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"Queria que a morte deles conscientizasse as pessoas", diz jornalista que perdeu pai e irmã para a covid

Foto: Cortesia ao CMRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueIza Castro e Edvaldo Castro, filha e pai morreram de covid-19

A dor do jornalista Igor Castro veio em dobro após perder a irmã Iza Castro, de 37 anos e o pai Edvaldo Silva, 64, para a covid-19 nesse mês, na cidade de Arapiraca. O pai de Igor morreu 13 dias depois da morte da filha. Segundo contou ao Cada Minuto, o jornalista disse que “tem sido duro e cruel lidar com o óbito dos dois" e que queria que a morte deles servisse para conscientizar as pessoas, mas que não é isso que tem acontecido.

Iza era assistente social e trabalhava no Hospital Djacy Barbosa, em Arapiraca. Ela contraiu covid no final de maio. “Ela morava com meus pais e com minha outra irmã, e quando contraiu a doença, ela ficou dentro do quarto. Mas para não contaminar meus pais, ela resolveu ir para o hospital”, disse o irmão dela, Igor Castro.

Até o falecimento dela foram nove dias que a assistente social lutou contra a doença. Segundo contou o irmão, o tratamento foi marcado por altos e baixos. “Ela foi para a UTI e foi para o apartamento. Até que resolvemos transferir ela para um hospital em Palmeira dos Índios já que minha minha tia trabalhava lá”.

Como o quadro dela era mais grave, ela não resistiu a intubação e morreu. Igor disse que para ele e para a família foi uma surpresa a morte dela apesar da gravidade. “Todos os dias ela falava com a gente. A tarde, no dia do falecimento, ela falou conosco dizendo que tava bem. Foi uma dor muito grande”. 

Dois dias depois do falecimento da irmã, o pai de Igor fez o teste e deu positivo. “Optamos por uma tomografia e descobrimos que ele estava com 50% do pulmão comprometido”. A família ficou preocupada já que Edvaldo era cardiopata, e diabético.

“Ele foi para o hospital no mesmo dia que testou positivo. Ele ficou na enfermaria e todos os profissionais diziam que ele estava bem. O psicológico afetou demais ele, a perda da filha e sem ver a família, e sem ter alguém presente com ele”, afirmou Igor.

Com a ansiedade, Edvaldo teve a saturação baixa e foi entubado. “Depois de uns dias o quadro dele agravou, o quadro pulmonar também. Pelo que os profissionais estavam falando, a família já estava preparada para o que poderia acontecer. E assim, o pai de Igor, 13 dias depois da morte da filha, também faleceu.

Para Igor, a doença tem um fator primordial: o psicológico. “É preciso que os governos e hospitais, e os profissionais, que eles trabalhem o psicológico dos pacientes. Não é fácil. É difícil lidar com a situação. Meu pai tinha perdido uma filha e depois dias depois ele estava internado. Isso foi uma das causas que contribuiu para a piora dele”.

A dor de Igor permanece, mas ele diz que tirou uma lição: que as pessoas precisam ter mais consciência. “O isolamento social é primordial para o combate ao vírus. É o único. E infelizmente as pessoas não têm consciência. Elas continuam saindo de máscara e procurando locais que não eram para estar abertos”.

Para o jornalista, em Arapiraca, não existe fiscalização adequada e a população tem feito o que quer. “Temos visto muitas pessoas perdendo entes queridos. O vírus está passando e as pessoas não estão preocupadas em combatê-lo”.

Igor Castro voltou a reforçar que o vírus está matando pessoas queridas e amadas. “Tem sido duro e cruel passar por isso”, disse. Ele também enfatizou que queria que a morte da irmã e do pai dele servisse como consciência para as pessoas. “Mas não é isso que tenho visto, infelizmente”, finalizou.

Profissionais de saúde de Alagoas realizam ato simbólico em Maceió

Movimento Médicas e Médicos pela Democracia levará 50 cruzes pretas à praia da Avenida e denuncia negligência do governo federal frente à pandemia de Covid-19 

↑ (Foto: Assessoria)

Profissionais de saúde de Alagoas, do movimento Médicas e Médicos pela Democracia, participam de um ato simbólico na manhã deste domingo (21), a partir das 9h, na Praia da Avenida (Jaraguá), em frente à Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), em Maceió. O grupo quer chamar a atenção da população e das instituições para as mortes evitáveis e para a negligência do governo federal frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Além disso, o ato ocorre em defesa do SUS e em solidariedade às famílias, amigos e colegas profissionais de saúde que morreram por Covid-19.

