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Ex-prefeita de Santana do Ipanema, Renilde Bulhões, toma posse no Senado Federal

POLÍTICA

Por Agência Senado  0

 

Suplente do senador licenciado Fernando Collor (AL), tomou posse nesta quarta-feira (3) a senadora Renilde Bulhões (Pros-AL).

— Na condição de mulher e sertaneja reafirmo meu empenho em servir a minha terra. Diariamente vou continuar a me dedicar para corresponder às expectativas do povo alagoano — prometeu a senadora, que deverá permanecer no cargo por 120 dias, durante a ausência de Fernando Collor.

Médica obstetra, Renilde Bulhões dirigiu um hospital por cinco anos. Também foi prefeita do município de Santana do Ipanema (AL) por dois mandatos consecutivos, de 2005 a 2012, tendo assumido cargos na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e na Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Atualmente exercia o cargo de secretária de Governo na gestão do prefeito Isnaldo Bulhões, seu marido, também em Santana do Ipanema.

O líder de seu partido, senador Telmário Mota (Pros-RR) ressaltou a trajetória política de Renilde Bulhões em Alagoas disse estar honrado com a posse da senadora. O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) também parabenizou a senadora.

Veja o vídeo do discurso de posse da senadora Renilde Silva Bulhões Barros (Pros-AL.



Após o discurso de posse da ex-prefeita de Santana do Ipanema Renilde Bulhões no Senado Federal, o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), apresentou suas boas-vindas a colega parlamentar.

Veja o vídeo:

Advogado confirma seu nome na disputa pela prefeitura de Santana do Ipanema em 2020

Facebook894a24d3 000b 4943 b10f 44f269583e37Advogado Edson Magalhães

Faltando 18 meses para as eleições de 2020, o Minuto Sertão esteve conversando com o advogado e ex-candidato a prefeito de Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas, Dr Edson Magalhães (CIDADANIA). O advogado que atualmente é vice-presidente do diretório municipal do partido ''CIDADANIA'' (Ex-PPS), revelou a reportagem sobre sua pretensão em disputar novamente o executivo local. Edson disputou como candidato a prefeito pela primeira vez em 2012 onde conquistou a 3° posição na disputa obtendo 4.917 votos (22,05%), o vitorioso na época foi o ex-prefeito Mário Silva (PV) (2012-2016) que obteve 8.562 votos (38,39%). Em 2016, Magalhães disputou pela segunda vez, desta feita, conquistando a 2° posição em uma disputa apertada no qual ele obteve 9.856 votos (41,67%), o vitorioso foi o atual prefeito Isnaldo Bulhões (MDB) que obteve 13.501 votos (57%). 

Com uma vantagem de 4939 votos há mais da segunda disputa para a primeira na qual concorreu, Edson atribuiu esse crescimento ao trabalho no qual vem desenvolvendo no município:''Muito trabalho, seriedade no que faço, muita dedicação e acima de tudo honestidade'', disse ele. Em conversa com o Minuto Sertão, Edson Magalhães, revelou ainda sobre as eleições do próximo ano:

''Estou aos poucos conversando, com cada liderança política, liderança comunitária e amigos, onde busco apoio e compreensão de cada um deles para trazermos ao nosso município uma proposta de desenvolvimento, através do trabalho que realizo constantemente, bem como, buscar as soluções dos problemas que tanto a população diariamente denunciam no programa Liberdade de Expressão da Rádio Milênio. Estarei sim, mas uma vez através do apoio e autorização do Diretório Nacional e Estadual do "cidadania 23", colocando meu nome a aprovação da população de Santana do Ipanema ao pleito eleitoral para o cargo de Prefeito nas eleições 2020'', concluiu Edson.

Governo de Jair Bolsonaro sem política de renda

Enquanto o número de desempregados aumenta no país, presidente não sinaliza mudanças no sistema econômico

↑ Para Cid Olival, Bolsonaro não definiu os rumos da política macroeconômica para reverter indicadores (Foto: Sandro Lima)

Mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil. O número foi apresentado pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana, como resultado do levantamento trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) pôs a culpa na metodologia adotada no estudo, mas o fato é que as políticas adotadas até aqui vão na contramão do necessário para a geração de postos de trabalho. Esta é a análise do economista da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cid Olival. “Ajuste fiscal não vai gerar empregos, mas o Estado, que deve estimular a economia”.

 

Tribuna Independente – O último trimestre, segundo o IBGE, apresentou índice de desemprego de 12,4%, o que equivale a 13,1 milhões de pessoas. Por que um resultado tão ruim, e na sequência de outros tanto quanto?

Cid Olival – A gente deve levar em consideração alguns fatores. O governo tem, insistentemente, batido na tecla da questão do ajuste fiscal como forma de solucionar as contas públicas e, a partir daí, conseguir cenário favorável a investimento, o que possibilitaria impulsionar o emprego. Isso não é verdade. O Estado tem outro papel, o de indutor da atividade econômica. Então, quando o Estado se retira e faz políticas de ajuste fiscal, em vez de estimular a economia, ele a contrai. Daí, o resultado será sempre o aumento do desemprego. Por quê? Por que quando o Estado faz isso, o mercado, de um modo geral, entende que a situação – e o momento – é de esperar para ver quais serão as próximas medidas econômicas. Essa espera resulta em não investimentos ou não contratação.  E a gente tem um agravante. A reforma trabalhista precarizou as relações de trabalho e muitas empresas têm demitido para fazer contratações com salários mais baixos ou condições de trabalho precárias. Isso agrava o desemprego. Se a gente pensa o setor educacional, nos últimos meses, mesmo com os calendários estabelecidos, várias faculdades demitiram professores – às vésperas de iniciarem as aulas – exatamente para contratarem com salários mais baixos. A reforma trabalhista tem peso no processo de demissões.

