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Grupo de Maculelê de Santana do Ipanema de apresenta na Serra da Barriga no Dia da Consciência Negra

CULTURA

Por José Malta Fontes Neto-Jornalista MTE/AL 1740  0

Momento da Apresentação do Maculelê na Serra da Barriga

Um grupo de Maculelê formado por integrantes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV, mantido pela Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social se apresentou na última quarta-feira (20), Dia da Consciência Negra, na Serra da Barriga no município de União dos Palmares.

A visita dos santanenses, remanescentes de quilombolas, à Serra da Barriga contou com total apoio do prefeito Isnaldo Bulhões, como também da secretária municipal do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social Maria Verônica de Araújo.

A equipe de apoio aos integrantes do grupo foi formada por Rosângela (Apoio do núcleo do SCFV do Baixio do Tamanduá), Luiz Antônio (professor de Capoeira e Maculelê), José Malta e Marcos Antônio (facilitadores do CRAS). Também uma integrante da comunidade, mãe de alunos deu apoio .

Acompanharam a caravana os integrantes da Alumiar – Cia de Arte e Cultura poeta, teatrólogo Silvano Gabriel Pereira de Barros dos Santos e Daniel Soares de Melo.

O GRUPO DE Santana do Ipanema bem representou o município, chamando atenção da grande massa que visitou a Serra da Barriga. Os responsáveis concederam entrevistas para as rádios presentes, inclusive uma de âmbito nacional. Muitas pessoas pediram registros fotográficos com os meninos.

O Maculelê do Baixio do Tamanduá fez uma bela apresentação no palco principal da solenidade em honra a Zumbi dos Palmares, fechando com chave de ouro a parte formal da festa que contou com a presença do prefeito de União dos Palmares e do vice-governador do Estado de Alagoas e governador em exercício Luciano Barbosa.
 

No palco principal o grupo fez uma bela apresentação, encerrando o momento formal da solenidade.


Após a apresentação aconteceu uma visita aos principais pontos do antigo Quilombo dos Palmares, ponto de grande referência histórica de lutas pelo feito heroico do Zumbi dos Palmares.

Numa das visitas, próximo ao lago sagrado, onde a história diz que Zumbi morreu, integrantes do grupo de Santana do Ipanema participaram de uma roda de Capoeira.

 

Perícia aponta cocaína na bebida ingerida por alagoano e moradores de rua mortos em Barueri

Foto: Reprodução/SBTRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueLuiz Pereira da Silva, de 49 anos, natural de Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas

Um laudo produzido pelo Instituto de Criminalística da Polícia Científica apontou, nesta sexta-feira (22), a existência de cocaína dentro da bebida que matou um alagoano e mais três moradores de rua em Barueri, na Grande São Paulo.

O grupo tomou a bebida e passou mal na manhã de sábado (16). Na ocasião, quatro pessoas que viviam sem situação de rua morreram. O alagoano, natural de Palmeira dos Índios, Luiz Pereira da Silva, de 49 anos, Edson Sampaio, de 40 anos, Marlon Alves Gonçalves, de 39 e Denis da Silva, cuja idade não foi divulgada.

De acordo com o delegado titular da delegacia de Barueri, Anderson Giampaolli, o trajeto feito pelos moradores de rua que ingeriram a bebida foi refeito, a fim de apurar se a versão do suspeito condizia com os fatos.

Ainda segundo Giampaolli, o laudo apontou que foram encontradas doses cavalares de cocaína, além de alto etílico, que não é álcool de usado para limpeza.  

“Segundo o IC foi encontrado 51 mg [de cocaína] por mililitro de álcool. É mortal, porque a literatura médica afirma que um ser humano comum, adulto, que não seja viciado, a dose letal seria de 1,2 g. Se dividirmos o que sobrou da bebida e calculando o que foi ingerido daria 1,5 g de cocaína. O álcool potencializa o efeito", disse o delegado.

De acordo com a Prefeitura de Barueri, outras quatro pessoas passaram mal, sendo encaminhadas ao hospital da cidade. Na quarta-feira (20), as vítimas receberam alta médica. São elas: Renilton Ribeiro Freitas, Silvia Helena Euripes, Sidnei Ferreira de Araújo Leme e Paulo Cezar Pedro.

