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Atletas do Flamengo contam que quebraram janelas do alojamento para tentar salvar amigos

Atleta falou que colegas 'pareciam desmaiados'. A TV Globo e o G1 tiveram acesso a quatro depoimentos prestados na tarde desta sexta-feira na delegacia

↑ Vítimas do incêndio no alojamento do Flamengo — Foto: Arte/G1

Os jovens atletas do Flamengo que sobreviveram ao incêndio, na madrugada desta sexta-feira (8), contaram em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro como perceberam as chamas no alojamento. Um deles disse que precisou “quebrar as janelas para tentar salvar os atletas mas eles pareciam desmaiados”.

A TV Globo e o G1 tiveram acesso a quatro depoimentos prestados durante a tarde na 42ª DP, no Recreio dos Bandeirantes. Dez jogadores da base do Flamengo, com idades entre 14 e 16 anos, morreram na tragédia, e outros três estão internados.

‘Grande explosão’ e ‘cheiro de queimado’
De acordo com um dos sobreviventes, havia muita fumaça no local. Segundo o atleta, ele e outros colegas conseguiram quebrar a janela de um dos quartos pelos fundos do contêiner e resgataram os três adolescentes sobreviventes.

Neste momento, segundo o jovem atleta, já havia muito fogo e um dos seguranças veio com o extintor de incêndio. Foi nesta hora que ocorreu uma grande explosão em um dos aparelhos de ar-condicionado instalado no alojamento.

Outro atleta contou que, por volta das 5h, acordou “incomodado com o cheiro de queimado e com a temperatura do quarto muito alta”.

O jovem conta que sentiu também um vapor quente no rosto, quando percebeu que o ar-condicionado do quarto estava em chamas. Segundo ele, cinzas caíam do aparelho.

No depoimento consta que o jogador levantou e chamou seus colegas, dizendo que o quarto onde estavam pegava fogo e pretendia buscar ajuda. O nome do jovem foi preservado por ser menor de idade.

O adolescente ainda tentou buscar água no bebedouro para apagar o fogo, mas percebeu que não seria suficiente, já que as chamas estavam altas. Pediram, segundo ele, ajuda ao monitor.

Ele contou que não imaginou que “a situação estava tão grave, achando de início que apenas seu quarto estaria com problemas”.

Nos relatos, os jovens contam que quando saíram do contêiner olharam para trás e viram que o fogo estava se alastrando pelo teto de todos os outros quartos também.

Fogo começou no quarto 6
De acordo com os depoimentos dos jovens, o fogo começou no quarto 6. Todos os atletas que estavam neste quarto conseguiram se salvar.

Em todos os outros houve vítimas:

  • Cinco que morreram dormiam no quarto 1
  • Três estavam no quarto 2
  • Uma vítima estava no quarto 3
  • Outra vítima no quarto 5

De acordo com os depoimentos, as cinco vítimas do quarto 1 foram Jedson, Bernardo, Arthur, Vitor e Paulo.

Um outro jovem contou que acordou com um “barulho muito alto como se fosse uma explosão”.

Então, ele conta que “acordou e um colega que estava ao seu lado gritou: ‘explodiu! está pegando fogo!’.

Segundo este relato, o garoto conta que tudo estava muito escuro, que levantou e correu em direção à porta do seu alojamento junto com mais um colega.

No alojamento 4 onde estava a testemunha havia seis pessoas no momento da explosão. Todos conseguiram sair sem lesões. Segundo ele, o fogo começou no quarto 6.

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Fonte: G1

Santana sedia o I Encontro de Profetas Populares das Chuvas do Sertão Alagoano

CULTURA

Por Redação com Jorge Tavares Santana  0

 

A praça Senador Enéas Araújo, no centro de Santana do Ipanema, receberá neste sábado (09) a partir das 09 h os profetas populares das chuvas do sertão Alagoano.

O objetivo do evento é resgate da cultura de previsão da quadra chuvosa feita pelo homem do campo.

Desde os primórdios que o homem tenta, para sua sobrevivência, prevê fatos e a agricultura é uma atividade que torna-se possível a antecipação desses acontecimentos. Dessa forma o lucro está garantido. 

