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Coronavírus fará atores perderem mordomias na TV Globo

Para evitar aglomerações, os artistas terão que levar marmita e se maquiar sozinhos

↑ Foto: Divulgação

Com o retorno das gravações das novelas para o dia 27 de julho, os atores da Globo perderão uma série de mordomias – principalmente os mais famosos da emissora. As informações são do colunista Fefito, do Uol.

Entre os confortos que os atores perderiam, está o auxílio de figurinistas para vestir a roupa que usará em cena, o fim do refeitório (agora é na marmita) e o cancelamento da área de cafezinho (menos fofoca para evitar aglomeração).

No caso da maquiagem, as mais simples serão feitas diretamente pelos atores, os profissionais só serão utilizados em questões mais complexas. Outro luxo cortado será o uso dos carrinhos para transitar no Projac, o equipamento só poderá ser utilizado em casos específicos.

A previsão é que apenas Amor de Mãe e Salve-se Quem Puder retornem às gravações.

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Fonte: Televisão/Metrópoles / Luiz Prisco

 
 
 

Ameaçadas de despejo, famílias acampadas fazem doação de alimentos em Alagoas

Ação de solidariedade acontece nesta terça-feira e denuncia a ameaça de despejo em Atalaia

↑ Foto: Reprodução

As mais de 150 famílias do acampamento Marielle Vive, em Atalaia, Zona da Mata de Alagoas, realizam hoje (30) uma ação de solidariedade na região. Em denúncia à ameaça de despejo de quem vive a área, os camponeses e camponesas devem doar uma série de alimentos produzidos no acampamento para as famílias do município.

O acampamento Marielle Vive tem sofrido uma série de ameaças por parte de supostos arrendatários da Fazenda Santa Tereza, pertencente ao empresário e ex-deputado federal João Lyra (PSD), que já teve falência decretada e contabiliza uma dívida de R$ 2,1 bilhões a credores, governo federal, estadual e a ex-funcionários.

A ordem de despejo que preocupa as famílias acampadas vem no período de pandemia, que fragiliza ainda mais a vida dos agricultores e agricultoras que vivem no acampamento e ameaça a destruição das roças produzidas pelo acampamento no último período.

A ação de solidariedade que ocorre essa manhã tem como objetivo dialogar com a sociedade sobre a ameaça que as famílias estão sofrendo com a ordem de despejo, mas também de apresentar concretamente os frutos da luta pela terra a partir da produção de alimentos.

Grande parte das 150 famílias acampadas são antigos trabalhadores e trabalhadoras da Usina do Grupo João Lyra, que já foi considerado um dos deputados federais mais ricos do país, no comando de cinco usinas de cana-de-açúcar em Alagoas e em Minas Gerais. Hoje, João Lyra conta com quase 300 ações judiciais que, em sua maioria, são frutos de ações trabalhistas.

Ameaças permanentes

No dia 28 de maio as famílias acampadas registraram Boletim de Ocorrência em denúncia às ameaças que estavam sofrendo por supostos arrendatários da Fazenda. De acordo com os acampados e acampadas, parte das lavouras do acampamento foi destruída e, na manhã do dia 27 de junho, pistoleiros dispararam tiros na área para amedrontar os Sem Terra.

Segundo os acampados e acampadas, as ameaças partem de capangas do ex-tesoureiro da Assembleia Legislativa de Alagoas e do ex-deputado estadual Nailton Felizardo, um dos envolvidos no desvio de recurso público descoberto pela “Operação Taturana”, em 2007.

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Fonte: Assessoria

MDB realiza convenção e escolhe novo diretório municipal de Santana do Ipanema

POLÍTICA

Por Redação com Assessoria  0

 

Prefeito Isnaldo Bulhões foi reeleito presidente do partido. Christiane Bulhões será a vice-presidente.

Opartido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) realizou neste domingo (28), uma convenção online para escolher o Diretório Municipal de Santana do Ipanema. A eleição de maneira remota foi realizada devido a pandemia do novo coronavírus e segue as recomendações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e obedece às determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e decretos do Governo de Alagoas e Prefeitura de Santana do Ipanema.

Participaram da convenção a prefeita em exercício Christiane Bulhões, o Deputado Federal Isnaldo Bulhões Júnior, os vereadores Mário Siqueira, Moacir Júnior, Roberto Oliveira, José Lucas, Genildo Bezerra José Del e Audilene Apolinário.

