

Com a queda de 2,63% no indicador geral, o número de pessoas com dívidas saiu de 219 mil para 213 mil pessoas

↑ Comércio de Maceió (Foto: Edilson Omena)

Após sete meses seguidos de alta, os níveis de endividamento recuaram pela primeira vez no ano. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), houve queda de 2,63% no endividamento geral, em agosto.

Com isso, na variação mensal, o número de endividados caiu de 219 mil para 213 mil pessoas. Redução também no volume de pessoas com contas em atraso, que ficou 9,48% menor, saindo de 92 mil para 84 mil. Seguindo a tendência, queda de 7% de inadimplentes, saindo de 53 mil para 50 mil pessoas nessa situação.

Embora na variação mensal tenha havido queda, no geral, o consumidor ainda está 11,67% mais endividado do que no mesmo período do ano passado e com mais contas atrasadas (0,64%), mas a inadimplência está 10,51% menor. Comparando a média nacional, os maceioenses estão 3,1 pontos percentuais (p.p.) mais endividados do que em outras capitais; 0,9 p.p. atrasando mais contas; e 4,5 p.p. mais inadimplentes.

O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, diz que para se compreender a redução do endividamento na variação mensal, é preciso analisar a empregabilidade no período. Isso porque nos dois meses anteriores a agosto houve saldo positivo na geração de postos de trabalho em Alagoas, sendo criados 807 empregos em junho. Vale lembrar que o saldo considera a diferença entre o número de admissões e demissões. Os setores que mais empregou em junho foi o sucroalcooleiro, com 647 postos, e a Agropecuária, com 638. Os que mais perderam postos foram Construção (-185) e Serviços (-321). Já em julho foram criados 1.571 empregos, destacando-se novamente a Agropecuária (951) e a recuperação do setor de Construção, que gerou 356 no período. A perda de postos de trabalho ficou restrita apenas ao setor de Serviços, com 110 empregos a menos. Em Maceió, o mesmo não vem ocorrendo, pois nos dois últimos meses anteriores a agosto foram perdidos postos de trabalho: 377, em junho, e 652, em julho.

“Como não houve melhora na renda do trabalho, a explicação para redução do endividamento geral, das contas em atraso e da inadimplência reside na manutenção do Auxílio Emergencial e a opção pelo saque emergencial do FGTS, que criou mais uma renda adicional extraordinária para o período, além da contenção de gastos dos consumidores, o que é comum em momentos em que não há perspectiva de renda maior”, avalia Felippe. De acordo com o economista, somente em Maceió, de abril a julho, 326 mil pessoas foram beneficiadas com o Auxílio Emergencial e R$ 638 milhões circularam na economia da capital, facilitando a redução do endividamento e da inadimplência na região. “O saque emergencial começou a ser disponibilizado no final de junho e teve permissão inicial para saque em espécie, para nascidos em janeiro e fevereiro, no final de julho. Essa modalidade também ajudou os maceioenses com renda adicional para reduzir seus níveis de endividamento”, complementa.

De acordo com o levantamento, entre os endividados, 95,1% usaram o cartão de crédito; 18,3% adquiriram bens parcelados no carnê de loja; e 6,7% contraíram empréstimo pessoal. É sempre bom reafirmar que um mesmo consumidor pode escolher mais de um motivo para estar endividado e, por isso, a somatória estatística não fecha em 100%.

Dentre os 84 mil que estão em situação de atraso de contas, mas estão fazendo o possível para ainda pagá-las, 39,4% informaram que existe mais um membro em sua família, que reside em sua casa, passando pela mesma situação. Já para 60,6%, esse problema só está sendo vivido por ele/a. Em média, os consumidores demoram 74,4 dias para pagarem suas contas atrasadas.

Entre os 50 mil inadimplentes, apenas 10,6% terão condições de sair integralmente dessa situação; 16,4% sairão parcialmente, renegociando a dívida; e 59,6% não têm condições de pagar mesmo que uma parte da dívida, permanecendo nessa situação desconfortável. No geral, os cidadãos endividados estão passando, em média, 6,3 meses com uma dívida e comprometendo 27,9% de sua renda.

O relatório completo encontra-se disponibilizado no site do Instituto Fecomércio AL.

Alagoas registra nove casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica

Desde o início da pandemia, HGE contabiliza pacientes com a SIM-P, associada à Covid-19

↑ Síndrome Inflamatória Multissistêmica atinge crianças e adolescentes (Foto: Edilson Omena)

Alagoas contabilizou até quinta-feira (10), nove casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), doença rara que vem sendo associada à Covid-19. Os dados são do Ministério da Saúde. Não há registro de óbito em decorrência da enfermidade no estado.

