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20 de junho de 2019 11:07

Jovem que vinha da Bahia para Maceió é presa com 52 kg de maconha em mala

Estefane Caroline foi abordada por policiais do Bope no Terminal Rodoviário da capital

↑ Bope revistou suspeita no Terminal Rodoviário de Maceió (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

Uma jovem de 21 anos, identificada como Estefane Caroline da Hora Santos foi presa Terminal Rodoviário de Maceió após a polícia descobrir 52,5 kg de maconha com a mesma.  O conteúdo estava dividido em duas malas de viagem.

O ilícito foi registrado nesta quinta-feira (19).

A prisão realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocorreu por meio de uma denúncia anônima. De acordo com o Centro Integrado de Operações da Secretaria de Segurança Pública (Ciosp/SSP), a jovem vinha de Salvador trazendo o material.

Estefane Caroline, que seria moradora da capital baiana, foi abordada ainda dentro da rodoviária, onde teve a bagagem revistada pela polícia. Ela foi conduzida à Central de Flagrantes I, no bairro do Farol, e autuada por tráfico de drogas.

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Fonte: Tribuna Hoje, com agências

Previdência: veja 10 pontos da reforma que podem ser barrados no STF

 

É inevitável que a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL), apresentada na forma de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), sofra contestação no Judiciário. Conforme especialistas no tema, há pelo menos dez pontos da reforma que podem ser questionados e até mesmo barrados no Supremo Tribunal Federal (STF). É o caso da idade mínima para aposentadoria e também da regra de transição dos servidores públicos.

Aroeira
STF pode questionar idade mínima para aposentadoria, regra de transição dos servidores públicos e outros dispositivos da reformaSTF pode questionar idade mínima para aposentadoria, regra de transição dos servidores públicos e outros dispositivos da reforma
Segundo o jornal Valor Econômico, o governo já sabe que terá contra si uma série de ações judiciais se o texto da PEC for aprovado como está. Essas ações podem apontar inconstitucionalidades, por exemplo, no possível fim da isenção previdenciária sobre receitas de exportação, entre outros. Ministros do Supremo já indicaram aguardar processos contra a proposta em discussão. Até hoje, todas as reformas da Previdência foram parar no STF. 

Além disso, esses pontos devem ser usados por quem é contrário à PEC para tentar derrubar a reforma no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a primeira comissão a analisar uma PEC é a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Se os integrantes concluem que alguma medida é inconstitucional, barram sua tramitação. 

A idade mínima é um dos aspectos que pode ser questionado, apesar de ser recorrente em reformas previdenciárias. A imposição de uma idade única sem considerar as diferentes expectativas de vida nas várias regiões do país viola o princípio da isonomia.

Para Jorge Boucinhas, professor de direito do trabalho (FGV/Eaesp), a aplicação das regras de transição é um dos pontos com maiores chances de serem contestados. Trabalhadores que ficarem de fora das regras que constam no texto em debate, segundo ele, podem alegar direito adquirido à regra intermediária. “Os que me parecem mais atingidos em termos de regra de transição e são potenciais autores em demanda judicial futura são os servidores públicos, que ingressaram no regime de 2003 a 2013”, diz.

Pelas mudanças propostas, eles teriam regras mais próximas às dos trabalhadores do setor privado. O cálculo do benefício será sobre todos os salários recebidos e não mais sobre 80% (com o descarte de 20% dos mais baixos). Além disso, há previsão de alíquota maior de contribuição previdenciária.

No entanto, o professor afirma que a tese do direito adquirido está superada no Judiciário. “Existe uma regra consagrada na jurisprudência de que não há direito adquirido a regime jurídico”, afirma o professor. Isso significa que, para o Judiciário, o trabalhador não teria direito ao regime que estava em vigor quando começou a trabalhar, apenas ao do momento em que cumpriu os requisitos para se aposentar.

Os servidores podem alegar ainda “confisco”, se tiverem que passar a pagar altas taxas (22%) de contribuição previdenciária. Esse foi um dos pontos levantados pelo escritório LBCA Advogados do texto da PEC. Sócio da banca, o advogado Yun Ki Lee destaca que, como se trata de PEC, se ficar claro que o dispositivo mexe com cláusulas pétreas da Constituição Federal, vale brigar na Justiça. 

