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Prefeituras do Sertão de Alagoas devem realizar concurso unificado em 2019

Erik Maia | 19/07/19 - 12h15 - Atualizado em 19/07/19 - 12h15
 
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As prefeituras de Água Branca, Pariconha e Mata Grande, cidades do Sertão de Alagoas, deverão realizar ainda este ano um concurso público unificado para preenchimento de vagas efetivas dos executivos municipais. Nesta sexta-feira (19), as prefeituras de Água Branca e Pariconha publicaram no Diário Oficial do Estado a criação de comissões de concurso público para gerir esses pleitos.

TNH1 conversou com o chefe de gabinete de Água Branca, Luiz Carlos, e ele revelou que as três prefeituras devem realizar o concurso de forma unificada para reduzir custos, mas disse que ainda não é possível falar sobre a quantidade de vagas.

“Nós demos o primeiro passo jurídico para que o concurso ocorra, que é a formalização da comissão. Agora é seguir com o processo de licitação para contratação da banca examinadora”, explicou.

Ele disse ainda que a prefeitura de Água Branca realizou o estudo de impacto financeiro para os próximos 5 anos, que aponta para a viabilidade do certame.

“O último concurso realizado aqui já tem mais de 10 anos, então nós estamos cumprindo todos os passos legais para fazer esse concurso como manda a lei. Ainda assim, não é possível dizer agora qual é a demanda do município, ainda não podemos afirmar quantas vagas e quais áreas serão beneficiadas”, concluiu.

A reportagem tentou contato com o prefeito de Pariconha, Fabiano Ribeiro de Santana, e com o prefeito de Mata Grande, Erivaldo Mandú, mas eles não atenderam nossas ligações. No site oficial da Prefeitura de Mata Grande há uma notícia confirmando o concurso público para 2019.

Como Silvio Santos transformou o SBT no Sistema Bolsonaro de Televisão

 

Silvio Santos, como todos sabem, não faz distinção em matéria de bajulação a políticos – ele sempre adulou todos que estão no poder. Mas o entusiasmo com que tem acolhido em sua emissora o clã Bolsonaro e figuras ligadas ao atual governo destoa do padrão. 

Por Mauricio Stycer

Aroeira
Bolsonaro foi a programas como o do Ratinho para promover a reforma da Previdência, exaltar ações do próprio governo e falar de amenidadesBolsonaro foi a programas como o do Ratinho para promover a reforma da Previdência, exaltar ações do próprio governo e falar de amenidades
Em pouco mais de seis meses no poder, o presidente, seus filhos, ministros e alguns apoiadores incondicionais se tornaram figuras onipresentes na tela de uma das maiores emissoras de TV do País. Como tudo vira piada, especialmente os assuntos mais sérios, essa situação gerou um meme – o novo significado da sigla SBT seria Sistema Bolsonaro de Televisão.

No último domingo (14), os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro foram os convidados do Jogo das 3 Pistas. À sua maneira, misturando piadas com afagos, Silvio deu palco à dupla por mais de 30 minutos. “Eles estão fracos de política”, riu o apresentador, diante da dificuldade dos irmãos em elucidar charadas que envolviam conhecimento histórico sobre o mundo político.

Oito dias antes, Eduardo Bolsonaro havia participado do Programa Raul Gil. O público ainda não sabia que o pai tinha a intenção de indicá-lo para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas ele teve a oportunidade de tirar o chapéu para o presidente americano Donald Trump.

Para Flávio Bolsonaro, foi uma estreia em programas de entretenimento do SBT neste ano. Mas ele não pode reclamar. A emissora já havia sido generosa com o senador em duas ocasiões, em janeiro e em maio, abrindo o microfone para entrevistas em que se defendeu no caso em que é investigado pelo Ministério Público sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas. 

Desde a posse, além de atender com frequência ao jornalismo do SBT, o presidente Jair Bolsonaro já deu longas entrevistas a três programas de entretenimento da emissora. No intervalo de 30 dias, entre maio e junho, esteve com Silvio Santos, Danilo Gentili e Ratinho, sempre para promover o projeto de reforma da Previdência, além de exaltar ações do próprio governo e falar de amenidades. 

