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Após mais 9 positivos, CSA tem 18 atletas com Covid-19 e jogo com a Chape é adiado

Clube tem 31 jogadores inscritos na Série B e teria apenas 13 disponíveis para a partida

↑ CSA tem 18 jogadores com Covid-19 (Foto: Ascom CSA)

Oresultado dos testes de Covid-19 nos jogadores do CSA confirmaram na manhã desta terça-feira (11) mais nove jogadores com a doença, totalizando 18 com os nove já testados antes da partida de estreia do time na Série B contra o Guarani, ocorrida no último sábado (8). Com isso, a partida da segunda rodada da competição que aconteceria com a Chapecoense na quarta-feira (12) em Chapecó foi adiada para data a ser confirmada futuramente pela CBF.

O CSA informou que os testes com o elenco para os segundo jogo foram realizados no domingo (9). O clube divulgou que todos os atletas estão clinicamente bem e sendo acompanhados pelo Departamento Médico da agremiação.

Com 31 inscritos na competição, o time alagoano teria apenas 13 jogadores para utilizar no jogo em Santa Catarina. O clube vai realizar novos testes nos atletas que testaram positivo antes da estreia para saber se existe a possibilidade de ser realizada a partida da terceira rodada contra o Cuiabá, jogo marcado para o próximo sábado (15).

Chapecoense expressa apoio

Em nota, a Chapecoense comunicou que recebeu a confirmação do adiamento da partida através da CBF após o resultados dos exames no CSA.

“Diante da situação, a Chapecoense afirma a sua compreensão, expressa o apoio ao CSA e reitera o desejo de rápida recuperação de todos os contaminados”, afirma o clube em seu informe.

CBF ainda definirá data para a partida

A Confederação Brasileira de Futebol comunica que a partida entre a Associação Chapecoense de Futebol e o Centro Sportivo Alagoano, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série B 2020, que seria realizada nesta quarta-feira, 12, na Arena Condá, em Chapecó, foi adiada em virtude dos resultados dos testes realizados no elenco do CSA, que constataram, em prova e contraprova, a contaminação por coronavírus de nove jogadores. Estes se somam a outros nove atletas da equipe que haviam sido afastados da primeira rodada da competição por terem testado positivo, totalizando 18 dos 31 inscritos na competição. A viagem do CSA para a cidade catarinense foi cancelada. Oportunamente, a Diretoria de Competições da CBF informará a nova data para realização da partida.“, comunicou a Confederação Brasileira de Futebol em seu site.

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Fonte: Tribuna Hoje

Às vésperas das aulas, 97 mil crianças testam positivo nos EUA

 

Só nas últimas duas semanas de julho, quase cem mil crianças foram contaminadas nos EUA. Durante a pandemia, há registro de 338 mil crianças contaminadas e 25 mortas por Covid-19.

 

Em Gaza (Palestina), crianças já voltaram às aulas.

Quase 100.000 crianças americanas testaram positivo para o coronavírus nas últimas duas semanas de julho, conforme alerta um novo relatório da Academia Americana de Pediatria. Pouco mais de 97.000 crianças testaram positivo para o coronavírus de 16 a 30 de julho, de acordo com a associação.

Enquanto o país chega aos cinco milhões de casos de Covid-19 notificados, a organização médica revelou que mais de 338.000 eram crianças. Inicialmente, acreditava-se que as crianças eram menos suscetíveis ao vírus – no entanto, pelo menos 25 crianças morreram da doença nos Estados Unidos, em julho.

A Dra. Tina Hartert, da Universidade de Vanderbilt, espera que o aumento dos testes em crianças ajude a determinar o papel que desempenham na transmissão, conforme os distritos escolares em todo o país voltam a alguma forma de aula. Ela está liderando um estudo financiado pelo governo que envia kits de teste DIY para cerca de 2.000 famílias.

Na cidade de Nova York, maior distrito escolar do país, o prefeito Bill de Blasio anunciou um retorno à escola presencial no outono. De Blasio deu aos pais até sexta-feira à noite para matricular os alunos para aulas presenciais, ensino remoto ou híbrido (remoto e presencial).

Mais de 25 crianças morreram de coronavírus somente em julho. A pressão para trazer as crianças de volta à sala de aula fez com que superintendentes em mais de 13 mil distritos escolares diferentes em todo o país se preocupassem em como manter as crianças seguras.

Há ainda a preocupação em como lidar com as diferenças de aprendizagem. No Michigan, utiliza-se uma lousa de Plexiglas (tipo de material acrílico) como solução para que crianças com problemas de fala possam participar das aulas. O professor fala atrás de uma lousa transparente, enquanto o aluno reveza com o professor no uso de máscara, conforme cada um precise articular a fala.

Em Indiana, os ônibus escolares são limpos com spray desinfetante de hospital para alunos que precisam de carona para a escola. Há também máquinas de nebulização. No entanto, eles não esperam que muitos alunos entrem no ônibus – espera-se que 35% das crianças na área aprendam remotamente, enquanto outros distritos escolares nos EUA não serão abertos.

Algumas universidades também estão lutando para reabrir campi com segurança, com novas restrições, incluindo banir festas, viagens rodoviárias e visitantes externos.

Trump e Johnson

Uma foto na North Paulding High School, Geórgia, onde as escolas já foram reabertas, se tornou viral na semana passada mostrando os alunos aglomerados sem máscaras. A aluna que tirou a foto chegou a ser suspensa da escola, medida revertida devido à repercussão da foto.

Foto em escola da Geórgia que levou à suspensão da aluna que fez o disparo.

Isso ocorre depois que o Facebook excluiu uma postagem do presidente dos EUA Donald Trump pela primeira vez, depois que ele compartilhou um clipe no qual afirmava que as crianças são “quase imunes”.