Tribuna Independente – O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o alto índice de desemprego é culpa da metodologia adotada pelo IBGE, mas existem outros levantamentos sobre o emprego no Brasil, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Algum deles aponta dados diferentes do IBGE?

Cid Olival – Não. E a Pnad é até melhor que os outros instrumentos de pesquisa. O Caged pega o saldo de empregados e desempregados, mas a Pnad vai além porque tenta captar as pessoas que estão à procura de emprego ou que o fez nos últimos 30 dias, e considera em sua análise que as pessoas com algum tipo de rendimento não estão na categoria de empregados e desempregos, mas que têm alguma renda. Eu te diria que a Pnad é um indicador mais confiável, com parâmetros usados internacionalmente que permitem comparação com outros países, e que é um equívoco tentar desqualificar uma pesquisa séria, que já é feita há vários anos com o propósito de se livrar da culpa pelo desemprego. O governo precisa se responsabilizar por suas ações. Não existe uma política de emprego para a população brasileira. Estamos caminhando para os 100 dias de governo Bolsonaro e a gente não tem nenhuma política. O governo precisa definir quais são os instrumentos de política macroeconômica e de emprego que serão adotadas para reverter esse quadro.

Tribuna Independente – E em perspectiva, qual a sua avaliação? Esse quadro melhora, estagna ou piora?

Cid Olival – Já temos uma margem muito elevada, e, infelizmente, eu não vejo perspectiva de melhora no curto ou médio prazo. Acho que esses dados tendem a se mantes dentro dos atuais indicadores. Por quê? Volto a dizer, o governo não tem sinalizações de intervenção na economia que possam indicar ao mercado que vai agir para melhorar as condições de renda e emprego da população. As sinalizações são de ajuste e de reformas que tendem a precarizar as relações de trabalho. Então, diante desses sinais, não há perspectivas de melhoria. Um dos argumentos que o governo utiliza é o de que se fizer a reforma da Previdência, o cenário vai ficar mais favorável. Isso é mentira. A condição de emprego não, necessariamente, depende da reforma da Previdência, mas como só se tem esse único elemento como objetivo imediato, todas as outras atividades estão paralisadas de alguma forma.

Tribuna Independente – O senhor falou do discurso de que a reforma da Previdência vai gerar empregos. Até que ponto isso está relacionado ou não passa de falácia do governo Jair Bolsonaro?

Cid Olival – Para mim é uma falácia completa. Na verdade, qual é o argumento? Que você retira as obrigações patronais, das empresas, e então sobraria margem para aumentar o número de empregos. Ora, as empresas vão expandir os empregos se houver demanda do consumidor. Se a econômica está paralisada, sem dinamismo, sem demanda, as empresas não aumentarão sua força de trabalho. É a lei básica do capitalismo, oferta e demanda. Esse discurso é um equívoco completo. O governo tem insistido na reforma da Previdência para sobrar dinheiro para juros da dívida. Todas as suas ações convergem somente para gerar excedentes para pagar os juros da dívida pública. E quem ganha com isso é o setor financeiro, que não é altamente empregador, pois não produz nada. Também houve outras medidas do governo de atrasos de repasses, como para o setor de construção civil, que é um setor altamente empregador. Se começa a inibir, ter atrasos, a ter paralisia na área produtiva, essas pessoas logo também estarão desempregadas. O problema é o reaquecimento da economia pela atividade econômica, pela demanda, pela geração de renda à população, mas o governo tem feito o oposto. Tem retirado a possibilidade de renda e consumo da população. E, pela primeira vez em muitos anos, a gente não terá ganho real do salário mínimo. Isso significa que se vai reduzir o poder de compra da população e, assim, diminui demanda por outros bens e serviços. Daí, não se gera emprego.

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Fonte: TRIBUNA INDEPENDENTE / Carlos Amaral

 
 
 

Líder ruralista diz que não dá mais para apoiar Bolsonaro

Motivo foi a mensagem de ódio contra o movimento palestino Hamas, publicada por Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que ameaça as exportações brasileiras para o mercado árabe

↑ Deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, disse que ‘perdeu a paciência’ com o governo Jair Bolsonaro (Fotos: Reprodução)

A mensagem de ódio contra o movimento palestino Hamas, publicada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República que o acompanhou na visita oficial a Israel, aprofundou os estragos políticos na base bolsonarista no Congresso e criou novas áreas de atritos para o governo. A mensagem do filho de Bolsonaro, posteriormente apagada, dizia: “Quero que vocês se explodam”, em resposta a uma nota de repúdio do Hamas à abertura de um escritório de negócios pelo governo brasileiro em Jerusalém.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), repreendeu nesta terça-feira (2) os líderes do governo no Congresso e na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-SP) e Vitor Hugo (PSL-GO). No cafezinho da Câmara, ao passar pelos dois, Moreira demonstrou sua revolta e bradou: “Chega! Chegamos ao limite! Não dá mais! Acabou a paciência! – em tom de enfrentamento, ao citar a mensagem do senador.

A informação é do jornal O Globo. “Joice e Vitor Hugo ainda tentaram acalmar o presidente da frente ruralista, mas ele saiu em disparada a um dos elevadores privativos da Câmara. Desde que Bolsonaro prometeu mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a Frente Parlamentar da Agropecuária negocia um recuo do Planalto. Na viagem presidencial a Israel, Bolsonaro decidiu abrir apenas um escritório de negócios em Jerusalém”.

O setor teme uma retaliação de países árabes à exportação de carne brasileira. O Brasil é hoje o maior exportador global de proteína halal — preparada de acordo com as tradições islâmicas. O mercado consumidor do produto reúne 1,5 bilhão de muçulmanos.

