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Auxílio emergencial até dezembro reduz impactos da crise, diz estudo

 

Recursos são usados para pagar aluguel, comprar comida, pagar contas. “Ajudar a mitigar os impactos da crise”, afirma a economista Débora Freire

 

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai vetar o valor de R$ 600 reais nas duas parcelas adicionais que serão pagas ao público que já recebe o auxílio emergencial. Para ele, essa diferença traria um impacto adicional de R$ 100 bilhões nas contas públicas. O que diria então sobre estender o pagamento até dezembro.

Mas não é bem assim. Uma nota técnica de economistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que o auxílio, se pago às mesmas pessoas, no mesmo valor, até o mês de dezembro, pode mitigar os impactos da crise trazida pela covid-19 à economia brasileira.

“O custo da política é três vezes maior, mas os benefícios tendem a ser cinco vezes maiores em termos de PIB e arrecadação do governo. As famílias usam esses recursos para pagar aluguel, comprar comida, pagar contas. O auxílio pode ajudar a mitigar os impactos da crise”, disse a economista Débora Freire em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Fonte: Rede Brasil Atual

Descoberta: luz ultravioleta pode destruir o novo coronavírus

Por iG Saúde | 13/06/2020 | 08:18

 
Foto: Divulgação Xenex DisinfectionDescoberta: luz ultravioleta pode destruir o novo coronavírus
Luz ultravioleta pode matar o novo coronavírus (Sars-CoV-2)

Para o processo de desinfecção contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), máquinas que emitem raios ultravioleta têm sido usadas em hospitais – como o Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SP) –, objetos em supermercados na capital paulista e até em transportes públicos na China. A luz ultravioleta é capaz de destruir o vírus causador da Covid-19 de superfícies.

A eficiência da luz ultravioleta se dá porque essas ondas destroem a capa proteica e o material genético do vírus. Elas atuam no DNA e RNA, gerando mutações internas na genética e consequente morte do novo coronavírus.

O processo de combate é diferente, por exemplo, do que utilizamos no dia a dia, com água e sabão. A combinação usada para lavar as mãos funciona porque destroi a camada de gordura externa do novo coronavírus.

Já a luz ultravioleta mata o invasor por dentro.

VEJA TAMBÉM:

Luz solar funciona contra Covid-19?

Há três tipos de radiação ultravioleta: UV-A, UV-B e UV-C. Elas têm diferentes capacidades de penetração e comprimento de onda. A maior parte dos raios que recebemos na Terra é do tipo UV-A.

A luz ultravioleta que vem sendo usada no combate à Covid-19 é a UV-C.

Não há garantia científica de que expor objetos à luz do sol possa destruir o novo coronavírus, porque muitos fatores influenciariam essa tentativa, como: a camada de ozônio, o horário de exposição e a umidade presente nos objetos – que poderia, inclusive, aumentar a presença de microorganismos. 

Fonte: IG Saúde

Docente do Ifal afirma que isolamento é ainda necessário em estágio atual da pandemia

Afirmação encontra-se respaldada em análise gráfica do avanço de Covid-19 em Alagoas

↑ Francisco Rego Filho é doutor em Física e atua no Campus Penedo (Foto: Ascom Ifal Penedo)

Ao analisar dados dos casos da Covid-19 confirmados em Alagoas até a última quarta-feira (10), o professor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Francisco Rego Filho, aponta que o isolamento social no estado continua a demandar uma taxa de adesão maior. Segundo ele, a análise do comportamento da curva de contágio do novo coronavírus feita à luz de modelos matemáticos permite identificar o estágio atual da pandemia e quais as perspectivas em curto prazo. “Ou seja, nos dá uma ideia do que está acontecendo e do que vai acontecer nas próximas semanas, considerando a existência ou não de medidas preventivas”, enfatizou o docente, que é doutor em Física e ministra a disciplina no Campus Penedo.

Com dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) divulgados até 10 de junho, Francisco elaborou um primeiro gráfico em escala linear, considerando no eixo vertical o número de casos confirmados (18.176) e, no eixo horizontal, a quantidade de dias (94), desde a notificação do primeiro caso, o que ocorreu em 8 de março. “O que se verifica é que, até o primeiro mês, o número de confirmações teve um crescimento bem lento e, só a partir de um mês e meio, foi que começou a subir em um outro padrão de velocidade, sendo bem o que os modelos preveem. Trata-se de um crescimento exponencial, no qual a curva vai avançando devagar e, em um determinado momento, ela explode”, explicou o professor.