As médicas e médicos levarão 50 cruzes pretas às areias da praia, onde serão fixadas, simbolizando os quase 50 mil mortos por Covid-19 no Brasil. O protesto ocorre simultaneamente em diversas capitais brasileiras.

O Brasil é o segundo em número de casos e de mortes por coronavírus no mundo, além de ser o país com o maior número de mortes de médicas e médicos (139) e de enfermeiros e enfermeiras (190), de acordo com os dados do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

O grupo reitera que não promoverá aglomeração com a manifestação pacífica e que os profissionais que participarão do ato foram orientados sobre a utilização de equipamentos de proteção, distanciamento e atenção ao próprio estado de saúde.

O ato é organizado pela Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMP), a Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD), a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), a Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), a Federação Nacional dos Nutricionistas (FNN), a União Nacional dos Auditores do SUS (Unasus) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS).

Em um manifesto, as organizações declararam as motivações para o ato. Leia na íntegra:

“Além da homenagem a essas milhares de vítimas também nos manifestamos:

1 – Em solidariedade às famílias, amigos e colegas de profissionais de saúde que morreram por Covid-19;

2- Para alertar que a maior parte das mortes por Covid-19 em nosso país são evitáveis, caso o Governo Federal não tivesse uma posição genocida frente à pandemia;

3- Contra a intervenção militar do Ministério da Saúde, que vem comprometendo sobremaneira o trabalho técnico frente à pandemia;

4 – Contra as declarações do presidente da República, hostis aos profissionais de saúde, incentivando agressões a trabalhadores de saúde em seu ambiente de trabalho;

5 – Contra o silêncio e cumplicidade das entidades médicas, especialmente o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), frente às posições do Governo Federal. Além disto, nem mesmo nos sítios eletrônicos dessas entidades conseguimos saber quantos e quais os colegas médicos perderam a vida;

6- Por segurança no ambiente de trabalho dos profissionais de saúde. Demandamos mais Equipamentos de Proteção individual (EPI), e a reorganização de processos de trabalho, por gestores na saúde pública e empresas de saúde, que possibilitem menores impactos da exposição à doença ou ao stress produzido pela pandemia;

7- Pelo apoio a Campanha Leitos Únicos – Vidas Únicas, que garanta para toda a população fila única de acesso às UTI a partir do SUS, tanto nos serviços públicos como na saúde suplementar;

8- Pelo aporte adequado de financiamento do Sistema Único de Saúde. Pela supressão da Emenda Constitucional 95 (EC- 95), que congela gastos em saúde pública por 20 anos. O SUS salva vidas!!!

9-Vidas Negras Importam – total solidariedade à população negra de nosso país, maioria do povo brasileiro, minoria nos espaços de representação institucional e que vem sofrendo especialmente junto às áreas de maior vulnerabilidade social os impactos da pandemia em curso;

10- Contra a Portaria MEC nº 544, de 17 de junho de 2020, que estabelece a possibilidade da realização de estágios curriculares dos cursos da área de saúde em caráter on line e de forma remota. Além do descaso com as medidas de saúde pública, o Governo Federal vem reforçando seu descaso também com a educação de qualidade e com a formação dos profissionais da área da saúde com mais um ataque;

11- Contra a perseguição de quadros técnicos do Ministério da Saúde, frente às denúncias que vem sendo vigiados nas redes sociais e na vida privada após a intervenção militar em curso do Ministério da Saúde, remontando práticas dos tempos de arbítrio que o país viveu em períodos ditatoriais.”

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Fonte: Assessoria

Espanha reabre suas fronteiras e encerra estado de emergência

População ainda precisará usar máscaras

↑ Foto: Sergio Perez - Reuters

Passageiros vestidos com máscaras e malas com rodas chegaram ao aeroporto principal de Madri, enquanto os franceses cruzavam a fronteira para comprar álcool e tabaco por um preço mais barato hoje (21), depois que a Espanha já abriu suas fronteiras para a maioria dos países europeus e acabará o estado de emergência imposto para conter o novo coronavírus.