A plataforma de mídia social considerou isso uma violação de suas regras contra o compartilhamento de informações incorretas sobre o coronavírus. Durante uma reunião na Casa Branca no mesmo dia, Trump repetiu sua afirmação de que o vírus teve pouco impacto nas crianças. “As crianças lidam muito bem com isso”, disse ele a repórteres.

“Se você olhar para os números, em termos de mortalidade, fatalidades … para crianças menores de uma certa idade … seus sistemas imunológicos são muito, muito fortes e muito poderosos. Eles parecem ser capazes de lidar com isso muito bem e isso está de acordo com todas as afirmações estatísticas.”

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram que, embora os adultos constituam a maioria dos casos de Covid-19 conhecidos até agora, algumas crianças e bebês adoeceram com a doença e também podem transmiti-la a outras pessoas.

Boris Johnson, entretanto, está enfrentando apelos generalizados para aumentar os testes e rastreamento do coronavírus, a fim de reabrir as escolas com segurança para todos os alunos, sem impor mais restrições aos negócios ou à vida social.

O primeiro-ministro disse que é “prioridade nacional” trazer as crianças de volta às aulas na Inglaterra no mês que vem, mas foi avisado por consultores científicos que “compensações” podem ser necessárias para manter a transmissão baixa.

Com informações da CBS e do Mirror

Terça, 11 Agosto 2020 17:44

Pensem nas crianças mudas telepáticas

Pensem nas crianças mudas telepáticas

 

O bombardeio sobre o Japão foi o maior ataque da história das guerras modernas.

 

No Parque Memorial da Paz de Hiroshima, sobreviventes choram por amigos e parentes mortos enquanto um sino toca na hora exata da explosão. l Foto: Life Magazine

Em 2007, o então ministro da Defesa japonês, Fumio Kyuma, disse que era “inevitável” que os Estados Unidos lançassem duas bombas atômicas sobre o Japão, durante a Segunda Guerra. Isso teria evitado que a União Soviética entrasse também na batalha do Pacífico.

O cara com seus olhos miúdos e raciocínio idem, considerava que as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki conseguiram “acelerar o fim da guerra”. Essas declarações absurdas repercutiram muito mal entre os sobreviventes e seus descendentes, claro, e incomodaram o primeiro-ministro à época, Yoshihiko Noda.

Há exatos 75 anos, às 8h15 do dia 6 agosto, a bomba Little Boy foi lançada sobre a cidade de Hiroshima, matando instantaneamente cem mil pessoas. O local de 350 mil habitantes tinha um porto militar insignificante. Não havia necessidade para o ato. O Japão já estava derrotado, sem condições para a continuidade da guerra, com fábricas militares destruídas.

Do outro lado, no império exportador de Rambos, onde desde John Wayne sempre atiram primeiro e perguntam depois – quando perguntam -, as justificativas são igualmente doentias. Ao longo dessas seis décadas do lançamento das duas bombas pelo governo dos Estados Unidos, é cada vez mais repudiante a conversa das autoridades norte-americanas para esse genocídio.

Theodore “Dutch” J. Van Kirk, que morreu em 2014, aos 93 anos, foi major-aviador do avião Enola Gay, bombardeiro B-29 que lançou a coisa. Do alto da sua senilidade arrogante, ele não se arrependeu do que fez, dizia que passou um bom tempo se preparando para o momento, e que “foi uma das missões mais fáceis” da sua vida. Esse abominável senhor do voo da morte, viveu a aposentadoria com cheiro de napalm na alma em um luxuoso asilo na Geórgia (EUA), e passava horas lustrando as 15 Medalhas Aéreas que ganhou após a “missão”. Deve ter recebido num final de tarde a visita do tal ministro japonês para um chazinho verde com cookies…

O bombardeio sobre o Japão foi o maior ataque da história das guerras modernas. Muitas imagens dos efeitos da “rosa radioativa estúpida e inválida” do cogumelo de fogo ficaram na lembrança de todos, nas “meninas cegas e inexatas” vagando, nas mulheres “rosas cálidas com suas rotas alteradas” que não puderam mais ter filhos, nos filhos sem pais “com cirrose da anti-rosa atômica.”

Vinicius de Moraes traduziu bem o que resultou da estupidez humana em seu poema “Rosa de Hiroshima”, escrito em 1946, ainda sob os escombros esfumaçados no coração indignado, publicado em “Antologia poética”, livro de 1954.

Em agosto de 1973, o ano de resistência que reinventou a música popular brasileira, o grupo Secos & Molhados lançou seu primeiro disco, explosivo de outras rosas. No lado B de belo e não de bomba, faixa 4, a voz afinadíssima de Ney Matogrosso entoando o poema de Vinicius musicado por Gérson Conrad, que acompanhou dedilhando um violão de doze cordas.

Com seus dois minutos de duração, no fôlego curto e profundo do poema, a composição se tornou um dos maiores sucessos do álbum, ao lado de “Sangue latino” e “O vira”. O revolucionário disco, com suas broas, linguiças, cebolas, grãos de feijão e vinho barato na capa, e as cabeças maquiadas dos músicos sobre bandejas, dão o sentido de um banquete de comprometimento antropofágico, bem dentro da proposta inovadora e transgressora da banda.

As novas gerações, naqueles terríveis anos de chumbo da ditadura Médici, tomaram conhecimento do emblemático poema de Vinicius de Moraes, para que não esqueçamos todas as crianças sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada.

 

Brasil precisa vencer dois vírus, diz Sindicato dos Escritores de SP

 

Entidade lançou nota para denunciar a marca de 100 mil mortes por Covid-19 no País

 

“Tudo indica que, para vencer o coronavírus e salvar a vida dos brasileiros e brasileiras e manter a economia e a democracia funcionando, se tenha que defenestrar o outro vírus, o que infecta o Palácio do Planalto.” A opinião é do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo, que lançou a nota “Em defesa da vida, vencer os dois vírus” no sábado (8) – dia em que o País atingiu a marca de 100 mil mortos pela pandemia de Covid-19. Confira o texto, assinado pela diretoria da entidade.

