Levantamento que mede capital político de dez possíveis presidenciáveis aponta que Lula (impedido de concorrer) tem mais aceitação que Bolsonaro
Publicado 07/03/2021 16:56 | Editado 07/03/2021 17:00

Reportagem de Daniel Bramatti, do Estadão, revela que pesquisa exclusiva de opinião que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, apenas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra ter mais capital político que o atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro.
O levantamento do Ipec, 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum. Bolsonaro aparece com 12 pontos porcentuais a menos no potencial de voto (38%), e 12 a mais na rejeição (56%).
A pesquisa de potencial busca medir o piso e o teto de aceitação de cada possível candidato. Lula está impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer em 2022, pois tem duas condenações penais proferidas por órgão colegiado. Seus advogados têm buscado anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia.
Atrás de Lula e Bolsonaro no ranking do potencial de voto estão Sérgio Moro (31%), Luciano Huck (28%), Fernando Haddad (27%), Ciro Gomes (25%), Marina Silva (21%), Luiz Henrique Mandetta (15%), João Doria (15%) e Guilherme Boulos (10%).
Todos esses – com exceção de Moro, cuja taxa de rejeição é de 50% – são descartados como opção de voto pela maioria absoluta do eleitorado. Empatados tecnicamente com os 56% de Bolsonaro no quesito “não votaria de jeito nenhum” estão Marina (59%), Huck (57%), Doria (57%), Ciro (53%) e Haddad (52%).
A pesquisa do Ipec também mostra em que segmentos do eleitorado os candidatos têm mais apoio. Bolsonaro encontra mais simpatizantes entre evangélicos (53% de potencial de voto), moradores da região Sul (46%) e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (45%).
Entrevistas
O Ipec ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios do País. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 23 de fevereiro e a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A campanha do Dia Internacional da Mulher, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), reforça o papel que as mulheres também possuem na linha de frente do combate à pandemia da Covid-19.
Com o tema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19″, o dia oito de março deste ano celebra "os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia”.
“A vacina foi o renascimento”
Vera Moreira, 60 anos, é a responsável pelo setor de processamento de roupa do Hospital da Mulher, em Maceió. Ela foi a primeira servidora do HM a ser vacinada nas dependências da unidade e conta que a sensação de receber o imunizante foi como renascer. “É uma sensação indiscutível. Foi como um turbilhão de emoções, que não dá para descrever”, descreve.
Vera conta que, por ser portadora de uma patologia autoimune, não pôde atuar diretamente na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia e voltou ao trabalho presencial apenas em setembro. Ela chegou, enquanto estava em casa, a trabalhar em três lugares diferentes.
“Não tinha hora para entrar ou sair e, por causa disso, comecei a desencadear crises de pânico e precisei recuar na carga horária, até o momento em que voltei ao HM, em setembro”, relatou, acrescentando que ouve diariamente relatos dos profissionais que têm contato direto com os pacientes com Covid-19, já que seu setor não requer que ela vá diretamente aos leitos.

Para Vera, o fato de ser uma mulher atuando na linha de frente contra a Covid-19 é motivo de orgulho, mas acredita que, por ser mulher, naturalmente já possui uma carga maior em relação aos seus colegas homens.
“Principalmente para mulheres trabalhadoras e mães solo, como eu sou, há uma carga emocional muito grande”, ela se emociona ao dizer.
“Depois de tantas coisas que vivemos e vimos, é uma sensação gratificante, mesmo com todos os riscos que nosso papel traz, de trabalhar num hospital que é referência no combate à Covid-19”, finalizou.
Gratidão
Para a Cabo Karina, 43 anos, a pandemia é um momento difícil desde o início. “A cada acionamento, colocávamos os equipamentos de proteção e íamos para as ocorrências pensando, principalmente, nos nossos familiares”.
Ela conta que, a todo o momento, ficava insegura em relação à própria segurança – e, consequentemente, a da família. “Quando nós entrávamos em algum hospital, a gente se perguntava se seríamos infectados, se poderíamos contaminar alguém da família”.
Karina relata que muitos bombeiros ficaram abalados psicologicamente a princípio, mas que, com o passar dos dias, foram se acostumando à nova rotina.
“O momento mais marcante em meio a tudo isso foi quando uma companheira nossa, a Cabo Suzan, que estava grávida, apresentou os sintomas da Covid-19 de maneira que evoluiu e veio a falecer... Acompanhamos cada dia da sua angústia desde sua chegada ao hospital até o momento que foi para a UTI e não voltou mais”, lamentou.