Na ocasião, o prefeito Isnaldo Bulhões, que está licenciado para tratamento da Covid-19, foi reeleito presidente do partido. A prefeita em exercício, Christiane Bulhões, será a vice-presidente.

Christiane Bulhões agradeceu a presença de todos na converção virtual, bem como as palavras de cada um e destacou a importância da união do partido. “Estamos dando continuidade ao projeto do prefeito Isnaldo Bulhões”, ressaltou a vice-presidente que destacou que o prefeito “tem um amor enorme pelo povo de Santana”.

O deputado Isnaldo Bulhões disse que a convenção virtual é um passo fundamental para que o partido fique legalizado e salientou que a definição do diretório foi no campo democrático. “Daqui a alguns dias vamos tá promovendo a convenção do partido para escolha dos candidatos a prefeito, vice e vereadores”.

Participaram ainda da convenção os filiados Cleudson Nobre, Edmilson Genuino, Tanila Almeida, Mailson Soares, Josefa Eliana, Osman Filho, Claudinaldo Noronha, Dalmário Filho, Kátia Bulhões, Janigleide Marques, Robson França, Renaldo Pereira Lima, Eliete, Eudson Bezerra e Erisvaldo Bezerra.
 



Veja abaixo como ficou a composição do diretório municipal do MDB:
Isnaldo Bulhões – Presidente
Christiane Bulhões – Vice-presidente
Cleudson Nobre - Segundo vice-presidente
Mário Siqueira - Secretário geral
Moacir Júnior - Secretário adjunto
Mailson Soares – Tesoureiro
Genildo Bezerra - Líder do Governo na Câmara
Osman Filho - Advogado jurídico do partido
Josefa Eliana – Conselho Fiscal
Claudinaldo Ferreira Noronha – Conselho Fiscal
José Lucas Junior – Conselho Fiscal
Roberto Oliveira – Vogal
José Lourenço – Vogal
Maria Audilene – Vogal

A direita se une na privatização da água, por Altamiro Borges

 

 

“Na votação no Senado, os bolsonaristas se uniram aos tucanos e demos, tidos como oposição centrista”

 

(Foto: Reprodução)

O Senado aprovou na quarta-feira (24) o projeto do novo marco regulatório do saneamento básico – que incentiva, na prática, a privatização criminosa desse setor essencial. O texto, que teve a relatoria do senador-lobista Tasso Jereissati (PSDB-CE), recebeu 65 votos favoráveis e 13 contrários.

Usando como desculpa a tragédia da Covid, o projeto de lei foi aprovado às pressas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), apelou pela retirada dos destaques e pelo fim dos debates. O rentista Paulo Guedes, czar da Economia do laranjal bolsonariano, festejou a celeridade do golpe privatista.

A união dos adoradores do “deus-mercado”

O projeto de privatização da água e do saneamento juntou quem estava separado diante do “capetão”. Na votação no Senado, os bolsonaristas se uniram aos tucanos e demos, tidos como oposição centrista. A TV Globo abrandou suas críticas ao governo e aplaudiu a medida ultraneoliberal. Tudo pelo deus-mercado!

Os mesmos que prometeram que as “reformas” trabalhista e previdenciária salvariam a economia – iludindo os midiotas –, agora juram que o projeto resolverá o problema do saneamento e gerará empregos no país. O general Luiz Ramos, ministro-servil do capitão, garante que ele criará um milhão de vagas em cinco anos.

Atualmente, 34 milhões de brasileiros não têm água tratada e 45% dos 208 milhões de habitantes do país não possuem tratamento de esgoto. Mas esse quadro dramático não será resolvido com a privatização do setor. A iniciativa privada visa o lucro e não tem qualquer compromisso com o bem-estar da sociedade.

A entrega do filé mignon à gula empresarial

Como alerta o blogueiro Fernando Brito, no artigo “privatização às pressas fede”, a concessão de serviços de água e esgoto às empresas privadas já é permitida no Brasil pela Lei nº 11.445, de janeiro de 2007. O que o atual projeto faz é doar a parte lucrativa, o filé mignon, para a gula empresarial.

“A nova legislação traz de diferente exatamente isso: obriga que áreas já atendidas por entes públicos (que são 94% das concessões atuais) e que são as mais lucrativas, pois quase independem de custos de ampliação, tenham operação leiloada a empresas privadas”, registra o editor do blog Tijolaço.

