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Médico do HEA, em Arapiraca, morre de Covid-19

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O médico Marden Washington Pires Cavalcante faleceu nesta quinta-feira (4), em decorrência de complicações da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Ele era ortopedista e traumatologista e atendia no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), localizado em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.

Marden estava internado desde o dia 19 de maio após apresentar sintomas da Covid-19. Conforme informações do HEA, o médico chegou a apresentar uma melhora do quadro clinico, mas não resistiu e veio óbito nesta quinta, no Hospital Veredas, em Maceió.

Em nota, o HEA lamentou a morte do médico, assim como o Hospital Regional de Arapiraca, onde Maden também já havia trabalhado.

Leia as notas na íntegra:

HEA

NOTA DE PESAR

O Hospital de Emergência Daniel Houly lamenta profundamente o falecimento do médico Marden Washington Pires Cavalcante.

Neste momento de grade dor, rogamos a Deus que ilumine no descanso eterno e, ao mesmo tempo, nos solidarizamos com a família, pacientes, amigos médicos e todos os colegas de trabalho que tiveram a oportunidade de conviver com o Dr. Marden.

Arapiraca, 04 de junho de 2020

Hospital Regional

O Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho lamenta a morte do médico Marden Washington Pires Cavalcante, que fez parte da nossa equipe médica.

Solidários a essa perda, enviamos nossos sentimentos a familiares, amigos e demais colegas de profissão, que também tiveram a honra de trabalhar e viver com ele. Que todos sejam consolados na certeza da misericórdia de Deus e na convicção de eu ele foi um grande homem e excelente profissional.

Arapiraca, 04 de junho de 2020.

Equipe HRNSBC

Estado de Alagoas ingressa na Justiça contra empresa que não entregou respiradores

Estado busca ressarcimento pelo atraso na entrega contra o Consórcio do Nordeste

↑ Requerimento é assinado pelo Procurador-Geral do Estado, Francisco Malaquias (foto), e pelo coordenador da Procuradoria Judicial, Ivan Luiz (Foto: Ascom PGE)

AProcuradoria Geral do Estado ingressou em Salvador, na 5ª Vara da Fazenda Pública da Justiça da Bahia, pleiteando o direito de ser assistente de acusação contra a empresa Hempcare Pharma Ltda, que foi alvo de uma operação policial que cumpriu mandados de busca e de prisão em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. O Consórcio Nordeste pagou R$ 48,7 milhões pela aquisição de 300 aparelhos respiradores que seriam usados no tratamento de vítimas da Covid-19, mas não foram entregues, nem os recursos devolvidos. Alagoas investiu R$ 4 milhões na compra. Após o atraso, a investigação apontou que o grupo já esteve envolvido em outros casos de estelionato. O Estado requer a devolução integral do valor.

Os Estados fizeram o pagamento no dia 8 de abril com a promessa de entrega em dois lotes, o primeiro no dia 18 e o segundo dia 23 de abril. Com os prazos não sendo cumpridos, a empresa começou a justificar que o atraso se dava devido à falta de aprovação dos equipamentos por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Consórcio Nordeste fez a aquisição de 300 de ventiladores pulmonares, nos quantitativos indicados por cada um dos estados consorciados, conforme segue: Bahia, 60; Ceará, 30; Sergipe, 30; Piauí, 30; Maranhão, 30; Rio Grande do Norte, 30; Pernambuco, 30; Alagoas, 30; e, Paraíba, 30. A empresa foi notificada diversas vezes e até agora nenhum respirador foi entregue.

“O Estado de Alagoas é parte integrante do Consórcio Nordeste e teve seus direitos lesados, na medida em que contribuiu financeiramente para a compra dos ventiladores pulmonares, dos quais deveria receber 30 unidades, essenciais para o combate na pandemia”, expõe o requerimento assinado pelo Procurador-Geral do Estado, Francisco Malaquias, e pelo coordenador da Procuradoria Judicial, Ivan Luiz. “Ressalta-se que a devolução dos valores, com a máxima presteza, é indispensável para que sejam mantidas as políticas de enfrentamento da doença, cujo números de contaminados e de óbitos segue em ascensão”, acrescentaram no documento.