 

 

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Fonte: Brasil 247

 
 
 

Maria Verônica Araújo Secretária Municipal de Assistência Social de Santana do Ipanema, recebe a Comenda Sinhá Rodrigues       

     

        O evento foi realizado no último sábado (23/03), às 21 horas na Câmara de Vereadores do município. A homenageada tem uma larga lista de serviços prestados a comunidade no setor público e organização não governamental, fazendo jus e por mérito recebe a Comenda. O evento festivo contou com as presenças dos membros dos Poderes Legislativo e Executivo, de empresários e amigos, além da imprensa e blogueiros dos diversos sites da cidade. Lembrando que o decreto confere a Maria Verônica Araújo ser a 11° mulher a receber a Comenda Sinhá Rodrigues "Mãe dos Pobres", sendo indicação da vereadora Audilene Apolinário e aprovada por unanimidade pelos demais Edis.

O vereador presidente Mário Siqueira Silva, fez retrospecto histórico da luta das mulheres, e tratou na sua fala dos trabalhos sociais realizados e conferidos por ele a homenageada em questão. Presença de mulheres de luta, tais como Renilde Silva Bulhões, Christiane Bulhões, Kátia Oliveira Barros Gaia, Ana Célia, e do prefeito Isnaldo Bulhões Barros. Todas as falas enalteceram o valoroso trabalho, e validaram com muito orgulho os bons préstimos da cidadã e pessoa pública Maria Verônica Araujo, que emocionada também ouviu o discurso de agradecimento da sua filha jornalista Ysis Araújo Malta e recebeu ramalhete do seu filho Queops Araújo Malta (analista de sistemas).

Da Redação/santanaoxente.net - via Instagram

Fotos Créditos: www.santana360graus.com.br

Do calor do sertão ao frio dos EUA: Santanense participa da meia maratona de Nova York

ESPORTES

Por redação com Sidney Malta  0

Sidney exibe sua medalha ao final da prova.

Quando um grupo de 6 alagoanos saíram do estado nordestino para participar de mais uma edição da meia maratona internacional de Nova York já previam que enfrentariam frio, mas nem tanto.

Dentre estes participantes estava o empresário santanense Sidney Malta. Ele, adepto das corridas de rua, já participou de diversas provas no Brasil e no mundo, mas disse que correr em Nova York foi especial por diversos fatores.

A prova em Nova York foi fantástica, muito bonita e organizada. Cerca de 20.000 participantes correndo por locais como a famosa Times Square e o Central Park. O frio de 2 graus e o vento gelado atrapalhou um pouco, mas não tirou o brilho do evento. Foram 21km difíceis, mas de muita determinação, foco, raça e alegria”

SIDNEY MALTA

A prova

A Meia Maratona Internacional de Nova York aconteceu no último domingo, 17. Neste ano contou com um novo e icônico percurso teve sua largada no Prospect Park, no Brooklyn, cruzando a Manhattan Brigde, margeando o lado leste pelo East River, subindo a rua 42, passando pela Times Square, subindo a 7ª avenida e percorrendo 4 milhas no Central Park, onde teve a sua chegada na altura da rua 75, mesmo local da Maratona de Nova York.

 

Símbolo de luta por igualdade de gênero na ONU, Marta reforça: ‘Não quero ser a única’

Jogadora brasileira é embaixadora da entidade e participou de premiação que homenageia iniciativas em prol das mulheres no esporte

↑ Marta: 'O principal adversário do Brasil é o Brasil' (Foto: Camilo Pinheiro Machado)

O Comitê Olímpico Internacional promoveu nesta terça-feira (19), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, o COI Women and Sport Trophy, que premia entidades e pessoas que contribuem em favor das mulheres na luta pela igualdade de gênero no esporte. A brasileira Marta, seis vezes eleita a melhor jogadora de futebol do mundo, é embaixadora da ONU e participou da cerimônia. Entregou prêmios, fez um discurso emocionado e saiu como símbolo da causa. Ao GloboEsporte.com, ela ressaltou que não quer ser apenas referência.

“É importante a gente estar sempre buscando algo positivo para motivá-las. Não quero ser a única no esporte a ter vencido, a conquistar alguma coisa. Quero ser lembrada, sim, como uma das que lutaram, chegaram lá e incentivaram tantas outras a alcançar os objetivos”.

Marta é uma das cinco embaixadoras da ONU Mulheres, a única ligada ao esporte. Frequentemente, a craque brasileira participa de ações da organização que visam desenvolver o esporte para meninas com dificuldades de acesso a cultura, educação e saúde ao redor do mundo.

– Me sinto privilegiada por fazer parte desse projeto da ONU, me tornar embaixadora da ONU Mulheres e não só levar essa causa das mulheres brasileiras, mas também do mundo inteiro e usar o esporte para que a gente possa combater a desigualdade. E sem agredir, só usando meu trabalho, minha história, minha superação para que eu possa inspirar essas meninas. Quando se tem uma mensagem positiva, ela tem que ser multiplicada cada vez mais.

A camisa 10 da seleção brasileira reconhece e reitera que a luta ainda é longa. Por igualdade de condições, estrutura, reconhecimento, visibilidade. Admite que ela ainda é um caso raro de sucesso no esporte feminino do Brasil. E por isso quer ter voz.

As opções são muito menores do que no esporte masculino, principalmente a parte financeira. O abismo que é o lado financeiro de uma carreira masculina pra uma carreira feminina existe. Então são várias fases que a gente tem que combater constantemente, o preconceito, até assédio sexual, para seguir em frente e realizar o sonho da sua família e ter uma situação financeira boa.

“São tantas batalhas que a gente tem que fazer e vencer constantemente, então é por isso que eu estou aqui, porque não é só sobre vencer, é mostrar que a gente pode mudar e fazer com que as próximas gerações de meninas tenham condições melhores em uma carreira profissional, em todos os sentidos”.