Cuidar do lar é uma missão a mais para as mulheres, destaca, “mas tivemos que redobrar nosso cuidado com nossos filhos, nossos pais e nossa casa... Muitas dispensaram suas funcionárias e assumiram mais esse papel para poder preservar ainda mais seus entes queridos”.
“Não desmerecemos a importância dos nossos companheiros, mas muitas de nós precisaram assumir também a responsabilidade e o compromisso com os horários das aulas online mesmo cumprindo uma escala de serviço”, falou.
Em relação ao papel de sua profissão durante a pandemia, ela diz que se sente “um instrumento de Deus para ser usada nessa batalha e muito grata a Ele por nos manter de pé”.
Dupla jornada
Carla Cristiane Melo é enfermeira e socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas há 16 anos. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, atuou incansavelmente na linha de frente, fazendo atendimentos em domicílios e transferências intra-hospitalares diariamente.
“Minha rotina de trabalho mudou, fui pega de surpresa. Tive que me adaptar a um novo desafio. Nossos EPIs tão desconfortáveis, geram dor, exaustão, calor, desidratação. Mas com a esperança que podemos dar conta, de prestar assistência a esses pacientes tão fragilizados”, afirmou.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), somente no primeiro bimestre deste ano, o Samu já realizou 1.405 atendimentos de pacientes suspeitos ou contaminados pelo novo coronavírus. Em janeiro, foram registradas 650 ocorrências, e, em fevereiro, o número subiu para 755 chamados.
Com um fluxo intenso de trabalho, com alto risco de contaminação e transmissão, Carla relata que sua maior preocupação é que seus familiares não sejam infectados. Ela afirma que, junto a isso, vem uma carga secundária de responsabilidades domésticas para administrar.
“Nós, mulheres, temos dupla jornada de trabalho, na qual damos conta das tarefas do trabalho e de casa”, destacou.
Segundo a socorrista, todos os profissionais que compõem a linha de frente da pandemia estão esgotados. No entanto, os sentimentos de orgulho e gratidão por poder contribuir para o salvamento de vidas dão força para continuar lutando.
“Meu dever é cuidar daquele que precisa dos meus cuidados. À população, peço que fiquem em casa e usem máscaras. Vamos vencer essa batalha!”, concluiu.
Situações inesperadas
Para a médica e diretora do Hospital José Augusto (de São Luis do Quitunde), Paulette Farias Eckert, a sua experiência atuando na linha de frente da pandemia, na primeira e nessa segunda onda, pode ser definida como “assustadora”.
Por trabalhar no atendimento a pacientes com síndrome gripal, se viu diante de situações inesperadas. De acordo com o seu relato, pessoas chegam com sintomas leves e rapidamente pioram e perdem a capacidade respiratória.
“Uns dizem não sentir nada, mesmo testando positivo; outros testam negativo, mas relatam sentir todos os sintomas”, relatou.

Durante a intensa rotina de atendimentos, a médica acabou contraindo a Covid-19. “Eu tive muito medo de precisar ir para a UTI e desenvolver sequelas. Tive medo de ficar impossibilitada de exercer minhas atividades laborais”, afirmou.
Passado o período de recuperação, ela logo retomou os atendimentos hospitalares. “Como profissional da área da saúde, fico muito feliz em poder atuar no combate dessa pandemia e contribuir salvando vidas”.
*Estagiários sob supervisão da editoria

A campanha do Dia Internacional da Mulher, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), reforça o papel que as mulheres também possuem na linha de frente do combate à pandemia da Covid-19.
Com o tema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19″, o dia oito de março deste ano celebra "os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia”.
“A vacina foi o renascimento”
Vera Moreira, 60 anos, é a responsável pelo setor de processamento de roupa do Hospital da Mulher, em Maceió. Ela foi a primeira servidora do HM a ser vacinada nas dependências da unidade e conta que a sensação de receber o imunizante foi como renascer. “É uma sensação indiscutível. Foi como um turbilhão de emoções, que não dá para descrever”, descreve.
Vera conta que, por ser portadora de uma patologia autoimune, não pôde atuar diretamente na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia e voltou ao trabalho presencial apenas em setembro. Ela chegou, enquanto estava em casa, a trabalhar em três lugares diferentes.
“Não tinha hora para entrar ou sair e, por causa disso, comecei a desencadear crises de pânico e precisei recuar na carga horária, até o momento em que voltei ao HM, em setembro”, relatou, acrescentando que ouve diariamente relatos dos profissionais que têm contato direto com os pacientes com Covid-19, já que seu setor não requer que ela vá diretamente aos leitos.

Para Vera, o fato de ser uma mulher atuando na linha de frente contra a Covid-19 é motivo de orgulho, mas acredita que, por ser mulher, naturalmente já possui uma carga maior em relação aos seus colegas homens.
“Principalmente para mulheres trabalhadoras e mães solo, como eu sou, há uma carga emocional muito grande”, ela se emociona ao dizer.
“Depois de tantas coisas que vivemos e vimos, é uma sensação gratificante, mesmo com todos os riscos que nosso papel traz, de trabalhar num hospital que é referência no combate à Covid-19”, finalizou.
Gratidão
Para a Cabo Karina, 43 anos, a pandemia é um momento difícil desde o início. “A cada acionamento, colocávamos os equipamentos de proteção e íamos para as ocorrências pensando, principalmente, nos nossos familiares”.
Ela conta que, a todo o momento, ficava insegura em relação à própria segurança – e, consequentemente, a da família. “Quando nós entrávamos em algum hospital, a gente se perguntava se seríamos infectados, se poderíamos contaminar alguém da família”.
Karina relata que muitos bombeiros ficaram abalados psicologicamente a princípio, mas que, com o passar dos dias, foram se acostumando à nova rotina.
“O momento mais marcante em meio a tudo isso foi quando uma companheira nossa, a Cabo Suzan, que estava grávida, apresentou os sintomas da Covid-19 de maneira que evoluiu e veio a falecer... Acompanhamos cada dia da sua angústia desde sua chegada ao hospital até o momento que foi para a UTI e não voltou mais”, lamentou.