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(Imagem: Divulgação)

A partir dessa explosão de notificações, ele fez uma projeção do que aconteceria se medidas preventivas não tivessem sido tomadas. “Caso o padrão de crescimento tivesse se mantido, teríamos chegado aos 18 mil casos há um mês, por volta do dia 60, e teríamos ultrapassado, e muito, a marca atual”. Ele ressalta que foi por volta do 55º dia que a curva continuou a subir, mas de forma mais lenta, o que provavelmente está relacionado aos efeitos das medidas de isolamento social determinadas pelos decretos governamentais, entre o final de março e abril.

Essa simulação é melhor visualizada no gráfico em escala logarítmica, que mostra a evolução dos casos em potência de 10. Francisco usou esse tipo de gráfico para analisar a curva de contágio a partir da explosão dos casos no 35º dia da pandemia em Alagoas, em meados de abril, confirmando o crescimento exponencial e a mudança que se deu no padrão desse crescimento depois do 55º dia, em 2 de maio. Esses dois períodos distintos, ele identificou como fase 1 e fase 2. “Vê-se claramente que, se não houvesse uma desaceleração da exponencial da fase 1, teríamos chegado aos 100 mil casos no 80º dia, isto é, em 28 de maio”, disse o docente, que projeta para a esta sexta-feira, 12 de junho, a confirmação de 20 mil casos.

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(Imagem: Divulgação)

Com base nessas análises, Francisco defende que medidas rígidas sejam tomadas para frear ainda mais a velocidade do contágio. “Estamos na fase 2 que seria um crescimento intermediário. A curto prazo, o que dá para dizer é que vai continuar crescendo nesse mesmo padrão, conforme o modelo matemático prevê, e também porque não estamos vendo mudanças nas medidas de isolamento social. Se não houver endurecimento nas regras, o pico de casos que marca o início do achatamento da curva se tornará cada vez mais longe, o que é bem preocupante”.

Essa preocupação também foi por ele demonstrada com o gráfico que evidencia a evolução dos casos ativos. “Esses casos resultam da subtração entre o número total de confirmados e número dos casos recuperados e dos óbitos. Os ativos são o total de pessoas doentes no momento e se percebe no gráfico que esse dado é crescente. Isso preocupa porque representa o aumento da quantidade de pessoas que demandam acompanhamento, atendimento nas unidades de saúde e, nas situações em que o quadro clínico se agrava, leitos de UTI”.

Taxa de reprodução do vírus

Em um cenário no qual a vacina da Covid-19 ainda não existe, a necessidade de aumentar a adesão ao isolamento social é justificada por modelos teóricos utilizados para entender o avanço da doença. Um desses modelos simula quantas outras pessoas um infectado pelo novo coronavírus consegue contaminar. Trata-se da taxa de reprodutibilidade, denominada R0.

“Sem que nenhuma medida de isolamento seja aplicada, uma pessoa com o vírus é capaz de infectar outras três, ou seja, o R0 nesse caso é próximo de 3. Com as pessoas mantendo-se em casa, essa probabilidade diminui e, para a gente ver o tão sonhado pico ser atingido, essa taxa de reprodução precisa estar abaixo de 1 (um), o que só é possível se a adesão ao isolamento estiver acima dos 70%”, explicou o docente, acrescentando que há pesquisadores trabalhando com esse dado em Alagoas e que estimam atualmente um R0 da ordem de 1,5 a 1,7. Quanto à taxa média de isolamento no estado, em meados de abril, ela já chegou a estar acima dos 50%, mas vem caindo e tem oscilado entre 35% e 40%. Os dados são da plataforma Inloco, que reúne informações com base na localização.

