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Covid-19: mortes superam 2,9 mil no Brasil e casos confirmados ultrapassam 45 mil

Dados do Ministério da Saúde mostram que Alagoas tem 243 casos e 20 óbitos

↑ Hospital de campanha no Rio de Janeiro para combate ao coronavírus (Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro // Divulgação)

Onúmero de mortes em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19) chegou a 2.906, conforme balanço mais recente divulgado hoje (22) pelo Ministério da Saúde. Já os casos confirmados subiram para 45.757. O índice de letalidade ficou em 6,4%.

O número de óbitos marcou um aumento de 6% em relação a ontem (21), quando foram registradas 2.741 vítimas de covid-19. Já os casos confirmados representaram um crescimento de 6,2% sobre os dados de ontem, quando foram contabilizadas 43.079 pessoas infectadas.

São Paulo concentra o maior número de falecimentos (1.134), quase três vezes o número do segundo colocado, o Rio de Janeiro (490). Os estados são seguidos por Pernambuco (282), Ceará (233) e Amazonas (207).

Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (66), Paraná (57), Bahia (50), Minas Gerais (47), Pará (43), Paraíba (39), Santa Catarina (37), Espírito Santo (34), Rio Grande do Norte (29), Rio Grande do Sul (27), Distrito Federal (25), Goiás (21), Alagoas (20), Piauí (15), Amapá (14), Acre (oito), Sergipe (sete), Mato Grosso (seis), Mato Grosso do Sul (seis), Rondônia (cinco), Roraima (três) e Tocantins (um).

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(Imagem: Ministério da Saúde / Divulgação) Fonte: Agência Brasil / Texto: Jonas Valente

Quase 30% da população deve receber o auxílio emergencial em Alagoas

Levantamento aponta que 993 mil pessoas no estado estão aptas a ser beneficiadas pela renda de R$ 600

↑ Mais de 33 milhões de pessoas haviam se cadastrado via aplicativo ou site da Caixa para receber auxílio (Foto: Edilson Omena)

Arenda mínima emergencial do Governo Federal que está sendo concedida devido aos efeitos econômicos da pandemia de coronavírus (Covid-19) poderá atender 20,4% da população brasileira. Em Alagoas, a estimativa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o número percentual é de 29,9%, o que significa 993 mil atendidos.

Só no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania – Secretaria Especial de Desenvolvimento Social mostra que o estado tem 670.096 famílias cadastradas. Montante corresponde à última atualização de dezembro do ano passado. Desse número, 403.742 (60%) são famílias que recebem de R$ 0 até R$ 89; 49.908 (7%), recebem de R$ 89,01 até R$178; 104.204 (16%) têm renda de R$ 178,01 até 1/2 do salário mínimo e 112.242 (17%) tem renda por pessoa acima desse valor.

MACEIÓ

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) informa que aproximadamente 330 mil pessoas estão inseridas no Cadastro Único em Maceió. E explica que a identificação de quem tem direito ao auxílio emergencial é realizada pelo Ministério da Cidadania, por meio de uma análise do banco de dados seguindo critérios como renda, composição familiar e trabalho informal. O número de pessoas no Cadastro Único que tem direito ao auxílio é uma informação exclusiva do ministério.

Em todo o país, de acordo com o levantamento da Dieese, 42,3 milhões de pessoas podem ser beneficiadas. Dois dias após a divulgação do calendário de pagamento do auxílio emergencial, mais de 2,5 milhões de pessoas receberam a primeira parcela do benefício. Esse público é formado por quem estava inscrito no CadÚnico até o dia 20 de março e já tinha conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil.

Mais de 33 milhões de brasileiros se cadastraram via aplicativo (disponível nos sistemas Android e IOS) ou site da Caixa. Desses, 21 milhões já estão com os dados na base da Dataprev para processamento. A estimativa do Governo Federal é a de que cerca de 70 milhões de brasileiros sejam beneficiados pelo auxílio de R$ 600, criado para suprir dificuldades econômicas impostas pelas restrições de mobilidade social decorrentes da crise da pandemia da Covid-19. Os beneficiários do Bolsa Família receberão o auxílio emergencial de acordo com o calendário normal de pagamento do programa.