Então o agricultor foi buscar em fenômenos, tanto da fauna como da flora, antevê o tempo para o plantio e colheita farta. 

Esse fenômeno o saudoso Luiz Gonzaga eternizou quando na sua gravação da música de Patativa do Assaré "Triste Partida". A referencia está estrofe quandoo sertanejo perde a esperança nas pedras de sal.

Então vamos manter viva a chama da esperança do povo do sertão.

O evento contará com a participação dos poetas Zé de Almeida e Manoel Cruz.
 

ANA não descarta possibilidade de barragem que rompeu em Brumadinho chegar ao São Francisco

Ascom IMA-ALRio São Francisco

 

A Barragem I da mina Córrego do Feijão, rompida no dia 25 de janeiro está localizada em Brumadinho (MG), em um córrego afluente ao rio Paraopeba, que, por sua vez, deságua no rio São Francisco no reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, localizado a 331km da barragem rompida.

 

 

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), nesta quinta-feira (07) o ponto mais a jusante do rio Paraopeba, onde foram identificadas alterações do parâmetro turbidez, se localiza no município de São José da Varginha (MG). Este local se encontra a cerca de 200km do início do reservatório de Três Marias. Entretanto, essas alterações se mostram ainda pequenas e dentro da faixa de valores usuais para o período.

 

Conforme a Agência Nacional das Águas (ANA) deve-se mencionar que a ausência de precipitações significativas nos primeiros dias após o rompimento da barragem colaborou para a baixa velocidade de propagação da frente de sedimentos e para sua deposição no leito do rio.

 

 

Com a ocorrência de chuvas poderão ser registradas alterações no comportamento até agora observado, em decorrência da lavagem e novos aportes de rejeitos localizados na própria barragem e na bacia de drenagem localizada a jusante do local do rompimento.

 

Segundo a ANA, ainda não é possível afirmar as consequências que advirão ou que os rejeitos provenientes do rompimento da barragem irão atingir o reservatório de Três Marias e impactar usuários de recursos hídricos localizados no rio São Francisco.

 

O monitoramento em curso no rio Paraopeba, conduzido pela ANA, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), CPRM e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), segundo metodologias e procedimentos normatizados, tem seus resultados divulgados por meio de boletins diários nas páginas eletrônicas dessas instituições.

 

Assim, o acompanhamento continuado da propagação dos rejeitos provenientes do rompimento da barragem será mantido, intensificado e estendido ou adaptado, sempre que necessário, para acompanhar sua evolução ao longo do rio Paraopeba e, eventualmente, no reservatório de Três Marias. 

 

*com Agência Brasil

Justiça bloqueia mais de meio milhão de reais da Prefeitura de Canapi

Prefeito Vinícius Lima teme atraso no pagamento a servidores públicos

↑ Prefeitura busca meios de resolver o impasse Foto: Lucas Malta (Alagoas na Net)

Por conta de uma ação movida por candidatos de concurso público não realizado há cerca de três anos, a Justiça bloqueou R$ 535 mil dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) da Prefeitura de Canapi, no Alto Sertão de Alagoas.

Os valores pagos pelos candidatos não foram devolvidos e, por conta disso, a Justiça decidiu bloquear as contas da prefeitura, a fim de que os direitos das pessoas sejam garantidos.

A assessoria jurídica do prefeito Vinícius Lima (DEM) emitiu nota revelando que o gestor foi surpreendido pelo bloqueio de recursos do FPM.

​A nota também cita que a gestão anterior havia lançado edital para realização do concurso público, contratou uma empresa, abriu as inscrições, mas não fez o certame.

Nesta quinta-feira (7), o prefeito Vinícius Lima usou as redes sociais para revelar que o bloqueio dos recursos pode comprometer o funcionamento da máquina pública e até gerar atraso no pagamento de servidores e prestadores de serviços em Canapi.

O gestor também adiantou que está reunindo sua equipe, a fim de encontrar meios de encontrar soluções possíveis que não prejudiquem a população do município.