Fernando Brito ainda ironiza: “Ou você acha mesmo que o que está atraindo tantos apetites é implantar adutoras, troncos coletores, estações de tratamento e toda a infraestrutura que o saneamento demanda e que, pela sua natureza, é investimento que só se pagará em 15 ou 20 anos?”

Passando a boiada da privatização da água

Já Luis Nassif destaca no site GGN que “a nova lei do saneamento permite passar a boiada da privatização da água”. Ele alerta para o artigo do projeto que diz que “as outorgas de recursos hídricos atualmente detidas pelas empresas estaduais poderão ser segregadas ou transferidas” para o setor privado.

Para ele, o “projeto institui a figura esdrúxula da ‘empresa produtora de água’, um personagem diferente da empresa que cuidará do saneamento”. Como enfatiza, “nas próximas décadas, a água será a mais importante commodity do planeta” e esse bem que existe em abundância no Brasil não pode ser privado!

No mesmo rumo, Amauri Pollachi publica um longo estudo no site Outras Palavras no qual comprova que “a ampla e irrestrita privatização do setor não vai melhorar a gestão e trazer os investimentos necessários à universalização dos serviços de água e esgoto”. Ele cita várias experiências trágicas – no mundo e no Brasil.

A experiência trágica de Manaus

Um caso triste é da capital do Amazonas. “Manaus, após 20 anos de gestão privada, tem 12,5% de coleta de esgotos e mais de 600 mil pessoas sem acesso à água. O Instituto Trata Brasil coloca o saneamento de Manaus – 6° maior município brasileiro – em 96º lugar entre os 100 maiores municípios do país”.

“Não por acaso, as regiões da cidade mais assoladas pela Covid-19 são as mais desassistidas em saneamento básico. Este estudo também aponta que as dez melhores cidades são operadas por autarquias ou empresas públicas e apresentam indicadores elevadíssimos de atendimento.

Países reestatizam os serviços de água e esgoto

Amauri Pollachi ainda repercute pesquisa publicada em maio de 2020 pelo Instituto Transnacional (TNI), sediado na Holanda. Ela mostra que 1.408 municípios de 58 países, nos cinco continentes, reestatizaram seus serviços, sendo que 312 municípios na área de água e/ou esgoto de 36 países entre os anos de 2000 e 2019. 
Há casos emblemáticos na Alemanha, EUA, Canadá, Espanha e França, “país onde 152 municípios, inclusive Paris, sede das duas maiores multinacionais que atuam no setor, tiveram os serviços remunicipalizados”.

“A reestatização deveu-se: às falsas promessas dos operadores privados; à prevalência do interesse do lucro sobre o interesse das comunidades; ao não cumprimento das metas contratuais de investimentos e expansão e universalização principalmente das áreas periféricas e mais carentes; aos aumentos abusivos de tarifas; e a deficiência dos órgãos reguladores para garantir regras contratuais, impedir aumento abusivo das tarifas e punir as empresas”.

Domingo, 28 Junho 2020 23:29

Lá vem a voz

Lá vem a voz

Por Renato Vieira

“Todo artista tem de ir aonde o povo está”, diz a letra de Nos Bailes da Vida, um dos grandes sucessos de Milton Nascimento. Mantendo-se fiel a essa convicção, o cantor e compositor recorre ao único espaço em que os admiradores de sua obra podem vê-lo nesses tempos de pandemia, com teatros e casas de shows fechados: a internet. Por conta disso, amanhã não será um domingo qualquer. A partir de 18h30, Milton faz a primeira live transmitida em seu canal no YouTube, interpretando canções escolhidas pelo público.

O estímulo para fazer a live veio do filho do artista, Augusto. Resguardado em Minas, na cidade de Juiz de Fora, Milton conta que passa o tempo tocando violão, vendo filmes e programas de TV. Recentemente, teve uma bela surpresa ao ler pela primeira vez o roteiro de Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (1962), de François Truffaut. Foi depois de ver sucessivas exibições do filme, ao lado do amigo Márcio Borges, que ele decidiu ser compositor.

Mas a quarentena de Milton não é só de contemplação das mais diversas formas de arte. Nesta entrevista por e-mail ao Estadão, ele fala sobre sua relação com a tecnologia, contesta a conduta do governo federal em relação ao controle do novo coronavírus e afirma que a união contra o racismo que estimulou protestos pelo mundo precisa continuar.

Como surgiu a ideia de fazer essa Live?