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Fonte: Agência Alagoas / Texto: Alexandre Lino

 

Brasil ainda não enfrentou o pior da pandemia, afirma OMS

 

Agência diz que coronavírus ainda cresce com velocidade progressiva no país. Dr Marcos Boulos acredita que região metropolitana de São Paulo começa a reduzir velocidade da curva de contágio, mas muitos estados ainda verão explosão de casos.

 

O diretor-executivo da OMS e o infectologista brasileiro Marcos Boulos

O pior lado da pandemia de coronavírus ainda vai chegar ao Brasil, afirmou nesta segunda (1º) o diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan. Ele também não ousou prever quando este momento vai chegar.

Em entrevista ao portal Vermelho, o infectologista Marcos Boulos, que faz parte da força tarefa do Governo do Estado de São Paulo, comentou a preocupação da OMS, ressaltando que o Brasil está longe da cobertura da pandemia, porque começou bem depois da Europa. Ele calcula em dois meses e meio, três meses depois.

Mesmo assim, ele acredita que podemos estar chegando ao pico na região metropolitana de São Paulo. “Mas no país como um todo, começou bem depois, pois o início foi em São Paulo. Nós estivemos quase um mês à frente da maioria dos estados do Brasil, excetuando o Rio de Janeiro. Assim, estamos atingindo o pico, e vamos reverter gradativamente, mas muito lentamente”, diz ele.

Ryan também afirmou que a situação da pandemia na América do Sul está “longe de ser estável”, e que não acredita que a região tenha chegado ao pico da pandemia. Ele pediu solidariedade aos países da região, alertando os países que já estão com uma situação mais estável, que a segurança desses países mais pobres afeta a todos, pois o espectro do vírus continua a viajar pelo mundo.

Outro aspecto que justifica a percepção da OMS, na opinião de Boulos, a ponto dela falar em ajuda humanitária dos países ricos, é que, diferente da Europa, o Brasil [assim como a maioria dos países latino-americanos] “é muito mais pobre, com grandes bolsões de pobreza, de periferias onde as pessoas nem têm onde viver, não dá pra fazer confinamento. Isso de certa maneira agrava muito a situação”.

“Obviamente, se eles querem abrir fronteiras, não vão conseguir que os países da América Latina deixe de visitá-los”, analisa Boulos. Em sua opinião, não houve epidemias completas em muitos desses países, com um número pequeno de pessoas infectadas, até pelas quarentenas que promoveram. Por isso mesmo, são países sempre sujeitos à reinfecção e à reintrodução do vírus. O ideal para todos os países ricos é que eles fiquem próximos da remissão e voltem à normalidade.

“Embora os números não sejam exponenciais em alguns países”, diz o diretor da OMS, “estamos vendo um aumento progressivo diário dos casos. Ninguém está seguro até todos estarem seguros. Precisamos mostrar solidariedade aos países das Américas Central e do Sul, da mesma forma que fizemos com países de outras regiões. Estamos juntos e ninguém fica para trás”.

Ryan disse que o Brasil – além de outros países da América Central e do Sul – está entre aqueles que apresentam os maiores aumentos diários de casos da doença, sendo transmitido sem controle.

De acordo com o infectologista brasileiro, era de se esperar que o Brasil fosse epicentro da doença. “Porque nós estávamos no verão, eles estavam no inverno, a pleno vapor das doenças respiratórias. No país como um todo, vamos ter ainda uma situação muito difícil. Com momentos diferentes da evolução da epidemia”.

“Claramente, a situação em alguns países sul-americanos está longe da estabilidade. Houve um crescimento rápido dos casos e os sistemas de saúde estão sob pressão”, declarou o diretor-executivo. Ryan ainda afirmou que o pico do contágio se aproxima, mas “no momento não é possível prever quando chegará”.

Ele explicou que o Brasil e outros países ainda são ameaçados pelo vírus, que  pode causar um colapso em seus sistemas de saúde. 

Atualmente, o Brasil já ultrapassa rapidamente os 500 mil casos notificados de covid-19, perto do total de 30 mil mortos, sendo que, na semana passada, o país teve quatro dias seguidos com mais de mil óbitos diários.

Dos 10 países que reportaram mais casos nesse período, afirmou Ryan, cinco estavam nas Américas: Brasil, Estados Unidos, Peru, Chile e México. “Os países que tiveram os maiores aumentos, entretanto, foram Brasil, Colômbia, Chile, Peru, México, Bolívia”, disse.