 

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Fonte: Globoesporte.com / Camilo Pinheiro Machado

Polícia Federal e Bope prendem traficantes e apreendem mais de 25 kg de maconha em AL

Prisões ocorreram na Zona Rural de Quebrangulo; entorpecentes seriam vendidos em Maceió

↑ Material foi apreendido durante operação em Quebrangulo (Foto: Ascom PF/AL)

A Polícia Federal, em ação conjunta com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Alagoas – BOPE, e com apoio do Grupamento Aéreo da Secretaria de Estado da Segurança Pública, prendeu, no início da tarde desta terça-feira (19), na Zona Rural da cidade de Quebrangulo, duas pessoas que transportavam uma quantidade de substância entorpecente para ser comercializada em Maceió.

Após recebimento de uma denúncia anônima em que um morador quebrangulense estaria remetendo maconha para Maceió, bem como que estaria contando com a participação de um taxista da capital alagoana para realizar a ação ilícita de tráfico de entorpecentes, a Polícia Federal e o Bope montaram um bloqueio policial em estradas vicinais da Zona Rural de Quebrangulo por volta do meio-dia.

Durante a fiscalização, um veículo suspeito, ocupado por um homem e uma mulher, furou a barreira policial e empreendeu fuga, debandando pela rodovia vicinal daquele município. Os policiais iniciaram perseguição ao veículo até que seu condutor abandonou sua direção, passando a evadir-se a pé pelas estradas rurais, ocasião em que foi alcançado e detido pelos policiais.

No interior do veículo, um Fiat Uno branco, foi localizado um pouco mais de 25 quilos de maconha, uma pistola .380 (com numeração raspada), bem como algumas munições de arma de fogo.

O casal, após receber voz de prisão em flagrante delito, foi encaminhado à Sede da Polícia Federal em Alagoas, bem como todo o material apreendido para as providências processuais a serem adotadas pela autoridade policial, estando os presos sujeitos a penas de até 21 anos de reclusão. O taxista ainda não foi localizado, e as investigações continuam.

As apreensões decorrentes desta ação policial serão devidamente formuladas e juntadas ao Inquérito Policial que está em andamento na Polícia Federal em Alagoas.

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Fonte: Ascom PF/AL

Os exaustos homens-cangurus dos canaviais de Alagoas

Trabalhadores que chegam até o limite do seu corpo em um esforço físico que os deixam paralisados de dor

↑ O cortador de cana que não consegue atingir a meta exigida pela indústria, sai no 'jacaré' (Foto: Sandro Lima)

Não são nem 7 da manhã e a equipe do jornal Tribuna Independente chega a um ponto de espera de ônibus que leva os cortadores de cana-de-açúcar aos canaviais da cidade de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, onde iniciam mais um dia de labuta. Lá estão dezenas de trabalhadores com suas foices e rostos cansados, maltratados pelo serviço exaustivo realizado debaixo de um calor escaldante. Carregam a obrigação de chegar ao limite do seu esforço físico para conseguir atingir a meta de cortar pelo menos 7 toneladas de cana nas 8 horas de trabalho diário.

Dia de trabalho começa cedo para os cortadores de cana de São Miguel dos Campos (Foto: Sandro Lima)

A rotina desses homens foi o tema da pesquisa de doutorado do professor de Sociologia Lúcio Verçoza, que lançou o livro “Os homens-cangurus dos canaviais de Alagoas” em outubro de 2018. Muito comum entre os trabalhadores do campo, o termo ainda é desconhecido pela maioria da população das áreas urbanas.

“Se eu já tive canguru? Oxe! Direto. Difícil encontrar um cortador de cana que não teve ou que não tenha visto um companheiro nessa situação. Trava tudo, as pernas, os braços. Sorte que minha língua não enrolou, porque nesse caso eu poderia até morrer, não é? Engasgado. Eu já vi companheiro desmaiar no meio das canas e até morrer. Já vi morrer, moça. É muito calor. A gente precisa cortar sete toneladas de cana para não sair no jacaré”, contou José Augusto, de 40 anos.

O termo “jacaré” é usado quando a pessoa não atinge a meta do corte de cana durante um mês, e é dispensado do trabalho.

“Às vezes a gente passa mal, mas continua insistindo e corta mais cana. Corta até o corpo não aguentar mais e acaba dando canguru. Quando eu tive, a ambulância foi me buscar e fui para o hospital tomar soro. Depois de descansar, voltei para o trabalho. Não tenho outra opção. O trabalho que tem é esse e preciso levar comida para casa”, continuou o cortador de cana.

A equipe segue para dentro de um canavial na zona rural da cidade, onde se ouve apenas o barulho das foices cortando a cana verde. O silêncio e as feições apáticas demonstram a insatisfação dos cortadores de cana com o trabalho pesado.

O que é o canguru?

 

De acordo com Lúcio Verçoza, o canguru é um “distúrbio hidroeletrolítico”, que nos canaviais paulistas é chamado de “birôla”, fenômeno extremo de perda de controle sobre os movimentos do corpo. “Trava braço, barriga e perna. Alguns chegam a ter cãibra até na língua. A pessoa fica imobilizada, com o braço colado junto ao corpo. Daí o nome canguru”, explica o sociólogo, que ressalta: “nos canaviais de Alagoas, a exploração é levada ao extremo, anulando até o futuro do trabalhador. Muitos ficam incapacitados ainda em idade produtiva. O canguru é resultado de fatores sociais que escrevem a história de Alagoas. Essas pessoas vivem, infelizmente, a vida inteira sob a ponta do facão”, opina o professor.

Lúcio Verçoza escreveu seu doutorado baseado na síndrome do “canguru” que assola os cortadores de cana (Foto: Sandro Lima)

O cardiologista Roberto de Gusmão explica que as cãibras causadas pelo canguru podem engatilhar a morte em trabalhadores que possuem problemas cardiovasculares. Esses homens morrem em meio à palha da cana-de-açúcar e a indiferença dos donos da terra e usineiros, que afirmam desconhecer o mal que aflige os subordinados.