Como a maioria das coisas que tenho feito ultimamente, essa também surgiu de conversas com meu filho Augusto, sempre aqui em casa, em Juiz de Fora. Tudo foi pensado sem muita cobrança de tempo e tal, e aos poucos nós fomos amadurecendo essa ideia. Estamos organizando todo esse processo com somente o necessário. Somando os músicos, acho que toda a equipe não deve passar de dez pessoas. E todos vão fazer os exames antes de entrar aqui em casa. O momento da pandemia é terrível, e temos de cumprir os protocolos de saúde com total seriedade. Então, levando isso em conta, vamos fazer de tudo para que esse show seja especial.

O que pode adiantar da live, você estará acompanhado por algum músico ou será voz e violão? Já definiu o repertório? Os fãs poderão pedir músicas?

Chamamos o nosso maestro Wilson Lopes para tocar os instrumentos de cordas, violão, guitarra. E possivelmente teremos um pianista também. E o repertório vai ser escolhido inteiro pelo público. Numa produção como essa, que vai ser vista por pessoas de diferentes lugares e idades, não tem jeito, a gente tem de cantar o gosto e a vontade do povo mesmo. Estamos fazendo uma campanha nas nossas redes e o pessoal é que vai escolher. Acho que chegamos a uma lista de 20 e poucas músicas, Clube da Esquina 2, Nada Será Como Antes, Tudo Que Você Podia Ser, Bola de Meia, Bola de Gude, enfim, só entraram os pedidos de fãs. Mas pode ser que tenha alguma surpresa.

Há postagens regulares nas suas redes sociais e recentemente em um vídeo você agradeceu aos 700 mil seguidores no Instagram. Como é sua relação com a tecnologia?

Olha, depois da minha mudança para Juiz de Fora, pela proximidade maior com meu filho, acho que eu me aproximei mais. Antes disso, nem celular eu tinha, e agora já tem um tempo que tenho um com meu número pessoal. E recebo ligações de voz e também de vídeo de alguns amigos, e também tenho ligado bastante para eles. É uma coisa que eu nunca fiz antes, além de também acompanhar mais de perto o lance das minhas redes e tal.

Como tem sido seu cotidiano neste momento em que é preciso se resguardar?

Meus últimos cento e poucos dias têm sido de quarentena máxima. A gente precisa entender um negócio, muita coisa depende dos nossos atos. O distanciamento social, o cuidado com o outro, o uso da máscara, tudo isso é importante. Ainda mais agora, que o pessoal aí parece não saber direito o que tá fazendo, né? Imagina só, o Brasil tá no ranking dos países com mais mortes no mundo e a gente não tem nem ministro da Saúde.

Qual composição sua você acha que tem a ver com este
momento? Por quê?

Nem preciso pensar muito, é a parceria com meu irmão
Ronaldo Bastos, Nada Será Como Antes.

Em entrevista recente ao Estadão, João Bosco disse que tudo que ele tem agora, em meio à pandemia, é o violão. Já Gilberto Gil disse que não conseguiria compor nada satisfatório neste momento. E você, tem se apegado ao violão ou o atual estado das coisas o afastou do instrumento em seu cotidiano?

Meu negócio aqui em casa é filme, música, violão e televisão, não muito nessa ordem, mas é por aí… E esta semana eu terminei um livro com o roteiro na íntegra de Jules e Jim, que eu nunca tinha lido. Achei sensacional poder ler o texto desse filme que tanto mudou minha vida.

Você foi um artista muito importante e presente na época das Diretas Já, com canções como ‘Coração de Estudante’ e ‘Nos Bailes da Vida’ servindo de trilha sonora do movimento. Qual sua avaliação do atual momento político, em que as pessoas estão divididas e há quem peça intervenção militar?

Além de tudo isso que estamos enfrentando com a pandemia, ainda temos de lidar com coisas desse tipo. Como eu disse antes, é uma situação terrível. E é muito importante que todos falem disso. O Brasil vive hoje um colapso. Todos os estudos científicos são completamente ignorados. A ciência é ignorada. E é ignorada justamente por quem deveria nos orientar. Temos um governo que não confia na ciência e isso é absurdo. Tenho dito isso em várias entrevistas: voltamos à idade média. A tragédia só aumenta, o abandono é geral. O panorama é de terror.

Após a morte de George Floyd nos Estados Unidos, protestos contra o racismo eclodiram nacionalmente e em outros países. Como você vê essas manifestações e a questão do racismo no Brasil?