Países com mais casos reportados à OMS entre 31/05 e 01/06

PAÍS CASOS
Brasil 33.274
Estados Unidos 17.962
Rússia 9.035
Índia 8.392
Peru 7.386
Chile 4.830
Paquistão 2.964
México 2.885
Bangladesh 2.545
Irã 2.516

Fonte: OMS

“E nós estamos vendo um aumento progressivo de casos diariamente em vários países diferentes”, completou Ryan. “Os países têm tido que trabalhar muito, muito duro para entender a escala de infecção, mas, também, os sistemas de saúde estão começando a ficar sob pressão em toda a região”.

O diretor de emergências demonstrou preocupação em particular com o Haiti, “por causa da fraqueza inerente no sistema [de saúde]”, disse. “Existem outros países nas Américas em que os sistemas de saúde também são fracos”.

Ele pontuou, ainda, que há respostas diferentes à pandemia em cada país da região.

“Nós vemos muito bons exemplos de países que têm uma abordagem do governo inteiro, da sociedade inteira, baseada na ciência, e vemos em outras situações uma falta e uma fraqueza nisso”, disse.

“Há muitas semanas, o mundo estava muito preocupado com o que aconteceria no sul da Ásia ou na África, e, até certo ponto, a situação nesses dois cenários ainda é difícil, mas é estável. Claramente, a situação em muitos países da América do Sul está longe de ser estável. Houve um aumento rápido de casos e aqueles sistemas [de saúde] estão sofrendo cada vez mais pressão”, declarou.

Ele também falou de fatores como a pobreza urbana contribuírem para que a região seja a principal zona de transmissão do vírus hoje.

“Eu certamente descreveria que a América Central e a do Sul, em particular, com muita certeza se tornaram zonas de transmissão desse vírus hoje. E eu não acredito que chegamos ao pico dessa transmissão. E, neste momento, eu não posso prever quando vamos chegar”, completou.

“Mas o que nós precisamos, sim, fazer é mostrar solidariedade aos países da América Central e do Sul. Precisamos ficar com eles, fornecer o apoio que pudermos para ajudá-los a superar esse vírus, como fizemos coletivamente para países em outras regiões. Esse é o momento de ficarmos juntos e não deixar ninguém para trás”, disse.

Taxa de câmbio é termômetro da febre econômica brasileira

 

Pandemia e insegurança política desvalorizam, ainda mais, a moeda brasileira. Segundo o economista Alex Ferreira, taxa de juros (Selic) baixa e inflação controlada não são suficientes para evitar desconfiança de investidores

 

O câmbio do Real afetado pela pandemia

Os efeitos da pandemia na economia são de forte impacto, mesmo com o Brasil ainda não tendo chegado ao pico da curva epidêmica. As incertezas geradas pela covid-19 e pela insegurança política no Brasil têm trazido problemas para a economia do País. Reflexo disso é a desvalorização constante do real. Aliás, a moeda brasileira é a que mais se desvaloriza no mundo. 

O professor da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP e especialista em câmbio, Alex Ferreira, em entrevista à Rádio USP, usou a metáfora da saúde para tentar explicar o que está acontecendo. “A taxa de câmbio serve como um termômetro especial que mede a saúde relativa da economia brasileira. A febre seria o descompasso entre a demanda e a oferta de divisas no mercado de câmbio.”

Na primeira quinzena de maio, essa desvalorização chegou a níveis históricos. O dólar turismo foi vendido a R$ 6,43. O euro chegou a mais de R$ 7 e a libra, a moeda inglesa, foi negociada a mais de R$ 8. Um recorde de queda ante as três moedas estrangeiras.

Este é um mercado especial porque negocia a moeda nacional vis-a-vis a moeda estrangeira. Se se quer entender as razões pelas quais o real tem subido mais rápido do que outras moedas, é preciso entender quais são os fatores que estão afetando a oferta e a demanda de moeda estrangeira.

No longo prazo, existem dois principais: a expectativa de crescimento da economia brasileira e a inflação junto a seus parceiros comerciais. No curto prazo tem a relação risco e retorno dos ativos brasileiros, como o retorno imediato da Selic ou da Bolsa de Valores.