Situação no interior de Alagoas

Em um outro gráfico, Francisco Rego Filho analisou os dados gerais de Alagoas, dando enfoque aos casos confirmados na capital e no interior. “Considerei como interior todos os municípios alagoanos, exceto Maceió. Neste gráfico, é possível perceber que a curva geral, desde o início, é determinada pela velocidade da curva da capital. Isso porque na fase 1 da pandemia, os casos de Maceió representavam mais de 80% do total. Depois de alguns dias, a curva da capital passou a ter uma inclinação um pouco menor, enquanto que a curva do interior veio subindo numa taxa muito mais rápida, fazendo com que, nos próximos dias, haja uma inversão e os municípios do interior passem a concentrar a maioria das notificações”, projeta o professor.

Segundo ele, dois fatores podem estar influenciando o aumento de casos no interior: o negligenciamento das medidas de prevenção ou o fato de os governos locais terem aumentado a testagem da população. Em Penedo, onde fica localizado o campus do Ifal em que o docente trabalha, a explosão de casos aconteceu no final de maio. O primeiro caso foi confirmado na cidade em 27 de abril e, até 29 de maio, eram 26. Após essa data, as confirmações de Covid-19 já somam 130, ou seja, 104 novos casos em apenas 13 dias. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Penedo nessa quinta-feira (11). Porém, diferem do boletim da Sesau, que contabiliza 86 casos no município até a mesma data. No dia 4 de junho, a prefeitura informou que passaria a divulgar os dados locais sem aguardar a oficialização da Saúde do Estado.

“Esse crescimento acelerado é algo que preocupa porque é no interior onde o sistema de saúde é mais vulnerável. Torna-se imprescindível aumentar a fiscalização ao isolamento, ao funcionamento de serviços considerados não essenciais, para frear o aumento exponencial acelerado dessa curva”, finalizou Francisco. Mais explicações sobre como a análise gráfica do avanço da Covid-19 em Alagoas ajuda a entender o comportamento da curva de contágio podem ser conferidas em um bate-papo ao vivo com o docente, ocorrido na terça-feira, 9, no perfil de Instagram do Ifal Penedo. CLIQUE AQUI para conferir.

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Fonte: Ascom Ifal Penedo / Texto: Lidiane Neves

Entidades repudiam intervenção de Bolsonaro nas universidades federais

 

MP 979 permite ao ministro da Educação escolher reitores temporários nas federais durante o período de pandemia

 

Oito entidades – UNE, Ubes, ANPG, Andes, Proifes, Sinasefe, Fasubra e Fenet – divulgaram uma nota conjunta em protesto contra a nova intervenção do governo Jair Bolsonaro nas universidades federais. Na surdina, o presidente publicou nesta quarta-feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) 979/2020, que permite ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, escolher reitores temporários nas federais durante o período de pandemia.

“Nós, entidades da Educação, legitimamente constituídas para representar professores, técnicos-administrativos e estudantes, repudiamos tal ação e faremos todo o possível jurídica e politicamente para que a MP seja imediatamente suspensa e declarada inconstitucional”, afirma a nota. “’Não ao autoritarismo!”, agregam as entidades.

Confira a íntegra

Nota de repúdio das entidades da educação à MP 979/2020 que trata da indicação dos reitores pró-tempores

O governo federal edita uma medida provisória que trata da escolha de reitores e reitoras das Universidades, Institutos Federais e Cefet. A MP determina que “não haverá processo de consulta à comunidade, escolar ou acadêmica, ou a formação de lista tríplice para a escolha de dirigentes das instituições federais de ensino durante o período de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da Covid-19”.

Com essa MP o governo, através do Ministério da Educação, explicitamente faz uma opção pela intervenção federal nas instituições de ensino, aprofundando a já combalida democracia em nosso país e afrontando, mais uma vez, o artigo 207 da Constituição Federal de 1988, que assegura as instituições públicas a autonomia.

Como medidas anteriores, essa é mais uma medida monocrática, sem diálogo com as instituições de ensino, entidades representativas dos segmentos da comunidade acadêmica e que explicita o entulho autoritário da ditadura militar. A alternativa para a escolha de reitores, nesse momento de pandemia, deve ser definida pela comunidade acadêmica em suas instâncias deliberativas internas as instituições de ensino.

Nós, entidades da Educação, legitimamente constituídas para representar professores, técnicos-administrativos e estudantes, repudiamos tal ação e faremos todo o possível jurídica e politicamente para que a MP seja imediatamente suspensa e declarada inconstitucional.

Não ao autoritarismo!

