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Câmara aprova texto-base de projeto defendido por Bolsonaro que muda Código de Trânsito

Projeto foi alvo de críticas de parlamentares, por considerarem que flexibiliza regras de trânsito em um país já marcado por altos índices de acidentes

↑ Imagem ilustrativa

ACâmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o texto principal de projeto do Poder Executivo que modifica o Código de Trânsito Brasileiro, com um placar folgado de 353 votos a 125.

Entregue ao Congresso pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019, o projeto foi alvo de críticas de parlamentares da oposição, por considerarem que flexibiliza as regras de trânsito em um país já marcado por altos índices de acidentes.

Na tentativa de adiar a votação, a oposição defendeu que a Casa deveria se debruçar sobre matérias voltadas ao combate à Covid-19. Foram apresentados requerimentos de retirada de pauta e de adiamento da discussão, todos rejeitados.

O texto aprovado na forma de um substitutivo do deputado Juscelino Filho (DEM-MA) aumenta a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos e vincula a suspensão do direito de dirigir por pontos à gravidade da infração, segundo a Agência Câmara.

A atual validade da CNH de 5 anos fica mantida para condutores com mais de 50 anos, mas foi estendida pelo projeto para 10 anos àqueles com idade inferior a 50 anos.

A exigência de renovação a cada três anos passa a ser apenas para motoristas a partir de 70 anos, e não mais a partir dos 65 anos, ainda segundo a agência de notícias.

O texto, que ainda pode ser alterado decorrer da análise de emendas a serem votadas separadamente, prevê ainda a renovação a cada 5 anos para os que exercem a atividade remunerada de condutores.

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Fonte: Reuters

“Abertura do varejo não causará pico da Covid-19”

Vice-presidente da ACM ressalta que não é aceitável descumprimentos de protocolo

↑ Marcos Tavares diz que houve frustração ao não reabrir a economia (Foto: Arquivo pessoal)

Alagoas segue – ao menos formalmente – em isolamento social até dia 30 de junho, como forma de combater a pandemia de covid-19. A prorrogação da medida, anunciada pelo governador Renan Filho (MDB) frustrou empresários, cuja expectativa era de começar a reabertura econômica a partir de terça-feira (23), À Tribuna, Marcos Tavares, vice-presidente da Associação Comercial de Maceió (ACM), afirma que a prioridade deve ser salvar vidas, mas ressalta que a reabertura do varejo não causará pico de contágio por coronavírus.

Num tom diferente à última nota da ACM sobre os decretos de isolamento social do Governo do Estado, à qual a entidade afirmou que “não pode aceitar qualquer ato que tenda ao descumprimento do programa estabelecido”, Marcos Tavares garante haver as condições para a proteção das pessoas nos estabelecimentos comerciais e que a reabertura não será fator para aumento do contágio de covid-19.

“Acreditamos que o setor está muito bem aparelhado, bem pronto, na verdade, para obedecer todas as regras sanitárias que o decreto impôs e a gente possa receber nossos clientes com segurança e tudo o que é necessário, dentro do que as autoridades sanitárias preconizaram”, diz. “Acreditamos, por isso, que não será com a abertura do varejo que existirá pico de contágio. Com essa nossa organização, acreditamos que isso possa até diminuir porque vai dissipar [aglomeração], pois muitos estão trabalhando de maneira informal e sem obedecer qualquer regra ou determinação sanitária”, completa o vice-presidente da ACM.

Ele ressalta à reportagem que a vida deve ser prioridade e que as perdas financeiras não se comparam às mortes em decorrência da covid-19, mas pondera a necessidade de reabertura da economia.

Marcos Tavares ressalta a frustração com a prorrogação do isolamento social, mesmo a decisão do governador não ter sido bem uma surpresa para o setor.

“Na verdade, a gente imaginava a flexibilização a partir de hoje [terça, 23], mas já na última reunião – com várias entidades e segmentos –, a gente passou a achar ser mais difícil. Estamos num momento muito difícil, especialmente o segmento que a ACM representa, que é o varejo, e alguma parte de serviços. No varejo, estamos quase há 100 dias sem operar efetivamente. A gente fica muito triste com essa prorrogação porque estamos no sufoco. Nos frustrou”, relata.