As fronteiras espanholas estão agora abertas a todos os países da União Europeia, exceto Portugal, bem como a membros do espaço Schengen fora da região e ao Reino Unido, em um impulso muito necessário à indústria do turismo do país, que representa mais de 12% de sua economia.

Os turistas britânicos poderão entrar sem ter de passar por quarentena, anunciou o ministro das Relações Exteriores do governo no sábado (20), embora continuem sujeitos a 14 dias de isolamento após o retorno.

Os espanhóis também foram autorizados a circular livremente pelo país a partir de hoje e muitos devem visitar amigos, familiares e segundas residências em outras regiões. Desde 14 de março, a população espanhola teve que permanecer sem sair de seus estados.

A população ainda precisará usar máscaras em espaços públicos quando as medidas de distanciamento social não puderem ser respeitadas.

No Aeroporto Internacional Adolfo Suárez Madri-Barajas, havia uma sensação palpável de alívio para os passageiros, muitos dos quais viajavam para ver seus entes queridos depois de meses separados.

“Minha situação é um pouco complicada porque minha esposa mora na Itália e eu moro na Espanha, então não nos vemos há quatro meses”, disse Alberto Bos, que estava viajando para Milão.

Todos os passageiros que chegarem terão sua temperatura medida, eles serão solicitados a indicar de onde vêm e a relatar seu paradeiro na Espanha, caso precisem ser localizados.

A fronteira da Espanha com o país vizinho, Portugal, será reaberta em 1º de julho.

“É muito estranho, porque não estamos mais acostumados a viajar”, disse Martina, uma turista italiana que foi uma das primeiras a chegar à Espanha em um voo de Bergamo.

Os adesivos no piso do saguão de chegada garantiam que os que aguardavam passageiros cumprissem as medidas sociais de distanciamento.

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Fonte: Agência Brasil

Mandetta: ‘Médicos não sabem fazer guerra, e generais não sabem fazer saúde’

Mandetta (DEM), de 55 anos, não descarta candidatar-se à presidência em 2022, junto a Sergio Moro

↑ Luiz Henrique Mandetta - Foto: Reprodução

Oex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chamou de “decepcionante” a militarização da pasta em meio ao avanço do novo coronavírus. “Os médicos não sabem fazer guerra, os generais não sabem fazer saúde”, declarou em entrevista à AFP.

Mandetta (DEM), de 55 anos, que ganhou capital político na pasta, não descarta candidatar-se à presidência em 2022, junto a Sergio Moro, ex-ministro da Justiça.

Demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em abril, Mandetta lamentou o fato de o ministério ter “perdido a credibilidade” em plena pandemia, que já deixou quase 50 mil mortos e um milhão de casos no país.

O ex-ministro continua assessorando voluntariamente autoridades regionais, mas disse nunca ter sido contatado por seus sucessores no ministério. O general Eduardo Pazuello, que tutela a pasta de forma interina, já nomeou mais de vinte militares para funções importantes no ministério no seu primeiro mês no cargo.

Esses são os principais pontos da entrevista, realizada ontem em um hotel de São Paulo.

P: O ministério modificou a divulgação dos números da covid-19. Podemos ter confiança nos números que são divulgados?

R: Toda vez que você muda a metodologia de número, aquilo quebra a confiança da população. A única coisa que não deveriam ter feito era perder a credibilidade do ministério da Saúde porque em epidemia, credibilidade é o que dá autoridade. Não temos como afirmar (se são confiáveis), temos que, junto a entidades e à sociedade civil fazer alguma avaliação e ver se se aproxima. É lastimável eles terem perdido a credibilidade que foi construída com base em números, transparência e divulgação plena à sociedade.

P: O pior já passou no Brasil?

R: Depende da cidade, o pior já passou para Manaus, para Belém do Pará. Agora São Paulo provavelmente está num platô, deve estar caminhando agora para uma tendência de queda, vamos ver como essas medidas de flexibilização vão repercutir nas próximas semanas. A mesma coisa no Rio de Janeiro. Minas Gerais parece que ainda está na fase de crescimento (de casos), nessa semana Curitiba teve um crescimento desordenado. Os próximos 15 dias serão cruciais. No Sul ainda não começou (o aumento dos casos), no Centro Oeste está começando. Se você fala do Brasil como um todo, a epidemia só poderá ser analisada com a estabilização da curva em todas as regiões, o que deve ocorrer no final de agosto ou no início de setembro.