Não bastasse, o presidente disse a Carlos Alberto de Nóbrega que gostaria de ir também ao humorístico A Praça É Nossa. O desejo ainda não foi realizado, mas imagens de Bolsonaro homenageando o comandante da Praça em Brasília foram exibidas no programa no final de maio.

O SBT foi também a emissora que acolheu o ministro da Justiça, Sergio Moro, em um momento de dificuldade, após o site The Intercept começar a vazar conversas com o procurador Deltan Dallagnol da época em que era juiz. Em 19 de junho, Moro foi recebido no Programa do Ratinho para um bate-papo cordial e ameno, com direito a ser chamado de herói pelo apresentador. 

Também chama a atenção na grade do Sistema Bolsonaro de Televisão a presença desenvolta de um dos mais eloquentes apoiadores do governo, o empresário Luciano Hang. Em abril, ele esteve no Ratinho defendendo a reforma da Previdência e agora, em julho, foi tema do Conexão Repórter, de Roberto Cabrini, até então um dos raros espaços do SBT dedicados a investigações jornalísticas mais sérias.

Na sua dupla condição de patrocinador importante de vários programas do SBT e de “soldado”, como diz, do governo Bolsonaro, Hang se sentiu à vontade, em meados de junho, para pedir publicamente a Silvio Santos a demissão da jornalista Rachel Sheherazade. O pedido, felizmente, não foi atendido, mas nesta semana o empresário voltou à emissora para gravar um novo quadro ao lado do dono do SBT.

* Mauricio Stycer, jornalista e crítico de TV, é mestre em sociologia pela USP. Escreveu Topa Tudo por Dinheiro 

Carga irregular de bebidas alcoólicas, avaliada em R$ 330 mil, é apreendida na AL-220

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Ascom Sefaz/ALRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Nesta segunda-feira (22), um carregamento com cerca de 2.200 caixas de bebidas alcoólicas sem documentação fiscal, avaliado em R$ 330.000,00, foi retido pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AL). O caso aconteceu na rodovia AL-220, na região da Bacia Leiteira de Alagoas, próximo ao município de Jaramataia.

 

A mercadoria foi interceptada pela Chefia de Operações Estratégicas (COE) e, diante da irregularidade fiscal, foi encaminhada ao depósito da Sefaz onde aconteceu a identificação dos responsáveis, que não tiveram as nomes divulgados, e a devida regularização da carga.

Segundo o superintendente da Receita Estadual, Francisco Suruagy, este tipo de abordagem faz parte das fiscalizações de rotina efetuadas pelos volantes fazendários. “A Sefaz busca incessantemente proteger os bons contribuintes de Alagoas da minoria que insiste em sonegar e concorrer de forma injusta e desleal”, ressalta mencionando que novas operações direcionadas como essa serão feitas.

 

*Com Ascom Sefaz/AL

Estilista do Sertão de Alagoas é destaque no Fantástico ao desenhar vestido para cantora Beyoncé

 
ReproduçãoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true
O Programa Fantástico, da emissora Rede Globo exibiu neste Domingo (21), uma reportagem sobre um estilista natural do município de Mata Grande, Sertão de Alagoas, que desenhou um vestido para a cantora Beyoncé. Marcelo Alencar desenhou o vestido ''Made in Brasil'' avaliado em R$ 13 mil reais. Cerca de dezessete pessoas se envolveram no processo de confecção da peça usada pela cantora no clipe da música ‘Spirit’, do filme ‘O rei Leão’.
 
No vídeo da música "Spirit", do filme "O Rei Leão", a musa Beyoncé ostenta dez vestidos. Um desfile de estilos. Um deles saiu de uma loja no Bairro dos Jardins, em São Paulo. Em dezembro de 2018, a estilista da cantora tinha feito contato com uma marca brasileira conhecida por vestir celebridades. Ela gostou do trabalho e disse o que queria uma peça, e rápido!
 
Foram usadas 18 mil peças entre conchinhas, cristais, réplicas de pérolas na confecção do vestido - avaliado em R$ 13 mil. Dezessete pessoas se envolveram no processo e, em uma semana, conseguiram mandar a peça para os Estados Unidos.
 
Essa semana, sete meses depois de ficar pronto, o vestido estreou! Em quatro dias, o clipe de "Spirit" já tinha 15 milhões de visualizações.
 