Cuidar do lar é uma missão a mais para as mulheres, destaca, “mas tivemos que redobrar nosso cuidado com nossos filhos, nossos pais e nossa casa... Muitas dispensaram suas funcionárias e assumiram mais esse papel para poder preservar ainda mais seus entes queridos”.
“Não desmerecemos a importância dos nossos companheiros, mas muitas de nós precisaram assumir também a responsabilidade e o compromisso com os horários das aulas online mesmo cumprindo uma escala de serviço”, falou.
Em relação ao papel de sua profissão durante a pandemia, ela diz que se sente “um instrumento de Deus para ser usada nessa batalha e muito grata a Ele por nos manter de pé”.
Dupla jornada
Carla Cristiane Melo é enfermeira e socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas há 16 anos. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, atuou incansavelmente na linha de frente, fazendo atendimentos em domicílios e transferências intra-hospitalares diariamente.
“Minha rotina de trabalho mudou, fui pega de surpresa. Tive que me adaptar a um novo desafio. Nossos EPIs tão desconfortáveis, geram dor, exaustão, calor, desidratação. Mas com a esperança que podemos dar conta, de prestar assistência a esses pacientes tão fragilizados”, afirmou.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), somente no primeiro bimestre deste ano, o Samu já realizou 1.405 atendimentos de pacientes suspeitos ou contaminados pelo novo coronavírus. Em janeiro, foram registradas 650 ocorrências, e, em fevereiro, o número subiu para 755 chamados.
Com um fluxo intenso de trabalho, com alto risco de contaminação e transmissão, Carla relata que sua maior preocupação é que seus familiares não sejam infectados. Ela afirma que, junto a isso, vem uma carga secundária de responsabilidades domésticas para administrar.
“Nós, mulheres, temos dupla jornada de trabalho, na qual damos conta das tarefas do trabalho e de casa”, destacou.
Segundo a socorrista, todos os profissionais que compõem a linha de frente da pandemia estão esgotados. No entanto, os sentimentos de orgulho e gratidão por poder contribuir para o salvamento de vidas dão força para continuar lutando.
“Meu dever é cuidar daquele que precisa dos meus cuidados. À população, peço que fiquem em casa e usem máscaras. Vamos vencer essa batalha!”, concluiu.
Situações inesperadas
Para a médica e diretora do Hospital José Augusto (de São Luis do Quitunde), Paulette Farias Eckert, a sua experiência atuando na linha de frente da pandemia, na primeira e nessa segunda onda, pode ser definida como “assustadora”.
Por trabalhar no atendimento a pacientes com síndrome gripal, se viu diante de situações inesperadas. De acordo com o seu relato, pessoas chegam com sintomas leves e rapidamente pioram e perdem a capacidade respiratória.
“Uns dizem não sentir nada, mesmo testando positivo; outros testam negativo, mas relatam sentir todos os sintomas”, relatou.

Durante a intensa rotina de atendimentos, a médica acabou contraindo a Covid-19. “Eu tive muito medo de precisar ir para a UTI e desenvolver sequelas. Tive medo de ficar impossibilitada de exercer minhas atividades laborais”, afirmou.
Passado o período de recuperação, ela logo retomou os atendimentos hospitalares. “Como profissional da área da saúde, fico muito feliz em poder atuar no combate dessa pandemia e contribuir salvando vidas”.
*Estagiários sob supervisão da editoria

Após o anúncio de novas medidas para tentar conter o avanço da Covid-19 em Alagoas, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel) pediu aos governos, Municipal, Estadual e Federal, a divisão do pagamento dos impostos.
Com o novo decreto, que dividiu o estado entre as fases vermelha e laranja, o Governo Estadual determinou o fechamento dos bares e restaurantes no sertão e agreste, além da limitação do horário de funcionamento na capital até às 20h,
Com a hastag "#vamos dividir a conta", a Abrasel enfatizou que o setor foi um dos mais prejudicados com as restrições impostas pela pandemia.
“E mesmo diante dos prejuízos imensuráveis, seguimos cumprindo, com todos os protocolos de segurança. Assumimos um compromisso descomunal de empréstimos, aumento de mercadorias e redução de faturamento. Não temos outra saída se não compartilhar esse peso com vocês. Por isso vai aqui um pedido de socorro: Vamos dividir essa conta com a gente?”
Os empresários pedem a isenção do IPTU 2021, fim da ST para empresas do Simples, Insenção do ICMS sobre a energia, uma linha de crédito pela Agência Desenvolve com taxa de 0,% ao ano.
Veja mais:

Étetra! O Palmeiras venceu em casa o Grêmio por 2 a 0 e conquistou a Copa do Brasil pela quarta vez em sua história. Wesley e Gabriel Menino fizeram os gols da final e garantiram a Tríplice Coroa do Verdão na temporada de 2020: campeão paulista, da Libertadores e da Copa do Brasil.

