Libertas quae sera tamen

Topo

M Municípios

 

Unidade de Educação Infantil da Ufal promove projetos virtuais com as crianças

Ações também celebram o Dia Nacional da Educação Infantil e sua importância para a educação brasileira

Quando o assunto é a Educação Infantil, nem todo mundo lembra da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), maior instituição de ensino superior do Estado. No entanto, além de espaço de formação de inúmeros pedagogos, psicopedagogos e demais profissionais que atuam no ensino infantil, a Ufal também oferece essa modalidade de ensino para crianças oriundas da comunidade acadêmica: filhos de alunos ou servidores da Ufal, ou ainda, moradores da comunidade circunvizinha.

Neste 25 de agosto – Dia Nacional da Educação Infantil – data criada pela Lei nº 12.602/ 2012, que instituiu o Dia Nacional da Educação Infantil, em homenagem à médica Zilda Arns e seu relevante trabalho pela causa infantil, prestamos nossa homenagem a Unidade de Educação Infantil Professora Telma Vitória, que funciona no Campus A. C. Simões, em Maceió.

Destinada ao atendimento dessas crianças, vem desenvolvendo uma série de atividades remotas desde a suspensão do atendimento presencial, em março. A equipe pedagógica, juntamente com a gestão da unidade, verificou a necessidade de desenvolver projetos que diminuíssem a distância entre as famílias. De acordo com a Idnelma Rocha, gestora da unidade, o intuito é “possibilitar a manutenção da relação com as famílias atendidas e apoiá-las nesse momento tão atípico, além disso garantir a continuidade do pertencimento e do vínculo das crianças com seus educadores, minimizando o distanciamento através do uso de tecnologias digitais, principalmente das redes sociais, explica.

A equipe multidisciplinar tem disponibilizado para as famílias materiais audiovisuais e escritos com diversos temas, desde orientações nutricionais, de saúde e desenvolvimento infantil, com sugestões e dicas de literatura, brincadeiras e outras experiências, que possam fomentar o envolvimento das crianças nas atividades domésticas de forma lúdica no contexto familiar.

“Além desses materiais, também temos promovido encontros virtuais com a gestão e os profissionais da saúde, nutrição e psicologia, em que as famílias são ouvidas em suas dificuldades, dilemas, dúvidas e os profissionais dão um apoio profissional com orientações, por telefone ou whatsapp”, reforça Idnelma.  Todo o material produzido neste momento está disponível em ambiente virtual para acesso das famílias.

Vale primeiro ressaltar que as atividades não são obrigatórias, pois não fazem parte do cronograma letivo, ou seja, não são conteúdos programáticos. No entanto, servem como uma rede de apoio e de sugestões que favorecem o estreitamento da relação das famílias com as crianças, ajudando na criação de memórias afetivas e significativas desse período e que contribuam para que as crianças continuem se desenvolvendo integralmente em seu ambiente familiar, sendo enfatizados os direitos de brincar, conviver, explorar, expressar-se, participar e conhecer-se.

Foi assim que nasceram os projetos Memórias de Famílias, um apoio às famílias por meio de propostas brincantes que favoreçam as vivências das crianças no contexto domiciliar durante o isolamento social; Dicas da Nutri e Heróis da Nutrição, desenvolvidos pela equipe de nutrição da unidade com o objetivo de estimular uma alimentação saudável durante esse período, estimulando o consumo de frutas, verduras e recomendando evitar o consumo excessivo de guloseimas por parte das crianças.

Parcerias institucionais

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) destinou cestas/ itens básicos da alimentação  para todas as crianças com matrículas ativas no mês de abril. A unidade também participa de um programa de Educação Ambiental em parceria com a TerraCycle, organização sem fins lucrativos que atua com reciclagem e destinação correta de resíduos. O projeto envolve iniciativas no âmbito da reciclagem, redução de resíduos, reaproveitamento de alimentos, produção de produtos de higiene sustentáveis, através de oficinas que são desenvolvidas com a participação de professores do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB) da Ufal, visando o estabelecimento de hábitos sustentáveis.

“É uma política da unidade estabelecer parcerias. Acreditamos que essa possibilidade de interação entre pesquisadores, professores, técnicos e estudantes agrega ao processo educacional e contribui para ofertarmos um atendimento educacional cada vez melhor para crianças”, explica Idelma Rocha.

Formação continuada

A unidade infantil da universidade tem buscado o aperfeiçoamento contínuo de seu equipe por meio de projetos de formação continuada também na modalidade remota. São realizados encontros virtuais periódicos e socialização e indicação de material de estudos.

“Estamos entrando agora em discussões acerca da preparação para um retorno futuro, com discussões sobre protocolos de saúde, cuidados, prevenção e higienização dos espaços, brinquedos e material pedagógico; acolhimento e relações socioemocionais; questões de ordem administrativa e pedagógicas quanto às adaptações no espaço físico, adequações do funcionamento da Unidade e das práticas cotidianas e proposta pedagógica para garantir o distanciamento, segurança e saúde das crianças, profissionais e famílias e todos os seus direitos”, esclarece Idnelma. Essas ações têm contado com a parceria e a participação de professores dos cursos das áreas de saúde, psicologia e educação da universidade.