“Por exemplo, um dispositivo da PEC permite a transferência de causas sobre acidente de trabalho da Justiça Federal para a Estadual. “Nesse caso, é possível alegar desequilíbrio das partes ou a hipossuficiência do trabalhador, que são cláusulas pétreas”, afirma.

O desrespeito às cláusulas pétreas também pode ser alegado para contestar no Supremo um dispositivo da reforma que, segundo Lee, poderá afastar a imunidade das receitas de exportação. “Hoje, a Constituição afasta a incidência de contribuições sociais e Cide sobre essas receitas – o que chamamos de imunidade”, diz o advogado.

Mesmo o novo regime de capitalização criado pelo governo pode ser questionado no STF, de acordo com o levantamento do LBCA. “Seria uma espécie de previdência individual. Por isso, pode-se contestar argumentando que a Previdência Social tem que ser solidária”, diz Lee. A Constituição elenca entre os objetivos fundamentais da República construir uma sociedade solidária e assegura aos servidores regime de previdência de caráter “contributivo e solidário”.

Outro ponto discutível, segundo Lee, é o que exige fonte de custeio para qualquer ato do Executivo, Legislativo ou Judiciário que crie, majore ou estenda benefício. “Pode caracterizar violação à independência entre os Poderes. O artigo 2º da Constituição deixa claro que os três Poderes são independentes e harmônicos entre si. E o único que sabe e pode falar de onde vem o dinheiro é o Executivo”, afirma.

O advogado ainda aponta outros dois dispositivos da PEC que podem ser contestados, por restringirem o acesso ao Poder Judiciário. Um deles acaba com a possibilidade de ações judiciais contra a União, com origem em qualquer Estado, serem propostas no Distrito Federal. O segundo estabelece que só a Justiça Federal pode decidir se causas de interesse da União podem ser julgadas pela Justiça Estadual. “Atualmente, se não há Justiça Federal em um Estado, a Justiça Estadual decide causas previdenciárias”, explica Lee.

A retirada da multa de 40% sobre o saldo do FGTS dos aposentados que continuarem trabalhando também poderá ser questionada no STF, segundo Lucas Ciappina, advogado do escritório Balera, Berbel e Mitne. Para o advogado, existe a interpretação de que o FGTS corresponde a uma garantia individual, protegida por cláusula pétrea pela Constituição.

STF pode barrar ao menos 10 pontos da reforma da Previdência

1) Idade mínima para aposentadoria

2) Regra de transição dos servidores públicos

3) Sobretaxa na contribuição previdenciária (“confisco”)

4) Transferência de causas sobre acidente de trabalho da Justiça Federal para a Estadual

5) Fim da isenção previdenciária sobre receitas de exportação

6) Novo regime de capitalização

7) Exigência de fonte de custeio para atos relacionados a benefício

8) Proibição de ações judiciais contra a União no Distrito Federal

9) Exigência de que a Justiça Federal decida se causas de interesse da União podem ser julgadas pela Justiça Estadual

10) Fim da multa de 40% do FGTS dos aposentados ativos

Com informações do Valor Econômico
Publicado no portal Santana do Ipanema em 13/06/2019 08:18:32

  Fulô de Mandacaru é a atração desta quinta-feira (13) no 1º Festival Cultural do Sertão de Alagoas


A Banda de Forró Fulô de Mandacaru é a atração principal da noite quinta-feira (13), no 1ª Festival Cultural do Sertão de Alagoas. A apresentação está marcada para às 22h, no palco principal na Avenida Dr. Arsênio Moreira. A banda de Caruaru promete mistura de tradição e inovação em seu show.

O primeiro dia do Festival Cultural foi marcado pela descontração e alegria com as oficinas, exposições, bate-papo, mostras e muita música de artistas locais e até regionais, como é o caso da Banda Petequinha e Florzinha que se apresentou para o público.

Durante a abertura oficial, o prefeito Isnaldo Bulhões deu as boas-vindas ao público e ressaltou a importância da realização da festa para o município. Participaram da solenidade secretários municipais, vereadores e demais autoridades. "Tenho certeza que esse evento vai ficar marcado no nosso calendário. Viva a cultura", disse o prefeito.