Em defesa da vida, vencer os dois vírus

São 100 mil vidas de brasileiras e brasileiros ceifadas pela Covid-19. É uma verdadeira calamidade humanitária. Não é uma mera cifra estatística. São milhares de famílias que estão chorando a perda de seus entes queridos. As brasileiras e brasileiros hão de se lembrar no futuro deste sábado fatídico.

Não se deve naturalizar essa que é a maior crise humanitária já vivida por nosso povo. Não era inevitável que se chegasse a esse ponto. Existe um responsável. Tem nome, RG e endereço, ainda que às vezes use o nome falso. Chama-se Jair Messias Bolsonaro. Que de Messias não tem nada.

Além de se eximir desde o início de coordenar o combate à pandemia – o contrário do que vem fazendo a maioria dos governantes dos vários países –, ainda sabotou cruelmente as medidas recomendadas por seus próprios ministros de Saúde, além de manter o cargo desocupado há cerca de três meses. Não foi à toa que, além dele e de sua esposa, metade dos ministros contraiu a doença.

Estimulou as pessoas a romperem com o isolamento social e promoveu aglomerações. E, para completar, tem pressionado pelo relaxamento precoce das medidas adotadas para combater o vírus, as quais já eram insuficientes. E isso num momento em que, há dois meses, vêm perdendo a vida mais de mil pessoas por dia, sem dar mostras de redução.

É mais do que hora de adotar a estratégia adequada, a recomendada pela Frente pela Vida, que, reunida num fórum de 14 entidades nacionais da saúde, apresentou em julho o “Plano Nacional de Enfrentamento à pandemia da Covid-19”. Diz o documento: “A principal estratégia indicada é a vigilância epidemiológica, com busca ativa de casos confirmados ou suspeitos e bloqueio da transmissão, conduzida por equipes qualificadas, na rede de atenção primária do SUS, coordenadas conjuntamente pelas autoridades sanitárias”.

Simultaneamente, devem-se adotar medidas que não apenas garantam a vida da população durante a pandemia, mas evite a quebradeira das micro, pequenas e médias empresas e preparem a economia para retomar o crescimento. Isso significa manter a renda emergencial, o apoio financeiro a essas empresas e aos Estados e municípios enquanto durar a pandemia. Ao mesmo tempo, realizar o investimento público para alavancar a economia. Não vale dizer que não tem dinheiro. Todos os países do mundo estão emitindo moeda para bancar os programas de enfrentamento da Covid-19.

O presidente Bolsonaro tem revelado não ter qualquer compromisso com a vida das pessoas e nem sequer com a economia que ele tanto propala. E muito menos com a Democracia. Além de sabotar as medidas sanitárias, tem retardado a liberação dos recursos para os vários programas emergenciais. Até agora, só liberou metade dos recursos aprovados pelo Congresso.

Tudo indica que, para vencer o Coronavírus e salvar a vida dos brasileiros e brasileiras e manter a economia e a Democracia funcionando, se tenha que defenestrar o outro vírus, o que infecta o Palácio do Planalto. Para tanto, avançar na mais ampla unidade em defesa da Vida, da Democracia e do Brasil

São Paulo, 8 de agosto de 2020

Diretoria do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo

Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

  • Assessoria
  • 10/08/2020 09:09
  • Cultura
Foto: Léo Vilanova
Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

Com o objetivo de manter e divulgar a rica tradição cultural alagoana, incentivar a produção e premiar artistas loca. O grupo Banese, através do Instituto Banese, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL), lançou nesta segunda-feira, 10, o “Edital de Cultura Banese”. O edital faz parte de um conjunto de ações de valorização cultural desenvolvidas pelo Banco do Estado de Sergipe.

O ‘Edital de Cultura Banese’ é uma iniciativa que contribui para que os profissionais da cadeia cultural continuem a expressar e desenvolver suas atividades nesse momento em que os espaços de cultura permanecem fechados como medida de combate à disseminação da Covid-19. O edital é também um meio de divulgar e oferecer ao público conteúdos de qualidade artística voltados para o conhecimento e entretenimento.

Poderão participar da chamada pública pessoas físicas nascidas e residentes em Alagoas e/ou demais artistas não alagoanos residentes no estado há pelo menos um ano, através da inscrição de projetos de música, teatro, circo, dança, artes visuais, literatura (leitura, contação de história, recitação), audiovisual, artes integradas e expressões culturais populares, contemplando, dessa forma, as mais diversas linguagens artísticas.

Serão premiados 70 projetos, dentre estes, 20 inscritos por artistas de grupos de cultura popular e 50 das demais manifestações. Cada artista selecionado receberá o valor de R$1.000,00 (mil reais) e terá seu vídeo veiculado no youtube do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

“Esta é mais uma ação conjunta que a Secult vem lançando para minorar os efeitos da pandemia do covid-19 na classe artística. Ficamos muito felizes com a parceria e temos certeza a cultura alagoana brilhará ainda mais”, disse a secretaria de cultura, Mellina Freitas.

As inscrições seguem até 29 de agosto e devem ser efetuadas através do endereço www.institutobanese.org.br, onde está disponível o edital com todas as informações referentes a critérios de participação e seleção, documentação necessária, cronograma com as etapas da seleção, especificações técnicas dos produtos digitais, premiação, além do passo a passo para envio dos arquivos referentes aos documentos e projetos. O resultado será divulgado no dia 21 de setembro através das redes sociais do Instituto Banese. Para mais informações, entrar em contato exclusivamente através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

  • Assessoria
  • 10/08/2020 09:09
  • Cultura
Foto: Léo Vilanova
Secult e Grupo Banese lançam Edital de Cultura

Com o objetivo de manter e divulgar a rica tradição cultural alagoana, incentivar a produção e premiar artistas loca. O grupo Banese, através do Instituto Banese, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL), lançou nesta segunda-feira, 10, o “Edital de Cultura Banese”. O edital faz parte de um conjunto de ações de valorização cultural desenvolvidas pelo Banco do Estado de Sergipe.