Fonte: Minutosertao.com.br
 

O habeas corpus do nordestino e o "Brasil" de Capistrano de Abreu

 

Os explicadores do Brasil desvendam o sentido da ignorância e da estupidez de Bolsonaro ao se referir aos nordestinos.

Por Osvaldo Bertolino

  
Há uma tradição do Nordeste que pode ser útil nesse momento em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, se manifesta na sua inteireza. É a autoridade que se empresta ao que pertence a alguém por direito. O chapéu de couro é o seu habeas corpus. Se for pendurado em uma cerca de um terreno litigioso, por exemplo, quem o derruba afronta o valente a quem ele pertence. Quem desrespeita o chapéu, desrespeita o dono. 

Bolsonaro atentou contra o chapéu de couro dos nordestinos. Ou seja: ao chamá-los de “paraíba”, num impulso redivivo dos agudos brados de um certo Adolf Hitler, ele rompeu o limite de qualquer contemporização. Além de abusar de uma palavra que representa muito para o Nordeste e para o Brasil, utilizando-a de forma pejorativa, tentou desqualificar um povo que traz a dignidade na alma. 

A manifestação de Bolsonaro é ideológica. Ela reflete a ideia de um pequeno setor do Brasil que se imagina mais capaz, mais limpo, gente melhor do que os seres considerados primevos por serem descendentes de negros e índios. Gente que joga sobre os pobres toda a responsabilidade pelas mazelas sociais que ela cria, disseminando mitos execráveis como o de que às mulheres cabe o papel de esquentar a barriga no fogão e esfriá-la no tanque, ou o de que os negros são menos dignos por terem mais melanina em suas peles.

É o tipo de gente que promove passeatas pela “moralidade”, pede “mais segurança” e rosna contra o “lulopetismo” e o “comunismo”. São eles também que pregam uma dura política repressiva como prova visível de que o crime não compensa. Para essas pessoas, a solução seria colocar a polícia nas ruas com metralhadoras a tiracolo, implantar uma política de “tolerância zero” e adotar a pena de morte. Gente que, por sua ideologia vassala, escreveria “Brasil” com “z”.

Indústria da maracutaia

Essa é a face pública dos portadores dessa ideologia. A privada é o modo de vida que cultivam, à base de sonegação de impostos em grande escala e de troca favores, sabotando a dinâmica social do país e suas práticas democráticas. Simplesmente não interessa, para eles, que os processos no Brasil funcionem melhor. Se o sistema de transporte público fosse eficiente, o significado de ter um carro de luxo mudaria. Se os serviços de saúde funcionassem, o fato de haver hospitais cinco estrelas seria irrelevante. 

Essa gente passou a vida, de geração em geração, trocando favores, construindo atalhos, traficando influência. Se todos os brasileiros tivessem assegurados os mesmos direitos, por meio de sistemas sólidos e funcionais, toda essa rede de relações obscuras, essa indústria da maracutaia, perderia o sentido. Não dá, evidentemente, para imaginar no Brasil uma coletividade na qual todos se reconheçam e se respeitem como iguais com gente assim governando o país. A quase totalidade dos seus privilégios e status advém da exclusão social.

Esses conceitos e preconceitos, propagados pelos aparelhos de controle ideológico – sobretudo a mídia e as seitas religiosas oportunistas –, são de difícil remoção. Eles estão entranhados na alma dessa gente, são parte daquilo que se pode chamar de sentido absoluto da realidade brasileira. 

Cabral e Colombo

Tudo isso já foi, de certa maneira, estudado, definido e classificado pelos explicadores do Brasil. Compreendê-lo é um exercício básicos para os que lutam por transformações na estrutura social do país. Como disse Oliveira Viana no seu livro Problemas de política objetiva – seu pensamento foi uma das vertentes para o desenvolvimento da Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas –, o desconhecimento do Brasil e dos brasileiros pela elite deste país é completo. 

O termo correto, na verdade, seria desinteresse. Pode ser também ignorância, descaso ou crueldade ideológica, de classe. Para essa gente não existe pobreza, mas somente pobres, como se essa condição fosse uma mera questão de opção de vida. É desse comportamento que surge a ideia de um profeta, de um mito, de um messias capaz de fazer milagres que nenhum Cristo fez.