AMA defende reabertura no interior

Segundo as informações oficiais do Governo do Estado, os casos de covid-19 têm diminuído na região metropolitana de Maceió, mas aumentado no interior. Mesmo assim, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) defende a reabertura da economia nas demais cidades do estado.

De acordo com sua assessoria de comunicação, Pauline Pereira, presidente da AMA, argumenta ser possível reabrir a economia no interior desde que sejam utilizados todos os protocolos sanitários para a prevenção à covid-19. Ela também reconhece a importância da curva epidemiológica como parâmetro, apesar de ponderar a necessidade de a população aderir ao isolamento social.

“São atitudes que não dependem apenas de gestores e, sim, da conscientização da população, como o uso de máscaras”, afirma através da assessoria de comunicação da AMA. “Cada município possui uma característica. Com a ampliação da proteção básica no interior, como a abertura de leitos clínicos e vagas em UTI, temos a possibilidade de retomar para não haver mais prejuízos econômicos, mais do que já possuímos. Precisa ser gradual e, no momento que acontecer, tenha uma estabilidade em todo Estado na curva, não apenas na capital”, completa.

Pauline Pereira também defende a prorrogação do Auxílio Emergencial pago pela União. Segundo ela, essa ajuda financeira representa 3% do PIB alagoano.

“Se for mantido, o auxílio irá ajudar na recuperação econômica. As contas públicas estão abaladas”.

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Fonte: Carlos Amaral / Tribuna Independente

Sair de casa infectado com Covid-19 é crime passível de prisão

Advogado criminalista explica todos os crimes em que se pode incorrer e suas legislações

↑ (Imagem: Agência Alagoas)

Circula em grupos de WhatsApp uma imagem afirmando que pessoas que sejam casos confirmados ou suspeitos de coronavírus e insistirem em sair de suas casas estarão cometendo crime passível de prisão. A informação é verdadeira.

“Atenção, sair de casa com suspeita ou testado positivo para a covid-19 é crime! Art. 268 do cód penal – Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. Pena: detenção de um mês a um ano e multa. Denuncie!”, diz a mensagem.

De acordo com o advogado criminalista Leonardo de Morais, presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas em Alagoas, o artigo 268 do código penal pode ser utilizado para garantir o cumprimento das medidas em defesa da saúde pública instituídas nos decretos estaduais.

Em Alagoas, o artigo 2º do decreto 70.066, de 9 de junho, determina restrições às pessoas infectadas ou sob suspeita de infecção pelo novo coronavírus. “Assim, há obrigatoriedade do isolamento àqueles confirmados com Covid-19 (até a liberação da autoridade sanitária), àqueles com síndromes gripais e aos que retornaram de viagens nacionais e internacionais (durante 14 dias). A violação destas regras poderá levar a responsabilidade criminal pelo crime de infração de medida sanitária preventiva (Art. 268 do Código Penal), cuja pena privativa de liberdade pode chegar a um ano”, explica Morais.

O advogado ainda esclarece que, em alguns casos, ações que levem outras pessoas a serem contaminadas pela Covid-19 podem ter penas ainda mais graves que as determinadas pelo Art. 268. “Se a pessoa está contaminada e dirige o contágio intencionalmente para atingir uma pessoa específica, estaria praticando um crime mais grave, que seria o de perigo de contágio por moléstia grave. Artigo 131 do código penal. Esse crime poderia chegar a até quatro anos de prisão”, alerta.

Além disso, caso a vítima venha a ser infectada, o transmissor poderá responder pelo crime de lesão corporal. No caso de a vítima não apenas contrair a doença, mas vir a óbito, o infrator pode responder por homicídio qualificado pelo meio que possa resultar perigo comum, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão, explica Morais.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

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Fonte: Agência Alagoas

 
 
 

Correios alertam para golpes de phishing via e-mail e redes sociais

Perfis falsos no Instagram e e-mails enviados por "Sedex Brasil" ou "Financeiro Correios" são isca para golpe, avisa estatal

↑ (Imagem: Reprodução)

Os Correios avisam em comunicado que e-mails enviados por “Sedex Brasil” ou “Financeiro Correios” vêm se espalhando nos últimos meses como isca para golpes de phishing. Também existem perfis falsos em redes sociais com o nome “Suporte Correios” que prometem ajuda para encomendas a serem entregues, em meio ao aumento de compras pela internet durante a pandemia da COVID-19, causada pelo novo coronavírus.