A inflação é controlada, já o crescimento aponta para uma queda de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira, tem caído e atingiu seu ponto mais baixo este mês, quando chegou a 3% ao ano.

Cabo de guerra entre poderes

Mesmo assim, os riscos para o investidor estrangeiro no País têm aumentado e isso interfere no câmbio. É a insegurança política em que há o risco de aumento descontrolado da dívida no Brasil.

O aumento do risco país evidencia esta preocupação com aumento do Credit Defaut Swap e do MB+. Entre fevereiro a maio, O MB+ subiu de 189 para 450 pontos. “Isso significa que houve uma mudança na percepção dos investidores internacionais de que o Brasil talvez não honre seus compromissos”, explica ele.

“Por outro lado, a possibilidade de políticas populistas e oportunistas, o cabo de guerra entre os poderes, que têm capacidade de barrar reformas importantes, mostram a dificuldade de se agir com normalidade no período de pandemia”, analisa o professor Ferreira.

Para ele, a incapacidade de garantir as condições da população diante da necessidade de restrição da mobilidade diante da pandemia, também gera dúvidas sobre a capacidade do país de retomar a economia mais rápido.

O aumento da taxa de câmbio representa um aumento dos bens e serviços produzidos no exterior, em relação aos bens e serviços produzidos no Brasil. Com isso, o efeito é reduzir a demanda interna por bens estrangeiros e aumentar a demanda internacional por bens brasileiros. Isso vai ser limitado pelo impacto da pandemia nos parceiros comerciais internos.

Para Ferreira, há um limite na velocidade do aumento do cambio. Como o próprio Banco Central diz, dado pela volatilidade. Há também o aumento da taxa de câmbio impactando os objetivos do BC com a inflação, que no momento é bastante “benigno. O BC também pode usar sua base “bastante confortável de reservas” no momento atual, para conter a elevação, se desejar. “Mas a retórica do Banco Central é de controlar a volatilidade sem influenciar a tendência”.

SANTANA: Unidade de Síndrome Gripal realiza 84 atendimentos e notifica 54 pessoas em uma semana

SAÚDE

Por ASCOM Santana do Ipanema  0

 

 

APrefeitura Municipal de Santana do Ipanema, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, abriu na última segunda-feira (25) a Unidade de Atendimento de Síndrome Gripal lotada na UBS São José, dando início a segunda fase de seu Plano de Contingência em combate a COVID-19 causada pelo novo coronavírus.

A primeira fase no combate à transmissão do COVID começou no dia 19 de março com ações de promoção a prevenção para evitar a disseminação comunitária do vírus.

A Unidade de Atendimento de Síndrome Gripal funciona das 18h às 22h de segunda a sexta-feira e finais de semana das 8h às 17h. A unidade está equipada com sala de triagem e oximetria (verificação da saturação), consultório médico, consultório de enfermagem, sala com dois leitos para casos não tão graves, serviço de eletrocardiograma, farmácia e assistência farmacêutica, sala de isolamento com oxigenoterapia, lavatório de mãos externo e estrutura para os funcionários.

Brevemente a unidade contará com o serviço de tomografia computadorizada e laboratório terceirizados.

Na primeira semana de funcionamento, foram realizados 84 atendimentos, 54 notificações de casos suspeitos de Covid-19, sendo 7 com intervenção imediata. A dispensação dos medicamentos prescritos é realizada diretamente na Unidade após atendimento.

Todos os funcionários estão devidamente equipados e capacitados para o acolhimento do público.

A Prefeitura de Santana do Ipanema segue somando esforços no combate a disseminação do coronavírus no município.

Manifestação na Fernandes Lima: “Fora Bolsonaro: suas mãos estão sujas de sangue”

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Com o número de mortes por Covid-19 ultrapassando os 30 mil e pela lentidão em que a situação é tratada pelo presidente Jair Bolsonaro quanto a medidas de combate à propagação do novo coronavírus, o partido Unidade Popular (UP) realizou, nesta terça-feira (2), um ato de manifestação pedindo a saída do presidente da república e o apontando como principal responsável pelo crescimento dos óbitos.

Os manifestantes, de máscaras, se posicionaram na passarela do CEPA, na Avenida Fernandes Lima, com uma faixa “Fora Bolsonaro: suas mãos estão sujas de sangue”.