O ‘Edital de Cultura Banese’ é uma iniciativa que contribui para que os profissionais da cadeia cultural continuem a expressar e desenvolver suas atividades nesse momento em que os espaços de cultura permanecem fechados como medida de combate à disseminação da Covid-19. O edital é também um meio de divulgar e oferecer ao público conteúdos de qualidade artística voltados para o conhecimento e entretenimento.

Poderão participar da chamada pública pessoas físicas nascidas e residentes em Alagoas e/ou demais artistas não alagoanos residentes no estado há pelo menos um ano, através da inscrição de projetos de música, teatro, circo, dança, artes visuais, literatura (leitura, contação de história, recitação), audiovisual, artes integradas e expressões culturais populares, contemplando, dessa forma, as mais diversas linguagens artísticas.

Serão premiados 70 projetos, dentre estes, 20 inscritos por artistas de grupos de cultura popular e 50 das demais manifestações. Cada artista selecionado receberá o valor de R$1.000,00 (mil reais) e terá seu vídeo veiculado no youtube do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

“Esta é mais uma ação conjunta que a Secult vem lançando para minorar os efeitos da pandemia do covid-19 na classe artística. Ficamos muito felizes com a parceria e temos certeza a cultura alagoana brilhará ainda mais”, disse a secretaria de cultura, Mellina Freitas.

As inscrições seguem até 29 de agosto e devem ser efetuadas através do endereço www.institutobanese.org.br, onde está disponível o edital com todas as informações referentes a critérios de participação e seleção, documentação necessária, cronograma com as etapas da seleção, especificações técnicas dos produtos digitais, premiação, além do passo a passo para envio dos arquivos referentes aos documentos e projetos. O resultado será divulgado no dia 21 de setembro através das redes sociais do Instituto Banese. Para mais informações, entrar em contato exclusivamente através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Cruzamento de folhas: ALE diz que não recebeu pedido, mas já exonerou servidores que receberam auxílio emergencial

  • Vanessa Alencar*
  • 11/08/2020 15:03
  • Política
Vinícius Firmino/Ascom ALE/Arquivo
Deputados Paulo Dantas e Marcelo Victor, da Mesa Diretora

Por meio de nota encaminhada à imprensa na tarde desta terça-feira (11), o Poder Legislativo de Alagoas informou que não recebeu nenhum pedido da Controladoria Geral da União (CGU) em Alagoas para o envio dos dados para o cruzamento das folhas de pagamento com o cadastro do auxílio emergencial pago pelo governo federal.

Nesta manhã, o Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC-AL) e a Controladoria Geral da União em Alagoas apresentaram o relatório final do cruzamento, no qual foram identificados quase 30 mil servidores públicos que receberam irregularmente o auxílio. 

Conforme divulgado pela assessoria de Comunicação do MPC, “apesar de solicitado”, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e os municípios de Branquinha, Delmiro Gouveia, Jacuípe, Murici, Olho D’Água do Casado, Pariconha, Passo do Camaragibe, Penedo e União dos Palmares não enviaram suas respectivas folhas de pagamento.

Na nota, a ALE lembra ainda que o MPC “não tem legitimidade para falar, em nome do Tribunal de Contas, com os demais Poderes. A Procuradoria de Contas é circunscrita à atividade interna daquela Corte, que, por sua vez, é Órgão Auxiliar do Legislativo. A competência de representação é do Presidente do Tribunal”.

A Mesa Diretora prossegue informando que os servidores do Poder Legislativo que solicitaram o auxílio - tendo ou não recebido -  “sumariamente exonerados”. 

Diz a nota que os servidores que eventualmente lograram êxito em receber o auxílio, além de exonerados, tiveram valores retidos e imediatamente depositados em favor da União, por meio de guia de recolhimento próprio.

“A Mesa destaca o fato de prezar pela transparência. Todas as informações estão à disposição da CGU e serão a ela disponibilizadas, assim que solicitadas. Sobre transparência, destaca, por fim, que o quadro de servidores da Casa é de conhecimento público, pois a lista completa encontra-se há tempo disponibilizada no site oficial do Parlamento alagoano”, finaliza a nota.

A reportagem do CadaMinuto buscou também a assessoria de Comunicação do Poder Judiciário de Alagoas para informações sobre o não envio da lista e aguarda resposta. 

Confira a nota na íntegra:

NOTA DO PODER LEGISLATIVO

O Poder Legislativo de Alagoas comunica que não recebeu nenhum pedido da CGU, e lembra que o MP/TC não tem legitimidade para falar, em nome do Tribunal de Contas, com os demais Poderes. Procuradoria de Contas é circunscrita à atividade interna daquela Corte, que, por sua vez, é Órgão Auxiliar do Legislativo. 

A competência de representação é do Presidente do Tribunal. Por outro lado, a Mesa Diretora informa que o Controle Interno da Assembleia está atuante e os casos detectados, até mesmo pedido de auxílio sem concessão, foram sumariamente exonerados. 

Os servidores que eventualmente lograram êxito em receber o auxílio, além de exonerados, tiveram valores retidos e imediatamente depositados em favor da União, através de guia de recolhimento próprio. 

A Mesa destaca o fato de prezar pela transparência. Todas as informações estão à disposição da CGU e serão a ela disponibilizadas, assim que solicitadas. Sobre transparência, destaca, por fim, que o quadro de servidores da Casa é de conhecimento público, pois a lista completa encontra-se há tempo disponibilizada no site oficial do Parlamento alagoano.