O pediatra Marcos Gonçalves enfatizou que foi percebida a ocorrência de atendimentos a pacientes crianças e adolescentes no Hospital Geral do Estado (HGE) desde o início da pandemia com este tipo de síndrome.

“Conversando com os demais pediatras dos hospitais particulares de Maceió tivemos uns 12 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica, a maioria deles são em crianças maiores de 1 ano de idade, bem como alguns adolescentes; e todos eles evoluíram bem para a alta médica após a ingestão de Imunoglobulina endovenosa (IGEV), que demora de 6 a 12 horas e a infusão de corticoide endovenoso. Graças a Deus nenhum óbito foi registrado relacionado a SIM-P”, observou o médico.

Até a semana epidemiológica 34, que compreende período até 22 de agosto de 2020, o Ministério da Saúde foi notificado da ocorrência da SIM-P em 197 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, com registro de 14 óbitos no Brasil. Dentre os casos, 58,4% foram registrados em crianças e adolescentes do sexo masculino, com 38,1% dos registros nas faixas etárias de 0 a 4 anos e 33,0%, de 5 a 9 anos. Dentre os óbitos, 64,3% (n=9) foram registrados entre as crianças de 0 a 4 anos.

Das 14 unidades federativas (UF) que informaram registro de casos, oito possuem óbitos pelo agravo. A maior concentração de casos encontra-se nos estados do Ceará (41), Pará (24), Rio de Janeiro (22), São Paulo e Distrito Federal (19).

SIM-P

Conforme o Ministério da Saúde, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica é caracterizada por febre persistente e elevada acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir hipotensão (pressão baixa ou choque), comprometimento de múltiplos órgãos e elevados marcadores inflamatórios. O paciente hospitalizado pode apresentar manifestações cardiovasculares ou gastrointestinais agudas (diarreia, vômito, dor abdominal); conjuntivite ou manifestações cutâneas; quadro inflamatório e confirmação laboratorial (técnica RT-PCR ou sorologia) ou história de contato com caso confirmado do novo coronavírus.

Os sintomas respiratórios não são presentes em todos os casos, de acordo com as evidências atuais. As características são semelhantes à síndrome de Kawasaki e síndrome do choque tóxico. Os pacientes farão exames para confirmar ou descartar a infecção pelo Covid-19, além de outros testes laboratoriais, especialmente os marcadores de atividade inflamatória.

ALERTA MUNDIAL

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia emitido um alerta mundial aos pediatras relatando a identificação de uma nova condição clínica, possivelmente associada à Covid-19, caracterizada pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM-P), com manifestações clínicas similares à síndrome de Kawasaki típica, Kawasaki incompleta e/ou síndrome do choque tóxico. Entre os sintomas mais frequentes estão febre persistente acompanhada de um conjunto de sintomas como pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos, comprometimento respiratório, entre outros.

 

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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena

Alagoas: Em virtude da pandemia, 7 de Setembro terá apenas cerimônia interna da PM

GERAL

por Agência Alagoas  0

 

A fim de evitar aglomerações, este ano não haverá o tradicional desfile

ASecretaria de Estado da Comunicação (Secom) informa que, em razão da pandemia da Covid-19, o Governo de Alagoas não promoverá, nesta segunda-feira (07), o tradicional Desfile da Independência. A decisão visa evitar aglomerações e a propagação do novo coronavírus.

Para marcar a passagem dos 198 anos de aniversário da Proclamação da Independência do Brasil, a Polícia Militar de Alagoas fará uma cerimônia interna, sem a presença de público, que ocorrerá na Academia da PM, bairro do Trapiche da Barra, a partir das 7h45. Na ocasião, será feito o hasteamento do Pavilhão Nacional e entoado o Hino da Independência.

Reforma administrativa é outra falsa solução milagrosa, diz deputada

 

A proposta de reforma de Bolsonaro e Paulo Guedes prevê, entre outros pontos, o fim da estabilidade para a maior parte das carreiras.

 

Deputada Perpétua Almeida - Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara

A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida (AC), criticou o projeto de reforma administrativa enviado pelo governo Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (3) ao Congresso Nacional. Para a parlamentar, a reforma é uma falsa solução e um passo a mais no desmonte do Estado.