 
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Para Magno Francisco, presidente do partido em Alagoas, a luta pela saída de Bolsonaro é uma questão essencial para a manutenção da democracia.

"Bolsonaro não está preocupado com o nosso povo, que está morrendo pelo coronavírus e de fome. Debocha das vítimas e se nega a pagar o auxílio emergencial para todos que precisam. Preocupa-se apenas em acobertar seus filhos de serem investigados por corrupção e com os interesses dos ricos, que financiaram sua fraudulenta campanha de fake news. Por isso, é necessária a organização popular para derrotar esse fascista, antes que ele tente implantar uma nova ditadura militar no Brasil", afirmou o presidente da UP.

A manifestação foi realizada no período de grande fluxo da Fernandes Lima e contou com o apoio de grande parte dos motoristas e da população que passou pelo local.

 
 

Por que os negros brasileiros não se revoltam como os americanos?

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Saiu na Folha de São Paulo,em 29/05/2020 e o blog republica:

"Se você quer uma resposta simples, procure na pergunta. Brasileiro é brasileiro, americano é americano.
Mas acontece que negros de outros países também têm reagido às violências impostas a seu povo. Dos subúrbios de Paris ao bairro de Soweto, do hemisfério norte ao hemisfério sul, negros têm reagido.
Veja bem, a palavra violência ainda não entrou aqui.
Porque o mistério não é nem saber o motivo pelo qual os negros do Rio de Janeiro, por exemplo, não incendiaram a cidade inteira quando foi assassinada a menina Agatha, em setembro do ano passado.
O mistério não é saber porque os negros não reagiram de forma violenta.
O verdadeiro mistério é saber porque os negros sequer reagiram.
Voltemos à frase “acontece que negros de outros países também têm reagido às violências impostas a seu povo”. Taí. Mistério resolvido.
“Seu povo”.
O negro brasileiro é um negro único no mundo porque não se vê como um povo.
Não foi educado para se ver como um povo.
Não é educado para se ver como um povo.
O negro brasileiro foi programado para sequer se ver como negro.
Em 1835, na Bahia, os negros escravos islamitas planejaram um levante, a “Revolta dos Malês”. Tomar a capital Salvador matando quem estivesse na frente.
Educação. Como o judaísmo, o islamismo é uma fonte de educação fundamental (civilizou a Europa) e, principalmente, ensina um povo a se ver como um povo.
O negro brasileiro foi educado para cair no conto do vigário, na versão criada pela elite de que somos “um povo feito por muitos povos”.
Quem se alinha a esse estelionato demográfico, quem pensa que somos mesmo “um povo feito por muitos povos” são os brasileiros que pertecem às classes e raças privilegiadas.
O truque de convencer negros brasileiros de que somos uma grande e bela família diversa, tupis, cafuzos, loiros, negros. E, por isso, ninguém é tupi, nem cafuzo, nem loiro, nem negro. Somos a soma. Logo, negro, no Brasil, posto que aqui tentam nos conhecer de que não há raças, e sim amálgamas, não encontra nem a categoria “negro” para se ver.
E não se vendo, some.
Se em Londres a polícia assassinar uma menina Síria, a comunidade Síria, que se vê como povo, irá botar pra quebrar. Se uma menina rohingyas é estuprada num beco de Cox’s Bazar, na fronteira de Mianmar com Bangladesh, o povo rohingyas irá botar pra quebrar.
No Brasil, se uma menina da etnia negra é baleada nas costas o que vemos são dois meses de noticiários e hashtags.
O truque da deseducação do negro para não se entender como negro e, por consequência, não se entender como povo, como acontece com rohingyas, sírios, judeus e muçulmanos é tão perverso no Brasil que nossa identificação como povo se dá por vias de mercado.
Dispositivos que nos filiam, servindo de cortina de fumaça para vermos a que povo de fato pertencemos.
Exemplo 1 : Se um palmeirense é atacado por corintianos em uma estação de metro, “o povo corintiano” irá jurar vingança. Provavelmente, no confronto, vai gente preta matar gente preta.
Exemplo 2: Se um bandido de uma facção X for assassinado por outro, da facção Y, durante a tomada de uma boca de fumo, “O povo da facção X”, jurará vingança. E unidos, provavelmente veremos mais negros matando negros.
Fora do Brasil, negros são educados, desde criança, a se verem como negros. E todos os movimentos negros norte-americanos que partiram para o confronto, como os Panteras Negras, não o fizeram sem antes muitos estudar, ler livros sobre o assunto, produzir intelectuais robustos que os fizessem escapar da armadilha da “educação ocidental”.
O livro norte-americano “The Miseducation of the Negro”, “A deseducação do negro”, de Carter Woodson, escrito em 1933, é um dos faróis que não tivemos aqui. Apesar de aqui dançarmos até hoje as músicas do álbum “The Miseducation of Lauryn Hill”, onde a cantora fez questão de, na famosa capa do disco, ter imitado o design da capa do livro de 1933.
Seria como se o primeiro disco de Anita trouxesse na capa o geógrafo brasileiro negro Milton Santos.
Mas Anitta não tem culpa de nada. Ela, e você, não leram a fundamental obra de Carter Woodson. E ainda vêm dando sinais de despertar político. Não tem culpa. Nem ela, nem nenhum outro negro que não sabe que é negro, ou que não queria saber que é negro porque é algo que no Brasil dá trabalho, ou não se vê como parte de um povo que é antagonizado e excluído o tempo inteiro pelas etnias que detém o poder no país.
Nós negros brasileiros, fomos todos educados longe de nossa própria cultura e tradição e ligados às franjas da cultura do povo branco.
Todos os povos são lindos. Os brancos, os sírios, os rhohingyas, os judeus. Lindos todos. E todos se vêem cada um como um povo distinto. E não há pecado algum nisso.
Pelo contrário, ver-se como povo é a coisa mais linda que pode acontecer a um.
Como foi publicado aqui, na coluna de ontem, o que o povo preto quer não é nada que não seja dado a todos os outros.
O direito de respirar.
E, no caso do povo preto brasileiro, o direito de ver.
De se ver.'