É a nossa força que tá aí, eles acharam que passaria assim, sem nada, se enganaram. Agora é o seguinte, essa nossa união precisa continuar. A hora é agora. Na Missa dos Quilombos (celebração religiosa criada por dom Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra, com música de Milton), tem uma coisa que o dom Pedro Casaldáliga falava, e que é a melhor definição deste momento: “Está na hora de cantar o Quilombo que vem vindo, está na hora de celebrar a Missa dos Quilombos, em rebelde esperança, com todos os negros da África, os afros da América, os negros do mundo, na aliança com todos os pobres da Terra”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Câmara de Vereadores aprova LDO em Santana do Ipanema e entra em recesso
Por: Redação Sertão na Hora  
 
 Foto: Jean Souza

Com os 11 vereadores presentes na sessão realizada na manhã desta sexta-feira (26), a Câmara Municipal de Santana do Ipanema aprovou o projeto de lei que dispõe sobre a execução da lei orçamentária de 2020, a chamada Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Foram 8 votos favoráveis e 2 contras.

O projeto da LDO agora será encaminhado ao Poder Executivo para que seja sancionado.

A Câmara, segundo o presidente Mário Siqueira, recebeu o projeto e os vereadores tiveram tempo de debater, analisar e votar.


Os vereadores ainda reprovaram, por 8 votos a 2, uma emenda modificativa de autoria do vereador José Vaz.

A LDO tem como propósito fundamental orientar a elaboração dos orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimento do Poder Público, buscando sincronizar a Lei Orçamentária Anual (LOA) às metas e prioridades da Administração Pública.

Com a aprovação da LDO, a Câmara entra em recesso.

 

Com mais de 100 dias de isolamento, crédito segue sem chegar à ponta

 

Ações para destravar recursos foram insuficientes e deixaram microempresas de fora. Governo promete resolver, mas bancos vão colaborar?

 

 

Passados mais de 100 dias desde o início das medidas de isolamento no país, o governo Bolsonaro ainda não foi capaz de fazer recursos chegarem às mãos das empresas via crédito. As micro e pequenas empresas, em especial, enfrentam dificuldades de sobrevivência. Pressionado, o governo federal tem lançado novas medidas, mas há dúvidas se elas bastarão para resolver o problema.

A Medida Provisória (MP) 975, por exemplo, prevê um fundo garantidor que o governo turbinou com R$ 20 bilhões. O governo também fez uma alteração no Fundo Garantidor de Operações (FGO) do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) ampliando a garantia do empréstimo com recursos do FGO de 85% para 100%.

Além disso, na terça-feira (23) o Banco Central anunciou medidas com potencial de destravar R$ 270 bilhões em crédito, segundo a instituição. Entre elas, o uso de imóvel já financiado para fazer novo empréstimo.

Outra medida consiste em liberar valores dos depósitos compulsórios para os bancos, desde que eles tenham feito empréstimos de capital de giro para empresas com até R$ 50 milhões anuais de faturamento. Os depósitos compulsórios são um mínimo de dinheiro dos bancos que tem que ficar retido no Banco Central para dar segurança ao sistema financeiro. As instituições que fizerem empréstimos a pequenos negócios poderão deduzir esses valores dos depósitos no Banco Central.

Se as ações serão efetivas, ainda que tardias, dependerá dos bancos. Por mais que o governo dê garantias e incentivos, são eles os intermediários e quem, em última instância, tomam a decisão sobre liberar ou não os recursos.

Augusto Vasconcelos, presidente licenciado do Sindicato dos Bancários da Bahia, afirma que as instituições têm endurecido muito as exigências. “Existe muita burocracia nessa questão. Exigem que [a empresa] esteja regular em tudo, não tenha dívidas. Em um momento de pandemia, essas exigências deveriam ser flexibilizadas”, defende.

A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida (AC), também critica a burocracia e afirma que o governo deveria cobrar dos bancos. “O governo de fato não está colocando o dinheiro à disposição e a burocracia tem sido muito grande para as empresas terem acesso aos recursos. Para mim, há uma ineficiência total do governo na relação com os bancos, do Ministério da Economia. O que os bancos estão fazendo com esses recursos, estão aplicando?”, questiona.

Em entrevista ao Vermelho em maio, quando a questão do crédito já era um problema, o economista Guilherme Mello, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que, em situações de crise como a atual, os bancos privados preferem reter dinheiro a guardar títulos – como as carteiras de empréstimos – e por isso as exigências para liberar crédito crescem muito. “É muito difícil obrigar o banco privado a fazer o que ele não quer”, explicou, na época, defendendo como solução capitalizar os bancos públicos.