A unidade está organizando um material sobre as experiências adquiridas que farão parte de uma série de webinários organizados pelas Associação Nacional das Unidades Universitárias Federais de Educação Infantil (Anuufei), com início em 25 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional da Educação Infantil.

Questionada também sobre a importância de se comemorar esta data na Ufal, Idnelma reforça que a educação infantil é uma etapa de grande relevância para o desenvolvimento humano, sendo considerada para o desenvolvimento dos aspectos físico, social e afetivo que vão impactar por toda a vida adulta. “Reconhecer essa importância, valorizar as experiências vividas pelas crianças, dar visibilidade a essa etapa é muito importante para a Universidade, considerando que é um espaço de formação de tantos profissionais que vão atuar com esse público e, principalmente quando se tem em seu âmbito, uma unidade com esse fim de ofertar educação infantil para as crianças da comunidade e servir como campo de estágios, pesquisas e práticas”, conclui ela.

29

Fonte: Assessoria

Greve nos Correios afeta entregas em Alagoas

80% dos carteiros cruzaram os braços, além dos atendentes e operadores de triagem; 20 milhões de correspondências estão acumuladas

↑ Greve dos trabalhadores dos Correios teve início no dia 17 e, segundo o presidente do Sintect/AL, teve adesão da maioria dos carteiros (Foto: Ascom Sintect/AL)

Aproximadamente 20 milhões de correspondências, como boletos, encomendas, cartões, entre outros, deixaram de ser entregues em decorrência da paralisação dos trabalhadores dos Correios em Alagoas, que teve início no dia 17 último. A estimativa de acúmulo destes 11 dias de paralisação é do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect/AL).

O movimento paredista dos Correios conta com a maior participação dos funcionários da área operacional da empresa, principalmente dos carteiros. Segundo o sindicato, 80% dos carteiros aderiram à greve, além dos atendentes e operadores de triagem. “517 carteiros estão parados e apenas 54 estão em atividade”, disse o presidente do Sintect/AL, Alisson Guerreiro.

“Alguns gerentes de agências aderiram à greve e estas estão fechadas. Já os funcionários do setor administrativo são poucos que paralisaram suas atividades”, observou o representante sindical.

Ele informou ainda que houve uma reunião na quinta-feira (27), no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tentativa de uma reconciliação pela manutenção do acordo coletivo dos trabalhadores até o ano que vem.

“Aprovamos a proposta, mas infelizmente os dirigentes da empresa rejeitaram. A empresa entrou com o pedido de dissídio coletivo no TST, e por conta disso, agora irá para julgamento e iremos aguardar em greve”, avisou Guerreiro.

Uma assembleia realizada nessa sexta-feira (28) com a categoria optou pela permanência da greve em Alagoas. E também ontem, os trabalhadores promoveram um dia de doação de sangue e estiveram no Hemocentro de Alagoas (Hemoal) para contribuir com a sociedade num ato solidário que salva vidas, cuja campanha foi denominada de “Sangue Bom”.

REIVINDICAÇÕES

Os grevistas cobram a manutenção do acordo coletivo firmado no ano passado, são contra a privatização da estatal, reclamam de negligência da empresa com a saúde dos trabalhadores na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos. A paralisação é por tempo indeterminado.

Empresa aguarda retorno de parte dos trabalhadores no estado

Os Correios informaram que, de acordo com sistema de monitoramento da empresa, a adesão ao movimento paredista é baixa e que aguardam o retorno de parte dos trabalhadores que aderiram à paralisação parcial o quanto antes.

A empresa disse ainda que, desde o início da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, tem sido transparente sobre a sua situação econômico-financeira, agravada pela crise mundial causada pela pandemia de Covid-19. “Conforme já amplamente divulgado, a empresa não tem mais como suportar as altas despesas, o que significa, dentre outras ações que já estão em andamento, discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado, assegurando todos os direitos dos empregados previstos na legislação. A paralisação parcial em curso somente agrava esta situação”, diz os Correios.

“A intransigência das entidades representativas está prejudicando não só o funcionamento da empresa, mas, essencialmente, a população brasileira. A empresa aguarda o julgamento do Dissídio de Greve pelo Tribunal Superior do Trabalho para por fim ao impasse. Vale ressaltar que os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios do seu efetivo”, diz ainda a empresa.

Os Correios ressaltaram que permanecem servindo à população e trabalhando para minimizar os efeitos da paralisação parcial dos empregados. “Neste fim de semana, a empresa dará continuidade aos mutirões de entregas, medida que faz parte do plano de contingência da empresa que visa minimizar os impactos. Outras ações como apoio dos empregados da área administrativa, que vão auxiliar na operação, e o remanejamento de veículos estão sendo adotadas.”