A DESEDUCAÇÃO DO NEGRO
Preço R$ 40 (180 págs.)
Autor Carter G. Woodson
Editora Medu Neter

Patrulha Maria da Penha aumenta em 425% número de prisões envolvendo violência doméstica

Unidade é responsável pela fiscalização do cumprimento das medidas protetivas em Maceió

↑ Patrulha Maria da Penha garante proteção a mulheres vítimas de violência na capital (Foto: Ascom SSP/AL)

APolícia Militar de Alagoas, por meio da Patrulha Maria da Penha, que realiza a fiscalização do cumprimento das medidas protetivas em Maceió, registrou o aumento de 146% no número de agressores afastados de suas vítimas de janeiro a 26 de maio deste ano. Assim como o aumento de 425% no número de prisões por descumprimento da decisão judicial ou por flagrante delito de violência física (lesão corporal dolosa).

A Patrulha recebeu determinação judicial para proteger 148 mulheres. No mesmo período de 2019, foram 60 assistidas. Em relação as prisões, foram 21 prisões nos primeiros meses deste ano e 04 em 2019.

Os trabalhos da Patrulha Maria da Penha são comandados pela major Danielli Assunção e exercidos por policiais militares treinados. Além de ligações diárias para saber se a medida protetiva está sendo respeitada, a guarnição tem feito o acompanhamento por meio de rondas frequentes na região da residência da assistida.

As ações de proteção às vítimas exigem alguns cuidados durante a pandemia. Apenas a primeira visita está sendo presencial. Mesmo assim, a guarnição procura o local mais arejado possível, como a calçada, obedecendo o espaço de um metro de distância, para conversar com a mulher.

Na oportunidade, os policiais explicam o funcionamento da Patrulha Maria da Penha e fornecem o número de telefone exclusivo da guarnição. Quando se sentem ameaçadas, as mulheres ligam diretamente para a guarnição, que está disponível 24 horas por dia para efetivar as medidas deferidas pelo Juizado de Violência Doméstica da Capital.

Entre as atribuições da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar de Alagoas, estão:


* A fiscalização de medidas protetivas de urgência, por meio de visitas preventivas às residências das mulheres encaminhadas pelo Poder Judiciário;
* Atendimento qualificado emergencial mais célere, pois a mulher atendida possui o contato telefônico direto da guarnição;
* Atendimento qualificado assistencial, orientando a mulher vítima quanto a seus direitos e à rede assistencial existente, podendo encaminhá-la para os órgãos de proteção e atendimento necessários”.