P: Brasil poderia ter evitado mais mortes?

R: Se olhamos na relação de óbitos por milhão, o Brasil guarda uma posição mediana. O SUS se revelou um sistema que conseguiu, não tivemos mortes por desassistência.

P: Como avalia a mudança no protocolo da hidroxicloroquina feita pelo general Pazuello?

R: Dizíamos que só adotaríamos como uma recomendação no ministério quando houvesse a comprovação científica (da sua eficácia). Não é uma questão de torcer a favor ou contra. Vemos aqui uma estratégia militar nesse tipo de publicação, quando um presidente capitão propõe e um ministro general publica esse protocolo. Me parece o mais próximo de um estudo às cegas. Eles são duas pessoas que não têm nenhum compromisso com a área da saúde, eles têm compromisso com a área política e da lógica militar. Infelizmente o ministério da Saúde hoje não exerce hoje uma função de gestão da saúde, é um ministério sob ocupação militar e de números militares.

P: A militarização do ministério o surpreendeu?

R: Foi decepcionante, foi chato. Os médicos não sabem fazer guerra e os generais não sabem fazer saúde. A história vai dizer, os números vão dizer, desde que se tenha clareza e que não haja censura a eles.

P: A reabertura econômica de alguns estados é precipitada?

R: Com essa ausência do ministério da Saúde, o que a gente está vendo é essa decisão ficar com os governadores e prefeitos. Os prefeitos têm eleições em quatro meses, e estavam tomando decisões pressionados pelo calendário eleitoral. Se permanecerem fechados por mais tempo, os empresários, cultos e comércios reclamariam que o fechamento os prejudicava. Se liberassem muito precocemente superlotariam seus hospitais. Logo, essa decisão é tomada de maneira assimétrica. Alguns estados estão melhor assessorados e tem sistemas de saúde melhores que outros. É um país de muito contraste. Vamos ver com o tempo como as coisas vão se dar.

P: Tem falado com o ex-ministro Moro?

R: Sim, me dou bem com ele.

P: Há futuro político? Uma eventual chapa para as eleições presidenciais?

R: Política é destino. Não adianta você querer fazer acontecer as coisas porque você querer. Acho que a gente tem dever como cidadão, tanto eu quanto Moro, de dialogar com a sociedade brasileira e participar ativamente das eleições de 2022, seja como candidatos, chapa junto ou campos opostos, mas de fortalecer a democracia brasileira, ou como cidadão com certeza eu vou participar nas eleições de 2022.

P: Não está descartado então?

R: Não, não tem nada descartado. Vai que rola.

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Fonte: AFP

 
 
 

CGU aguarda a lista de 80 municípios sobre servidores públicos

Controladoria acredita que 90% dos servidores cadastrados para receber auxílio emergencial são irregulares e serão responsabilizados

↑ Controladoria trabalha em parceria com o MP de Contas para cruzar dados e encontrar as ilegalidades (Foto: Edilson Omena)

Muitos servidores públicos país afora se cadastraram para receber o Auxílio Emergencial de R$ 600 pagos pela União, como ajuda financeira durante a pandemia da Covid-19. Contudo, ainda não é preciso determinar quantos estão recebendo o recurso irregularmente. Em Alagoas, por exemplo, após a Superintendência Regional da Controladoria-Geral da União (CGU) detectar mais de três mil casos suspeitos há mais de 15 dias, um ofício foi expedido às prefeituras para que enviassem suas relações de servidores para cruzamento de dados. Até o fim desta semana, apenas 22 deles responderam à solicitação. Oitenta não enviaram a relação de seus servidores.

No Estado, segundo a CGU, foram efetuados mais de 2,4 mil pagamentos irregulares, com quase 1.800 servidores da esfera estadual e 640, alusivos aos municípios de Maceió e Palmeira dos Índios, apontando para um montante de mais de R$ 1,7 milhão depositado. O superintendente da CGU em Alagoas, Moacir Rodrigues, não quer precisar números, uma vez que a checagem dos Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) ainda foi finalizada. Contudo, dos mais três mil casos suspeitos – nomes ligados à Prefeitura de Maceió, de União dos Palmares e do Governo do Estado – já detectados, ele acredita que 90% receberam o Auxílio de forma irregular. A CGU solicitou as listas de servidores às prefeituras para poder conferir os CPFs e eliminar os homônimos.