O Grêmio tentou surpreender o Palmeiras no início da partida no Allianz Parque. A equipe de Renato Gaúcho pressionou nos primeiros cinco minutos e perdeu duas grandes chances. Logo aos dois minutos, Pepê quase aproveitou cruzamento que veio da direita, mas não conseguiu finalizar com precisão. Três minutos depois foi a vez de Alisson arriscar chute da entrada da área, levando perigo ao goleiro Weverton.
O Palmeiras reagiu aos sete minutos. Matheus Henrique errou na saída de bola e Rony apareceu sozinho na cara do goleiro Paulo Victor. O atacante hesitou, e Paulo Miranda salvou o Grêmio. O Verdão passou a dominar a partida e chegou a abrir o placar, aos 18 minutos, com Raphael Veiga, mas o gol foi anulado por impedimento de Rony no início da jogada.
O Grêmio passou a ter muita dificuldade na transição da defesa para o ataque e o Palmeiras desperdiçou muitas chances. Raphael Veiga, Zé Rafael, Rony e Wesley chegaram com perigo, mas acabavam tomando as decisões erradas nas conclusões.
Os minutos iniciais da segunda etapa pareciam uma repetição do primeiro tempo. O Tricolor empurrou o Palmeiras para o campo de defesa e só não abriu o placar porque Weverton salvou o time em finalização de Pepê de dentro da área.
Assim como no princípio do jogo, o Palmeiras respondeu aos 7 minutos em contra-ataque, só que dessa vez com gol. Raphael Veiga recebeu bola no campo de defesa, driblou dois jogadores e passou para Wesley. O camisa 47 chutou forte, de perna esquerda, para abrir o placar. Paulo Victor chegou a tocar na bola, mas não foi suficiente para evitar o gol.
Três minutos depois, o Grêmio quase empatou. Diogo Barbosa avançou pela esquerda e cruzou. A bola desviou em Marcos Rocha e sobrou para Thaciano. O camisa 20 subiu sozinho, mas cabeceou muito mal, sem problemas para Weverton.
No restante do jogo, o Tricolor até tentou o ataque, mas esbarrou no bom sistema defensivo do Palmeiras. Aos 39 minutos, veio o gol que definiu o título. Rony puxou contra-ataque e tocou para William. Ele encontrou Gabriel Menino, que driblou Matheus Henrique e chutou cruzado, rasteiro, para fazer 2 a 0 em falha de Paulo Victor.
Fonte: Agência Brasil
Por Severino Carvalho - Agência Alagoas 07/03/2021 - 21h 52min Márcio Ferreira0
Oaumento dos números da pandemia da Covid-19 em Alagoas obrigou o Governo do Estado a regredir as fases do Plano de Distanciamento Social Controlado. O anúncio foi feito na tarde deste domingo (7) pelo governador Renan Filho, acompanhado dos secretários da Saúde, Alexandre Ayres; do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques; do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito; e pelo presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley. A principal mudança é o retorno à Fase Vermelha, dentro do Plano de Distanciamento Social Controlado, do Agreste e do Sertão, que compõem a 7ª, 8ª, 9ª e 10ª regiões sanitárias; e à Fase Laranja do restante do estado, incluindo a capital Maceió.
As novas medidas constam no Confira o decreto Nº 73.518
Manifestantes e polícia entraram em conflito na capital do Paraguai, Assunção, na noite desta sexta-feira (5), depois que a maneira como o governo vem lidando com a pandemia gerou protestos e causou a renúncia da principal autoridade sanitária do país.

Forças de segurança atiraram balas de borracha e gás lacrimogêneo contra a multidão de centenas de pessoas reunidas em torno do prédio do Congresso, enquanto manifestantes furaram barreiras, queimaram barricadas nas ruas e atiraram pedras na polícia.
Os protestos, que transformaram o centro histórico da capital em um campo de batalha com fogo, fumaça e tiros, eclodiram em meio à crescente revolta da população por conta das taxas de infecção recordes por coronavírus, além de hospitais à beira do colapso.
Na sexta-feira, o ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, renunciou, um dia depois que parlamentares do país pediram sua saída.
*Com informações da agência Reuters.
Fonte: Agência Brasil