“O esforço extremo desses trabalhadores faz com que eles esgotem as fontes de oxigênio e glicose e passem a produzir ácido lático, que causa as cãibras. Essa perda de líquidos e eletrólitos leva ao distúrbio, o chamado canguru, e pode levar o trabalhador à morte”, afirma o médico.

Roberto de Gusmão explica que geralmente as mortes são causadas por arritmia cardíaca. “Esses cortadores de cana podem ter problemas cardíacos não conhecidos e, nessa situação de grande esforço, eles podem ter uma parada cardíaca, assim como acontece com atletas. O desgaste de um trabalhador desses equivale ao de um atleta que corre acima de cinco mil metros”, afirma.

O cardiologista participou da pesquisa de Verçoza e realizou testes cardiorrespiratórios em 22 safristas da cidade de Teotônio Vilela, no Agreste de Alagoas. Os trabalhadores foram para os canaviais equipados com um monitor de frequência cardíaca, além do podão, das botas e de outros equipamentos que utilizam no corte da cana-de-açúcar em uma usina do município. Foram realizadas avaliações físicas, testes ergométricos e o monitoramento da frequência cardíaca. Para avaliação dos distúrbios musculoesqueléticos foi utilizada a versão brasileira do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares.

Os testes mostraram que na primeira hora de uma jornada que somaria 10, sob sol escaldante, o coração de um dos trabalhadores atingiu picos de 200 batimentos por minuto (bpm). “O coração sai pela boca”, descreveu o cortador de cana que participou da pesquisa.

No dia do teste, o cortador de cana em questão cortou 7 toneladas de cana, ingeriu 10 litros de água, caminhou aproximadamente 6 quilômetros e gastou 4.395 calorias. “Ao final da jornada, a sua carga cardiovascular (CCV) foi calculada em 39,58%, bem acima dos 33% considerados aceitáveis ao final de um dia de trabalho”, explicou Lúcio Verçoza. A média da CCV do grupo monitorado pelo pesquisador foi de 36,62% para uma produção média de 7,3 toneladas e jornada média de 11 horas de trabalho.

“Nos canaviais trabalha-se até a exaustão, num grau de desgaste equiparável ao de um corredor fundista”, compara Verçoza. A cada safra, os cortadores de cana perdem peso. Um dos trabalhadores que participou da pesquisa perdeu 8,3 kg – e sais minerais, o que provoca distúrbios hidroeletrolíticos, cãibras e dores musculares. “É o canguru pegando”, explica o professor.

As informações obtidas na pesquisa permitiram a Verçoza descrever e analisar – numa perspectiva marxiana, como ele diz – as condições de trabalho e de saúde nos canaviais alagoanos e identificar o que qualifica como “superexploração”.

 

“Dado o salário por peça, é naturalmente do interesse pessoal do trabalhador aplicar sua força de trabalho o mais intensamente possível, o que facilita ao capitalista elevar o grau normal de intensidade. Do mesmo modo, é interesse pessoal do trabalhador prolongar a jornada de trabalho, pois, com isso, sobe seu salário diário ou semanal”. (MARX, 1985, p.141)

 

Na época da pesquisa de Verçoza, os trabalhadores precisavam aguardar até o final do dia para receber atendimento. “Quando o canguru pegava, a vítima tinha que aguardar até o final do dia, sob a lona onde os trabalhadores faziam a refeição – ao lado da carroçaria do caminhão que os transporta desde a cidade até o canavial –, antes de receber atendimento. Nos canaviais de Alagoas, a exploração é levada ao extremo, anulando, inclusive, o futuro do trabalhador: muitos ficam incapacitados ainda em idade produtiva”, afirma o professor.

Para o pesquisador Lúcio Verçoza, é abominável que em pleno século 21 exista um trabalho onde a exaustão leve a pessoa a perder o controle sobre o próprio corpo.

O canguru me fez parar”

 

O rosto enrugado de José Cícero Lemos da Silva, o Cição, de 52 anos, é a marca de uma vida inteira de trabalho nos canaviais do interior de Alagoas. Em idade produtiva, aos 46 anos, o canguru fez o cortador de cana parar de trabalhar e se aposentar, impossibilitado de atuar em qualquer outro serviço. “Eu trabalho no corte de cana desde os 14 anos e não tive tempo de estudar. Somente aos 22 anos tive a carteira de trabalho assinada e trabalhei até que as dores nas costas me impediram de continuar. Eu sinto muita dor nos ossos. Eu cortava até dezoito toneladas de cana por dia e muitas vezes peguei o canguru. Vomitava, ficava branco, verde com dores nas pernas. Sentia muita falta de ar”, relata.

José Cícero parou de trabalhar no corte de cana por problemas relacionados à síndrome do canguru; sua esposa, Maria Cícera, cortou cana desde criança até casar (Foto: Sandro Lima)

Cição lembra que depois dos 40 anos, os ataques de canguru foram debilitando cada vez mais a sua saúde. “A gente faz tanto esforço físico que fica sem gordura no corpo. Bebe tanta água por causa do calor, que perde a fome. Não come quando chega em casa de noite, só quer descansar. Hoje vivo de benefício, com problemas de varizes, esôfago, fígado, baço. Tudo com problema. Foi tudo acumulando durante os anos que trabalhei no corte de cana”, lamenta.

Para o aposentado, o Poder Público deveria desenvolver outra fonte de renda para que o corte de cana não fosse mais realizado de forma manual. “Precisamos da ajuda do governo para ter outra fonte de renda. Se o trabalhador não cortar sete toneladas de cana no dia, ele não é bem vindo no campo, então ele leva o corpo ao limite para alcançar a meta. Eu sou muito novo para parar de trabalhar, mas eu não aguento mais. Eu sinto cãibra até andando de moto”, relatou.