A empresa destaca que a iniciativa demonstra o compromisso dos Correios com a qualidade operacional e com os clientes, “neste momento em que os serviços da estatal são ainda mais essenciais aos brasileiros. As agências estão abertas com a oferta de serviços e produtos, inclusive o Sedex e o PAC, que continuam sendo postados e entregues. A empresa informa ainda que permanecem temporariamente suspensos os serviços com hora marcada, medida em vigor desde o anúncio da pandemia.”

PAGAMENTOS

Referente a cobranças, as empresas que optam pelo serviço de correspondência postal são obrigadas pela lei a oferecer outra forma de pagamento: internet, sede da empresa, depósito bancário, entre outras. O Procon lembra também que o recebimento em atraso não exime nem posterga o pagamento, porque o consumidor sabe que as contas dele vencem no dia x, y ou z.

Por isso, o consumidor precisa procurar a empresa que emite a fatura para que envie por outros meios como WhatsApp, e-mail e etc. Se a empresa não fornecer, a orientação é procurar algum órgão de defesa do consumidor, como o Procon ou o consumidor.gov.br, informando que tentou e não conseguiu. Uma fatura, boleto bancário ou qualquer outra cobrança só pode ser contestado em atraso se o consumidor não souber do dividendo.

Para os clientes que fizeram compras online e estão esperando a entrega de seus produtos, o Procon orienta que, caso haja dano moral ou material causado pela falta de serviço, o consumidor pode pedir o ressarcimento ou abatimento do valor, além de pedir indenização à Justiça.

39

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena

CRB tem agenda de quatro jogos seguidos em Maceió

Marcelo Cabo fala do desgaste do elenco e da importância de somar pontos durante este início do Brasileiro da Série B

↑ Marcelo Cabo está preocupado com o desgaste do elenco do CRB (Foto: Ascom/CRB)

OCRB fez 9 jogos em 25 dias. A preocupação é grande com lesões e cansaço. “Temos um grupo bom. Um elenco homogêneo. Quem está entrando está dando conta do recado”, disse o técnico Marcelo Cabo. O zagueiro Ewerton Páscoa e o volante Claudinei serão reavaliados para o duelo de sábado (22), às 19h, no estádio Rei Pelé contra o Vitória-BA. O lateral esquerdo Igor Cariús ainda fica em tratamento. O atacante Léo Gamalho está com 34 anos e vive uma fase especial no Galo. Marcou o 12º gol na temporada e virou a referência ofensiva do time. Mesmo assim a preocupação com ele é grande.

Após a vitória diante do Brasil (1×0), o centroavante falou como conseguiu furar a retranca do adversário. “A equipe deles, defensivamente, teve momentos de maestria. No segundo tempo, a gente conseguiu achar um espacinho ali e deu tudo certo. Agora é descansar porque depois tem o Vitória”.

Cabo sabe a importância de largar bem no início do Brasileiro. “A nossa busca desde início é pelo G-4. A gente tá sofrendo muito, pagando a conta do título estadual. Mas eu sei que a Série B você precisa largar bem, pontuar, para que a gente possa ter uma competição regular”.

Com a vitória, o CRB chegou a sete pontos, pulou três posições e agora é o sétimo colocado. Terá uma sequência de cinco jogos em Maceió. O primeiro já foi. Agora vem pela frente o Vitória (sábado), depois o Cruzeiro pela Copa do Brasil (quarta, 26), o clássico com o CSA (domingo, 30) e finaliza com o Sampaio Correa (quarta, 2).

“É importante que esse momento que estamos sem viagens possa ser aproveitado bem. Recuperação e trabalhos pontuais. Cada jogo tem seu valor e sua importância e por isso o CRB vai escalar sempre o que tem de melhor”, destacou o dirigente Rodrigo Freire.

DEOLA

A situação do goleiro Deola no CRB ainda está indefinida. Ele espera os resultados dos exames médicos para ser oficialmente apresentado. O clube confirmou a contratação, mas o presidente Marcos Barbosa informou que houve um erro. De acordo com o presidente, o anúncio só poderia ter sido feito após o clube receber os resultados dos exames nos quais o jogador foi submetido. “Pedimos desculpas pelo erro e agora vamos aguardar o resultado da bateria de exames que o Deola fez, inclusive o teste de Covid-19. Nesta semana já teremos uma definição sobre esse assunto”, disse Marcos Barbosa.

O comandante do executivo alvirrubro também informou que o atacante Maurinho não faz mais parte dos planos do clube e que já foi feito um acordo entre as partes. O atleta continua treinando no CT até acertar com uma nova equipe.

Sobre o volante Olívio, o dirigente disse que o departamento jurídico regatiano entrará com um pedido na corte maior do futebol para que o jogador possa ser liberado para treinar em setembro.

 

6

Fonte: Tribuna Independente

Justiça determina que hospital afaste trabalhadores de grupos de risco de suas atividades

Decisão foi proferida em face do Hospital Regional Dr Clodolfo Rodrigues, localizado em Santana do Ipanema; medida também deve ser cumprida pelo Insaude, instituto gestor do hospital

↑ Santana do Ipanema (Foto: Reprodução)

Após o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizar ação civil pública (ACP), a Vara do Trabalho (VT) de Santana do Ipanema determinou que o Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Mello e o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (Insaúde) – atual gestor do hospital – afastem de suas atividades os profissionais de saúde que se enquadrem em grupos de risco, enquanto durar a pandemia da Covid-19. A decisão liminar foi concedida após o MPT constatar que as instituições realocaram alguns dos trabalhadores idosos, portadores de comorbidades e gestantes para outras atividades.