Reclamação geral

Proprietário de uma microempresa de aluguel de equipamentos de som em São Paulo, André Omote afirma que a reclamação é geral entre colegas do mesmo ramo com quem conversa.

“Participo de um grupo com empresários desse ramo no Brasil inteiro, são 257 pessoas. Não vou dizer que todos tentaram, mas 100% dos que tentaram [pedir crédito] não conseguiram. O efeito da pandemia no nosso setor é catastrófico, pois é um setor ligado a eventos, à cultura”, comenta.

“A gente tem a impressão de que os bancos, principalmente os privados, não têm interesse em oferecer. O que Itaú fez assim que começou a crise foi me oferecer um empréstimo de 4% ao mês, em época de crise. Você vai fazer juros sobre juros, dá mais de 100% ao ano”, afirma.

O empresário diz que, até agora, tem recorrido a suas reservas mas que inevitavelmente chegará o momento em que precisará de crédito. “Estou há três meses sem receber absolutamente nada”, diz.

Desprezo pelos pequenos

Os que acabam sofrendo mais na pandemia são os micro e pequenos empresários, que têm menos reservas para queimar. Muitos viram seu faturamento cair a zero com as medidas de isolamento. Desde o início da crise, as empresas menores têm sido negligenciadas pelas políticas governamentais.

A Medida Provisória (MP) 944 liberou crédito para empresas arcarem com suas folhas de pagamento, mas somente as que têm receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões anuais. Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria o Pronampe, programa de crédito para micro e pequenas empresas, somente três meses após a aprovação no Congresso Nacional, e vetou dispositivos que poderiam facilitar a vida dos empresários, como a carência de 8 meses.

A MP 975, medida mais recente, mais uma vez deixou as microempresas à margem ao incluir no programa, que vai garantir os empréstimos protocolados até 31 de dezembro de 2020 no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), somente as empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões.

Em vídeo da reunião ministerial do governo realizada em 22 de abril, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deixou claro o que pensa das empresas pequenas, que são as maiores empregadoras do país. “Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”, afirmou.

Emendas

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da MP 944 na quinta-feira (25) e deve analisar os destaques na próxima terça-feira (30). A MP 975 também deve ser votada nos próximos dias, segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ambas receberam muitas emendas, que podem resultar em melhores condições de crédito. Há, inclusive, emendas propondo a inclusão dos microempresários nos programas emergenciais previstos nas duas medidas provisórias.

No caso da MP 975, deputados da bancada do PSOL estão entre os que pediram modificação no texto para inclusão das microempresas. Para a líder do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), este segmento deveria ser prioridade nas políticas de governo.

“Ao contrário do que pensa o Paulo Guedes, que diz que o Brasil vai perder dinheiro salvando empresas pequenininhas, nós achamos que essas empresas devem ter prioridade na focalização do acesso a políticas de crédito, justamente por serem as que enfrentam maiores dificuldades de acesso ao mercado. Vale lembrar que Bolsonaro e Guedes destinaram mais de R$ 1 trilhão para a liquidez dos bancos. É urgente inverter essa pirâmide para reduzir o risco das empresas falirem e salvar empregos”, afirmou.

Movimentos de moradia denunciam à ONU remoções durante a pandemia

 

Desde março, 12 ações afetaram 2 mil famílias, diz documento

 

Segup realiza operação de policiamento de choque de reintegração de posse na cidade de Ananindeua no Pará- Foto Agencia Pará

Movimentos de moradia do estado de São Paulo enviaram uma denúncia à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a remoção de ocupações que tem ocorrido durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo a denúncia, foram pelo menos 12 ações que, desde março, afetaram 2 mil famílias. De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Graça Xavier, os relatos foram encaminhados ao relator da ONU para Moradia Adequada, Balakrishnan Rajagopal.

“O que temos visto no estado de São Paulo, na prática, é a continuidade e efetivação de remoções forçadas de populações, fazendo com que mulheres, em muitos casos, gestantes, homens, crianças, idosos, pessoas portadoras de deficiência e outras comorbidades fiquem expostos à violência da remoção e da falta de moradia, acrescida da exposição ao novo coronavírus”, enfatiza a denúncia.

Apelo

O documento chama a atenção para a necessidade de magistrados se sensibilizarem neste momento, evitando autorizar a remoção de famílias. “Diante da gravidade dessas remoções e das repercussões irreversíveis que provocam na vida dos atingidos, é urgente a sensibilização do Poder Judiciário, bem como dos demais órgãos do sistema de justiça, pela suspensão de todas as remoções”, diz a denúncia.