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Fonte: Ascom PM/AL

 
 
 

Brasil registra 623 novas mortes por Covid-19 e se aproxima dos 30 mil óbitos

Brasil é o segundo país com maior número de casos de coronavírus no mundo

↑ Coronavírus (Foto: Rahel Patrasso / Reuters)

OBrasil registrou nesta segunda-feira 12.247 novos casos e 623 novas mortes em decorrência do coronavírus, o que eleva as contagens totais no país para 526.447 infecções e 29.937 óbitos, informou o Ministério da Saúde.

Os números são inferiores aos recordes da última semana, quando o Brasil chegou a ultrapassar as marcas diárias de 30 mil casos e mil óbitos, mas os registros das segundas-feiras costumam ser menores por causa do represamento de testes nos finais de semana.

O Brasil é o segundo país com maior número de casos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 1,8 milhão de infecções, segundo contagem da Reuters.

Em relação às mortes, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking global, abaixo somente de EUA, Reino Unido e Itália.

A divulgação diária dos números da Covid-19 no Brasil pelo Ministério da Saúde não indica que as infecções e óbitos tenham necessariamente ocorrido nas últimas 24 horas, mas sim que os registros foram inseridos no sistema no período.

De acordo com os número da pasta, São Paulo continua sendo o Estado mais afetado pela doença no Brasil, com 111.296 casos e 7.667 mortes.

O Rio de Janeiro vem na sequência, com 54.530 infecções e 5.462 óbitos. A prefeitura da capital fluminense anunciou nesta segunda-feira um plano de reabertura gradual com seis fases, que entrará em vigor na terça-feira, embora o Estado tenha prorrogado as medidas de isolamento social até o final desta semana.

O Ceará aparece em terceiro no ranking por Estados, contando com 50.504 casos e 3.188, enquanto o Amazonas soma 41.774 infecções e 2.071 óbitos.

Ainda de acordo com o ministério, 211.080 pacientes se recuperaram da Covid-19 no Brasil, enquanto 285.430 estão em acompanhamento.

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Fonte: Reuters

Hidroxicloroquina começa a ser contrabandeada no Brasil

Medicação foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal no estado de Goiás, na última quarta-feira (27/5)

↑ Foto: Assessoria

Alegislação brasileira define que medicamento é todo produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; sendo um conjunto de substâncias elaboradas que auxiliam na cura de doenças ou ferimentos. E para que esse produto possa ser comercializado no Brasil, primeiro é necessário passar por uma série de avaliações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como esse processo pode levar algum tempo ou o valor do medicamento pode não ser muito atrativo, esses fatores podem gerar dois problemas: o contrabando e a falsificação.

Um exemplo desta situação, foi a apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal no estado de Goiás, na última quarta-feira (27/5). Os agentes encontraram mais de três mil comprimidos de hidroxicloroquina contrabandeados do Paraguai para o Brasil. A carga estava escondida em uma caminhonete abordada próximo à Uruaçu, no norte do estado. “Esse é um trabalho permanente em que as abordagens têm atenção especial no narcotráfico e contrabando de produtos ilegais”, explica o inspetor Newton Morais Souza, que é chefe do Setor de Comunicação Social da PRF em Goiás.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a carga ilícita foi descoberta por acaso, durante uma abordagem de rotina em que os policiais pararam a caminhonete. “Pelo estado de Goiás estar no coração do Brasil, com diversas rodovias que cortam o estado e levam para todas as partes do país. Então, é comum realizarmos esse trabalho de fiscalização”, relata o inspetor da PRF.

Mas essa apreensão demonstra que o combate ao tráfico não é o único problema a ser enfrentado. Existe ainda a questão da saúde pública, uma vez que o contrabando pode colocar em circulação remédios falsificados.

O médico infectologista José David, diretor Científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, aponta o problema no consumo de medicamentos falsificados no Brasil. “Ou estão adulterados com componentes que, na maioria das vezes, são tóxicos ou simplesmente não têm o princípio ativo na sua formulação”.