“A reforma administrativa do governo Bolsonaro é mais uma falsa solução milagrosa. Significa mais um passo no desmonte do Estado nas áreas da saúde, da educação e da segurança. Já o patrimônio daqueles que ficaram mais milionários na pandemia, permanece intocável. E a desigualdade social segue galopante”, comentou.

A deputada disse ainda que a reforma administrativa se assemelha às anteriores, como a trabalhista e a da Previdência. Ambas foram feitas sob a promessa de estimular a economia e a criação de empregos ao custo dos direitos dos trabalhadores. Na prática, isso não aconteceu.

“A reforma administrativa do governo é mais uma daquelas promessas de quem se mostrou incapaz de construir um projeto de país e de nação. Lembra da reforma da previdência que prometeu arrecadar R$ 1 trilhão, e até agora nada? Lembra também da reforma trabalhista? Não era ela que iria gerar milhões de empregos? Cadê os empregos? A reforma tributária é outra, se arrasta e não mexe nos altos impostos do país”, afirmou.

A proposta de reforma de Bolsonaro e Paulo Guedes prevê, entre outros pontos, o fim da estabilidade para a maior parte das carreiras (com exceção das carreiras típicas de Estado) e possibilidade de o presidente extinguir cargos e órgãos públicos por decreto.

Se aprovada, a reforma valerá para todos os futuros servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios. No entanto, não inclui militares, magistrados e promotores.

As mudanças foram enviadas sob a forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que significa que são necessários três quintos dos votos da Câmara e do Senado em dois turnos para a aprovação.

AUTOR

O mito do supersalário: maioria dos servidores ganha até R$ 2,5 mil

 

Uma das principais marcas do funcionalismo brasileiro é, sim, a desigualdade

 

Foto: Luis Blanco / GESP

A realidade do funcionalismo público no Brasil está distante do estigma lançado contra eles pelo governo Jair Bolsonaro. Chamados até de “parasitas” pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, os servidores têm uma remuneração média inferior a três salários mínimos. Conforme o Atlas do Estado Brasileiro, 48% dos funcionários ligados ao Poder Executivo – incluindo 61% dos servidores municipais – ganham até R$ 2.500 por mês.

O estudo foi feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com base em dados de 2017. Alvos do nefasto projeto de reforma administrativa apresentado nesta quinta-feira (3) pelo governo Bolsonaro, esses servidores são acusados, sobretudo por Guedes, de terem supersalários e outros privilégios, como uma estabilidade irrestrita. Nenhuma dessas ilações, porém, se sustenta.

Em 2017, havia no País 11,4 milhões de trabalhadores no serviço público. Em média, eles recebiam 19% a mais do que um trabalhador da iniciativa privada em função semelhante. Porém, essa diferença é comum – e ainda maior – pelo mundo. Os 19% de distância no Brasil estão abaixo da média de 53 países listados em levantamento recente do Banco Mundial.

Uma das principais marcas do funcionalismo brasileiro é, sim, a desigualdade. Embora haja até remunerações inconstitucionais, essa parcela representa uma minoria no serviço público. E é sobretudo no Poder Executivo que a média salarial cai, conforme destacou, nesta quinta-feira (3), reportagem da Deutsche Welle (DW): “O holerite médio de um servidor do Executivo é de R$ 3,9 mil, equivalente a 65% do salário médio de R$ 6 mil de um funcionário do Legislativo, que por sua vez é metade do salário médio de R$ 12 mil de um servidor do Judiciário”. Da mesma maneira, os servidores municipais brasileiros ganham, em média, de R$ 2,9 mil.

No subgrupo gênero, as mulheres perdem para os homens em termos de ganhos salariais e mesmo em postos hierárquicos. “Em 2017, mulheres tinham uma remuneração em média 14% menor do que os homens no Executivo federal civil e no Legislativo, e 7% menor no Judiciário. Nas funções de confiança do governo federal, conhecidas pela sigla DAS, mulheres ocupavam naquele ano apenas 16,7% dos cargos de nível mais alto, os DAS-6, e 24% do segundo nível mais alto, o DAS-5”, detalhou a DW.

Ouvida na reportagem, a professora Gabriela Lotta, coordenadora do Núcleo de Estudos da Burocracia da FGV, afirma que “o Estado representa a sociedade – e em qualquer lugar do mundo é difícil ter uma administração pública distinta da sociedade”. Segundo Gabriela, “as mulheres estão no executivo municipal, trabalhando com saúde e educação, onde se ganha menos. E os homens no Judiciário e no Legislativo federal. Há várias camadas da desigualdade”.