“Não vou precisar número porque queremos ter o cuidado da checagem sobre isso. Além do que, há servidores que estavam no cadastro do Bolsa Família e o Governo Federal enviou o recurso automaticamente. Esses não cometeram delito algum. Agora, os que forneceram dados falsos, terão de devolver o dinheiro e poderão responder a ações administrativas, civis e penais”, explica Moacir Rodrigues.

Ainda de acordo com o superintendente da CGU em Alagoas, após o cruzamento dos dados entre os que receberam o Auxílio Emergencial e servidores que agiram de má-fé, as informações serão passadas às prefeituras – ou às esferas as quais o funcionário público é ligado –, para que se adotem as medidas cabíveis.

“As prefeituras é que dirão que tipo de medida cabe àquele servidor que cometeu o delito, se será multa, suspensão ou mesmo a perda do status de servidor. Caso nada seja feito, o gestor poderá ser responsabilizado”, explica. “Também após o cruzamento dos dados, encaminharemos as informações ao Ministério Público Federal [MPF], que vai avaliar e decidir se abre ou não processos penais contra aqueles que cometeram o crime de fornecer informações falsas para receber indevidamente o Auxílio Emergencial”, completa Moacir Rodrigues.

Controladoria vai acionar cada prefeito para solicitar quadro de funcionários

O superintendente da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL), Moacir Rodrigues ressalta que o trabalho para cruzar os dados está sendo realizado em parceria com o Ministério Público de Contas (MPC) de Alagoas.  “Estamos montando uma força-tarefa”, comenta. Ainda segundo Moacir Rodrigues, não é possível afirmar má-fé dos prefeitos que não responderam à solicitação da lista de servidores.

“Muitos estão com os e-mails desatualizados. Tem prefeitura que o e-mail sequer é institucionalizado e a cada gestão isso é alterado. Por isso, vamos telefonar para cada um dos prefeitos e solicitar a lista”, diz. “Daí, não tenho como apontar um prazo para que este trabalho de cruzamento dos dados esteja finalizado”, completa o superintendente da CGU em Alagoas.

PRAZO ULTRAPASSADO

Após a identificação de possível irregularidade no pagamento do Auxílio Emergencial a servidores dos municípios de Maceió, Palmeira dos Índios e do Estado de Alagoas, o Ministério Público de Contas e a CGU-AL expediram ofício circular destinado aos prefeitos. Os gestores municipais tinham até o dia 15 de junho para enviarem as informações solicitadas, ou seja, a relação de seus respectivos servidores públicos efetivos, comissionados, temporários, função de confiança, e titulares de mandato eletivo, com vistas à realização do cruzamento relativamente a todos servidores dos municípios de Alagoas.

Inicialmente, análise do cruzamento das folhas de pagamento apenas dos municípios de Maceió e Palmeira dos Índios, assim como do Estado de Alagoas com o cadastro do Auxílio Emergencial, identificou 2.126 contemplados, totalizando o montante de R$ 1.542.000,00. Esses resultados serão encaminhados para os respectivos entes com a recomendação de confirmação e adoção das medidas cabíveis, em especial, o ressarcimento dos valores no caso de comprovação de recebimento irregular.

MAIS DIFICULDADES

Desde que o governo modificou a forma de pagamento do auxílio emergencial, com a criação da conta poupança social digital, várias pessoas que receberam a primeira parcela não estão conseguindo acessar o dinheiro da segunda. Na maioria, são microempreendedores individuais (MEI), cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico) e autônomos que indicaram uma conta já existente para receber o auxílio emergencial. Uma olhada nos sites de reclamação e também no do próprio aplicativo Caixa Tem, necessário para transferir o dinheiro ou pagar boletos, mostra as falhas da nova modalidade de pagamento, que está obrigando as pessoas a irem às agências.