Com o retorno das aulas, após o período suspenso devido à pandemia, o desafio agora da Educação em Alagoas é buscar recuperar a lacuna deixada no ano letivo de 2020. Em entrevista ao CadaMinuto, o secretário Fábio Guedes traçou um raio X da Educação em todo o estado e seus desafios.
Além disso, comentou o ano letivo de 2020 e como vem sendo a articulação de todas as secretarias estaduais do país quanto às cobranças ao Governo Federal para a área. Confira
Após o Supremo Tribunal Federal (STF), ter considerado inconstitucional, a lei da Escola Livre, aprovada em 2016 na Assembleia Legislativa de Alagoas, como o senhor avalia a proposta?
Aquilo que não é constitucional e não pode ser colocado em prática como propunha aquele Projeto de Lei, não vale a pena emitir opinião. É pauta superada e o STF já se manifestou, na minha ótica, de maneira apropriada.
Professores e diretores relataram que com as aulas em formato online, houve um aumento significativo na evasão escolar, nas escolas públicas de Alagoas. Como a gestão do senhor vai buscar reverter essa situação neste ano? A qual fator atribui isso?
A evasão escolar aconteceu em todos os níveis de ensino e segmentos que trabalham com educação. O que também se verificou país afora. A principal razão para isso, já reconhecida em vários fóruns de discussão da educação brasileira, foi o restrito acesso às tecnologias e à conectividade, por parte das famílias menos abastadas. Além disso, são inúmeros e grandes os locais onde a conexão à internet é impossível de ser alcançada. Outro aspecto a ser salientado foi a queda da renda média das famílias brasileiras, dificultando o acesso dos estudantes a esse tipo de serviço. Por sua vez, o desemprego afetou sobremaneira as famílias que mantinham seus filhos nas escolas da rede privada de ensino. Por essa razão muitos desses estabelecimentos fecharam as portas. Isso provocou um movimento contrário ao abordado na pergunta e já observado no processo de matrícula na rede estadual de Alagoas: um crescimento extraordinário da demanda por matrículas, superando em mais de 4 mil vagas a oferta inicial à disposição em nosso sistema
Qual o ‘Raio X’ que o senhor faz da Educação no estado de Alagoas e o que ainda pode ser feito?
A educação em Alagoas, nos últimos anos, conquistou avanços consideráveis, que não podem ser menosprezados, de maneira alguma. E isso foi alcançado através da articulação política com os municípios, através da construção de uma metodologia de trabalho que permitiu quebrar a inércia que mantinha o estado nas últimas colocações do principal indicador de avaliação do ensino básico, o IDEB. Através do Programa Escola 10, premiado no ano passado pelo Ranking de Competitividade dos Estados, promovido pela organização CLP-Liderança Pública, a educação em Alagoas iniciou uma curva ascendente de melhorias. A título de resultados, em 2017, alcançamos o 3º lugar no ranking nacional no alcance das metas definidas no IDEB. Mais de 80% dos municípios alagoanos atingiram essas metas para os anos iniciais do ensino fundamental, ficando atrás apenas dos estados do Ceará e Minas Gerais. Em 2019, chegamos no 2º lugar nacional no alcance dessas mesmas metas para os anos iniciais do ensino fundamental, confirmando o crescimento acelerado do estado na educação básica. Aproximadamente 95% dos municípios atingiram a média estipulada pelo INEP para a rede pública, ficando atrás apenas atrás do estado Ceará, referência internacional em educação básica. Vejam, isso não é algo trivial. É um movimento quase impensável anos atrás e esses resultados chamaram a atenção das equipes técnicas do INEP e do Ministério da Educação. Temos muito o que avançar, ainda, e o Programa Escola 10, grande responsável por isso, vai ser aprimorado e reavaliado para ser ainda mais eficiente. O nosso desafio é fazer esses resultados também acontecerem no ensino médio. Nesse, precisamos atuar em dois problemas principais: a elevada evasão de estudantes no primeiro ano, além de elevar as possibilidades de programas de iniciação científica, empreendedorismo tecnológico e qualificação profissional para permitir aos nossos estudantes maiores alternativas de construção de projetos de vida para quando concluírem ensino básico. Outro grande desafio é fazer avançar os programas já existentes para os jovens e adultos (EJA) para que possam fechar o ciclo de formação e deem seguimento aos seus propósitos com melhores possibilidades de enfrentar as dificuldades do mercado de trabalho. Em 2021 teremos mais um grande desafio: o de superamos a crise da pandemia e suas consequências na educação, dando continuidade ao crescimento nesses indicadores. Acreditamos ser isso possível, junto com os gestores municipais.
Escolas particulares em Maceió retornaram as atividades e adotaram o formato híbrido. Avalia que há segurança sanitária? É a melhor alternativa?
Enquanto a população brasileira não for vacinada, com a inclusão dos profissionais de educação no grupo de prioridades, não há ambiente 100% seguro e os riscos de contaminação são elevados. É claro que as escolas particulares têm capacidade muito maior de adaptação à situação imposta pela pandemia, pois a as condições de gestão são completamente diferentes das que regem a administração pública e suas obrigações jurídicas. O formato híbrido é um modelo que está em teste no país inteiro e muitas de suas experiências certamente ficarão para os próximos anos. Entretanto, adotar o modelo híbrido em redes de ensino públicas municipais e estaduais depende muito das condições sanitárias locais e estaduais. Nesse sentido não estamos falando do ambiente escolar propriamente dito, pois nesse a segurança sanitária pode até ser elevada. Estamos falando em colocar em risco milhares de pessoas, estudantes, responsáveis, servidores públicos, motoristas de transportes escolares, etc. Esses passariam a circular cotidianamente para chegar até o ambiente escolar. Compreendemos a ansiedade, as expectativas e os problemas que as famílias estão sentindo nesse momento de paralisação das atividades escolares no ambiente físico das escolas, mas seria uma temeridade voltarmos com as aulas presenciais, mesmo no modelo híbrido, colocando em risco milhares de pessoas e aumentando o ritmo de contágio, num momento em que há um recrudescimento do contágio, do número de óbitos por Covid-19 no país inteiro, e em Alagoas especialmente, onde também existe a necessidade premente de se adotar medidas que elevem o distanciamento social.
Alagoas ainda tem alguns índices baixos na educação. Como avalia esse impacto diante dessa lacuna feita pela pandemia?
Em 2020 a educação sofreu silenciosamente. A sociedade brasileira acompanhou, muito perto, como as áreas de saúde aguentaram as consequências dos avanços dos casos de contágio e de óbitos. Em 2021, continuamos vendo o mesmo filme, mas agora com um capítulo adicional que é a chegada das vacinas. Porém, no caso brasileiro, o ritmo da vacinação é muito lento e a área da educação vive, agora, a expectativa de ser incluída nos grupos prioritários. Mesmo com essa esperança, a perda é muito grande, de um ano para o outro. Somente para efeito de exemplo, uma pesquisa divulgada pela FGV em parceria com a Fundação Lehmann, aponta que no ensino fundamental os alunos perderam cerca de 34% dos conteúdos, ano passado, e no ensino médio, 33%. Muito estados ficaram vários meses sem nenhuma ação voltada para a retomada das atividades no, no mesmo período, após a paralização no mês de março. Outra pesquisa da FGV/RJ rebelou Alagoas em sétimo lugar no país, com menor número de dias sem atividades escolares, no período de março a outubro de 2020. Isso porque rapidamente foi formulado e colocado em prática o Regime Especial de Atividades Escolares Não-Presenciais (REAENP) Entretanto, de qualquer maneira, não somente em Alagoas, mas como em todo o país, os impactos da pandemia na educação serão profundos e sua superação para essa geração de estudantes será gradativa, no médio e longo prazo. 06 - Como avalia a atuação e investimento do Governo Federal no tocante a educação? Assim como aconteceu na área de saúde, o governo federal, nesta crise sanitária, praticamente não colaborou com os estados e municípios para minorar os efeitos da pandemia. O conjunto dos secretários de estado da educação, no âmbito do Conselho Nacional de Secretários de Estado da educação (Consed), tem contribuído muito para a troca de experiências, reivindicações de pautas com o governo federal, discussão de modelos de ensino, adoção de tecnologias, etc. As secretarias estaduais, por sua vez, viraram as principais coordenadoras de ações para os milhares de municípios e gestores locais. Uma responsabilidade que não é somente nossa, mas deveria ser compartilhada com o governo federal. Na ausência desse, não podemos nos furtar à essa situação nesse contexto tão dramático para o país e sua história.
*Estagiário sob supervisão da editoria
Por redação com www.sertaonahora.com.br 05/03/2021 - 18h 18min Jean Souza0
Uma excelente notícia para os professores e profissionais efetivos da rede municipal de educação. A Câmara de Vereadores de Santana do Ipanema aprovou o Projeto de Lei de autoria do Poder Executivo que autoriza o rateio do saldo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) 2020 para a categoria.
O Projeto de Lei foi encaminhado pela prefeita Christiane Bulhões e foi incluído na pauta em caráter de urgência, passando pelas comissões e encaminhado ao plenário para votação.
O projeto apresentado ao plenário na nesta sexta-feira (5), e foi aprovado por unanimidade dos vereadores presentes na sessão.
O projeto prevê o pagamento de uma folha extra mais um abono para os servidores efetivos da Educação. Agora o PL volta ao Poder Executivo para sanção.
Uma homenagem às mulheres de luta com canções sobre as questões de igualdade de gênero. Todas as músicas são de autoria ou têm participação de mulheres. Elas por Elas.
Publicado 04/03/2021 18:26