O evento é realizado pela Prefeitura, o 1º Festival Cultural do Sertão de Alagoas será conta com o apoio da Secretaria Especial da Cultura e Ministério da Cidadania do Governo Federal.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

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Aprovado projeto que proíbe contratação de condenados na Lei Maria da Penha

AssessoriaRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueDeputada Cibele Moura

Por unanimidade, os deputados aprovaram, na sessão desta quinta-feira (13), o Projeto de Lei Ordinária (PLO), de autoria da deputada estadual Cibele Moura (PSDB), que veda a nomeação, para cargos comissionados, de condenados (em decisão transitada em julgado) com base na Lei Maria da Penha, em todas as esferas da administração pública direta e indireta e de todos os poderes constituídos de Alagoas.

Aprovada hoje já em segunda votação, a matéria segue agora para sanção ou veto do governador Renan Filho (MDB).

Na justificativa da proposta, a parlamentar destacou que, embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha, os números da violência doméstica contra as mulheres e dos feminicídios seguem alarmantes em Alagoas e no país, demonstrando a necessidade urgente de ampliar as medidas de combate a esses crimes.

Para Cibele, o projeto pretende - por meio de mais uma ação coercitiva aos agressores -, inibir e prevenir esse tipo crime.

Rene Vicente: Greve Geral será a maior da história 

 

Graças ao empenho e à unidade do movimento sindical, a Greve Geral prevista para sexta-feira (14/6) deve se tornar a maior paralisação na história do Brasil – e o mais contundente repúdio à reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). A plenária dos trabalhadores do transporte coletivo, realizada nesta segunda-feira (10), no Sindicato dos Condutores de São Paulo (SindMotoristas), foi mais uma demonstração de que a mobilização para o 14J continua a crescer.

Por Rene Vicente*

 Em São Paulo, os sindicatos filiados à CTB, como o Sintaema, também aderiram à Greve Geral Em São Paulo, os sindicatos filiados à CTB, como o Sintaema, também aderiram à Greve Geral
Na ocasião, os sindicalistas confirmaram que os principais modais de transporte público em São Paulo (SP) – como o Metrô, a CPTM e ônibus – não funcionarão por 24 horas no dia da Greve Geral. A adesão vai além de capital paulista, incluindo trabalhadores do transporte na região metropolitana e no interior.

Trata-se, provavelmente, do setor mais estratégico para o êxito do 14 de Junho. Só o Metrô de São Paulo, por exemplo, transporta cerca 5,2 milhões de pessoas por dia útil, ao longo de suas seis linhas e 85 estações, num total de 96 quilômetros de extensão. 

A exemplo das demais categorias, os metroviários aprovaram a paralisação por unanimidade, em assembleia na quinta-feira passada (6). Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, o Metrô não terá condições de pôr o sistema em operação. 

Em São Paulo, os sindicatos filiados à CTB também aderiram à Greve Geral. É o caso do Sintaema, que tem base estadual e representa os trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente. Desde o início do mês, o Sindicato tem feito assembleias regionais e mobilizado a categoria. Entre os trabalhadores da Sabesp, à defesa da aposentadoria e da Previdência Social, soma-se a luta contra a privatização do saneamento.

Em situação semelhante estão os trabalhadores dos Correios, também em luta contra a reforma e contra o risco de privatização de seus serviços. Sob a liderança do Sintect-SP, a categoria ecetista fará assembleia na quinta-feira (13), no CMTC Clube.

A Greve Geral conta ainda com o importante apoio dos estudantes brasileiros, que já promoveram duas grandes manifestações (em 15 e 30 de maio) contra os cortes na Educação. Ao atrelar a defesa do ensino público à necessária preservação da aposentadoria, os estudantes simbolizam a rejeição do povo brasileiro à reforma da Previdência e aos demais retrocessos do governo Bolsonaro.

Rene Vicente é diretor de Imprensa e Comunicação do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo) e presidente da CTB-SP (seção paulista da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Decretos de Bolsonaro são “ilegais, inconstitucionais e engordam”, diz Renan

Foto: ReproduçãoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueRenan Calheiros

Depois que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), o projeto de decreto legislativo (PDL) sustando os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibiliza o acesso às armas de fogo, o senador Renan Calheiros (MDB) usou as redes sociais para comemorar a notícia.