Os exemplos são variados. Desde quem tentou se cadastrar no aplicativo e descobriu que alguém já tinha feito isso em seu lugar, até quem pagou boletos e não teve as contas saldadas.

No país inteiro, mais de 300 mil casos estão sob investigação

A Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília, já identificou 317.163 funcionários públicos que receberam o Auxílio Emergencial irregularmente. Segundo o órgão, no total, foram pagos R$ 222,987 milhões a estes funcionários públicos federais, estaduais e municipais. Os números foram divulgados na quinta-feira (18).

Entre os servidores federais, de acordo com a CGU em Brasília, foram feitos 7.236 pagamentos funcionários com vínculo ativo no Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape). Foram identificados pagamentos a 17.551 militares da União, dentre ativos, inativos e pensionistas. Já entre servidores estaduais e municipais, foram identificados 292.376 pagamentos entre ativos, inativos e pensionistas.

Em nota, o órgão ressalta que a quantidade de pagamentos é maior que de beneficiários porque houve quem recebesse duas parcelas do Auxílio Emergencial no mês de maio.

“É possível que os servidores não tenham feito solicitação para o seu recebimento, mas que tenham sido incluídos como beneficiários do Auxílio Emergencial de forma automática por estarem no Cadastro Único para programas sociais ou por serem beneficiários do Programa Bolsa Família. Há ainda a possibilidade de que o CPF tenha sido inserido como solicitante do auxílio de forma indevida por outra pessoa e não necessariamente pelo próprio servidor”, afirmou a CGU em nota.

ACOMPANHAMENTO

A CGU também está monitorando, em parceria com o Ministério da Cidadania, o pagamento irregular do benefício a pessoas que não teriam o direito de receber. É o caso, por exemplo, de cerca de 74 mil sócios em empresas. A pasta também interceptou o pagamento para 86 mil pessoas físicas que doaram mais de R$ 10 mil nas últimas eleições. Proprietários de veículos de mais de R$ 60 mil também foram identificados nos cruzamentos feitos pelo governo, além de pessoas que possuem domicílio fiscal no exterior e também se cadastraram para receber o auxílio, o que é vedado.

“Em conjunto com o Ministério da Cidadania, a gente vem cortando esses benefícios para evitar a saída de recursos”, disse Rosário. Segundo o ministro, o trabalho de monitoramento está em andamento e ainda não é possível determinar o número final de pessoas que possam ter se cadastrado de forma irregular no programa.

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Fonte: Texto: Carlos Amaral com agências

 
 
 

Governo do Estado entrega Centro de Atendimento à Covid 19 em Santana do Ipanema

SAÚDE

Por Severino Carvalho - Agência Alagoas  0

O governador Renan Filhou acompanhou, do Palácio República dos Palmares, a transmissão ao vivo da entrega do Centro de Atendimento à Covid-19 instalado no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo (HRCRM), em Santana do Ipanema

Unidade entra em funcionamento nesta sexta-feira (19) no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues com vinte leitos clínicos e cinco de UTI

OGoverno do Estado fez, na tarde dessa quinta-feira(18), a entrega do Centro de Atendimento à Covid-19 Josefa Maria da Silva, instalado no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo (HRCRM), em Santana do Ipanema, Sertão alagoano. São 25 leitos exclusivos para tratar pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus e necessitam de internamento.

Os leitos - vinte clínicos e cinco de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) - vão estar disponíveis a partir desta sexta-feira (19) para o atendimento à população de Santana do Ipanema, pertencente à 10ª Região de Saúde, localizado na 2ª Macrorregião, que antes enviava seus pacientes com coronavírus para Arapiraca, município de referência.

“Pela primeira vez levamos leitos exclusivos para Covid-19 ao Sertão alagoano para atender o cidadão mais próximo da sua casa e evitar que o sertanejo precise se deslocar até Arapiraca ou mesmo a Maceió, em busca de atendimento”, disse o governador.
 

 


A entrega do Centro de Atendimento à Covid-19 Josefa Maria da Silva foi transmitida ao vivo por meio de uma live e acompanhada do Palácio República dos Palmares pelo governador Renan Filho e o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

“Esses leitos vão desafogar a rede hospitalar de Arapiraca e se somam, neste momento, aos leitos já em funcionamento na cidade de Palmeira dos Índios. Então, as regiões do Agreste e Sertão estão sendo ainda mais fortalecidas no enfrentamento à Covid. Conseguimos avançar bastante nos últimos meses com mais de mil leitos abertos em Alagoas e agora chegou a vez de Santana do Ipanema”, destacou Alexandre Ayres.