A cuidadora de idosos Izabelle Cristina Ramos de Oliveira Cavalcante é beneficiária do Bolsa Família e já obteve o auxílio emergencial. Ela conta que o valor ajudou bastante por ela e o esposo estarem desempregados e morando com a sogra. “Por conta da pandemia fiquei sem fazer uns ‘bicos’. Aí esse dinheiro veio em boa hora, porque paguei umas contas e deu uma aliviada. São cinco pessoas na casa. O dinheiro caiu dia nove direto na minha conta. Porque eu já tenho cadastro no CadÚnico. Fiquei na expectativa se ia cair ou não, a pessoa sempre acha que pode dá algum problema. Né? E ainda mais não sabia se ia cair o meu e do meu marido’’.

Já a desempregada Andressa Oliveira, que também é beneficiária do programa Bolsa Família, ainda não recebeu o auxílio. “Estou na expectativa. Faço alguns ‘bicos’, mas com o isolamento social não estou mais podendo trabalhar e a renda caiu. As aulas da minha filha estão suspensas e isso também dificulta para eu ir fazer meus trabalhos. O valor é pequeno mais vai ajudar muito para comprar nossa alimentação pois como estamos paradas não temos de onde tirar dinheiro. Somo quatro, sendo duas crianças. Minha mãe também é autônoma e está doente’’.

EXIGÊNCIAS

Pelas regras estabelecidas no projeto de auxílio emergencial aprovado pelo Congresso, os trabalhadores deverão cumprir alguns critérios, em conjunto, para ter direito ao benefício, como não ter emprego formal; não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135); e não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

“Valor é paliativo para trabalhadores informais’’, diz economista

 

Para o economista Felippe Rocha, o valor é um paliativo. “Sabemos que os trabalhadores informais a depender do tipo de função ou trabalho que possuem, conseguem receber entre R$ 800 a R$ 3 mil reais. Por exemplo, estudos mostram que os entregadores de app que fazem de bicicleta, eles conseguiam faturar entre R$ 800 a R$ 1.200. E os de motocicletas conseguem renda de até R$ 3 mil, assim como os motoristas de aplicativos. Ou seja, nesses casos eles continuam trabalhando e o valor será um acréscimo como complemento da renda. vale lembrar que os informais e autônomos também são os vendedores de frutas, capas de celular etc’’.

Rocha esclarece que os autônomos não estão podendo trabalhar. E para eles esse valor é paliativo e não complemento. “Eles conseguiam obter renda de R$ 800 acima. Mas é um paliativo interessante já que vai ajudar nas contas porque elas podem adiar contas de até 90 dias a depender. Muitos desses informais não possuem contas em bancos. Então esse adiamento não serve, para eles seriam contas essenciais. Seria interessante o adiamento ou que o estado pagasse, para o valor ser restrito os custos da casa já que apenas dois membros da família podem receber – o total seria de R$ 1.200, que ajuda na movimentação da economia’’.

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, em todo o país até às 13h de ontem (13), 33,7 milhões de pessoas tinham finalizado o cadastro para o auxílio emergencial. 273,1 milhões tinham feito visitas ao site, 13,7 milhões fizeram ligações ao número 111 e 35,6 milhões baixaram o app. E até ontem, 2,5 milhões recursos foram liberados, sendo R$ 1,5 bilhões creditados.

O ministro da cidadania, Onyx Lorenzoni explica que até o fim da semana que vem, deve ser pago a primeira parcela a cerca de 95% do público que tem direito a esse auxílio emergencial via aplicativo ou site da Caixa. Depois, no final do mês, entre 27 e 30 de abril, vai ser paga a segunda parcela. De 26 a 29 de maio, a terceira. Então, com um pouco mais de 45 dias da aprovação da lei, deve ser ter pago 100% do auxílio a mais ou menos 97% desse público. “Os 3% restante vamos ajudar, vamos arrumar. Ainda temos outros 45 dias para pagar. Esse é um processo complexo.”

BANCARIZAÇÃO

Lorenzoni diz que, com o pagamento dos informais, que vão estar bancarizados pela primeira vez, ocorrerá algo inédito. “Vamos atingir entre 30 e 35 milhões de pessoas que nunca passaram perto de um banco. É o maior processo de bancarização gratuita que está sendo feito no mundo ocidental. A opção pelo aplicativo se demonstrou absolutamente correta. O número de acessos no aplicativo é impressionante. Já encontramos e validamos em dois dias e meio de trabalho mais de 28 milhões de pessoas.”