As compositoras denunciam a violência que fazem o Brasil ser o quinto país mais violento contra as mulheres e o campeão em assassinatos de LGBTs. Neste Dia Internacional da Mulher – 8 de março – as manifestações prometem ser grandes em todo o país.
Todas unidas contra o machismo e em defesa da democracia ameaçada por um governo de extrema-direita, misógino, racista, LGBtfóbico e antinacional. As mulheres entoam o Ele Não para mostrar a sua força por direitos iguais e justiça.
“Gosta de ter o dia livre
Tudo que pinta satisfaz
Dormiu com todos os amigos
Sobreviveu a carnavais
Passa batido pelos casais
Desinibida, vai”
(Desinibida, de Tulipa Ruiz e Tomás Cunha Ferreira)
Pagu, de Rita Lee
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Hum! Hum!
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira, nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Taratá! Taratá!
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hanhan! Ah! Hanran!
Fama de porra louca, tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Hanhan! Ah! Hanran!
Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Taratá! Taratá!
100% Feminista, de MC Carol e Karol Conká
Presenciei tudo isso dentro da minha família
Mulher com olho roxo, espancada todo dia
Eu tinha uns cinco anos, mas já entendia
Que mulher apanha se não fizer comida
Mulher oprimida, sem voz, obediente
Quando eu crescer, eu vou ser diferente
Eu cresci
Prazer, Carol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Eu cresci
Prazer, Carol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Represento Aqualtune, represento Carolina
Represento Dandara e Chica da Silva
Sou mulher, sou negra, meu cabelo é duro
Forte, autoritária e às vezes frágil, eu assumo
Minha fragilidade não diminui minha força
Eu que mando nessa porra, eu não vou lavar a louça
Sou mulher independente não aceito opressão
Abaixa sua voz, abaixa sua mão
Mais respeito
Sou mulher destemida, minha marra vem do gueto
Se tavam querendo peso, então toma esse dueto
Desde pequenas aprendemos que silêncio não soluciona
Que a revolta vem à tona, pois a justiça não funciona
Me ensinaram que éramos insuficientes
Discordei, pra ser ouvida, o grito tem que ser potente
Eu cresci
Prazer, Karol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Eu cresci
Prazer, Karol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Represento Nina, Elza, Dona Celestina
Represento Zeferina, Frida, Dona Brasilina
Tentam nos confundir, distorcem tudo o que eu sei
Século XXI e ainda querem nos limitar com novas leis
A falta de informação enfraquece a mente
Tô no mar crescente porque eu faço diferente
Eu cresci
Prazer, Carol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Eu cresci
Prazer, Karol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Eu cresci
Prazer, Carol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
Eu cresci
Prazer, Karol bandida
Represento as mulheres, 100% feminista
100%, por cento, por cento, por cento feminista
100%, por cento, por cento, por cento feminista
100%, por cento, por cento, por cento feminista
100%, por cento, por cento, por cento feminista
Brincadeira de Menina, de Mc Soffia
Dizem que menina não empina pipa no sol
Quem criou a regra que ela não joga futebol?
Que negócio é esse, brincadeira de menina?
As minas fazem tudo, até mandar umas rimas
De menino, de menina, ah
Vamos brincar
Somos crianças, temos que aproveitar
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Esconde-esconde, peteca, bolinha de gude e pega-pega
Menino e menina podem brincar de boneca
Hey, hey, hey, ho, ho, ho
Olha lá, a menininha fazendo um monte de gol
Quanta brincadeira, quem diria, sem preocupação
O negócio é alegria e diversão
Vamos aproveitar esse lindo momento
Depois que você cresce
Não volta mais o tempo, é
Ser criança é muito bom
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Esconde-esconde, peteca, bolinha de gude e pega-pega
Menino e menina podem brincar de boneca
Hey, hey, hey, ho, ho, ho
Olha lá, a menininha fazendo um monte de gol
Quanta brincadeira, quem diria, sem preocupação
O negócio é alegria e diversão
Vamos aproveitar esse lindo momento
Depois que você cresce
Não volta mais o tempo, é
Ser criança é muito bom
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Pra guardar no coração
Bom, bom, bom, bom, bom
Ser criança é muito bom
Desinibida, de Tulipa Ruiz e Tomás Cunha Ferreira
Gosta de ter o dia livre
Tudo que pinta satisfaz
Dormiu com todos os amigos
Sobreviveu a carnavais
Passa batido pelos casais
Desinibida, vai
Um jeito tão extrovertido
Seus argumentos são demais
Fala na lata, é concreta
E domestica animais
Tão relaxada
Você se esvai
Vive sem leva e traz
Tcharam, tcharam
Tchurururu, tchurururu