No texto enviado às Nações Unidas, os movimentos de moradia e entidades de defesa pedem ações efetivas do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para a suspensão de despejos e remoções coletivas no estado.

O Condepe enviou ofício ao TJSP chamando a  atenção para essa situação, e a Defensoria Pública estadual solicitou ao Conselho Superior da Magistratura do tribunal a suspensão do cumprimento de ordens de remoção durante a pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. O pedido não foi aceito, e a argumentação dos defensores se tornou uma nota técnica, que pode ser usada para embasar as decisões dos magistrados, que continuam avaliando as situações caso a caso.

O documento endereçado à ONU tem como autores o Observatório de Remoções, a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo e Ribeirão Preto, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, a Associação Rural Renascer da Estação Remanso dos Pequenos Agricultores de Araras, a Central de Movimentos Populares e o Movimento Sem Teto do Centro.

Ainda sob risco

De acordo com a denúncia, há pelo menos seis ocupações sob risco de despejo devido a ordens de reintegração de posse já emitidas. Na Avenida Rio Branco, no centro de São Paulo, 20 famílias temem ser mandadas para a rua por causa de uma dessas decisões judiciais. “A gente não quer ficar na rua com os nossos filhos”, afirma a desempregada, Janaína Xavier, uma das ocupantes do prédio.

Janaína conta que ocupou o imóvel  por não ter conseguido mais pagar o aluguel. A situação é a mesma de outras pessoas que estão no edifício. “Antes da pandemia, a gente já passava um pouco de dificuldade, por morar no centro e o aluguel ser caro, e a gente não ter muitas condições”, acrescenta Janaína, cuja situação agravou-se  com a perda de renda provocada pelas medidas de isolamento social.

Na decisão que determinou a remoção das famílias, o juiz Antonio Carlos Negreiros afirma que a ocupação coloca em risco os locatários do espaço térreo do edifício. “As condições de habitabilidade e segurança antes existentes” não podem ser preservadas “em uma situação de invasão generalizada do prédio por terceiros”, afirma o juiz.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que os os magistrados têm independência funcional para decidir de acordo com os documentos dos autos. “Essa independência é uma garantia do próprio Estado de Direito”, enfatiza a nota.

“Não pode ocorrer nenhum tipo de direcionamento ou interferência da administração do TJSP na decisão dos juízes. Quando há discordância da decisão, cabe à parte a interposição dos recursos previstos na legislação vigente”, diz ainda a nota do tribunal.

Volta às aulas deve considerar uso de todos os espaços da escola e não apenas as salas de aula, avaliam especialistas em educação

EDUCAÇÃO

Por Imprensa SESC  0

Psicopedagogo italiano Francesco Tonucci,

Evento organizado pelo Sesc e o IIPE UNESCO analisou o futuro da escola após a pandemia do novo coronavírus

Avolta dos alunos para as escolas começa a ganhar um horizonte. Mas ainda há muitas dúvidas sobre os protocolos a serem seguidos para evitar os riscos de contágio pelo novo coronavírus e, também, sobre como devem funcionar os estabelecimentos de ensino no futuro. Em evento realizado pelo Sesc e o Instituto Internacional de Planejamento Educacional da UNESCO no dia 24, especialistas em educação debateram a volta às aulas e chegaram a alguns consensos, entre eles que todos os espaços da escola precisam entrar no planejamento de retomada presencial dos estudos.

Para o psicopedagogo italiano Francesco Tonucci, esse planejamento não deve partir da pergunta sobre o que os estudantes perderam durante o período de quarentena, mas sim sobre o que ganharam.

Criador do projeto "A cidade das crianças", ele passou os últimos meses defendendo o conceito da "casa como laboratório de experimentação", com tarefas domésticas que pudessem ser associadas às disciplinas escolares. Nessa "didática de emergência", lavar roupa, pregar botões, cozinhar, cuidar de uma planta, ver fotos de família ou escrever um diário complementaram as velhas lições de casa.

Agora, Tonucci vai além e propõe para o fim do confinamento uma reinvenção das escolas. Ao lado de profissionais do Sesc e do IIPE UNESCO, ele participou na última quarta-feira, 24, de um debate virtual com a presença de mais de 5 mil pessoas de toda a América Latina, onde defendeu que as escolas "têm um tesouro a descobrir".