*Com Ascom ALE

Saiba quem são os 12 pré-candidatos à Prefeitura de Maceió

  • Mara Santos
  • 04/08/2020 09:00
  • Política
Foto: Reprodução / Cada Minuto
Os 12 pré-candidatos à Prefeitura de Maceió

A disputa pela prefeitura de Maceió promete ser acirrada em 2020. O número de pré-candidatos tem crescido e as convenções partidárias definirão os nomes oficiais que enfrentarão o pleito.

Até o momento 12 pré-candidatos já manifestaram a intenção de ser prefeito da capital alagoana. No entanto, especialistas afirmam que o número de candidatos deve diminuir com a aproximação das eleições e apontam que a disputa deve ter 8 ou 10 concorrentes prováveis.

Conheça os 12 pré-candidatos já anunciados:

Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB)

Ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Gaspar iniciou sua carreira no Ministério Público em 1996, na promotoria de Justiça de Maravilha. Atuou como promotor em Palmeira dos Índios. Compôs o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Comandou a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP/AL) e coordenou, por duas vezes, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPAL.

Em 2018, foi escolhido para presidir o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos de todos os Ministérios Públicos do Brasil.

Em março deste ano, Gaspar entregou o cargo de procurador-geral de Justiça, mas não admitiu publicamente o motivo da saída. Recém filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), seu nome é um dos mais cotados pelo eleitorado, segundo pesquisas, para assumir a Prefeitura de Maceió.

Basile Christopoulos (PSOL)

Basile Georges Campus Chistopoulos é Doutor em Direito e professor universitário há 13 anos. É formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e foi professor adjunto do Departamento de Direito Público do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba (UFBP). Tem Mestrado pela Ufal e Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP).

Em 2018, disputou o cargo de governador de Alagoas, onde recebeu 56.169 votos (4,34% dos válidos), o quarto candidato mais votado. No pleito, Renan Filho foi reeleito com 1,001,053 votos (77,30% dos válidos). Ele concorre à prefeitura de Maceió pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

Cícero Almeida (PSDC)

Natural de Maribondo, José Cicero Soares de Almeida, tentará voltar ao cargo de Prefeito de Maceió, lugar onde esteve de 2005 a 2012. Iniciou a carreira política como vereador da capital alagoana, de 2001 a 2003, Em seguida, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE/AL), entre de 2003 a 2004. Após deixar o cargo de prefeito, foi eleito deputado federal com mandato de 2015 a 2019.

Radialista e cantor, Almeida atuou como repórter policial em diversas rádios e TV do estado.

Ao longo de sua carreira política, Cícero Almeida teve o nome envolvido em diversos esquemas como a Operação Taturana, na qual foi condenado por empréstimos irregulares contraídos junto ao Banco Rural, mas recorreu da sentença. Ele também é réu na Ação penal nº 956/2015, que investiga a chamada Máfia do Lixo, um esquema de favorecimento a empresas de coleta do lixo na época em que ele era prefeito de Maceió.

Almeida também foi condenado por improbidade administrativa devido a irregularidade constatada no convênio celebrado para realização do Carnaval de 2008 em Maceió. Na época, a Justiça determinou perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratar com o poder público. Ele também recorreu da sentença.

O ex-prefeito de Maceió também é alvo de processo no Tribunal Superior Eleitoral por infidelidade partidária, por ter trocado o PRTB pelo PSD fora da janela permitida pela legislação eleitoral. A relatora do processo é a Ministra Luciana Lóssio. Almeida alega ter sido destituído abruptamente da direção partidária municipal e estadual, e por isso teria mudado de legenda, o que é negado pelo PRTB.

Almeida vai disputar eleição pelo Partido Social Democracia Cristã (PSDC).

Cícero Filho (PCdoB)

Oficial de Justiça, músico, jornalista e apresentador de um programa de TV, Cícero Filho é formado em Direito, com especialização em Ciências Criminais.  É presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Alagoas (Sindojus/AL) e diretor da Federação Nacional dos Oficiais de Justiça (FojebraA).

Cícero Filho teve o nome escolhido pelos comunistas- Partido Comunista do Brasil (PCdoB) - para disputar a Prefeitura de Maceió, em conferência realizada em novembro de 2019.

Corintho Campelo (PMN)

Ex-prefeito de Maceió, entre 1982 e 1983, Corintho Campelo também é mais um candidato que deseja retornar à chefia do Executivo da capital.

Engenheiro e com 36 anos de militância pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), Campelo anunciou recentemente sua desfiliação, após uma disputada dentro do partido com o presidente da legenda, em Alagoas, Ronaldo Lessa, quanto ao nome para a disputa eleitoral.

Em abril, Campelo anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura de Maceió pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN).

Davi Davino Filho (PP)

O então deputado estadual Davi Davino Filho, foi eleito em 2014, aos 27 anos, como o mais jovem parlamentar da região. Em 2018, foi eleito para um segundo mandato, com 39.342 votos. Davi é filho do vereador Davi Davino.

Criador da Frente Parlamentar da Juventude, Davino Filho também tem o nome apontado em pesquisas, entre os que possuem mais intenção de votos para a Prefeitura de Maceió. Sua pré-candidatura pelo Partido Progressista (PP) tem o apoio de partidos da base aliada do presidente Bolsonaro, como o Partido Social Liberal (PSL).

JHC

Em seu segundo mandato como deputado federal, João Henrique Caldas foi eleito pela primeira vez, em 2014, e para o segundo mandato em 2018. Em ambos os pleitos, foi o deputado mais votado no estado com 135.929 e 178.645 votos respectivamente. Na eleição de 2018, também foi o deputado federal mais votado do país, em termos proporcionais e foi terceiro secretário da Câmara.