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Fonte: Tribuna Hoje / Davi Salsa

Primeira sessão para apreciar rateio do Fundeb deve ocorrer nesta quarta, na ALE

DivulgaçãoDeputados redigiram requerimento para sessão extraordinária

 

Deve acontecer a partir desta quarta-feira (6) a primeira sessão extraordinária para que os deputados apreciem o projeto de lei sobre o rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Segundo o deputado Davi Maia (DEM), estão sendo coletadas assinaturas para que o requerimento solicitando a realização da sessão seja protocolado ainda hoje (4).

 

 

Ele e os deputados Gilvan Barros Filho (PSD), Jó Pereira (MDB) e Cibele Moura (PSDB) redigiram o requerimento na manhã desta segunda-feira, quando se reuniram na Casa. Por meio de sua assessoria de Comunicação, Cibele Moura disse que deverá ser designado um relator especial para a matéria, já que as comissões permanentes da Casa ainda não estão formadas.

 

Movimentação da economia

 

 

Em entrevista ao CadaMinuto, Jó Pereira explicou que o grupo solicitou à presidência a convocação extraordinária com pauta exclusiva a partir de quarta-feira, já que outras sessões podem ser necessárias para apreciação da matéria, caso ocorra pedido de vistas por parte de algum parlamentar, por exemplo.

 

Jó Pereira destacou ainda a importância de acelerar a votação do projeto de lei, benéfico não só para os professores, mas para a economia local em geral: “Esse dinheiro movimenta o comércio e geralmente entra no final de dezembro, mas agora, em fevereiro, ainda está retido nos cofres do Estado”, alertou.

 

O projeto de lei, de origem governamental, garantindo o rateio de cerca de R$ 31 milhões das sobras de recursos do Fundeb  entre mais de 15 mil professores da rede pública estadual, foi encaminhado pelo governador Renan Filho (MDB) para o Poder Legislativo no dia 14 de janeiro deste ano.

 

Têm direito ao pagamento - que é proporcional a jornada e ao tempo de serviço - os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto a docência, servidores em atividades de direção, administração escolar, supervisão, orientação, inspeção, planejamento e atividade pedagógica.

 

 

No verão, pais devem ter cuidado redobrado para evitar picada de escorpião em crianças

↑ (Foto: Assessoria)

Neste período de verão é comum o aparecimento de escorpiões, o clima úmido e quente é considerado ideal para o aparecimento desse tipo de animal. Ele costuma se abrigar em esgotos, entulhos, dentro de calçados e roupas. Para prevenir picadas desse bicho peçonhento, é preciso adotar hábitos simples, como verificar qualquer objeto antes de utilizá-lo e cuidar melhor da limpeza dos ambientes.

O infectologista do Hapvida, Fernando Chagas, orienta um cuidado especial com as crianças, pois a picada de escorpião nelas acaba sendo mais grave, podendo levar à morte em alguns casos. Ele recomenda verificar e sacudir roupas e sapatos antes de usar e olhar de forma minuciosa o local de brincadeira dos pequenos.

Entre os sintomas após a picada, o especialista destaca: dor no local e o surgimento de sensação de queimação, dormência ou coceira, diminuição ou aumento da temperatura corporal, náuseas, vômitos, arritmias cardíacas, agitação e até sonolência e confusão mental. Segundo ele, caso desconfie que a criança foi picada, o ideal é procurar de imediato atendimento médico.

O analista de sistemas Thiago Ramos tem dois filhos de 3 e 5 anos e mora no segundo andar de um prédio localizado no Bairro dos Estados, em João Pessoa. Ele foi surpreendido com dois escorpiões dentro do seu apartamento, inclusive um deles passeava no quarto das crianças. “Eu entrei em pânico. Tinha encontrado um escorpião no banheiro na toalha de rosto e uma semana depois, tinha outro passeando no quarto dos meus filhos”, relata.

Para acabar com o risco de aparecer mais escorpiões, Thiago adotou algumas medidas. Comprou ralos novos que abre e fecha e colocou soleiras nas portas. “Também fizemos uma super faxina na casa, arrastando todos os móveis, limpando gavetas e armários”, explica.

O Ministério da Saúde não recomenda o uso de produtos químicos como pesticidas para o controle de escorpiões. Estes produtos, além de não possuírem eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes. Outra recomendação é manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, foram contabilizados 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 125 mil registros. Em 2016, foram 91,7 mil notificações. Em relação às mortes, 115 óbitos foram registrados em 2016 e 88 em 2017.