Capistrano de Abreu (cearensse do município de Maranguape), também um dos mais importantes explicadores do Brasil – dizia-se, conforme o cronista Humberto de Campos, que em seus estudos ele não navegava como Cabral, para descobrir por acaso, mas como Colombo, para confirmar previsões, e que vivia com a sabedoria de consumir a vida como a vela se consome –, ao comentar a obra História do Brasil, de Frei Vicente – o primeiro documento da historiografia brasileira –, descoberta por ele, discutiu a grafia da palavra “Brasil”. Em sua opinião, um homem de bem, de caráter, jamais admitiria que se escrevesse “Brasil” com “z”. 

 

Pesquisa interna agita bastidores da pré-campanha eleitoral em Santana do Ipanema

Possíveis candidatos a prefeito de Santana do Ipanema (Fotos: Alagoas na Net / Divulgação:)

Um movimento ainda discreto agitou os bastidores da pré-campanha eleitoral para 2020 em Santana do Ipanema. Alguns moradores relataram ao site Alagoas na Net terem sido abordado na semana passada por profissionais de um instituto de pesquisa fazendo um levantamento sobre os pretensos candidatos a prefeito.

Apesar do calendário eleitoral ainda distante, é bem comum que políticos de mandato consultem a opinião pública para saberem como estão sendo avaliados. Há também aqueles futuros postulantes que também querem ver se seus nomes podem ou não decolar.

 

Como esses levantamentos dificilmente são divulgados, pois servem em sua maioria para consumo interno, a reportagem não sabe informar a origem dessa pesquisa e por isso, também não dá pra fazer um trabalho de futurologia de qual político se saiu melhor.

Entretanto, para despertar o interesse dos internautas, a reportagem decidiu listar os principais nomes de políticos que têm circulado no meio popular, além dos que já se anunciaram para a disputa do próximo ano.

Família Bulhões

Apesar de não ter declarado oficialmente, o prefeito de Santana do Ipanema, Isnaldo Bulhões (MDB) é tido como candidato natural à reeleição ao lado da filha, sua vice, Christiane Bulhões.

Mário do Laboratório

Vereador mais votado na chapa do MDB em 2016, com mais de 1.800 votos, o vereador e presidente da Câmara de Santana do Ipanema já teve o nome falado para ser prefeito da cidade. Apesar da especulação, ele nunca se pronunciou positivo ou negativamente.

Edson Magalhães

Com um saldo de quase 10 mil votos no último pleito, o advogado santanense propagou desde que foi encerrado a eleição sua intenção de ir pela terceira vez para a luta do voto na majoritária.

Marciano do Couro

Eleito segundo vereador mais votado do município, o empresário não fala em candidatura à majoritária, mas não nega que suas ações na Câmara tem trazido uma visibilidade acima do esperado e despertado a ideia de alguns moradores como opção à Prefeitura.

Meirica

Animado com a volta à Câmara de Vereadores [durante um mandato seu irmão assumiu uma vaga na Casa] o também comerciante Eudes Vieira da Paixão já anunciou aos quatro ventos sua intenção e ação de formar um grupo para disputar o Poder Executivo.

Marcos Ferreira

Herdeiro de um sobrenome respeitado em Santana, o ex-deputado Marcos Ferreira, que não mora há anos na terra de Senhora Santana, também já relatou à imprensa o desejo de ser candidato a prefeito.

Mário Silva

Após ter desistido de disputar a reeleição em 2016 [incentivado inclusive por aliados], algo parece que reanimou o ex-prefeito Mário Silva, que tem ligado para ex-correligionários convocando à disputa.

Jegão

Candidato duas vezes ao cargo de vereador, mas sem lograr êxito, o policial civil Albério Wanderley, mais conhecido como Jegão, já disse em grupos de conversas com amigos que irá disputar a vaga da cadeira de prefeito.

Dora de Ubiratan

A ex-vereadora Dora de Ubiratan tentou renovar seu mandato em 2016, mas não conseguiu, ficando na primeira suplência. Agora, segundo relatos à aliados, ela quer também tentar a majoritária.

Por Lucas Malta / Da Redação

Créditos: Alagoasnanet.com.br

Nova Previdência corta abono salarial de 12,7 milhões de trabalhadores

 

Proposta do governo atinge benefício de quem contribui para o PIS/Pasep.