Ela Encanta, de Marina Peralta
Ela encanta
Bem desse jeito, jeito bem feito
Feito do jeito que ela bem quis
E balança
Vem no gingado, estilo bolada
Acalma, bagunça
Ela foi chegando devagar, veio já tirando todo o ar
Desmistificando tudo o que o povo insiste em falar
E a sua roupa ela escolheu, não pediu pra você nem pra eu
Porque ela entendeu que ela mesma manda nesse corpo que é seu
Logo de início quero falar do respeito
Essa mina do seu lado é mais que bunda e peito
Fugir desse assunto, meu mano, é uma vergonha
Ou cê tá achando que nasceu de uma cegonha?
Fica bem aqui, que eu vou te falar
Frida já se foi, mas pediu pra representar
E só pra constar, na minha rima vou lembrar
Você é linda do seu jeito e até quando acaba de acordar!
O sol raiou, e toda essa guerra entre o povo não parou
Seu nome é Betânia, sua mãe é Dona Flor
E referencial de pai só tem o seu avô
Só que seu corre é todo dia, sua luta é mais que grito
Não dá asa pro fuxico nem procura homem rico
Um dia não votava, também não estudava
De casa ela saiu, pra rua foi armada
Armada de ousadia, o medo escondia
Homem privilegiado mais sistema, oprimia
Um salve vai pras mina que na luta botam fé
Lugar de mulher é onde ela quiser!
Lugar de mulher
No rap quebra a banca
No samba tira onda
Reggaera fica a pampa
No funk é que manda
Acalma
Bagunça
Se mostra
Bem como escolheu
Flor de Mulher, de Luana Hansen
(A cada duas horas uma mulher é assassinada no país)
Mulher, no topo da estatística
32 Anos, uma pobre vítima
Vivendo num sistema machista e patriarcal
Onde se espancar uma mulher é natural
A dona do lar, a dupla jornada,
Sempre oprimida, desvalorizada
Até quando eu vou passar despercebida
A cada 5 minutos uma mulher é agredida
E você, pensa que isso é um absurdo
A cada hora 2 mulher sofrem abuso
Sai pra trabalhar, pra quê?
Pra ser encoxada por um zé feito você,
Que diz: “eu não consegui me controlar,
Olha o tamanho da roupa que ela usa, rapá!”
A culpada, em todos os lugares,
Violentada, por gestos, palavras, e olhares
Alvo do mais puro preconceito
Já que tá ruim, ela que não fez direito!
Objeto de satisfação do prazer
Desapropriada da opção do querer
Agredida em sua própria residência
Julgada sempre pela aparência
Numa situação histórica e permanente,
A sociedade que se faz indiferente
Questão cultural, força corporal,
Visão moral, pressão mental
Levanta sua voz e me diz qualé que é
É embassado ou não é… Ser mulher!?
(Se eu sou mulher estou pronta pra lutar)
(Se eu sou mulher eu vou sempre avançar)
(Se eu sou mulher ninguém vai me parar,
Ninguém vai me parar!)
(Se eu sou mulher estou pronta pra lutar)
(Se eu sou mulher eu vou sempre avançar)
(Se eu sou mulher ninguém vai me parar,
Ninguém vai me parar!)
A raiz é o espelho
Do que eu digo
E a semente espalha
Tudo o que é dito
Do seu jardim nasceu a flor desobediente
Enquanto ela existir vai ser diferente
Descluindo e criando
Saltando barreiras
A faraó, a verdadeira
Valente imperatriz, revolucionária
A pioneira, nunca retardatária!
Se gruda nóis pura ousadia
A venenosa, erva daninha
Lider nata na estrina
Mulher ipanema, heroína
No grito e no ferro
Que nunca se entrega
Quebrando o tabu
Destruindo as regras
Autêntica, polêmica, combatente
Coloca a mulher sempre a frente
Enigmática, apoiada pela fé
Decidida, sabe sempre o que quer
Estrategista, de uma mente brilhante
Forte, corajosa, cativante
Guerreira, campeã, atrevida
Na luta diária pra ser reconhecida
A dona do seu corpo imponente
Tira provisão independente
A favor da liberdade eliminando o preconceito
Inteligente, merecedora de respeito
A trabalhadora, a chefe de família,
A produtora, a feminista
Levante a sua voz e me diz qualé que é
É embassado ou não é… Ser mulher!?
(Se eu sou mulher estou pronta pra lutar)
(Se eu sou mulher eu vou sempre avançar)
(Se eu sou mulher ninguém vai me parar,
Ninguém vai me parar!)
(Se eu sou mulher estou pronta pra lutar)
(Se eu sou mulher eu vou sempre avançar)
(Se eu sou mulher ninguém vai me parar,
Ninguém vai me parar!)
Ninguém vai me parar!
A raiz é o espelho
Do que eu digo
E a semente espalha
Tudo o que é dito
Meu Sexo, Larissa Luz e Pedro Itan
Despudorada
Empoderada
Eu não abro mão do meu sexo
Dou uma virada
Uma gargalhada
Sim! Eu quero ser o meu sexo
Quero acontecer sem ter que dizer
Ei!! É o meu sexo!!!
Quem disse que é pra você?!
Pelve solta é equilíbrio
Me descubro ao me mexer
A jornada é sagrada
Eu quero me conhecer
Sinto meu quadril querendo balançar sem restrição
É a realidade do meu corpo
Busco uma conexão!!
Paredão, eliminar, imunizar, matar simbolicamente, e escolher sobreviventes vencedores que passaram por todas as humilhações é a estrutura que nos adestra e naturaliza o darwinismo social.
Publicado 09/02/2021 00:18 | Editado 09/02/2021 00:20