Segundo a estatal, muitos e-mails falsos são disparados por contas de nomes como Imprensa Correios, Sedex Brasil, Financeiro Correios e Correios Brasil; as mensagens alegam ter informações sobre tentativas de entrega de encomendas, mas podem tentar roubar dados do usuário. “Trata-se de spam, com links contendo vírus ou agentes maliciosos”, ela afirma.

Além disso, existem perfis falsos que costumam usar o nome Suporte Correios de forma a obter informações de clientes desavisados. A empresa não menciona em que rede social isso acontece, mas como você pode ver abaixo, é algo bem frequente no Instagram.

Essas contas têm poucos seguidores e algumas não possuem nenhuma publicação no feed. Ainda assim, elas poderiam ser uma forma de exibir anúncios falsos no Instagram; golpistas também usam o Nubank e o Caixa Auxílio Emergencial como isca.

Correios recomendam canais oficiais para contato

A pandemia levou mais pessoas a comprarem através da internet e gerou uma demanda maior por serviços de encomenda. E, desde março, os Correios adotaram mudanças no procedimento de entrega de objetos para evitar o contágio da COVID-19. Isso levou a queixas sobre demora e extravios; a estatal virou alvo de uma investigação do Procon-RJ por causa disso.

Golpistas se aproveitam dessa situação para prometer ajuda a quem está esperando por uma encomenda. Mas, em comunicado, a empresa diz que “não envia mensagens eletrônicas sem prévia autorização do cliente e não dá permissão para que terceiros o façam em seu nome”. Por isso, ela recomenda apagar e-mails suspeitos que pareçam ter vindo dos Correios.

Os perfis falsos são monitorados nas redes sociais e em outros ambientes digitais: “quando identificada esse tipo de violação, a estatal toma as medidas cabíveis, conforme o caso, e as reporta às autoridades de segurança da informação, quando necessário”.

Os Correios têm perfis oficiais no Facebook (@correios), Instagram (@correiosoficial) e Twitter (@correiosbr) que são verificados, ou seja, têm um selo azul ao lado do nome. A empresa também está presente no LinkedIn (@correios) e no YouTube (@correiosoficial). Também é possível entrar em contato por telefone ou por chat.

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Fonte: Tecnoblog / Texto: Felipe Ventura

Retorno das aulas presenciais será a última etapa da retomada das atividades em Alagoas

Escolas e demais instituições de ensino só reabrirão na fase verde, que ainda não tem data definida

↑ Atividades pedagógicas da rede estadual acontecem remotamente (Foto: Cortesia)

Aretomada das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino de Alagoas só acontecerá na última etapa do Plano de Distanciamento Social Controlado – documento construído pelo Governo de Alagoas que estabelece as fases para o retorno às atividades após o isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19. De acordo com o plano, divulgado em edição suplementar do Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (22), a reabertura dos estabelecimentos educacionais só ocorrerá na Fase Verde – quando todas as demais já tiverem sido cumpridas – e não tem data definida.

O documento, que pode ser conferido na íntegra aqui, diz no artigo 6º que “ficam suspensas todas as aulas presenciais nas escolas, universidades e faculdades das Redes de Ensino Pública e Privada no Estado de Alagoas, sem prejuízo do cumprimento do calendário letivo, observando-se o Decreto Estadual nº 69.527, de 2020, apenas retornando as aulas presenciais quando o Estado de Alagoas estiver na Fase Verde”.

A Fase Verde, que não tem data para iniciar, só será aplicada após a conclusão das fases Vermelha (onde estamos atualmente), Laranja, Amarela e Azul. Na Fase Verde, também será autorizada a retomada do serviço público presencial, eventos sociais e a reabertura de cinemas, teatros e museus.

Segurança

A secretária da Educação, Laura Souza, afirmou que a volta às aulas só ocorrerá quando houver segurança e obedecerá protocolo validado pelas autoridades sanitárias, como também a realidade de cada região, município e escola.