Quando começou no corte de cana, José Cícero conta que saía de casa às 3h da madrugada e chegava por volta das 10h da noite. “Sem ser fichado. Eles falam que hoje está tudo legalizado, mas foram 30 anos de trabalho sem carteira assinada. Nós temos que cobrar por isso, por todos esses anos. Hoje eu sofro as consequências. O canguru dá de noite e não consigo dormir. Se você conversar com qualquer trabalhador com mais de 50 anos, ele não tem coisa boa para contar, não. A gente trabalha nisso porque não tem outra fonte de renda”, relata.

O aposentado lembra que muitas vezes deixou de ir ao médico, mesmo sentindo fortes dores pelo corpo, para não levar falta no trabalho. Ele relata que as usinas não pagam pelo dia não trabalhado e que na próxima safra, quem faltou para tratar da saúde, não é mais chamado para o corte de cana. “A gente trabalha debaixo de sol, de chuva, trovoada e eu lembro de um colega que morreu atingido por um raio. Eu choro à noite, acordo agitado e minha mulher se assusta. São muitas lembranças. Já senti medo de morrer trabalhando. Já senti meu coração bater acelerado muitas vezes”, relata.

“O resultado do corte de cana é parar de trabalhar novo”, concluiu.

A esposa de Cição, Maria Cícera de Lima, de 52 anos, também trabalhou no corte de cana, mas parou quando casou para se dedicar aos filhos. “Eu comecei a cortar cana com dez anos de idade e só parei em 95, quando casei, com 28 anos. No canavial a gente não trabalha só cortando cana, a gente faz o preparo do solo, tem que arrancar a cana pela cepa, com a enxada. Tem que limpar a terra sem deixar nenhuma raiz. É muito cansativo e causa muitas dores nas costas”, lembra a dona de casa.

Orgulhoso, o casal fala dos dois filhos que tiveram e que não precisaram ir para o corte de cana. Cição e Maria Cícera são pais de um homem que trabalha como soldador e de uma mulher que se formou em enfermagem.

Mulheres excluídas do corte de cana

 

Por cortarem menor quantidade de cana-de-açúcar, é cada vez mais difícil encontrar uma mulher trabalhando nos canaviais de Alagoas. Em São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela, nenhuma mulher foi contratada para atuar na safra deste ano. “As mulheres começaram a deixar o corte de cana quando começaram a exigir uma média de cinco toneladas por dia. Não é um trabalho humano. Imagina para uma mulher depois de parir, que dá de mamar, trabalhar no canavial. Tudo afasta a mulher desse serviço”, afirmou Josefa Soares França, de 61 anos, secretária de finanças e organização do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel dos Campos.

Ela conta que era moradora da zona rural e desde criança começou no corte de cana. Em 1999 ela parou de trabalhar nos canaviais porque, segundo afirmou, os donos das terras começaram a excluir as mulheres pelo fato de produzirem menos que os homens.

Josefa Soares foi cortadora de cana e hoje luta pelos direitos desses trabalhadores (Foto: Sandro Lima)

“Saí da fazenda para vender pão. Meu marido e meu filho adoeceram e tive que dar conta de pagar nossa moradia e alimentação. Naquele mesmo ano entrei no sindicato e desde então temos mudado a vida dos trabalhadores que antes iam trabalhar em caminhões abertos, correndo riscos, e hoje vão de ônibus, têm alojamento para almoçar e descansar. Hoje o trabalho de corte de cana é fiscalizado. Também conseguimos o direito aos equipamentos de proteção individual (EPIs), 13º salário e FGTS”, conta a secretária.

Josefa Soares lembra que até conquistar os direitos trabalhistas para os cortadores de cana, houve muita negociação com os usineiros de Alagoas. Quando os proprietários das usinas sucroalcooleiras não queriam negociar, o Ministério Público do Trabalho (MPT) era acionado. “Passamos madrugadas com fiscais de trabalho dentro dos canaviais, fiscalizando. Viramos referência para outros sindicatos, principalmente por sermos mulheres. Muitos homens não tinham a coragem que a gente tinha. Eles diziam que era perigoso”, relata.

Êxodo rural, tráfico e prostituição

 

No final dos anos 1990 as famílias que moravam nas propriedades rurais, onde tinham habitação, água, energia elétrica e alimento sem custos, foram expulsos pelos donos das terras. Praticamente todos os moradores das zonas rurais dos municípios que possuem usinas sucroalcooleiras em Alagoas tiveram que deixar as fazendas e começaram a “encharcar” as periferias das cidades. Estavam despreparados para aquela realidade e então os meninos começaram a ser recrutados para o tráfico e as meninas começaram a se prostituir muito novas. As casas onde viviam no campo foram demolidas para dar lugar a mais cana-de-açúcar e os trabalhadores tentavam sobreviver de “bicos” quando acabava a safra.

A afirmação é do presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais de Alagoas (Fetar-AL), Cícero de Oliveira, ex-cortador de cana. “Na fazenda a barriga estava cheia. Morando na cidade, o cortador de cana sai de casa às cinco da manhã e volta às cinco da tarde. Esse trabalhador chega aos 40 anos esgotado. Virou escravo e não ganha o suficiente para viver bem. Eu me lembro que meu pai tinha uma roça que ele cultivava depois do corte de cana. Não nos faltava nada”, lembra.

Cícero comentou ainda o quanto é comum encontrar pessoas nas cidades que já foram cortadores de cana. “Esse trabalhador está empregado apenas durante a safra, e nos outros seis ou oito meses do ano está desempregado e sem seguro-desemprego. Eles são contratados safristas e quando acaba o corte de cana, são dispensados. Então você vê muita gente indo para a construção civil ou até mesmo na praia vendendo coco, que era cortador de cana e teve que encontrar outra fonte de renda”, disse.