 


De Santana do Ipanema, o deputado federal Isnaldo Bulhões e a prefeita em exercício do município, Christiane Bulhões, apresentaram, por meio da transmissão ao vivo, as instalações do Centro de Atendimento e descerraram a placa de entrega. Eles agradeceram os investimentos feitos pelo Estado em Santana do Ipanema no enfrentamento à pandemia.

“Esse Centro integra a rede de atendimento e de combate à Covid-19 aqui em Santana do Ipanema e no Sertão de Alagoas, desde a prevenção, com as barreiras sanitárias, ao diagnóstico feito pela Central de Triagem” citou o deputado federal, acrescentando que a estrutura montada tem capacidade para receber mais cinco leitos de UTI, o que deve ocorrer em breve.

“Quero agradecer ao governador Renan Filho por essa grande iniciativa e pelo apoio do Estado aos municípios no combate à pandemia”, frisou a prefeita, que está no exercício do cargo em função do afastamento do titular, Isnaldo Bulhões, que testou positivo para o coronavírus.

“Todos nós estamos na torcida pela mais rápida recuperação do prefeito Isnaldo Bulhões, que é o decano dos prefeitos alagoanos, um homem respeitado por todos, muito experiente e um grande amigo que tenho”, declarou Renan Filho, parabenizando a prefeita pelo trabalho desempenhado à frente do município, em meio à pandemia.

 

Queiroz estava escondido em imóvel de advogado de Flávio Bolsonaro

De acordo com o antigo Coaf, foram identificadas operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Casa ligados a Flávio Bolsonaro

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz estava em um imóvel de Frederick Wassef, advogado do parlamentar, e foi levado para unidade da Polícia Civil no Centro da capital paulista, onde deverá passar por exame de corpo de delito. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça do estado do Rio de Janeiro. Investigadores apuram um esquema de corrupção que aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio – o parlamentar era deputado estadual.

 

De acordo com um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), foram identificadas operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Alerj. As investigações apontaram que o dinheiro usado para pagar funcionários na Alerj voltava para os próprios deputados estaduais.

O Coaf identificou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, que ocorre entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

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Fonte: Brasil 247

Polícia Federal de Alagoas orienta beneficiários do auxilio emergencial sobre golpe

Foto: Reprodução / InternetRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueAuxílio Emergencial

Os beneficiários do auxílio emergencial que identificaram saques, transferências bancárias ou pagamentos de contas e boletos realizados por terceiros sem o seu consentimento, que precisam se dirigir à sede da Polícia Federal de Alagoas para fazer o registro da ocorrência.

Segundo a assessoria de Comunicação da PF as pessoas que foram lesadas devem se dirigir apenas à agência da Caixa Econômica Federal para iniciar o processo de contestação de movimentação em conta e receber eventual ressarcimento.

As informações desse processo de contestação serão oportunamente compartilhadas com a Polícia Federal para fins de investigação de eventuais crimes ocorridos. Caso haja necessidade de esclarecimentos adicionais, a Polícia Federal entrará em contato com o beneficiário através dos dados informados no processo de contestação realizado pela CAIXA.

Esse procedimento, além de evitar deslocamentos desnecessários e aglomerações para o registro de notícia crime, preserva o tempo e a saúde dos beneficiários, além de não causar nenhum prejuízo às investigações, uma vez que as informações necessárias para identificação dos autores de eventual conduta criminosa serão compartilhadas entre a CAIXA e a Polícia Federal.

*Com assessoria

Número de denúncias de violência contra a pessoa idosa aumenta 27% em Alagoas

Foto: ReproduçãoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueCovid-19: Prefeitura executa ações de cuidados para idosos em abrigos

Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, apontam que o estado de Alagoas registrou no ano passado um aumento de 27% no número de denúncias sobre violência contra a pessoa idosa, comparando com dados de 2018. 

Os dados mostram que em 2018, 345 denúncias foram registradas no estado e em 2019, 439 foram registradas durante todo o período, o que constata o preocupante aumento e fazem com que autoridades alagoanas cobrem providências e medidas mais enérgicas. 