“A decisão de voltar será quando a rede tiver segurança nas escolas. O retorno precisa ser planejado e, para decidir quem volta primeiro, é preciso discutir coletivamente, um trabalho regionalizado e escalonado, pois cada caso é um caso. Teremos um protocolo que será validado pelas autoridades de saúde, onde consideraremos vários aspectos e a escolas só reabrirão se sentirem que têm condições de cumprir este protocolo”, destaca, recordando que, para isso, estão sendo formados comitês operacionais com a presença de órgãos de controle, de regulamentação e secretarias como Saúde e Assistência Social.

Aulas remotas

A Seduc publicou, no último dia 19, a Portaria 7651/2020, que regulamenta a substituição das aulas presenciais pelas atividades pedagógicas desenvolvidas remotamente via Regime Especial de Atividades Escolares Não-Presenciais (REAENP). Segundo a portaria, as atividades não presenciais serão consideradas como efetivo trabalho escolar – ou seja, contarão como dias letivos – e a carga horária trabalhada “será utilizada para a substituição de carga horária presencial”.

Ainda de acordo com o texto, “apenas serão consideradas como carga horária letiva aquelas atividades que alcançarem, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do total de alunos matriculados na respectiva turma”.

As aulas presenciais na rede estadual de ensino estão suspensas desde o dia 23 de março – na ocasião houve a antecipação do recesso escolar do meio do ano – e, no dia 07 de abril, a Seduc estabeleceu o REAENP nas unidades de ensino da rede estadual de Alagoas.

O documento orienta como as atividades escolares devem ser realizadas nesse período de quarentena e, a partir dele, houve a implantação de laboratórios de aprendizagem para as turmas de 1º ano do ensino fundamental à 2ª série do ensino médio e do Projeto Foca no Enem para os estudantes da 3ª série do ensino médio.

Para ambos os casos, as atividades acontecem de forma remota, seja pelo uso de ferramentas virtuais como também pela impressão e entrega de material impresso para alunos sem acesso a internet.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto: Ana Paula Lins e José Arnaldo

MPC tem dificuldade para notificar gestores municipais devido aos contatos estarem desatualizados

Ascom/MPCRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueProcurador Gustavo Santos

O Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC) tem encontrado dificuldades em dar seguimento ao trabalho por não conseguir notificar os gestores públicos municipais. O fato é que os telefones de contatos e e-mails da maioria das prefeituras municipais de Alagoas, disponibilizados nos próprios sites oficiais dos municípios e no portal da entidade que os representa (AMA – Associação dos Municípios de Alagoas), estão desatualizados e isso impossibilita a comunicação entre o Órgão Ministerial e os Executivos Municipais.

Segundo o MPC, a dificuldade de comunicação com os municípios já existia antes, mas tomou uma proporção ainda maior nesse período de pandemia.

São várias ações que já estão paralisadas no MP de Contas devido a dificuldade de contato com os gestores municipais para notificá-los, a exemplo do cruzamento dos dados para identificar os servidores públicos que receberam indevidamente o auxilio emergencial (ação em parceria com a CGU/AL); do projeto A educação não pode esperar, que visa saber quais ações os municípios de Alagoas estão realizando para minimizar os prejuízos à educação pública nesse período de pandemia; o controle dos gastos emergenciais contratados pelos gestores; correções nos portais da transparência; dentre tantos outros pedidos de informações, requisição de documentos e etc, fundamentais às ações de controle externo.

O prazo para os gestores responderem às instituições só começa a contar após o recebimento da notificação e quanto mais tarde isso ocorrer, maior será a demora na conclusão dos processos e maior poderá ser o prejuízo aos cofres públicos. Segundo o Procurador-geral do MPC/AL, Gustavo Santos, antes da pandemia as notificações eram feitas por correspondência física enviada aos gestores do interior do Estado pelos Correios com Aviso de Recebimento (AR) que, ao retornarem ao Ministério Público de Contas possibilitava a contagem do prazo para o cumprimento das diligências. Com o isolamento social, essas notificações ficaram prejudicadas porque, em vários casos, os Correios não consegue localizar os servidores nas repartições públicas para assinar o recebimento das correspondências. Diante disso, as notificações passaram a ser enviadas também por e-mail, mas com os endereços incorretos ou desatualizados, as correspondências eletrônicas sequer foram enviadas e/ou não tiveram seus recebimentos confirmados. A comunicação por telefone também tem sido bastante complicada.