Um quinto sobrevivente, o paciente Vinicius de Salles Cardoso, de 31 anos, recebeu alta médica na terça-feira (19) e teve a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça. Segundo a polícia, em duas versões distintas, Cardoso, que já está preso, apresentou incoerências na forma como ele conseguiu a garrafa com o líquido que foi entregue a um grupo e acabou com a morte de quatro pessoas.

Segundo familiares, Luiz Pereira deixou Alagoas na década de 90 em busca de emprego e sempre teve envolvimento com bebidas.

 

Crescimento do PIB alagoano reflete solidez fiscal e atração de investimentos pelo Estado

Celeridade na abertura de novos negócios e concessão de benefícios fiscais e locacionais são alguns dos incentivos concedidos pelo Governo de Alagoas

↑ Alagoas é o estado que mais cresce no Nordeste e o oitavo no ranking nacional de acordo com a última pesquisa do IBGE (Foto: Kaio Fragoso / Agência Alagoas)

Alagoas é o estado que mais cresce no Nordeste e o oitavo no ranking nacional de acordo com a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em um ano, o crescimento do estado triplicou, levando o Produto Interno Bruto (PIB) a ultrapassar a média nacional. Especialistas apontam a ascensão econômica como reflexo de uma série de fatores que atuam em conjunto, como atração de novas empresas, celeridade na abertura de novos negócios e concessão de benefícios fiscais e locacionais.

Essas e outras vantagens estão sendo possíveis graças a implantação do Programa de Desenvolvimento Integrado de Alagoas (Prodesin), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Prodetur), que beneficia, também, o segmento hoteleiro, através da abertura de novos hotéis, e o setor de aviação, com a redução de ICMS e a ampliação da malha aérea.

“Este é um crescimento muito significativo e mostra que o trabalho realizado pelo governo em diversas áreas vem dando resultado. Trabalhamos pensando na melhoria do ambiente de negócios, o estado tem mantido altos índices de investimentos em infraestrutura, temos hoje a melhor malha viária do Brasil, uma excelente nota de classificação de risco e, primordialmente, excelentes índices em Segurança Pública. Esse conjunto de fatores posicionam Alagoas entre os estados mais atrativos do Brasil para fazer negócios”, salienta o secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

Segundo dados do IBGE, Alagoas superou a média de crescimento do Brasil (1,3%), chegando ao balanço positivo de 3,3%. Em 2016, Alagoas apresentou uma leve recuperação, com o índice de crescimento de 0,8% em relação a 2015. Já no comparativo entre 2016 e 2017, os números apresentam um avanço de 312,5%, triplicando o número em crescimento de um ano para o outro.

O índice positivo de 3,3% ultrapassa os resultados de estados como Pernambuco (2,1%) e Ceará (1,5%), posicionando Alagoas em 8º lugar no ranking nacional. Rio Grande do Norte (0,5%) Bahia (0,0%), Paraíba (-0,1%) e Sergipe (-1,1%) também aparecem abaixo do estado. Na região, apenas o Piauí, com (7,7%), ficou à frente de Alagoas.

O PIB é resultado de um balanço que soma todos os bens e serviços produzidos nos setores de agropecuária, indústria e serviços, medindo a evolução da economia de forma geral.

Em Alagoas, o cenário de solidez fiscal proporcionado por medidas do Governo do Estado contribui significativamente para os resultados.

O economista Cícero Péricles explica que essas notícias confirmam um período de recuperação econômica, já que houve uma queda do PIB de Alagoas em 2015. “Parece que temos uma leve melhoria na safra de cana e manutenção do desempenho de setores como o comércio e serviços. Uma boa notícia é a situação financeira do Estado de Alagoas, que sinaliza um quadro de estabilidade administrativa que permite gerar condições para atrair novos investimentos”, expõe Péricles.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto: Letícia Cardoso

Ações do Vereador Mário Siqueira no mês de novembro

Um mês de novembro bastante movimentado

 Assessoria com Redação

 

         O Vereador Presidente da Câmara de Vereadores de Santana do Ipanema, acompanhou diversas ações e eventos da municipalidade neste mês de novembro do corrente ano. Abrindo o calendário do 11º mês do ano, abraçou a causa da “Campanha Novembro Azul”, de prevenção e enfrentamento do Câncer de Próstata, campanha essa que é desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde de todo o país. O vereador também participou de inaugurações envolvendo a comunidade e Clubes de Serviços, a exemplo da “Praça Lions Clube” uma justa homenagem que os membros desse Clube de Serviços, que tem prestado relevantes ações sociais a nossa cidade e região.