Advogado, natural de Maceió, JHC é filho do ex-deputado João Caldas da Silva, que também disputou a prefeitura de Maceió, em 2000, mas não passou para o segundo turno. Na ocasião, Katia Born venceu a eleição.

JHC iniciou sua carreira política aos 23 anos, como deputado estadual, em 2010. Durante seu mandato, ele denunciou um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), envolvendo mais de R$ 500 milhões de danos aos cofres públicos. Conforme a denúncia, o valor correspondia a Gratificações por Dedicação Exclusiva (GDE). O caso teve repercussão nacional.

Nas eleições de 2016, JHC disputou a Prefeitura de Maceió e ficou em terceiro lugar como candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), 21,78% dos votos válidos (menos de 3% de diferença para o segundo colocado, Cícero Almeida na disputa contra Rui Palmeira, que venceu a eleição com mais de 46% dos votos válidos.

Desta vez, pelo mesmo partido JHC também tem nome citado entre os que possuem maior intenção de votos para a Prefeitura de Maceió.

Josan Leite (Patriota)

Josan Leite Pereira Barros é o candidato do Patriota para disputar a Prefeitura de Maceió. Natural de Recife, ele é engenheiro com especialização em Administração de Empresas. Foi líder estudantil, líder do movimento jovem empreendedor e de combate à corrupção. Foi diretor do Clube de Engenharia, Conselheiro do CREA e é perito de engenharia.

Em 2016, Josan concorreu a uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió, pelo Partido Social Liberal (PSL), mas não foi eleito e ficou como suplente.  Já em 2018, ele disputou o cargo de governador de Alagoas, pelo mesmo partido, obteve 43, 208 votos (11,06% dos válidos), foi o segundo candidato mais votado, atrás apenas de Renan Filho, que venceu e foi reeleito com 1.001.053 votos.

Lenilda Luna

Única mulher pré-candidata à Prefeitura de Maceió, até o momento, Lenilda Luna é jornalista, servidora pública e disputará o pleito pelo partido Unidade Popular (UP), cujo direito para lançar candidaturas foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro de 2019.

Lenilda tem mais de 30 anos de militância em defesa dos direitos trabalhistas. Pernambucana, nascida em Cabo, ela é filha de alagoanos, formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, e em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Trabalhou em rádios, TVs no estado e atualmente, atua na Assessoria de Comunicação da Ufal, no Movimento de Mulheres Olga Benario, no Movimento Luta de Classes, na base do Sindicatos dos Trabalhadores da Ufal, com o Coletivo Resistir e Lutar, além de ser da direção do partido em Alagoas e do diretório nacional.

Lenilda Luna foi considerada pelo partido a melhor indicada para unificar o campo da esquerda na disputa eleitoral em Maceió.

Ricardo Barbosa (PT)

O Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu o ex-vereador por Maceió, Ricardo Barbosa para a eleição à Prefeitura da capital. Ele também é o atual presidente da legenda em Alagoas.

Barbosa é advogado e exerceu o mandato de vereador, quando foi eleito em 2008, pelo PSOL, com apenas 453 votos, devido a conta do quociente eleitoral. Em 2010, disputou uma vaga como deputado estadual, teve 1.874 votos e não conseguiu se eleger.

Em 2011 foi expulso do PSOL e anunciou seu retorno ao PT, onde no ano seguinte 2012, voltou a disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió e ficou como suplente, com 852 votos.

No ano de 2016, disputou o cargo de vice-prefeito na chapa liderada pelo atual deputado federal Paulão, que ficou em quinto lugar na disputa, com 2,44% dos votos válidos.

A escolha de Barbosa como candidato do partido para disputar a Prefeitura de Maceió gerou insatisfação entre integrantes da legenda, que criticaram na época os critérios da eleição interna do PT, na qual Ricardo venceu a economista Luciana Caetano.

Ricardo Santa Rita (Avante)

Novo na política, Ricardo Santo Rita é pré-candidato a prefeito de Maceió pelo Avante.

Ricardinho Santa Rita, como é conhecido, é administrador e empresário. É filho de Carlos Santa Rita, homem de confiança de Renan Calheiros. Com passagem por Brasília, onde ocupou vários cargos nos governos de Dilma Roussef e Michel Temer. O pré-candidato à Prefeitura de Maceió tem relações com o mundo político alagoano, tendo participado das campanhas de Renan Filho e JHC.

Em 2015, Ricardo foi nomeado como assessor da então ministra da Agricultura, Katia Abreu. Em 2012, disputou a eleição em Jequiá da Praia, como vice na chapa encabeçada por Rosinha Jatobá.

Santa Rita é a posta do Avante que decidiu enfrentar a eleição para a Prefeitura de Maceió com um candidato próprio.

Ronaldo Lessa (PDT)

Ex-prefeito de Maceió, ex-governador de Alagoas, por dois mandatos e ex-deputado federal, Ronaldo Lessa deve disputar a eleição para o Executivo municipal da capital pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Lessa foi deputado estadual de 1983 a 1987; Vereador por Maceió de 1989 a 1992; foi o 64º prefeito de Maceió, com mandato de 1993 a 1996; foi o 60º governador de Alagoas, por dois mandatos consecutivos, de 1999 a 2006; deputado federal pelo estado de 2015 a 2019. Foi secretário de Agricultura do governo Renan Filho, nomeado em janeiro de 2019.

Ronaldo Lessa é engenheiro civil, iniciou a carreira política em 1982 e passou pelos partidos PMDB, PSB e PDT.

Em 2018, foi novamente candidato a deputado federal pelo PDT, mas não conseguiu ser reeleito. Ficou como primeiro suplente de sua coligação, com 55.474 votos.