"Nas pesquisas que realizamos com os Conselhos de Crianças, quase todas elas acreditam que aprenderam alguma coisa neste longo período de espera. E não estamos falando de brincadeiras, e sim de capacidades e competências", diz Tonucci. Para ele, esse conhecimento deve ser explorado dando autonomia e espaço às crianças, com aulas multisseriadas fora dos limites da sala de aula.

Uma nova escola deveria, portanto, fazer melhor uso de seus corredores, pátios e jardins, e assim também encontrar soluções para o distanciamento social que as crianças e adolescentes deverão continuar mantendo na volta às aulas presenciais. Nas palavras do psicopedagogo, é preciso "renunciar à sala de aula e pensar uma escola feita de oficinas e laboratórios".
Gilvania Porto Ferreira, analista de educação do Departamento Nacional do Sesc, avalia que o período de confinamento residencial já esgotou a capacidade dos alunos de adequação a lugares restritos, como as salas de aula.

"Agora estamos, na medida do possível, bem em casa, mas confinados. Voltar para a escola e continuar confinados dentro de uma sala de aula não é possível. Precisamos olhar para o espaço externo, para as áreas de ocupação que as escolas possuem", defende Gilvania.

Reação e planejamento

Para enfrentar a crise provocada pela pandemia de Covid-19, foi preciso que os sistemas educacionais ampliassem seus programas a distância, criassem alternativas para populações sem acesso à internet ou mesmo à TV ou rádio, pensassem propostas de apoio psicoemocional para estudantes e professores e intensificassem a comunicação entre escolas e famílias. Na América Latina, essas iniciativas foram reunidas pelo IIPE UNESCO em um documento interativo de sistematização, como parte da resposta à crise oferecida pela UNESCO.

O novo desafio que a comunidade educacional enfrenta agora é o planejamento para a reabertura das escolas. "Hoje nos encontramos em meio a uma pandemia e é preciso atravessá-la, mas também começar a pensar em como sair dela. Devemos nos conscientizar de que não dá para improvisar, é preciso gerir e planificar. Ou planificamos ou seremos escravos das circunstâncias, e perderemos a chance de escolher um futuro mais justo para todas as pessoas", diz Gladys Kochen, coordenadora de Formação do Escritório para a América Latina do IIPE UNESCO.

O debate completo, que conta com compartilhamento de experiências e avaliação de modelos estudados para volta às aulas, pode ser acessado na página do IIPE UNESCO, Escritório para a América Latina.


Sobre o Sesc
O Sesc - Serviço Social do Comércio foi criado com objetivo de proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus familiares. Mantido pelos empresários do setor, atua nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência, promovendo atividades que oferecem ao seu público a possibilidade de autonomia e desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Atua em todos os segmentos da Educação Básica - da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos - e em projetos de Educação Complementar, colocando o estudante no centro do processo de ensino, com objetivo de favorecer o autoconhecimento, instigar o pensamento crítico e a autonomia intelectual, estimular a criatividade e o uso de novas tecnologias. Neste período de distanciamento social, o Sesc tem utilizado ambientes virtuais para levar aos estudantes as mais diversas atividades e disponibilizado documentos e e-books, como forma de auxiliar os processos de aproximação da família com a escola durante este período.

Operação integrada apreende cerca de 9 mil aves sem nota fiscal em Alagoas

Irregularidade na carga foi constatada nos municípios de Maceió e Arapiraca

↑ As cargas foram interceptadas em Maceió e Arapiraca (Foto: Ascom BPRv)

Em operação conjunta, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AL), Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Adeal) e o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) apreenderam, nessa sexta-feira (26), nove caminhões com cerca de 9 mil aves sem nota fiscal em Alagoas.

As cargas foram interceptadas em Maceió e Arapiraca. Oriundas de Pernambuco, não possuíam nenhuma certificação sanitária e, por isso, foram retidas, juntamente com os veículos. Já os motoristas foram autuados.

De acordo com o Superintendente Especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy, ações como essa são de extrema importância, pois ajudam a combater o transporte de mercadorias com procedência duvidosa, evitam o desemprego e a falência do comércio alagoano, além de coibir a sonegação fiscal no Estado.

“O imposto não recolhido é prejuízo na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.  O cidadão alagoano deve se conscientizar ao não consumo desses produtos, que podem causar danos a si mesmo e ainda lesar a concorrência leal no Estado”, alerta.

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Fonte: Assessoria

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