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França com assessorias

Exame confirma primeira morte por Covid-19 na Santa Casa

Esta é a quarta morte confirmada em Alagoas em decorrência da pandemia.

↑ (Foto: Assessoria da Santa Casa de Maceió de Alagoas)

ASanta Casa de Maceió lamenta informar o falecimento de paciente vítima do novo coronavírus (Covid-19) internado na UTI do hospital.

O óbito ocorreu na madrugada de domingo (12), mas o resultado do exame só foi conhecido nesta segunda-feira (13).

Esta é a quarta morte confirmada no estado em decorrência da pandemia.

Até às 18h desta segunda, 7 pacientes com a suspeita da doença estavam internados no hospital. Um caso confirmado com a enfermidade segue em tratamento intensivo na UTI.

De domingo para segunda foram atendidas na Emergência 9 pessoas com sintomas típicos da contaminação; delas, 8 realizaram coleta para PCR.

De 26 de fevereiro a 13 de abril, o número de casos notificados pela instituição, com coleta de amostras para verificar a presença do vírus, foi de 158. Destes, 78 pacientes foram classificados como não detectável e 6 resultaram positivo para o novo coronavírus.

Por Assessoria

Pro-estrada! Compromisso chega à periferia.

Da Redação

 

          O Programa Pró-estrada do Governo Estadual em contrapartida com o Governo Municipal de Santana do Ipanema, no dia de hoje (13/04/2020), chegou a periferia da Rua Professor Enéas Araújo, e com muita alegria e entusiasmo, foi recebido pelos seus moradores que terão a rua com cobertura asfáltica, haja vista, o paralelepípedo não mais se adequar as necessidades da população, devido a tantos problemas corriqueiros de correções diante das variações climáticas e chuvas que danificavam o calçamento.

          Acompanhamos de perto a ação dos trabalhadores da empreiteira, acompanhado do atual Vereador Genildo Bezerra (Papa-Tudo), que deixou a pasta de Secretário de Infraestrutura do Município, que relembrou das nossas solicitações junto ao Governo da Reconstrução que com muito carinho sempre nos deu a devida atenção para essas reivindicações de décadas. Segundo o Genildo, as reivindicações estavam na agenda do prefeito Isnaldo Bulhões e que o sucessor da pasta em que ele assumia como Secretário de Infraestrutura do Município o Marcelo Melo deverá dar um norte as demais reivindicações da população.

Brasil ultrapassa mil mortes por Covid-19; 19,6 mil pessoas estão infectadas

Aumento de infectados, de ontem para hoje, é de 1.781 casos

↑ Foto: Agência Brasil

OMinistério da Saúde divulgou hoje (10) os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados, no momento, é de 19.638. o que representa aumento de 1.781 casos em relação ao balanço divulgado ontem (9). Além disso, o número de mortes superou hoje os mil casos. Até o momento, foram registradas 1.056 mortes pela doença. A taxa de letalidade do vírus no Brasil é de 5,4%.

O estado de São Paulo ainda concentra o maior número de casos (8.216) e de mortes (540). O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 2.464 casos e 147 mortes. Na Região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 981, além de 50 mortes.

No Nordeste, o Ceará se destaca, com 1.478 casos e 58 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 555 casos e 17 mortes. Os estados do Sul do país apresentam números de casos mais próximos. Santa Catarina é o estado da região com mais casos, 693, e o Rio Grande do Sul com menos casos, 636.

Fonte: Agência Brasil

Pandemia deve influenciar debate do Fórum Social Mundial no México

 

Temas como a importância do estado, o direito à saúde, a segurança alimentar e a violência doméstica foram postos a nu com a epidemia de Covid-19. O evento mundial que ocorrerá em janeiro de 2021 no México sempre foi um contraponto à ordem neoliberal.

 

Fórum Social Mundial de Salvador ocorreu em 2018, em meio ao golpismo e ao assassinato de Marielle Franco. Foto Midia Ninja

O processo de construção do Fórum Social Mundial de 2021, que ocorrerá no México, já vem sofrendo a interferência da pandemia de corona vírus. Reuniões entre conselheiros e representantes dos movimentos sociais de todo o mundo que teriam que ser presenciais estão ocorrendo virtualmente. A reunião com os movimentos sociais mexicanos, prevista para ocorrer naquele país, em junho, já é considerada inviável pela dificuldade de programação dos voos europeus, que se encontram inoperantes.