Em defesa da Autonomia Universitária!

Em defesa das Instituições de Ensino Superior Público do Brasil

#DevolveMP979

Assinam a nota: UNE, UBES, ANPG, ANDES, PROIFES, SINASEFE, FASUBRA, FENET

Fábio Jr. faz live recheada de sucessos para embalar Dia dos Namorados

Por Eliana Silva de Souza

Um Dia dos Namorados bem diferente, com os casais separados, cada um em sua casa, mantendo o isolamento e a cautela nesse momento de pandemia. Mas não é por isso que o romantismo será deixado de lado, não mesmo. Os rostos não estarão colados, os beijos ficarão para depois, mas sonhar é o que está valendo e o que vai imperar nesta fase. E, para ajudar a fazer esse dia um pouco mais especial, iluminar corações, nada melhor que uma live de Fábio Jr., um dos nossos cantores mais emblemáticos para a data, um ícone que deixou marcas profundas em vasta legião de fãs.

A apresentação será nesta sexta-feira, 12, claro, a partir das 22h, com promessa de duas horas de músicas de sua carreira e que tanto sucesso ainda fazem. A transmissão na TV será pelo Multishow, que a exibirá também pelo seu canal do YouTube, pelo Multishow Play e ainda pelos redes oficiais do músico, também no YouTube. Sempre lembrado, o cantor de 66 anos é ainda uma marca da música romântica, dificilmente alguma de suas canções não tenham tocado o coração das pessoas mais desavisadas. Quem nunca cantarolou, “carne e unha, alma gêmea, bate coração” ou “o amor não tem que ser uma história com princípio, meio e fim”? Além desses tantos sucessos, Fábio marcou o imaginário nacional com suas atuações em diversas novelas, coisa que parou de fazer há um bom tempo.

Com promessa de não deixar de cantar nenhum dos grandes sucessos, Fábio Jr., recluso em sua casa, em São Paulo, respondeu algumas perguntas, por e-mail, ao Estadão.

O que o público vai ver nessa live, terá algo diferente da outra?

Ah! Pensamos num cenário bem gostoso na área externa aqui de casa e um repertório bem romântico para o Dia dos Namorados. Tá legal pra caramba!

Alguma música não pode faltar nessa live e em seus shows?

Graças a Deus algumas músicas não posso deixar de fora de qualquer repertório, por exemplo, Alma Gêmea, Só Você, Caça e Caçador e por aí vai… (risos).

Como é se apresentar sem o público presente, o que é tão
necessário em shows?

A energia das pessoas faz muita falta! Dá saudade, mas só de saber que estamos conectados já é uma delícia, é diferente, mas é especial.

Você é um romântico? Como você se vê?

Acho que sou (risos). O fato de cantar o amor, acredito que tenha contribuído para que o romantismo estivesse sempre presente na minha vida.

Ainda se emociona com a receptividade de seu público? Muitos anos depois e ele segue sendo muito fiel, não?

Caramba! É um público fiel mesmo, graças a Deus!! A cada show vejo a moçada que me acompanha há muito tempo. Vejo, também, a geração de uma família que vai aos meus shows, a avó, mãe e agora a filha. Isso é gratificante demais! Só tenho a agradecer, brigaduuuu!! Se não fossem eles eu nem existiria! É verdade!!!

Em tantos anos de carreira, como músico e ator, o que ainda falta fazer nessas áreas?

Não sou muito de fazer planos, as coisas aconteceram na minha carreira de uma forma muito natural, então prefiro deixar acontecer.

Como está sendo sua quarentena, tem conseguido criar ou fazer coisas que te animem?

Eu sempre fui muito caseiro, gosto de ficar em casa, curtindo meus “cantinhos”, então pra mim não está sendo muito complicado. Sinto falta da ausência de shows e de poder estar com meus filhos, amigos… Abraçar, beijar, apertar!

Vamos ter novidades suas quando terminar essa
Quarentena?

Pode ser que tenha algo novo por aí, estou trabalhando pra isso… Aguardem!

Você acredita que tudo que estamos passando servirá para mudar a cabeça de algumas pessoas? Mudar-nos como pessoas?