Cícero de Oliveira é ex-cortador de cana e atual presidente da Fetar-AL (Foto: Sandro Lima)

Na década de 1980 a Fetar-AL contabilizava 37 usinas sucroalcooleiras no estado e 250 mil trabalhadores atuando nos meses de safra. Agora, com as máquinas agrícolas substituindo a mão de obra, são cerca de 50 mil trabalhadores cortando cana durante a safra para 15 usinas que continuam. “E durante a entressafra, 30 mil ficam desempregados e sem nenhum benefício para sobreviver até que chegue a nova safra”, lamentou o presidente.

Mais de 10 mil vítimas na fabricação do açúcar

 

Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que entre os anos de 2012 e 2017 foram registrados 10.537 acidentes de trabalhadores que atuam na fabricação de açúcar bruto em Alagoas.

A vítima mais recente foi o trabalhador identificado como Jhonatan da Silva, de 31 anos, que no dia 13 de fevereiro de 2019 caiu dentro de uma caldeira em uma usina na cidade de São Miguel dos Campos. Ele teve quase 100% do corpo queimado e foi levado em estado grave para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Na manhã do dia seguinte, o homem morreu.

No mesmo dia o procurador do MPT em Alagoas, Rafael Gazzaneo, afirmou que o inquérito buscará apontar o responsável pela morte. “Segundo notícias iniciais, esse trabalhador laborava para uma empresa terceirizada na Usina Caeté. O inquérito civil deve checar se a terceirização era lícita, se está de acordo com a lei. Mas independentemente disso, será apurada a responsabilidade da empresa que estava se beneficiando do serviço do trabalhador, que é a usina”, afirmou.

O corte manual de cana deve ser extinto”

 

Na opinião de outro procurador do MPT em Alagoas, Victor Hugo Carvalho, coordenador em exercício da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho em Alagoas, o trabalho no corte manual de cana é degradante, mesmo quando os direitos trabalhistas são respeitados pelas usinas sucroalcooleiras. “A atividade manual é extenuante, penosa, e pode desencadear alguns malefícios para a saúde do trabalhador, o afastamento do trabalho e alguns falecem por conta do esforço físico. Nós não sabemos estimar quantos trabalhadores morrem nos canaviais, porque os casos permanecem ocultos, mas temos muitos relatos com relação a isso”, afirma.

Cortadores de cana de Alagoas relatam que são obrigados a cortar toneladas de cana para bater metas pelas indústrias e sofrem com a exaustão do corpo, que os adoecem ainda jovens (Foto: Sandro Lima)

O procurador explica que a forma de remuneração estimula o trabalho extenuante dos cortadores de cana dos canaviais de Alagoas. “Em Alagoas não tem horas extras excessivas. O pagamento por produção é que estimula o trabalho excessivo. Essa modalidade de salário leva o trabalhador ao limite. A nossa preocupação é garantir o salário fixo, porque pagando por produção leva o cortador de cana a trabalhar mais e isso intensifica a ocorrência de doenças e até o falecimento em virtude do excesso de trabalho”, disse.

De acordo com Victor Hugo Carvalho, em Alagoas as indústrias cumprem a Norma Regulamentadora (NR) 31, criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. “Pela norma, o trabalhador cumpre oito horas de trabalho diárias. Mas como explicar os casos recorrentes de canguru? O próprio cumprimento das oito horas por si só já é penoso. O trabalho de corte manual de cana-de-açúcar é extremamente pesado. Não precisa ocorrer o cumprimento de hora extra para que isso ocorra. Por mais que as indústrias zelem pelo cumprimento da NR 31, com alojamentos, área de vivência e salários fixos, a síndrome irá se desenvolver. O canguru e outras doenças”, opina o procurador.

Outro ponto destacado pelo procurador, é a baixa expectativa de vida do alagoano. Os danos causados pelo corte manual de cana-de-açúcar levam os trabalhadores a se afastarem mais cedo do trabalho, motivados por doenças, além de terem um aspecto físico desgastado pela exposição ao sol e excesso de esforço físico. “Temos que enfrentar um questionamento: vamos coibir o corte manual? Sim ou não? Porque na medida em que essa atividade é mantida, vamos continuar enfrentando essa problemática, síndromes, doenças, lesões com facões, o contato com animais peçonhentos. Tudo isso vai continuar ocorrendo”, afirma.

Para Victor Hugo Carvalho, é preciso iniciar um novo patamar do desenvolvimento na produção de açúcar e álcool, no sentido que não seja mais permitido o corte manual de cana-de-açúcar. “É preciso mecanizar integralmente o corte de cana, assim como ocorre em outros países. Uma mera exigência do capitalismo é a incessante produtividade e, consequentemente, a mecanização. Aqui em Alagoas não observamos essa ocorrência, porque as empresas estão endividadas e não têm condições de mecanizar 100% do corte”, opina o procurador.

Para o procurador Victor Hugo Carvalho o corte manual de cana deve ser extinto e políticas públicas devem ser criadas para atender esses trabalhadores (Foto: Sandro Lima)

Mas, e o desemprego? Para o procurador, é preciso erradicar o corte manual da cana e, em contrapartida, criar uma política pública de trabalho e renda em outros setores, migrando esses trabalhadores para outras atividades, como a agricultura. “Seria a solução ideal. A criação de uma ação conjunta entre a União, estado e municípios onde há atividade canavieira. Infelizmente não temos nada nesse sentido aqui no Brasil, porque se você falar em erradicar o corte manual da cana-de-açúcar, as empresas não querem saber. Por outro lado, os trabalhadores têm receio de perder sua colocação. Nós observamos o problema social que é gerado quando uma dessas usinas fecha”, comentou.

“É uma questão delicada. Poderíamos ajuizar uma ação civil pública para coibir o corte manual, mas isso geraria sem dúvidas uma reação desses trabalhadores”, continuou.