Mas a influência da pandemia não fica somente na logística do evento. Segundo Liége Rocha, representante da Fedim (Federação Democrática Internacional de Mulheres) no Conselho Internacional do FSM, os impactos econômicos, sociais e políticos da doença em todo o mundo terão efeito direto sobre o clima das mesas de debates. “Embora ainda não haja definição formal na programação, a epidemia está diretamente ligada à questão da vida das pessoas, portanto, o tema da saúde, da defesa da vida e dos direitos humanos certamente fará parte dos debates”, disse Liége, em entrevista ao Portal Vermelho. Ela antecipa que o debate do impacto do corona vírus, particularmente, na vida das mulheres, já vem sendo manifestado em organizações feministas de países como Argentina, Peru, Venezuela, Cuba, Portugal etc.

Por outro lado, ela lembra que o FSM nasceu contestando o Fórum dos países ricos em Davos e sua política neoliberal. Por isso, o fato da epidemia estar se comportando como um divisor de águas no debate sobre o modelo de privatizações dos serviços públicos, de redução do papel do estado e de ajuste fiscal às custas das vidas do povo, deve ganhar força nas organizações da sociedade civil de todo o mundo, quando se reunirem no final de janeiro.

“Temos sempre insistido para que o Fórum defina datas de manifestação mundial, o que me leva a pensar numa proposta ao Conselho Internacional de definir uma manifestação em relação a esta epidemia, assim que isto seja possível fazer”, sugere Liége. Ela enfatizou os números chocantes de violência doméstica que emergiram da quarentena obrigatória devido à epidemia. Outro impacto na vida mulheres, que ela lembra neste momento, é a questão do desemprego, que atinge as mulheres de forma brutal. “Temos visto como mulheres grávidas estão sofrendo para fazer seu pré-natal, diante do cancelamento das consultas na quarentena”, acrescentou.

A epidemia também expôs a importância de um sistema público de saúde estruturado para enfrentar crises violentas como esta. “O Sistema Único de Saúde brasileiro não tem sido valorizado como deveria e isso ficou evidente para a população e para quem não queria ver. Sem ele, sequer haveria enfrentamento da epidemia. Veja que a maioria dos atendimentos tem sido em hospitais do SUS. Os EUA, que são uma potência econômica, não dispõe de um sistema público de saúde e está sofrendo as consequências disso. É hora de mostrar que a saúde é um direito do cidadão e um dever do estado.”

Os pés de barro do neoliberalismo

“A questão da epidemia mexe exatamente com os pés de barro do sistema neoliberal”, é o que diz Rita Freire, da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada e, também, membro do Conselho Internacional do Fórum. Ela conta ao Portal Vermelho que o FSM surgiu como um grito da sociedade civil contra o sistema neoliberal que vinha num processo de apropriação e privatização do mundo.

Sentia-se, naquele momento (início do século XXI), que o mundo seria governado por instâncias das grandes potências como a OMC, FMI, OTAN, etc. Rita considera que a mentalidade social, naquele contexto, conseguiu criar barreiras a esse processo. No entanto, mudanças no paradigma tecnológico, que pareciam democratizantes, acabaram por ser apropriados pelos setores mais conservadores da sociedade para impor regimes autoritários e ultraliberais. “Agora, começa a haver uma percepção humana de que o sistema é falho. Mas o funcionamento do sistema não é necessariamente humano e vai tentar sobreviver à custa de vidas. A sociedade civil tem a necessidade, neste momento, de fazer uma agenda para que a vida não seja secundarizada por interesses que não são nem econômicos, mas financeiros, de apropriação, mesmo, de recursos”, analisou Rita.

Ela avalia que o tema da desigualdade deve ganhar força com a epidemia, já que as pessoas que não estão protegidas vão morrer mais que aquelas privilegiadas pelo direito de fazer a quarentena. “Não é possível mais aceitar situações como aquela em que Israel destruiu hospitais palestinos e ainda jogou mísseis sobre os médicos que foram socorrer os feridos”, citou ela, os eventos ocorridos em 2014.