Eu não tenho dúvidas, isso tudo esta acontecendo para nos analisarmos mais, nos conhecermos mais e, principalmente, sermos mais “humanos” e solidários. Eu entendo como um grande recado…

Ainda vamos te ver na tela da TV, como ator?

Tenho saudades da TV… Quem sabe, né?! Recentemente, fiz uma participação no filme A Sogra Perfeita, com Cacau Protásio, Rodrigo Santanna e mais uma moçada bem bacana, já já deve estrear.

Governadores do Nordeste rechaçam Bolsonaro por invasões a hospitais

 

O incentivo de Bolsonaro aos seus apoiadores para que invadam hospitais foi definido como um atentado à saúde pública

 

Em carta divulgada na tarde desta sexta-feira (12), os governadores dos estados do Nordeste rechaçam a atitude do presidente Jair Bolsonaro de incentivar a invasão de hospitais por seus apoiadores numa tentativa de minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus e confrotar a situação apresentada pelos meios de comunicação. “Não é invadindo hospitais e perseguindo gestores que o Brasil vencerá a pandemia”, escrevem os governadores Rui Costa (PT-BA), Renan Filho (PMDB-AL), Camilo Santana (PT-CE), Flávio Dino (PCdoB-MA) João Azevedo (Cid-PB), Paulo Câmara (PSB-PE), Wellington Dias (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN) e Belivaldo Chagas (PSD-SE).

Os governadores chamam atenção para a irresponsabilidade do presidente da República ao tentar mobilizar setores da população que o apoiam para invadir hospitais, num verdadeiro atentado à saúde pública. Os líderes nordestinos acusam Bolsonaro de não reconhecer a grave crise sanitária enfrentada pelo Brasil, mesmo diante dos trágicos números registrados, que colocam o país como o segundo do mundo, com mais de 800 mil casos”. Ao mesmo tempo, registram “uma inusitada e preocupante situação” com em que, “após ameaças políticas reiteradas e estranhos anúncios prévios de que haveria operações policiais, intensificaram- se as ações espetaculares, inclusive nas casas de governadores, sem haver sequer a prévia oitiva dos investigados e a requisição de documentos”. Ou seja, após sabotar as ações dos gestores, o governo agora tenta usar seu aparato policial para envolvê-los em supostas irregularidades na aquisição de equipamento para o combate à Covid-19.

Abaixo, a íntegra da carta dos governadores:

“Não é invadindo hospitais e perseguindo gestores que o Brasil vencerá a pandemia”

Os governadores de Estado têm lutado fortemente contra o coronavírus e a favor da saúde da população, em condições muito difíceis.

Ampliamos estruturas e realizamos compras de equipamentos e insumos de saúde de forma emergencial pelo rápido agravamento da pandemia. Foi graças à ampliação da rede pública de saúde, executada essencialmente pelos Estados, que o país conseguiu alcançar a marca de 345 mil brasileiros recuperados pela Covid-19 até agora, apesar das mais de 41 mil vidas lamentavelmente perdidas no país.

Desde o início da pandemia, os Governadores do Nordeste têm buscado atuação coordenada com o Governo Federal, tanto que, na época, solicitamos reunião com o Presidente da República, Jair Bolsonaro, que foi realizada no dia 23/03/2020, com escassos resultados. O Governo Federal adotou o negacionismo como prática permanente, e tem insistido em não reconhecer a grave crise sanitária enfrentada pelo Brasil, mesmo diante dos trágicos números registrados, que colocam o país como o segundo do mundo, com mais de 800 mil casos.

No último episódio, que choca a todos, o presidente da República usa as redes sociais para incentivar as pessoas a INVADIREM HOSPITAIS, indo de encontro a todos os protocolos médicos, desrespeitando profissionais e colocando a vida das pessoas em risco, principalmente aquelas que estão internadas nessas unidades de saúde.

O presidente Bolsonaro segue, assim, o mesmo método inconsequente que o levou a incentivar aglomerações por todo o país, contrariando as orientações científicas, bem como a estimular agressões contra jornalistas e veículos de comunicação, violando a liberdade de imprensa garantida na Constituição.