De acordo com a decisão liminar, devem ser afastadas das atividades do hospital as empregadas gestantes e lactantes, e trabalhadores com idade superior a 60 anos. Também devem ser afastados, mediante comprovação, os trabalhadores hipertensos, diabéticos e com outras comorbidades, a exemplo de cardiopatias graves ou descompensadas, doenças hepáticas e renais crônicas em estágio avançado, imunodepressão, pneumopatias graves ou descompensadas, obesidade e doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica.

A decisão em caráter de urgência é resultado de ação da Procuradoria do Trabalho no Município de Arapiraca, e ajuizada após denúncia sobre a ausência da adoção de medidas de controle e contingenciamento para a pandemia de Covid-19 no hospital. Considerando a gravidade da denúncia, o MPT expediu Notificação Recomendatória com diversas medidas preventivas para evitar a contaminação, mas o hospital e o instituto não atenderam ao teor da recomendação e descumpriram o decreto estadual que trata da pandemia – ao informarem que realocaram alguns dos trabalhadores dos grupos de risco.

“A continuidade das atividades hospitalares da maneira proposta pelo demandado não pode perdurar, sob pena de colocar em permanente risco a vida, a saúde e a integridade física dos trabalhadores pertencentes ao grupo de risco que inafastavelmente sejam designados para laborar no ambiente que se tornou inseguro em tempos de pandemia que avança no País”, afirmou o procurador do MPT Tiago Cavalcanti, autor da ação, ao defender que seja garantido aos trabalhadores dos grupos de risco o seu afastamento em virtude da pandemia.

O Insaúde informou que, em razão de decisão liminar proferida pela 1ª VT de Maceió, em ação civil pública ajuizada por sindicatos de enfermeiros e auxiliares, afastou todos os profissionais que se enquadravam nas condições de grupo de risco apontados pelo Juízo de Santana do Ipanema. Os afastamentos devem ser mantidos, sob pena de multa diária de R$ 1 mil até o limite de R$ 20 mil, para cada profissional que retorne indevidamente ao trabalho.

12

Fonte: Ascom MPT/AL

Quarta, 19 Agosto 2020 21:17

Passe livre para os desempregados, já!

Passe livre para os desempregados, já!

 

Cidade precisa garantir o passe livre para o desempregado e amenizar a limitação discriminatória na busca do emprego

 

No início do ano, antes de a pandemia da Covid-19 se alastrar vertiginosamente no Brasil, um estudo do Ipea, intitulado “Desigualdades de Acesso a Oportunidades nas Cidades Brasileiras”, revelou São Paulo como a cidade mais desigual no acesso a emprego.

Imagine agora! Os mais pobres vivem em bairros distantes das principais regiões de emprego, tendo de se deslocar mais em busca de um posto de trabalho. Muitos fazem isto a pé, muitos mesmo, pois, desempregados, não têm condições de arcar com os custos de transporte.

Daí a importância de a cidade garantir o passe livre para o desempregado no transporte público e amenizar a limitação discriminatória na busca do emprego.

Em São Paulo, este direito ao passe livre para o desempregado existe há anos, em lei aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pela Prefeitura em junho de 1990. Por que cargas d’água não regulamentam de vez esta lei?

Aqui abro parênteses para saudar o companheiro Vital Nolasco, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e autor como vereador pelo PCdoB do Projeto de Lei nº 106/1989 – que deu origem à Lei 10.854/1990, a Lei do Passe Livre ao Desempregado.

Obrigado, Vital Nolasco! Vamos em razão da urgência do tema, mas também em respeito à sua trajetória política, sindical, social e trabalhista, articular uma grande ação concreta para tirar a lei do papel.

Este passe livre pode ser muito bem administrado por nossas entidades sindicais, idôneas, representativas e atuantes, na organização, cadastramento e articulação junto aos trabalhadores desempregados das mais diversas categorias profissionais. É uma das medidas imediatas para aliviar o problema de mobilidade urbana para milhões de pessoas em busca do emprego na capital paulista.

O ideal é conquistar isto já. Mas se não for possível neste ano, pretendemos por intermédio de nossa futura bancada trabalhista na Câmara Municipal, em 2021, com várias categorias unidas, ter mais força nesta luta.

Reconquistar este direito, colocando-o definitivamente em prática, terá um amplo alcance social, trará novas esperanças e evitará que as pessoas fiquem desalentadas ou mais propensas ao risco social.