 “CCJ derrotou um item da agenda da morte de Bolsonaro que liberou o uso de armas. É o Senado exercendo seu papel e independência”, escreveu o senador em sua página no Twitter.

Calheiros também divulgou um vídeo no qual defende que os decretos do Executivo não são intocáveis, até porque “são ilegais, inconstitucionais, engordam, desmerecem a vida, mudam regras de trânsito irresponsavelmente quer liberar armas, dar ordens para matar”.

“Nunca me imaginei aqui, em pleno século 21, lutando com vários senadores para proteger direitos inalienáveis”, reforçou.

Veja o vídeo.

Poeta e cordelista Silvano Gabriel lança seu 18º livro em Santana do Ipanema

CULTURA

Por José Malta Fontes Neto-Jornalista MTE/AL 1740  0

 

O poeta, cordelista, teatrólogo Silvano Gabriel Pereira de Barros dos Santos (Silvano Gabriel), lançou na última sexta-feira (31), no Restaurante e Pizzaria João do Lixo, seu décimo oitavo livro.

O Homem que se Converteu é mais uma obra da Literatura de Cordel, gênero que o Silvano domina e que encanta os seus leitores.

Durante o lançamento, como sempre faz, Silvano Gabriel fez performances poéticas, declamando peças suas e de autores famosos como: Navio Negreiro, de Castro Alves, dedicando a poesia ao empresário e escritor Bartolomeu barros, que se fez presente ao evento.

Antes dos tradicionais autógrafos, o vice-presidente da Alumiar Clivesson Roberto conduziu um momento de falas e usaram da palavra o ilustrador da capa do cordel, artista plástico Roninho Ribeiro, o professor Paulo Pinto, representando o Grupo de Fraternidade Espírita André Luiz, o empresário Bartolomeu Barros, o presidente da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes, jornalista e escritor José Malta Fontes Neto e o Silvano Gabriel, que na sua fala agradeceu a presença de todos.

O lançamento do cordel O Homem que se Converteu foi abrilhantado pelo cantor Alan Melo

Se Bolsonaro não entende de economia, entende de quê?

 

O capitão-presidente confessa "não entender" de economia, que compara a um transatlânco, e diz que leva o Brasil à uma posição de direita.

Por José Carlos Ruy*

 Bolsonaro e seu minstro "Posto Ipiranga" Bolsonaro e seu minstro "Posto Ipiranga"
O mantra dos economistas neoliberais compara a administração da economia de uma nação à atividade de uma dona de casa que controla a economia do lar. Este é um mite repetido à exaustão em ambientes conservaores.

Este mito é posto em xeque quando o presidente Jair Bolsonaro confessa, sem ruborizar, não entender de economia. 

"Já falei que não entendia de economia?", disse ele a jornalistas que o questionavam sobre o péssimo desempenho do PIB divulgado nesta quarta-feira (29) pelo IBGE, indicando que o Brasil entrou em recessão. O IBGE mostrou uma queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre de 2019.

Em sua desfaçatez o capitão-presidente foi adiante e, numa referência escusa tentou culpar os governos do PT, em especial p da presidenta Dilma Roussef, pela diminuição do PIB, e reafirmou seu apoio ao contestado Paulo Guedes, ministro da Economia. "Quem entendia afundou o Brasil, eu confio 100% na economia do Paulo Guedes", disse. E voltou a defender o caminho que vai aprofundar ainda mais a crise econômica, aumentar a pobreza e destruir o mercado interno: a reforma da Previdência que, no momento, figura como carro-chefe de sua atuação no comando do país. Em que se sente - como se conclui das declarações que fez ao jornal argentino "La Nacion" - como o capitão de um navio em dificuldades. Mudar o rumo da economia "é como um transatlântico", disse. E reconheu estar "levando nossa economia para a centro-direita” - um eufemismo para descrever a flexão que seu governo tenta fazer para a direita.

Há uma pergunta a fazer ao capitão-presidente: de que é que ele entende? Se não entende de economia, como é que se sente à vontade para propor e defender, enfaticamente, uma reforma da previdência que, se se tornar realidade, vai prejudicar a vida de milhões de brasileiros e favorece apenas um punhado de ricaços e de especuladores finaneiros? 