Governos de ultradireita, como Trump nos EUA e Bolsonaro no Brasil, estão sendo contestados pela postura inadequada diante da crise epidêmica. Rita lembrou uma máxima econômica heterodoxa de que se a família entrar em crise, ela precisa economizar, enquanto, se o estado entra em crise, ele precisa investir mais para evitar a recessão. “Mesmo economistas ortodoxos sabem que se você não fizer isso, vai quebrar como um projeto de economia e de nação. Então, o papel do estado, hoje, está no centro das atenções, e a população está percebendo que esses governantes de extrema-direita não têm preparo nem para aplicar instrumentos de economia clássica liberal, por isso, utilizam-se do autoritarismo para que a sociedade também não reaja”, acrescentou.

Em sua opinião, tanto o neoliberalismo, quanto esses governos, têm pés de barro, mas também têm os instrumentos para se impor. “Portanto, a sociedade tem que decidir que é preciso mudar o sistema, ou se tentar remendar o que não tem conserto, quem vai ser sacrificado é quem tem menos recurso pra se defender. Vamos ter um problema sério de quem é que terá direito a sobreviver, não apenas na enfermaria do hospital, mas depois, também”, afirmou.

Rita considera que o tema da saúde já é a chave para todo tipo de debate, desde já. Para ela, a saúde pública precisa não apenas atender as demandas da sociedade, mas regular o funcionamento do sistema privado de saúde, que também depende muito do estado. Dentro desta perspectiva, ela também considera importante que o tema da segurança alimentar garanta políticas estruturais para a manutenção da agricultura familiar.

Transportes públicos intermunicipais estão suspensos até 20 de abril

Medida está sendo eficiente no combate ao avanço da Covid-19 em Alagoas
Por: Texto de Mical Rocha e Patrícia Mendonça  
 
 Foto: Arsal

O Governo de Alagoas segue firme com as estratégias para minimizar o índice de contaminação pela Covid-19. E os esforços em conjunto têm surtido efeitos positivos, AL é o primeiro estado do Nordeste com o menor número de mortes e o segundo com o menor número de pessoas infectadas, de acordo com dados divulgados pelas secretarias de saúde a nível nacional, atualizados nesta quarta-feira (8).

 

E no que compete à Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), às fiscalizações do tráfego intermunicipal permanecem coibindo qualquer veículo que descumpra o decreto — de Nº 69.624, de 06 de abril de 2020 — que preserva vidas, e tem validade até o dia 20 de abril.

Somente os que transportam trabalhadores dos serviços essenciais estão liberados nas blitz’s sanitárias e educativas realizadas em pontos fixos e volantes em toda Alagoas.

Os veículos que realizam o transporte intermunicipal — entre os municípios —, já estavam suspensos desde o dia 21 de março. E, no período, nenhum transporte autorizado pela Arsal, complementar ou convencional foi flagrado cometendo a irregularidade.

Ronaldo Medeiros, diretor-presidente da Arsal, garante à sociedade alagoana que a Agência libera profissionais dos serviços básicos, bem como pessoas que necessitem de atendimento de saúde. E fez questão de deixar um recado especial aos motoristas e cobradores do Sistema Intermunicipal de Passageiros.

“Nós agradecemos aos permissionários, esses trabalhadores têm dado um grande exemplo de compreensão neste momento tão difícil. Todas as pessoas estão sendo atingidas por diversas dificuldades ocasionadas pelo coronavírus, e, aqui, a gente vê que esses profissionais estão parados e sensíveis a esta situação. À vocês, gostaria de dar o meu muito obrigado. Tenho certeza que na retomada, iremos retribuir esta compreensão neste momento tão difícil. Contem conosco”, enfatizou Ronaldo Medeiros.

 

Uma grande força-tarefa está montada para barrar e autuar os veículos que fazem o transporte ilegal, que tem sido uma crescente neste momento em que a sociedade tanto precisa se conscientizar e fazer, também, a sua parte. Diariamente dezenas são flagrados nas blitzes espalhadas por todo o Estado. Estão atuando em conjunto com a Arsal o BPRv, BPTran, PRF, SMTT e a Guarda Municipal de Maceió.

 

 

Policiais Civis de Alagoas e PRFs se unem em Campanha às vítimas da enchente em Santana do Ipanema

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Uma iniciativa de um policial civil de Alagoas fez a diferença na vida de centenas de pessoas nesta terça-feira(07). Ele contou com apoio de colegas de trabalho e de policiais rodoviários federais, que juntos uniram esforços para buscar doações às vítimas da enchente ocorrida em Santana do Ipanema, no final do mês de março. O que eles não esperavam é que a ação solidária tivesse uma adesão tão grande.