Reprodução
  
A exclusão atingirá 54% dos 23,7 milhões dos atuais beneficiários do programa, que assegura hoje o valor de um salário mínimo anual aos trabalhadores que recebem, em média, até dois salários mínimos de remuneração mensal de empregadores que contribuem para o PIS/Pasep. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Com a proposta de "reforma" aprovada na semana passada, que ainda depende de votação em segundo turno na Câmara e mais dois turnos no Senado, o abono será concedido para quem ganha até R$1.364,43 – valor calculado pelo critério previsto na Constituição que define a condição de baixa renda.

Os cálculos foram feitos pelo economista do Daniel Ferrer, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido da Federação dos Trabalhadores da Indústria Química e Farmacêutica do Estado de São Paulo.

De acordo com o levantamento, em Estados com salários mínimos regionais próprios a exclusão pode alcançar 72% dos atuais beneficiários, como é o caso de Santa Catarina. Em São Paulo, afetaria 70,1% dos trabalhadores que recebem o abono no Estado - o equivalente a 4 milhões de pessoas.

A proposta inicial de "reforma" enviada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso limitava o direito ao recebimento do abono salarial aos trabalhadores cuja remuneração mensal média tivesse sido de até um salário mínimo.

Na prática a proposta inviabilizava o recebimento do abono para 94% dos trabalhadores atualmente beneficiados, mas o relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), subiu a linha de corte para R$ 1.364,43.

Apesar dos destaques apresentados em plenário na tentativa de remover essas barreiras à concessão do benefício, o texto foi aprovado na Câmara tal como proposto pelo relator, garantindo uma economia de R$ 76,4 bilhões em 10 anos para as despesas do governo.

Para o relator, houve avanços no texto na direção de proteger os trabalhadores de mais baixa renda. "Procuramos melhorar a PEC que recebemos, procuramos promover avanços. Tivemos resultado", disse Moreira.

O deputado, porém, defendeu que o abono seja rediscutido pelo governo e os recursos economizados transferidos para programas que atendam à população mais carente. "Essa é uma das partes nefastas da "reforma" da Previdência, que exclui milhões de trabalhadores ao direito do abono e, consequentemente retirará o direito de 12,7 milhões de trabalhadores", disse Sérgio Leite, da Força Sindical.Procurada, a Secretaria de Previdência do Ministério da Economia avaliou que a economia decorrente da maior "focalização" da política do abono pode ser destinada a políticas que realmente estimulam o emprego formal.

O benefício do abono, cujo desenho atual tem origem na Constituição Federal de 1988, visava à complementação de renda dos trabalhadores formais de baixa remuneração, com rendimento médio mensal de até dois salários mínimos.

O objetivo declarado da política era o da redução da pobreza e diminuição da desigualdade entre os trabalhadores de mais baixos salários. O poder de compra do salário mínimo na época de sua regulamentação, em 1990, era substancialmente inferior ao do salário mínimo vigente desde 2010. O salário mínimo em dezembro de 2018 tinha poder de compra quase três vezes superior ao vigente em dezembro de 1990.

A consequência direta disso, destaca a secretaria, é que 51,7% dos trabalhadores formais recebiam até dois salários mínimo em 2017 (último dado disponível), ante 27% em 1990. Por outro lado, os trabalhadores formais de rendimento realmente baixos no mercado de trabalho (até um salário mínimo) sempre representam entre 5,5% e 6% dos trabalhadores formais, mesmo nos períodos de maior pujança econômica e baixo desemprego.

Segundo a secretaria, os R$ 16,7 bilhões gastos com o abono em 2017 foram concentrados naqueles que ganharam mais de um salário mínimo por mês. Para o governo, o que a Nova Previdência propõe nada mais é do que reafirmar os objetivos originais da política do abono de redução da pobreza e da desigualdade no mercado de trabalho, só que com mais foco e mais eficiência.

O Fim das coligações e seus complicadores

Mudança na legislação eleitoral faz com que partidos pequenos percam espaço no pleito de 2020 e 'efeito Tiririca' tenha um final

↑ Eleitor brasileiro volta às urnas no próximo ano e também deve ficar atento às modificações na legislação por causa do fim das coligações (Foto: Edilson Omena/arquivo)

Novidade das eleições municipais do próximo ano, o fim das coligações partidárias para a escolha de vereadores deve exigir uma identificação ainda mais consistente dos partidos políticos e candidatos durante a campanha. A mudança deve provocar alterações profundas na atuação das legendas, especialmente em municípios menores.