Além de tudo isso, instaura-se no Brasil uma inusitada e preocupante situação. Após ameaças políticas reiteradas e estranhos anúncios prévios de que haveria operações policiais, intensificaram- se as ações espetaculares, inclusive nas casas de governadores, sem haver sequer a prévia oitiva dos investigados e a requisição de documentos. É como se houvesse uma absurda presunção de que todos os processos de compra neste período de pandemia fossem fraudados, e governadores de tudo saberiam, inclusive quanto a produtos que estão em outros países, gerando uma inexistente responsabilidade penal objetiva.

Tais operações produzem duas consequências imediatas. A primeira, uma retração nas equipes técnicas, que param todos os processos, o que pode complicar ainda mais o imprescindível combate à pandemia. O segundo, a condenação antecipada de gestores, punidos com espetáculos na porta de suas casas e das sedes dos governos.

Destacamos que todas as investigações devem ser feitas, porém com respeito à legalidade e ao bom senso. Por exemplo, como ignorar que a chamada “lei da oferta e da procura” levou a elevação de preços no mundo inteiro quanto a insumos de saúde?

Ressalte-se que, durante a pandemia, houve dispensa de licitação em processos de urgência, porque a lei autoriza e não havia tempo a perder, diante do risco de morte de milhares de pessoas. A Lei Federal 13.979/2020 autoriza os procedimentos adotados pelos Estados.

Estamos inteiramente à disposição para fornecer todos os processos administrativos para análise de qualquer órgão isento, no âmbito do Poder Judiciário e dos Tribunais de Contas. Mas repudiamos abusos e instrumentalização política de investigações. Isso somente servirá para atrapalhar o combate ao coronavírus e para produzir danos irreparáveis aos gestores e à sociedade.

Deixamos claro que defendemos investigações sempre que necessárias, mas de forma isenta e responsável. E, onde houver qualquer tipo de irregularidade, comprovada através de processo justo, queremos que os envolvidos sejam exemplarmente punidos.

Rui Costa, Governador da Bahia

Depois de vários dias na UTI, padre Nilton Marques morre vítima do Coronavírus

O quadro de saúde dele havia se agravado há alguns dias e não resistiu, falecendo nesta quinta-feira

↑ Padre Nilton Marques tinha 52 anos e era da Paróquia Nossa Senhora das Graças – Levada (Foto: reprodução)

Faleceu na noite desta quinta-feira (11/06) o padre Nilton Marques, 52 anos, da Paróquia Nossa Senhora das Graças – Levada, estava internado ao a Covid-19  e seu quadro de saúde era considerado gravíssimo. Seu sepultamento deve acontecer na capital alagoana, obedecendo às restrições em virtude da pandemia do Coronavírus.

Ele foi diagnosticado para Covid-19 dia 25 de maio, depois de ser submetido a exame e o resultado ter dado positivo. Estava hospitalizado na UTI do hospital da Unimed desde o dia 11 de maio.

Recentemente a equipe médica havia comunicado à família que os medicamentos administrados no sacerdote não estavam progredindo como esperado e que a infecção inflamatória nos pulmões persistia. A equipe médica continuou intensamente seu trabalho para combater a pneumonia que comprometeu os dois pulmões do padre, infelizmente acabou falecendo.

Segue, abaixo, nota da Arquidiocese de Maceió:

Nota de Pesar: Falecimento do nosso querido Padre Nilton Marques
Da Redação

A Arquidiocese de Maceió comunica, com enorme pesar, mas confiante na ressurreição, o falecimento, na noite desta quinta-feira, 11 de junho, de padre Nilton Marques e se solidariza com os familiares e os fiéis da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, no bairro da Levada, em Maceió.
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Padre Nilton Marques, 52 anos, acometido pela Covid-19, estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed, em Maceió, desde o dia 11 de maio, com um grave quadro de infecção pulmonar.
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Devido à pandemia do novo coronavírus, as orientações médicas sanitárias só permitem a presença da família no velório e sepultamento.
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A família comunicou ao Arcebispo, dom Antônio Muniz Fernandes, durante a Trezena de Santo Antônio online. Ao final da Trezena o Arcebispo comunicou o falecimento do sacerdote e rezou um Pai Nosso e uma Ave Maria. O metropolita enviou uma mensagem de solidariedade à família, que há 15 dias perdeu a mãe do padre, e aos paroquianos da Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Levada; e lamentou a partida do sacerdote dizendo que ele fará muita falta a Arquidiocese, familiares e amigos.
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Padre Nilton foi ordenado no dia 16 de abril de 2008. Enviado à Paróquia Senhora Sant’Ana, em Santana do Mundaú, de 2008 a 2013 exerceu seu ministério sacerdotal, foi capelão do Colégio Marista de Maceió, Colégio São José e Colégio Santa Madalena Sofia. Atualmente era administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro da Levada.
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A Arquidiocese de Maceió roga ao Bom Deus o fim da pandemia e o descanso eterno para o querido Pe. Nilton Marques, que Nossa Senhora dos Prazeres o acolhe na morada eterna.
Pascom Arquidiocesana comunicando com Fé e Esperança.