Foram arrecadados, ao longo da semana passada, toneladas de alimentos, centenas de roupas, utensílios domésticos, brinquedos entre outros itens. O montante recebido foi tão grande que os organizadores da ação resolveram distribuir também no Vale do Reginaldo, em Maceió, e em Poço das Trincheiras.

No início da semana passada, o idealizador da ação compartilhou com amigos policiais sua vontade de ajudar as famílias desabrigadas, vítimas da enchente ocorrida no Sertão do estado. De imediato, os colegas se uniram e começaram a dividir a ideia com seus amigos próximos, familiares e colegas de trabalho, sendo os pedidos de doações compartilhados por cada pessoa que estava aderindo à campanha. Familiares, empresários, policiais civis e rodoviários federais começaram a fazer doações de alimentos, roupas, lençóis e outros itens e no segundo dia da ação as doações recebidas já ultrapassavam a expectativa dos promotores da ação.

Durante todo esta terça-feira (07) os itens arrecadados foram distribuídos nos pontos citados. A ação teve um saldo tão positivo que foi necessário solicitar apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fazer o transporte das doações, pois seriam necessárias várias viagens em carros de passeio para levar tudo que foi recebido. Sendo o comprometimento social um dos pilares da PRF, o órgão forneceu o caminhão para realizar o transporte dos itens e assim fazer a alegria de muitas famílias.

Claudio Daniel: Crônica da aldeia assassinada

 

Em 1948, terroristas da milícia sionista Irgun invadiram a aldeia palestina de Deir Yassin, destruíram casas e mataram 254 civis palestinos, incluindo idosos, mulheres e crianças. A ação sionista fez parte do Nakba – um projeto político de expulsão dos palestinos de sua terra natal para a criação artificial do estado de Israel

 

A aldeia palestina de Deir Yassin possuía cerca de 600 moradores, que viviam da exploração das minas de calcário e do corte das pedras, utilizadas basicamente na construção civil. O vilarejo estava localizado num morro a oeste de Jerusalém e convivia pacificamente com os imigrantes europeus judeus que viviam no bairro de Givat Shaul.

No dia 9 de abril de 1948, tropas da milícia paramilitar sionista Irgun invadiram a aldeia, lideradas por Menachen Begin, futuro primeiro-ministro de Israel e responsável por diversos crimes de guerra na Palestina e no Líbano – como o massacre nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no sul do Líbano, em 1982. O genocídio planejado da população palestina e a sua expulsão das localidades em que viviam há séculos para a criação artificial do estado de Israel, formado por centenas de milhares de imigrantes judeus vindos da Europa e do Norte da África, é um fato histórico que muitos cientistas políticos e historiadores – entre eles o professor judeu norte-americano Norman Finkelstein e os israelenses Schlomo Sand e Illan Papé – consideram uma operação de “limpeza étnica”, similar à que os nazistas realizaram no leste europeu, durante a 2ª Guerra Mundial.

Menachen Begin (à dir.), primeiro-ministro de Israel, brinda com o presidente dos EUA Jimmy Carter nos anos 1970, três décadas depois de liderar a milícia paramilitar sionista Irgun no Nakba

Os palestinos preferem chamar o acontecimento de Nakba, palavra que em árabe significa “catástrofe”. Ao longo dessa macabra operação de guerra – o Plano Dalet –, centenas de aldeias, vilarejos e cidades palestinas foram destruídos, incluindo mesquitas, igrejas cristãs e monumentos históricos. Cerca de 750 mil palestinos foram obrigados a fugir para países árabes vizinhos, como o Egito, o Líbano e a Jordânia, onde viveram – e muitos ainda vivem – em acampamentos de refugiados, recebendo alguma ajuda em termos de serviços médicos e educacionais por parte da ONU.

De todos os massacres ocorridos na Palestina durante esse sinistro período, no entanto, o que ficou mais tristemente conhecido foi o de Deir Yassin. Conforme escreve Illan Papé, no livro A Limpeza Étnica na Palestina (São Paulo: Sundermann, 2016):

Massacre foi objeto de estudos e denúncias: 750 mil palestinos foram obrigados a fugir para países árabes vizinhos

Os soldados judeus coalhavam as casas de tiros de metralhadora, matando muitos de seus habitantes. Os aldeões sobreviventes foram então reunidos em um único lugar e assassinados a sangue frio, com seus corpos violados enquanto uma grande quantidade de mulheres era estuprada e depois morta.