Para o procurador, no Brasil não existe uma cultura de prevenção. “As políticas públicas são algo ainda incipiente. Algumas regiões, municípios específicos, já têm essa cultura, mas no Brasil como um todo ainda não se desenvolveu esse olhar para a prevenção, para o futuro. Não se pensa na criação de novos postos de trabalho para os cortadores de cana, porém, muitos se aposentam jovens por invalidez. Adoecem. Pessoas com 35 anos têm a aparência de uma pessoa de 50 e ficam incapacitadas para o trabalho. A maioria é analfabeta, então não conseguem uma colocação em outra atividade que não a agricultura ou o corte manual da cana-de-açúcar. Esse trabalhador acaba recorrendo para a aposentadoria por invalidez. Isso não é gasto para o Estado?”, questiona.

O corte de cana-de-açúcar lidera como a profissão com o maior número de acidentes de trabalho em Alagoas, sendo responsável por 45% dos casos registrados no estado.

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Fonte: Tribuna Independente / Thayanne Magalhães

Filarmônica de Alagoas abre temporada de 2019 com Luz, Câmera… Concerto II

Repertório apresenta trilhas sonoras de clássicos do cinema

↑ No repertório, estão trilhas sonoras de filmes como Harry Potter, O Rei Leão, Perfume de Mulher, Rocky Balboa, além da reapresentação de Star Wars e O Senhor dos Anéis (Foto: Assessoria)

A Orquestra Filarmônica de Alagoas vai iniciar a temporada de apresentações de 2019 com um grande espetáculo. Luz, Câmera, Concerto II abre a programação do ano reunindo três paixões: música, cinema e teatro, nesta quarta-feira (13), a partir das 20h, no Teatro Deodoro, Centro de Maceió.

O ingresso custa R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 a meia-entrada e está à venda on-line pelo sitehttps://bit.ly/2No7mf1 ; nas lojas Chilli Beans, Maceió Shopping; Deny Tennis, Shopping Pátio; na Galeria Club Lyon, Jatiúca; e, na bilheteria do Teatro Deodoro, no dia do concerto, a partir das 14h.

“É com grande satisfação que abrimos a temporada de 2019 da Filarmônica de Alagoas. A Diteal abraçou a orquestra desde a sua criação e tem sido uma parceria muito exitosa. O grupo mantém sempre um calendário intenso de apresentações, cumprindo seu papel de difundir a música de concerto e realizando belos espetáculos”, pontuou a diretora presidente da Diteal, Sheila Maluf.

Com direção artística e regência do maestro Luiz Martins, direção executiva de Thiago Amaral, que também assina a produção com Irina Costa, o concerto é uma realização da Cooperativa da Orquestra Filarmônica de Alagoas (Cofia), Irinavegar Produções e a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal).

“Abrir a temporada 2019 com a Orquestra Filarmônica de Alagoas é antes de tudo um ato de resiliência. Uma enorme satisfação saber que a nossa orquestra permanece viva trazendo cultura, fantasia, trabalho e esperança para as pessoas que vivem nesse Estado. Momento também de celebração e gratidão a todos que de alguma forma apoiaram e apoiam a filarmônica: público, empresas privadas e a Diteal que desde o começo é nossa grande parceira realizadora. Parceria essa que reafirma o compromisso que o Teatro Deodoro possui com o público alagoano, tornando o seu palco a principal casa da Orquestra Filarmônica de Alagoas”, ressaltou Thiago Amaral, músico e dirigente da cooperativa.

No repertório, os músicos da Filarmônica irão apresentar obras de grandes compositores como Ennio Morricone, John Williams, Carlos Gardel, Hans Zimmer e Elton John. Entre as estrelas da noite, estão as trilhas sonoras de Harry Potter, O Rei Leão, Perfume de Mulher, Rocky Balboa, além da reapresentação de Star Wars e O Senhor dos Anéis.

“A retomada da parceria com a Orquestra Filarmônica de Alagoas, com o início da temporada 2019, vem reiterar toda admiração que a Diteal tem pela iniciativa do grupo, pelo comprometimento com o seu fortalecimento, e a certeza de que, a cada ano, estamos unindo esforços para darmos continuidade a grandes momentos, somando aos que se fizeram realidade”, comentou Alexandre Holanda, gerente artístico e cultural da Diteal.

Sobre a Filarmônica

Formada por uma iniciativa dos músicos, que se reuniram pelo amor à música e com o objetivo de propagar e valorizar o gênero erudito, a Orquestra Filarmônica de Alagoas estreou em 2017, no projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato, ao apresentar o espetáculo Orquestra é o Maior Barato com a casa cheia e um belo repertório.

Desde então, o grupo vem realizando apresentações em Maceió e no interior sempre com variedade no repertório e um público cativo. Os músicos estão frequentemente ensaiando no Complexo Cultural Teatro Deodoro e buscando surpreender o público a cada apresentação.

No ano passado, a Filarmônica apresentou as Séries Selma Britto, em homenagem à grande pianista alagoana que, inclusive, tocou com o grupo; Luz, Câmera, Concerto, que reuniu amantes da música e do cinema em sessões sempre lotadas; além de Clássicos do Rock, outro sucesso, e o emocionante Nordeste de Todos os Tons, com participações especiais, como a do patrimônio vivo de Alagoas, Chau do Pife.

Serviço:

Abertura da temporada de concertos da Orquestra Filarmônica de Alagoas em 2019.

Quando – Quarta-feira (13/03), a partir das 20h.

Local – Teatro Deodoro, Centro de Maceió.

Ingresso – R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 a meia-entrada e está à venda online pelo site https://bit.ly/2No7mf1 ; nas lojas Chilli Beans, Maceió Shopping; Deny Tennis, Shopping Pátio; na Galeria Club Lyon, Jatiúca; e, na bilheteria do Teatro Deodoro, no dia do concerto, a partir das 14h.

Mais informações – (82) 99381-6666 99444-6228.

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Fonte: Assessoria / Texto: Hannah Copertino

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