Com o fim das coligações, os partidos devem apresentar chapas completas ou com maior número possível de candidatos a vereador. A previsão é de que algumas legendas com menor número de filiados deixem de existir e aquelas que atualmente têm mais filiados devem aumentar o número de filiações. Tal fator pode gerar uma disputa proporcional com poucos partidos.

A emenda que pôs um fim nas coligações partidárias em eleições proporcionais, ou seja, para os cargos de vereador, deputado estadual e federal, foi aprovada pelo Congresso no final de 2017. Na ocasião, também ficou decidido que a medida entraria em vigor nas eleições municipais de 2020. A mudança faz parte da reforma política que também criou a cláusula de barreira que vigorou nas eleições majoritárias do ano passado e estabeleceu regras mais duras para que os partidos tenham acesso ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda política no rádio e na TV.

A ideia, pelo visto, é acabar com os “puxadores de votos” que viabilizam a eleição de candidatos desconhecidos. O exemplo mais conhecido é o do deputado federal Tiririca (PL/SP) que eleito em 2014 com pouco mais de um milhão de votos foi responsável por “puxar” outros cinco candidatos de baixíssima expressão eleitoral.

Diante desse cenário, a reportagem da Tribuna Independente consultou vereadores, além de um advogado especialista em Direito Eleitoral e um cientista político para que eles fizessem uma análise do impacto que essa mudança pode causar.

Para o presidente da União dos Vereadores do Estado de Alagoas (Uveal), vereador em Arapiraca, Fabiano Leão (MDB), o fim das coligações partidárias fortalecerá os partidos em geral e no seu entendimento diminuirão as siglas pequenas.

“O pluralismo político certamente irá diminuir. Acredito que o objetivo do legislador foi exatamente esse de diminuir o número de partidos, polarizando centro, direita e esquerda”, avalia o presidente da União dos Vereadores de Alagoas.

O presidente da Câmara de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB) acredita que o fim das coligações fortalece a identidade dos partidos e dos candidatos. O Legislativo da capital contará, a partir de 2021, com 25 vereadores.

“Em algumas eleições era possível ver na mesma chapa partidos que defendiam coisas opostas. Logo, o eleitor votava em um candidato por seu posicionamento político, mas poderia acabar vendo outro candidato eleito com um posicionamento completamente diferente. Não vejo um fim do pluralismo político, vejo mais transparência para o eleitor. O eleitor vai estar representado na Câmara por aquilo que ele acredita, por aquilo que ele votou”, ressaltou o vereador que acrescentou que certamente ficarão ativos apenas os partidos que têm boa representação popular.

Advogado cobra reforma política aprofundada

 

A Câmara de Boca da Mata tem 11 vereadores. De acordo com o presidente do Poder Legislativo do município, vereador Valtinho Acioli (PDT), a mudança é mínima. Ele não acredita que o pluralismo político será prejudicado.

“Você vai ter um trabalho a mais para ter a filiação já na questão dos candidatos menores. Os iniciantes irão se filiar num partido só para poder concorrer porque não vai ter mais aquela questão de coligar, de ficarem dois candidatos no partido e três em outro e lá na frente coligar. Acredito que não atrapalha quem quiser concorrer. Realmente, quiser entrar para a política vai ter que encarar se filiando no partido certo com a sua ideologia”.

O advogado Marcelo Brabo explica que no Brasil, ‘infelizmente’, enquanto não tiver de fato uma Reforma Política, Eleitoral e Partidária séria e aprofundada, inclusive com a diminuição das legendas partidárias, a população estará votando em pessoas, não em partidos.