       Na segunda semana de novembro, o parlamentar teve a grata satisfação de anunciar junto ao Poder Executivo e comunidade em geral, o termino das obras da Lavanderia Pública do bairro São José (COHAB VELHA), que foi um reclame da população e uma reivindicação que levou ao prefeito Isnaldo Bulhões, que prontamente o atendeu.

      Além das ações acima citadas o parlamentar tem visitado amigos e correligionários, ouvindo as suas reivindicações e tem intensificado as suas visitas que seja na zona urbana ou rural, fazendo da sua titularidade de presidente da Câmara de Vereadores, ao qual lhe foi conferida pelo voto dos seus pares um mandato de discussões abertas e democráticas para assim, atender os anseios de toda a sociedade santanense.

Canal do Sertão Alagoano recebe mais R$ 18,9 milhões da UniãoNeste ano, o Governo Federal já investiu R$ 84,1 milhões no maior empreendimento de infraestrutura hídrica do estado.

Canal do Sertão (Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

O Canal do Sertão Alagoano recebeu um novo aporte de recursos do Governo Federal. Foram R$ 18,9 milhões repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para assegurar a execução dos serviços no maior empreendimento hídrico do estado.  Ao todo, já foram destinados R$ 84,1 milhões ao projeto em 2019.

O empreendimento é um sistema adutor com captação no reservatório da usina hidrelétrica Moxotó, no Rio São Francisco, e vazão total de 32m³/s. Com início no município de Delmiro Gouveia, a estrutura segue até a cidade de Arapiraca e atenderá mais de um milhão de moradores em 42 municípios alagoanos.

 

Os serviços em execução abrangem 123,4 km (trechos I a IV), incluindo obras de eletrificação e comportas, além de outras etapas associadas ao projeto de interligação das Adutoras do Alto Sertão (PIAAS) e Bacia Leiteira. Cerca de 180 mil pessoas serão atendidas. Os Trechos I, II e III do Canal do Sertão Alagoano foram concluídos e abastecem 200 mil habitantes. O Trecho IV está com 78,7% de avanço físico.

Por Assessoria / MDR

Quinta, 14 Novembro 2019 11:41

Candidatos do PSOL são condenados

Candidatos do PSOL são condenados

↑ Gustavo Pessoa também tenta resolver a sua situação após ser condenado a devolver R$ 62 mil ao TRE (Foto: Sandro Lima/arquivo)

OTribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas está concluindo os julgamentos dos processos referentes às eleições de 2018, entre eles as prestações de contas de candidatos e partidos. E foi sobre isso que o PSOL ganhou destaque nos últimos dias. Quase a totalidade dos candidatos do partido em 2018 foram condenados por não apresentarem suas contas eleitorais dentro do prazo legal e foram condenados a restituir os recursos que receberam. Ainda cabe recurso dessas decisões.

Os condenados ficam impossibilitados de se candidatarem pelo tempo dos mandatos que disputaram em 2018. No caso de nomes que tentaram o Senado, o impedimento é de oito anos.

À Tribuna, Gustavo Pessoa, presidente estadual do PSOL, responsabiliza um escritório de contabilidade contratado pelo partido pela falha junto ao TRE e alguns candidatos da legenda que foram omissos nas prestações de conta. Vinte e um candidatos não apresentaram suas contas e seis o fizeram fora do prazo.

“Contratamos um escritório contábil que foi inábil na prestação de contas, prejudicando alguns candidatos. Agora, alguns candidatos não prestaram suas contas no tempo correto e a legislação eleitoral é muito clara em relação a isso, de que a prestação de contas é um ato individual de cada candidato. Tanto é assim, que é ele quem deve levar sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. Portanto, não é um problema do PSOL, do partido, e sim individual do candidato que conhecia, ou deveria, os prazos”, diz Gustavo Pessoa que também foi condenado pelo TRE a devolver R$ 62 mil.