A reforma administrativa de Paulo Guedes e Bolsonaro não enfrenta esse desafio – até porque parte de premissas falaciosas, como o mito dos supersalários. Por isso – diz Gabriela Lotta –, cotas de gênero e raça são necessárias em concursos públicos para enfrentar o “processo desigual de acesso”, baseado exclusivamente no mérito. “É a mesma lógica do vestibular. As pessoas carregam desigualdades prévias, a menos que haja políticas afirmativas”, afirma a pesquisadora.

Na opinião do pesquisador Felix Lopez, do Ipea, há um caminho mais viável e justo para enfrentar os casos de supersalários. Basta regulamentar o artigo da Constituição que proíbe remunerações superiores às dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Cada um dos 11 integrantes da Corte ganha R$ 39,2 mil – o que deveria ser o teto constitucional. Apesar da regra, há servidores com rendimentos superiores a R$ 100 mil por mês, especialmente alguns juízes e membros do Ministério Público.

Coordenador do Atlas do Estado Brasileiro, Felix Lopez não tem dúvida: aplicar, de fato, o teto salarial já seria “uma medida simples e bastante saneadora. Transformaria, como se vê, a remuneração do setor público”. Mas ousadias do tipo não comparecem na reforma administrativa bolsonarista.

Cuba: a vacina de coronavírus mais avançada da América Latina

 

A política de fabricação e aplicação de vacinas é apenas uma das etapas de um sistema de saúde abrangente que é um exemplo no mundo.

 

Foto:Télam

Se não fosse pela premissa não escrita do jornalismo hegemônico de que tudo de bom em Cuba não é contado, seria surpreendente que a notícia tenha passado praticamente despercebida: hoje em dia, a vacina “Sovereign 01” iniciou ensaios clínicos em humanos e foi o primeiro na América Latina – e em todo o chamado “mundo subdesenvolvido” – a avançar para essa segunda fase.

Até o momento, há 167 vacinas potenciais registradas contra a Covid-19 . A cubano se juntou a outras 29 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já aprovou para estudos clínicos, seis dos quais estão na fase 3, os testes em grande escala em humanos. Na América Latina há mais uma dúzia de vacinas em desenvolvimento, mas, com exceção da cubana, todas estão na fase pré-clínica.

A vacina candidata que a ilha produz está caminhando com firmeza. Desde o início dos testes clínicos em 24 de agosto, “não há registro de nenhum evento adverso sério após a aplicação nos primeiros 20 voluntários” , tuitou Dagmar García Rivera, diretor de pesquisa do Instituto Finlay, centro científico do estado cubano que dirige o projeto. A amostra incluirá 676 pessoas com idades entre 19 e 80 anos e os resultados estão previstos para o dia 1º de fevereiro. Caso os testes sejam exitosos, Cuba terá sua própria vacina contra o coronavírus à disposição da população no primeiro trimestre de 2021.

O desenvolvimento da vacina segue em passo firme e acelerado. “O que normalmente é feito em anos, foi alcançado em pouco menos de três meses”, diz Vicente Vérez Bencomo, CEO da Finlay. Na fase de desenvolvimento farmacêutico e estudos pré-clínicos em animais apresentou baixo risco, poucas incertezas e resultados animadores”. Com base nesses indicadores iniciais, em 28 de julho a vacina foi testada em três de seus pesquisadores, que também apresentaram alta resposta imunológica.

Que Cuba esteja marchando, mais uma vez, na vanguarda no campo científico-sanitário é o resultado de uma longa experiência acumulada em medicina preventiva, imunização em massa e no desenvolvimento de uma indústria biotecnológica de inegável prestígio internacional. Desde o triunfo da Revolução em 1959, foi promovida a formação profissional nas universidades e criado um Polo Científico com o objetivo de conciliar a pesquisa com a produção.

A fabricação de vacinas é uma das conquistas mais significativas: Cuba produz oito das onze vacinas de seu programa nacional de imunização, que tem uma cobertura de mais de 98% e, claro, é gratuito e universal. Em 1962, foi realizada a primeira campanha de vacinação, com a qual se tornou o primeiro país a erradicar a poliomielite. Um dos marcos do país foi conseguir, em 1990, uma vacina própria contra a Hepatite-B, conseguindo praticamente a erradicação  dessa doença. E um fato digno de nota: a plataforma de pesquisa médica cubana, formada por 32 empresas estatais com mais de 10.000 trabalhadores dedicados à produção de medicamentos e vacinas, é composta em sua maioria por mulheres.