Gustavo Santos explica que está adotando algumas estratégias para tentar notificar os gestores e dar seguimento as ações iniciadas pelo Parquet de Contas, como a comunicação via redes sociais oficiais dos municípios, por meio de assessores de comunicação, vereadores e até mesmo, pelo telefone celular pessoal dos prefeitos. “Essas estratégias vão nos demandar muito tempo e um esforço coletivo grande, o que pode refletir num atraso na fiscalização de outras demandas da nossa instituição. Se os contatos estivessem atualizados, muitos processos já estariam numa fase mais avançada”, pontuou.

Para se ter uma ideia da dificuldade que a instituição pública enfrenta quanto à comunicação, o Ofício Circular do Ministério Público de Contas e da Controladoria Geral da União em Alagoas, direcionado a 100 municípios alagoanos, solicitando aos gestores as folhas de pagamento dos servidores públicos do mês de abril/2020, para o cruzamento com os dados do cadastro de beneficiários do auxílio emergencial, sequer chegou a ser encaminhado a todos os gestores por causa, justamente, da desatualização dos dados de contato. Com isso, apenas 20 gestores atenderam a solicitação das duas instituições e o levantamento da CGU/AL está parado, aguardando as folhas de pagamento que deveriam ser enviadas por endereço eletrônico no último dia 15.  

A Procuradora Stella Mero, Titular da 5ª Procuradoria de Contas, também relatou ter dificuldades de contatar os gestores dos municípios do seu grupo de fiscalização. No dia 13 de maio, a Procuradora enviou ofícios a todos os municípios da 5ª PC, reiterando os prazos do Ato n.01/2020 do TCE/AL e apontando falhas nos portais de cada Prefeitura, para correções. “Os ofícios foram remetidos em meio físico, com muitas dificuldades de entrega por conta do momento de isolamento social e funcionamento extraordinário das repartições públicas, e em meio eletrônico. Dos 23 municípios, apenas oito responderam os ofícios, um apresentou e-mail inválido, e os demais não apresentaram resposta”, destacou a Procuradora de Contas.

Outro exemplo de dificuldade de comunicação foi relatado pela servidora do MPC/AL, Ana Borba. Ela contou que desde o dia 20 de maio, quando iniciou a primeira etapa do projeto A educação não pode esperar, que vem tendo dificuldade de comunicação com os municípios, uma vez que das 13 cidades selecionas para a primeira etapa do projeto, conseguiu contato apenas com três ou quatro secretarias municipais de educação. “Desde o dia 03 de junho, quando iniciamos os trabalhos com 22 municípios da 1ª Procuradoria de Contas, que venho tendo dificuldade de falar com o pessoal. Somente agora, com a ajuda do Cerimonial do TCE/AL, da Escola de Contas e da Assessoria de Imprensa do MPC/AL, que consegui contato com os municípios”, ressaltou Ana Borba. “Também cheguei a enviar email para controladores e contadores municipais para confirmar o recebimento do material, mas o retorno não foi satisfatório”, revelou.

A servidora falou ainda sobre a importância dos gestores públicos municipais, sejam eles prefeitos ou secretários, manterem seus contatos completos e atualizados tanto nos portais oficiais dos municípios, quanto no Cardug, sistema do Tribunal de Contas de Alagoas que tem a relação dos servidores do Executivo Municipal. “Eu percebi que todos os municípios da 1ª Procuradoria de Contas, nesse sistema Cardug, constam apenas os e-mails dos secretários, seria muito importante que também tivesse os contatos telefônicos para facilitar o contato porque essas dificuldades, no geral, estão implicando bastante na comunicação”, destacou Ana Borba.

O Ministério Público de Contas pede que os gestores municipais mantenham seus dados sempre atualizados e que atendam as demandas solicitadas direcionadas a eles. “Todos os canais de comunicação do Ministério Público de Contas estão disponíveis para quaisquer gestores entrarem em contato conosco”, garantiu o Procurador-geral do MPC/AL.