Entretanto, a legenda deve acionar o escritório contábil por negligência e, segundo o presidente do PSOL em Alagoas, advogados foram contratados para assessorar todos os candidatos do partido em 2018 com problemas na Justiça Eleitoral por causa da prestação de contas.

“A despeito disso, o escritório contábil foi negligente em relação à prestação de contas de alguns candidatos e estamos estudando que medidas iremos tomar para responsabilizar quem, efetivamente, precisa ser responsabilizado. Os candidatos prejudicados por omissão pessoal devem buscar solucionar seus problemas, em que pese o fato de o partido colocar à disposição deles um escritório jurídico. Mesmo entendendo que em alguns casos, a responsabilidade é individual dos candidatos”, afirma Gustavo Pessoa.

Falta entendimento da burocracia eleitoral, diz advogado

 

Casos como o do PSOL ocorrem com mais frequência do que muita gente pensa. Quem afirma é Gustavo Ferreira, advogado especialista em Direito Eleitoral. Para ele, ainda falta aos partidos e candidatos melhor entendimento de como funciona a burocracia eleitoral do país.

Gustavo Ferreira diz que os candidatos precisam estar mais atentos (Foto: Adailson Calheiros)

“Falta de entendimento de como funciona a burocracia eleitoral. Partidos e candidatos têm, cada dia mais, ser exercido de forma profissional. Com corpo jurídico e contábil para assessorar os candidatos. Sem isso, se pode até ganhar a eleição, mas perder o mandato depois porque não conseguiu comprovar as questões dentro da lei. As campanhas, cada dia mais, se profissionalizam mais”, diz o advogado eleitoral.

Na avaliação de Gustavo Ferreira, mesmo que legalmente a responsabilidade da prestação de contas seja dos candidatos, é preciso que os partidos atuem junto a eles para garantir essa exigência da legislação eleitoral.

“O candidato deve ficar em cima e garantir a documentação que se pede, e o partido deve oferecer esse acompanhamento aos candidatos”, diz. “Mas tem partido que não faz isso e tem candidato que não dá muita bola para essas questões. Os partidos oferecem as orientações e serviços de contador para o suporte; os candidatos remetem suas documentações a esses profissionais. O caminho ideal é essa via de mão dupla”, completa o advogado.

De acordo com Gustavo Ferreira, muitas das vezes os candidatos prestam contas com documentos faltando e isso acaba por ser considerado como não prestação. Ele também ressalta que os partidos, nesses casos, não podem ser responsabilizados por falhas dos candidatos.

“Os partidos só podem ser responsabilizados se se comprovar que as legendas cometeram algum ilícito. O TRE de Alagoas costuma fazer isso, mas há uma resolução do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] em que diz que os partidos só podem responder em caso de ação específica contra eles”, explica.

Sobre a devolução de recursos, o advogado destaca que mesmo os de origem privada podem ter de ser restituído.

“Mesmo recursos de origem privada podem ter de ser ‘devolvidos’ à União. Se se souber o doador, no caso, se devolve a ele. Se não, à União”, comenta Gustavo Ferreira.

LEI

O artigo 28 da Lei nº 9.504/97, a chamada Lei Eleitoral, disciplina a quem cabe a responsabilidade da prestação de contas. No caso dos candidatos proporcionais, os próprios.

“No caso dos candidatos às eleições proporcionais, de acordo com os modelos constantes do anexo desta lei”, diz o inciso II do Artigo 28.

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Fonte: Tribuna Independente

IMA e Ufal coletam amostras na costa de AL para avaliar qualidade das praias e do pescado

Trabalho teve início nesta quarta-feira (13), continua na quinta-feira (14), com coletas de amostras de água, óleo, solo e peixes para análises

↑ IMA contratou o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) para proceder com as análises desses pontos (Foto: Ascom IMA/AL)

Coletas de amostras de água, solo, óleo e peixe começaram a ser feitas, em 10 pontos na costa alagoana, nessa quarta-feira (13), por técnicos do Instituto do Meio Ambiente e pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o trabalho continua na quinta-feira (14).

De modo paralelo o Instituto está mandando amostras de outros oito pontos para análise em um laboratório particular. Segundo informações de Cláudio Costa Filho, gerente de Laboratório do IMA, o órgão estadual contratou o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) para proceder com as análises desses pontos. O prazo para o resultado é de cinco dias úteis.