Como consequência, segundo o médico, a pessoa pode ter o “avanço da doença uma vez que, na verdade, ela não está usando medicação alguma”, destaca. “O pior desse processo é que muitas vezes a pessoa está tomando uma medicação para um problema que ela acha que tem. Isso pode levar a consequências leves ou até casos mais graves e mesmo a morte do paciente”, diz o infectologista.

Além disso, a hidroxicloroquina e a cloroquina foram enquadrados pela Anvisa como medicamentos de controle especial, para evitar que pessoas que não precisam desses medicamentos provoquem um desabastecimento no mercado. E nisso, chegamos a uma prática comum no Brasil da automedicação, ou seja, consumir medicamentos sem a devida orientação de um profissional de saúde. Muitas vezes uma doença pode ter sintomas parecidos a de outra enfermidade e, por isso, tomar remédios sem a correta orientação pode agravar o estado de saúde ou esconder sinais importantes para combater a real doença.

Contrabando e falsificações em tempos de Covid-19 

No atual momento em que o mundo enfrenta o novo coronavírus, cada possibilidade de cura ou tratamento são vistos com grande esperança para o fim da pandemia. Apesar disso, é preciso atenção para evitar que outros problemas comecem a surgir como, por exemplo, o frenesi decorrente da hidroxicloroquina como tratamento à Covid-19. Mesmo sem ainda possuir uma eficácia comprovada para combater a doença, o Governo Federal liberou a prescrição médica e o uso. Com isso, a compra desse medicamento aumentou 67% de janeiro a março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia.

Amanda Gonzaga tem 28 anos e há cerca de quatro anos foi diagnosticada com Lúpus Discoide, uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro, e que em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar. Uma das formas de tratamento está baseada no medicamento hidroxicloroquina, que a jovem sempre conseguiu comprar sem dificuldades. Mas agora não está mais sendo “tão fácil” assim. “Não consigo encontrar mais aqui, nas farmácias perto de casa. A última vez em que precisei ir a uma farmácia procurar o medicamento, cheguei a percorrer 25 km, porque a procura está tão grande que não se acha mais”, lamenta Gonzaga.

Para a presidente da Associação de Lúpus e Outras Doenças Reumáticas do Vale dos Sinos, Izabel Teresinha de Souza, a situação é “preocupante” e levanta a questão de necessidade de elaborar formas de proteção aos pacientes que precisam dessa medicação. “Precisamos de mais informações sobre essa entrada de medicamentos ilegais no Brasil, pois se o paciente receber um medicamento que não tem nenhum controle da Anvisa, é um risco à vida”, alerta a médica.

“São várias especialidades médicas que me acompanham para que eu possa tomar essa medicação. Então, me assusta estar em uma época na qual muitas pessoas estão estocando essa medicação em casa, sem necessidade e sem prescrição médica, enquanto existe quem precisa desse remédio para sobreviver”, ressalta Amanda.

Apesar da apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal, essa é a primeira ocorrência relacionada a esse tipo de medicamento. “Não é incomum ter apreensão de outros tipos de produtos sem regulamentação no Brasil, a maior parte vem dos países vizinhos, que fazem fronteira com a gente”, explica o inspetor Newton Morais Souza. “É mais comum encontrarmos contrabando como cigarros, drogas e, principalmente, produtos oriundos do Paraguai. Em relação a medicamentos, as maiores ocorrências que nós temos são de produtos veterinários e de anabolizantes de academia”, afirmou o chefe do Setor de Comunicação Social da PRF em Goiás.

Automedicação

Medicamentos são feitos com substâncias químicas. Mesmo os produzidos apenas com produtos naturais, quando ingeridos de forma incorreta, podem causar males à saúde. “As pessoas não têm a formação e conhecimento suficiente para compreender os riscos ou benefícios dos medicamentos em cada situação”, explica o médico infectologista José David.

Desta forma, o Ministério da Saúde recomenda que os pacientes sempre procurem uma unidade de saúde antes de ingerir qualquer medicamento e faça o uso de forma como prescrito pelo profissional de saúde, evitando ingestão por tempo ou quantidade acima do necessário ou mesmo interromper o tratamento antes da hora. Além disso, é importante não se automedicar ou comprar de produtos sem uma consulta prévia com um médico. Por fim, nunca compre ou use medicamentos vencidos, de procedência duvidosa ou falsificados.

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Fonte: Agência Rádio Mais

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