Mourão se apresenta como alternativa para substituir Bolsonaro

Ao propor o "fim da polarização entre os extremos", o vice-presidente piscou para as elites nacionais, que estão constrangidas com o governo Bolsonaro, mas sonham com um Brasil sem Lula e sem PT

↑ Hamilton Mourão (Foto: Reprodução/GloboNews)

Aentrevista desta segunda-feira do vice-presidente Hamilton Mourão para a CNN foi o movimento mais explícito de sua “campanha presidencial”. Ao criticar o ambiente nacional de “instabilidade emocional coletiva”, sugerir “afastar os extremos” e “reunir o centro” ele piscou claramente para as elites nacionais, que estão constrangidas com o governo extremista de Jair Bolsonaro, com seus escândalos e suas rachadinhas, mas ainda sonham com um Brasil sem Lula e sem Partido dos Trabalhadores.

Desde a prisão de Fabrício Queiroz e do caso Frederick Wassef, advogado/lobista que o escondia em sua casa em Atibaia (SP), os militares têm evitado qualquer gesto de rompimento público com Jair Bolsonaro, mas também foram comedidos em suas manifestações de apoio. Não conspiram abertamente, mas sabem que o bolsonarismo sofreu um duro revés e talvez tenha sido ferido de morte.

Neste clima de fim de festa, com um Brasil mergulhado em crise econômica e sanitária, todos sabem que mais dois anos e meio de desgoverno seriam desastrosos para o país. É por isso que tanto se fala em saídas como impeachment, cassação da chapa na TSE, hipótese que Mourão evidentemente rechaça, e até mesmo renúncia.

Fragilizado por suas evidentes ligações com as milícias, Bolsonaro já não tem mais força para um autogolpe, o que também foi explicitado por Mourão na entrevista à CNN, de forma diplomática. “Em primeiro lugar, o presidente não tem o anseio mínimo de fazer uma ruptura institucional no nosso país, porque as instituições estão bem. O que há, no nosso país, é uma instabilidade emocional. As pessoas estão muito desacerbadas nas suas ideias, nas suas discussões. As Forças Armadas estão afastadas de qualquer ação dessa natureza, mas tenho que deixar claro que o presidente não tem essa visão em momento nenhum”, afirmou.

Sobre sua “plataforma de governo”, Mourão fez questão de retratá-la como o projeto central da burguesia nacional. “Meu anseio é que a gente consiga afastar os extremos dessa polarização, tanto a direita mais extremada quanto o pessoal da esquerda mais extremada, e conseguir reunir o centro, que é a grande massa, daqueles que conseguem sentar em uma mesa e, mesmo tendo ideias discordantes, conseguem chegar a um senso comum. Acho que, se a gente conseguir fazer isso daqui pra frente, nós teremos muito sucesso”, disse ele.

Na entrevista, Mourão negou existir qualquer pensamento sobre assumir a Presidência da República. “Nem passa pela minha cabeça. O nosso presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Seu primeiro governo vai até 2022 e se assim o povo brasileiro quiser, ele pode continuar até 2026”, disse ele. É óbvio, no entanto, que ele não poderia ter dito nada diferente disso. O essencial de sua fala foi a proposta de “afastar os extremos” e não há ninguém mais extremista no Brasil do que o próprio Bolsonaro.

 

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Fonte: Brasil 247 / Leonardo Attuch

 
 
 

Movimento Hospitalidade Segura lança manual com protocolos de higiene

↑ Protocolo define plano de higiene e sanitização dos ambientes (Foto: Divulgação)

Em mais uma iniciativa para a possível reabertura da cadeia hoteleira durante a pandemia e especialmente no pós-pandemia, o Movimento Hospitalidade Segura, formado por oito entidades de hospedagem no Brasil, acabou de lançar o manual Protocolos de Higiene e Segurança, que é um documento destinado a hóspedes e colaboradores desenvolvido em atenção à pandemia do novo coronavírus.

O documento foi elaborado com a participação da ABIH, Resorts Brasil, Associação Mundial Turismo de Saúde e Bem-Estar, BLTA, FBHA, Fohb e Unedestinos e validado tanto pelo Ministério do Turismo bem como pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O manual, que será distribuído para toda a rede hoteleira, afirma que cada empreendimento deve, de acordo com seu porte e características, elaborar e/ou adotar um plano interno de ação de enfrentamento à Covid-19, descrevendo sua política interna, atuação e responsabilidades por setores sobre os protocolos que visam à retomada das operações, com segurança.