Dos 10 pontos onde as equipes do IMA e da Ufal realizam as coletas, o gerente explica que cinco foram feitas, nessa quarta-feira (13), no litoral norte e, no dia seguinte, será a vez de mais cinco pontos no litoral sul.

No laboratório do IMA serão analisados PH, Salinidade e a presença da bactéria Escherichia coli, com resultados previstos para cinco dias. As amostras de água, óleo, solo e peixe coletadas pelas equipes da Ufal têm um prazo de 10 dias para divulgação dos resultados preliminares.

A ação conjunta faz parte dos esforços empreendidos pelo Estado no sentido de aproveitar a disponibilidade dos pesquisadores para garantir as condições de uso das praias e dos pescados.

Outro passo importante que foi dado, nesse sentido, foi a viabilização de recursos financeiros, na ordem de R$ 200 mil, por parte do Governo do Estado, para pesquisas voltadas à investigação, tratamento e destinação do óleo coletado; monitoramento da qualidade da água e do pescado; monitoramento da fauna nas faixas de praia e recifes; além de aspectos socioeconômicos.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto: Clarice Maia

Quarta, 06 Novembro 2019 18:25

André Araújo: Existe inflação virtuosa?

André Araújo: Existe inflação virtuosa?

 
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Inflação e deflação são fenômenos monetários neutros, podem ser bons ou maus, conforme as circunstâncias.? Por vezes um processo inflacionário é requisito para tirar um Pais da depressão.? É o que o Banco do Japão tentou desesperadamente quando enfrentava um perigo muito maior que a inflação, a DEFLAÇÃO, processo de paralisia da economia que é acompanhada de desemprego, estagnação, concentração de renda, crise política e social.

A inflação tem métodos de enfrentamento bem conhecidos a partir do Plano Schacht de 1923, no qual foi baseado o Plano Real, uma cópia do plano alemão.

Mas a deflação é muito mais difícil de curar e suas consequências muito piores que a inflação. Um País pode conviver com uma inflação controlada por certo período, como o Brasil conseguiu entre 1950 e 1980, com um alto crescimento econômico e praticamente sem desemprego, novas fabricas a cada mês, um País próspero e com clima de otimismo econômico. MAS é preciso um eficiente comando da economia para guiar o processo. A perda desse controle leva ? hiperinflação, que é ineficiente e anula as vantagens anteriores. Foi o que aconteceu no Brasil na segunda metade da década de 80.

Um período inflacionário é uma ferramenta para um objetivo maior, o CRESCIMENTO, mas deve ter duração no tempo. Os Estados Unidos são peritos nesse processo, souberam conviver com ciclos alternados de inflação e contração, já tiveram taxa básica de juros de 20% (Abril de 1984) para frear inflação, um DÓLAR de 1945 vale hoje 14,20 dólares, uma inflação de 1.319%, eles convivem com inflação e choques monetários, como o abandono do lastro ouro, sem traumas.