Não se espera de um presidente da República que entenda, em detalhe, os mistérios da economia. Não é tarefa dele.

O nome que os clássicos davam à ciência da produção e da distribuição dos bens era economia-política. Com razão - não era apenas o arremedo de matemática "distributiva" em que o conservadorismo transformou-a desde o final do século XIX. Incluia também as relações de poder - a política - entre os membros de uma sociedade, aplicadas na produção dos bens e na fixação da parte que cabe a cada um na distribuição. Continua sendo economia-política com este sentido que envolve a produção, a distribuição e a força da cada setor da sociedade para abocanhar um pedaço maior ou menor da riqueza produzida.

Assim, espera-se de um presidente da República que, pode-se dizer, atue para regular estas relações políticas entre as várias forças sociais, impedindo que a ganância dos muitos ricos espolie os mais pobres. 

Deste ponto de vista, se espera de um presidente que cumpra as leis e faça garantir os direios (sociais, políticos e econômicos) de todos. 

Não é o que Bolsonaro sinaliza - ao contrário, mesmo sem "entender" de economia, sua opção, como homem do governo, é favorecer os muito ricos, brasileiros e estrangeiros, mesmo que à custa do empobrecimento dos brasileiros. 

Na metáfora preferida dos neoliberais, é como se uma dona de casa desse mais comida e agasalhos para um filho, deixando os demais à míngua. 

 *José Carlos Ruy é jornalista, escritor e colunista do Portal Vermelho

Qual é saída para uma economia brasileira no fundo do poço?

 

O PIB caiu de forma drástica, o desemprego se elevou acentuadamente e os empresários perderam os parâmetros para realizar investimentos.

Por João Sicsú*

  
 Nas últimas semanas alguns economistas começaram a falar que a economia brasileira estaria em estado de depressão. Parece que a avaliação começa a se tornar mais realista. Quase todos abandonaram a ideia da recuperação lenta. Alguns falam de estagnação dando uma ideia difusa do que pensam. A turma que fala de estagnação confunde suas vontades com realidades.
Trimestre após trimestre, desde 2014, a economia vem mostrando fraquezas. A taxa média de crescimento de 3% do período 2011-2013 foi perdida. A economia mergulhou no fundo do poço após dois anos de agudas recessões (2015 e 2016). A partir de 2017, estacionou na depressão.

A depressão é um estado da economia que tem algumas características específicas. O PIB caiu de forma drástica, o desemprego se elevou acentuadamente e os empresários perderam os parâmetros para realizar investimentos. Predomina a paralisia que é a melhor defesa diante de uma economia que é desconhecida. Estamos dentro da economia da depressão (PIB retraído e desemprego elevado por mais de 16 trimestres).

A depressão não é uma condição de curto termo que pode ser facilmente superada pela ação empresarial ou de consumidores. Empresários perderam a capacidade de formar expectativas sobre o futuro ou quando formam tais expectativas, elas são pessimistas. Ainda há o caso daqueles que formam expectativas otimistas, mas que não são capazes de colocar um centavo para apostar no seu otimismo.

A depressão tem características econômicas, mas tem acima de tudo características comportamentais. Consumidores perderam a capacidade de consumir seja devido ao desemprego seja devido à expectativa de desemprego. Empresários também tiveram perdas, mas além disso não têm esperanças porque não conseguem decifrar o mundo econômico novo que estão vivendo.

Esses comportamentos são capazes de explicar a situação em que se encontra a economia brasileira. Não são revelados indícios seja de um colapso total, seja de uma recuperação conectada com uma expansão. O que ocorre é que a economia revela a cada trimestre taxas pífias, para cima ou para baixo, de crescimento do PIB e do investimento. Os gráficos mostram a queda acentuada do investimento e do PIB (de 2014 a 2017) e depois evidencia subidas e quedas tênues até os dias de hoje.

Sem surpresas

As quedas do PIB (de -0,2) e do investimento (de -1,7%) do 1º trimestre de 2019 não foram surpresas. Mas se ocorressem subidas, isso também não deveria surpreender. Seria surpresa se as taxas fossem elevadas e positivas tanto para uma variável quanto para outra. Em estado de depressão isso não acontece, tais taxas precisariam estar correlacionadas com um comportamento empresarial arrojado.