“O fim das coligações proporcionais é o retrato da realidade por nós vivenciada. Todavia, ao tempo em que nos aproxima da realidade, evitando o efeito Tiririca, que trás, como consequência, eleitos biônicos e sem representatividade, concretiza outros problemas, que não foram pensados, menos ainda resolvidos, a exemplo da fidelidade partidária, que é aplicada a todos aqueles que ocupam cargos proporcionais. Se o candidato se elegeu por sua força, como então exigir dele a fidelidade ao partido? De igual modo, ao tempo em que se acaba com as coligações proporcionais, se cria a cláusula de desempenho do partido. Se o candidato se elegeu individualmente, como, então vincular ele ao partido, exigindo que haja um desempenho partidário nos percentuais crescentes fixados para as eleições de 2018, 2020, 2020, 2026 e 2030? Sem dúvida, é uma grande idiossincrasia. Ela só fortalece os grandes partidos, que, em regra, disputam os cargos majoritários, colocando os pequenos, não por força de lei, mas de sobrevivência [fundo partidário, tempo de TV, etc.], em um purgatório, impondo a sua extinção ou fusão”, argumenta o advogado eleitoral.

Legendas maiores sairão ganhando, diz cientista político

 

O cientista político Ranulfo Paranhos acredita que o objetivo central da reforma é reduzir a quantidade de partidos. Ele apresenta, como exemplo, um estudo que mostra que os partidos grandes é que irão sair ganhando.

“Partidos grandes se beneficiam dos partidos pequenos dentro das coligações, então os grandes é que ganham com os pequenos e não o contrário, mas se a lógica é acabar com as coligações para garantir que partidos pequenos deixem de existir, ou seja, que vai além da cláusula de desempenho, eu teria o princípio de acabar com as coligações, se o foco é esse? Mas, é bom lembrar que política, na verdade, é jogo. Tanto é que os atores políticos são chamados de players. A melhor compreensão de política é que política é um jogo e a coligação faz parte da estratégia desse jogo. Quando você limita o princípio da coligação, eu estou instituindo regras e são regras mais duras, mas até então o jogo sempre funcionou com as coligações, agora ela vai desaparecer”.

Para Ranulfo Paranhos, as coligações no Brasil conseguem reunir partidos com ideologias políticas completamente antagônicas (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Outra justificativa básica do fim das coligações apontada pelo cientista é que as coligações reúnem partidos de espectro político diferente, o que não faz sentido de acordo com Ranulfo Paranhos.

“Para você ter ideia, a gente já teve coligação no Brasil com PSL e PCdoB [Isso ocorreu ano passado numa eleição suplementar no município de Santa Luzia em Minas Gerais]. Um estaria no espectro da direita e o outro na esquerda, o que não faria sentido. Seria um princípio que justificaria você acabar com as coligações porque elas juntam espectros ideológicos muito distintos. Isso não faz sentido no jogo político”.

Porém, Ranulfo Paranhos destaca que o que pode limitar mais a existência dos partidos pequenos é a cláusula de barreira. No entanto, ele acredita que o melhor mecanismo que tem para findar pequenas legendas é acabar com o fundo partidário exclusivamente público.

“Porque ela vai instituir o número mínimo de parlamentares eleitos, vai instituir o número mínimo de votos e isso daí vai jogar alguns partidos pequenos na clandestinidade. O melhor mecanismo que tem para fazer isso é acabar com o fundo partidário exclusivamente público que distribuído proporcionalmente pela quantidade dos parlamentares que o partido tem dentro da Câmara, ou seja, 95% desse recurso, e os outros 5% é distribuído independentemente de você ter ou não parlamentar. O que você tem que fazer para quebrar, acabar com os partidos pequenos, é quebrar a cadeia de oferta e procura. Sempre que existir de recurso público e o acesso ao recurso seja via partido vai existir alguém querendo montar partido político. Sou da linha que defende que é preciso acabar com financiamento publico de campanha, voltar ou manter o financiamento privado que já existe e funciona, financiamento privado de pessoa física”.

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Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

Escola em Santana do Ipanema ensina alunos a combater o mosquito da dengue

 06 Jul 2019 - 10:29 Fonte: Alagoasnanet

Alunos aprenderam dentro e fora da sala sobre o combate ao mosquito (Fotos: Assessoria)

Alunos da Escola Municipal de Educação Básica Senhora Santana, situada em Santana do Ipanema, cidade do Médio Sertão de Alagoas, tiveram esta semana muitos ensinamentos sobre saúde pública e deveres para com a sua comunidade.

Como o município sertanejo está em alerta máximo devido a grande incidência de dengue, a Coordenação Pedagógica implementou um Projeto de Ação voltado aos alunos do Fundamental 1 (1° ao 5° ano).