Medidas para evitar acidentes:

– Usar luvas de couro para manipular entulho e material de construção;

– Não mexer em lixo ou entulho acumulado;

– Limpar terrenos baldios próximos à sua casa;

– Colocar telas nos ralos, pias e protetores nas portas;

– Evitar acúmulo de lixo;

– Olhar antes de calçar sapatos e botas;

– Evitar a presença de baratas em casa (alimento dos escorpiões);

– Não deixar grama alta ou mato.

– Evitar manipular escorpiões, e quando necessário, usar pinças e material adequado;

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Fonte: Assessoria

Moro iguala milícias a PCC e abre potencial conflito com o bolsonarismo

Sérgio Moro quer alterar 14 leis em vigor e mirar organizações criminosas, mas segue sem comentar a ligação de seu governo com milicianos e crimes de execução no Rio de Janeiro

↑ Proposta de Moro envolve os códigos penal, processual e eleitoral; o pacote cita nominalmente PCC, Comando Vermelho e milícias (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em zona de silêncio sobre ligação de seu governo com milicianos e crimes de execuçao no Rio de Janeiro, Sérgio Moro lança seu pacote de ministro da justiça. Ele quer alterar 14 leis em vigor e mirar organizações criminosas. A proposta de Moro envolve os códigos penal, processual e eleitoral (neste terceiro item, Moro quer a criminalização do caixa dois, ponto que aflige o Congresso). O pacote cita nominalmente PCC, Comando Vermelho e milícias, o quesito combate a organizações criminosas.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “esses grupos seriam oficialmente citados em lei como exemplos para que uma organização criminosa desse porte seja entendida em termos de estrutura e força econômica. Uma ideia, por exemplo, é a possibilidade do uso de agentes policiais disfarçados nessas organizações. O texto preparado pela equipe de Moro foi enviado à Casa Civil na última sexta-feira (1º) para ajustes finais e será apresentado nesta segunda a governadores e secretários de Segurança Pública. O ministro convocou a imprensa para uma entrevista coletiva após este encontro. Em breve, a proposta será enviada ao Congresso para tramitação.”

A matéria acrescenta: “o pacote de medidas é a grande aposta de Moro, que deixou a função de juiz federal (dirigiu a Lava Jato em Curitiba) para assumir o cargo de ministro de Jair Bolsonaro. ​No campo penal, o texto prevê, em linhas gerais, a execução provisória para condenados em segunda instância e o aumento da efetividade dos tribunais de júri, como a execução imediata da pena em casos de homicídios. As medidas a serem apresentadas visam também o endurecimento do cumprimento de penas e sua elevação para crimes ligados a armas de fogo. Inclui também legislação para permissão do uso do bem apreendido pelos órgãos de segurança pública.”

Moro soltou uma declaração protocolar, em meio a sua zona de silêncio diante dos escândalos do governo do qual faz parte: “o crime organizado alimenta a corrupção, que alimenta o crime violento. Boa parte dos homicídios está relacionada à disputa por tráfico de drogas ou dívida de drogas. Por outro lado, a corrupção esvazia os recursos públicos que são necessários para implementar políticas de segurança públicas efetivas”.

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Fonte: Brasil 247

Trabalhadores rurais bloqueiam rodovias alagoanas por terras de usinas falidas

Duas mil famílias estão acampadas nas terras das usinas Laginha e Guaxuma há 3 anos

↑ Bloqueios nas rodovias alagoanas duraram 6 horas (Foto: Divulgação)

Trabalhadores rurais do Movimento Via do Trabalho realizaram bloqueios em rodovias alagoanas no início da manhã desta segunda-feira (4). Eles reivindicam a presença de representantes do Governo do Estado, do Incra e do Tribunal de Justiça para negociar a situação das famílias acampadas nas terras das usinas Laginha e Guaxuma.

Segundo Marcos Marron, coordenador da Via do Trabalho, as famílias que estão acampadas nessas terras há mais de 3 anos tentando negociar, mas sem chegar a um consenso. Agora começaram a chegar ordens de despejo, e decidiram fazer o protesto.