Não é possível sair da depressão sem uma decisão política de governantes a favor de um plano grandioso de investimentos públicos. Foi assim nos 1930, quando Franklin Roosevelt aplicou o New Deal nos Estados Unidos. Mas como disse Paul Krugman: “Na Grande Depressão, os líderes tinham uma desculpa: ninguém realmente compreendia o que estava acontecendo nem sabia como resolver a situação. Os líderes de hoje não têm essa desculpa. Temos tanto o conhecimento quanto as ferramentas para acabar com esse sofrimento”.


O maior problema da economia brasileira talvez não seja a depressão, mas sim o diagnóstico que está errado e, ainda mais sério, mas em consequência, as ferramentas estão sendo utilizadas de forma incorreta.

Nos Estados Unidos, quando a economia entrou em depressão nos anos 1930, o presidente era Robert Hoover. As palavras de Joseph Stiglitz sobre aqueles anos são ilustrativas, parecem que foram ditas para o Brasil de hoje: “[Muitos] deram apoio a Andrew Mellon, o secretário do Tesouro do presidente Robert Hoover, e à sua tentativa de restaurar o equilíbrio fiscal: a recessão causara uma queda na arrecadação de impostos mais acelerada que a dos gastos. Para restaurar a ‘confiança’, segundo acreditavam os conservadores fiscais de Wall Street, era necessário cortar gastos, um após o outro.”

No lugar de gastar realizando investimentos públicos, o governo brasileiro somente anuncia novos cortes de gastos. O resultado alcançado será o mesmo de Hoover. A situação tende a permanecer por mais alguns anos. A sorte dos norte-americanos foi que Roosevelt sucedeu Hoover e soube compreender a gravidada da situação e aplicou as ferramentas corretas.

Gastos públicos são necessários e talvez sejam a única saída não porque são suficientes para fazer o PIB crescer de forma significativa, mas sim porque tem influência sobre o comportamento empresarial que passará a ter novos parâmetros de avaliação.

A máquina tem que ser religada pelo governo realizando investimentos. Em seguida, as outras peças entrarão em funcionamento. Empresários, então, passariam a formar expectativas otimistas e poderiam voltar a apostar em suas esperanças. Mas o governo tem que dar o exemplo. 

*Por Por João Sicsú é professor do Instituto de Economia da UFRJ, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011.

Fonte: CartaCapital

Ministério Público promove cultura de paz nas escolas por meio de palestras "Projeto Paz nas Escolas"

EDUCAÇÃO

Por Redação com professora Jícélia Gomes  0

 

Na noite da última quarta-feira (29), O Ministério Público, representado pelo Promotor de Justiça, Dr. Dênis Guimarães de Oliveira e o Juiz de Direito da 1ª Vara Cível, Dr. Kleber Borba Rocha, deram continuidade às ações do Projeto “Paz nas Escolas”, com a realização do segundo ciclo de palestras nas escolas.

A escola contemplada, neste primeiro momento, foi a Escola Municipal de Educação Básica Iracema Salgueiro Silva, onde os magistrados puderam alertar os estudantes sobre os malefícios das drogas, bem como demonstrar uma grande preocupação em desenvolver um trabalho voltado à prevenção e orientação, enfatizando as consequências do uso das drogas e o efeito destruidor na vida das pessoas. 

Além do promotor e do juiz, estiveram presentes no evento o Presidente da Academia Santanense de Letras - José Malta Fontes Neto, as gestoras da Escola Municipal de Educação Básica São Cristóvão - Jailma Ramos da Silva e Maria Sônia de Carvalho Lira, a coordenadora Maria Edilma Gomes e a aluna Joana, um talento que abrilhantou a palestra. Participou também, com muito entusiasmo, a Secretária Municipal de Educação – Andréa Cristhina Brandão Teixeira e a equipe da Secretaria Municipal de Educação, além dos gestores da Escola Municipal de Educação Básica Iracema Salgueiro Silva - Jailma Lucas e Paulo Roberto Chagas, professores, coordenadores, funcionários e estudantes da EJA.


O projeto em questão tem contribuído significativamente para a redução da violência nos espaços escolares além de semear a cultura de paz entre os estudantes e comunidade em geral.

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