Ronaldo Lessa foi condenado por calunia eleitoral, à pena de oito meses de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa. Segundo os autos, em outubro de 2010 o comitê de campanha do PDT foi arrombado e, na ocasião, dois computadores foram furtados. Na época, Lessa era candidato a governador e teria afirmado que o maior suspeito do crime era o governo, referindo-se ao então candidato à reeleição Teotônio Vilela Filho. O tribunal considerou que houve dolo na intenção de ofender a hora do adversário em disputa eleitoral. O parlamentar recorreu da decisão, que foi mantida pela justiça.

Lessa também foi investigado na Operação Navalha, onde foi condenado por peculato e crimes contra a administração pública, a 13 anos e 4 meses de prisão. Na época, ele era deputado, recorreu da sentença e foi absolvido em instância recursal em 2017, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas.

Também por falta de provas, Ronaldo Lessa foi inocentado pelo juiz do caso da Operação Gabiru, que investigava um suposto esquema de desvio de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e outras verbas do Ministério da Educação, destinadas à aquisição de merenda escolar.

Agora, quase três décadas após se eleger prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa parece decidido a tentar um retorno comando da capital de alagoana.

*Sob supervisão da editoria 

Consórcio Nordeste faz contato com China e Rússia para ter vacinas contra a Covid-19

  • Redação*
  • 03/08/2020 20:46
  • Geral
Foto: Reprodução
O presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa.

O presidente do Consórcio Nordeste, o governador da Bahia, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (3) que fez contato com as embaixadas da russa e chinesa para garantir o interesse da região Nordeste nas vacinas que estão sendo produzidas pelos dois países.

De acordo com Costa, o Consórcio Nordeste se reuniu na semana passada, de forma virtual, com o embaixador da Rússia, onde demostrou o interesse dos estados nordestinos em ter uma parceria, tanto para ajudar na realização de testes das vacinas, como para participar, eventualmente, do processo de vacinação.

“Nós não temos convicção aqui das datas, mas formalizamos isso na sexta-feira através de uma correspondência na Embaixada Russa, demonstrando todo o nosso interesse", disse Rui Costa em entrevista à TV Bahia”.

Segundo o presidente do CN, também houve contato com a Embaixada da China onde foram explícitos os mesmos pontos discutidos com a Rússia, mas desta vez, sobre a vacina chinesa.

Durante a entrevista, Rui Costa afirmou que a Bahia já participa dos testes da empresa americana Pfizer, por meio da Instituição Irmã Dulce. Ele também destacou que os estados devem estar em contato e “inseridos nos diversos fabricantes”, para que se tenha, em breve, a disponibilidade dessas vacinas no Nordeste. 

Sobre os boatos divulgados nas redes sociais, de que a vacina russa não seria segura por causa da rapidez de produção, o presidente do Consórcio Nordeste foi categórico ao afirmar que todas as instituições que estão produzindo a vacina estão seguindo normas severas de controle, que não permitiriam a aplicação de uma vacina que não fosse segura.

"Tem uma norma rígida internacional, organismos internacionais que controlam de forma muito rígida os testes de vacinas. Então, todas as instituições, sejam elas privadas ou públicas, de qualquer nacionalidade, têm que estar submetida a esse organismo internacional. Nós temos crença nas organizações internacionais e nessa forma de fiscalização. O rigor é muito grande, tem softwares, tem sistemas, tem fiscalização internacional, desse processo de elaboração de vacina, porque toda a humanidade usará e, portanto, poderá ter os benefícios", ponderou Rui Costa

Rui reiterou que ainda não há prazo para o início da aplicação das vacinas contra a Covid-19, mas demonstrou confiança para 2021.

"É uma corrida para ver quem chega primeiro e, evidentemente, com toda a segurança, nós queremos participar desses testes. Nós não estamos fixando um prazo. Cada anúncio que sai, parece que daqui a um mês teremos a vacina. Não tem em nosso horizonte nenhuma produção de curto prazo. Acho que todas as vacinas que chegarem primeiro só estarão disponíveis, na melhor das hipóteses, na virada do ano", pontuou.

 

 

*Com G1/ BA

Comunidades quilombolas lançam petição e manifesto contra falta de apoio

Documento elenca as prioridades na assistência às famílias

Representantes de 69 comunidades quilombolas de Alagoas lançaram um manifesto e petição para chamar a atenção dos governos municipal, estadual e federal, em plena pandemia da Covid-19.
 
No documento é destacada a condição de grupos étnicos, de população negra – urbana ou rural –, dotados de características próprias que se autodefinem por sua relação com o território, ancestralidade, tradições e práticas culturais singulares, as comunidades quilombolas estão amparadas no ordenamento jurídico e demandam políticas públicas específicas.
 
No combate à pandemia de Covid-19, as comunidades que compõem a Coordenação Estadual das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alagoas – Ganga Zumba, através de suas lideranças, vêm a público, por meio da petição, cobrar providências da União, do governo do Estado e das prefeituras das cidades onde tem quilombos acerca dos efeitos da pandemia sobre as famílias e trabalhadores autônomos.
 
“As Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alagoas reconhecem a importância das medidas sanitárias e defendem o isolamento como medida profilática para combater a Covid-19, mas, tendo em vista, os impactos socioeconômicos, da pandemia sobre os povos originários bem como, a impossibilidade de geração de renda durante a vigência dos Decretos emitidos pelo governo estadual, as famílias se encontram num quadro bastante delicado: carência de recursos e necessidade de cuidados médicos”, destaca o documento.
 
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e juntamente com a Anistia Internacional Brasil estão demandando a emissão, por parte do governo, de dados epidemiológicos para que se organize um amplo diagnóstico dos efeitos da pandemia sobre os povos originários, no sentido de orientar ações de respeito e proteção aos quilombos. As comunidades, desse modo, considerando suas necessidades imediatas, que foram elencadas:
 
1. No âmbito da saúde.
• Construção de unidade de atendimento dentro da comunidade;
• Organização de um cronograma de atendimento médico/sanitário permanente às famílias;
• Agente de saúde Quilombola;
• Programa de saúde mental exclusivo para atendimentos dos quilombolas para combater os efeitos psicológicos desse período de isolamento;
• Ambulâncias nas comunidades Quilombolas;
• Atendimento odontológico nas comunidades Quilombolas;
• Ausência de condições sanitárias básicas, como rede de esgoto e saneamento.
 