Ainda segundo os dados, as denúncias de violações de direitos humanos contra o grupo Pessoas Idosas ocuparam a segunda maior demanda do Disque Direitos Humanos - Disque 100, e elas podem se caracterizarem de diversas formas.

“Além da negligência, observa-se que as principais violações sofridas por pessoas idosas são as seguintes: Violência Psicológica (24%); Abuso Financeiro (20%); Violência Física (12%); e Violência Institucional (2%)”, diz um trecho do relatório. 

Buscando entender onde essas violações de direitos acontecem e por qual motivo ela tem se perpetuado em meio a sociedade, o presidente da Comissão Especial do Idoso, da Ordem de Advogados do Brasil (OAB/AL), explicou ao CadaMinuto, que muitos desses crimes são silenciosos e acabam ocorrendo no seio familiar. 

“Essa violência acaba sendo praticada pelos próprios familiares, filhos, netos, genros, noras e cuidadores despreparados. Essas pessoas não têm paciência nem preparo para lidar com idosos. Em muitos casos são os próprios idosos que mantém essas famílias, com os proventos de aposentadoria e pensões”, disse Gilberto. 

O presidente da comissão frisou também que uma pratica bastante comum é a violência financeira, onde familiares recolhem o cartão da vítima e faz uso indevido dos proventos financeiros daquela pessoa. “A pessoa idosa já está em estado de vulnerabilidade, e por essa condição não pode se defender, muitas vezes, não consegue se movimentar”.

Questionado sobre quais medidas deveriam serem adotadas para que esse tipo de situação possa reduzir em nosso estado e também no Brasil, Irineu pontuou que é preciso uma maior atenção de maneira social para está parcela da sociedade, mas que apesar dessa medida, também é necessário investir em meio especializados para que possa haver punição. 

“Falta um abrigo público para atender toda essa população de pessoas idosas, especialmente, os mais necessitados, abandonados e dependentes. Há ausência de um centro de saúde específico para cuidar dessa população e também é preciso de uma delegacia especializada, com uma equipe multidisciplinar, onde possa recepcionar às denúncias de violências praticadas contra a pessoa idosa”, sugeriu. 

O membro da OAB-AL disse também que é preciso que a sociedade saiba que eles estão amparados por mecanismos jurídicos. “O artigo 3° do Estatuto do Idoso disciplina que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público, assegurar com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e a convivência comunitária”. 

Em caso de denúncias, elas podem serem realizadas de maneira sigilosa, através do disque 100 do Governo Federal.

*Sob supervisão da editoria

 
 

Trump continuará enviando hidroxicloroquina ao Brasil mesmo após EUA vetarem uso

Agência reguladora estadunidense disse nesta segunda (15) que ‘não é mais razoável acreditar’ que o medicamento pode ser eficaz contra o coronavírus

↑ Jair Bolsonaro e seu ídolo Donald Trump (Foto: Alan Santos/PR)

Opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (15) que continuará enviando hidroxicloroquina ao Brasil mesmo após a principal autoridade de vigilância sanitária estadunidense revogar a autorização emergencial para o uso do medicamento no tratamento de coronavírus.

Em coletiva de imprensa, perguntado se EUA continuariam a enviar o remédio ao Brasil e outros países, Trump respondeu que “sim”. “Eu não posso reclamar, eu tomei por duas semanas e ainda estou aqui”, afirmou.

A FDA (Food and Drugs Administration), agência que atua como a Anvisa nos EUA, revogou a permissão de emergência para o uso de hidroxicloroquina no tratamento da covid-19. Em documento divulgado nesta segunda-feira, a FDA diz que “não é mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina podem ser eficazes”.

Na coletiva, o presidente declarou que “não sabia” sobre o relatório da FDA. “Muita gente me diz que isso poderia salvar vidas”, completou Trump.

No fim de maio, os EUA anunciaram o envio de 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil. Nesta época, pesquisadores e entidades médicas, incluindo a Organização Mundial de Saúde, já alertavam que não há comprovação sobre a eficácia do medicamento contra o coronavírus.

 

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Fonte: Revista Fórum / Ricardo Ribeiro

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