Moradores de rua protestam contra situação vivida durante a pandemia

 

Com a crise, população de rua não para de crescer em Belo Horizonte em meio a situações de precariedade

 

Fotos Bruno alves

Aloísio Morais

Para denunciar as precárias condições que tem enfrentado em meio à pandemia de covid-19, moradores em situação de rua de Belo Horizonte e Região Metropolitana realizaram hoje uma manifestação no centro da cidade. Entre as suas bandeiras de luta estão a reforma urbana, a não violência contra as mulheres e contra o atendimento precário dos governos. Eles se concentraram sob o Viaduto Santa Tereza e depois seguiram até a prefeitura, no centro da cidade.

De acordo com um levantamento do serviço social da prefeitura, a capital mineira conta com quase 5 mil moradores de rua, sendo 88% do sexo masculino e 12% de mulheres. Mas Cadastro Único – CAD do Ministério da Cidadania, que identifica pessoas em extrema pobreza para direcionar políticas públicas de acolhimento e atendimento, indica que são 9.164 pessoas vivendo nas ruas de Belo Horizonte, boa parte delas vindas do interior ou de outros estados. Dentre elas, 84% são beneficiárias do Programa Bolsa-Família.

Organizados, moradores de rua se concentraram sob o Viaduto Santa Tereza

Barracas

Nos últimos meses, mais de mil barracas foram distribuídas aos moradores de rua da cidade pela Frente Humanitária do Canto da Rua Emergencial, movimento solidário organizado pela Pastoral da Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte que reúne várias entidades. Os abrigos fazem parte de um “kit inverno”, composto também por mantas de cobertura, meias, agasalhos e saco de dormir.


As barracas foram adquiridas por um instituto privado parceiro, que ofereceu o aporte financeiro para os kits e para outras ações promovidas pelos mais de 200 colaboradores. As equipes de apoio realizaram um cadastro, identificaram as necessidades de cada um e depois distribuíram as doações. Outras 120 pessoas, idosas ou com comorbidades, foram encaminhadas a três centros de acolhimento montados pela Frente.

Claudenice Rodrigues Lopes, assistente social e voluntária da Pastoral de Rua da Arquidiocese, declarou ao repórter Elian Guimarães, do jornal Estado de Minas, que ultimamente o número de moradores de rua cresceu devido também aos casos de pessoas liberadas do sistema prisional por causa da pandemia. “É significativo o número de pessoas vindas do sistema que nos procuram, algumas em busca de passagens. Grande parte é do interior, não tem recursos para voltar pra casa e não tem para onde ir. Então, ficam por aí”.

Segundo Claudenice, a diminuição do fluxo de pessoas circulando pelo Centro da cidade deu visibilidade a elas. “Antes eram invisíveis, que passavam despercebidas pelos cantos, diante do grande movimento”, observou.


Perfil das pessoas em situação de rua

Gênero
Masculino 88%
Feminino 12%

Idade
0 a 17 0,7%
18 a 24 7,1%
25 a 34 22,2%
35 a 39 16,5%
40 a 44 15,6%
45 a 49 12,1%
50 a 54 10,8%
55 a 59 7,4%
+60 7,1%

Raça/cor
Parda 60,6%
Preta 23%
Branca 15,7%
Amarela 0,5%
Indígena 0,1%
Não informado 0,1%

Renda familiar per capita
Até R$ 89 90,84%
Entre R$ 89,01 e R$ 178 0,99%
Entre R$ 178,1 e meio salário mínimo 1,9%
Acima de meio salário mínimo 6,28%

Grau de instrução
Sem instrução 7,3%
Fundamental incompleto 52,3%
Fundamental completo 14,3%
Médio incompleto 10%
Médio completo 14,3%
Superior incompleto ou mais 1,2%
Não informado 0,6%

Motivos para estar nas ruas (principais)
Problemas familiares 56%
Desemprego 41,5%
Perda de moradia 30%
Alcoolismo 19,3%

Outros
33% dizem usar abrigos para dormitório
84% são beneficiários do Programa Bolsa-Família

Fonte: Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania

 

Recursos economizados com precatórios poderão ser usados no combate à covid-19

Da Redação | 18/08/2020, 20h10

 

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite a destinação de recursos economizados no pagamento de precatórios para ações de combate ao coronavírus (PL 1.581/2020). O texto autoriza, enquanto durar o estado de calamidade pública, que os descontos conseguidos através de acordos judiciais sejam destinados para políticas contra a covid-19. O projeto teve parecer favorável do senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) e segue agora para sanção presidencial.

— Neste momento que nós estamos vivendo nada mais justo do que o Senado refletir sobre todas as formas possíveis em como contribuir nessas ações de enfrentamento para a covid-19 — disse o relator Rodrigo Cunha.

O PL aprovado regulamenta acordos diretos da União para o pagamento com desconto de até 40% dos precatórios de grande valor e para encerrar ações contra a Fazenda pública. Precatório é uma ordem judicial para pagamento de dívidas dos governos federal, estaduais e municipais, cuja ação foi perdida pelo próprio Estado e transitada em julgado, ou seja, quando não cabe mais qualquer recurso. O projeto trata apenas dos precatórios federais.