Fahim Zaydan, que tinha 12 anos de idade na época, relembrou como viu sua família ser morta diante de seus olhos:

“Tiraram-nos um depois do outro, atiraram em um velho, e quando uma de suas filhas gritou, atiraram nela também. Então chamaram meu irmão Muhammad e mataram-no diante de nós, e quando minha mãe berrou, debruçando-se sobre ele – como minha irmãzinha Hudra nos braços, dando-lhe de mamar –, eles a mataram também.”

O próprio Zaydan foi alvejado, quando estava na linha de crianças que os soldados judeus perfilaram contra uma parede, na qual cravejaram balas, “só por diversão”, antes de irem-se. Ferido, teve sorte de sobreviver.

Operação de “limpeza étnica” e genocídio se arrastou entre os anos de 1947 e 1948

O número total de mortos ainda hoje é motivo de controvérsia entre os historiadores – fala-se em 93, 170 ou até 254 civis massacrados, incluindo 30 bebês. As ações paramilitares sionistas estenderam-se a outras regiões, como Jenin, Saris, Beit Surik e Biddu, sempre com o mesmo trágico roteiro de casas demolidas, mulheres estupradas, olivais e laranjais arrasados, rebanhos abatidos, objetos de valor roubados pelos paramilitares e “homens em idade militar”, desde crianças de 10 anos de idade até adultos de 50 anos, executados.

Essa operação de “limpeza étnica” e genocídio se arrastou entre os anos de 1947 e 1948, sobretudo, quando os sionistas, recusando a partilha da Palestina proposta pela ONU, que criava dois estados, um árabe, outro judeu, se apropriaram de 80% da Palestina – deixando a Jordânia anexar a chamada Cisjordânia e o Egito controlar a Faixa de Gaza, enquanto Jerusalém, até a Guerra dos Seis Dias, em 1967, ficou sob mandato internacional. Segundo a versão oficial sionista, ensinada nas escolas de Israel e propagada pela grande mídia ocidental, o que houve nessa época foi uma “guerra” entre árabes e judeus, versão que não encontra bases históricas comprováveis.

Imigração massiva de judeus estrangeiros foi o estopim para os conflitos na Palestina

Os chamados “novos historiadores” de Israel, incluindo o próprio Illan Papé, afirmam o contrário: que na Palestina, até as primeiras décadas do século 20, a população árabe era de 95%, entre muçulmanos e cristãos, e a minoria judaica era formada por 5%. Ao longo de séculos, não houve conflitos entre essas comunidades, até a imigração massiva de judeus estrangeiros para a Palestina, onde compravam grandes quantidades de terras de latifundiários palestinos – muitos deles viviam no exterior – e expulsavam os camponeses palestinos, que eram substituídos por trabalhadores judeus. 

Após o fim da 1ª Guerra Mundial, em 1918, e a dissolução do Império Otomano, a Palestina passou a ser administrada pelo Mandato Britânico, que apoiou a causa sionista. Os ingleses aceitaram a imigração de milhares de judeus estrangeiros para a região, modificando a composição original da população local, treinaram e armaram milícias judaicas, como a Stern, a Irgun e a Haganá, permitiram a criação de bancos, hospitais, escolas e outros serviços destinados apenas à população judaica e, na prática, deixaram surgir um estado dentro de outro estado. Com o final da 2ª Guerra Mundial, em 1945, e a revelação dos horrores do Holocausto, aconteceram novas imigrações de judeus estrangeiros para a Palestina, que foi dividida pela ONU em duas áreas, uma para judeus, outra para os árabes.

Partilha da Palestina deixou os árabes da região sem metade de seu país

Essa partilha, no entanto, nunca existiu de fato: os árabes não ficaram felizes em perderem metade de seu país para pessoas que vieram de fora, que não tinham nenhuma relação com a região, além da remota origem religiosa e cultural. E os judeus sempre tiveram como perspectiva a conquista integral da Palestina, para a criação de um estado nacional judeu, objetivo exposto no livro O Estado Judeu, de Theodor Hertzl, publicado no final do século 19 e base teórica do sionismo, uma ideologia nacionalista, colonialista e militarista, que considerava os árabes “primitivos” e “inferiores” culturalmente, enquanto os judeus seriam os representantes da “civilização ocidental” na rica e estratégica região do Oriente Médio.