 

O professor Cícero Sobrinho, mais conhecido por Juca, conta que a turma do 3° ano “A” (matutino) se envolveu ativamente no projeto, participando de ações como roda de conversa, produção de cartazes, produção de textos e panfletagem em todas as turmas.

Os trabalhos começaram na última quarta-feira (3), quando a escola decidiu convidar o profissional Flávio Henrique, da Empresa de Controle de Pragas Urbanas ‘Flávio Dedetização’. Ele ministrou a palestra “Meios de Combate ao Mosquito Aedes Aegypti”.

“Atendendo ao nosso convite, os alunos do 1° ano, 2° ano e 5° ano também participaram da palestra. Percebendo a importância do tema e a experiência do palestrante professores e alunos fizeram várias perguntas sobre os cuidados necessários no combate ao mosquito”, relata o docente.

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Munido de inúmeras máquinas e ferramentas de trabalho, Flávio conseguiu prender a atenção dos pequenos. Ao final de sua palestra ele distribuiu brindes da empresa para as crianças.

“Realmente foi muito proveitoso. Na mesma manhã tivemos a visita do senhor Gildo Gomes, servidor que atua no Setor de Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde”, continua Juca.

No dia seguinte, na manhã da quinta-feira (4), os profissionais do Setor de Controle de Endemias ministraram uma palestra sobre a importância da conscientização no descarte do lixo e os cuidados com o mosquito transmissor.

Após dois dias de muita teoria, no terceiro foi a vez “de ir pra rua”. Na manhã da sexta (5), alunos e professores da EMEB Senhora Santana  realizaram uma caminhada nas imediações da escola. O objetivo era prover panfletagem em todas as casas no entorno.

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Em contato com a reportagem, a coordenação da escola fez questão de destacar a atuação dos profissionais da área da saúde: Robson, Kássio, Jório, Cícero Matheus, Reginaldo, Cleide, Rose e Cláudia pela disponibilidade e ajuda durante a execução da ação.

“Sem estes profissionais dando o suporte não seria possível alcançarmos o nosso objetivo! Um agradecimento mais que especial ao seu ‘FLORO’! Profissional dedicado e comprometido com a escola. Sem ele nos ajudando nada disso teria acontecido”, finalizou Juca.

Da Redação com Assessoria

Foto do perfil de caaca_10

 

Instituições Educativas lançam Projeto de Horta para Estudantes em Santana do Ipanema

 

Por: Valter Oliveira Filho/Santanaoxente.net (Voluntário)

 

        Foi lançado em Santana do Ipanema, um Projeto de Extensão em Agricultura, pelas instituições educativas IFAL – Santana e pelo Centro de Atendimento a Criança e Adolescente – CAACA, o projeto é direcionado desta feita, a estudantes do 4º Ano da EMEB – Senhora Santana, localizada no Alto da Boa Vista (por trás da UNEAL). Com a participação de estudantes do IFAL como instrutores e Coordenados pelos Diretores das Instituições, a garotada receberá orientações de manejo e organização de uma “horta comunitária”, em espaço cedido pela Associação Atlética Banco do Brasil/AABB, no qual funcionava o extinto programa: AABB/COMUNIDADE.

 

      Os estudantes contarão com o uniforme, contendo: Calçados, bermudas, camisetas e bonés personalizados, além da logística de transporte a cargo da Secretaria Municipal de Educação, representada pela Gestora Andréia Brandão.

Durante o evento, os estudantes ouviram um rápido histórico da fundação do CAACA pelo seu presidente – EVIO CARVALHO - e palestra proferida pelo Diretor do IFAL Gilberto da Cruz Gouveia Neto, pelos estudantes do Programa de Extensão e da Gestora Andréia Brandão, que se colocou a disposição para dar total apoio. Também estiveram presentes, a gestora da escola contemplada Maria Sumaia Silva, a diretora adjunta Maria do Carmo de Santana (Kaká), a Coordenadora Pedagógica Maria Bethânia Vieira, e os voluntários Romulo, Douglas Silva. O inicio do Projeto será no dia 09 de julho do ano em curso com a duração de seis meses. O CAACA, também agradece e conta com a doação e colaboração de todo o voluntariado e colaboradores.

Fotos sendo editadas, aguardem!

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