O texto prevê que, no caso dos acordos firmados durante a vigência do estado de calamidade pública devido à covid-19, o montante obtido com os descontos nos precatórios deverá ser usado no financiamento de ações de combate à doença. Aqueles firmados depois da pandemia deverão servir para amortizar a dívida pública federal.

“A regulamentação dos acordos diretos para pagamento de precatórios com deságio sobre o valor líquido devido e a utilização dos acordos terminativos de litígio são ferramentas que conduzirão a uma efetiva economia de recursos públicos de parte da União, advindos tanto dos percentuais dos quais os credores da União abriram mão para recebimento direto quanto daqueles que, objeto de litígio de fundo patrimonial contra a União, tenham sido declinados pelos autores dos feitos judiciais como condição para o encerramento do processo judicial”, analisa o relator Rodrigo Cunha. 

O projeto inclui ainda nas novas regras os precatórios originados de ações relativas aos repasses da União ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que complementava salários de professores da rede pública dos entes federados. Esse foi um pedido apresentado pelos governadores do Nordeste durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados.

Os valores coletados por estados e municípios com os precatórios do Fundef manterão sua destinação original, não podendo ser redirecionados para as ações de combate ao coronavírus. Pelo menos 60% dos recursos arrecadados deverão ser usados para pagar abono a professores ativos, inativos e pensionistas.

Rodrigo Cunha destacou a importância desse item do projeto. Ele disse que os professores enfrentam há anos uma luta judicial, com decisões favoráveis e contrárias que geram grande incerteza e insegurança para os gestores. Para ele, o projeto deixa claro que os profissionais da educação têm direito a subvinculação prevista tanto na extinta lei do Fundef, como na lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “A valorização do professor é o primeiro passo para garantir uma educação de qualidade. A atuação do docente tem impacto dentro e fora de sala de aula, seja no desempenho dos estudantes, na qualidade da escola e no progresso do país”, afirmou o relator.

Propostas

Conforme o projeto, as propostas de acordo para os precatórios de grande valor poderão ser apresentadas tanto pela administração federal quanto pelo credor, até o momento da quitação integral do valor. A apresentação da proposta, no entanto, não suspende o pagamento da dívida em parcelas ou a incidência de atualização monetária e juros moratórios.

Essas propostas deverão ser levadas ao Juízo Auxiliar de Conciliação de Precatórios vinculado ao presidente do tribunal que proferiu a decisão. O juízo intimará o credor ou a entidade devedora, que poderá oferecer contraproposta, observado o desconto máximo de 40% estipulado pela Constituição. Se o acordo sair, será homologado pelo juízo.

Para o autor do texto, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), o projeto estimula uma saída consensual entre a União e os credores ao regulamentar o pagamento com desconto do precatório de grande valor — aquele que, sozinho, supera 15% da dotação orçamentária total reservada para essa finalidade a cada exercício. Segundo ele, essa regulamentação já foi feita em alguns estados e no Distrito Federal. Ele lembrou durante a discussão na Câmara que, somente em 2020, o Orçamento destinou R$ 24 bilhões ao pagamento de precatórios.

Ações na Justiça

Os procedimentos serão semelhantes para acordos envolvendo o encerramento de questionamentos na Justiça. A Advocacia-Geral da União (AGU) ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) poderão negociar com o credor condições diferenciadas de deságio e de parcelamento para o pagamento do crédito resultante do acordo.

O projeto proíbe, no entanto, a apresentação de proposta de acordo que tome como ponto de partida valor diferente do apresentado nos autos pela entidade pública ou, se for o caso, pelo perito ou pelo contabilista do juízo.

Outras medidas

O parcelamento proposto também não poderá ser maior que oito parcelas anuais e sucessivas, se o título executivo judicial já tiver transitado em julgado, ou maior que 12 parcelas anuais e sucessivas, caso não tenha transitado em julgado. O trânsito em julgado ocorre quando não há possibilidade de recorrer mais da decisão.

Se o acordo for firmado, o montante acertado será consolidado como principal e parcelado. A atualização dos valores é a prevista na Constituição: pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança e juros de mora no mesmo percentual da taxa incidente sobre a caderneta na forma simples — ou seja, sem a contagem de juros sobre juros.

O projeto determina ainda a aplicação de dispositivo da Lei 13.140, de 2015, que garante aos servidores e agentes públicos envolvidos nessas negociações a responsabilização civil, administrativa ou criminal somente quando, por dolo ou fraude, receberem qualquer propina ou permitirem ou facilitarem seu recebimento por terceiro.

Benefícios para igrejas

Na Câmara, durante a votação em Plenário, foi apresentado destaque que retomava dois itens retirados do texto pelo relator naquela Casa, Fábio Trad (PSD-MS). O destaque gerou polêmica por tratar de assunto estranho a uma proposta sobre precatórios. Apesar disso, foi aprovado.

O primeiro item do destaque altera a Lei 7.689, de 1988, para excluir templos de qualquer culto da incidência da Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) e anular multas do Fisco pelo não pagamento dessa contribuição antes da entrada em vigor da isenção prevista no projeto. O outro prevê que valores pagos a religiosos não são remuneração para fins de contribuição previdenciária, modificando a Lei 8.212, de 1991.