2. No âmbito da renda.
Os Decretos Estaduais vigentes na Pandemia impuseram o isolamento e impediu o funcionamento regular das cadeias produtivas de geração de renda para as famílias Remanescentes de Quilombos de Alagoas.
 
No manifesto também é cobrada a aprovação, no Senado, do Projeto de Lei 1142/20 que institui o auxílio emergencial de um salário mínimo às famílias indígenas e quilombolas enquanto durar a emergência pelo novo coronavírus, bem como o atendimento imediato dos direitos previstos no PL 1142/20, tais como o acesso universal à água potável; distribuição de materiais de higiene; limpeza e desinfecção de superfícies; acesso a testes rápidos, medicamentos e equipamentos para identificar a doença; profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual; tratamento hospitalar e acesso garantido ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 
As reivindicações ainda incluem o transporte para os pacientes das comunidades isoladas; medidas protetivas para evitar a propagação da doença, bem como outras medidas emergenciais necessárias, a exemplo do fortalecimento de unidades de saúde da família, campanha de educação sanitária alertando sobre os procedimentos necessários ao controle da contaminação e propagação da pandemia, com orientações sobre como lavar as mãos e cuidar da higiene; orientação aos agentes de saúde sobre a conduta adequada dos profissionais para a superação das práticas discriminatórias no combate ao racismo em postos e hospitais; continuidade do pagamento da bolsa permanência aos estudantes quilombolas; ampliação do pagamento da bolsa permanência aos estudantes quilombolas que ainda não recebem o auxílio; suspensão da cobrança de IPTU, taxas e dívidas contraídas por meio de financiamentos enquanto durar a emergência pelo novo coronavírus.
 
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Fonte: Sucursal Arapiraca

Auxílio emergencial: Governo fechou a porta na cara dos marginalizados

 

Impossibilidade de novo cadastro mantém antigas dinâmicas de exclusão

 

O benefício de caráter emergencial, instituído no País durante a pandemia de Covid-19, é um socorro humanitário pensado para enfrentar uma crise que traz demandas em graus inéditos e urgentes por sobrevivência. O sucesso da política depende, desde a sua concepção, do alcance de camadas da população que não estão necessariamente abrangidas pela rede de proteção social até então existente.

Essa dimensão única do problema faz com que o anúncio governamental de renovação do auxílio por mais dois meses, sem uma segunda chance para o cadastro de pessoas, gere quadro de profunda contradição. Ao mesmo tempo em que a porta de entrada do programa foi fechada para os hipervulneráveis que não conseguiram se cadastrar – assim consideradas as pessoas em situação de rua, não documentadas, migrantes, refugiadas, integrantes de povos e comunidades tradicionais –, a porta de saída segue aberta, num cenário indefinido quanto aos contornos de prorrogação da própria política.

De partida, o programa não considerou a existência de pessoas sem identificação. Essas, antes de buscar o socorro governamental, tiveram que trilhar um dificultoso caminho para obter documentação civil, sofrendo com a suspensão de atendimento por órgãos públicos. Apenas em junho, alguns meses após a decretação da situação de emergência, os invisíveis aos repositórios oficiais de informação, como CadÚnico, e os excluídos digitais, sem acesso a aparelhos celulares, tiveram a oportunidade de requerer o benefício por meio de uma plataforma desenvolvida para recepção dos requerimentos nas agências dos Correios, o chamado “cadastro assistido”.

Cumprida a fase da identificação, o desafio passou a ser a realização do cadastro em si. Paradoxalmente, foi exigido um número de celular como condição de acesso a um benefício voltado à garantia de condições mínimas de vida. Aos isolados socialmente, que não tinham o que comer, demandou-se uma digitalização apressada.

A população em situação de rua, para quem o choque trazido pela pandemia não foi o “de ficar em casa”, mas sim o de conseguir alimentos e abrigo, recebeu alguma atenção apenas no final do mês de junho. Uma complexa rede interinstitucional foi estabelecida para tentar assegurar-lhes o recebimento do auxílio. Em São Paulo, isso aconteceu no âmbito do Programa de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Justiça, reunindo-se Poder Judiciário, organizações governamentais e não governamentais para as tarefas de criação de fluxos de emissão de documentos, cadastro assistido e de análises para o ajuizamento de processos judiciais.

Ao informar que, num universo de 149,5 milhões de requerimentos, 64,3 milhões de pessoas receberam o auxílio, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, celebrou o que seria uma extensão de benefícios e declarou que se estaria “cumprindo o objetivo de não deixar ninguém para trás”. A soma dos resultados estatísticos tem, no entanto, pontos cegos que tragicamente tem refutado a afirmação. A ideia contida na mensagem das Nações Unidas para a sua agenda de desenvolvimento sustentável não nos exorta à conformação com gráficos de números absolutos. Antes, ela transmite a missão árdua de garantir direitos aos que não conseguem transpor as barreiras postas à sua inclusão.

A persistir a vedação de reabertura do cadastro e os entraves para a população marginalizada, o elemento novo na equação desta política pública poderá acabar sendo apenas a doença, mantendo-se antigas dinâmicas de exclusão operadas pela burocracia quando age sem coordenação e especial atenção aos invisíveis.

A natureza e a finalidade do auxílio emergencial não comportam a rigidez de prazos somente para alguns, que, sem opção clara que não seja a da judicialização, assistem à prorrogação do benefício para tantos outros, como se para eles tivesse passado um trem que inexplicavelmente não retorna mais.

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

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