Impressionante o que está acontecendo no #bbb21. O Lucas Penteado, o ator, rapper, negro, abandona o BBB colocando a única questão que vale a pena colocar diante de um programa cuja estrutura é a do “zoológico humano”, que cria um ambiente de confinamento artificial e pressão psicológica onde as pessoas expõem o pior de si!
Por que esse programa existe e é celebrado e desejado? Qual a sociedade e os espectadores que querem participar na zona de conforto das suas casas como os juízes do mundo?
Por que amamos odiar? Paredão, eliminar, imunizar, matar simbolicamente, e escolher sobreviventes vencedores que passaram por todas as humilhações é a estrutura que nos adestra e naturaliza o darwinismo social. Vença o mais hábil!
Em um momento em que nós estamos confinados por uma pandemia, e milhares de pessoas estão em suas casas também sofrendo pressão, assédio, bullying, o #BBB21 virou um espelho amplificado de tudo o que a sociedade tem de pior: a ideia do jogo de sobrevivência e de rivalidade dos mais fortes, dos mais articulados, dos mais capazes de “jogar” com domínio das narrativas.
São muitas situações e vale analisar com mais cuidado para além dessa histeria canceladora das pessoas.
O problema não é a Karol Conká e nem o Lucas: é o que o programa exige! Narrativas de superioridade moral, autoestima avassaladora, produção de rivalidade, exigência de ultra performance sob pressão absurdas para vencer no jogo da casa e no jogo social.
O Lucas e a Karol Conká são artistas incríveis e pessoas com personalidades complexas, com defeitos, loucuras, todas tratáveis 🙃 e não caricaturas.
No BBB viram caricaturas e são reduzidas a tipos! O BBB é pedagógico!
Mas acredito que no futuro um reality show que permite humilhação, coloca as pessoas em risco de saúde mental, observa sem intervir em situações de bullying e opressão em nome do “show tem que continuar“, audiência e publicidade poderão ser banidas e execradas. Não as pessoas! Mas o dispositivo!
Existe hoje uma indústria do ódio (o negócio da polarização política, das fake news , do cancelamento midiativo, etc). Onde estão os jogos de empatia? Os jogos de formação política, os jogos de solidariedade, etc?
Os jogos romanos com gladiadores e animais também foram um espetáculo e entretenimento popular, desejado e festejado na Roma antiga.
Podiam ser usados como uma forma de execução pública para criminosos condenados, que eram levados para a arena para serem crucificados, queimados vivos, mortos a espada, ou mortos por animais selvagens.
Cada penalidade era diferenciada de acordo com a posição e a classe social do criminoso.
O garoto Lucas ao desistir de ganhar um milhão, ao desistir do BBB depois de assumir que é bissexual e ser zoado, depois de ter sido identificado como o “garoto problema”, o que não segura a onda com álcool, o que não sabe se portar e perde a linha etc etc etc.
O garoto da perifa que não domina os códigos, fez o que milhares de garotos performam na vida: são levados a desistir, pode ser desistir da família, desistir da escola, desistir de um emprego ou do maior programa de entretenimento do Brasil e de um milhão.
Mas sua saída e desistência não são um problema “seu”, colocam em xeque o sistema todo! Uma empresa ética talvez acabasse com o BBB nessa saída ou na sua atual forma!
Viva os que tem coragem de sair dos sistemas! Nós espectadores ainda não estamos nesse patamar a que Lucas chegou de desconstrução!
Lucas deu um foda-se para o BBB, para seus anunciantes, para a sociedade dos juízes do mundo e para todos nós!
Só quem já perdeu tudo na vida e não tem mais nada a perder tem essa coragem e liberdade! #bbb21
P.S. E a gente confinado em outro BBB com um personagem genocida destruindo a casa, uma mulher suspeita de matar o marido na Câmara dos Deputados, escroques mil tomando conta do Estado. Vamos direcionar nosso ódio e fúria, essa energia julgadora é impressionante, para quem está destruindo o Brasil.
Foi secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. É professora, curadora e pesquisadora acadêmica, atua na área de comunicação e cultura, foi diretora da Escola de Comunicação da UFRJ.
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