Com informações da Agência Câmara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Primeiras cidades contempladas pelo projeto Municípios Prato Cheio são homologadas

17082020 foto prefeitura de maraja do senaForam homologados os três primeiros Municípios que serão contemplados pelo projeto Municípios Prato Cheio para o Desenvolvimento. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) e seus parceiros lembram que a iniciativa levará itens de alimentaçã, limpeza e higiene à população carente em Municípios com menos de 50 mil habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo. A expectativa é que ao todo sejam atendidos 3.399 Municípios e cerca de 1,3 milhão de famílias. O objetivo do projeto é amenizar os impactos sociais causados pela pandemia do coronavírus (Covid-19).

Os três primeiros aprovados pela Fundação Banco do Brasil (FBB) são do Estado do Maranhão. As famílias de Jenipapo do Vieiras, Marajá do Sena e Fernando Falcão devem receber as primeiras doações ainda neste mês. Além desses três Municípios, outros 27 já estão selecionados na lista da primeira fase e, assim que a documentação for aprovada, também serão contemplados.

Um dos responsáveis pelo projeto na FBB e assessor na área de Gerência de Portfólio, Bruno Maciel, contou à Agência CNM o processo e os requisitos que os Municípios devem atender para dar início ao projeto em suas localidades. “Os Municípios foram pré-selecionados antes e as pessoas que serão atendidas fazem parte do Cadastro Único. Agora, uma instituição sem fins lucrativos ficará responsável por receber o cartão com o crédito e fazer a compra dos itens alimentícios e de higiene na quantidade pré-estabelecida”, explicou.

17082020 municipios prato cheio para o desenvolvimento

O assessor destacou que as entidades escolhidas devem atender a uma série de requisitos e que, por ser ano eleitoral, nenhuma prefeitura terá qualquer responsabilidade para evitar favorecimento de qualquer candidato. “O recurso é gerenciado pela entidade que fica responsável por receber o recurso e gerenciar as compras no comércio local do Município selecionado”, frisou.

De acordo com Bruno Maciel, a expectativa é concluir essa primeira fase com trinta Municípios o quanto antes. “A gente vai trabalhar nessa primeira etapa com os trinta primeiros Municípios e o número de participantes por cada Municípios previamente cadastrados. Nosso objetivo é concluir da forma mais célere possível”, contou.

Para viabilizar a ação e ampliar os valores e o número de contempladas, a CNM conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Associação os Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e das Fundações Banco do Brasil e Hermann Hering.

Conheça mais sobre o projeto e faça parte dessa rede de solidariedade.

Por Mabilia Souza
Da Agência CNM de Notícias
Foto: Prefeitura de Marajá do Sena/MA

Educação ameaçada no Orçamento de Bolsonaro para 2021

 

Caso confirmado o noticiário, apesar do desmentido do Ministério, será a primeira vez em dez anos que a Defesa terá um valor superior ao da pasta da Educação.

 

O Governo Bolsonaro deve, por lei, enviar ao Congresso até o dia 31 de agosto sua proposta de Orçamento da União para 2018. A notícia de que a Defesa receberia mais verba do que a Educação em 2021 provocou reação oficial do Ministério da Defesa, que em nota disse que afirmações nesse sentido “estão equivocadas e não correspondem à verdade”. A coordenadora-geral, em exercício, da Contee, Madalena Guasco Peixoto, adianta que a entidade “fará toda a mobilização possível para impedir que o parlamento brasileiro aprove um orçamento que coloca em risco a educação pública no Brasil”,

Em sua manifestação, a pasta da Defesa nega que “terá acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano”, mas deixa aberta a possibilidade de que receba os “R$ 108,56 bi” citados no noticiário. Registra que “não é verdade que o orçamento da Defesa é maior que o orçamento em Educação, nem há qualquer indicação de que será maior em 2021”. No entanto, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, não negou a informação. Buscou justificá-la, dizendo que a diferença se deve ao “pagamento de pessoal” da pasta à qual as Forças Armadas são vinculadas. Avançou, afirmando que na Educação “você ainda tem o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que é o grande, que não entra nisso aí. Então, anão é uma análise qualitativa do fato”.

O que a Defesa não pode desmentir é que os governos de Lula e Dilma aumentaram os recursos para Educação de R$ 18 bilhões para R$ 115,7 bilhões entre 2002 e 2014, o equivalente a 218% de aumento real, mas, desde 2015, a Educação vem perdendo verba orçamentária, o que se agravou após o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff e vem se aprofundando com o atual governo. No ano de sua posse, 2019, Bolsonaro aumentou em R$ 4,2 bilhões (22,1%) as despesas do Ministério da Defesa, em relação a 2018, enquanto a Educação sofreu corte de R$ 3,22 bilhões (16%). Esses cortes chegaram a paralisar universidades e institutos federais.