Desenvolvimento do material foi feito de forma coletiva

 

O trabalho teve início por meio de pesquisa em documentos de benchmarking e boas práticas tanto de âmbito nacional como internacional.

Foi elaborado coletivamente, contemplando os diversos tipos e tamanhos de empreendimentos hoteleiros, bem como as premissas básicas para garantir a prevenção em saúde e a não transmissão do novo coronavírus, a exemplo do distanciamento social, a higiene pessoal, a sanitização de ambientes, a comunicação e o monitoramento dos protocolos e recomendações.

De acordo com o presidente da ABIH-AL, André Santos, os procedimentos detalham as especificidades das adequações em cada serviço prestado pelos hotéis, a fim de assegurar o distanciamento social, higiene, sanitização dos ambientes, comunicação contínua entre colaboradores e hóspedes, atendimento emergencial e monitoramento das medidas adotadas.

MTur

Diante dos grandes impactos que a crise do coronavírus deixa no setor, o MTur também desenvolveu o “Plano de Retomada do Turismo Brasileiro”. Preocupada em minimizar as consequências e aos poucos, organizar o retorno das atividades, a pasta resolveu criar um selo.

 

 

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Fonte: Tribuna Independente / : Claudio Bulgarelli

 
 
 

Decreto estadual é prorrogado até o dia 30 de junho

Anúncio foi feito pelo governador de Alagoas, Renan Filho

↑ Governador Renan Filho durante a coletiva - Imagem: Reprodução

Odecreto governamental de enfrentamento à pandemia foi prorrogado, nesta segunda-feira (22), até o dia 30 de junho. O anúncio foi feito pelo governador de Alagoas, Renan Filho, durante uma live ao lado do secretário de Saúde, Alexandre Ayres.

Confira, abaixo, a nota do Governo de Alagoas sobre o novo decreto:

Os próximos 8 dias serão definitivos para avaliar e consolidar a tendência de queda de demanda por leitos de UTI e na taxa de mortalidade por Covid-19 em Alagoas. ⁣

Sendo assim, se os indicadores confirmarem esta tendência, no começo do mês de julho, iniciaremos a implantação do distanciamento social controlado seguindo as fases do protocolo.⁣

No próximo dia 26 de junho será apresentada uma matriz de risco elaborada para avaliar a possibilidade de avanço de fases.⁣

Faça sua parte. Cuide-se. Colabore. Se precisar sair, use máscara e mantenha o distanciamento necessário.

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Fonte: Tribuna Hoje

Médica que atuou em Major Izidoro e foi prefeita de Santa Luzia do Norte, morre com Covid-19

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A médica, Hermínia Tavares da Silva, 69 anos, morreu neste domingo (21), no Hospital Medrádius em Maceió, vítima de covid-19. Hermínia Tavares, além de médica, ela também entrou para política, foi prefeita de Santa Luzia do Norte, em Alagoas, durante o período de de 1992 à 1996, ele também foi vice prefeita do município. Ele era casada com o empresário Zé Adelmo, com quem teve dois filhos, Lucas e Adelminho.

Amigos, familiares lamentaram a morte da Dra Herminia. Ela chegou a atuar como médica em Major Izidoro, Sertão de Alagoas, onde trabalhou em um posto de saúde do município. 

Para o ex deputado, empresário Marcelino Alexandre, Dra Herminia era uma amiga querida e admirada por todos por ser uma pessoa do bem com suas qualidades e grandeza. O empresário Marcelino, destacou que Alagoas perde uma grande líder. Santa Luzia do norte onde foi prefeita, lembrará sempre da sua importância na vida da população, como médica e administradora, deixou um grande legado. Marcelino, lembra do apoio que recebeu dela nas suas campanhas por três mandatos de deputado estadual. "Hermínia vai deixar saudades no coração daqueles que a conheceram ", Finalizou Marcelino Alexandre.

O tenente Dias, irmão da Dra Hermínia, faleceu em decorrência de insuficiência respiratória causada pela infecção pulmonar provocada pela complicação da covid-19. no início do mês de junho. Tenente Dias serviu honrosamente a briosa polícia de Alagoas, e fazia parte do quadro de reserva da corporação.

 
 

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