MITOS DA INFLAÇÃO

  1. A INFLAÇÃO PREJUDICA OS MAIS POBRES – Mito comumente divulgado por “economistas de mercado” e seus porta vozes na mídia econômica (especialmente Miriam Leitão) é uma INVERDADE. Os pobres são muito mais inteligentes do que esses proclamados gênios neoliberais imaginam e sabem perfeitamente se defender da inflação através de imediata aplicação de seu salário na “compra do mês” no dia em que tem dinheiro disponível, o que sobra vai para compra de material de construção, geladeira, fogão, TVs. Pobres não guardam dinheiro que desvaloriza embaixo do colchão. A imensa maioria dos operários nas décadas prosperas de 1950 a 1980 compraram seus lotes na periferia e construíram suas casas em sistema de mutirão em tempos de inflação.
  2. A INFLAÇÃO DESORGANIZA A ECONOMIA – Não há economia mais desorganizada do que a ATUAL economia brasileira que, a pretexto de colocar inflação na meta, mantém 1/3 da população economicamente ativa desempregada, subempregada, desalentada ou vivendo de bicos. Organização da economia não é apenas a do Banco Central, é muito mais a da população rumo ? miséria sem nenhuma perspectiva de futuro, especialmente os jovens, é? a maxi-desorganização, aquela que não sai no Boletim FOCUS mas que significa o caos pela falta de projetos, de agenda, de plano econômico real.
  3. RISCO DE INFLAÇÃO NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE INFLAÇÃO – O Banco do Japão fez de tudo para provocar inflação e não conseguiu. Injetou monumentais quantidades de dinheiro na economia produtiva comprando bônus, debentures e ações de empresas industriais japonesas, tem ações de mais de 400 companhias e a inflação não veio. Se o Banco Central brasileiro injetar R$2 trilhões da economia no espaço de 4 anos é possível que não aconteça nenhuma inflação, dada a capacidade ociosa no emprego e nos ativos produtivos já existentes, MAS é preciso correr o risco de inflação ABOLINDO essa absurda tolice de meta de inflação, que não existe no Japão. Para um país em recessão há 5 anos, a meta deve ser o CRESCIMENTO, como tem o Banco Central da China. Inflação é um dado, NÃO é um objetivo de política econômica, que deve ser? a prosperidade para toda a população.
  4. ESTABILIDADE NÃO É UM FIM, É UM MEIO – Na atual recessão que já dura cinco anos, até sólidos “economistas de mercado” estão propondo que o Banco Central reduza a taxa Selic mas de suas catacumbas vem a resposta: Não vamos reduzir porque precisamos “manter a credibilidade”. MANTER PARA QUEM? Quem deve acreditar no que?

CREDIBILIDADE NÃO É UM OBJETIVO, é uma ferramenta para se chegar a algo concreto, por exemplo, crescimento. Manter a credibilidade para os especuladores do “carry over”?? Para os que pretendem aplicar na economia produtiva não há credibilidade para investir em um clima de recessão permanente. Essa “credibilidade” de opereta é uma desculpa do Banco Central para a preguiça, não fazer nada, ficar parado.

O Banco Popular da China, que é o banco central chinês, tem pouca credibilidade para os especuladores de Nova York porque manipula o câmbio com objetivos nacionais de comércio exterior, dá rasteiras no mercado, MAS puxa o crescimento chinês com uma constância impressionante.

Uma das armas de um banco central é a capacidade de SURPRRENDER O MERCADO guardando suas cartas para manter o controle da moeda.

A previsibilidade de um banco central é defeito e não virtude, permite aos especuladores não correr riscos, o que opera contra o País.

Mas se o BC do Brasil investiu tanto na CREDIBILIDADE, qual a vantagem auferida por essa performance nos últimos cinco anos? A resposta é ZERO.

A tal CREDIBILIDADE não resultou em nada de vantagem para o Brasil. Não atraiu investimentos em capacidade produtiva ou infraestrutura, que é o que o Brasil precisa. Investimento em renda fixa ou em compra de empresas não agrega PIB novo, pode até ter efeito contrário. Quando uma multinacional compra uma empresa brasileira, o antigo dono geralmente aplica o valor da venda no exterior, o investimento entra por uma porta e sai por outra mas agora aumenta a base de capital estrangeiro no País para efeito de remessa futura de lucro, fica pior que antes, o País perde e nada ganha.

UM BANCO CENTRAL A SERVIÇO DO ESTRANGEIRO

O Banco Central do Brasil a partir de sua captura pelo “mercado” em 1994 não produziu mais resultados para o Brasil, opera em função de Nova York.

A partir de 1994 o comando do Banco Central é preenchido por indicados pelo mercado com nomes criados no mercado e sem nenhum compromisso com o País. Os compromissos são com o mercado de onde vem e para onde voltam, não entra nenhum economista sem vinculação com o mercado.

Esse é, a meu ver, o MAIOR BLOQUEIO PARA O CRESCIMENTO DO PAÍS. Ou se muda a cultura dessa Instituição ou se a extingue, incorporando ao Banco do Brasil, de onde saiu em 1966. As funções de autoridade monetária eram até então exercidas pelo BANCO DO BRASIL através da SUMOC – Superintendência da Moeda e do Crédito, a serviço do País e não dos “mercados”, um histórico de sucesso e não um rosário de fracassos que é a tragédia do BC brasileiro.