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Fonte: Da redação

Sertão: Carga de cerveja avaliada em mais de R$ 100 mil é apreendida sem nota fiscal pela PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de cem mil reais em bebida alcoólica sem nota fiscal na madrugada desta quinta-feira (11). A apreensão ocorreu durante fiscalização no km 26 da BR – 423, município de Canapi, Sertão de Alagoas, e foi encaminhada à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco (Sefaz/PE).

Policiais rodoviários federais trabalhavam em frente à Unidade Operacional (UOP) do Povoado Carié, zona rural de Canapi, quando deram ordem de parada a um caminhão Scania transportando várias caixas de cerveja. Durante os procedimentos de verificação à carga, os agentes encontraram pouco mais de 3 mil caixas com 12 unidades de cerveja da marca Brahma, somando aproximadamente 18,5 mil litros de bebida alcoólica.

Ações fiscalizam cumprimento de decreto junino; Fogueiras e fogos de artifício estão proibidos

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A ação da fiscalização integrada especial para o período junino começa nesta quinta-feira (11). Os agentes de fiscalização do Município, em conjunto com órgãos estaduais, vão atuar para garantir o efetivo cumprimento das determinações estabelecidas nos decretos governamentais quanto aos festejos juninos. O decreto 8.883, de maio deste ano, estabeleceu medidas adicionais temporárias para o combate ao novo coronavírus.

Estão proibidas a comercialização e a queima de fogos de artifício em espaços públicos e privados; bem como fogueiras em espaços públicos ou privados. Além disso, também não podem ser realizados eventos nem as tradicionais aglomerações dos festejos juninos. Estão suspensos os alvarás concedidos antes da publicação do Decreto, inclusive para barracas de vendas de fogos de artifício.

 
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Três equipes vão percorrer as ruas da cidade durante os períodos da tarde e noite para fiscalizar e garantir a obediência ao decreto, durante os dias 11, 12, 13, 23, 24, 28 e 29 de junho, por serem as datas mais tradicionais dos festejos. Quem desobedecer terá a fogueira apagada e o material recolhido. Os estabelecimentos poderão ser lacrados ou desmontados. Quem insistir, poderá ser multado e até mesmo conduzido a uma delegacia por desobediência.

A força-tarefa integrada especial é composta pela Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social – com a Guarda Municipal e a Fiscalização de Posturas; Secretaria Municipal de Saúde – com a Vigilância Sanitária e Polícia Militar. Vão se unir à ação o Procon Maceió, o Corpo de Bombeiros e a Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes).

O secretário municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social, Enio Bolivar, reforça que é importante a colaboração das pessoas. “O objetivo é evitar acidentes causados por fogos, principalmente em crianças, além de complicações respiratórias provocadas pela fumaça. Por isso, as proibições abrangem áreas públicas e privadas, incluindo, portas, calçadas, praças, dentro de condomínios, salões de festa, entre outros. Além disso, continuam valendo as medidas do Decreto nº 8.877/2020”, orienta.

*Com assessoria 

Pandemia do novo coronavírus tem afetado saúde mental

Procura por atendimento psicológico cresce durante o período; maioria das pessoas com queixas de ansiedade são as mulheres

↑ Sesau também oferece atendimento psicológico online a todos os alagoanos que precisam deste tipo de ajuda (Foto: Igor Nascimento / Agência Alagoas)

Oisolamento social durante a pandemia tem afetado a saúde mental de muita gente. Ansiedade e depressão estão entre os transtornos psicológicos mais diagnosticados pelos profissionais que atendem pacientes em meio ao novo coronavírus.