O objetivo sionista foi conseguido pelas vias do terrorismo, da intimidação, da chantagem diplomática, do apoio anglo-americano e da intervenção militar contra populações civis indefesas – situação que persiste até os dias atuais.

AUTOR

Auxílio emergencial: aplicativo para cadastro está disponível; saiba como fazer

Foto: UOLRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueAuxílio emergencial

Os trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEI) sem renda fixa, prejudicados pelo isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, já podem se cadastrar e solicitar o auxílio emergencial de R$ 600, concedido pelo Governo Federal. A Caixa Econômica Federal (CEF) disponibilizou nesta terça-feira (07) dois canais de atendimento: o  site da Caixa e o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial, disponível para aparelhos com sistema operacional Android e IOS. O aplicativo pode ser baixado no próprio site.

A Caixa disponibilizou, ainda, uma central telefônica para tirar dúvidas dos usuários sobre como fazer o cadastro do benefício: basta ligar para o número 111 e aguardar as orientações. O auxilio emergencial será distribuído durante três meses.

Quem já recebe o Bolsa Família ou está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) não precisa se inscrever para receber o auxílio. A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) recomenda que os usuários que têm dúvida se têm direito ao auxílio emergencial acessem o link https://auxilio.caixa.gov.br  , confirmem seus dados, preencham os campos solicitados e verifiquem se o valor está disponível.

Passo a passo:

Abra o link;

Confirme as opções que estão dentro das características exigidas pelo governo;

Preencha seus dados: nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe;

Caso já esteja cadastrado no CadÚnico vai aparecer a mensagem: você está no Cadastro Único do Governo Federal. As condições de recebimento do auxílio emergencial serão avaliados com os seus dados do Cadastro Único, então é só aguardar e liberar o aplicativo.

4.1 – Caso não esteja cadastro no CadÚnico, abrirá uma página para colocar os dados. A partir disso, é só preencher tudo que for pedido e aguardar o processamento dos dados e análise.

Beneficiários

Os usuários beneficiados com o auxílio emergencial, que ficou popularmente conhecido como “coronavoucher”, precisam atender os critérios estabelecidos para o recebimento do auxílio.

De modo geral, as regras para que a população possa receber os pagamentos são as seguintes:

Ser maior de 18 anos;

Não ter emprego formal;

Ter renda mensal de até meio salário mínimo, R$ 522, por pessoa da família, desde que a renda familiar total não ultrapasse o valor de de R$ 3.135;

Não ter recebido nenhum rendimento tributável acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda;

Não estar recebendo assistências sociais ou previdenciárias, como programas de renda ou seguro desemprego, com exceção do Bolsa Família.

Além disso, é preciso se enquadrar em pelo menos um dos requisitos abaixo, conforme determinação do governo federal:

Ser microempreendedor individual (MEI) ou trabalhador informal;

Estar inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico);

Ser contribuinte do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Para cada família beneficiada, a concessão do auxílio ficará limitada a dois membros, de modo que cada grupo familiar poderá receber até R$ 1.200. Além disso, esse valor também será válido para mulheres chefes de casa ou famílias monoparentais; nestes casos, um único cidadão terá direito a receber duas cotas.

Depois da sanção, o início dos pagamentos dependerá de regulamentação do Poder Executivo.

Quem não tem direito?

O auxílio não será disponibilizado para quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou qualquer outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família.

No caso do Bolsa Família, os usuários poderão optar por substituir temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último, no caso o valor for mais vantajoso.

 Pagamento

O auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta que será do tipo poupança social digital. Essa conta será aberta automaticamente no nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação dos documentos, além da isenção de tarifas de manutenção.

Aqueles que têm direito ao benefício poderão solicitar transferência para a conta de sua preferência (e qualquer banco) sem custo. Para os que tiverem de sacar, poderão se dirigir a lotéricas, agências da Caixa, do Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste conforme o calendário abaixo:

Primeira parcela: Até 14 de abril (Donos de poupança da Caixa e correntistas do Banco do Brasil podem receber antes, direto na conta);

Segunda parcela: entre 27 e 30 de abril;

Terceira Parcela: entre 26 e 29 de maio.

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