*André Araújo: Advoandre-araujogado formado pelo Mackenzie, dirigente sindical patronal por 16 anos como diretor tesoureiro do Sindicato Nac. da Indústria Eletroeletrônica-SINAEES e da ABINEE-Assoc. Bras. da Ind. Eletroeletrônica, presidente da EMPLASA – estatal do Estado de São Paulo, diretor financeiro da PRODAM – estatal da Prefeitura de S.Paulo, membro do Conselho de Administração da CEMIG-Cia. Energética de Minas Gerais.

Extrema pobreza bate recorde e já atinge 13,5 milhões de brasileiros

 

A extrema pobreza continua a bater recorde no País. Segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira (6) pelo IBGE, 13,5 milhões de brasileiros viviam, em 2018, com menos de R$ 145 por mês. O número é o maior da série histórica, iniciada em 2012. A crise econômica e o golpe de 2016 estão por trás do fenômeno. Entre 2014 e 2018, nada menos que 4,5 milhões de brasileiros empobreceram ainda mais e passaram a integrar essa parcela da população em situação miserável.

   
 “Em 2018, tínhamos na extrema pobreza o equivalente a mais que as populações de países como Portugal, Grécia e Bolívia”, destacou o pesquisador Leonardo Queiroz Athias, analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE. O rendimento médio dessas pessoas foi de R$ 69 por mês – bem abaixo do padrão definido pelo Banco Mundial para estabelecer o recorte de pobreza. Pelos critérios da instituição, são considerados extremamente pobres aqueles que vivem com até com até US$ 1,90 por dia – o equivalente a cerca de R$ 145 por mês.

O número de pobres, que vivem com menos de US$ 5,50 por dia, pelos critérios do Banco Mundial, diminuiu em 1 milhão de brasileiros. Porém, as famílias em situação de pobreza ficaram mais pobres – e, por isso, o número de miseráveis aumentou. Em 2014, 4,5% da população estavam na extrema pobreza. No ano passado, eram 6,5%.

Os dados permitem traçar um perfil da extrema pobreza do país: majoritariamente composta por pretos e pardos (75%), com idade até 59 anos (96%) e sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto (60%). Segundo Leonardo Athias, 13,6% dos brasileiros em situação miserável possuíam alguma ocupação em 2018. Só que muitos desses vínculos eram informais, com remunerações baixas. Em 2018, dois em cada cinco trabalhadores estavam nessas condições.

A linha de pobreza, conforme Athias, abrange “pessoas que não estão sujeitas a entrar no mercado de trabalho – são pessoas que estão mais fora”. Entre 2017 e 2018, apesar da massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita ter aumentado – de R$ 264,9 bilhões para R$ 277,7 bilhões –, o crescimento não foi registrado em todas as faixas da renda. Enquanto os 10% mais pobres acumularam o quarto ano de queda nos rendimentos, os 10% mais ricos registraram ganho.

Segundo projeções feitas pelo IBGE, para que essas pessoas em extrema vulnerabilidade subam uma faixa de renda – ou seja, passem à faixa de pobreza –, é necessário um investimento adicional de R$ 1 bilhão mensalmente ou de R$ 76 por pessoa por mês. É um cálculo aproximado, pois considera a alocação de recursos, sem custos operacionais e sem eventuais efeitos inflacionários desse investimento.

De acordo com Athias, o Bolsa Família – que, em média, garante R$ 89 mensais por pessoa – não é suficiente para tirar o beneficiário da estatística de extrema pobreza estipulada pelo Banco Mundial. Desde 2015, a instituição mundial utiliza como padrão R$ 145 mensais. O valor foi estipulado nos marcos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, do qual o Brasil é signatário. “Quando ele (Bolsa Família) foi pensado lá atrás, era próximo da linha de extrema pobreza global. Mas não foi atualizado e criou esse gap (diferença) de 89 para 145 reais”, disse Athias.

Para fins do programa de redistribuição de renda brasileiro, por exemplo, são extremamente pobres os que vivem com menos de R$ 3 ao dia, o que resulta em um rendimento mensal de R$ 90. “O principal programa (Bolsa Família) tem uma linha de R$ 89, quando a linha de pobreza global é de R$145. Mesmo recebendo o Bolsa Família, ele vai estar nessa linha de pobreza”, afirma o analista do IBGE.