“Estamos solicitando do Governo do Estado, do Iteral e do Tribunal de Justiça uma solução imediata! São mais de 2 mil famílias esperando uma resposta”, declarou.

Foram bloqueadas as rodovias AL 101 Sul, no trecho entre Coruripe e Jequiá da Praia, e BR 101, entre São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela. Chegaram a cogitar bloquear o trecho entre Branquinha e União dos Palmares, mas ainda não fizeram.

Após seis horas de bloqueio, ficou acordada uma reunião para a próxima sexta (08), com representação do Via do Trabalho, MST, TJ, Gabinete Civil, ITERAL e Massa Falida.

O Iteral informou que não havia ordem de despejo para aquelas terras, e sim uma convocatória para audiência de conciliação. “Existe um acordo firmado junto ao TJ, e semana passada ocorreu uma audiência no Iteral, onde o movimento solicitou a intermediação para retomada da negociação”, informou a coordenação jurídica.

Em uma publicação nas mídias sociais no dia 28 de janeiro, o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) divulgou que havia recebido a coordenação do Movimento Via do Trabalho (MVT). O encontro com a mesma pauta do protesto de hoje teria sido mediado pelo diretor presidente Jaime Silva, e contado com a presença do deputado federal Paulão e da secretária estadual da mulher e dos direitos humanos, Maria José da Silva.

“O Iteral fará a intermediação junto ao Tribunal de Justiça (TJ) para agendar uma audiência com o presidente Tutmés Airan e discutir sobre o acordo firmado com a Massa Falida da Laginha Industrial (Grupo João Lyra) para a aquisição de terras destinadas à reforma agrária no Estado de Alagoas”, dizia a publicação.

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Fonte: Tribuna Hoje / Emanuelle Vanderlei

Sexta, 01 Fevereiro 2019 17:45

A dor nossa de cada dia

A dor nossa de cada dia

 

 Por Ronaldo Correia de Brito

  
Numa das portas do meu guarda-roupa na Casa do Estudante, no Campus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, eu preguei uma foto em preto e branco, recortada de um jornal da cidade. A imagem havia sido registrada num campo de concentração nazista, talvez Auschwitz ou Treblinka, não lembro ao certo, o horror era o mesmo em todos os lugares de extermínio. Homens no último estágio de desnutrição, vestidos em uniformes listados, uma estrela de Davi ao peito, os crânios raspados, os ossos salientes, olhavam esbugalhados. Em torno, catres imundos, onde deviam proliferar insetos. Um dos homens esboçava sorriso doce, talvez o rictos da morte próxima.

Abaixo do retrato arrepiante, que levei comigo em várias mudanças até que se extraviou, escrevi: nunca permita, nunca pactue.

Eu não passava de um garoto de 19 anos, cheio de ideais socialistas, e sentimentos cristãos inculcados pela mãe e pela avó materna. Na nossa casa dos Inhamuns e do Cariri, todos entravam, falavam, choravam, comiam, levavam algum alimento ou roupa quando iam embora, recebiam atenção de minha mãe, que largava as tarefas domésticas para ouvir e consolar. Meu pai enchia a despensa da casa e mamãe esvaziava, dando aos mais necessitados.

A lembrança da imagem de Auschwitz (ou seria Treblinka?) me veio de uma foto enviada por um amigo, essa que reproduzo. O texto ilustrando não é meu. Mas amplio a dedicatória a todos os brasileiros, entre os quais me incluo. Onde foi parar o meu horror adolescente? O que tenho feito para impedir a proliferação desses campos de extermínio e abandono do povo brasileiro, de crianças e adolescentes? O que faço para não permitir tamanho horror, nem pactuar com ele? Abro as portas da minha casa como mamãe cristãmente fazia? Abro o meu coração?

É fácil comover-se com as tragédias ocorridas em outros lugares, ou noutros tempos. Dizemos: se eu estivesse lá, não permitiria que acontecesse. Se fosse comigo, seria bem diferente. Por que eles não reagem, são mais numerosos? Por que ficam tão passivos? Eu morreria lutando, mas não deixaria acontecer, afirmamos convictos.