Soberania, a palavra chave

Conseguir uma vacina 100% nacional em um país com grandes limitações econômicas – principalmente devido ao bloqueio dos Estados Unidos – é de vital importância. O presidente Miguel Díaz-Canel destacou o conceito que denomina e decifra “Soberano 01”: “O nome da vacina reflete o sentimento de patriotismo e compromisso revolucionário e humanista com que tem trabalhado. Explorações como essas reafirmam nosso orgulho de ser cubanos”.

A política de fabricação e aplicação de vacinas é apenas uma das etapas de um sistema de saúde abrangente que é um exemplo no mundo. Em 1959, Cuba tinha apenas 6.000 médicos e hoje tem mais de 100.000, o maior número por habitante da América Latina e um dos maiores do mundo. É também o único país da região que eliminou a desnutrição infantil grave: nenhuma das 146 milhões de crianças abaixo do peso que vivem no mundo hoje é cubana.

A ênfase na medicina preventiva também foi fundamental para o controle do coronavírus . Depois de quase seis meses de pandemia, Cuba registra pouco mais de 4 mil infecções e apenas 95 mortes; uma das menores taxas de mortalidade do mundo, com 8 mortes por milhão de habitantes (a mais alta é o Peru com 871).

A formação em saúde da ilha tem seu bastião universal na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), onde em 20 anos se formaram 7.248 médicos de 45 países, incluindo cerca de 200 americanos.

Talvez essa solidariedade internacionalista seja a principal marca do modelo cubano. As brigadas médicas, que estão implantadas há seis décadas em todo o mundo, atuaram em todos os desastres naturais e epidemias (do terremoto de 1960 no Chile ao Ebola na África). Antes da pandemia, havia cerca de 30 mil profissionais de saúde prestando serviço em 61 países, aos quais se juntaram 46 brigadas que saíram este ano para colaborar na luta contra a Covid-19. Portanto, não parece loucura a proposta que ganha força de conceder ao “exército de avental branco” – como o chamou Fidel Castro – o Prêmio Nobel da Paz.

Fonte: Pagina12

Penalidades impostas a concessionárias de petróleo e gás em lei alagoana são inconstitucionais, diz STF

  • Redação*
  • 03/09/2020 18:26
  • Justiça
Foto: Reprodução / Internet
Por maioria, o Plenário acolheu parcialmente ação da associação das empresas do setor.

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por maioria dos votos, a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei alagoana 6.557/2004 que preveem penalidades às concessionárias de exploração de petróleo e gás natural pelo descumprimento de obrigações previstas no contrato de concessão.

 A decisão se deu na sessão virtual encerrada no dia 28/8, na análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6226, julgada parcialmente procedente, e foi divulgada nesta quinta-feira (3), pela assessoria de Comunicação do Supremo.

O Plenário do STF avaliou que violam a Constituição Federal os dispositivos (artigos 6º, caput e parágrafos 1º e 2º, e 17) que preveem penalidades pelo descumprimento de obrigações principais, ao estipular sanções pela inobservância dos termos previstos no contrato de concessão e pela inadimplência das participações e contribuições financeiras, inclusive com previsão de multa superior no caso de reincidência do inadimplemento, a ser revertida para o erário estadual.

A ação foi ajuizada pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep). A norma questionada estabelece, para viabilizar a fiscalização de receita das empresas, deveres acessórios sobre o fornecimento de informações e de documentos atinentes à produção e penalidades no caso de descumprimento. Essas medidas foram consideradas constitucionais.

A maioria do STF seguiu o voto do relator, ministro Edson Fachin. Ele lembrou que, no julgamento da ADI 6233, que questionava lei semelhante do Estado do Rio de Janeiro, o Plenário considerou que a titularidade das receitas originárias devidas pela exploração de recursos minerais, hídricos e de petróleo e gás natural não autoriza os entes federativos a disciplinar os termos em que esses recursos devem ser recolhidos nem os arrecadar diretamente. Nesses pontos, a competência é da União e só poderá ser delegada mediante lei complementar ou instrumentos de convênio próprios, atualmente inexistentes.

Para o ministro Edson Fachin, a lei alagoana, ao instituir sanções pelo descumprimento do previsto no contrato de concessão e pelo atraso no pagamento em termos distintos dos estabelecidos na legislação nacional, extrapolou a competência comum dos entes federados para registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios (artigo 23, inciso XI, da Constituição).

Único a divergir, o ministro Marco Aurélio julgava a ação improcedente. A seu ver, no caso, não há envolvimento de receita da União, mas do estado, e a lei disciplina a fiscalização desses valores.

 

*Com STF

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