Neste ano, o orçamento do Bolsa Família é de R$ 29,4 bilhões. Em 2020, o governo reservou R$ 30 bilhões para o programa. O total destinado não prevê um reajuste no valor do benefício. Segundo dados da Pnad Contínua – que embasam o levantamento do IBGE –, a parcela dos lares atendidos pelo Bolsa Família diminuiu. Passou de 14,9% em 2014 para 13,7% no ano passado.

O aperto na concessão do benefício veio junto com a queda de 14,3% da renda dessas famílias. O ganho per capita passou de R$ 398 para R$ 341. Entre os domicílios onde não há pessoas recebendo o auxílio, a queda no mesmo período (de 2014 a 2018) foi muito menos intensa – de 1,4%.

Para o analista do IBGE, o retrato brasileiro só será melhorado caso haja uma melhora do mercado de trabalho e a implantação de programas de redistribuição de renda. “As facilidades de acessar um programa de erradicação da pobreza, a possibilidade de entrar com um pedido de aposentadoria – todo esse tipo de ações tem influência no recebimento de algum rendimento. Se você não tem acesso ao rendimento, não vai conseguir passar nesse critério de pobreza”, destaca Athias.

O aumento da extrema pobreza no País nos últimos anos está diretamente ligado à recessão no biênio 2015/2016 – que provocou demissões em massa – e também ao golpe de 2016. Com os governos Temer e Bolsonaro, houve cortes em políticas sociais, desmonte da legislação trabalhista e aumento da precarização do emprego.

Assim, a crise “puxou a pobreza”, avalia o gerente do IBGE André Simões. “Para superar isso, tem que haver políticas de combate à pobreza, medidas de estímulo ao mercado de trabalho, políticas distributivas para proteger as populações mais vulneráveis desses ciclos econômicas e estimular cada vez mais a educação.”

Ao longo das últimas gerações – e sobretudo nos governos Lula e Dilma –, houve um aumento considerável no nível de instrução da população brasileira. Mesmo assim o País está distante do patamar internacional, conforme a pesquisa do IBGE. Em 2017, 49% dos brasileiros com idade entre 25 e 64 anos não tinham concluído o ensino médio – mais que o dobro da média dos países da OCDE (21,8%).

O Brasil aparece à frente de países como México, Turquia, Costa Rica e Portugal – mas atrás de diversos outros como Colômbia, Argentina, Chile, África do Sul e a maioria dos europeus, além de Nova Zelândia, Austrália e Japão. “O aumento da escolaridade se deu de forma mais rápida nas gerações mais novas, que se beneficiaram do processo recente de expansão da educação básica e do ensino superior. Mas, mesmo assim, está abaixo da média da América Latina”, disse a pesquisadora do IBGE Betina Fresneda.

No Brasil, apenas 19,7% das pessoas com idade entre 25 e 34 anos tinham ensino superior completo em 2017. Já a média da OCDE era de 36,7%, segundo o IBGE. Além disso, o Brasil tinha em 2015 uma das maiores taxas de analfabetismo da América Latina – de 8% das pessoas com 15 anos ou mais. Esse percentual é igual ao da República Dominicana e menor apenas que El Salvador, Honduras e Guatemala. Por outro lado, a taxa de analfabetismo no mesmo ano era de 0,2% em Cuba, 0,8% na Argentina, 1,5% no Uruguai e 3,4% na Venezuela.

Da Redação, com agências

Bienal de AL: três gerações de escritoras lançam livros no estande do SWA Instituto

Três escritoras da família Nobre lançaram livros no estande do SWA Instituto (Foto: Kalyne Malta / Portal Maltanet)

Algo muito especial para Santana do Ipanema aconteceu na noite deste sábado (02) na 9ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Foram lançadas três obras de três gerações de escritoras com origem no sertão Alagoano, dois do gênero literatura infantil e um com a temática de Fake News.

 

A escritora Lúcia Nobre lançou o livro SUMIU, sua filha Kássia Nobre lançou A REDE DE INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA NA ERA DAS FAKE NEWS e Suzana Nobre VIDA DE URSINHO.

Veja matéria completa e fotos no site do SWA Instituto

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