Está acontecendo, acontece todos os dias, debaixo dos nossos olhos. A miséria rasteja ao nível do chão, da sarjeta, como as poças de lama que saltamos ou contornamos. Era assim com os judeus da Polônia, é assim com os pobres do Brasil. Ao nível do chão a miséria se torna mais miserável, tenta não ser visível para os que olham de pé, apenas à frente. Vejam a foto comovedora dessa criança. Quando a miséria não se oculta por ela mesma, na humildade de ser miséria, surgem os que tentam ocultá-la com tapumes.

Recebi imagens das nações indígenas com os apelos: estão invadindo nosso lar; precisamos da sua ajuda; lute por nós; mobilização nacional contra o genocídio indígena; apoie antes que seja tarde.

– Nunca pactue, nunca permita, escreveu o adolescente de 19 anos, na porta do seu guarda-roupa. O que faço para não permitir, nem pactuar?, me pergunta já velho de 67 anos, atônito com os descaminhos da nova política brasileira. E a resposta parece sempre a mesma: lutar, lutar, lutar com os recursos que estiverem ao alcance da mão e da voz. 

*Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor.

MP expede recomendação para Casal suspender cobranças de tarifas nos municípios do Sertão
Por: MP  
 
 Foto: Jean Souza

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), por meio das Promotorias de Justiça de Batalha, Cacimbinhas, Major Izidoro, Maravilha, Olho D´Água das Flores, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema e São José da Tapera, expediu recomendação para que a Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento do Estado de Alagoas (Casal) não cobre as tarifas de abastecimento dos municípios da Região da Bacia Leiteira do estado relativas aos meses de dezembro de 2018, janeiro e fevereiro de 2019. O documento foi emitido após denúncias de um grave desabastecimento nas cidades.

Ainda de acordo com o documento, foi alegado que a falta de água foi causada pela queima do conjunto de motobombas da estação de captação de Pão de Açúcar que integra o sistema coletivo da Unidade Bacia Leiteira. Sem o funcionamento do equipamento, que retira água do Rio São Francisco, os municípios de Batalha, Cacimbinhas, Major Izidoro, Maravilha, Olho D´Água das Flores, Santana do Ipanema de São José da Tapera, Belo Monte, Carneiros, Dois Riachos, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Monteirópolis, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira e também Pão de Açúcar, ficaram sem os serviços que deviam ser prestados pela Casal.

“A falta de abastecimento de água é fato grave, pois influência diretamente no cotidiano das pessoas para realização de necessidades básicas, além de ser um bem essencial à população, constituindo-se serviço público indispensável, subordinado ao princípio da continuidade de sua prestação. O que não vem ocorrendo nos municípios, onde é recorrente a suspensão do abastecimento desde o final de dezembro de 2018 e que, mesmo assim, a tarifa da prestação do serviço público está sendo coirada por intermédio das faturas”, diz um trecho da recomendação.

Para a expedição da recomendação, o Ministério Público considerou a Lei Estadual nº 2.49,1 de 19,62, que dispõe em seu artigo 9º de que o fornecimento de água deverá observar a quantidade, qualidade e regularidade, atendendo à política pública de saneamento. Além disso, o dispositivo legal autoriza a Casal a institui tarifas a ser cobrada mediante a prestação dos serviços de abastecimento de água.

“A norma vem sendo desobedecida, já que a cobrança deve ser mediante o fornecimento dos serviços de abastecimento com eficiência e continuidade, o que não está acontecendo nesta situação. Por isso, expedimos a recomendação para que não seja cobrado um serviço não prestado”, afirmam os promotores.

A recomendação foi assinada conjuntamente pelos promotores Martha Bueno, da Promotoria de Justiça de Pão de Açúcar; Fábio Bastos Nunes, da Promotoria de Justiça de São José da Tapera; Luiz Alberto de Holanda Paes Pinto; da Promotoria de Justiça de Maravilha; Guilherme Diamantaras de Figueiredo, da Promotoria de Justiça de Major Izidoro; Denis Guimarães de Oliveira, titular na 1ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema; Marcus Vinicius Batista Rodrigues Junior, da Promotoria de Justiça de Batalha.

 

 

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