Caso confirmado o noticiário, apesar do desmentido do Ministério, será a primeira vez em dez anos que a Defesa terá um valor superior ao da pasta da Educação. A redução orçamentária anunciada pela imprensa “significará um retrocesso de dez anos em relação ao que se praticava nas universidades. Com essa diferença sobre as nossas responsabilidades atuais e de antes, quando tínhamos menos alunos, menos área construída, o corte inviabiliza, de fato, atividades de ensino”, afirma o professor de Filosofia e reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles.

Os sucessivos ministros da Educação do atual governo, cúmplices no ataque aos investimentos no ensino público e de qualidade, mostraram-se adeptos da privatização do setor, agressivos em relação às universidades públicas, inoperantes no enfrentamento ao desafios educacionais colocados perante o país e, na atual crise da pandemia sanitária, criminosamente ausentes na busca de soluções que levem à proteção de estudantes, familiares de alunos e profissionais da área. Formaram tropa, por sua vez, na defesa da militarização das escolas, no avanço de concepções fundamentalistas e no projeto pedagógico direitista. Demonstraram, à saturação, de que este é um governo inimigo da educação e da cultura e negacionista da ciência.

Pressão militar

Expressivamente apoiado pelos militares e pelo aparato de segurança estatal mesmo antes de sua eleição, Bolsonaro disse, na transmissão que realizou dia 13 de agosto em rede social, que sofre pressão para aumentar os recursos destinados às Forças Armadas, mas reclamou que “o cobertor está curto”. Lamentou: “Alguns chegam: ‘Pô, você é militar e esse ministério aí vai ser tratado dessa maneira?’ Aí tem de explicar. Para aumentar para o Fernando (Azevedo e Silva, ministro da Defesa) tem de tirar de outro lugar. A ideia de furar o teto (de gastos) existe, o pessoal debate, qual o problema?”.

Já o Ministério da Educação (MEC) tem sido ausente na busca de verbas, como se viu na sua omissão na discussão do Fundeb na Câmara e, agora, no Senado, onde está para ser votado. Na proposta mais atual em discussão de orçamento no governo, divulgada pela mídia, a parte do MEC deve cair de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões.

Segundo a doutora em ciência política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Mara Telles, Bolsonaro atua para desmontar os últimos 20 anos de investimento em educação e negar a ciência. “É um retorno à idade das trevas. Isso faz parte de um projeto muito maior que é um projeto da ultradireita. Bolsonaro defende a tal escola sem partido, que na verdade é uma escola ideológica voltada somente a uma determinada ideologia, que é de extrema direita”.

Tempos difíceis

Para o ano, a situação do setor educacional no país ficará ainda mais dramática devido à queda na arrecadação dos estados e municípios – levantamentos apontam possibilidade de queda da receita entre R$ 24 bilhões e R$ 58 bilhões na Educação. Além do aporte da União, o valor do Fundeb é formado por recursos de estados e municípios, dinheiro que depende da arrecadação.

Com o cenário de pandemia, a relatora da Comissão Externa de acompanhamento do MEC (Comex/MEC), deputada Tabata Amaral (PDT-SP) lembra a necessidade de “implementar protocolos sanitários que vão aumentar os custos, há o desafio de acesso à internet. Estamos falando também de um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que pode ser mais caro, da necessidade de construir um novo calendário escolar. Além disso, há um passivo de baixa execução orçamentária”.

Ao Congresso cabe analisar as prioridades apresentadas na proposta orçamentária governamental e fazer remanejamentos. Os parlamentares também podem apresentar emendas para despesas. A Contee e demais entidades e organizações defensoras do ensino de qualidade atuam junto aos parlamentares para defender mais verbas para a Educação, ao tempo em que denunciam os ataques governamentais ao ensino público, laico, formador de cidadãos e de qualidade.

Em Canapi, PRF prende dois homens com mais de 50 pares de tênis falsificados na BR-423

  • PRF/AL
  • 18/08/2020 14:49
  • Polícia
PRF/AL

Na manhã do último  domingo (16),  a Polícia Rodoviária Federal (PRF/AL) prendeu dois homens  transportando mais de 50 pares de tênis falsificados no km 26 da rodovia  federal  BR – 423, no município de Canapi, sertão de Alagoas.

Conforme informações, Agentes da PRF fiscalizavam em frente à Unidade Operacional (UOP) do Povoado Carié, zona rural de Canapi,  quando abordaram um Fiat/Palio Weekend, cor cinza e placa de Araujos/MG, com dois ocupantes. Durante os procedimentos de verificação pessoal e veicular, os policiais encontraram 59 pares de tênis falsificados.

Questionados sobre a procedência da mercadoria, os indivíduos informaram que não possuíam nota fiscal e haviam carregado o material em Nova Serrana/MG e pretendiam levá-lo ao município de Bonito/PE. Eles foram presos e conduzidos para a 2ª  Delegacia Regional de Polícia Civil em Santana do Ipanema/AL para os  procedimentos legais.

Santana Oxente:: O MAIOR PORTAL DE NOTÍCIAS DO SERTÃO ALAGOANO

oxente_santana69@hotmail.com
www.santanaoxente.net

Newsletter

Receba noticias em primeira mão. Assine nossa Newsletter