Conforme a psicóloga, Ana Kilvia Cavalcante, do Centro de Amor a Vida (Cavida), em Maceió, o número de pessoas que têm procurado atendimento neste período cresceu se comparado com o antes da pandemia. De acordo com ela, a maioria das pessoas são mulheres com queixas de ansiedade ou com comorbidades relacionadas a outros problemas, como a depressão.

“Muitas ligam porque não estão conseguindo sair de casa com medo de contrair o vírus, outras porque estão confinadas há muito tempo. Um relato comum também é sobre o ambiente familiar não favorável neste momento”, contou.

A psicóloga explica que o atendimento começa por telefone por meio da ligação ou mensagem de WhatsApp pelo número (82) 98879-2710. Sendo iniciado o apoio com a escuta terapêutica que tem duração de 30 minutos; posteriormente dependendo do caso, são realizadas mais três sessões que podem acontecer também por chamada de vídeo.

Vinte seis psicólogos atendem de forma voluntária no Cavida, além de contar com mais seis acolhedores, que são estudantes de psicologia.

PESQUISA

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, de 16 países, indicou que o Brasil é o que mais tem pessoas que sofrem com ansiedade por causa da pandemia, são 41%. O segundo lugar é ocupado pelo México (35%) e o terceiro lugar pela Rússia (32%). As mulheres são as mais afetadas: 49% se declaram ansiosas, enquanto que 33% dos homens estão lidando com o sintoma no momento.

Onze por cento dos brasileiros afirmaram ter sintomas de depressão por causa da pandemia. “As declarações divididas por gênero revelam um impacto predominantemente feminino: 14% são mulheres e 7% são homens”, afirma a pesquisa.

Vinte e seis por cento dos brasileiros têm enfrentado dificuldades para dormir na pandemia. Mais uma vez, o impacto é mais alto entre o sexo feminino: são 33%, contra 19%, mostra o relatório.

Prevenção: servidores da Ufal recebem atendimento

Psicólogos do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass/CQVT/Progep) iniciaram atendimento on-line para tirar dúvidas de servidores em relação a sofrimentos psíquicos ou com dúvidas sobre o atual cenário de pandemia.

A ação é destinada aos servidores públicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O serviço tem caráter preventivo, informativo e de orientação individual, buscando melhor clarificação e organização da situação de crise. O atendimento é on-line e a interação não acontece em tempo real.

Os servidores que estiverem se sentindo emocionalmente vulneráveis devem preencher o cadastro no link e aguardar atendimento.

As informações produzidas durante o atendimento psicológico serão mantidas em sigilo, respeitando o que assevera o Código de Ética Profissional do Psicólogo. Da mesma forma, a equipe se propõe a oferecer serviços psicológicos de qualidade, baseados em princípios, técnicas e conhecimentos psicológicos, e respeitando a legislação vigente.

Os servidores podem enviar e-mails durante toda a semana e em qualquer horário. Porém, os profissionais responderão as mensagens às segundas, quartas e sextas-feiras, durante horário comercial, e seguindo a ordem de chegada na caixa de entrada do e-mail da Psicologia.

O psicólogo André Israel Werneck Miranda, do Subsistema Integrado de atenção à Saúde do Servidor, explica que uma das formas de passar por essa pandemia com menos danos é focar onde se pode ter a sensação de controle, mesmo mínima. “Porque é a sensação de controle que traz sensação de segurança. Focar no que pode ser controlado, perceber que está atuando em algo de forma ativa, e não passiva. A luta agora é desigual porque somos ameaçados enquanto sociedade, enquanto fragilidade do corpo e as relações de apoio distantes”, observou.

“Ainda estamos passando pela fase de adoecimento, agravamento de fragilidades emocionais anteriores a pandemia. Caso ocorra agravamento da situação, os adoecidos poderão descambar para formas mais grave de adoecimento mental, como a depressão ou até suicídio”, frisou.

Para completar, o psicólogo ressaltou que a intensidade do sofrimento que alguém pode vir a ter nessa época, depende da personalidade do sujeito, das experiências que ele já teve em situações parecidas, das habilidades que ele tem e principalmente da autoestima.

 

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Fonte: Tribuna Independente / Texto: Ana Paula Omena

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